Autor: Editor

  • A Alma Nova

    A Alma Nova

    Aproximadamente 13.930 palavras.

    Produced by Rita Farinha and the Online Distributed
    Proofreading Team at http://www.pgdp.net (This file was
    produced from images generously made available by National
    Library of Portugal (Biblioteca Nacional de Portugal).)

    GUILHERME D'AZEVEDO

    A ALMA NOVA

    LISBOA

    TYPOGRAPHIA SOUSA & FILHO

    Rua do Norte, 145

    1874

    A ANTHERO DE QUENTAL

    A ANTHERO DE QUENTAL

    _Meu amigo.

    Este livro parece-me um pouco do nosso tempo. Sorrindo ou combatendo,
    fala da Humanidade e da Justiça, inspirando-se no mundo que nos rodeia.

    E porque julgo que elle segue na direcção nova dos espiritos, offereço-o
    a um obreiro honesto do pensamento: a uma alma lucida, moderna e
    generosa_.

    Dezembro de 1873.

    Guilherme d'Azevedo.

    I

    Eu poucas vezes canto os casos melancolicos,
    Os lethargos gentis, os extasis bucolicos
    E as desditas crueis do proprio coração;
    Mas não celebro o vicio e odeio o desalinho
    Da muza sem pudor que mostra no caminho
    A liga á multidão.

    A sagrada poesia, a peregrina eterna,
    Ouvi dizer que soffre uma affecção moderna,
    Uns fastios sem nome, uns tedios ideaes;
    Que ensaia, presumida, o gesto romanesco
    E, vaidosa de si, no collo eburneo e fresco,
    Põe crémes triviaes!

    Oh, pensam mal de ti, da tua castidade!
    Deslumbra-os o fulgor dos astros da cidade,
    Os falsos ouropeis das cortezãs gentis,
    E julgam já tocar-te as roçagantes vestes
    Ó deusa virginal das coleras celestes,
    Das graças juvenis!

    Retine a cançoneta alegre das bachantes,
    Saudadas nos wagons, nos caes, nos restaurantes,
    Visões d'olhar travesso e provocantes pés,
    E julgam já escutar a voz do paraiso,
    Amando o que ha de falso e torpe no sorriso
    Das musas dos cafés!

    Oh, tu não és, de certo, a virgem quebradiça
    Estiolada e gentil, que vem depois da missa
    Mostrar pela cidade o seu fino desdem,
    Nem a fada que sente um vaporoso tedio
    Emquanto vae sonhando um noivo rico e nédio
    Que a possa pagar bem!

    Nem posso mesmo crêr, archanjo, que tu sejas
    A menina gentil que ás portas das egrejas
    Emquanto a multidão galante adora a cruz,
    A bem do pobre enfermo á turba pede esmola
    Nas pompas ideaes da moda, que a consola
    Das magoas do Jesus!

    E nas horas de luta emquanto os povos choram
    E a guerra tudo mata e os reis tudo devoram,
    Não posso dizer bem se acaso tu serás
    A senhora que espalha os languidos fastios
    Nos pomposos salões, sorrindo a fazer fios
    Á viva luz do gaz!

    Tu és a apparição gentil, meia selvagem,
    D'olhar profundo e bom, de candida roupagem,
    De fronte immaculada e seios virginaes,
    Que desenha no espaço o limpido contorno
    E cinge na cabeça o virginal adorno
    De folhas naturaes.

    Tens a linha ideal das candidas figuras;
    As curvas divinaes; as tintas sãs e puras
    Da austera virgindade; as bellas correcções;
    E segues magestosa em teu longo caminho
    Deixando fluctuar a tunica de linho
    Ás frescas virações!

    Quando trava batalha a tua irmã Justiça
    Acodes ao combate e apontas sobre a liça
    Uma espada de luz ao Mal dominador:
    E pensas na belleza harmonica das cousas
    Sentindo que se move um mundo sob as louzas
    No germen d'uma flôr!

    N'um sorriso cruel, pungente d'ironia,
    Tambem sabes vibrar, serena, altiva e fria,
    O latego febril das grandes punições;
    E vendo-te sorrir, a geração doente,
    Sentir cuida, talvez, a nota decadente,
    Das morbidas canções!

    Oh, vôa sem cessar traçando nos teus hombros
    O manto constellado, ó deusa dos assombros,
    Até chegar um dia ás regiões de luz,
    Aonde, na poeira aurifera dos astros,
    Contricto, Satanaz enxugará de rastos,
    As chagas de Jesus!

    Logar á minha fada ó languidas senhoras!
    E vós que amaes do circo as noites tentadoras,
    Os fluctuantes véos, os gestos divinaes,
    Podeis vel-a passar n'um turbilhão fantastico,
    Voando no corcel febril, nervoso, elastico,
    Dos novos ideaes!

    II

    Eu vi passar, além, vogando sobre os mares
    O cadaver d'Ophelia: a espuma da voragem
    E as algas naturaes, serviam de roupagem
    Á triste apparição das noites seculares!

    Seguia tristemente ás regiões polares
    Nos limos das marés; e a rija cartilagem
    Sustinha-lhe tremendo aos halitos da aragem,
    No peito carcomido, uns grandes nenuphares!

    Oh! lembro-me que tu, minha alma, em certos dias
    Sorriste já, tambem, nas vagas harmonias
    Das cousas ideaes! mas hoje á luz mortiça

    Dos astros, caminhando; apenas as ruinas
    Das tuas creações fantasticas, divinas,
    De pasto vão servindo aos lyrios da justiça!

    III

    VELHA FARÇA

    Rufa ao longe um tambor. Dir-se-ia ser o arranco
    D'um mundo que desaba; ahi vae tudo em tropel!
    Vão ver passar na rua um velho saltimbanco
    E uma féra que dansa atada a um cordel.

    Ó funambulos vis, comediantes rotos,
    O vosso riso alvar agrada á multidão!
    E quando vós passaes o archanjo dos esgotos
    Atira-vos a flôr que mais encontra á mão!

    Lá vae tudo a correr: são as grotescas dansas
    D'uns velhos animaes que já foram crueis
    E agora vão soffrendo os risos das creanças
    E os apupos da turba a troco de dez réis.

    Conta um velho histrião, descabellado e pallido,
    Da féra sanguinaria o instincto vil e mau,
    E vae chicoteando um urso meio invalido
    Que lambe as mãos ao povo e faz jogo de páu.

    Depois inclina a face e obriga a que lh'a beije
    A fera legendaria olhada com pavor:
    E uma deosa gentil, vestida de bareje,
    Annuncia o prodigio a rufo de tambor!

    E as mães erguem ao collo uns filhos enfezados
    Que nunca tinham visto a luz dos ouropeis:
    E accresce á multidão a turba dos soldados,
    –Ao ilota da cidade o escravo dos quarteis.

    E o funambulo grita; impõe qual evangelho
    Á turba extasiada a grande narração.
    E sobre um cão enfermo um ourangotango velho
    Passeia nobremente os gestos de truão.

    Correi de toda a parte, aligeirae o passo,
    Deixae a grande lida e vinde á rua vêr
    As prendas d'uma fera, as galas d'um palhaço,
    E um archanjo que sua e pede de beber!

    A tua imagem tens ó povo legendario
    No comico festim que mal podes pagar,
    Pois tu ainda és no mundo o velho dromedario
    Que a vara do histrião nas praças faz dansar.

    IV

    GRAÇA POSTHUMA

    Depois da tua morte eu heide ver se arranco,
    N'uma noite serena, ao teu berço final,
    Um producto mimoso;–um grande lyrio branco
    Da alvura do teu collo eburneo e divinal!

    Aquella flôr suave, ó minha visão estherica,
    Debruçada gentil, na taça em que a puzer,
    Fazer-me-ha lembrar a graça cadaverica
    Do teu corpo franzino e ethereo de mulher!

    E mesmo conterá, de certo, alguma cousa
    Do que me traz submisso e prezo ao teu olhar:
    –Teu corpo a pouco e pouco irá fugindo á louza
    Depois tornado em lyrio á terra hade voltar!–

    E em longas noites, n'elle, eu beberei sosinho,
    Sonhando as convulsões d'uns lindos braços nús,
    A fragrancia que exhala a candidez do linho
    Em que hoje ondeias leve e onde os meus labios puz,

    –Saudando a boa mãe que faz com que eu te gose
    Depois do verme vil teu seio polluir,
    Mais pura no frescor de tal metamorphose
    Do que eras a scismar, do que eras a sorrir!

    Ó minha doce Ophelia! Os rapidos momentos
    Da vida, são crueis mas passam como um som!
    Um dia quando em fim dos velhos sedimentos
    Teu corpo renascer n'um lyrio immenso e bom,

    Talvez que eu durma já tambem sob os matizes
    Das flôres, ao sorrir das mil germinações,
    Dando um pasto fecundo ás tuas sãas raizes
    Depois de te sagrar as ultimas canções!

    V

    HISTORIA SIMPLES

    Havia um rapaz são, robusto, bom, valente,
    De espadua larga e rija; um ceifador gentil.
    Cavava todo o dia, andou sempre contente
    E a feria dava á mãe sem falta d'um ceitil.

    Elle amava a campina e os ceus largos, serenos.
    Aos domingos a mãe deixava-lhe uns dez reis.
    Deitava-se ao luar, dormindo sobre os fênos,
    Na fragrancia do trêvo, ao pé dos cães fieis.

    A mãe tinha de seu duas vaquitas mansas:
    N'um cerro agreste e vil alguns palmos de chão.
    E tinha ainda mais não sei quantas creanças
    Que andavam nuas sempre e sempre a pedir pão.

    O pae mal se sustinha ás vezes sobre as pernas:
    Era bebado e mau, batia na mulher;
    E á noite, ao scintillar dos vinhos nas tavernas,
    Cantava canções vis de a gente ensurdecer.

    Um dia uma senhora honesta da cidade,
    Esplendida, gentil, sabendo-se sorrir,
    Reparou no rapaz; achou-lhe propria a idade
    E fez-lhe um certo gesto:–o moço não quiz ir.

    Teve um assomo de raiva, então, sua excellencia.
    Ordenou-lhe que fosse: o moço disse,–irei!
    Despediu-se dos seus: devia obediencia
    Á senhora gentil que se chamava… a Lei!

    Pegou no velho alforge e no bordão nodozo
    E metteu-se a caminho. Os pobres dos irmãos
    Choravam á partida:–um quadro doloroso!
    A mãe louca de dôr torcia as magras mãos!

    Chegando no outro dia ao ponto onde o chamaram
    Primeiro foi medido e todos a final,
    Depois de bem revisto, á uma, concordaram
    Que ao serviço do rei convinha este animal!

    Aquell'outra senhora, astuta, grave, terna,
    –A ordem–jubilava em doces pulsações!
    Contava mais um servo, um filho, na cazerna,
    Gastando pouco mais:–uns cobres e uns feijões!…

    Agora quando passa o batalhão luzente
    Na rua, podeis ver o pobre cavador
    Com modos imbecis, marchar pesadamente
    –Heroe por conta alheia–ao rufo do tambor!

    Não sabe onde caminha entre as guerreiras hostes!
    Perguntem-lhe o que é patria e liberdade e lei!
    Caminha simplesmente ás ordens dos prebostes
    Que trazem no chicote a salvação do rei.

    E na pobre cabana ainda se conserva
    O mesmo quadro triste:–a lacrimosa mãe;
    Alguns pequenos nús rolando sobre a herva,
    E um ebrio que pragueja e não pensa em ninguem!–

    Mulher não chores mais: a quadra é pura e bella:
    Emquanto na campina alouram os trigaes,
    Teu filho guarda o mundo e a Deus faz sentinella:
    Receiam que Deus faça andar o mundo mais.

    Em breve elle virá de jubilo e d'assombro
    Encher tua alma, em fim, quando ámanhã voltar
    Com seu velho canudo, a trouxa posta ao hombro,
    Trazendo novamente a luz ao pobre lar.

    E tu perguntarás: o que é meu filho, é ouro!!
    A quantas guerras foste? ó ceus, como tu vens!
    –Mãe tome essa lata! esconda o meu thesouro
    E deixe-me ir dormir no fêno ao pé dos cães!

    VI

    Á meza do festim, cercada de formosas,
    O canto dos cristaes e o scintillar dos vinhos
    Saudavam juntamente os bellos desalinhos
    Das galantes vizões das ceias luminozas!

    Molhavam-se em champagne as pétalas das rozas!
    E em baixo, a nossos pés, em leves murmurinhos
    A gaze sobreposta á candidez dos linhos
    Erguia-se n'um mar de vagas caprichosas!

    Ali tudo era paz! Nem odios vis nem zelos!
    Os labios pois limpando ás rendas e aos cabellos
    Da menos trivial das fadas tentadoras,

    Eu brindo aos mortos!–disse: á legião sagrada
    Que foi á solidão, á eternidade, ao nada!
    –Ás almas e ao pudor d'estas gentis senhoras.

    VII

    OS SONHOS MORTOS

    Embora triste a noite, a vagabunda lua
    Mais branca do que nunca erguia-se nos ceus,
    Igual a uma donzella ingenua e toda nua
    No leito ajoelhada erguendo a fronte a Deus!

    O mar tinha talvez scintillações funestas.
    A praia estava fria, as vagas davam ais;
    Semelhavam, ao longe, as extensas florestas
    Fantasmas ao galope em monstros colossaes.

    E eu vi n'um campo immenso, agreste e desolado,
    Immerso no fulgor diaphano da luz,
    Juncando tristemente o solo ensanguentado
    Sinistra multidão de corpos semi-nus!

    Tinha a morte cruel, em sua orgia louca,
    Deposto em cada fronte um osculo brutal;
    E um ironico rizo ainda em muita boca
    Se abria, como a flôr fantastica do mal!

    E eu vi corpos gentis de virgens delicadas
    Beijando a fria terra, as mãos hirtas no ar,
    Em sagrada nudez!… Cabeças decepadas!…
    Em muito peito ainda o sangue a borbulhar!…

    E sobre a corrupção das brancas epidermes
    Luzentes de luar e d'esplendor dos ceus,
    Orgulhosos passando os triumphantes vermes,
    Da santa formosura os ultimos Romeus!

    Se tu minha alma livre ainda hoje conservas
    Memoria das vizões que amaste com fervor
    Ahi as tens agora alimentando as ervas
    De novo dando á terra o que ella deu á flôr!

    São ellas! as vizões dos meus dias felizes,
    Meus sonhos virginaes, as minhas illusões,
    Que a seiva dão agora aos vermes e ás raizes,
    Que em pasto dão seu corpo a novos corações!

    São as sombras que amei, divinas, castas, bellas;
    As chymeras gentis, os vagos ideaes,
    Que de rozas cingi, que illuminei d'estrellas,
    E que não podem já da terra erguer-se mais!

    VIII

    FALA A ORDEM

    Pequeno, d'onde vens cantando a Marselhesa;
    Da barricada infame, ou d'outra vil torpeza?

    Que esplendido porvir! Do nada apenas sahes
    Começas a morder as purpuras reaes
    Ó filho trivial da livida canalha!…
    E, vamos, deixa ver, guardaste uma navalha,?!
    Não tremas que eu bem vi! que trazes tu na mão?
    Intentas já limar as grades da prizão,

    Fazendo scintillar um ferro contra o solio
    Archanjo que adejaes nos fumos do petroleo?!…
    Mas, vamos abre a mão: não queiras que eu te dê.

    Bandido eu bem dizia!–a carta do A B C!…

    IX

    Ó lirios da cidade, ó corações doentes
    Das vagas affecções modernas e galantes;
    Eu sei que vós morreis aos sons agonisantes
    Das orchestras febris,–nos sonhos dissolventes!

    Sois os fructos gentis que balançaes pendentes
    Nas arvores da vida; e os pobres viajantes
    Famintos d'ideal, sorriem triumphantes
    Julgando-vos colher nas seivas innocentes!

    E tragam com fervor o pomo apetecido
    Que deve ter um mel oculto no tecido,
    –Um raio bom do sol que nos sorri tão alto;

    Mas vós que sois da moda um luminozo aborto,
    Como os fructos crueis das margens do mar morto
    Apenas conteis dentro uma porção d'asphalto!

    X

    MISERIA SANTA

    Entrando esta manhã n'um templo da cidade
    Aberto á multidão mas triste e quasi só,
    O ver ao desamparo a velha magestade
    N'um throno a desabar, meteu-me certo dó.

    Restavam tão somente alguns dourados velhos
    Do passado esplendor, e foi-me facil ver
    Que uma nuvem de pó cobria os evangelhos
    Como cousa esquecida e impropria de se ler!

    A virgem, sobretudo; a mãe predestinada
    Que o Golgotha lavou nas lagrimas de fel
    Que sempre hade chorar toda a mulher amada,
    Ou seja a mãe de Christo, ou seja a de Rossel;

    Achei-a desolada e triste lá n'um canto,
    Sem pompas e sem luz, coberta d'ouropeis
    Tão velhos como o roto e desbotado manto
    Que ha muito, já, deveu á crença dos fieis!

    Dizer-me póde alguem d'affectos bons e puros
    Que eu posso ainda encontrar as bellas cathedraes
    Aonde o simples Christo e os martyres obscuros
    Campeiam no fulgor de pompas theatraes.

    Bem sei; mas como disse, o acaso ou o quer que fosse
    Levou-me a um templo pobre e foi n'elle que vi
    Que ha mendigos do céo, d'olhar sereno e doce,
    Proletarios do altar a quem ninguem sorri!

    E ao ver esta humildade,–eu tenho d'isto ás vezes,–
    Pensei, não sei porque, nas morbidas vizões
    Que não passam de ser as filhas dos burguezes
    Mas de rendas de França enfeitam seus roupões!

    XI

    ASTRO DA RUA

    Fazia hontem já tarde um nevoeiro espesso.
    –Que insonia em mim produz este humido vapor!–
    Eu vinha enfastiado, ou turvo, emfim confesso,
    Dos fumos do café, da luz e do rumor.

    Um fantastico véo cobria as longas praças;
    E o gaz ria atravez da grande cerração
    Que em lagrimas descia ao longo das vidraças
    E em flocos d'alva neve humedecia o chão.

    Eu mesmo achava em tudo um tom maravilhoso.
    Dispuz-me a crer no ceu a amar este ideal:
    Do subito eis que passa um astro radioso
    Luzindo-me atravez do magico cendal!

    Que vaga exhalaçao ó cousas vis que adoro!
    Que bello olhar de Deus, deixae-me assim dizer!
    Pelo sulco de luz julguei um meteóro,
    Pelo aroma subtil sonhei uma mulher!

    Passou porém, fugiu: no fim eis em resumo
    A sua breve historia! o sonho é sempre assim!
    Ha cousas que ao passar ainda deixam fumo:
    Aquella só deixava um vacuo dentro em mim.

    Archanjos caminhae, que eu espero o grande dia
    Da nossa atroz vingança, ó despotas do ceu!
    Nossa alma anda algemada á vossa tirannia
    Mas hade erguer-se a escrava…–Assim dizia eu

    E a mesma aparição de novo a deslumbrar-me!
    De novo a mesma aurora o espaço a illuminar!
    Agora pude vêl-a e posso recordar-me
    Dos abysmos de luz que havia em seu olhar.

    O astro vinha envolto em nuvens d'escumilha:
    De resto era uma fada, eu mais não sei dizer.
    Deixava atraz de si um aroma de baunilha
    D'um louco se abysmar d'um pobre enlouquecer!

    Quem quer que sejas tu, que sejam sempre bellos
    Teus ceus sem vendaval, teus dias sem revez!
    Feliz de quem poder beijar os teus cabellos
    E aos labios aquentar os teus pequenos pés!

    –Dizendo caminheí. Porém novo prodigio!
    Ainda a perseguir-me a mesma aparição
    E eu ainda sentia o lucido vestigio
    Que ha pouco em mim deixára a outra exhalação!

    Mas agora reparo, attento em sua chama!
    Que olhar tão insolente, o ceu não luz assim!
    Na gaze que ella arrasta ha um debrum de lama,
    Na face macerada uns traços de carmim!

    Oh! astro! emfim conheço a orbita que traça
    O teu curso veloz! bem sei onde tu vaes!
    Prosegue no teu giro em volta d'essa praça
    E Deus te dê mais luz e menos lamaçaes.

    XII

    Quando Martha morrer, depois do extremo arranco,
    Não tratem d'orações;
    Desprendam-lhe o cabello o vistam-a de branco
    Á moda das visões.

    Desejo vel-a então passar d'esta maneira
    Depois de tal revêz,
    Por entre a chama azul e tenue da poncheira
    No fumo dos cafés.

    Áquelle bom paiz das pallidas chymeras,
    Monotonia azul;
    Não temam que ella vá no fogo das espheras
    Queimar o véu de tulle.

    Assusta-a muito o frio, a chuva, o sol dos tropicos
    A nuvem triste e vã,
    E pódem-lhe prender os pés tão microscopicos
    As nevoas da manhãa!

    De noite ella virá com seus trajes singellos,
    Archanjo d'outros ceus,
    Nos suspiros febris dos meigos violoncellos
    Dizer-nos mal de Deus.

    Contar-nos por que foge á doce transparencia
    Que o ceu formoso tem,
    Meiga filha gentil da mesma decadencia
    Que é nossa boa mãe.

    Se as lagrimas de luz que chora o firmamento
    Em noites de luar,
    Ao seu pescoço nú podessem, n'um momento,
    Cingir-se n'um collar;

    De certo ella daria ao pallido comêta
    E á estrella trivial,
    A mesma adoração que dava á cançoneta
    Que amou até final!

    E á saida do circo, ao astro romanesco,
    Á noite iria, então,
    Contar, ainda a sorrir, o ardor funambulesco
    Do livido truão!

    Assim, não quer ouvir aos córos invisiveis
    Um hymno d'enfadar,
    Cantado por milhões d'archanjos insensiveis
    Sem um que a possa amar!

    E não lhe esquecem nunca os rapidos instantes
    Do que ella amava mais:
    –A vida illuminada á luz dos restaurantes
    N'um sonho de cristaes!

    XIII

    AS VICTIMAS

    Eu vejo muita vez e raro já me assombro
    –Minha alma tanto afiz ás tristes commoções!–
    Na rua, junto a mim, passar hombro com hombro
    No transito penozo as longas procissões,

    De victimas da sorte e victimas do mundo!
    Umas boas, gentis, outras feias, crueis,
    Envoltas n'um sudario ou n'um burel immundo;
    Nas pompas theatraes, nas galas dos bordeis,

    Não são filhas do sonho ou creaçoes chymericas
    Da mente allucinada, ou vagos ideaes;
    São magros peitos nús, são faces cadavericas,
    São as tristes, as vís desolações carnaes.

    São pequenos sem pão que vão pedindo esmola
    Nas lamas encharcando os regelados pés:
    Que dormem nos portaes, que nunca vão á escóla
    –Flôres que enfeitarão a noite das galés!

    São aquellas gentis e pobres costureiras
    De peito comprimido; anemica expressão;
    Que passam a tossir, cansadas, com olheiras,
    Ganhando em todo o dia apenas um tostão,

    Curvadas a cozer o languido velludo,
    O irritante setim dos grandes enxovaes,
    Das princezas do Banco, herdeiras d'isto tudo;
    Depois indo morrer nos tristes hospitaes!

    São os pobres heroes que os seus irmãos combatem;
    Que morrem sob o pezo enorme dos canhões,
    E o cortejo de mães pedindo aos reis que as matem
    E os reis fazendo rir das suas maldições!

    São da lugubre noite umas flôres sem nome
    Batidas muito já dos grandes vendavaes,
    Que, por que sentem frio ou por que sentem fome,
    Derramam pelo seio aromas triviaes

    E fingem depois ser apparições divinas,
    Erguendo um pouco a saia, a fimbria sensual,
    Abrindo um vil leilão de beijos, nas esquinas,
    Aos apetites vís da multidão brutal!

    São mineiros sem luz; são velhos britadores,
    Que o contacto da pedra um dia endureceu,
    Queimados pelo sol, gelados nos horrores
    Do tumulo cruel que em vida os recebeu!

    São aquelles heroes, em fim, dos grandes sonhos,
    Que sentiram na terra as vastas corrupções
    E ás turbas apontando uns mundos mais risonhos
    Tentaram espedaçar os ultimos grilhões

    E que passam tambem um tanto contristados,
    Talvez cheios de tedio, ao verem que hoje, nós,
    Os deixamos seguir ainda apedrejados
    Não raro desprezando a sua augusta voz!

    E a grande multidão de martyres sublimes,
    De tristes semi-nús, constante a caminhar,
    Aos ceus erguendo as mãos, queixando-se dos crimes
    Dos despotas que aos pés não cessam de os calcar!

    A fila tenebroza, a procissão de victimas,
    Augmenta mais e mais; não deixa de crescer!
    E do estygma cruel das penas mais legitimas
    Em muita fronte bella um traço podeis ver!

    Caminhe muito embora: a sorte é sempre varia
    E a turba soffredora, ó grandes bem sabeis,
    Podia dividir a tunica cezarea
    Lançando aos que estão nús a purpura dos reis!

    XIV

    EVOCAÇÃO

    Levanta-te Romeu do tumulo em que dormes
    E vem sorrir de novo á boa, á eterna luz!
    De noite, ouço dizer que ha sombras desconformes
    E as noites do passado, oh, devem ser enormes
    Na atonia fatal das larvas e da cruz!

    Conchega gentilmente ao peito carcomido
    Os restos do teu manto:–assim, que bem que estás!

    Na terra hão de julgar-te um grande Aborrecido
    Que busca desdenhoso o centro do ruido
    Nas horas vis do tedio e das insonias más.

    O mundo transformou-se; aquelle fundo abysmo
    Do antigo amor fatal, fechou-se d'uma vez,
    E tu filho gentil do velho romantismo,
    Tu vens achar dormindo o rude prozaismo
    No berço onde sonhava a doce candidez!

    No entanto pódes crer; faz muito menos frio
    Á luz do novo sol; do gaz provocador;
    E o seculo apezar de gasto e doentio,
    Não pode já escutar o cantico sombrio
    Que fala de edeaes e cousas sem valor!

    Em paz deixa dormir a terna Julieta
    Que aos ceos ainda por ti levanta as brancas mãos;
    E em quanto por mim corre a tetrica ampulheta,
    Da muza alegre e vil da torpe cançoneta
    Saudemos a nudez a par dos bons pagãos!

    Nas praças, tu bem vês; a turba prazenteira
    Innunda-se na luz de mil constellacões!
    E os archanjos da rua assomam na poeira
    Que exhala o macadam, trazendo em cada olheira
    O astro creador das grandes sensações!

    E quando a cotovia á estrella matutina
    Mandar a saudação, lá fora, em pleno céo,
    Romeu tu beijarás, que é tua eterna sina,
    A trança da belleza anemica e franzina
    Que entre os fumos da festa, a amar, adormeceu!

    XV

    Boas noites coveiro: a tua enxada
    Não cessa ha tanto tempo de cavar?!
    Cavalleiro da morte, ó fronte desolada
    Não sentes a mão tremula e cançada
    De tanto trabalhar!

    Tu esperas hoje as legiões sombrias
    De mortos, que eu supponho ao longe ver?
    Os felizes caídos nas orgias
    E os tristes que além todos os dias
    O gelo vem colher?!

    Que immensa valla aberta! são medonhos
    Os risos d'essa boca infame, alvar!…
    Descansa dos teus dias enfadonhos!
    –Eu cavo a sepultura dos teus sonhos
    Não posso descançar!

    XVI

    FLOR DA MODA

    Alice, o turbilhão das salas elegantes,
    Começa a entristecer; ninguem sabe por quê!
    Aquella flôr doente amava muito d'antes
    As festas, o ruido, as cousas deslumbrantes,
    Agora é desolada e penso que descrê.

    Que tedio se abrigou na vaga transparencia
    D'um todo tão subtil, aerio, divinal.
    –Moderna creação da santa decadencia,
    Que alia gentilmente ás pompas da regencia
    Os indecisos tons d'um ar sentimental?!

    Archanjo por quem és! desvenda esse mysterio
    Das vagas oppressões da tua insomnia má,
    E diz-me o teu sonhar visão do baixo imperio,
    Vestal que amas o gaz e tens o fogo ethereo
    Na conta d'uma cousa um tanto usada já!

    No idylio pastoril das noites venturosas
    Não sonhas tu de certo, e raro o hão de sonhar
    N'um mundo todo nosso, as bellas desditosas
    Que em trinta annos de fogo as suas velhas rozas
    Nos grandes vendavaes sentiram desbotar!

    E quando a augusta voz do mar ou das florestas
    Abala o coração dos justos e dos bons,
    Bem sei que tu não vaes, fugindo ás grandes festas,

    No amor das castelãs scismar entre as giestas
    Com medo que te acorde a bulha dos wagons!

    Eu sei talvez teu mal! A febre que hoje sentes
    Abraza a geração de lyrios ideaes
    Que passam, como tu, galantes e doentes,
    D'um amor desordenado ás cousas dissolventes,
    Ás vozes da guitarra e aos cantos sensuaes!…

    E tem de os consumir a grande nostalgia
    D'um mundo mais á moda e menos trivial,
    Onde haja um grande caso, ao menos, cada dia
    E se possa esquecer a vil monotonia
    De tudo que nos cerca:–Alice eis o teu mal mal!

    No entanto eu sei que és boa: apenas das insomnias
    A febre, mãe cruel d'estranhas sensações,
    Na fria placidez do gaz e das bigonias
    Construe na tua mente as grandes babylonias
    D'um mundo extraordinario e monstro de visões!

    Tocou-te um mal galante: és tenue e caprichosa:
    És boa e fazes gala em que te julguem má.
    E sentes sobre tudo uns tedios côr de rosa
    E os extasis crueis d'uma mulher nervosa:
    –Se existe a mulher-flôr, tu és a flôr de chá!

    E chame-te o bom Deus ao foco aonde brilha
    Aquella eterna luz, amor dos immortaes,
    Que tu amortalhada em rendas e escumilha
    Achar deves, talvez, da moda, ó terna filha,
    O céo modesto um pouco e os anjos triviaes!

    XII

    Ó machinas febris! eu sinto a cada passo,
    Nos silvos que soltaes, aquelle canto immenso,
    Que a nova geração nos labios traz suspenso
    Como a estancia viril d'uma epopea d'aço!

    Emquanto o velho mundo arfando de cansaço
    Prostrado cae na luta; em fumo negro e denso
    Levanta-se a espiral d'esse moderno incenso
    Que offusca os deuses vãos, anuviando o espaço!

    Vós sois as creações fulgentes, fabulosas,
    Que, vibrantes, crueis, de lavas sequiosas,
    Mordeis o pedestal da velha Magestade!

    E as grandes combustões que sempre vos consomem
    Começam, n'um cadinho, a refundir o homem
    Fazendo resurgir mais larga a Humanidade!

    XVIII

    A CHRISTO

    Precisamos Jesus, se não te sentes velho,
    Que cinjas novamente o resplendor de luz
    E venhas explicar a letra do evangelho
    A muitos que hoje vês prostrados ante a cruz!

    Ainda não cessou, de todo, essa contenda
    Que um dia, ha muito já, tentaste debellar:
    E aquelles que são bons e adoram tua lenda
    Desejavam tambem ouvir-te hoje falar.

    Apenas resoasse o teu verbo indignado,
    O latego febril das grandes corrupções,
    Iria atraz de ti um mundo revoltado
    Que sente na consciencia a luz das redempções.

    E embora não houvesse, aqui, outra alma gemea
    Da tua, e tão ungida em balsamos dos céos,
    Havias d'encontrar essa alma de bohemia
    Que sonha uma justiça e sente em si um Deus!

    Mas não, não voltes cá: teu corpo combalido
    Não póde supportar os gelos da manhã.
    Precisavas de pão, d'abrigo e de vestido
    E a vida aqui é cara e longo o macadam!

    Terias d'encontrar, de certo, mil estorvos
    No mundo revolvido, e escuta-me Jesus:
    Se não fosses, em fim, comido pelos corvos
    Talvez te fuzilasse um cura Santa-Cruz!

    Serias apontado a dêdo, muitas vezes,
    Como um simples bandido, um agitador feroz,
    E haviam de esconder seus ouros os burguezes
    Apenas resoasse, ao longe, a tua voz!

    Depois vinhas achar a par do proletario,
    Ao pé do que se innunda em bagas de suor,
    Aquelle velho Pedro, agora millionario,
    E triste por pensar que já esteve melhor!

    E perto do ocio vil á sombra do qual medra
    O egoismo feroz que extingue o coração,
    Lutando todo o dia o britador de pedra
    A quem á noite espera, em casa, um negro pão;

    E uns pequenos sem côr; talvez cheios de fome,
    Com pouca luz no olhar; atrophiados, nús;
    Abrindo os olhos muito á codea que elle come
    E indo-se deitar sem roupas e sem luz!

    Assim deixa-te estar. O teu cadaver triste
    Recende uma fragrancia etherea e divinal,
    Emquanto o mundo segue e vae de lança em riste
    Sem treguas combatendo as legiões do Mal!

    Tu foste o paladino, o trovador sagrado,
    Que falaste do amor, da paz e do perdão,
    E o ferro que varou teu corpo lado a lado
    Comtudo inda reluz altivo em muita mão!

    Nós, hoje, quando em luta erguemos sobre a liça
    O gladio vingador das oppressões crueis,
    Soltamos, n'um sorriso, o nome da Justiça,
    E ha quem saiba morrer sem bençãos nem laureis!

    Descansa pois Jesus! Bem basta que tu sintas,
    N'esse velho sepulchro, o immenso vozear
    Dos mineiros sem luz, das legiões famintas,
    Que nunca, um dia só, deixaram de lutar,

    Mas que hão de em fim vencer, porque a suprema essencia
    A jorros cae do céo nas mãos dos Prometheus,
    E tanto vae subindo a vaga da consciencia
    Que um dia ha de abismar-se em nós o proprio Deus

    XIX

    Eu tive um sonho estranho: ouvi que vou dizel-o.
    Era em praia dezerta, em frente a um longo mar:
    Nos céos havia a nevoa, a mãe do Pezadêlo,
    E o vago, o incerto, o informe em tudo a oscillar!

    De subito surgiu, na praia, uma criança
    D'olhar profundo e bom, d'angelica expressão,
    E o mar contemplou com tanta confiança
    Que nem que visse n'elle o berço d'um irmão!

    Mas a vaga subindo, em cada extremo arranco
    Levando ia comsigo aquella flôr dos céos!
    E em breve só boiava um tenue vulto branco
    No mar onde fluctua o espirito de Deus!

    Mais tarde á beira-mar chegava a pura imagem
    Da mais casta mulher que em vida pude ver.
    Detinha-se distante:–a espuma da voragem
    Só meia extenuada aos pés lhe ia morrer!–

    O immenso mar, porém, crescia a cada instante
    Mais turvo e mais veloz! depois… Não quiz vêr mais.
    Ergui-me e caminhei de val em val errante
    Pensando tristemente em coisas ideaes!–

    Ao longe, muito além, na serra desviada
    De subito encontrei–ó estranha apparição–!
    Uma pobre velhita enferma e desolada
    Trazendo já no olhar a grande cerração!

    Que idéa me assaltou não sei dizel-o agora.
    Aonde iria o espectro, aquella sombra vãa?
    Iria aonde vae o que hontem foi aurora
    E aonde irão tambem as rosas d'ámanhãa?…

    Dos meus instantes bons, ó lucida chimera,
    Bem vês que os sonhos maus são faceis d'esquecer!
    Que importa a grande noite em plena primavera,
    Que importa o que tu foste, o que és, e o que has de ser!!

    XX

    O GRANDE TEMPLO

    Eu não trajo o burel do magro cenobita
    Nem me posso infligir crueis macerações;
    Mas não rio d'alguem que busca a paz bemdita
    No seio casto e bom das grandes solidões.

    Bem sei que ha na montanha aromas penetrantes
    E certas vibrações que podem fazer mal;
    Mas se é preciso Deus, direi que é melhor antes
    Amal-o com fervor no templo universal!

    Em quanto sobre o altar das serras azuladas
    Mil lampadas do céo derramam toda a luz,
    Nas velhas cathedraes, já meio arruinadas,
    O Tempo,–o grande verme!–até devora a cruz!

    Depois é facil vêr, por entre os arabescos
    Que a arte sensual traçou com tanto amor,
    Ás vezes, o sorrir dos Satyros grotescos
    Pungindo cruelmente a face do Senhor.

    Ou mais; podemos nós voar todos captivos
    Do sereno ideal, d'aquelle summo bem,
    Ao vermos tanta vez os Faunos mais lascivos
    Olhando de revez a virgem nossa mãe?!

    E ainda mil traições: as musicas, as flôres
    Os lindos seraphins voando todos nús;
    Da sêda que se arrasta os languidos rumores
    Do incenso as espiraes; os turbilhões de luz!

    Oh! visto haver de tudo; aromas e decotes,
    O vinho scintillante, a viva luz do gaz;
    Que a vossa rouca voz, pomposos sacerdotes,
    Não cante apenas Deus; que solte alguns _hurrahs_!

    O fumo d'essa festa, a mim, pouco me assusta.
    Se eu quero alguma vez fugir do pó, voar,
    Eu tenho o val profundo ou a floresta augusta,
    As montanhas, os céos, e o bello, o vasto mar!

    Da casta natureza ó templo gigantesco,
    Tu és mais amplo, sim; mais livre, muito mais!
    O meigo e doce olhar do Christo romanesco
    A multidão gentil não chama aos teus umbraes.

    XXI

    A UM CERTO HOMEM

    Agora és todo nosso: a rude voz da historia
    Já póde hoje falar
    E dar-te um balancete ás nodoas e á gloria
    Rei-sol de _boulevard_.

    Que dias d'esplendor! Porém como começa
    A noite e a podridão!
    Foi Deus que te mandou tambem para a Lambessa
    Da eterna punição!

    Enfarda a tua gloria e leva-a que é vergonha
    Que vejam ámanhã,
    Que até lhe depennou as aguias de Bolonha
    O abutre de Sedan!

    E visto que em redor nenhuma estrella brilha
    E a noite é longa e má,
    No caminho do opprobrio acende a cigarrilha
    E, cezar, ouve lá:

    Que altiva e bella a França! aquella Gallia ardente
    Que de Valmy levou,
    Descalça, quasi núa; a Marselheza em frente;
    Nossa alma até Moscow!

    Seus filhos teem a fouce: envergam rudes clamydes
    Depois, caminham sós;
    E em quanto ceifam reis acordam nas Pyramides
    A alma dos Pharaós!

    E vão cheios de fé, bandeira solta ao vento,
    Na gleba das nações,
    Convictos semeando o novo pensamento
    No sulco dos canhões!

    Mas tu chegas um dia: afogas-lhe a grandeza
    E quando a tens aos pés,
    Celebras a victoria aos hymnos de Thereza,
    A musa dos cafés!

    Banquetes dás ao crime; e os teus heroes d'esquína
    Ainda a afrontam mais,
    Tornando a _Marselheza_ em torpe Messalina
    D'um circo de chacaes!

    E sobre alguns montões de mortos ainda quentes,
    Emfim campeias, tu,
    Que déste á sagração das cousas dissolventes
    Um Petroneo-Sardou!

    Porém, quando ao colher ainda um beijo á Fama
    Um dia avanças mais,
    Teu carro triumphal trambolha-te na lama
    E então como tu saes!…

    Revolves-te no horror das vis, infectas ondas
    De lodo e podridão,
    E vaes de manto roto e vestes hediondas
    Buscar a escuridão!

    Em vez de reclinar a fronte ao sol ardente
    Da luta que sorri,
    Do fumo dos canhões fugiste, e de repente…
    Matou-te um bistori!…

    Que entrada a tua, então, na funebre morada,
    Pizando, incerto, o pó,
    Á luz d'uma _lanterna_, ao vir da encruzilhada,
    Sinistro, sujo e só!

    Das cinzas levantou-se um brado entre os jazigos
    Dos bons e dos leaes,
    Apenas descobriste a marca dos _castigos_
    Nas faces triviaes!

    E quando te assustava o olhar altivo d'Hoche
    E o gesto de Danton,
    Sorria-te na sombra o amor da Rigolboche
    Meu cezar-Benoiton!

    73–Janeiro.

    XXII

    Á HORA DO SILENCIO

    Eu quiz hontem sonhar, sentir como um romantico
    A doce embriaguez do pallido luar,
    Ouvindo em pleno azul passar o immenso cantico
    Dos astros no seu giro e em sua luta o mar!

    A cidade dormia o somno dos devassos;
    Aquelle somno turvo, infecto e sensual:
    E a lua, antiga fada, erguia nos espaços
    Tranquilla e sempre ingenua a fronte de vestal!

    E sobre a quietação das coisas vis e exoticas
    Sentiam-se as febrís, crueis respirações,
    Dos tristes hospitaes e das virgens clorothicas,
    Dos amantes fataes da febre e das paixões!

    A noite era em silencio, a athmosphera doce
    E ria a natureza aos beijos d'um bom Deus.
    De subito escutei, ao longe, o quer que fosse
    D'um canto que suppuz então baixar dos céos!

    Attento ao vago som, porém, a pouco e pouco
    Senti que era uma voz disforme e sensual,
    Soltando uma canção n'aquelle accento rouco
    Da triste inspiração alcoolica e brutal!…

    Ó terna vagabunda, enamorada lua!
    Emquanto ias assim, diaphana e sem véo,
    Uma triste mulher passava, então, na rua
    Cuspindo uma porção d'infamias para o céo!

    XXIII

    Eu quizera depois das lutas acabadas,
    Na paz dos vegetaes adormecer um dia
    E nunca mais volver da santa lethargia,
    Meu corpo dando em pasto ás plantas delicadas!

    Seria bello ouvir nas moutas perfumadas,
    Emquanto a mesma seiva em mim tambem corria,
    As sãas vegetações, em intima harmonia,
    Aos troncos enlaçando as lividas ossadas!

    Ó belleza fatal que ha tanto tempo gabo:
    Se eu volvesse depois feito em jasmins do Cabo,
    –Gentil metamorphose em que n'esta hora penso;–

    Tu, felina mulher com garras de veludo
    Havias de trazer meu espirito, comtudo,
    Envolto muita vez nas dobras do teu lenço!

    XXIV

    O VELHO CÃO

    Soltava hontem já tarde um velho cão felpudo
    Uns doloridos ais,
    Em frente d'um palacio altivo, bello e mudo,
    Cerrado aos vendavaes.

    Fazia pena ouvil-o, o misero mollosso
    Em seu triste chorar!
    Era quasi uma sombra: apenas pelle e osso
    E um vago, um doce olhar!…

    Eis a sorte cruel do pobre que não come,
    Dos miseros sem pão!
    Em paga ainda em cima os vae tragando a Fome,
    A negra apparição!

    Latia o cão faminto. O frio era mordente,
    Feroz, quasi voraz!
    E o pobre não sabia, em fim, que ha muita gente
    Que adora a santa paz.

    Ora perto vivia uma galante rosa,
    Etherea, virginal,
    Que tinha um lindo collo, amava, era nervosa
    E a quem fazia mal,

    Aquelle uivar sinistro; a ponto de em desmaios
    Pender a fronte ao chão!
    Saíram pois á rua impavidos lacaios
    E foram dar no cão.

    –Ha no mundo um rafeiro, um velho cão esfaimado,
    –O povo soffredor,
    Que ás vezes vae ganir, com fome, o seu bocado
    Ás portas d'um senhor.

    O resto é velha historia: ocioso é já dizer-vos
    O fim que ella ha de ter.
    A Ordem, só d'ouvil-o, alteram-se-lhe os nervos
    E manda-lhe bater!

    XXV

    AS VELHITAS

    Eu não professo muito o culto das ruinas.
    Prefiro uma officina ás velhas barbacãs;
    Das velhinhas, porém, mirradas, pequeninas,
    No entanto nunca insulto as prateadas cãns.

    Deixal-as caminhar, curvadas, vagarosas,
    Com seu bento rozario, os seus fofos beitões,
    A rirem-se de nós, crueis, maliciosas,
    Sagazes comentando as nossas illusões!

    Ah, velhitas sem côr! cabeças regeladas,
    Vulcões de que só resta a cinza e nada mais:
    Já fostes as visões; talvez as brancas fadas;
    Prendestes vossos pés nos humidos rosaes;

    Tivestes já no olhar os bons reflexos magicos
    Dos lagos ideaes cubertos de luar;
    As curvas sensuaes, os bellos dedos tragicos;
    As rosas más do inferno, os lyrios bons do altar!

    Pendestes já scismando as frontes melancolicas
    Nas varandas á noite, amantes dos Titães
    Do bello amor antigo! ó Marcias das bucolicas!
    E agora apenas sois as mães de nossas mães!

    Segui vosso caminho: as graciosas fadas,
    As bellas da cidade, anémicas, gentis,
    Sorriem-se, talvez, das fitas desbotadas,
    Dos provectos chapéos, das gallas que vestis!

    Oh! mostrando os trophéos das vossas velhas rosas,
    Dizei-lhes, a sorrir das futeis illusões,
    Que fostes já, tambem, galantes e nervosas
    Mas destes isso tudo a varios corações!

    Agora tendes pouco: apenas uns lamentos
    Sentidos contra nós; queixumes sem valor
    E ao mundo importam muito os vossos testamentos
    E importa muito pouco a vossa immensa dôr!

    Batei á grande porta: os bellos dias vossos
    Velhitas, bem sabeis, não podem voltar mais!
    Á terra ide levar, em fim, n'uns tristes ossos
    O residuo fatal das cousas virginaes!

    XXVI

    ÁS VISÕES

    Pois que visões! não cessa a rapida corrida
    E seja noite ou dia,
    Volteadoras crueis! vós sempre a toda a brida
    Na minha phantasia!

    Parti chymeras vãs! archanjos ou _madonnas_,
    Parti, que o mando eu,
    Como um bando fatal de velhas amasonas
    Que o circo aborreceu!

    Levae tudo comvosco: as settas mais a aljava;
    O angelico sorriso;
    E as azas d'escumilha em que eu voava
    Á noite, ao paraiso!

    Eu quero, em fim, dormir; passar as noites gratas
    Sentindo-me feliz,
    No somno machinal dos velhos acrobatas
    Depois das farças vis!

    Mais tarde hei de sorrir, ou escarnecer-me quasi,
    Lembrando-me–ó verdade!–
    Que onde eu suppunha aurora havia apenas gaze
    E uns traços d'alvaiade.

    Perdão se vos insulto! oh, não, vós sois do empyreo,
    D'aquelle meigo azul,
    Que a todos tem sorrido: a Christo no martyrio,
    Na dôr, ao rei de Thule;

    E quando vos apraz, nas azas transparentes,
    Mais alto ides por certo,
    Do que as deusas gentis, aerias, insolentes,
    Que vemos voar tão perto!

    No entanto podeis crer ó lucidos fantasmas
    Que o seculo, afinal,
    Occulta no esplendor não sei que vis miasmas
    Que fazem muito mal!

    E quando vós passaes, nas horas do mysterio
    D'estrellas revestidas,
    Bebemos nós, talvez, o aroma deleterio
    Das rosas corrompidas!

    Oh sim! parti depressa; erguei-vos d'este abysmo
    Archanjos ideaes,
    Deixando-nos colher a flôr do realismo
    Nas coisas triviaes!

    XXVII

    Melancolias do outono! Eu quando além descubro,
    Nas tristezas do campo, as filas mugidoras
    Dos vagarosos bois que voltam das lavouras,
    Compungem-me as crueis desolações d'outubro!

    Das orlas do poente, afogueado, rubro,
    Ó moribundo sol! com que poesia douras,
    As formas triviaes das cabecitas louras,
    Que, ás portas dos casaes, de bençãos tambem cubro!…

    Solta o canto final a orchestra da folhagem:
    São horas de partir; apresta-se a viagem,
    E as noites dos saraus hão de voltar mais bellas!

    Mas as vistas lançando ás regiões saudosas,
    Nos esforços crueis das tosses dolorosas,
    Em bandos vão partindo as tisicas donzellas!

    XXVIII

    O VELHO MUNDO

    Eu vejo em toda a terra um vasto cemiterio,
    A necrópole immensa, a campa dos colossos,
    Aonde em paz descansa o velho megatherio,
    Por entre a fauna morta, os carcomidos ossos!

    E os grandes leviathaãs dos primitivos mares;
    Os tremendos reptis, crueis, descommunaes,
    Celebram no silencio as nupcias singulares
    Dos seus residuos vis, com ricos mineraes!

    E os esqueletos nús dos lividos gigantes
    Abraçam-se melhor; conchegam-se na cova,
    Deixando um logar vago aos velhos elephantes
    Que vão fugindo á luz da natureza nova!

    Tambem no mundo interno as almas vão seguindo.
    Na corrente da vida, em mil circulações;
    E da consciencia humana o largo abysmo infindo
    Occulta, ha muito já, disformes creações!

    Ellas dormem na sombra immensa do passado
    Aonde em breve hão de ir nos trances doloridos,
    A velha Realeza e o trémulo Papado
    Sem forças descançar os corpos corrompidos.

    Depois virão mais tarde as gerações futuras
    E os dois espectros vãos da sombra hão de evocar,
    Bem como a nossa voz, as grandes creaturas
    Do mundo primitivo, obriga a despertar.

    E as crianças terão seus nomes de memoria,
    Como exemplo, na vida, a todos os momentos;
    E vel-os-eis de pé, nas paginas da historia,
    Grotescos, machinaes, pezados, somnolentos;

    Fazendo-nos pensar; d'espanto enchendo tudo;
    Soffrendo o riso alvar do ingenuo e do plebeu,
    Eguaes ao masthodonte armado para estudo
    E exposto ás irrisões nas salas d'um museu!

    XXIX

    Eis a velha cidade! a cortesã devassa,
    A velha imperatriz da inercia e da cubiça,
    Que da torpeza acorda e á pressa corre á missa!
    Baixando o olhar incerto em frente de quem passa!

    Ella estreita no seio a velha populaça,
    Nas vis dissoluções da lama e da preguiça,
    E nunca o santo impulso, o grito da Justiça,
    Lhe fez estremecer a fibra inerte e lassa!

    E póde receber o beijo e a bofetada
    Sem que sinta o rubor da colera sagrada
    Acender-lhe na face as duas rosas bellas!

    Sómente d'um sorriso alvar e deshonesto,
    Ás vezes, acompanha o provocante gesto
    Quando sôa a guitarra, á noite, nas viellas!

    XXX

    Á NOITE

    Eu gosto de velar a percorrer os mundos
    Ó noite dos bons canticos,
    Aos lividos clarões dos astros vagabundos
    Nos extasis romanticos,

    Emquanto a vil cidade, a cortesã devassa
    Dos falsos ouropeis,
    Com seus famintos cães, a sua lua baça
    E os seus negros bordeis,

    Resona torpemente aos beijos deleterios
    D'alguns velhos amantes;
    –Os longos hospitaes e os tristes cemiterios
    Que a afagam delirantes!

    Comtudo eu tambem sei que existe muito instante
    De gelos, em que tu,
    Feroz, cravas o dente agudo e penetrante
    No pobre seio nú!

    Que ha horas em que vens, nas humidas cidades,
    Nas choças, nos esgotos,
    Cuspir cynicamente as frias tempestades
    No seio vil dos rotos,

    Sem ter pena, sequer, da pobre mãe que passa
    Um dia sem ter pão,
    Nem d'essa esfarrapada e velha populaça
    Que rosna como um cão!…

    Mas em breve deixando as tenebrosas vestes,
    O manto dos horrores,
    E o gladio vingador das coleras celestes
    Ó noite dos amores,

    Retomas o tom puro e santo do mysterio
    Da pallida mulher
    Que vae colher, scismando, um lyrio ao cemiterio
    E ao campo um malmequer!

    Em horas de tormenta és a mulher colerica!
    Até cospes na cruz!
    E formam-te espiraes na coma athmospherica
    As viboras de luz!

    Porém no teu regaço, altivo, casto, enorme,
    Em doce e plena paz,
    É que a virtude sonha e que a desgraça dorme
    Depois das horas más,

    E em lucidos cristaes, ha scintillantes vinhos;
    Os casos mais galantes;
    As languidas canções; os bellos desalinhos
    E os gestos provocantes!…

    Ó filha do silencio! Aos puros alabastros
    Dos hombros ideaes,
    Se Deus arremessasse a quantidade d'astros
    Que em ti brilham a mais,

    As pallidas visões que passam doloridas,
    E um tanto contristadas,
    Haviam de surgir d'estrellas revestidas
    Em trajos d'alvoradas!

    Em ti cuida escutar uns sons inexprimiveis
    De languidas canções,
    O pobre sonhador de coisas impossiveis
    Que adora as solidões!

    E quando o resplendor de mundos luminosos
    Na tua fronte cinges,
    Os gatos sensuaes, electricos, nervosos
    Repouzam como esphinges;

    Emquanto as combustões dos lividos comêtas,
    Errantes e fataes,
    Comsomem lentamente as grandes borboletas
    Dos nossos ideaes!

    XXXI

    A VALLA

    Trazei mortos á valla; a hydra está com fome
    E deve ser-lhe longa a hora em que não come!
    Olhae como ella mostra aquelles que a vão ver,
    Inerte, sem pudor, de fauce escancarada,
    A amargura cruel da bocca desdentada
    Que pede de comer!

    Lançae ao monstro informe algum repasto novo!
    Trazei-lhe carne humana; arremeçae-lhe o povo.
    Tranzido pelo frio ou morto pelo sol!
    E visto haver na fera abysmos insondaveis
    Mandae-lhe as legiões dos grandes miseraveis
    Que morrem sem lençol!

    Eu quero vel-a farta, a lugubre panthera,
    Que, na sombra agachada, olhando em roda, espera
    A preza que lhe inveja a gula dos chacaes.
    Começa a ouvir-se ao longe a marcha vagarosa
    Da triste procissão cruel e dolorosa
    Que vem dos hospitaes.

    Um velho esquife chega: em duas taboas toscas
    Um pobre semi-nú coberto já de moscas,
    N'um riso deixa ver não sei que tons crueis!
    Emquanto nos sorria a luz das noites bellas,
    Talvez que elle varresse a lama das viellas
    E o lixo dos bordeis!…

    E poude, em fim, dormir no seio bom da morte!
    Apoz, como se fôra a livida consorte
    D'aquelle vil despojo, ás mesmas horas vem,
    Trazendo por sudario os seus vestidos rotos,
    Uma triste mulher caída nos esgotos
    Sem bençãos de ninguem!

    Devora-os ambos fera! Engole-os juntamente:
    Reune-os em consorcio e dá-os de presente
    Á larva que partilha as ancias do teu ser!
    Aguça o teu desejo!–A garra infecta lança
    Ao corpo tenro e nú d'uma gentil criança
    Que a mãe te vem trazer!

    Redobra d'appetite! Alonga-se a teu lado
    A fila tenebrosa! O espectro do soldado
    A par do que vergou cançado de cavar:
    E o mineiro sem luz, o martyr legendario;
    E amparando-se a custo ao velho proletario
    A flôr do lupanar!

    Mastiga a turba vil e alonga essa guela!
    Bem vês que vem chegando um corpo de donzella
    Que pela candidez recorda uma vestal!
    Voou-lhe, n'um sorriso, o derradeiro arranco
    E traz viçoso ainda um grande lyrio branco
    No seio virginal!

    Ó monstro sensual na sombra tripudia!
    Celebra no silencio a tenebrosa orgia,
    Que as Deusas vem chegando ao lubrico festim!
    N'um beijo os labios colla á frigida epiderme
    E o D. Juan da morte, o cavalheiro Verme,
    Que viva e gose emfim!

    Eu quero ver-te farta, em halitos profundos,
    Dormindo o somno vil dos animaes imundos,
    De ventre para o ar; serpente infecta e má!
    E ámanhã, na estação dos candidos amores,
    Veremos rebentar n'um tapete de flôres
    O lixo que em ti ha!

    E a santa mocidade; as languidas mulheres;
    Virão depois colher os gratos malmequeres,
    Pizando-te sem medo e cheias de desdem,
    Em danças sensuaes; o fato em desalinho;
    Compondo-te canções; regando-te de vinho;
    Sem pena de ninguem!

    E tu que és monstruosa, infame, vil, medonha;
    Que não mostras pudor; que não sentes vergonha;
    Que és a campa-monturo e não pódes ser mais;
    Cingida em fim, tambem, de rosas orvalhadas,
    Terás dado um perfume ás almas namoradas,
    E pasto aos animaes!

    XXXII

    Ó vultos ideaes, fantasticos e bellos,
    Que ás vezes revoaes nas salas deslumbrantes,
    N'um grande mar de tulle, ethereas, fluctuantes.
    Aos suspiros fataes dos meigos violoncellos;

    Que bom que era sonhar nos pallidos castellos,
    Á noite, á beira mar, nas solidões distantes,
    Nos tempos em que a flôr dos timidos amantes
    Á lua confiava os intimos anhelos!…

    Agora sois gentis, despepticas, vistosas;
    Pagaes por alto preço as exquisitas rosas;
    Nos rapidos wagons correis o mundo em roda;

    Mas prostradas do baile, amarrotando a luva,
    Emquanto cae na rua a somnolenta chuva,
    Scismaes no Deus-Milhão,–no Creador da moda!

    XXXIII

    Eu vejo em tua bocca as pétalas vermelhas
    D'uma rosa de fogo aonde vão libar,
    O mel das illusões, quaes timidas abelhas,
    Uns velhos ideaes que em vão tento expulsar.

    Dizer-me pódes tu de que ovulo espontaneo,
    Tocado pelo sol, em mim poude nascer
    Este bando cruel que dentro do meu craneo
    Não faz ha muito já senão roer, roer?!

    Ás vezes vôa ao largo; ás serras, ás campinas;
    Remonta aos astros bons; torna a descer dos céos;
    E volta a demolir as trémulas ruinas
    Do templo onde crepita a luz dos dias meus!

    Ó grande flôr suave! e n'isto se resume
    A constante batalha, o sempiterno afan!
    Aspira a minha essencia ao teu grato perfume;
    Sossobra o dia d'hoje ao dia d'ámanhã!

    Oh, volvamos á terra; aos placidos logares,
    Aonde os hymeneus fecundos e reaes,
    Produzem, dia a dia, os fetos singulares
    E as sãs vegetações dos candidos rozaes!

    E o que ha d'ethereo em nós, que siga as breves phases
    D'um fluido transitorio, erguendo-se nos céos,
    Nas grandes expansões dos fugitivos gazes
    Onde em linguas de fogo ás vezes fala Deus.

    Forçoso é separar os dois rivaes antigos,
    Na batalha cruel que em nós se reproduz.
    Sorria o que é da terra aos vegetaes amigos;
    Rebrilhe o que é do céo nas refracções da luz!

    XXXIV

    NOS CAMPOS

    A fragrancia do trevo o das flôres selvagens
    Da noite embalsamava as tepidas bafagens:
    Ao longe os astros bons olhavam-nos dos céos.
    O mundo era um altar; as serras grandes aras;
    E os canticos da paz corriam nas searas
    Em honra do bom Deus.

    No solemne silencio immersa ia minha alma
    Em tranquilla mudez; n'aquella doce calma
    Que sente germinar os frescos vegetaes.
    De subito uma voz deixou-me um pouco extatico:
    Detive-me um momento; olhei:–era o viatico!
    De noite a horas taes,

    Que andava Deus fazendo, assim, pela campina,
    Trazido pela mão d'um padre sem batina
    Roubado ás sensações d'um longo resonar?
    Fui seguindo o cortejo até que n'uma choça
    O Rei dos reis entrava: o padre, com voz grossa,
    Movia-se a rezar.

    Nos restos d'uma enxerga, ali, no vil cazebre,
    Um pobre cavador, mordido pela febre,
    Torcia as grossas mãos nas ancias do estertor;
    E os filhos semi-nus sentindo a pena ignota
    Tentavam-se esconder na velha saia rota
    Da mãe louca de dôr!

    A voz do sacerdote a custo resoava.
    A palavra d'amor que ali se precisava,
    Não posso dizer bem se acaso elle a soltou.
    Falava o Deus severo e forte dos castigos,
    Ou esse bom Jesus que aos pés d'alguns mendigos
    Um dia ajoelhou?

    Do padre tinham medo os tremulos pequenos.
    Os magros cães fieis erguendo-se dos fênos
    Latiam tristemente em volta do cazal:
    E o levita lançava áquella noite escura
    A benção derradeira, erguendo a mão segura,
    N'um gesto machinal!

    Depois transpondo, á pressa, a porta da cabana,
    Sahia sem deixar da sãa verdade humana
    O balsamo suave, o dom consolador!
    Oh, de certo o Jesus de que nos fallam tanto
    Não era o que deixava ali, n'aquelle canto
    Sósinha a mesma dôr!

    Sorria Deus, no entanto, em toda a natureza!
    Nas florestas, no val, nas serras, na deveza,
    Nas moitas dos rozaes, no movediço mar!
    O constellado azul dir-se-ía um sanctuario!
    Havia aquelle albergue apenas solitario,
    E frio o pobre lar!

    E o rude agonisante, o triste moribundo
    Que em breve ía partir; abandonar o mundo;
    Os seus deixando sós, na terra, sem ninguem,
    Talvez ao presentir o fim da insana lida
    Soltasse maldicções, ainda, contra a vida
    E contra nós tambem!

    E eu lembrei-me então d'aquelles bons valentes
    Que lutam todo o dia e vão morrer contentes
    Á noite, ao pé dos seus, depondo os vãos laureis;
    E d'aquelles, tambem, de frontes requeimadas
    Que pela causa santa, em pé, nas barricadas,
    Se batem contra os reis!

    Lembraram-me os heroes, serenos, bons, austeros,
    Que sagram toda a vida aos ideaes severos
    Da justiça e do bem; caíndo com valor,
    Sem que a dextra cruel dos despotas os dome
    Nas batalhas da idéa; oppressos pela fome,
    Varados pela dor!

    Ó pobres multidões! as grandes noites frias
    Não cessam de morder, famintas e sombrias,
    N'um banquete nefando os vossos corpos nus!
    E o lyrio da justiça; a grande flôr sagrada,
    Nem sempre mostra, em vós, aberta e desdobrada,
    As petalas de luz!

    Eu quando porem lanço as vistas ao futuro
    E vejo dia a dia a despontar mais puro
    O grande sol da idéa, em rubidos clarões,
    Recordo-me que sois a productiva leiva
    Aonde já circula uma opulenta seiva,
    De grandes creações!

    XXXV

    O ULTIMO D. JUAN

    D'aquelle de quem falo, as socegadas lousas
    Podiam-vos contar as violações brutaes!
    A gula com que morde as mais sagradas cousas
    D'horror faz recuar os trémulos chacaes.

    Não descanta á viola, á noite, os seus enleios:
    Elle vive na sombra e eu sei também que vós,
    Gentis bellezas d'hoje, ó astros dos Passeios,
    Lhe não lançaes, a furto, a escada de retroz.

    Mas sede muito embora as virgens sem desejos,
    As monjas virginaes, uns pudicos dragões;
    Fechae o niveo collo aos vendavaes dos beijos,
    E ás noites de luar os vossos corações;

    Um dia hade chegar em que elle, informe, tosco,
    Sem garbo, sem pudor, grotesco, infame, vil;
    Nas grandes solidões irá dormir comvosco,
    Mordendo em cada seio o lyrio mais gentil!

    E o que elle adora muito ó virgens romanescas
    Não é o que abrigaes d'ethereo e virginal:
    Adora os corpos nus; as bellas carnes frescas;
    Deixando o resto a vós damnados do ideal!

    Não vive como nós de candidas mentiras:
    Não communga do amor esse illuzorio pão:
    Devora com fervor as pallidas Elviras
    E em muitos seios bons dá pasto ao coração!

    Tem palacios na sombra e fazem-lhe um thesouro
    Maior do que o dos reis; adora as solidões:
    Não uza d'espadim; não traz esporas d'ouro;
    Mas vive como os reis das grandes corrupções!

    Flôres sentimentaes! tremei do paladino,
    Do velho D. Juan, feroz conquistador,
    A quem da vossa bocca um halito divino,
    Em vida, faz fugir talvez cheio d'horror;

    Mas que um dia virá, na candida epiderme,
    Na sagrada nudez dos collos virginaes,
    Em hymnos de triumpho–o grande Cezar-Verme!–
    Colher o que ficou de tantos ideaes!

    XXXVI

    Formosuras do inverno! Ao sol das duas horas
    A aérea multidão de fadas quebradiças,
    Gentis apparições dos bailes e das missas,
    Desliza no fulgor das pompas seductoras.

    No arfar da cazimira ha frases tentadoras
    E maciezas taes nas languidas pelliças,
    Que as tristes commoções, decrepitas, mortiças,
    Resurgem do lethargo ó pallidas senhoras!

    E muitos hão de ter uns extasis divinos
    Ouvindo soluçar, á noite, aos violinos,
    A vaga introducção d'uma balada aerea;

    Em quanto, do futuro, ao toque da alvorada,
    Se escuta, a martellar na sua barricada,
    Sinistra rota e fria, a livida Miseria.

    XXXVII

    ANTIGO THEMA

    Passae larvas gentis na rua da cidade
    Aonde se atropella a turba folgazã;
    A noite é um tanto agreste e cheia d'humidade
    Mas o tedio mortal precisa a claridade
    Que em vosso olhar trazeis, vizões do macadam!

    Estatuas sem calor! vós sois das grandes vazas
    D'um corrompido mar as Deusas menos vis!
    Se á noite abandonaes, voando, as pobres casas,
    E vindes pela rua enlamear as azas,
    Quem sabe a fome occulta, as sedes que sentis!

    A pallida Miseria em seu triste cortejo
    Precisa as contracções de muitos hombros nús:
    E vós ides sorrindo ao lubrico desejo,
    Do carro da desgraça arremessando um beijo
    Que apenas é de lama em vez de ser de luz!

    Embora! caminhae deixando um grande rasto
    D'estranhas emoções, d'aromas sensuaes:
    E ao pobre que mendiga a pallidez d'um astro;
    Ao que sonha vizões e archanjos d'alabastro
    Fazei por despenhar nos longos tremedaes!

    Do velho idyllio, a muza, ha muito já que dorme,
    E o arroio em vão suspira e chora a nossos pés!
    A grande multidão,–a vaga, a onda enorme,
    Que oscilla sem cessar, e gira multiforme
    Ás corridas, ao circo, ao templo e aos cafés,

    Talvez ao presentir que tudo, emfim, declina,
    Adore a immensa luz, em vós, constellações,
    Que não baixaes do céo; que vindes d'uma esquina,
    Vagando no rumor da aérea musselina,
    Em plena bacchanal fingindo de vizões?

    Oh, sois do nosso tempo! A languida existencia
    De tedios se consome e sente febres más!
    Aspira ao que é bizarro: a uma exquisita essencia
    Que exhala aquella flôr que vem na decadencia
    E quando a toda a luz succede a luz do gaz!

    Do seculo a voz rude apenas diz–trabalha!–
    Ao poste vil amarra o lubrico ideal
    Que expira, emfim, talhando a funebre mortalha
    Na vossa trança gasta, ó muzas da canalha
    Que apenas revoaes do olimpo ao hospital!

    XXXVIII

    A MÃE

    Eu canto-vos, mulher, por que vos tenho visto
    Na palpebra vermelha a lagrima d'amôr,
    Que vem d'Eva a Maria–a doce mãe de Christo–
    Formando a stalactite immensa d'uma dôr!

    Oh, quantas vezes já n'aldeia miseravel
    Nas tristezas do campo, ás portas dos casaes,
    Vos tenho surprehendido, em extasi adoravel,
    Em quanto os filhos nús ao peito conchegaes!

    A fria noite chega. Os maus, de bocca cheia,
    Rebolam-se na terra: ainda pedem pão!
    Com elles repartis a vossa parca ceia;
    E vendo-os a dormir podeis sorrir então.

    D'inverno quasi sempre as noites são mordentes.
    Uivam lobos na serra: o vento uiva tambem:
    Mas elles vão dormindo os longos somnos quentes,
    Em quanto a vil insomnia opprime a pobre mãe!

    Tendes sustos crueis. Temendo que lhes caia
    A roupa que os abafa, aos pobres acudis;
    E aninhando-os melhor nas vossas velhas saias
    Podeis então dormir um tanto mais feliz.

    Mulher quanto é suave e longo esse poema
    Quanto é preciso ó mãe, no transito cruel,
    Que vossa alma estremeça e o vosso peito gema
    A fim de que em vós brilhe o mais alto laurel!

    Quem é que nunca viu, na rua, a cada passo,
    A pallida mulher que rompe a multidão,
    Trazendo agasalhado, um filho no regaço,
    E aos tombos, muita vez, um outro pela mão?!

    Nos frios do lagedo, ás vezes, pede esmola
    Ás portas dos cafés: ninguem a quer ouvir:
    E a ella qualquer codea a farta e a consola
    Comtanto que sem fome os filhos vão dormir!

    E em quanto á luz do gaz a turba prazenteira
    No fumo dos festins revoa em turbilhão,
    Quantos dramas crueis nas humidas trapeiras;
    Nos campos quantas mães sem roupas e sem pão?!

    E sempre a mesma lenda, a mesma historia antiga:
    Do palacio á cabana o vosso doce olhar,
    Nas insomnias crueis, na fome ou na fadiga,
    D'um raio creador o berço a illuminar!

    No entanto á doce mãe, se aquelle amor sem termo,
    Da moda traja agora os novos ouropeis,
    E o vosso coração já gasto e um pouco enfermo,
    Soffrendo se dilue nos ideaes crueis;

    Nas vagas pulsações d'umas recentes ancias,
    Se aquella santa flôr das grandes commoções,
    Apenas tem logar nas vossas elegancias.
    Como um enfeite de mimo amado nos salões;

    Na corrente fatal que ao longe arrasta os povos,
    Se o vosso grande affecto intenta erguer-se mais,
    Sonhando a sagração dos heroismos novos,
    Resplendente de luz; vistosa de metaes:

    Aos reflexos do gaz, ó mãe, abri passagem
    Por entre a saudação das alas cortezãs,
    Levando as seducções da vossa doce imagem
    Aos delirios da noite, ás ceias das manhãs!

    Surgi do canto obscuro aonde o casto seio
    Palpita ingenuo e bom na paz da solidão,
    E o vosso amor levae á opera e ao passeio
    A fim de que elle arranque um bravo á multidão!

    E eu heide rir ao ver que o peito onde um thesouro
    Maior do que nenhum podemos encontrar,
    Intenta seduzir pela medalha d'ouro
    Que aos pequenos heroes os reis costumam dar!

    XXXIX

    Archanjo vae-te embora: é tarde: em nossas casas
    Talvez alguem se afflija; é tão deserta a rua!…
    Tu deves sentir frio! Embuça-te nas asas;
    Dá saudades á lua.

    Um beijo em cada estrella!… Espera que eu sou louco!
    Sonhei devo pagar: perdão anjo dos céos!
    Agora tem cuidado; o céo escorrega um pouco:
    Boas noites adeus!

    XL

    SANTA SIMPLICIDADE

    Na serena missão de paz que tu cumpriste
    Ó suave Jesus, ó doce galileu,
    Que santa singeleza e que perfume triste
    Do teu casto perfil no mundo rescendeu!

    Havia no teu verbo aquella unção divina
    Que a velha harpa de Job soltou nas solidões,
    E o bello, o puro sol da antiga Palestina
    Suave contornou, de luz, tuas feições!

    Compunham-te o cortejo uns pobres pescadores
    Almas rectas e sãs; marchavas por teu pé,
    E sorrias falando aos rudes e aos pastores,
    Sentado nos portaes da pobre Nazareth.

    Da tua Galiléa os valles percorrias
    Levando um bom quinhão d'affecto a cada lar,
    E o grande olhar suave e terno das judias
    Turbaste muita vez, de certo, sem pensar!

    E mais simples na morte, apenas a tua alma
    Transpunha as regiões purissimas do sol,
    Tu que havias colhido a immorredoura palma
    Não tinhas para o corpo as gallas d'um lençol!

    Consola-te ó Jesus! Tu deves já ter visto
    Que sobre a terra, agora, ao teu nome fieis,
    Os que se dizem ser apostolos de Christo
    Não precisam trajar os infimos bureis.

    Não maceram seus pés! não vão pobres e rotos
    Envoltos na estamenha, apedrejados, sós,
    Nos desertos viver de mel e gafanhotos,
    Convertendo o gentio ao som da sua voz.

    Ante elles, ao contrario, alargam-se os batentes
    Dos palacios reaes, nas grandes recepções,
    E formam-lhes cortejo os coches reluzentes
    Atraz dos quaes se bate um trote d'esquadrões!

    Cobrindo-lhes, depois, d'insignias as roupetas,
    Afim d'honrar melhor a primitiva fé,
    Redobram-se ainda mais as velhas etiquetas;
    Polvilham-se melhor os homens da libré!

    E dão-se-lhes festins onde ha grandes baixellas,
    Fataes scintillações de vinhos e rubins,
    Gargantas ideaes, grandes espaduas bellas,
    Lampejos de cristaes, insidias de setins!

    Oh! temo bem Jesus que tantas pedrarias
    Façam peso de mais na barca do Senhor,
    Quando é certo que as mãos de Pedro um pouco frias
    Mal podem segurar o leme salvador!

    Por isso quando avisto o espaço que negreja
    E o mar que se encapella, eu temo que ámanhã
    Do fendido baixel da tua velha Egreja
    Apenas reste, á prôa, uma ficção pagã!

    XLI

    O velho Olimpo dorme o bom somno comprido
    Que prostra o lutador no fim d'uma batalha,
    E os Deuses d'outro tempo, em livida mortalha,
    Descançam no torpor d'um mundo corrompido.

    No puro céo christão, de estrellas revestido,
    No entanto ha muito já que chora e que trabalha,
    Por nós, o Christo bom sem que seu Pae lhe valha,
    A fim de ver, de todo, o mundo redimido!

    Justiça, traça o manto alvissimo e estrellado
    E senta-te, mulher, no throno abandonado
    Pelos vultos gentis de tantos Deuses velhos!

    Depois inda maior, mais pura e mais serena,
    No sangue de Jesus molhando a tua penna
    Explica a nova lei no fim dos evangelhos!

    XLII

    OS PALHAÇOS

    Heroes da gargalhada, ó nobres saltimbancos,
    Eu gosto do vossês,
    Por que amo as expansões dos grandes rizos francos
    E os gestos d'entremez,

    E prezo, sobretudo, as grandes ironias
    Das farças joviaes,
    Que em visagens crueis, imperturbaveis, frias,
    Á turba arremeçaes!

    Alegres histriões dos circos e das praças,
    Oh, sim, gosto de os ver
    Nas grandes contorsões, a rir, a dizer graças
    Do povo enlouquecer,

    Ungidos para a luta heroica, descambada,
    De giz e de carmim,
    Nas mimicas sem par, heroes da bofetada,
    Titães do trampolim!

    Correi, subi, voae n'um turbilhão fantastico
    Por entre as saudações
    Da turba que festeja o semi-deos elastico
    Nas grandes ascenções,

    E no curso veloz, vertiginoso, aerio,
    Fazei por disparar
    Na face trivial do mundo egoista e serio
    A gargalhada alvar!

    Depois mais perto ainda, a voltear no espaço,
    Pregae-lhe, se podeis,
    Um pontapé furtivo, ó lividos palhaços
    Lusentes como reis!

    Eu rio sempre ao ver aquella magestade,
    Os tragicos desdens,
    Com que nos divertis, cobertos d'alvaiade,
    A troco d'uns vintens!

    Mas rio ainda mais dos histriões burguezes
    Cobertos d'ouropeis
    Que tomam, n'este mundo, em longos entremezes,
    A serio os seus papeis.

    São elles, almas vãs, consciencias rebocadas,
    Que, em fim, merecem mais
    O comentario atroz das rijas gargalhadas
    Que ás vezes disparaes!

    Portanto é rir, é rir, hirsutos, grandes, lestos,
    Nas comicas funcções,
    Até fazer morrer, em desmanchados gestos,
    De riso as multidões!

    E eu que amo as expansões dos grandes risos francos
    E os gestos d'entremez,
    Deixae-me dizer isto ó nobres saltimbancos,
    Eu gosto de vossês!

    XLIII

    A HYDRA

    Ha muito que desceu das orientaes montanhas
    A hydra singular que espalha nas ardencias
    D'uma luta febril scintillações estranhas!

    Ella galga, rugindo, ás grandes eminencias,
    E emquanto vae soltando o silvo pelo espaço
    Engrossa á luz do sol na seiva das consciencias.

    Tem rijezas sem par, como de roscas d'aço
    E corre descrevendo em giros caprichosos
    Na leiva popular um indefinido traço.

    Prefere aos antros vis os focos luminosos
    E em mil voltas crueis aperta dia a dia,
    N'uma longa espiral, os thronos carunchosos.

    Passou pelo paiz da candida Utopia:
    Nos mythicos rosaes viveu d'um vago aroma
    Ao pallido fulgor da aurora que rompia.

    Mas hoje com valor em toda a parte assoma,
    E sem temer sequer a lugubre vizeira
    Ha muito que transpoz os porticos de Roma.

    E os Papas mais os Reis sentindo-a na carreira
    Do seu longo triumpho, um tanto apavorados,
    Trataram d'acender a livida fogueira.

    E ao galope lançando os esquadrões cerrados
    Começaram depois, na terra, a perseguil-a,
    A cumplice fatal dos lividos Pecados!

    Mas ella sem temor, nos cerberos tranquilla,
    Derrama cada vez mais bellos e fecundos
    Os intensos clarões da lucida pupilla,

    E emquanto a imprecação de tantos moribundos,
    Os despotas crueis, acolhem com desdem,
    A hydra immensa–a Idéa–a farejar nos mundos
    Ainda a garra adunca afia contra alguem!

    XLIV

    OS NOVOS LEVIATHÃS

    Dos antigos Titães, o mar,–fera indomavel,
    Agora verga o dorso ao peso colossal
    Dos novos leviathãs que em bando formidavel,
    Nas grandes explosões da colera insondavel,
    Já levam de vencida o abysmo e o vendaval!

    Elles seguem no mar, altivos no seu rumo,
    Em halitos de fogo, á nossa voz fieis,
    E como o combatente erguendo a lança a prumo,
    Era turbilhões rompendo, as flamulas de fumo
    Ostentam sem cessar correndo entre os parceis!

    Que sopro creador, que força omnipotente
    Os fez surgir do nada, os monstros colossaes?
    Ó novos leviathãs provindes tão somente
    Do fecundo hymeneu, d'este connubio ardente
    Do Genio e do Trabalho, amantes immortaes!

    Correis de mar em mar, altivos, triumphantes,
    Levando a toda a parte a vida, a nova luz,
    E as sereias gentis não fazem como d'antes,
    Ao som da sua voz, perder os navegantes;
    O dorso dos delfins, no mar, já não reluz!

    Ó alma antiga dorme inerte no regaço
    Dos velhos Deuses vãos, que o homem creador
    Agora ri de ti, prostrada de cansaço,
    Emquanto vae soprando em mil gigantes d'aço
    Outra alma inda mais larga,–o novo Deus-Vapor!

    XLV

    Sua alteza real o pequenino infante
    Matou, d'um tiro só, dois gamos na carreira:
    Um hymno mais ao céo, pois era a vez primeira
    Que sua alteza vinha á diversão galante!

    Ó vergontea gentil! quando um tropel distante
    De subito acordar os echos da clareira
    E uma preza cansada, em rolos de poeira,
    Varada, a vossos pés, caír agonisante,

    Acercai-vos então da pobre fera exangue
    Que estrebuxa de dôr n'um mar de lama e sangue
    Sem que um grito de dó nos corações acorde!

    No entanto não fiqueis na doce gloria absorto:
    O velho javali parece ás vezes morto
    Mas surge da agonia e os seus algozes morde!

    XLVI

    VERSOS A *

    Eu sou, mulher suave, aquelle antigo louco,
    O triste sonhador que o teu olhar cantou,
    E que hoje vae sentindo, o sonho, a pouco e pouco,
    Fugir como o luar d'um astro que expirou!

    Que morra, porque, emfim, bem longo elle tem sido
    E tempo é já, talvez, da Morte desposar
    O sonho que em minha alma entrou como um bandido
    E só da vida sae depois de me roubar!

    Eu devera amarral-o á braga do forçado,
    Como a Justiça faz aos despreziveis réos,
    E lançal-o depois á valla do passado
    Aonde o fulminasse a colera dos céos.

    Mas não; quero embalar-lhe os ultimos momentos
    Ao som d'uma canção das quadras juvenis,
    E amortalhar depois–em doces pensamentos–
    No manto da saudade, os seus restos gentis.

    E quando elle seguir ás regiões saudosas,
    Aonde todos nós iremos repousar,
    Ao esquife hei de atirar-lhe as derradeiras rosas
    Que dentro de minha alma houver por desfolhar!

    Ninguem profanará seus restos adorados,
    Que em paz irão dormir n'um fundo mausoleo;
    E quando alguma vez já hirtos, regelados,
    Acordem, por ventura, á luz que vem do céo;

    Em vão tu baterás, ó sonho, á fria porta
    Que em breve has de sentir fechada sobre ti,
    Porque a tua Memoria, emfim, já estará morta,
    E não te escutarei… porque também morri!

    XLVII

    Ó pobres versos meus, lançae-vos pela estrada
    Agreste e pedregosa, aonde os companheiros
    Da luta, encontrareis, meus infimos guerreiros,
    Formando os batalhões da bellica avançada!

    E o trajo em desalinho, a face illuminada,
    Transponde, sem demora, os fossos derradeiros
    Que separam de nós os braços justiceiros
    Da serena Verdade, a Deusa idolatrada.

    Vencidos no combate, ou pouco ou nada importa.
    Ao chão vergae sem pena a faço semi-morta,
    Mordendo, inda a lutar, o pó da enorme liça:

    E tudo, emfim, esquecendo; os odios e os desprezos;
    Que d'entre vós alguns, ao menos, fiquem prezos
    Como fios de luz, ao manto da Justiça!

    FIM.

    APPENDICE

    Nas paginas que em seguida se leem acha-se tão bem determinada, com
    tanta eloquencia e tão profunda observação, a missão da poesia
    contemporanea, que não podemos resistir ao desejo de as trazer das
    folhas passageiras do jornal, aonde pela primeira vez viram a luz, para
    as paginas d'este livro, por ventura um pouco menos ephemeras.

    O autor das _Radiações da Noite_, intenta sobretudo mostrar que o seu
    espirito, correspondendo ás indicações da critica, procura inspirar-se,
    tanto quanto lhe é possivel, no mundo que o cerca, nos factos e nas
    acções do nosso tempo. Das _Radiações da Noite_ á _Alma Nova_
    poder-se-ha talvez notar um certo caminho andado na direcção em que vae
    seguindo a arte contemporanea.

    Do escripto como primitivamente foi publicado, entendemos, como o leitor
    tambem de certo comprehenderá, suprimir, hoje, a parte final em que o
    talentoso critico se referia, d'um modo demasiadamente lisongeiro, á
    individualidade litteraria do autor das _Radiações_.

    Guilherme d'Azevedo

    TENDENCIAS NOVAS DA POESIA CONTEMPORANEA

    a preposito das

    RADIAÇÕES DA NOITE

    do sr.

    Guilherme d'Azevedo

    O seculo XIX, cujos primeiros annos enflorou uma corôa poetica de
    esplendor incomparavel, tem mentido cruelmente ás esperanças da sua
    aurora. Envelhecendo, perdeu o dom do canto, ou, pelo menos, o
    sentimento que faz os cantores verdadeiros. Os Goethe, os Byron, os
    Lamartine, os Miczkawicz, os Hugo, os OEhlenschlaeger, não deixaram
    descendencia digna d'aquella poderosa geração. O romantismo foi um
    meteoro. O grande canto do seculo esvaeceu-se gradualmente n'um
    murmurio. A poesia contemporanea não tem unidade, e não tem sobre tudo o
    largo folego de inspiração, que caracterisa as verdadeiras épocas
    poeticas. O interesse do tempo dirige-se evidentemente para outro lado.
    No meio das preoccupações da actualidade, a poesia é como a canção de um
    conviva distraído que se affasta da sala do festim, e cuja voz se perde
    pouco a pouco no silencio da distancia e da noute.

    Depois do apparecimento do romantismo, a sua queda é o maior facto
    litterario, do seculo. Porém essa queda, que como facto todos
    reconhecem, mas cuja phenomenalidade poucos tentam explicar, será uma
    justa sentença lavrada pela razão publica, ou será uma condemnaçao
    arbitraria que deshonra o tribunal que a firma? Indicará para o espirito
    do nosso tempo um progresso ou uma decadencia? uma gloria ou um
    deslustre aos olhos da historia?

    Não hesito em responder. O romantismo foi justamente condemnado. O
    seculo, com um sentimento lucido da sua verdadeira missão, affastou-se
    d'aquelles que lhe fallavam uma linguagem, cujo brilho, cuja eloquencia,
    cuja sinceridade, por maiores que fossem, não podiam encobrir o falso do
    principio, que a inspirava. Essa missão é essencialmente positiva,
    social e racional, e o romantismo era essencialmente apaixonado,
    individual e subjectivo. Por mais que se virasse para o futuro, a sua
    alma pertencia ao passado; emquanto que o seculo, ainda nos momentos em
    que parece invocar o passado, é sempre para o futuro que caminha. No
    fundo, uma sociedade saída da revolução, e uma poesia que se inspirava
    das tradições da edade-media, contradiziam-se, negavam-se radicalmente.
    Um equivoco historico pôde por um momento estabelecer aquelle infundado
    accordo: no dia, porém, em que se conheceram, separaram-se.

    Ainda ha muita gente que _sente_, _chora_, _crê_, e _aspira_, á maneira
    dos grandes, melancolicos e apaixonados de 1820. Mas já nos não commovem
    como então, já não influem poderosamente no mundo que os rodeia. São
    vozes sem ecco. É quanto basta para que nada signifiquem,
    historicamente: tanto mais que aquellas vozes frouxas não teem já o
    timbre ardente de indomavel paixão, que nas outras nos commovia. A
    paixão d'estas é mais estudada na escola, do que saída do coração. Não é
    já como então, um convencimento violento dos direitos da propria
    loucura, que os inspira: são apenas os livros dos mestres: ora, não é
    nos bancos apertados da escola, mas no seio da livre natureza, que se
    criam os verdadeiros poetas.

    Os poetas da geração actual vêem-se pois, rasgado aquelle veo
    phantastico da _sentimentalidade_ d'outr'ora, em face d'uma sociedade,
    que elles não comprehendem, porque ella mesma a si se não comprehende
    bem, mas que os não quer escutar senão com a condição de lhe falarem
    d'aquillo que a interessa e a preoccupa, de se inspirarem da sua vida
    real e das suas verdadeiras aspirações. É d'esta situação anormal que
    resulta a incerteza, a anarchia, a fraqueza da poesia contemporanea. A
    idéa poetica acha-se confusa, embaraçada no meio de factos sociaes, que
    se não definem claramente: as fontes da inspiração correm escassas ou
    turvas. A antiga nascente, tão querida e conhecida, está quasi secca: a
    nova, já por ser nova, e depois por que só deixa rebentar, em cachões,
    uma agua turbida, cheia de elementos estranhos, assusta os que a ella se
    chegam pela primeira vez; os mais ousados inclinam-se um momento, tomam
    a medo um golle da bebida suspeita, e retiram-se furtivamente como se
    acabassem de fazer uma acção má.

    E todavia, é alli que é necessario beber, porque é alli, n'aquellas
    aguas rumorosas e confusas, que se conteem os elementos da inspiração
    real, os principios vitaes de que se nutre a sociedade, e de que tem por
    conseguinte de se alimentar tambem a poesia, sob pena de se tornar uma
    abstracção, um phantasma, uma puerilidade. O problema da evolução
    poetica na actualidade encerra-se todo n'isto.

    Mas aqui apresenta-se uma questão, que nos detem. Terá a sociedade
    contemporanea (essa sociedade, ao que dizem, positiva até ao mais
    desolador utilitarismo) na sua atmosphera suffocadora de industria, de
    lutas sociaes e de sciencia friamente analytica, condições de vida e
    desenvolvimento normal para a constituição delicada das castas musas,
    das musas melindrosas e scismativas? Não será uma sociedade
    essencialmente anti-poetica, esta nossa, um mundo rebelde a toda a
    idealidade? Por outras palavras; poderá haver poesia racional, positiva
    e social? Será um ser _poetico_ o homem do nosso tempo?

    Intendo que póde haver tal poesia; que a alma moderna, na sua titanica
    aspiração de verdade e justiça, é poetica, poetica essencialmente,
    d'aquella poesia forte e audaciosa dos mythos de Prometeu e Ajax; que ha
    uma fonte abundante de inspiração n'esta luta historica de nações, de
    classes e de idéas, que é a epopea e a tragedia viva do nosso seculo;
    que, finalmente, á maneira que os factos confusos da nossa epoca se
    forem desembrulhando, mais lucida e evidente se irá mostrando a
    idealidade sublime que n'esse chaos apparente se contém.

    E a idéa d'essa poesia nova não só existe, mas deve ser superior á idéa
    poetica das eras anteriores, porque corresponde a um periodo mais
    adiantado da consciencia humana, penetra com maior intensidade a
    natureza e o espirito, extrae o bello da propria realidade universal,
    não das visões de um subjectivismo inexperiente, e dá por base ao
    sentimento, em vez de sonhos e intuições quasi instinctivas, os factos
    luminosos da rasão.

    Os caracteres essenciaes d'essa poesia já hoje se podem indicar, e todos
    elles se consubstanciam n'uma palavra, que resume tambem as tendencias
    da nossa civilisação: o Humanismo. A inspiração social e naturalista vem
    substituir a sentimentalidade toda subjectiva e pessoal, ou o
    transcendentalismo contemplativo de outras idades poeticas. A poesia
    deixa de duvidar e scismar, para affirmar e combater; mostra-nos o
    interesse profundo e o valor ideal dos factos de cada dia; dá ás acções,
    que parecem triviaes, da vida ordinaria, um caracter, e significação
    universaes; e surrindo maternalmente para as creanças, as mulheres, os
    simples, caminha todavia armada no meio das lutas dos homens.

    Uma tal missão ninguem dirá que é mesquinha ou vulgar: ha n'isto com que
    tentar os mais altos engenhos, captivar os corações mais generosos. E,
    sobretudo, deve seduzir os espiritos verdadeiramente poeticos acharem-se
    em communicação directa e constante com o seu tempo, com as aspirações,
    os interesses, as crenças da sociedade que os rodêa, e de cuja vida
    vivem, como meio historico a que fatalmente pertencem.

    Certamente que essa evolução nova da poesia tem de ser lenta, como lenta
    é a evolução do edeal social, que a deve inspirar. Ha um certo receio, e
    uma certa incerteza. O novo assusta: o indistincto faz hesitar, mas
    insensivelmente, e fatalmente tambem, caminha-se n'aquella direcção. Os
    symptomas d'este movimento tornam-se cada dia mais accentuados. Em
    França e Allemanha, sobre tudo, paizes aonde as idéas e tendencias novas
    se pronunciam n'uma agitação crescente, podem já indicar-se exemplos bem
    significativos; em Allemanha ainda mais do que em França. Alli a poesia
    inspira-se resolutamente das lutas sociaes e religiosas do tempo, e
    abalança-se já, ainda que com incerta fortuna, ás grandes composições
    epicas, aonde se desenha uma sociedade, consubstanciada nos seus typos e
    paixões mais caracteristicas. Entre nós, ha apenas indicios tenues e
    raros, mas que, porisso mesmo, devemos recolher tanto mais
    cuidadosamente, quanto parecem provar que nem tudo está inteiramente
    morto no espirito portuguez, e nos animam a esperar com alguma confiança
    n'um melhor futuro.

    Anthero de Quental.

    NOTA

    Na revisão d'este livro escapou uma ou outra incorrecção que não
    mencionamos, e de que o leitor benevolo nos absolverá. A paginas 63,
    devemos porém notar, em especial, o 3.^o verso, que insidiosamente
    apparece mascarado em alexandrino puro, feição que de certo lhe não
    compete. Aos entendidos concedemos plena autorisacão para demolir o
    verso referido, reconstruindo-o depois como julgarem mais proprio.

    INDICE

    INDICE

    I–Eu poucas vezes canto os casos melancolicos
    II–Eu vi passar além vogando sobre os mares
    III–Velha farça
    IV–Graça posthuma
    V–Historia simples
    VI–A meza do festim cercada de formosas
    VII–Os sonhos mortos
    VIII–Falta a ordem
    IX–Ó lyrios da cidade, ó corações doentes
    X–Miseria santa
    XI–Astro da rua
    XII–Quando Martha morrer, depois do extremo arranco
    XIII–As victimas
    XIV–Evocacas
    XV–Boas noites, coveiro, a tua enxada
    XVI–Flor da moda
    XVII–Ó machinas febris, eu sinto a cada passo
    XVIII–A Christo
    XIX–Eu tive um sonho estranho: ouvi que vou dizel-o
    XX–O grande templo
    XXI–A um certo homem
    XXII–Á hora do silencio
    XXIII–Eu quizera depois das lutas acabadas
    XXIV–O velho cão
    XXV–As velhitas
    XXVI–As vizões
    XXVII–Melancolias d'outono! eu quando além descubro
    XXVIII–O velho mundo
    XXIX–Eis a velha cidade, a cortezã devassa
    XXX–Á noite
    XXXI–A valla
    XXXII–Ó vultos ideaes, fantasticos e bellos
    XXXIII–Eu vejo em tua boca as petalas vermelhas
    XXXIV–Nos campos
    XXXV–O ultimo D. Juan
    XXXVI–Formosuras do inverno! Ao sol das duas horas
    XXXVII–Antigo thema
    XXXVIII–A mãe
    XXXIX–Arcanjo vae-te embora, é tarde em nossas casas
    XL–Santa simplicidade
    XLI–O velho Olimpo dorme o bom somno profundo
    XLII–Os palhaços
    XLIII–A hydra
    XLIV–Os novos leviathãs
    XLV–Sua alteza real o pequenino infante
    XLVI–Versos a *
    XLVII–O pobres versos meus, lançae-vos pela estrada
    Appendice

  • La Espuma

    La Espuma

    Aproximadamente 125.110 palavras.

    LA ESPUMA

    OBRAS COMPLETAS

    DE

    D. ARMANDO PALACIO VALDÉS

    TOMO VII

    LA ESPUMA

    1922

    I

    #Presentación de la farándula.#

    A las tres de la tarde el sol enfilaba todavía sus rayos por la calle de
    Serrano bañándola casi toda de viva y rojiza luz, que hería la vista de
    los que bajaban por la acera de la izquierda más poblada de casas. Mas
    como el frío era intenso, los transeuntes no se apresuraban a pasar a la
    acera contraria en busca de los espacios sombreados: preferían recibir
    de lleno en el rostro los dardos solares, que al fin, si molestaban,
    también calentaban. A paso lento y menudo, con el manguito de rica piel
    de nutria puesto delante de los ojos a guisa de pantalla, bajaba a tal
    hora y por tal calle una señora elegantemente vestida. Tras sí dejaba
    una estela perfumada que los tenderos plantados a la puerta de sus
    comercios aspiraban extasiados, siguiendo con la vista el foco de donde
    partían tan gratos efluvios. Porque la calle de Serrano, con ser la más
    grande y hermosa de Madrid, tiene un carácter marcadamente provincial:
    poco tráfago; tiendas sin lujo y destinadas en su mayoría a la venta de
    los artículos de primera necesidad; los niños jugando delante de las
    casas; las porteras sentadas formando corrillos, departiendo en voz alta
    con los mancebos de las carnicerías, pescaderías y ultramarinos. Así
    que, no era fácil que la gentilísima dama pasara inadvertida como en las
    calles del centro. Las miradas de los que cruzaban como de los que se
    estaban quietos posábanse con complacencia en ella. Se hacían
    comentarios sobre los primores de su traje por las comadres, y se decían
    chistes espantosos por los nauseabundos mancebos, que hacían prorrumpir
    en rugidos de gozo bárbaro a sus compañeros. Uno de los más salvajes y
    pringosos vertió en su oído, al cruzar, una de esas brutalidades que
    enrojecería súbito el cutis terso de una _miss_ inglesa y le haría
    llamar al _policeman_ y hasta quizá pedir una indemnización. Pero
    nuestra valiente española, curada de melindres, no pestañeó siquiera:
    con el mismo paso menudo y vacilante de quien pisa pocas veces el polvo
    de la calle, continuó su carrera triunfal. Porque lo era a no dudarlo.
    Nadie podía mirarla sin sentirse poseído de admiración, más aún que por
    su lujoso arreo, por la belleza severa de su rostro y la gallardía de la
    figura. Llegaría bien a los treinta y cinco años. El tipo de su rostro
    extremadamente original. La tez, morena bronceada; los ojos azules; los
    cabellos de un rubio ceniciento. Pocas veces se ve tan extraña mezcla de
    razas opuestas en un semblante. Si a alguna se inclinaba era a la
    italiana, donde tal que otra, suele aparecer esta clase de figuras que
    semejan _ladies_ inglesas cocidas por el sol de Nápoles. En ciertos
    cuadros de Rafael hay algunas que pueden dar idea de la de nuestra dama.

    La expresión predominante de su rostro en aquel momento era la de un
    orgulloso desdén. A esto contribuía quizá la luz del sol, que le
    obligaba a fruncir su frente tersa y delicada. Hay que confesarlo; en
    aquel rostro no había dulzura. Debajo de sus líneas correctas y firmes
    se adivinaba un espíritu altivo, sin ternura. Aquellos ojos azules no
    eran los serenos y límpidos que sirven de complemento adorable a ciertas
    fisonomías virginales que pueden admirarse alguna vez en nuestro país y
    más a menudo en el norte de Europa. Estaban hechos, sin duda, para
    expresar un tropel de vivas y violentas pasiones. Quizá alguna vez
    tocara su turno al amor ardiente y apasionado, pero nunca al humilde y
    mudo que se resigna a morir ignorado. Llevaba en la cabeza un sombrero
    apuntado, de color rojo, con pequeño y claro velo, rojo también, que le
    llegaba solamente a los labios Los reflejos de este velo contribuían a
    dar al rostro el matiz extraño que impresionaba a los que a su lado
    cruzaban. Vestía rico abrigo de pieles, con traje de seda del color del
    sombrero, cubierta la falda por otra de tul o granadina, que era por
    entonces la última moda.

    Llevaba, como hemos dicho, el manguito levantado a la altura de los
    ojos: éstos posados en el suelo, como quien nada tiene que ver ni partir
    con lo que a su alrededor acaece. Por eso, hasta llegar a la calle de
    Jorge Juan, no advirtió la presencia de un joven que desde la acera
    contraria y caminando a la par con ella la miraba con más admiración aún
    que curiosidad. Al llegar aquí, sin saber por qué, levantó la cabeza y
    sus ojos se encontraron con los de su admirador. Un movimiento bien
    perceptible de disgusto siguió a tal encuentro. La frente de la dama se
    frunció con más severidad y se acentuó la altiva expresión de sus ojos.
    Apretó un poco el paso: y al llegar a la calle del Conde de Aranda se
    detuvo y miró hacia atrás, con objeto sin duda de ver si llegaba un
    tranvía. El mancebo no se atrevió a hacer lo mismo: siguió su camino, no
    sin dirigirla vivas y codiciosas ojeadas, a las que la gentil señora no
    se dignó corresponder. Llegó al fin el coche, montó en él dejando ver,
    al hacerlo, un primoroso pie calzado con botina de tafilete, y fué a
    sentarse en el rincón del fondo. Como si se contemplase segura y libre
    de miradas indiscretas, sus ojos se fueron serenando poco a poco y se
    posaron con indiferencia en las pocas personas que en el carruaje había;
    mas no desapareció del todo la sombra de preocupación esparcida por su
    rostro, ni el gesto de desdén que hacía imponente su hermosura.

    El juvenil admirador no había renunciado a perderla de vista. Siguió,
    cierto, por la calle de Recoletos abajo; mas en cuanto vió cruzar el
    tranvía se agarró bonitamente a él y subió sin ser notado. Y procurando
    que la dama no advirtiese su presencia, ocultándose detrás de otra
    persona que había de pie en la plataforma, se puso con disimulo a
    contemplarla con un entusiasmo que haría sonreír a cualquiera. Porque
    era grande la diferencia de edad que había entre ambos. Nuestro muchacho
    aparentaba unos diez y ocho años. Su rostro imberbe, fresco y sonrosado
    como el de una damisela; el cabello rubio; los ojos azules, suaves y
    tristes. Aunque vestido con americana y hongo, por su traje revelaba ser
    una persona distinguida. Iba de riguroso luto, lo cual realzaba
    notablemente la blancura de su tez. Por esa influencia magnética que los
    ojos poseen y que todos han podido comprobar, nuestra dama no tardo
    mucho tiempo en volver los suyos hacia el sitio donde el joven vibraba
    rayos de admiración apasionada. Tornó a nublarse su rostro; volvió a
    advertirse en sus labios un movimiento de impaciencia, como si el pobre
    chico la injuriase con su adoración. Y ya desde entonces empezó
    claramente a dar señales de hallarse molesta en el coche, moviendo la
    hermosa cabeza ora a un lado, ora a otro, con visibles deseos de
    apearse. Mas no lo hizo hasta llegar a San José, frente a cuya iglesia
    hizo parar y bajó, pasando por delante de su perseguidor con una
    expresión de fiero desdén capaz de anonadarle.

    O muy temerario era o muy poca vergüenza debía de tener éste cuando
    saltó a la calle en pos de ella y comenzó a seguirla por la del
    Caballero de Gracia, caminando por la acera contraria para mejor
    disfrutar de la figura que tanto le apasionaba. La dama seguía
    lentamente su marcha haciendo volver la cabeza a cuantos hombres
    cruzaban a su lado. Era su paso el de una diosa que se digna bajar por
    un momento del trono de nubes para recrear y fascinar a los mortales,
    que al mirarla se embebían y daban fuertes tropezones.

    –¡Madre mía del Amparo, qué mujer!–exclamó en voz alta un cadete
    agarrándose a su compañero como si fuese a desmayarse del susto.

    La hermosa no pudo reprimir una levísima sonrisa, a cuya luz se pudo
    percibir mejor la peregrina belleza de que estaba dotada. En carruaje
    descubierto bajaban dos caballeros que le dirigieron un saludo
    reverente, al cual respondió ella con una imperceptible inclinación de
    cabeza. Al llegar a la esquina, en la misma red de San Luis, se detuvo
    vacilante, miró a todas partes, y percibiendo otra vez al rubio mancebo
    le volvió la espalda con ostensible desprecio y comenzó a descender con
    más prisa por la calle de la Montera, donde su presencia causó entre los
    transeuntes la misma emoción. Tres o cuatro veces se detuvo delante de
    los escaparates aunque se advertía que más que por curiosidad se paraba
    por el estado nervioso en que la persecución tenaz del jovencito la
    había puesto. Cerca de la Puerta del Sol, sin duda para huirla,
    resolvióse a entrar en la joyería de Marabini. Sentóse con negligencia
    en una silla, levantó un poquito el velo del sombrero y se puso a
    examinar con distracción las joyas recién llegadas que el dependiente de
    la tienda fué exhibiendo. Era lo peor que pudo hacer para librarse de
    las miradas de su adolescente adorador. Porque éste, con toda comodidad,
    sobre seguro, se las enfilaba por los cristales del escaparate con una
    insistencia que la encolerizaba cada vez más.

    La verdad es que aquella tiendecita primorosamente adornada, donde
    brillaban por todas partes los metales y las piedras preciosas, era
    digno aposento para la bella; el estuche que mejor convenía a joya tan
    delicada. Así debió de pensarlo el joven rubio, a juzgar por el éxtasis
    apasionado de sus ojos y la inmovilidad marmórea de su figura. Al fin la
    dama, no pudiendo vencer la irritación que esto la producía, alzóse
    bruscamente de la silla y despidiéndose con una frase seca del
    dependiente, que le guardaba extraordinarias consideraciones, salió del
    comercio y llegó hasta la Puerta del Sol a toda prisa. Aquí se detuvo;
    luego dió algunos pasos hacia un coche de punto, como si fuese a entrar
    en él; pero de pronto cambió de rumbo, y con paso firme se dirigió hacía
    la calle Mayor, escoltada siempre y no de lejos por el joven. Al llegar
    a la mitad de ella próximamente, entró en una casa de suntuosa
    apariencia, no sin lanzar antes una rápida y furibunda mirada a su
    perseguidor, que la recibió con entera y rara serenidad.

    El portero, que estaba plantado en el umbral atusándose gravemente sus
    largas patillas, despojóse vivamente de la gorra, le hizo una profunda
    reverencia y corrió a abrir la puerta de cristales que daba acceso a la
    escalera, apretando en seguida el botón de un timbre eléctrico. Subió
    lentamente la escalera alfombrada, y al llegar al principal la puerta
    estaba ya abierta y un criado con librea al pie de ella esperando.

    La casa pertenecía al Excmo. Sr. D. Julián Calderón, jefe de la casa de
    banca _Calderón y Hermanos_, el cual ocupaba todo el principal de ella,
    sirviéndose por escalera distinta de los demás pisos, que tenía
    alquilados. Este Calderón era hijo de otro Calderón muy conocido en el
    comercio de Madrid, negociante al por mayor en pieles curtidas, que con
    ellas había hecho una buena fortuna y que en los últimos años de su vida
    la había acrecentado, dedicándose, a la par que al comercio, al giro y
    descuento de letras. Fallecido él, su hijo Julián continuó su obra sin
    apartarse un punto, manejando con el suyo el haber de sus dos hermanas
    casadas, la una con un médico, la otra con un propietario de la Mancha.
    A su vez estaba casado, bastantes años hacía, con la hija de un
    comerciante de Zaragoza, llamado D. Tomás Osorio, padre también del
    conocido banquero madrileño del mismo nombre, que tenía su hotel con
    honores de palacio en el barrio de Salamanca, calle de Ramón de la Cruz.
    La hermosa dama que acaba de entrar en la casa es la esposa de este
    banquero, y hermana política, por lo tanto, de la señora de Calderón.

    Pasó por delante del criado sin aguardar a que éste la anunciase, avanzó
    resueltamente como quien tiene derecho a ello, atravesó tres o cuatro
    grandes estancias lujosamente decoradas, y alzando ella misma la rica
    cortina de raso con franja bordada, entró en una habitación más reducida
    donde se hallaban congregadas varias personas. En el sillón más próximo
    a la chimenea estaba arrellanada la señora de la casa, mujer de unos
    cuarenta años, gruesa, facciones correctas, ojos negros, grandes y
    hermosos, pero sin luz, la tez blanca, los cabellos de un castaño claro
    excesivamente finos. Al lado de ella, en una butaquita, estaba otra
    señora, que formaba contraste con ella; morena, delgada, menuda, de
    extraordinaria movilidad, lo mismo en sus ojillos penetrantes que en
    toda su figura. Era la marquesa de Alcudia, de la primer nobleza de
    España. Las tres jóvenes que sentadas en sillas seguían la fila, eran
    sus hijas, muy semejantes a ella en el tipo físico, si bien no la
    imitaban en la movilidad: rígidas y silenciosas, los ojos bajos, con
    modestia y compostura tan afectadas, que pronto se echaba de ver el
    régimen severo a que las tenía sometidas su viva y nerviosa mamá. Con
    una de ellas hablaba de vez en cuando en voz baja la hija de los señores
    de Calderón, niña de catorce o quince años, carirredonda, de ojos
    pequeños, nariz arremolachada y algunos costurones en el cuello,
    pregoneros de un temperamento escrofuloso. Esta niña gastaba aún los
    cabellos trenzados, con un lacito en la punta de la trenza, lo mismo que
    la última de las de Alcudia, con quien sostenía tímida e intermitente
    conversación. Esta, y sus hermanas, llevaban en la cabeza sendos y
    caprichosos sombreros, mientras Esperancita (que así nombraban a la hija
    de los amos) andaba con su cabecita redonda al descubierto. El traje una
    _matinée_ azul, demasiadamente corta para sus años. Los señores de
    Calderón solo tenían esta hija y un niño de dos años. Frente a la
    señora, reclinado en una butaca igual, estaba el general Patiño, conde
    de Morillejo. Hállase entre los cincuenta y sesenta, pero conserva en
    sus ojos el fuego de la juventud; sus cabellos grises están
    esmeradamente peinados, los largos bigotes a lo Víctor Manuel, la
    perilla apuntada, la nariz aguileña le dan un aspecto simpático y
    gallardo. Es el tipo perfecto del veterano aristócrata. A su lado, en
    otra butaca, estaba Calderón, hombre de unos cincuenta años, grueso, de
    cara redonda y sonrosada, adornada por cortas patillas grises; los ojos
    redondos, vagos y mortecinos. Cerca de él una señora anciana, que era la
    madre de la esposa de Calderón, aunque mucho se diferenciaba de ella en
    el rostro y la figura: delgada al punto de no tener más que la piel
    sobre los huesos, morena, ojos hundidos y penetrantes, revelando en
    todos los rasgos de su fisonomía inteligencia y decisión. Hablando con
    ella está Pinedo, el inquilino del cuarto tercero. Aunque su bigote no
    tiene canas, se adivina fácilmente que está teñido: su rostro es el de
    un hombre que anda cerca de los sesenta: fisonomía bonachona, ojos
    saltones que se mueven con viveza, como los que poseen un temperamento
    observador. Viste con elegancia y manifiesta extraordinaria pulcritud en
    toda su persona.

    Al ver en la puerta a nuestra bellísima dama, la tertulia se conmovió.
    Todos se alzan del asiento, excepto la señora de Calderón, en cuyo
    rostro parado se dibujó una vaga sonrisa de placer.

    –¡Ah, Clementina! ¡Qué milagro el verte por aquí, mujer!

    La dama se adelantó sonriente, y mientras besaba a las señoras y daba la
    mano a los caballeros, respondía a la cariñosa reprensión de su cuñada.

    –¡Anda! Aplícate la venda, hija, tú que no pareces por mi casa más que
    por semestres.

    –Yo tengo hijos, querida.

    –¡Miren ustedes qué disculpa! Yo también los tengo.

    –En Chamartín.

    –Bueno; el tener hijos no te priva de ir al Real y al paseo.

    Clementina se sentó entre su cuñada y la marquesa de Alcudia. Los demás
    volvieron a ocupar sus asientos.

    –¡Ay, hija!–exclamó aquélla respondiendo a la última frase.–¡Si
    vieras qué catarrazo he pillado la otra noche en el teatro! El tonto de
    Ramoncito Maldonado es el que ha tenido la culpa. Con tanto saludo y
    tanta ceremonia, no acababa de cerrar la puerta del palco. Aquel aire
    colado se me metió en los huesos.

    –Ha tenido fortuna ese aire–manifestó con sonrisa galante el general
    Patiño.

    Todos sonrieron menos la interesada, que le miró con sorpresa abriendo
    mucho los ojos.

    –¿Cómo fortuna?

    Fué necesario que el general le diese la galantería mascada; sólo
    entonces la pagó con una sonrisa.

    –¿No es verdad que ha estado muy bien Gayarre?–dijo Clementina.

    –¡Admirable! como siempre–respondió su cuñada.

    –Yo le encuentro falto de maneras–expresó el general.

    –¡Oh, no, general!… Permítame usted….

    Y se empeñó una discusión sobre si el famoso tenor poseía o no poseía el
    arte escénico, si era o no elegante en su vestir. Las señoras se
    pusieron de su parte. Los caballeros le fueron adversos.

    Del tenor pasaron a la tiple.

    –Es toda una hermosa mujer–dijo el general con la seguridad y el
    acento convencido de un inteligente.

    –¡Oh!–exclamó Calderón.

    –Pues yo encuentro a la Tosti bastante ordinaria, ¿no le parece a
    usted, Clementina?

    Esta corroboró la especie.

    –No diga usted eso, marquesa; el que una mujer sea alta y gruesa no
    indica que sea ordinaria, si tiene arrogancia en el porte y distinción
    en las maneras–se apresuró a decir el general, echando al mismo tiempo
    una miradita a la señora de Calderón.

    –Ni yo sostengo eso, general; no tome usted el rábano por las
    hojas–manifestó la marquesa con extraordinaria viveza, atacando después
    con brío y un poquillo irritada la gracia y buen talle de la tiple.

    Generalizóse la disputa, y sucedió lo contrario que en la anterior. Los
    caballeros se mostraron benévolos con la cantante mientras las señoras
    le fueron hostiles. Pinedo la resumió, diciendo en tono grave y solemne,
    donde se notaba, sin embargo, la socarronería:

    –En la mujer, las buenas formas son más esenciales que en el hombre.

    Clementina y el general cambiaron una sonrisa y una mirada
    significativas. La marquesa miró al pulcro caballero con dureza y
    después se volvió rápidamente hacia sus hijas, que seguían con los ojos
    bajos, en la misma actitud rígida y silenciosa de siempre. Pinedo
    permaneció grave e indiferente, como si hubiese dicho la cosa más
    natural del mundo.

    –Pues yo, amigo Pinedo, creo que los hombres deben tener también buenas
    formas–manifestó la pánfila señora de Calderón.

    Al decir esto se oyó un resuello débil, como de risa reprimida con
    trabajo. Era la última niña de la marquesa de Alcudia, a quien su mamá
    dirigió una mirada pulverizante. La fisonomía de la niña volvió
    instantáneamente a su primitiva expresión tímida y modesta.

    –Es una opinión …–respondió Pinedo, inclinándose respetuosamente.

    Este Pinedo, que ocupaba uno de los cuartos terceros de la misma casa
    propiedad de Calderón, desempeñaba un empleo de bastante importancia en
    la Administración pública. Los vaivenes de la política no lograban
    arrancarle de él. Tenía amigos en todos los partidos, sin que se hubiese
    jamás decidido por ninguno. Hacía la vida del hombre de mundo; entraba
    en las casas más aristocráticas de la corte; trataba familiarmente a la
    mayoría de los personajes de la banca y la política; era socio antiguo
    del _Club de los Salvajes_, donde se placa en bromear todas las noches
    con los jóvenes aristócratas que allí se reunían, quienes le trataban
    con harta confianza que no pocas veces degeneraba en grosería. Era
    hombre afable, inteligente, muy corrido y experto en el trato de los
    hombres; tolerante con toda clase de vanidades por el mismo desprecio
    que sentía hacia ellas. No obstante, con la apariencia de hombre cortés
    e inofensivo, guardaba en el fondo de su alma un fondo satírico que le
    servía para vengarse lindamente, con alguna frase incisiva y oportuna,
    de las demasías de sus amiguitos los sietemesinos del _Club_. Estos le
    profesaban una mezcla de afecto, desprecio y miedo. Nadie conocía su
    procedencia, aunque se daba por seguro que había nacido en humilde cuna.
    Unos le hacían hijo de un carnicero de Sevilla; otros le declaraban
    granuja de la playa de Málaga en su juventud. Lo que se sabía de
    positivo, era que hacía ya muchos años había aparecido en Madrid como
    parásito de un título andaluz, el cual, después de haber disipado su
    fortuna, se saltó los sesos. En la compañía de éste, nuestro Pinedo
    adquirió gran número de relaciones útiles, llegó a conocer y tratar a
    toda la gente que hacía viso, entre la cual era popular. Tenía el buen
    tacto de echarse a un lado cuando tropezaba con un hombre inflado y
    soberbio, dejándole paso. No excitaba los celos de nadie y esto es medio
    seguro de no ser aborrecido. Al mismo tiempo su ingenio, su carácter
    socarrón, que procuraba mantener siempre dentro de ciertos límites,
    despertaba a menudo la alegría en las tertulias; bastaba para darle en
    ellas cierta significación, que de otro modo no hubiera disfrutado.

    No tenía más familia que una hija de diez y ocho años llamada Pilar. Su
    mujer, a quien nadie conoció, había muerto muchos años hacía. Su sueldo
    era de cuarenta mil reales, y con él vivían económicamente padre e hija,
    en el tercero que Calderón les dejaba por veintidós duros al mes. Los
    gastos mayores de Pinedo eran de representación. Como frecuentaba una
    sociedad muy superior a la que, dada su posición, le correspondía, era
    preciso vestir con elegancia y asistir a los teatros. Comprendiendo la
    necesidad absoluta de seguir cultivando sus relaciones, que eran las
    pilastras en que su empleo se sustentaba, imponíase tales dispendios sin
    vacilar, ahorrándolo en otras partidas del presupuesto doméstico. Vivía,
    pues, en situación permanente de equilibrio. El empleo le permitía
    frecuentar la sociedad de los prepotentes, mientras éstos le ayudaban
    inconscientemente a mantenerse en el empleo. Ningún ministro se atrevía
    a dejar cesante a un hombre con quien iba a tropezar en todas las
    tertulias y saraos de la corte. Luego Pinedo tenía el honor de hablar
    alguna vez con las personas reales: ciertas frases suyas corrían por los
    salones y se celebraban más quizá de lo que merecían, por lo mismo que
    en los salones suele haber poco ingenio: tiraba bastante bien con
    carabina y con pistola y era inteligentísimo y poseía una copiosa
    biblioteca tocante al arte culinario. Los más altos personajes se
    sentían lisonjeados cuando oían decir que Pinedo elogiaba a su cocinero.

    –¿Cuándo has estado en el colegio, Pacita?–le preguntó en voz baja
    Esperanza a la menor de la marquesa de Alcudia.

    –Pues el viernes; ¿no sabes que mamá nos lleva todos los viernes a
    confesar? ¿Y tú?

    –Yo hace lo menos tres semanas que no he estado. Mamá y yo nos
    confesamos cada mes.

    –¿Y se conforma con eso el padre Ortega?

    –A mí no me dice nada…. No sé si a mamá….

    –No le dirá, no: ya sabe muy bien dónde pone el pie. ¿Has visto a las
    de Mariani?

    –Sí; hace pocos días, en el Retiro.

    –¿No sabes que María se ha echado un novio?

    –No me ha dicho nada.

    –Sí, de caballería … hijo del brigadier Arcos…. ¡Un tío más
    desgalichado! Feo no es; pero le tiemblan las piernas cuando anda como
    si saliese del hospital…. Ya ves, como la mamá es querida del
    brigadier … todo queda en casa.

    –Y tú, ¿sigues con tu primo?

    –No te lo puedo decir. El lunes se marchó enfadado y no ha vuelto por
    casa. Mi primo no es lo que parece; no es una mosquita muerta, sino un
    pillo muy largo, que si le dan el pie se toma la mano…. ¡Anda! pues si
    no anduviese yo con ojo, no sé adonde hubiera parado con la marcha que
    llevaba…. ¿Sabes que estaba empeñado en que le regalase mis ligas?

    –¡Jesús!–exclamó la niña de Calderón riendo.

    –Lo que oyes, hija…. Por supuesto que yo le puse de sucio y de
    gorrino que no había por dónde cogerle…. Se marchó muy amoscado, pero
    ya volverá.

    –Tu primo monta muy bien. Le he visto ayer a caballo.

    –Lo único que sabe hacer. Las letras le estorban. Se ha examinado ya
    seis veces de Derecho romano y siempre ha salido suspenso.

    –¡Qué importa!–exclamó la niña de Calderón con un desprecio que
    hubiera estremecido a Heinecio en su tumba. Y añadió en seguida:

    –¿Esos sombreros os los ha hecho Mme. Clement?

    –No, los ha encargado mamá a París por la señora de Carvajal, que ha
    llegado el sábado.

    –Son muy bonitos.

    –Más que los que hace Mme. Clement ya son.

    Y se enfrascaron por breves momentos en una plática de moda.

    La niña de Calderón, que era bastante fea, poseía, no obstante, cierto
    atractivo que provenía acaso de sus cortos años, acaso también de una
    boca de labios gruesos y frescos y dientes iguales y blancos, donde la
    sensualidad había dejado su sello. La última de Alcudia era una chicuela
    de temperamento enfermizo, que no tenía más que huesos y ojos.

    –Oye–le dijo Esperanza cuando se hubieron cansado de hablar de
    sombreros–, ¿sabes que el último día que he estado en el colegio les
    llevé el retrato de mi hermanito?… Verás qué paso más gracioso. Lo han
    retratado desnudo, y como tiene aquello descubierto, la hermana María de
    la Saleta no quería enseñarlo a las niñas. Las chicas comenzaron a
    gritar: "¡queremos verlo! ¡queremos verlo!" ¿Sabes lo que hizo entonces?
    Pues lo fué enseñando con la mano puesta encima, dejando sólo ver el
    pecho y la cabeza.

    –¡Chica, qué gracia tiene eso!–exclamó Pacita soltando la carcajada.

    Esperanza la secundó, riendo ambas de tan buena gana que concluyeron por
    llamar la atención de la tertulia, sobre todo de la marquesa, que volvió
    a dirigir a su hija una mirada severísima.

    Entraba en aquel momento una señora que representaba cuarenta años; el
    rostro, hermoso aún, pintado, con señales impresas más que de los años,
    de una vida agitada y galante.

    –Aquí está Pepa Frías–dijo sonriendo Mariana, la esposa de Calderón.

    –Eso es; aquí está Pepa Frías–respondió con afectado mal humor la
    misma–. Una mujer que no tiene pizca de vergüenza al poner los pies en
    esta casa.

    Los tertulios rieron.

    –¿Tú te crees por lo visto que soy de la Inclusa? ¿que no tengo casa?
    Pues sí que la tengo, Salesas, 60, principal…. Es decir, la tiene el
    casero…. Pero le pago, lo que no harán seguramente todos tus
    inquilinos. Perdone usted, Pinedo; no le había visto…. Y también tengo
    mis sábados … y no hay tanto calor como aquí ¡uf! y doy chocolate y
    té, y conversación y todo … lo mismo que aquí.

    Mientras decía esto, iba saludando a los circunstantes con semblante
    furioso. Pero como todos sabían a qué atenerse, reían.

    Era una mujer metida en carnes, los cabellos artificialmente rubios, los
    ojos un poco saltones, pero hermosos, la boca fresca y sensual; una
    mujer agradable, en suma, que había tenido y que seguía teniendo, a
    pesar de sus años, muchos apasionados.

    –Lo que no hay–añadió acercándose a la señora de Calderón y dándole
    dos sonoros besos en las mejillas–es una mujer tan ingrataza y tan
    insignificante como tú…. Por supuesto, que yo no vengo ya a verte a
    ti, sino a mi señor D. Julián, que alguna vez que otra sube a darme las
    buenas tardes y a decirme cómo anda la cotización…. Y a propósito de
    cotización, Clementina, dile a tu marido que suspenda aquello hasta que
    le avise…. Mejor dicho, no le digas nada; yo pasaré esta noche por tu
    casa.

    –¡Pero hija, qué líos traes siempre con el papel y la Bolsa y las
    acciones!–exclamó Mariana.

    –Pues los mismos que tú traerías si no tuvieses un marido tan activo
    que se encarga de calentarse la cabeza para que tú la tengas fresca y
    descansada….

    –Vaya, Pepa, no me eche usted piropos, que voy a ponerme colorado–dijo
    Calderón.

    –No digo más que la verdad. ¡Si creerán que es plato de gusto estar
    pensando en si baja o si sube el papel, escribir cartas y endosos y
    andar camino del Banco!

    –Imagino yo, Pepa–manifestó el general con sonrisa galante–que por
    más que diga, usted tiene afición a los negocios.

    –¿Imagina usted? ¡Qué raro!

    –No tengo tanta imaginación como usted, pero alguna sí–respondió el
    general un poco molestado por la risa que la frase de Pepa había
    producido.

    Esta Pepa era una mujer que gozaba fama de chistosa en sociedad, aunque
    realmente su gracia se confundía a menudo con la desvergüenza. Hablar
    siempre con rostro enojado, llamar a las cosas por su nombre, por crudo
    que fuese, decir una fresca al lucero del alba; tales eran las
    cualidades que habían logrado darle popularidad en los salones. Había
    quedado viuda bastante joven, con dos hijos, un varón que había seguido
    la carrera de marino y que a la sazón estaba navegando, y una hija a
    quien había casado hacía un año. Su marido había sido comerciante, y en
    los últimos años jugaba en la Bolsa con fortuna. En esta temporada, Pepa
    contrajo la misma pasión. Una vez viuda siguió alimentándola. La
    prudencia, o por mejor decir la timidez que caracteriza a las mujeres en
    los negocios, la habían librado de la ruina, que suele ser, tarde o
    temprano, inevitable para los apasionados al juego. Algo se había
    mermado su fortuna, pero aún disfrutaba de un envidiable bienestar.

    –Pepa, el asunto marcha admirablemente–dijo Pinedo–. De Zaragoza han
    pedido un volcán y en la Coruña ha resuelto el Ayuntamiento establecer
    dos, al oriente y al poniente de la ciudad.

    –Me alegro, me alegro muchísimo. ¿De manera que no suelto las acciones?

    –Nunca; el sindicato tiene seguridad de que antes de un mes subirán a
    trescientos.

    Los pocos que estaban en la broma rieron. Los demás fijaron en ellos sus
    ojos con curiosidad.

    –¿Qué es eso de los volcanes, Pinedo?–preguntó la esposa de Calderón.

    –Señora, se ha formado una sociedad para establecer volcanes en las
    poblaciones.

    –¡Ah! ¿Y para que sirven esos volcanes?

    –Para la calefacción, y además como objeto de adorno.

    Todos comprendieron ya la burla menos la linfática señora, que siguió
    preguntando con interés los pormenores del negocio. Los tertulios reían,
    hasta que Calderón, entre risueño y enojado, exclamó:

    –¡Pero mujer, no seas tan cándida! ¿No ves que es una guasa que se
    traen Pepa y Pinedo?

    Estos protestaron afectando gran formalidad, pero la primera dijo al
    oído del segundo:

    –Si será pánfila esta Mariana, que hace ya tres meses que el general
    Cruzalcobas le está haciendo el amor y aún no se ha enterado.

    Así llamaba Pepa al general Patiño, y no sin fundamento. A pesar de su
    apuesta figura un tanto averiada, y de su continente marcial, Patiño era
    un veterano falsificado. Sus grados habían sido ganados sin derramar una
    gota de sangre. Primero como ayo instructor del arte militar de una
    persona real; miembro después de algunas comisiones científicas, y
    empleado últimamente en el ministerio de la Guerra, cultivando la
    amistad de todos los personajes políticos; diputado varias veces;
    senador por fin y ministro del Tribunal Supremo de Guerra y Marina, no
    había estado en el campo de batalla sino persiguiendo a un general
    revolucionario, y eso con firme propósito de no alcanzarle nunca. Como
    había viajado un poco y se jactaba de haber visto todos los adelantos
    del arte de la guerra, pasaba por militar instruído. Estaba suscrito a
    dos o tres revistas científicas; citaba en las tertulias, cuando se
    tocaba a su profesión, algunos nombres alemanes; para discutir empleaba
    un tono enfático y sacaba voz de gola que imponía respeto a los oyentes.
    Pero la verdad es que las revistas se quedaban siempre por abrir sobre
    la mesa de noche, y los nombres alemanes, aunque bien pronunciados, no
    eran más que sonidos en su boca. Preciábase de militar a la moderna por
    esto y por vestir siempre de paisano. Amaba las artes, sobre todo la
    música: abonado constante al teatro Real y a los cuartetos del
    Conservatorio. Amaba también las flores y las mujeres, muy especialmente
    a la mujer del prójimo. Era catador insaciable de la fruta del cercado
    ajeno. Su vida se deslizaba modesta y feliz, regando las gardenias de su
    jardincito de la calle de Ferraz y seduciendo a las esposas de los
    amigos. Hacía esto último por vocación, como se deben hacer las cosas, y
    ponía en ello todo el empeño y concentraba todas las fuerzas de su
    lúcida inteligencia, lo cual es de absoluta necesidad para hacer algo
    grande y provechoso en el mundo. Sus conocimientos estratégicos, que no
    había tenido ocasión de aplicar en el campo de batalla, servíanle
    admirablemente para entrar a saco en el corazón de las bellas damas de
    la corte. Bloqueaba primero la plaza con miradas lánguidas, acudiendo a
    los teatros, al paseo, a las iglesias que ellas frecuentaban. En todas
    partes el sombrero flamante y reluciente de Patiño se agitaba en el aire
    declarando la ardiente y respetuosa pasión de su dueño. Estrechaba
    después el cerco intimando en la casa, trayendo confites a los niños,
    comprándoles juguetes y libros de estampas, llevándoles alguna vez a
    almorzar. Se hacía querer de los criados con regalos oportunos. Venía
    después el asalto; la carta o la declaración verbal. Aquí desplegaba
    nuestro general una osadía y un arrojo singulares que, contrastaban
    notablemente con la prudencia y habilidad del cerco. Esta complejidad de
    aptitudes ha caracterizado siempre a los grandes capitanes, Alejandro,
    César, Hernán Cortés, Napoleón.

    Los años no conseguían ni calmar su pasión por las altas empresas ni
    mermar sus extraordinarias facultades. O por mejor decir lo que perdía
    en vigor ganábalo en arte, con lo que se restablecía el equilibrio en
    aquel privilegiado temperamento. Mas la fortuna, según ha tenido a bien
    comunicar a varios filósofos, se niega a ayudar a los viejos. El insigne
    capitán había experimentado en los últimos tiempos algunos descalabros
    que no podían atribuirse a falta de previsión o valor, sino a la
    versatilidad de la suerte. Dos jóvenes casadas le habían dado calabazas
    consecutivamente. Como sucede a todos los hombres de verdadero genio en
    quien los reveses no producen desmayos femeniles, antes sirven para
    concentrar y vigorizar las fuerzas de su espíritu. Patiño no lloró como
    Augusto sobre sus legiones. Pero meditó, y meditó largamente. Y su
    meditación fué de fecundos resultados. Un nuevo plan estratégico,
    asombroso como todos los suyos, surgió del torbellino de sus
    pensamientos elevados. Dándose cuenta perfecta del estado y cantidad de
    sus fuerzas de ataque y calculando con admirable precisión el grado de
    resistencia que podían ofrecerle sus dulces enemigos, comprendió que no
    debía atacar las plazas nuevas, cuyas fortificaciones son siempre más
    recias, sino aquellas que por su antigüedad empezasen ya a desmoronarse.
    Tal viva penetración del arte y tal destreza en la ejecución como el
    general poseía, anunciaban desde luego la victoria. Y, en efecto, a
    consecuencia del nuevo y acertado plan de ataque, comenzaron a rendirse
    una en pos de otra, a sus armas, no pocas bellezas de las mejor
    sazonadas y maduras de la capital. Y en los brazos de estas Venus de
    plateados cabellos siguió recogiendo el merecido premio a su prudencia y
    bravura.

    Como el cartaginés Aníbal, Patiño sabía variar en cada ocasión de
    táctica, según la condición y temperamento del enemigo. Con ciertas
    plazas convenía el rigor, desplegar aparato de fuerza. En otras era
    necesario entrar solapadamente sin hacer ruido. A una dama le gustaba el
    aspecto marcial y varonil del conquistador; se deleitaba escuchando las
    memorables jornadas de Garravillas y Jarandilla, cuando iba persiguiendo
    a los sublevados. A otra le placa oirle disertar en estilo correcto con
    su hermosa voz de gola, acerca de los problemas políticos y militares. A
    otra en fin, le extasiaba oirle interpretar alguna famosa melodía de
    Mozart o Schuman en el violoncelo. Porque nuestro héroe tocaba el
    violoncelo con rara perfección y fuerza es confesar que este
    delicadísimo instrumento le ayudó poderosamente en las más de sus
    famosas conquistas. Arrastraba las notas de un modo irresistible,
    indicando bien claramente que, a pesar de su arrojado y belicoso
    temperamento, poseía un corazón sensible a las dulzuras del amor. Y por
    si este arrastre oportunísimo de las notas no lo decía con toda
    claridad, corrobóralo un alzar de pupilas y meterlas en el cogote,
    dejando descubierto sólo el blanco de los ojos, cuando llegaba al punto
    álgido o patético de la melodía, que realmente era para impresionar a
    cualquier belleza por áspera que fuese.

    La maliciosa insinuación de Pepa Frías tenía fundamento. El bravo
    general hacía ya algún tiempo "que estaba poniendo los puntos" a la
    señora de Calderón, aunque ésta no daba señales de advertirlo. Jamás en
    sus muchas y brillantes campañas se le había presentado un caso
    semejante. Disparar contra una plaza durante algunos meses cañonazos y
    más cañonazos, meter dentro de ella granadas como cabezas y permanecer
    tan sosegada, durmiendo a pierna suelta como si le echasen bolitas de
    papel. Cuando el general le soltaba algún requiebro a quemarropa,
    Mariana sonreía bondadosamente.

    –Cállese usted, pícaro. ¡Buen pez debió usted de haber sido en sus
    buenos tiempos!

    Patiño se mordía los labios de coraje. ¡Los buenos tiempos! ¡El, que
    pensaba que nunca los había tenido mejores! Pero con su inmenso talento
    diplomático sabía disimular y sonreía también como el conejo.

    –¿Cuándo te han comprado esa pulsera?–preguntó Pacita a Esperanza,
    reparando en una caprichosa y elegante que ésta traía.

    –Me la ha regalado el general hace unos días.

    –¡Ah! ¿El general, por lo visto, te hace muchos regalos?–dijo la de
    Alcudia con leve expresión irónica que su amiga no entendió.

    –Sí; es muy bueno, siempre nos trae regalos. A mi hermanito le ha
    comprado una medalla preciosa.

    –¿Y a tu mamá no le hace regalos?

    –También.

    –¿Y qué dice tu papá?

    –¿Mi papá?–exclamó la niña levantando los ojos con sorpresa–, ¿qué ha
    de decir?

    Pacita, sin contestar, llamó la atención de una de sus hermanas.

    –Mercedes, mira qué pulsera tan bonita le ha regalado el general a
    Esperanza.

    La segunda de Alcudia perdió su rigidez por un momento, y tomando el
    brazo de Esperanza la examinó con curiosidad.

    –Es muy bonita. ¿Te la ha regalado el general?–preguntó cambiando al
    mismo tiempo con su hermana una mirada maliciosa.

    –Aquí está Ramoncito–dijo Esperanza volviendo los ojos a la puerta.

    –¡Ah! Ramoncito Maldonado.

    Un joven delgado, huesudo, pálido, de patillas negras que tocaban en la
    nariz, como las gastaba entonces el rey, y a su imitación muchos jóvenes
    aristócratas, entró sonriente y comenzó a saludar con desembarazo a
    todos, apretándoles la mano con leve sacudida y acercándola al pecho,
    del modo extravagante que se hace algunos años entre los pisaverdes
    madrileños. En cuanto él entró esparcióse por la habitación un perfume
    penetrante.

    –¡Jesús, qué peste!-exclamó por lo bajo Pepa Frías después de darle la
    mano-. ¡Qué afeminado es este Ramoncito!

    –¡Hola, barbián!-dijo el joven tomando de la barba con gran
    familiaridad a Pinedo-. ¿Qué te has hecho ayer? Pepe Castro ha
    preguntado por ti….

    –¿Ha preguntado por mí Pepe Castro? ¡Tanto honor me confunde!

    Causaba cierta sorpresa ver a Maldonado tutear a un hombre ya entrado en
    años y de venerable aspecto. Todos los mozalbetes del _Club de los
    Salvajes_ hacían lo mismo, sin que Pinedo se diese por ofendido.

    –Ahí tienes a Mariana–siguió éste–que acaba de hablar perrerías de
    ti, y con razón.

    –¿Pues?

    –No haga usted caso, Ramoncito–exclamó la señora de Calderón asustada.

    –Y Pepa también.

    –¿Usted, Pepa?-preguntó el mancebo queriendo demostrar desembarazo,
    pero inquieto en realidad, porque la de Frías era con razón temida.

    –Yo, sí. Vamos a cuentas, Ramoncito, ¿qué se propone usted echando
    sobre sí tanto perfume? ¿Es que pretende usted seducirnos a todas por el
    órgano del olfato?

    –Por cualquier órgano me agradaría seducir a usted, Pepa. La tertulia
    celebró la respuesta. Se oyó una espontánea carcajada. Pacita la había
    soltado. Su mamá se mordió los labios de ira y encargó a la hija que
    tenía más cerca que hiciese presente a la otra, para que a su vez lo
    comunicase a la menor, que era una desvergonzada y que en llegando a
    casa se verían las caras.

    –¡Hombre, bien! choque usted–exclamó la de Frías, dando la mano a
    Ramoncito-. Es la única frase regular que le he oído en mi vida.
    Generalmente no dice usted más que tonterías.

    –Muchas gracias.

    –No hay de qué.

    –Ya hemos leído la pregunta que usted hizo en el Ayuntamiento,
    Ramoncito–dijo la señora de Calderón, mostrándose amable para
    desvirtuar la acusación de Pinedo.

    –¡Ps! cuatro palabrejas.

    –Por ahí se empieza, joven–manifestó Calderón con acento Protector.

    –No; no se empieza por ahí–dijo gravemente Pinedo–. Se empieza por
    _rumores_. Luego vienen las _interrupciones…. (¡Es inexacto!
    ¡Pruébemelo su señoría! La culpa es de los amigos de su señoría.)_ En
    seguida llegan los ruegos y las preguntas. Después la explicación de un
    voto particular o la defensa de una proposición incidental. Por último,
    la intervención en los grandes debates económicos…. Pues bien. Ramón
    se encuentra ya en la tercer categoría, en la de los ruegos.

    –Gracias, Pinedito, gracias–respondió el joven algo amoscado–.Pues ya
    que he llegado a esa categoría, _te ruego_ que no seas tan guasón.

    –¡Hombre, tampoco está mal eso!–exclamó Pepa Frías con asombro–.
    Ramoncito, va usted echando ingenio.

    El joven concejal fué a sentarse entre la niña de la casa y la menor de
    Alcudia, que se apartaron de mala gana para dejarle introducir su silla.
    Este Maldonado, muchacho de buena familia, no enteramente desprovisto de
    bienes de fortuna y elegido recientemente concejal por la Inclusa,
    dirigía desde hace algún tiempo sus obsequios a la niña de Calderón. Era
    un matrimonio bastante proporcionado, al decir de los amigos. Esperanza
    sería más rica que Ramoncito, porque la hacienda de D. Julián era sólida
    y considerable; pero aquél, que tampoco estaba en la calle, tenía ya
    comenzada con buenos auspicios su carrera política. Los padres de la
    chica ni se oponían ni alentaban sus pretensiones. Con el aplomo y la
    superioridad que da el dinero, Calderón apenas fijaba la atención en
    quién requería de amores a su hija, abrigando la seguridad de que no le
    faltarían buenos partidos cuando quisiera casarla. Y en efecto, cinco o
    seis pollastres de lo más elegante y perfilado de la sociedad madrileña
    zumbaban en los paseos, en las tertulias y en el teatro Real alrededor
    de la rica heredera, como zánganos en torno de una colmena. Ramoncito
    tenía varios rivales, algunos de consideración. No era lo peor esto,
    sino que la niña, tan apagada de genio, tan tímida y silenciosa
    ordinariamente, sólo con él era atrevida y desenfadada, autorizándose
    bromitas más o menos inocentes, respuestas y gestos bruscos que
    mostraban bien claro que no le tomaba en serio. Por eso le decía a
    menudo Pepe Castro, su amigo y confidente, que se hiciese valer un poco
    más; que no se manifestase tan rendido ni ansioso; que a las mujeres hay
    que tratarlas con un poco de desdén.

    Este Pepe Castro no sólo era el amigo y el confidente de Maldonado, pero
    también su modelo en todos los actos de la vida social y privada. Los
    juicios que pronunciaba acerca de las personas, los caballos, la
    política (de esto hablaba pocas veces), las camisas y los bastones eran
    axiomas incontrovertibles para el joven concejal. Imitábale en el
    vestir, en el andar, en el reir. Si el otro compraba una jaca española
    cruzada, ya estaba Ramoncito vendiendo la suya inglesa para adquirir
    otra parecida; si le daba por saludar militarmente llevándose la mano
    abierta a la sien, a los pocos días Ramoncito saludaba a todo el mundo
    como un recluta; si tomaba una chula por querida, no tardaba mucho
    nuestro joven en pasear por los barrios bajos en busca de otra. Pepe
    Castro se peinaba echando el pelo hacia adelante, para ocultar cierta
    prematura calva. Ramoncito, que tenía un pelo hermoso se peinaba
    también hacia adelante. Hasta la calva hubiera imitado con gusto por
    parecerle más _chic_. Pues bien, a pesar de tan devota imitación no
    había podido obedecerle en lo tocante a sus incipientes amores. Y esto
    porque, aunque parezca raro, Ramoncito había llegado a interesarse de
    verdad por la niña. El amor pocas veces es un sentimiento simple. A
    menudo contribuyen formarle y darle vida otras pasiones, como la
    vanidad, la avaricia, la lujuria, la ambición. Así formado apenas se
    distingue del verdadero amor: inspira el mismo vigilante cuidado y causa
    las mismas zozobras y penas. Ramoncito se creía sinceramente enamorado
    de Esperancita, y acaso tuviera razón para ello, pues la apetecía,
    pensaba en ella a todas horas, buscaba con afán los medios de agradarla
    y aborrecía de muerte a sus rivales. Por mas que se esforzaba en seguir
    los consejos del admirado Pepe Castro, procurando ocultar su inclinación
    o al menos la vehemencia con que la sentía, no lo lograba. Había
    empezado por cálculo a festejarla, con el dominio sobre sí de un hombre
    que tiene libre el corazón: había llegado pronto, gracias a la
    resistencia desdeñosa de la chica, a preocuparse vivamente, a sentirse
    aturdido y fascinado en su presencia. Luego la competencia de otros
    pollos le encendía la sangre y los deseos de hacerse pronto dueño de la
    mano de la niña. En obsequio a la verdad, hay que decir que se había
    olvidado "casi" de los millones de Calderón, que amaba ya a la hija
    "casi" desinteresadamente.

    –¿Conque ha hablado usted en el Ayuntamiento, Ramón?–le preguntó
    Pacita–. ¿Y qué ha dicho usted?

    –Nada, cuatro palabras sobre el servicio de alcantarillas–respondió
    con afectado aire de modestia el joven.

    –¿Pueden ir las señoras al Ayuntamiento?

    –¿Por qué no?

    –Pues yo quisiera mucho oirle hablar un día…. Y Esperancita tiene más
    deseos que yo, de seguro.

    –¡No, no!… Yo no–se apresuró a decir la niña.

    –Vamos, chica, no lo disimules. ¿No has de tener ganas de oir hablar a
    tu novio?

    Esperanza se puso como una amapola y exclamó precipitadamente:

    –Yo no tengo novio, ni quiero tenerlo.

    Ramoncito también se puso colorado.

    –¡Pero qué cosas tan horribles tienes, Paz!–siguió aturdida y
    confusa–. No vuelvas a hablar así porque me marcho de tu lado.

    –Perdona, hija–dijo la maliciosa niña, que se gozaba en el
    aturdimiento de su amiga y del concejal–. Yo creía…. Hay muchos que
    lo dicen…. Entonces, si no es Ramón será Federico…. Maldonado
    frunció el entrecejo.

    –Ni Federico ni nadie…. ¡Déjame en paz!… mira, aquí está el padre
    Ortega; levántate.

    II

    #Más personajes.#

    Un clérigo alto, de rostro pálido y redondo, joven aún, con ojos azules
    y mirada vaga de miope, apareció en la puerta. Todos se levantaron. La
    marquesa de Alcudia avanzó rápidamente y fué a besarle la mano. Detrás
    de ella hicieron lo mismo sus hijas, Mariana y las demás señoras de la
    tertulia.

    –Buenas tardes, padre–. Buenos ojos le vean, padre–. Siéntese aquí,
    padre.–No, ahí no, padre; véngase cerca del fuego.

    El sexo masculino le fué dando la mano con afectuoso respeto. La voz del
    sacerdote, al preguntar o responder en los saludos era suave, casi de
    falsete, como si en la pieza contigua hubiese un enfermo; su sonrisa era
    triste, protectora, insinuante. Parecía que le habían arrancado a su
    celda y a sus libros con gran trabajo, que entraba allí con repugnancia,
    sólo por hacer algún bien con el contacto de su sabia y virtuosísima
    persona a aquellos buenos señores de Calderón, de quienes era director
    espiritual. Sus hábitos y sotana eran finos y elegantes; los zapatos de
    charol con hebilla de plata; las medias de seda.

    Le dieron la enhorabuena calurosamente por una oración que había
    pronunciado el día anterior en el oratorio del Caballero de Gracia. El
    se contentó con sonreír y murmurar dulcemente:

    –Dénsela a ustedes, señoras, si han sacado algún fruto.

    El padre Ortega no era un clérigo vulgar, al menos en la opinión de la
    sociedad elegante de la corte, donde tenía mucho partido. Sin pecar de
    entremetido frecuentaba las casas de las personas distinguidas. No le
    gustaba hacer ruido ni llamar la atención de las tertulias sobre sí. No
    daba ni admitía bromas, ni tenía el temperamento abierto y jaranero que
    suele caracterizar a los sacerdotes que gustan del trato social. Si era
    intrigante, debía de serlo de un modo distinto de lo que suele verse en
    el mundo. Discreto y afable, humilde, grave y silencioso cuando se
    hallaba en sociedad, procurando borrar y confundir su personalidad
    entre las demás, adquiría relieve cuando subía a la cátedra del Espíritu
    Santo, lo que hacía a menudo. Allí se expresaba con desenfado y
    verbosidad sorprendentes. No lograba conmover al auditorio ni lo
    pretendía, pero demostraba un talento claro y una ilustración poco común
    en su clase. Porque era de los poquísimos sacerdotes que estaban al
    tanto de la ciencia moderna, o al menos semejaba estarlo. En vez de las
    pláticas morales que se usan y de las huecas y disparatadas
    declamaciones de sus colegas contra la ciencia y la razón, los sermones
    de nuestro escolapio trascendían fuertemente a lecturas modernísimas: en
    todos ellos procuraba demostrar directa o indirectamente que no existe
    incompatibilidad entre los adelantos de la ciencia y el dogma. Hablaba
    de la evolución, del transformismo, de la lucha por la existencia,
    citaba a Hegel alguna vez, traía a cuento la teoría de Malthus sobre la
    población, el antagonismo del trabajo y el capital. De todo procuraba
    sacar partido en defensa de la doctrina católica. Para rechazar los
    nuevos ataques era necesario emplear nuevas armas. Hasta se confesaba,
    en principio, partidario de las teorías de Darwin, cosa que tenía
    sorprendidos e inquietos a algunos de sus timoratos amigos y penitentes,
    pero esto mismo contribuía a infundirles más respeto y admiración.
    Cuando hablaba para las señoras solamente, prescindía de toda erudición
    que pudiera parecerles enfadosa; adoptaba un lenguaje mundano. Les
    hablaba de sus tertulias, de sus saraos, de sus trajes y caprichos, como
    quien los conoce perfectamente; sacaba comparaciones y argumentos de la
    vida de sociedad, y esto encantaba a las damas y las postraba a sus
    pies. Era el confesor de muchas de las principales familias de la
    capital. En este ministerio demostraba una prudencia y un tacto
    exquisitos. A cada persona la trataba según sus antecedentes, posición y
    temperamento. Cuando tropezaba con una devota escrupulosa, viva y
    ardiente como la marquesa de Alcudia, el buen escolapio apretaba de
    firme las clavijas, se mostraba exigente, tiránico, entraba en los
    últimos pormenores de la vida doméstica y los reglamentaba. En casa de
    Alcudia no se daba un paso sin su anuencia. Y en estos sitios, como si
    se gozase en mostrar su poder, adoptaba un continente grave y severo que
    en otras partes no se le conocía. Cuando daba con alguna familia
    despreocupada, con poca afición a la iglesia, ensanchaba la manga, se
    hacía benigno y tolerante, procurando nada más que guardasen las formas
    y no diesen mal ejemplo a los otros. Hacía cuanto le era posible por
    afianzar esa alianza dichosa establecida de poco tiempo a esta parte
    entre la religión y el "buen tono" en nuestro país. Cada día sacaba una
    moda que a ello contribuyese, traducidas unas del francés, otras nacidas
    en su propio cerebro. En la capilla u oratorio de alguna familia ilustre
    reunía ciertos días del año por la tarde a las damas conocidas. Eran
    unas agradabilísimas _matinées_, donde se oraba, tocaba el órgano
    expresivo la más hábil pianista, decía el padre una plática familiar,
    departía después amigablemente con las señoras acerca de asuntos
    religiosos, se confesaba la que quería, y por último pasaban al comedor,
    donde se tomaba te, cambiando de conversación. Cuando fallecía alguna
    persona de estas familias, el padre Ortega se hacía poner en las
    papeletas de defunción como director espiritual, rogando que la
    encomendasen a Dios. Luego repartía entre todos los amigos unos
    papelitos impresos o memorias con oraciones, donde se pedía al Supremo
    Hacedor con palabras encarecidas y melosas que por tal o cual mérito que
    resplandeció en su sagrada pasión perdonase al conde de T*** o a la
    baronesa de M*** el pecado de soberbia o de avaricia, etc. Generalmente
    no era aquel en que más había sobresalido el difunto, lo cual hacía el
    padre con buen acuerdo para evitar el escándalo y una pena a la familia.
    También se encargaba de gestionar la adquisición del mayor número
    posible de indulgencias, la bendición papal _in articulo mortis_, las
    preces de algún convento de monjas, etc. Siendo su amigo y penitente se
    podía tener la seguridad de no ir al otro mundo desprovisto de buenas
    recomendaciones. Lo que no sabemos es el caso que Dios hacía de ellas,
    si escribía encima de las memorias con lápiz azul, como los ministros,
    "hágase", o si preguntaba al padre Ortega, como la señora del cuento:
    "¿Y a usted quién le presenta?"

    Cuando hubo cambiado algunas palabras corteses con casi todos los
    tertulios, haciendo a cada cual la reverencia que dada su posición le
    correspondía, la marquesa de Alcudia le tomó por su cuenta, y llevándole
    a uno de los ángulos del salón y sentados en dos butaquitas, comenzó a
    hablarle en voz baja como si se estuviese confesando. El clérigo, con el
    codo apoyado en el brazo del sillón, cogiendo con la mano su barba
    rasurada, los ojos bajos en actitud humilde, la escuchaba. De vez en
    cuando profería también alguna palabra en voz de falsete, que la
    marquesa escuchaba con profundo respeto y sumisión, lo cual no impedía
    que al instante volviese a la carga gesticulando con viveza, aunque sin
    alzar la voz.

    Había entrado poco después que el padre un joven gordo, muy gordo,
    rubio, con patillitas que le llegaban poco más abajo de la oreja, mucha
    carne en los ojos y fresco y sonrosado color en las mejillas. La ropa le
    estallaba. Su voz era levemente ronca y la emitía con fatiga. Al entrar
    nublóse la descolorida faz de Ramoncito Maldonado. El recién llegado era
    hijo de los condes de Casa-Ramírez y uno de los pretendientes a la mano
    de la primogénita de Calderón. Jacobo Ramírez o Cobo Ramírez, como se le
    llamaba en sociedad, pasaba por chistoso por el mismo motivo que Pepa
    Frías, aunque con menos razón. Caracterizábale una libertad grosera en
    el hablar, un desprecio cínico hacia las personas, aun las más
    respetables, y una ignorancia que rayaba en lo inverosímil. Sus chistes
    eran de lo más burdo y soez que es posible tolerar entre personas
    decentes. Alguna vez daba en el clavo, esto es, tenía alguna ocurrencia
    feliz; mas, por regla general, sus chuscadas eran pura y lisamente
    desvergüenzas.

    La tertulia, no obstante, se regocijó con su entrada. Una sonrisa feliz
    se esparció por todos los rostros, menos el de Ramoncito.

    –Oiga usted, Calderón–entró diciendo, sin saludar–. ¿Cómo se arregla
    usted para tener siempre criados tan guapos?… A uno de ellos, el de la
    entrada, con la poca luz que había y la voz de mezzo-soprano que me
    gasta, le he confundido con una muchacha.

    –¡Hombre, no!–exclamó riendo el banquero.

    –¡Hombre, sí! A mí no me importa nada que usted traiga todos los Romeos
    que guste…. ¿Viene por aquí su amigo Pinazo?

    Los que entendieron adónde iba a parar, que eran casi todos, soltaron la
    carcajada.

    –¡No viene! ¡no viene!–dijo Calderón casi ahogado por la risa.

    –¿De qué se ríen?–preguntó Pacita por lo bajo a Esperanza.

    –No sé–respondió ésta con acento de sinceridad, encogiéndose de
    hombros.

    –De seguro Cobo ha dicho una barbaridad. Se lo preguntaré después a
    Julia que no dejará de haberla cogido.

    Volvieron ambas la vista hacia la mayor de Alcudia y la vieron inmóvil,
    rígida, con los ojos bajos como siempre. En el ángulo de sus labios, sin
    embargo, vagaba una leve sonrisa maliciosa que mostraba que no sin razón
    la hermanita fiaba en sus profundos conocimientos.

    –Hola, Ramoncillo–dijo acercándose a Maldonado y dándole una palmada
    en la mejilla con familiaridad–. Siempre tan guapote y tan seductor.

    Estas palabras fueron dichas en tono entre afectuoso e irónico, que le
    sentó muy mal al joven.

    –No tanto como tú…, pero en fin, vamos tirando–respondió Ramoncito.

    –No, no, tú eres más guapo…. Y si no que lo digan estas niñas…. Un
    poco flacucho estás, sobre todo desde hace una temporada, pero ya
    doblarás en cuanto se te pase eso.

    –No tiene que pasarme nada…. Ya sé que nunca podré ser de tantas
    libras como tú–replicó más picado.

    –Pues tienes más hierbas.

    –Allá nos vamos, chico; no vengas echándotelas de _fanciullo_, porque
    es muy cursi, sobre todo delante de estas niñas.

    –¡Pero hombre, que siempre han de estar ustedes riñendo!–exclamó Pepa
    Frías–. Acaben ustedes pronto por batirse, ya que los dos no caben en
    el mundo.

    –Donde no caben los dos–le dijo por lo bajo Pinedo–es en casa de
    Calderón.

    –Nada de eso–manifestó Cobo en tono ligero y alegre–. Los amigos más
    reñidos son los mejores amigos. ¿Verdad, barbián?

    Al mismo tiempo tomó la cabeza de Ramoncito con ambas manos y se la
    sacudió cariñosamente. Este le rechazó de mal humor.

    –Quita, quita, no seas sobón.

    Cobo y Maldonado eran íntimos amigos. Se conocían desde la infancia.
    Habían estado juntos en el colegio de San Antón. Luego en la sociedad
    siguieron manteniendo relaciones estrechas, principalmente en el _Club
    de los Salvajes_, adonde ambos acudían asiduamente. Como ambos ejercían
    la misma profesión, la de pasear a pie, en coche y a caballo; como ambos
    frecuentaban las mismas casas y se encontraban todos los días en todas
    partes, la confianza era ilimitada. Siempre había habido entre ellos,
    sin embargo, una graciosa hostilidad, pues Cobo despreciaba a Ramoncito,
    y éste, que lo adivinaba, manteníase constantemente en guardia. Esta
    hostilidad no excluía el afecto. Se decían mil insolencias, disputaban
    horas enteras; pero en seguida salían juntos en coche como si no hubiera
    pasado nada, y se citaban para la hora del teatro. Maldonado tomaba las
    cosas de Cobo en serio. Este se gozaba en llevarle la contraria en
    cuanto decía, hasta que conseguía irritarlo, ponerlo fuera de si. Mas el
    afecto desapareció en cuanto ambos pusieron los ojos en la chica de
    Calderón. No quedó más que la hostilidad. Sus relaciones parecía que
    eran las mismas; reuníanse en el club diariamente, paseaban a menudo
    juntos, iban a cazar al Pardo como antes. En el fondo, sin embargo, se
    aborrecían ya cordialmente. Por detrás decían perrerías el uno del otro;
    Cobo con más gracia, por supuesto, que Ramoncito, porque le tenía,
    fundada o infundadamente, un desprecio verdadero.

    –Vamos, les pasa a ustedes lo que a mi hija y su marido….–dijo la
    de Frías.

    –¡No tanto! ¡no tanto, Pepa!–interrumpió Ramírez afectando susto.

    –¡Pero qué sinvergüenza es usted, hombre!–exclamó aquélla tratando de
    contener la risa, que no cuadraba a su mal humor característico–. Se
    parecen ustedes en que siempre están regañando y haciendo las paces.

    Y se puso a describir con bastante gracia la vida matrimonial de su
    hija. Lo mismo ella que el marido eran un par de chiquillos mimosos,
    insoportables. Sobre si no la había pasado el plato a tiempo o no la
    había echado agua en la copa, sobre los botones de la camisa, o si no
    cepillaron la ropa, o tenía la ensalada demasiado aceite, armaban
    caramillos monstruosos. Los dos eran Igualmente susceptibles y
    quisquillosos. A veces se pasaban seis u ocho días sin hablarse. Para
    entenderse en los menesteres de la vida se escribían cartitas y en ellas
    se trataban de usted–. "Asunción me ha pasado un recado diciéndome que
    vendrá a las ocho para llevarme al teatro. ¿Tiene usted inconveniente en
    que vaya?"–escribía ella dejándole la carta sobre la mesa del
    despacho–. "Puede usted ir adonde guste"–respondía él por el mismo
    procedimiento–. "¿Qué platos quiere usted para mañana? ¿Le gusta a
    usted la lengua en escarlata?"–"Demasiado sabe usted que no como
    lengua. Hágame el favor de decir a la cocinera que traiga algún pescado,
    pero no boquerones como el otro día, y que no fría tanto las tortillas".
    Ninguno de los dos quería humillarse al otro. Así que, esta tirantez se
    prolongaba ridículamente, hasta que ella, Pepa, los agarraba por las
    orejas, les decía cuatro frescas y les obligaba a darse la mano. Luego,
    en las reconciliaciones, eran extremosos.

    –¿Sabe usted, Pepa, que no quisiera estar yo allí en el momento de la
    reconciliación?–dijo Cobo haciendo alarde nuevamente de su malignidad
    brutal.

    –Tampoco yo, hijo–respondió, dando un suspiro de resignación que hizo
    reir–. Pero ¡qué quiere usted! Soy suegra, que es lo último que se
    puede ser en este mundo, y tengo esa penitencia y otras muchas que usted
    no sabe.

    –Me las figuro.

    –No se las puede usted figurar.

    –Pues, querida, a mí me gustaría muchísimo ver a mis hijos
    reconciliados. No hay cosa más fea que un matrimonio reñido–dijo la
    bendita de Mariana con su palabra lenta, arrastrada, de mujer linfática.

    –También a mí … pero después que pasa la reconciliación–respondió
    Pepa, cambiando miradas risueñas con Cobo Ramírez y Pinedo.

    –¡De qué buena gana me reconciliaría yo con usted, Mariana, del mismo
    modo que esos chicos!–dijo en voz muy baja el almibarado general
    Patiño, aprovechando el momento en que la esposa de Calderón se inclinó
    para hurgar el fuego con un hierro niquelado. Al mismo tiempo, como
    tratase de quitárselo para que ella no se molestase, sus dedos se
    rozaron, y aun puede decirse, sin faltar a la verdad, que los del
    general oprimieron suave y rápidamente los de la dama.

    –¡Reconciliarse!–dijo ésta en voz natural–. Para eso es necesario
    antes estar enfadados y, a Dios gracias, nosotros no lo estamos.

    El viejo tenorio no se atrevió a replicar. Rió forzadamente, dirigiendo
    una mirada inquieta a Calderón. Si insistía, aquella pánfila era capaz
    de repetir en voz alta la atrevida frase que acababa de decirle.

    –Por supuesto–siguió Pepa–que yo me meto lo menos posible en sus
    reyertas. Ni voy apenas por su casa. ¡Uf! ¡Me crispa el hacer el papel
    de suegra!

    –Pues yo, Pepa, quisiera que fuese usted mi suegra–dijo Cobo,
    mirándola a los ojos codiciosamente.

    –Bueno, se lo diré a mi hija, para que se lo agradezca.

    –¡No, si no es por su hija!… Es porque … me gustaría que usted se
    metiese en mis cosas.

    –¡Bah, bah! déjese usted de músicas–replicó la de Frías medio enojada.

    Un amago de sonrisa que plegaba sus labios pregonaba, no obstante, que
    la frase la había lisonjeado.

    Ramoncito volvió a sacar la conversación del teatro Real, la liebre que
    sale y se corre en todas las tertulias distinguidas de la corte. La
    ópera, para los abonados, no es un pasatiempo, sino una institución. No
    es el amor de la música, sin embargo, lo que engendra esta constante
    preocupación, sino el no tener otra cosa mejor en qué ocuparse. Para
    Ramoncito Maldonado, para la esposa de Calderón y para otros muchos, los
    seres humanos se dividen en dos grandes especies: los abonados al teatro
    Real y los no abonados. Los primeros son los únicos que expresan
    realmente de un modo perfecto la esencia de la humanidad. Gayarre y la
    Tosti fueron puestos otra vez a discusión. Los que habían llegado
    últimamente dieron su opinión, tanto sobre el mérito como sobre la
    disposición física de los dos cantantes.

    Ramoncito se puso a contar en voz baja a Esperanza y a Paz que la noche
    anterior había sido presentado a la Tosti en su _camerino_. "Una mujer
    muy amable, muy fina. Le había recibido con una gracia y una amabilidad
    sorprendentes. Ya había oído hablar mucho de el, de Ramoncito, y tenía
    deseos vivos de conocerle personalmente. Cuando supo que era concejal,
    quedó asombrada por lo joven que había llegado a ese puesto. ¡Ya ven
    ustedes que tontería! Por lo visto, en otros países se acostumbra a
    elegir sólo a los viejos. De cerca era aún mejor que de lejos. Un cutis
    que parece raso; una dentadura preciosa; luego una arrogante figura; el
    pecho levantado y ¡unos brazos!…"

    La vanidad hacía a Ramoncito no sólo torpe, porque es regla bien sabida
    que cuando se galantea a una mujer no debe alabarse con demasiado calor
    a otra, sino un tantico atrevido dirigiéndose a niñas. Estas se miraban
    sonrientes, brillándoles los ojos con fuego malicioso y burlón que el
    joven concejal no observaba.

    –Y diga usted Ramón, ¿no se ha declarado usted a ella?–le preguntó
    Pacita.

    –Todavía no–respondió haciéndose cargo ya de la intención burlona de
    la pregunta.

    –Pero se declarará.

    –Tampoco. Estoy ya enamorado de otra mujer. Al mismo tiempo dirigió una
    miradita lánguida a Esperanza. Esta se puso repentinamente seria.

    –¿De veras? Cuente usted … cuente usted.

    –Es un secreto

    –Bien, pero nosotras lo guardaremos…. ¿Verdad Esperanza que tú no
    dirás nada?

    Y la escuálida chiquilla miraba maliciosamente a su amiga gozándose en
    su mal humor y en la inquietud de Ramoncito.

    –Yo no tengo gana de saber nada.

    –Ya lo oye usted, Ramón. Esperanza no tiene gana de oir hablar de sus
    novias. Yo bien sé por qué es, pero no lo digo….

    –¡Qué tonta eres, chica!–exclamó aquélla con verdadero enojo.

    El joven concejal quedó lisonjeado por tal advertencia que venía de una
    amiga íntima. Creyó, sin embargo, que debía cambiar la conversación a
    fin de no echar a perder su pretensión, pues veía a Esperanza seria y
    ceñuda.

    –Pues no crean ustedes que es tan difícil declararse a la Tosti y que
    ella responda que sí…. Y si no … ahí tienen ustedes a Pepe Castro,
    que puede dar fe de lo que digo.

    –Es que Pepe Castro no es usted–manifestó la niña de Calderón con
    marcada displicencia.

    Maldonado cayó de la región celeste donde se mecía. Aquella frase
    punzante dicha en tono despreciativo le llegó al alma. Porque cabalmente
    la superioridad de Pepe Castro era una de las pocas verdades que se
    imponían a su espíritu de modo incontrastable. Pudiera ofrecer reparos a
    la de Hornero, pero a la de Pepito, no. La seguridad de no poder llegar
    jamás, por mucho que le imitase, al grado excelso de elegancia,
    despreocupación, valor desdeñoso y hastío de todo lo creado, que
    caracterizaba a su admirado amigo, le humillaba, le hacía desgraciado.
    Esperanza había puesto el dedo en la llaga que minaba su preciosa
    existencia. No pudo contestar; tal fué su emoción.

    Clementina estaba triste, inquieta. Desde que había entrado en casa de
    su cuñada, buscaba pretexto para irse. Pero no lo hallaba. Era forzoso
    resignarse a dejar transcurrir un rato. Los minutos le parecían siglos.
    Había charlado unos momentos con la marquesa de Alcudia, mas ésta la
    había dejado en cuanto entró el padre Ortega. Su cuñada estaba
    secuestrada por el general Patiño, que le explicaba minuciosamente el
    modo de criar a los ruiseñores en jaula. Las dos chicas de Alcudia que
    tenía al lado parecían de cera, rígidas, tiesas, contestando por
    monosílabos a las pocas preguntas que las dirigió. Una sorda irritación
    se iba apoderando poco a poco de ella. Dado su temperamento, no se
    hubieran pasado muchos minutos en echar a rodar todos los miramientos y
    largarse bruscamente. Alas al oir el nombre de Pepe Castro levantó la
    cabeza vivamente y se puso a escuchar con ávida atención. La reticencia
    de Ramoncito la puso súbito pálida. Se repuso no obstante en seguida, y,
    entrando en la conversación con amable sonrisa, dijo:

    –Vaya, vaya, Ramón; no sea usted mala lengua…. ¡Pobres mujeres en
    boca de ustedes!

    –No se habla mal sino de la que lo merece, Clementina–respondió éste
    animado por el cable que impensadamente recibía.

    –De todas hablan ustedes. Me parece que su amiguito Pepe Castro no es
    de los que se muerden la lengua para echar por el suelo una honra.

    –Clementina, hasta ahora no le he cogido tras de ninguna mentira. Todo
    Madrid sabe que es hombre de mucha suerte con las mujeres.

    –¡No sé por qué!–replicó con un mohín de desdén la dama.

    –Yo no soy inteligente en la hermosura de los hombres–manifestó el
    joven riendo su frase–, pero todos dicen que Pepito es guapo.

    –¡Ps!… Será según el gusto de cada cual … y que me dispense Pacita,
    que es su pariente. Yo formo parte de esos _todos_ y no lo digo.

    –La verdad es–apuntó Esperancita tímidamente–que Pepito no pasa por
    feo…. Luego, es muy elegante y distinguido, ¿verdad tú?

    Y se dirigió a Pacita, poniéndose al mismo tiempo levemente colorada.

    Clementina le dirigió una mirada penetrante que concluyó de ruborizarla.

    –¿De qué se habla?–preguntó Cobo Ramírez acercándose al corro.

    Casi nunca se sentaba en las tertulias. Le placa andar de grupo en
    grupo, resollando como un buey, soltando alguna frase atrevida en cada
    uno. La faz de Ramoncito se nubló al aproximarse su rival. Este no dejó
    de notarlo y le dirigió una mirada burlona.

    –Vamos, Ramoncillo, dí; ¿cómo te arreglas para tener tan animadas a las
    damas? Me acaba de decir Pepa que vas echando ingenio.

    –No, hombre; ¿cómo voy a echarlo si lo tienes tú todo?–profirió con
    irritación el concejal.

    –Vaya, chico, si es que te azaras porque yo me acerco, me voy.

    Una sonrisa irónica, amarga y triunfal al mismo tiempo, dilató el rostro
    anguloso de Ramoncito. Había cogido a su enemigo en la trampa. Ha de
    saberse que pocos días antes averiguó casualmente, por medio de un
    académico de la lengua, que no se decía _azararse_, sino _azorarse_.

    –Querido Cobo–dijo echándose hacia atrás con la silla y mirándole con
    fijeza burlona–. Antes de hablar entre personas ilustradas, creo que
    debieras aprender el castellano…. Digo … me parece….

    –¿Pues?–preguntó el otro sorprendido.

    –No se dice azarar, sino _azorar_, queridísimo Cobo. Te lo participo
    para tu satisfacción y efectos consiguientes.

    La actitud de Ramoncito al pronunciar estas palabras era tan arrogante,
    su sonrisa tan impertinente, que Cobo, desconcertado por un momento,
    preguntó con furia:

    –¿Y por qué se dice azorar y no azarar?

    –¡Porque sí!… ¡Porque lo digo yo!… ¡Eso!…–respondió el otro sin
    dejar de sonreír cada vez con mayor ironía y echando una mirada de
    triunfo a Esperanza.

    Se entabló una disputa animada, violenta, entre ambos. Cobo se mantuvo
    en sus trece sosteniendo con brío que no había tal _azorar_, que a nadie
    se lo había oído en su vida y eso que estaba harto de hablar con
    personas ilustradas. El joven y perfumado concejal le respondía
    brevemente sin abandonar la sonrisilla impertinente, seguro de su
    triunfo. Cuanto más furioso se ponía Cobo, más se gozaba en humillarle
    delante de la niña por quien ambos suspiraban.

    Pero la decoración cambió cuando Cobo irritadísimo, viéndose perdido,
    llamó en su auxilio al general Patiño.

    –Vamos a ver, general, usted que es una de las eminencias del ejército,
    ¿cree que está bien dicho azorarse?

    El general, lisonjeado por aquella oportuna dedada de miel, manifestó
    dirigiéndose a Maldonado en tono paternal:

    –No, Ramoncito, no: está usted en un error. Jamás se ha dicho en España
    azorar.

    El concejal dió un brinco en la silla. Abandonando súbito toda ironía,
    echando llamas por los ojos, se puso a gritar que no sabían lo que se
    decían, que parecía mentira que personas ilustradas, etc., etc…. Que
    estaba seguro de hallarse en lo cierto y que inmediatamente se buscase
    un diccionario.

    –El caso es, Ramoncito–dijo D. Julián rascándose la cabeza–, que el
    que había en casa hace ya tiempo que ha desaparecido. No sé quién se lo
    ha llevado…. Pero a mí me parece también, como al general, que se dice
    azarar….

    Aquel nuevo golpe afectó profundamente a Maldonado, que, pálido ya,
    tembloroso, lanzó con voz turbada un último grito de angustia.

    –¡Azorar viene de _azor_, señores!

    –¡Qué azor ni qué coliflor, hombre de Dios!–exclamó Cobo soltando una
    insolente carcajada–. Confiesa que has metido la patita y dí que no lo
    volverás a hacer.

    El despecho, la ira del joven concejal no tuvieron límites. Todavía
    luchó algunos momentos con palabras y ademanes descompuestos. Pero como
    se contestase a sus enérgicas protestas con risitas v sarcasmos,
    concluyó por adoptar una actitud digna v despreciativa, mascullando
    palabras cargadas de hiel, los labios trémulos, la mirada torva. De vez
    en cuando dejaba escapar por la nariz un leve bufido de indignación.
    Cobo estuvo implacable: aprovechó todas las ocasiones que se ofrecieron
    para dirigirle indirectamente una pullita envenenada que causaba el
    regocijo de las niñas y hacía sonreír discretamente a las personas
    graves. Nadie en el mundo padeció más hambre y sed de justicia que
    Ramoncito en aquella ocasión.

    La llegada de un nuevo personaje puso fin o suspendió por lo menos su
    tormento. Anunció el criado al señor duque de Requena. La entrada de
    éste produjo en la tertulia un movimiento que indicaba bien claramente
    su importancia. Calderón salió a recibirle dándole las dos manos con
    efusión. Los hombres se levantaron apresuradamente y se apartaron de los
    asientos para salir a su encuentro sonrientes, expresando en su actitud
    la veneración que les inspiraba. Las damas volvieron también sus rostros
    hacia él con curiosidad y respeto, y Pepa Frías se levantó para
    saludarle. Hasta el padre Ortega abandonó a su marquesa y se adelantó
    inclinado, sumiso, dirigiéndole un saludo almibarado, sonriéndole con
    sus ojos claros al través de los fuertes cristales de miope que gastaba.
    Por algunos instantes apenas se oyó en la estancia mas que "querido
    duque", "señor duque". "¡Oh, duque!"

    El objeto de tanta atención y acatamiento era un hombre bajo, gordo, la
    faz amoratada, los ojos saltones y oblicuos, el cabello blanco, y el
    bigote entrecano, duro y erizado como las púas de un puerco-espín. Los
    labios gruesos y sinuosos y manchados por el zumo del cigarro puro que
    traía apagado y mordía paseándolo de un ángulo a otro de la boca sin
    cesar. Podría tener unos sesenta años, más bien más que menos. Venía
    envuelto en un magnífico gabán de pieles que no había querido quitarse a
    la entrada por hallarse acatarrado. Mas al poner los pies en el
    saloncito de Calderón, sintióse malamente impresionado por el calor que
    allí hacía. Sin contestar apenas a los saludos y sonrisas que a porfía
    le dirigían, murmuró en tono brutal, con la voz gruesa y ronca a la vez
    que caracteriza a los hombres de cuello corto:

    –¡Puf! ¡Esto echa bombas!…

    Y lo acompañó de una interjección valenciana que principia por f. Al
    mismo tiempo hizo ademán de despojarse del abrigo. Veinte manos cayeron
    sobre él para ayudarle y esto retrasó un poco la operación.

    Representóse en la tertulia de Calderón la escena de los israelitas en
    el desierto que más se ha repetido en el mundo, la adoración del becerro
    de oro. El recién llegado era nada menos que D. Antonio Salabert, duque
    de Requena, el célebre Salabert rico entre los ricos de España, uno de
    los colosos de la banca y el más afamado, sin disputa, por el número y
    la importancia de sus negocios. Había nacido en Valencia. Nadie conocía
    a su familia. Decían unos que había sido granuja del mercadal, otros que
    empezó de lacayo de un banquero y luego fué cobrador de letras y
    zurupeto, otros que había sido soldado de Cabrera en la primera guerra
    civil, y que el origen de su fortuna estuvo en una maleta llena de onzas
    de oro que robó a un viajero. Algunos llegaban hasta a filiarle en una
    de las célebres partidas de bandoleros que infestaron a España poco
    después de la guerra. Pero él explicaba del modo más sencillo y gráfico
    la procedencia de su fortuna, que no bajaba de cien mil millones de
    pesetas. Cuando se enfadaba con los empleados de su casa, lo cual
    sucedía a menudo, y notaba que se ofendían con sus palabrotas
    injuriosas, solía decirles gritando como un energúmeno:

    –¿Sabéis, f…., cómo he llegado yo a tener dinero?… Pues recibiendo
    muchas patadas en el trasero. Sólo a fuerza de puntapiés se logra subir
    arriba. ¿Estamos?

    Hay que confesar que este dato adolece de ser un poco vago; pero la
    perfecta autenticidad de que se halla revestido, le da un valor
    inapreciable. Tomándolo como base de la investigación, acaso se pueda
    llegar a definir el carácter y a historiar la vida y las empresas del
    opulento banquero.

    –Hola, chiquita–dijo avanzando hasta Clementina y tomándole la barba
    como se hace con los niños–. ¿Estás aquí? No he visto tu coche abajo.

    –He salido a pie, papá.

    –Es un milagro. Si quieres, puedes llevarte el mío.

    –No; tengo deseos de caminar. Estoy estos días muy pesada.

    El duque de Requena había prescindido de todos los presentes y hablaba a
    su hija con toda la afabilidad de que era susceptible. La veía pocas
    veces. Clementina era su hija natural, habida allá en Valencia, cuando
    joven, de una mujer de la ínfima clase social, como él lo era al
    parecer. Luego se había casado en Madrid, ya en camino de ser rico, con
    una joven de la clase media, de la cual no tuvo familia. Esta señora,
    extremadamente delicada de salud desde su matrimonio, había cedido o,
    por mejor decir, había ella misma propuesto que la hija de su marido
    viniese a habitar la misma casa. Clementina se educó, pues, aquí y fué
    amada de la esposa de su padre como una verdadera hija. Ella la quiso y
    la respetó también como a una madre. Después que se casó solía visitarla
    a menudo; pero como su padre estaba siempre muy ocupado, no entraba en
    sus habitaciones, y desde las de su madre (así la llamaba) se iba a la
    calle. Sólo en los días de banquete o recepción, o cuando casualmente le
    tropezaba en las casas o en la calle departía un rato con él.

    Después de preguntarle por su marido y por sus hijos, el duque se puso a
    hablar, sin sentarse, con Calderón y Pepa Frías. Un hombre rudo y
    campechanote en la apariencia: sonreía pocas veces: cuando lo hacía era
    de modo tan leve que aún podía dudarse de ello. Acostumbraba a llamar
    las cosas por su nombre y a dirigirse a las personas sin fórmulas de
    cortesía, diciéndoles en la cara cosas que pudieran pasar por groserías:
    no lo eran porque sabía darles un tinte entre rudo y afectuoso que les
    quitaba el aguijón. No era muy locuaz. Generalmente se mantenía
    silencioso mordiendo su cigarro y examinando al interlocutor con sus
    ojos oblicuos, impenetrables. Mostraba al hablar una inocencia falsa y
    socarrona que no le hacía antipático. Detrás se veía siempre al antiguo
    granuja del mercadal de Valencia, diestro, burlón, receloso y
    marrullero.

    Pepa Frías le habló de negocios. La viuda era incansable en esta
    conversación. Quería enterarse de todo, temiendo ser engañada ávida
    siempre de ganancias y temblando con terror cómico ante la perspectiva
    de la baja de sus fondos. Se hacía repetir hasta la saciedad los
    pormenores. "¿Soltaría las acciones del Banco y compraría _Cubas_? ¿Qué
    pensaba hacer el Gobierno con el amortizable? Había oído rumores. ¿Se
    haría en alza la próxima liquidación? ¿No sería mejor liquidar en el
    momento con treinta céntimos de ganancia que aguardar a fin de mes?"

    Para ella las palabras de Salabert eran las del oráculo de Delfos. La
    fama inmensa del banquero la tenía fascinada. Por desgracia, el duque,
    como todos los oráculos antiguos y modernos, se expresaba siempre que se
    le consultaba, de un modo ambiguo. Respondía a menudo con gruñidos que
    nadie sabía si eran de afirmación, de negación o de duda. Las frases que
    de vez en cuando se escapaban de su boca entre el cigarro y los labios
    húmedos y sucios eran oscuras, cortadas, ininteligibles en muchos casos.
    Además, todo el mundo sabía que no era posible fiarse de él, que se
    gozaba en despistar a sus amigos y hacerles caer de bruces en un mal
    negocio. Sin embargo, Pepa insistía aspirando a arrancar de aquel
    cerebro luminoso el secreto de la mina: bromeaba tomándole de las
    solapas de la levita, llamándole viejo, cazurro, zorro, haciendo gala de
    una desvergüenza que en ella había llegado a ser coquetería. El banquero
    no daba fuego. Le seguía el humor respondiendo con gruñidos y con tal
    cual frase escabrosa que hacía reir a Calderón, aunque no tenía muchas
    ganas de hacerlo viéndole echar sin miramiento alguno tremendos
    escupitajos en la alfombra. Porque el duque con el picor del tabaco
    salivaba bastante y no acostumbraba a reparar dónde lo hacía, a no ser
    en su casa donde cuidaba de ponerse al lado de la escupidera. Calderón
    estaba inquieto, violento, lo mismo que si se los echase en la cara. A
    la tercera vez, no pudiendo contenerse, fué él mismo a buscar la
    escupidera para ponérsela al lado. Salabert le dirigió una mirada
    burlona y le hizo un guiño a Pepa. Ya tranquilo Calderón se mostró
    locuaz y pretendió sustituirse al duque dando consejos a Pepa sobre los
    fondos. Pero aunque hombre prudente y experto en los negocios, la viuda
    no se los apreciaba ni aun quería oirlos. Al fin y al cabo, entre él y
    Salabert existía enorme distancia: el uno era un negociante vulgar, el
    otro un genio de la banca. Sin embargo, éste asentía con sonidos
    inarticulados a las indicaciones bursátiles del dueño de la casa. Pepa
    no se fiaba.

    Salabert se apartó un poco del grupo y se dejó caer sobre el brazo de un
    sillón adoptando una postura grosera, para lo cual sólo él tenía
    derecho. En vez de ser mal vistos aquellos modales libres y rudos,
    contribuían no poco a su prestigio y al respeto idolátrico que en
    sociedad se le tributaba. Lejos nuevamente de la escupidera volvió a
    salivar sobre la alfombra con cierto goce malicioso, que a pesar de su
    máscara indiferente y bonachona se le traslucía en la cara. Calderón
    tornó igualmente a nublarse y fruncirse hasta que, resolviéndose a
    saltar por encima de ciertos miramientos sociales, le acercó otra vez
    la escupidera sin tanto valor como antes, pues lo hizo con el pie. Pepa
    sentóse en el otro brazo y siguió haciendo carocas al duque. Este
    comenzaba a fijar más la atención en ella. Sus miradas frecuentes la
    envolvían de la cabeza a los pies, notándose que se detenían en el
    pecho, alto y provocador. Pepa era una mujer fresca, apetitosa. Al cabo
    de algunos minutos el banquero se inclinó hacia ella con poca
    delicadeza, y acercando el rostro a su cara, tanto que parecía que se la
    rozaba con los labios, le dijo en voz baja:

    –¿Tiene usted muchas _Osunas_?

    –Algunas, sí, señor.

    –Véndalas usted a escape.

    Pepa le miró a los ojos fijamente, y dándose por advertida calló. Al
    cabo de unos momentos fué ella quien acercando su rostro al del banquero
    le preguntó discretamente:

    –¿Qué compro?

    –Amortizable–respondió el famoso millonario con igual reserva.

    Entraban a la sazón un caballero y una dama, ambos jovencitos, menudos,
    sonrientes, y vivos en sus ademanes.

    –Aquí están mis hijos–dijo Pepa.

    Era un matrimonio grato de ver. Ambos bien parecidos, de fisonomía
    abierta y simpática, y tan jóvenes, que realmente parecían dos niños.
    Fueron saludando uno por uno a los tertulios. En todos los rostros se
    advertía el afecto protector que inspiraban.

    –Aquí tienes a tu suegra, Emilio. ¡Qué encuentro tan desagradable!
    ¿verdad?…–dijo Pepa al joven.

    –Suegra, no; mamá … mamá–respondió éste apretándole la mano
    cariñosamente.

    –¡Dios te lo pague, hijo!–replicó la viuda dando un suspiro de cómico
    agradecimiento.

    Volvió la tertulia a acomodarse. Los jóvenes casados sentáronse juntos
    al lado de Mariana. Clementina había dejado aquel sitio y charlaba con
    Maldonado: el nombre de Pepe Castro sonaba muchas veces en sus labios.
    Mientras tanto Cobo aprovechaba el tiempo, haciendo reir con sus
    desvergüenzas a Pacita; pero aunque intentaba que Esperanza acogiese los
    chistes con igual placer, no lo conseguía. La niña de Calderón, seria,
    distraída, parecía atender con disimulo a lo que Ramoncito y Clementina
    hablaban. Pinedo se había levantado y hacía la corte al duque. Y el
    general, viendo a su ídolo en conversación animada con los jóvenes
    casados, fatigado de que sus laberínticos requiebros no fuesen
    comprendidos, ni tampoco sus restregones poéticos, vino a hacer lo
    mismo. La marquesa y el sacerdote seguían cuchicheando vivamente allá en
    un rincón, ella cada vez más humilde e insinuante, sentada sobre el
    borde de la butaca, inclinando su cuerpo para meterle la voz por el
    oído; él más grave y más rígido por momentos, cerrando a grandes
    intervalos los ojos como si se hallase en el confesionario.

    –¡Qué par de bebés, eh!–exclamó Pepa en voz alta dirigiéndose a
    Mariana–. ¿No es vergüenza que esos mocosos estén casados? ¡Cuánto
    mejor sería que estuviesen jugando al trompo!

    Los chicos sonrieron mirándose con amor.

    –Ya jugarán … en los momentos de ocio–manifestó Cobo Ramírez con
    retintín.

    –¡Hombre, ca!–exclamó Pepa, volviéndose furiosa hacia él–. ¿Le han
    dado a usted cuenta ellos de sus juegos?

    Aquél y Emilio cambiaron una mirada maliciosa. Irenita, la joven casada,
    se ruborizó.

    –Te están haciendo vieja, Pepa. Acuérdate que eres abuela–respondió
    la señora de Calderón.

    –¡Qué abuela tan rica!–exclamó por lo bajo Cobo, aunque con la
    intención de que lo oyese la interesada.

    Esta le echó una mirada entre risueña y enojada, demostrando que había
    oído y lo agradecía en el fondo. Cobo se hizo afectadamente el
    distraído.

    –¿Os ha pasado ya la berrenchina?–siguió la viuda dirigiéndose a sus
    hijos–. ¿Cuánto durarán las paces?… ¡Jesús, qué criaturas tan
    picoteras!… Mirad, yo no voy a vuestra casa porque cuando os encuentro
    con morro me apetece tomar la escoba y romperla en las costillas de los
    dos….

    Los tertulios se volvieron hacia los jóvenes esposos sonriendo. Esta vez
    se pusieron ambos fuertemente colorados. Después, por la seriedad que
    quedó bien señalada en el rostro de Emilio, se pudo comprender que no le
    hacían maldita la gracia aquellas salidas harto desenfadadas de su
    suegra.

    El general Patiño, por orden de la bella señora de la casa, puso el dedo
    en el botón de un timbre eléctrico. Apareció un criado: le hizo el ama
    una seña: no se pasaron cinco minutos sin que se presentase nuevamente y
    en pos de él otros dos con sendas bandejas en las manos colmadas de
    tazas de te, pastas y bizcochos. Momento de agradable expansión en la
    tertulia. Todos se ponen en movimiento y brilla en los ojos el placer
    del animal que va a satisfacer una necesidad orgánica. Esperancita deja
    apresuradamente a su amiga y a Ramírez y se pone a ayudar con solicitud
    a su madre en la tarea de servir el te a los tertulios. Ramoncito
    aprovecha el instante en que la niña le presenta una taza, para decirla
    en voz baja y alterada "que le sorprende mucho que se complazca en
    escuchar las patochadas y frases atrevidas de Cobo Ramírez". Esperanza
    le mira confusa, y al fin dice "que ella no ha oído semejantes
    patochadas, que Cobo es un chico muy amable y gracioso". Ramoncito
    protesta con voz débil y lúgubre entonación contra tal especie y
    persiste en desacreditar a su amigo, hasta que éste, oliendo el
    torrezno, se acerca a ellos bromeando según costumbre. Con lo cual, a
    nuestro distinguido concejal se le encapota aún más el rostro y se va
    retirando poco a poco: no sea que al insolente de Cobo se le ocurra
    cualquier sandez para hacer reir a su costa.

    Llegó el momento de hablar de literatura, como acontece siempre en
    todas las tertulias nocturnas o vespertinas de la capital. El general
    Patiño habló de una obra teatral recién estrenada con felicísimo éxito y
    le puso sus peros, basados principalmente en algunas escenas subidas de
    color. Mariana manifestó que de ningún modo iría a verla entonces. Todos
    convinieron en anatematizar la inmoralidad de que hoy hacen gala los
    autores. Se dijeron pestes del naturalismo. Cobo Ramírez, que había
    tomado te y luego unos emparedados y se había comido una cantidad
    fabulosa de ensaimadas y bizcochos, expuso a la tertulia que
    recientemente había leído una novela titulada _Le journal d'une dame_
    (en francés y todo), preciosa, bonitísima, la más espiritual que él
    hubiera leído nunca. Porque Cobo, en literatura–¡caso raro!–, estaba
    por lo espiritual, lo delicado. No le vinieran a él con esas nove-lotas
    pesadas donde le cuentan a uno las veces que un albañil se despereza al
    levantarse de la cama (o los bizcochos y ensaimadas que se come un chico
    de buena sociedad), ni le hablaran de partos y otras porquerías
    semejantes. En las novelas deben ponerse cosas agradables, puesto que se
    escriben para agradar. Esto decía con notable firmeza, resollando al
    hablar como un caballo de carrera. Los demás asentían.

    La entrada de un caballero ni alto ni bajo, ni delgado ni gordo, alzado
    de hombros y cogido de cintura, la color baja, la barba negra y tan
    espesa y recortada que parecía postiza, cortó rápidamente la plática
    literaria. Nada menos que era el señor ministro de Fomento. Por eso
    llevaba la cabeza tan erguida que casi daba con el cerebelo en las
    espaldas, y sus ojos medio cerrados despedían por entre las negras y
    largas pestañas relámpagos de suficiencia y protección a los presentes.
    Hasta los veintidós años había tenido la cabeza en su postura natural;
    pero desde esta época, en que le nombraron vicepresidente de la sección
    de derecho civil y canónico en la Academia de Jurisprudencia, había
    comenzado a levantarla lenta y majestuosamente como la luna sobre el mar
    en el escenario del teatro Real, esto es, a cortos e imperceptibles
    tironcitos de cordel. Le hicieron diputado provincial; un tironcito.
    Luego diputado a Cortes; otro tironcito. Después gobernador de
    provincia; otro tironcito. Más tarde director general de un
    departamento; otro. Presidente de la Comisión de presupuestos; otro.
    Ministro; otro. La cuerda estaba agotada. Aunque le hicieran príncipe
    heredero, Jiménez Arbós ya no podía levantar un milímetro más su gran
    cabeza.

    Su entrada produjo movimiento, pero no tanto como la del duque de
    Requena. Este, cuyo rostro carnoso, sensual, no podía ocultar el
    desprecio que aquella asamblea le inspiraba, corrió a él sin embargo, y
    le saludó con rendimiento y servilismo sorprendentes, teniendo en cuenta
    la rusticidad y grosería con que generalmente se comportaba en el trato
    social. El ministro comenzó a repartir apretones de manos de un modo tan
    distraído que ofendía. Únicamente cuando saludó a Pepa Frías dió
    señales de animación. Esta le preguntó en voz baja tuteándole:

    –¿Cómo vienes de frac?

    –Voy a comer a la embajada francesa.

    –¿Vas luego a casa?

    –Sí.

    Este diálogo rapidísimo en voz imperceptible fué observado por el duque,
    quien acercándose a Pinedo le preguntó con reserva y haciendo una seña
    expresiva:

    –Diga usted, ¿Arbós y Pepa Frías?…

    –Hace ya lo menos dos meses.

    La mirada que el banquero le echó entonces a la viuda no fué de la
    calidad de las anteriores. Era ahora más atenta, más respetuosa y
    profunda, quedándose después un poco pensativo. Calderón se había
    acercado al ministro y le hablaba con acatamiento. Salabert hizo lo
    mismo. Pero el personaje no tenía ganas de hablar de negocios o por
    ventura le inspiraba miedo el célebre negociante. La prensa hacía
    reticencias malévolas sobre los negocios de éste con el Gobierno. Por
    eso, a los pocos momentos, se fué en pos de Pepa Frías y se pusieron a
    cuchichear en un ángulo de la estancia.

    Clementina estaba cada vez más impaciente, con unos deseos atroces de
    marcharse. Dejaba de hacerlo por el temor de que su padre la acompañase.
    El ministro se fué a los pocos minutos, repartiendo previamente otros
    cuantos apretones de manos con la misma distracción imponente, mirando,
    no a la persona a quien saludaba, sino al techo de la estancia. Entonces
    el duque se apoderó de Pepa Frías, mostrándose con ella tan galante y
    expresivo, como si fuese a hacerle una declaración de amor. El general,
    observándolo, dijo a Pinedo:

    –Mire usted al duque, qué animado se ha puesto. De fijo le está
    haciendo el amor a Pepa.

    –No–respondió gravemente el empleado–. A lo que está haciendo el amor
    ahora es al negocio de las minas de Riosa.

    La viuda anunció al cabo en voz alta que se iba.

    –¿Adonde va usted, Pepa, en este momento?–le preguntó el banquero.

    –A casa de Lhardy a encargar unas mortadelas.

    –La acompaño a usted.

    –Vamos; le convidaré a tomar unos pastelitos.

    Al duque le hizo mucha gracia el convite.

    –¿Vienes, chiquita?–le dijo a su hija.

    Clementina aún pensaba quedarse un rato. Pepa, al tiempo de salir del
    brazo del banquero, dijo en alta voz volviéndose a los Presentes:

    –Conste que no vamos en coche.

    Lo cual les hizo reir.

    –Conste–dijo el duque riendo–que esto lo dice por adularme.

    –Que se explique eso: no hemos comprendido …–gritó Cobo Ramírez.

    Pero ya el duque y Pepa habían desaparecido detrás de la cortina.
    Clementina aguardó sólo cinco minutos. Cuando presumió que ya no podía
    tropezar en la escalera a su padre, se levantó, y pretextando un
    quehacer olvidado, se despidió también.

    III

    #La hija de Salabert.#

    Bajó con ansia la escalera. Al poner el pie en la calle dejó escapar un
    suspiro de consuelo. A paso vivo tomó la del Siete de Julio, entró en la
    plaza Mayor y luego en la de Atocha. Al llegar aquí vino a su
    pensamiento la imagen del joven que la había seguido y volvió la cabeza
    con inquietud. Nada; no había que temer. Ninguno la seguía. En la puerta
    de una de las primeras casas y mejores de la calle, se detuvo, miró
    rápida y disimuladamente a entrambos lados y penetró en el portal. Hizo
    una seña casi imperceptible de interrogación al portero. Este contestó
    con otra de afirmación llevándose la mano a la gorra. Lanzóse por la
    escalera arriba. Subió tan de prisa, sin duda para evitar encuentros
    importunos, que al llegar al piso segundo le ahogaba la fatiga y se
    llevó una mano al corazón. Con la otra dió dos golpecitos en una de las
    puertas. Al instante abrieron silenciosamente: se arrojó dentro con
    ímpetu, cual si la persiguiesen.

    –Más vale tarde que nunca–dijo el joven que había abierto, tornando a
    cerrar con cuidado.

    Era un hombre de veintiocho a treinta años, de estatura más que regular,
    delgado, rostro fino y correcto, sonrosado en los pómulos, bigote
    retorcido, perilla apuntada y los cabellos negros y partidos por el
    medio con una raya cuidadosamente trazada. Guardaba semejanza con esos
    soldaditos de papel con que juegan los niños; esto es, era de un tipo
    militar afeminado. También parecía su rostro al que suelen poner los
    sastres a sus figurines; y era tan antipático y repulsivo como el de
    ellos. Vestía un batín de terciopelo color perla con muchos y primorosos
    adornos; traía en los pies zapatillas del mismo género y color con las
    iniciales bordadas en oro. Advertíase pronto que era uno de esos hombres
    que cuidan con esmero del aliño de su persona; que retocan su figura con
    la misma atención y delicadeza con que el escultor cincela una estatua;
    que al rizarse el bigote y darle cosmético creen estar cumpliendo un
    sagrado e ineludible deber de conciencia; que agradecen, en fin, al
    Supremo Hacedor, el haberles otorgado una presencia gallarda y procuran
    en cuanto les es dado mejorar su obra.

    –¡Qué tarde!–volvió a exclamar el apuesto caballero dirigiéndola una
    mirada fija y triste de reconvención.

    La dama le pagó con una graciosa sonrisa, replicando al mismo tiempo con
    acento burlón:

    –Nunca es tarde si la dicha es buena.

    Y le tomó la mano y se la apretó suavemente, y le condujo luego sin
    soltarle al través de los corredores, hasta un gabinete que debía ser el
    despacho del mismo joven. Era una pieza lujosa y artísticamente
    decorada; las paredes forradas con cortinas de raso azul oscuro,
    prendidas al techo por anillos que corrían por una barra de bronce;
    sillas y butacas de diversas formas y gustos; una mesa-escritorio de
    nogal con adornos de hierro forjado; al lado una taquilla con algunos
    libros, hasta dos docenas aproximadamente. Suspendidos del techo por
    cordones de seda y adosados a la pared veíanse algunos arneses de
    caballo, sillas de varias clases, comunes, bastardas y de jineta con sus
    estribos pendientes, frenos de diferentes épocas y también países,
    látigos, sudaderos de estambre fino bordados, espuelas de oro y plata;
    todo riquísimo y nuevo. Las aficiones hípicas del dueño de aquel
    despacho se delataban igualmente en los pasillos, que desde la puerta de
    la casa conducían allí; por todas partes monturas colgadas y cuadros
    representando caballos en libertad o aparejados. Hasta sobre la mesa de
    escribir, el tintero, los pisapapeles y la plegadera estaban tallados en
    forma de herraduras, estribos o látigos. Al través de un arco con
    columnas, mal cerrado por un portier hecho de rico tapiz en el que
    figuraban un joven con casaca y peluca de rodillas delante de una joven
    con traje Pompadour, veíase un magnífico lecho de caoba con dosel.

    Así que llegaron a esta cámara, la dama se dejó caer con negligencia en
    una butaquita muy linda y volvió a decirle con sonrisa burlona:

    –¡Qué! ¿no te alegras de verme?

    –Mucho; pero me alegraría de haberte visto primero. Hace hora y media
    que te estoy esperando.

    –¿Y qué? ¿Es gran sacrificio esperar hora y media a la mujer que se
    adora? ¿Tú no has leído que Leandro pasaba todas las noches el
    Helesponto a nado para ver a su amada?… No; tú no has leído eso ni
    nada…. Mejor: yo creo que te sentaría mal la ciencia. Los libros
    disiparían esos colorcitos tan lindos que tienes en las mejillas, te
    privarían de la agilidad y la fuerza con que montas a caballo y guías
    los coches…. Además, yo creo que hay hombres que han nacido para ser
    guapos, fuertes y divertidos, y uno de ellos eres tú.

    –Vamos, por lo que estoy viendo me consideras como un bruto que no
    conoce ni la A–respondió triste y amoscado el joven, en pie frente a
    ella.

    –¡No, hombre, no!–exclamó la dama riendo; y apoderándose de una de sus
    manos la besó en un repentino acceso de ternura–.Eso es insultarme. ¿Te
    figuras que yo podría querer a un bruto?… Toma–añadió despojándose
    del sombrero–, pon ese sombrero con cuidado sobre la cama. Ahora ven
    aquí, so canalla; ya que eres tan susceptible, ¿no consideras que has
    principiado diciéndome una grosería?… ¡Hora y media!… ¿Y qué?…
    Acércate, ponte de rodillas; deja que te tire un poco de los pelos.

    El joven, en vez de hacerlo, agarró una silla-fumadora y se montó en
    ella frente a su querida.

    –¿Sabes por qué he tardado tanto?… Pues por el dichoso niño, que me
    ha seguido hoy también.

    Al decir esto, se puso repentinamente seria; una arruga bien pronunciada
    cruzó su linda frente.

    –¡Es insufrible!–añadió–. Ya no sé qué hacer. A todas horas, salga
    por la mañana o por la tarde, traigo aquel fantasma detrás de mí. He
    tenido que refugiarme en casa de Mariana. Luego, una vez allí, no hubo
    más remedio que aguantar un rato. Vino papá, y porque no saliese conmigo
    esperé otro poquito a que se fuese…. ¡Ahí ves!

    –¡Tiene gracia ese chico!–dijo riendo el caballero.

    –¡Mucha! ¡Si es muy divertido que le averigüen a una dónde va y lo sepa
    en seguida todo el mundo, y llegue a oídos de mi marido! ¡Ríete, hombre,
    ríete!

    –¿Por qué no? ¿A quién se le ocurre más que a ti tomarse un disgusto
    por tener un admirador tan platónico? ¿Has recibido alguna carta? ¿Te ha
    dicho alguna palabra al paso?

    –Eso es lo que menos importaba. Lo que me excita los nervios es la
    persecución. Luego es un mocoso capaz por despecho, si averigua mis
    entradas en esta casa, de escribir un anónimo…. Y tú ya sabes la
    situación especial en que me encuentro respecto a mi marido.

    –No es de presumir: los que escriben anónimos no son los enamorados,
    sino las amigas envidiosas…. ¿Quieres que yo me aviste con él y le
    meta un poco de miedo?

    –¡Eso no se pregunta, hombre!–exclamó la dama con voz irritada–.
    Mira, Pepe; tú eres hombre de corazón y tienes inteligencia; pero te
    hace muchísima falta un poco más de refinamiento en el espíritu para que
    comprendas ciertas cosas. Debieras dedicar menos horas al club y a los
    caballos y procurar ilustrarte un poco.

    –¡Ya pareció aquéllo!–dijo el joven con despecho, muy molestado por la
    agria reprensión.

    –Pues si quieres que no te diga ciertas cosas, procura callarte otras.

    Pepe Castro se encogió de hombros con superior desdén y se alzó de la
    silla. Dió algunas vueltas distraídamente por la estancia y paró al fin
    delante de un cuadrito, que descolgó para sacudirle el polvo con el
    pañuelo. Clementina le miraba en tanto con ojos coléricos. Se puso en
    pie vivamente, como si la alzara un resorte: luego, refrenando su ímpetu
    y adquiriendo calma, avanzó lentamente hacia la alcoba, penetró en ella,
    recogió su sombrero de la cama y comenzó a ponérselo frente al espejillo
    de una cornucopia, con ademanes lentos, donde se adivinaba, sin embargo,
    en el levísimo temblor de las manos, la sorda irritación que la
    embargaba.

    –¡Bueno!–exclamó por último en tono distraído e indiferente–. Me voy,
    chico…. ¿Quieres algo para la calle?

    El joven dió la vuelta y preguntó con sorpresa:

    –¿Ya?

    –Ya–repuso la dama con exagerada firmeza.

    El joven avanzó hacia ella, le echó suavemente un brazo al cuello, y
    levantando con la otra mano el velito rojo le dió un beso en la sien.

    –¡Que siempre ha de pasar lo mismo! Yo soy el descalabrado y tú te
    apresuras a ponerte la venda.

    –¿Qué estás diciendo ahí?–replicó ella algo confusa–. Me voy porque
    tengo que hacer una visita antes de comer.

    –Vamos, Clementina, aunque quieras no puedes disimular…. Debes
    comprender que no se pueden escuchar con risa los insultos … y tú me
    estás insultando a cada momento.

    –Te digo que no te comprendo. No sé a qué insultos ni a qué disimulos
    te refieres–replicó la dama con afectación.

    Pepe intentó con mimo y dulzura quitarle de nuevo el sombrero. Ella le
    detuvo con gesto imperioso. Tomóla entonces por la cintura y la condujo
    hacia el diván. Sentóse, y cogiéndole las manos se las besó repetidas
    veces con apasionado cariño. Ella siguió en pie sin dejarse ablandar.
    Tan extremado estuvo, sin embargo, en sus caricias y tan sumiso, que al
    cabo, arrancando con violencia sus manos de las de él, Clementina dijo
    medio riendo, medio enojada aún:

    –Quita, quita, que ya estoy hastiada de tus lametones de perro de
    Terranova…. ¡Eres un bajo!… Primero que yo me humillase de tal modo
    me harían rajas.

    Volvió a quitarse el sombrero, y fué ella misma a colocarlo sobre la
    cama.

    –Cuando se está tan enamorado como yo–replicó el joven un poco
    avergonzado–, no puede llamarse nada humillación.

    –¿Es de veras eso, chico?–dijo acercándose a él sonriente y tomándole
    con sus dedos finos sonrosados la barba–. No lo creo…. Tú no tienes
    temperamento de enamorado…. Y si no, vamos a probarlo…. Si yo te
    mandase hacer una cosa que pudiera costarte la vida, o lo que es aún
    peor, la honra … algunos años de presidio…, ¿lo harías?

    –¡Ya lo creo!

    –¿Sí?… Pues mira, quiero que mates a mi marido.

    –¡Qué barbaridad!–exclamó asustado, abriendo los ojos
    desmesuradamente.

    La dama le miró algunos segundos fijamente, con expresión escrutadora,
    maliciosa. Luego, soltando una sonora carcajada, exclamó:

    –¿Lo ves, infeliz, lo ves?… Tú eres un señorito madrileño, un socio
    del _Club de los Salvajes_…. Ni yo, ni mujer ninguna te harían cambiar
    el frac y el chaleco blanco por el uniforme de presidiario.

    –¡Qué ideas tan extrañas!

    –Sigue, sigue por donde te arrastra tu naturaleza de sietemesino y no
    te metas en honduras. Ya comprenderás que te he hablado en broma. Así y
    todo me has confirmado en lo que ya pensaba.

    –Pues si tienes formada esa idea tan pobre de mi cariño, no sé por qué
    razón me quieres–expresó el joven volviendo a amoscarse.

    –¿Por qué te quiero?… Pues por lo que yo hago casi todas mis cosas
    … por capricho. Un día te he visto en el Retiro revolviendo un caballo
    admirablemente y me gustaste. Luego, a los dos meses, en Biarritz, te vi
    en el asalto del casino tirando con un oficial ruso y concluí de
    encapricharme. Hice que me fueses presentado, procuré agradarte, te
    agradé en efecto…. Y aquí estamos.

    Pepe concluyó por sufrir con paciencia aquel tono entre cínico y burlón
    de su querida. A fuerza de charlar logró hacerlo desaparecer.
    Clementina, cuando estaba tranquila, era afectuosa, alegre, pronta a
    compadecerse y a los rasgos de generosidad; su rostro, tan bello como
    original, no adquiría nunca dulzura, pero sí una expresión bondadosa y
    maternal que lo hacía muy simpático. Mas por poco que sus nervios se
    excitasen o se viese contrariada en sus pensamientos y deseos, el fondo
    de altivez, de obstinación y aun crueldad que su alma guardaba, subía a
    la superficie y agitaba sus ojos azules con relámpagos de feroz sarcasmo
    o de cólera.

    Pepe Castro, que no era hombre ilustrado ni ingenioso, sabía no obstante
    entretenerla agradablemente con cuentecillos de salón, murmuraciones
    casi siempre de las personas por quienes ella sentía marcada antipatía.
    El recurso era burdo, pero surtía admirable efecto. "La condesa de T***,
    señora a quien Clementina odiaba de muerte por un desaire que en cierta
    ocasión le había hecho, andaba necesitada de dinero; se lo pidió al
    viejo banquero Z*** y éste se lo había otorgado mediante un rédito muy
    poco apetitoso para la deudora. Los marqueses de L***, a quienes también
    ella profesaba aversión, cuando no estaban en el poder daban reuniones
    allá en su finca de la Mancha y ofrecían espléndido _buffet_ a sus
    electores: cuando el marqués era ministro daban también reuniones, pero
    suprimían el _buffet_. Julita R***, una jovencita muy linda, que tampoco
    inspiraba simpatías a la altiva dama, había sido arrojada de casa de los
    señores de M*** por haberla hallado encerrada en el cuarto del
    primogénito, un chico de quince años". Estas y otras noticias del mismo
    jaez dejábalas caer el gallardo mancebo de sus labios con cierta
    displicencia cómica que despertaba el buen humor de la bella. Era todo
    el talento de Pepe Castro en el orden moral. Los demás que poseía
    referíanse enteramente al físico.

    Se habían disipado las nubes que cubrían la frente de Clementina.
    Mostróse locuaz y risueña. Fué pródiga de caricias con su amante en la
    hora que con él estuvo. Quedó bien compensado de los alfilerazos que de
    ella había recibido al principio de la entrevista, gozando de toda la
    dicha que una mujer hermosa y enamorada puede proporcionar cuando la
    soledad y la ocasión convidan.

    La noche había cerrado ya, tiempo hacía. El joven encendió las dos
    lámparas de la chimenea sin llamar al criado, que era su único servidor
    y el único ser viviente asimismo que habitaba con él en aquel cuarto.
    Pepe Castro era hijo de una ilustre familia de Aragón. Su hermano mayor
    llevaba un título conocido y tenía una hermana además casada con otro
    título. Se había educado en Madrid. A los veinte años quedó huérfano.
    Vivió con su hermano primogénito una temporada. No tardaron en reñir
    porque éste, que era económico hasta la avaricia, no podía sufrir con
    paciencia su despilfarro. Trasladóse entonces a casa de su hermana; pero
    a los pocos meses, existiendo incompatibilidad de caracteres entre él y
    su cuñado, chocaron de modo tan violento, que se contaba en el club y en
    los salones de la corte que se habían abofeteado y aporreado bravamente.
    No llegó a efectuarse un duelo entre ambos por la intervención de
    algunos respetables miembros de la familia. Después de vivir en fonda un
    poco de tiempo, decidióse a poner casa. Tomó un criado, se hizo traer el
    almuerzo de un restaurante y comía cuándo en Lhardy, cuándo, en casa de
    alguno de sus muchos amigos. Su cuadra la tenía muy cerca, en la calle
    de las Urosas, y no estaba mal provista: dos jacas de silla, inglesa y
    cruzada, un tiro extranjero y otro español, berlina, _charrette, milord,
    break_. Era un chorro por donde se escapaba rápidamente su hacienda,
    aunque no el más copioso. La mayor parte la había dejado sobre el tapete
    de la mesa de juego del club, y una porción, no insignificante por
    cierto, entre las uñas de algunas lindísimas chulas transformadas por él
    de la noche a la mañana en espléndidas y llamativas cortesanas. Esto
    último lo negaba con arrogancia pensando que su gloria de seductor podía
    con ello menoscabarse; pero no importa: es exacto como todo lo que aquí
    se puntualiza.

    Quiere decir esto que Pepe Castro se hallaba arruinado a la hora
    presente. A pesar de lo cual, seguía viviendo con, la misma comodidad y
    aparato que antes. Su trabajo y sus vueltas le costaba. Empréstitos a su
    hermano hipotecándole alguna finca trasconejada en las ventas y
    subastas, pagarés a algunos arrojados usureros sobre la herencia de un
    tío viejo y enfermo reconociendo tres veces la cantidad recibida, joyas
    que su hermana le regalaba no pudiendo regalarle dinero, cuentas
    exorbitantes con el importador de coches y caballos, con el sastre, con
    el perfumista, con Lhardy, con el conserje del club, con todo el mundo.
    Parecía imposible que un hombre pudiera vivir tranquilo en tal estado de
    trampas y enredos. Sin embargo, nuestro gallardo joven vivía con la
    misma admirable serenidad de espíritu e idéntica alegría de corazón, y
    como él otros muchos de sus amigos y consocios según tendremos ocasión
    de ver, tan arruinados aunque no tan gallardos.

  • La Celestina

    La Celestina

    Aproximadamente 108.030 palavras.

    *** x-header ***
    **This is a COPYRIGHTED Project Gutenberg Etext, Details Below**
    The Project Gutenberg Etext of La Celestina by Fernando de Rojas

    Copyright 1998 R. S. Rudder

    Please take a look at the important information in this header.
    We encourage you to keep this file on your own disk, keeping an
    electronic path open for the next readers. Do not remove this.

    **Welcome To The World of Free Plain Vanilla Electronic Texts**

    **Etexts Readable By Both Humans and By Computers, Since 1971**

    *These Etexts Prepared By Hundreds of Volunteers and Donations*

    Information on contacting Project Gutenberg to get Etexts, and
    further information is included below. We need your donations.

    LA CELESTINA [In Spanish]

    by Fernando de Rojas

    (Edicion y Notas de Robert S. Rudder)
    (Edition and notes by Robert S. Rudder)
    Copyright 1998 R. S. Rudder

    January, 1999 [Etext #1619]

    The Project Gutenberg Etext of La Celestina, by Fernando de Rojas
    *******This file should be named 1619.txt or 1619.zip******

    The official release date of all Project Gutenberg Etexts is at
    Midnight, Central Time, of the last day of the stated month. A
    preliminary version may often be posted for suggestion, comment
    and editing by those who wish to do so. To be sure you have an
    up to date first edition [xxxxx10x.xxx] please check file sizes
    in the first week of the next month. Since our ftp program has
    a bug in it that scrambles the date [tried to fix and failed] a
    look at the file size will have to do, but we will try to see a
    new copy has at least one byte more or less.

    Information about Project Gutenberg (one page)

    We produce about two million dollars for each hour we work. The
    fifty hours is one conservative estimate for how long it we take
    to get any etext selected, entered, proofread, edited, copyright
    searched and analyzed, the copyright letters written, etc. This
    projected audience is one hundred million readers. If our value
    per text is nominally estimated at one dollar, then we produce 2
    million dollars per hour this year we, will have to do four text
    files per month: thus upping our productivity from one million.
    The Goal of Project Gutenberg is to Give Away One Trillion Etext
    Files by the December 31, 2001. [10,000 x 100,000,000=Trillion]
    This is ten thousand titles each to one hundred million readers,
    which is 10% of the expected number of computer users by the end
    of the year 2001.

    We need your donations more than ever!

    All donations should be made to "Project Gutenberg/CMU": and are
    tax deductible to the extent allowable by law. (CMU = Carnegie –
    Mellon University).

    For these and other matters, please mail to:

    Project Gutenberg
    P. O. Box 2782
    Champaign, IL 61825

    Internet: dircompg@pobox.com
    CompuServe: >internet:dircompg@pobox.com
    Attmail: internet!pobox.com!dircompg

    When all other email fails try our Michael S. Hart, Executive
    Director:
    hart@pobox.com (internet)

    We would prefer to send you this information by email
    (Internet, Bitnet, Compuserve, ATTMAIL or MCImail).

    ******
    If you have an FTP program (or emulator), please
    FTP directly to the Project Gutenberg archives:
    [Mac users, do NOT point and click. . .type]

    ftp mrcnext.cso.uiuc.edu
    login: anonymous
    password: your@login
    cd etext/etext90 though etext/etext97
    or cd etext97 [for new books]
    or cd etext/articles
    dir [to see files]
    get or mget [to get files. . .set bin for zip files]
    get INDEX100.GUT
    get INDEX200.GUT
    for a list of books
    and
    get NEW.GUT for general information
    and
    mget GUT* for newsletters.

    **Information prepared by the Project Gutenberg legal advisor**
    (Three Pages)

    ***START** SMALL PRINT! for COPYRIGHT PROTECTED ETEXTS ***
    TITLE AND COPYRIGHT NOTICE:

    LA CELESTINA [In Spanish]

    by Fernando de Rojas

    (Edicion y Notas de Robert S. Rudder)
    (Edition and notes by Robert S. Rudder)
    Copyright 1998 R. S. Rudder

    This etext is distributed by Professor Michael S. Hart through
    the Project Gutenberg Association at Carnegie-Mellon University
    (the "Project") under the Project's "Project Gutenberg" trademark
    and with the permission of the etext's copyright owner.

    LICENSE
    You can (and are encouraged!) to copy and distribute this
    Project Gutenberg-tm etext. Since, unlike many other of the
    Project's etexts, it is copyright protected, and since the
    materials and methods you use will effect the Project's
    reputation,
    your right to copy and distribute it is limited by the copyright
    laws and by the conditions of this "Small Print!" statement.

    [A] ALL COPIES: The Project permits you to distribute
    copies of this etext electronically or on any machine readable
    medium now known or hereafter discovered so long as you:

    (1) Honor the refund and replacement provisions of this
    "Small Print!" statement; and

    (2) Pay a royalty to the Project of 20% of the net
    profits you derive calculated using the method you already use
    to calculate your applicable taxes. If you don't derive
    profits, no royalty is due. Royalties are payable to "Project
    Gutenberg Association/Carnegie Mellon-University" within
    the 60 days following each date you prepare (or were legally
    required to prepare) your annual (or equivalent periodic) tax
    return.

    [B] EXACT AND MODIFIED COPIES: The copies you distribute
    must either be exact copies of this etext, including this
    Small Print statement, or can be in binary, compressed, mark-
    up, or proprietary form (including any form resulting from
    word processing or hypertext software), so long as *EITHER*:

    (1) The etext, when displayed, is clearly readable, and
    does *not* contain characters other than those intended by the
    author of the work, although tilde (~), asterisk (*) and
    underline (_) characters may be used to convey punctuation
    intended by the author, and additional characters may be used
    to indicate hypertext links; OR

    (2) The etext is readily convertible by the reader at no
    expense into plain ASCII, EBCDIC or equivalent form by the
    program that displays the etext (as is the case, for instance,
    with most word processors); OR

    (3) You provide or agree to provide on request at no
    additional cost, fee or expense, a copy of the etext in plain
    ASCII.

    LIMITED WARRANTY; DISCLAIMER OF DAMAGES
    This etext may contain a "Defect" in the form of incomplete,
    inaccurate or corrupt data, transcription errors, a copyright
    or other infringement, a defective or damaged disk, computer
    virus, or codes that damage or cannot be read by your
    equipment. But for the "Right of Replacement or Refund"
    described below, the Project (and any other party you may
    receive this etext from as a PROJECT GUTENBERG-tm etext)
    disclaims all liability to you for damages, costs and
    expenses, including legal fees, and YOU HAVE NO REMEDIES FOR
    NEGLIGENCE OR UNDER STRICT LIABILITY, OR FOR BREACH OF
    WARRANTY OR CONTRACT, INCLUDING BUT NOT LIMITED TO INDIRECT,
    CONSEQUENTIAL, PUNITIVE OR INCIDENTAL DAMAGES, EVEN IF YOU
    GIVE NOTICE OF THE POSSIBILITY OF SUCH DAMAGES.

    If you discover a Defect in this etext within 90 days of
    receiving it, you can receive a refund of the money (if any)
    you paid for it by sending an explanatory note within that
    time to the person you received it from. If you received it
    on a physical medium, you must return it with your note, and
    such person may choose to alternatively give you a replacement
    copy. If you received it electronically, such person may
    choose to alternatively give you a second opportunity to
    receive it electronically.

    THIS ETEXT IS OTHERWISE PROVIDED TO YOU "AS-IS". NO OTHER
    WARRANTIES OF ANY KIND, EXPRESS OR IMPLIED, ARE MADE TO YOU AS
    TO THE ETEXT OR ANY MEDIUM IT MAY BE ON, INCLUDING BUT NOT
    LIMITED TO WARRANTIES OF MERCHANTABILITY OR FITNESS FOR A
    PARTICULAR PURPOSE. Some states do not allow disclaimers of
    implied warranties or the exclusion or limitation of
    consequential damages, so the above disclaimers and exclusions
    may not apply to you, and you may have other legal rights.

    INDEMNITY
    You will indemnify and hold the Project, its directors,
    officers, members and agents harmless from all liability, cost
    and expense, including legal fees, that arise directly or
    indirectly from any of the following that you do or cause:
    [1] distribution of this etext, [2] alteration, modification,
    or addition to the etext, or [3] any Defect.

    WHAT IF YOU *WANT* TO SEND MONEY EVEN IF YOU DON'T HAVE TO?
    Project Gutenberg is dedicated to increasing the number of
    public domain and licensed works that can be freely distributed
    in machine readable form. The Project gratefully accepts
    contributions in money, time, scanning machines, OCR software,
    public domain etexts, royalty free copyright licenses,
    and whatever else you can think of. Money should be paid to
    "Project Gutenberg Association/Carnegie-Mellon University".

    *SMALL PRINT! Ver.04.29.93 FOR COPYRIGHT PROTECTED ETEXTS*END*

    **This is a COPYRIGHTED Project Gutenberg Etext, Details Below**
    The Project Gutenberg Etext of La Celestina by Fernando de Rojas

    Copyright 1998 R. S. Rudder

    LA CELESTINA

    por

    Fernando de Rojas

    (Edicion y Notas de Robert S. Rudder)

    Copyright 1998 R. S. Rudder

    I. Introduccion

    II. La Celestina

    III Glosario y Notas

    INTRODUCCION

    Si bien es cierto que "La Celestina" nos deja con muchas dudas
    sobre la personalidad de los personajes, esta misma vaguedad hace
    que la obra parezca mas realista, permitiendo incluso una lectura
    moderna. Poco sabemos tambien sobre la autoria de la obra; sabemos
    que Fernando de Rojas, el unico autor conocido, fue un judio
    converso, nacido en Montalban, y que estudio en la Universidad de
    Salamanca. Despues de haber escrito esta obra maestra en su
    juventud, simplemente desaparecio de la escena literaria: fue a
    Talavera para ejercer el oficio de abogado, y alli murio en 1541.

    El lugar de la accion de la obra no tiene semejanza geografica
    especifica con ningun pueblo de Espana. Quedan tambien como meras
    sombras varios grupos de personajes (la muchedumbre que asiste al
    ajusticiamiento de Sempronio y Parmeno; los vecinos congregados
    alrededor de Pleberio cuando este da su discurso final). Y aunque
    las descripciones fisicas de los personajes centrales de la obra
    no son nada mas que bosquejos, hay una gran profundidad en sus
    personalidades. Los dos personajes centrales cuyas vidas y
    destinos se enlazan apasionadamente, Calisto y Melibea, comparten
    una historia que se extiende mas alla de los confines de "La
    Celestina". Desde sus primeras palabras vemos que se han conocido
    antes del comienzo de la obra: "en tan conueniente lugar que mi
    secreto dolor manifestarte pudiesse. sin dubda encomparablemente
    es mayor tal galardon que el seruicio: sacrificio: deuocion e
    obras pias que por este lugar alcanzar tengo yo a dios ofrescido."
    Estas vidas que se mueven tanto dentro como fuera de la obra,
    encontraran su eco mas de cien anos despues en el arte de
    Velazquez donde hay figuras que aparecen dentro y fuera de la
    pintura.

    Para esta edicion electronica se han utilizado las cuatro
    siguientes versiones de "La Celestina":

    1. "Comedia de Calisto y Melibea", Burgos, 1499. 16 actos.
    Facsimile.

    2. "Comedia de Calisto y Melibea", Toledo, 1500. 16 actos,
    Facsimile. Esta edicion tiene una carta del "autor a un su amigo",
    donde dice que encontro el primer acto, y que escribio los demas
    actos en quince dias de vacaciones. Tambien hay versos de "El
    autor escusandose de su yerro en esta obra que escriuio…" los
    cuales son un acrostico que revela lo siguiente: "El bachjller
    fernando de royas acabo la comedia de calysto y melybea y fve
    nascjdo en la puebla de montalvan."

    3. "Comedia de Calisto y Melibea", Sevilla, 1501. Edicion de
    Foulche-Delbosc (1900). Semejante a la edicion de Toledo, 1500,
    con unas variaciones en la "carta" y en los primeros versos.

    4. "Tragicomedia de Calisto y Melibea", Valencia, 1514. 21 actos
    y otras interpolaciones. Facsimile.

    He mantenido la ortografia y puntuacion de los facsimiles para dar
    un sentido autentico a esta version electronica. Los cinco actos
    y otras interpolaciones anadidos en la edicion de Valencia (1514)
    estan marcados entre comillas ("). Las unicas concesiones a la
    puntuacion moderna son el uso, de vez en cuando, de la coma (,),
    el punto y coma (;), y la exclamacion (!); estas tres no existen
    en los facsimiles. Tampoco he podido usar el tilde a causa de los
    limites de este modo de transmision, y el lector tendra que
    ponerlo. En cuanto al acento, esta transmision electronica no
    permite tal cosa, pero tampoco existe en los facsimiles.

    Mi sincero agradecimiento al Profesor Juan de Castro, Magdalena de
    Castro, y Gloria Arjona.

    Robert S. Rudder
    California State University, Los Angeles
    Junio, 1998

    [LA CELESTINA]

    "TRAGI" COMEDIA
    DE CALISTO Y MELIBEA

    "nueuamente reuista
    y emendada con addicion de los
    argumentos de cada vn auto en principio." la
    qual contiene demas de su agradable e
    dulce estilo muchas sentencias filosofales:
    e auisos muy necessarios para
    mancebos: mostrandoles los enganos que estan
    encerrados en siruientes e alcahuetas.

    "EL AUCTOR

    A VN SU AMIGO.

    Suelen los que de sus tierras absentes se hallan considerar: de
    que cosa aquel lugar donde parten mayor inopia, o falta padezca:
    para con la tal seruir a los conterraneos de quien en algun tiempo
    beneficio recebido tienen: e viendo que legitima obligacion a
    inuestigar lo semejante me compelia: para pagar las muchas
    mercedes de vuestra libre liberalidad recebidas: assaz vezes
    retraydo en mi camara acostado sobre mi propia mano: echando mis
    sentidos por ventores: e mi juyzio a bolar: me venia a la memoria:
    no solo la necessidad que nuestra comun patria tiene de la
    presente obra por la muchedumbre de galanes: e enamorados mancebos
    que posee: pero avn en particular vuestra misma persona: cuya
    juuentud de amor ser presa: se me representa auer visto: e del
    cruelmente lastimada: a causa de le faltar defensiuas armas para
    resistir sus fuegos: Las quales halle esculpidas en estos
    papeles: no fabricadas en las grandes herrerias de Milan: mas en
    los claros ingenios de doctos varones castellanos formadas: e
    como mirasse su primor: sotil artificio: su fuerte e claro metal:
    su modo e manera de lauor: su estilo elegante: jamas en nuestra
    castellana lengua visto ni oydo. Leylo tres o quatro vezes: e
    tantas quantas mas lo leya: tanta mas necessidad me ponia de
    releerlo: e tanto mas me agradaua: y en su processo nueuas
    sentencias sentia: vi no solo ser dulce en su principal hystoria:
    o ficion toda junta. pero avn de algunas sus particularidades
    salian deleytables fontezicas de filosofia: de otros agradables
    donayres: de otros auisos e consejos contra lisonjeros e malos
    siruientes: e falsas mugeres hechizeras. vi que no tenia su firma
    del autor: el qual segun algunos dizen fue Juan de Mena: e segun
    otros Rodrigo Cota. pero quien quier que fuesse: es digno de
    recordable memoria por la sotil inuencion: por la gran copia de
    sentencias entrexeridas: que so color de donayres tiene: gran
    filosofo era. e pues el con temor de detractores e nocibles
    lenguas mas aparejadas a reprehender que a saber inuentar: quiso
    celar e encubrir su nombre: no me culpeys si en el fin baxo que lo
    pongo no espressare el mio: mayormente que siendo jurista yo:
    avnque obra discreta: es agena de mi facultad. e quien lo supiesse
    diria: que no por recreacion de mi principal estudio: del qual yo
    mas me precio como es la verdad lo hiziesse: antes distraydo de
    los derechos en esta nueua labor me entremetiesse: pero avnque no
    acierten seria pago de mi osadia. assimesmo pensarian que no
    quinze dias de vnas vacaciones: mientra mis socios en sus tierras
    en acabarlo me detuuiesse como es lo cierto pero avn mas tiempo: e
    menos acepto: para desculpa de lo qual todo no solo a vos: pero a
    quantos lo leyeren: offrezco los siguientes metros. E porque
    conozcays donde comienzan mis maldoladas razones [e acaban las del
    antiguo autor, en la margen hallareys una cruz; y es el fin de la
    primera cena.] acorde que todo lo del antiguo autor: fuesse sin
    diuision en vn aucto: o cena incluso hasta el segundo auto donde
    dize. Hermanos mios &c. Uale."

    EL AUTOR

    ESCUSANDOSE DE SU YERRO EN ESTA OBRA
    QUE ESCRIUIO, CONTRA Sl ARGUYE E COMPARA.

    El silencio escuda y suele encobrir
    las faltas de ingenio & las torpes lenguas:
    blason, que es contrario: publica sus menguas
    al que mucho habla sin mucho sentir.
    como la hormiga que dexa de yr:
    holgando por tierra, con la prouision:
    jactose con alas de su perdicion:
    lleuaronla en alto, no sabe dondyr.

    Prosigue

    El ayre gozando ageno y estrano:
    rapina es ya hecha de aues que buelan:
    fuertes mas que ella, por ceuo la lleuan:
    en las nueuas alas estaua su dano:
    razon es que aplique mi pluma este engano,
    no dissimulando con los que arguyen
    assi, que a mi mesmo mis alas destruyen:
    nublosas & flacas, nascidas de ogano.

    Prosigue

    Donde esta gozar pensaua volando
    oyo aqui escriuiendo cobrar mas honor,
    de lo vno & lo otro nascio disfauor,
    ella es comida y a mi estan cortando.
    reproches, reuistas y tachas callando
    obstara: y a los danos de inuidia & murmuros
    y assi nauegando los puertos seguros
    atras quedan todos ya quanto mas ando.

    Prosigue.

    Si bien discerneys mi limpio motiuo,
    a qual se adereza de aquestos estremos,
    con qual participa, quien rige sus remos
    amor aplazible o desamor esquiuo:
    buscad bien el fin de aquesto que escriuo,
    o del principio leed su argumento;
    leeldo y vereys que avnque dulce cuento,
    amantes que os muestra salir de catiuo.

    Comparacion.

    Como al doliente que pildora amarga
    o huye, o recela. o no puede tragar,
    metenla dentro de dulce manjar,
    enganase el gusto, la salud se alarga:
    desta manera la pluma se embarga,
    imponiendo dichos lasciuos, rientes,
    atrae los oydos de penadas gentes,
    de grado escarmientan y arrojan su carga.

    Buelue a su proposito.

    Este mi desseo cargado de antojos
    compuso tal fin quel principio desata,
    acordo de dorar con oro de lata
    lo mas fino oro, que vio con sus ojos:
    y encima de rosas sembrar mill abrojos,
    suplico pues suplan discretos mi falta,
    teman grosseros; y en obra tan alta,
    o vean y callen, o no den enojos.

    Prosigue dando razon
    porque se mouio a acabar esta obra.

    Yo vi en Salamanca la obra presente;
    mouime a acabarla por estas razones,
    es la primera, que esto en vacaciones;
    la otra que oy su inuentor ser sciente:
    y es la final, ver ya la mas gente
    buelta y mezclada en vicios de amor;
    estos amantes les pornan temor
    a fiar de alcahueta, ni de mal siruiente.

    Y assi que esta obra a mi flaco entender
    fue tanto breue, quanto muy sutil,
    vi que portaua sentencias dos mill
    en forro de gracias, labor de plazer:
    no hizo Dedalo en su officio e saber
    alguna mas prima entretalladura,
    si fin diera en esta su propia escriptura
    corta: vn gran hombre y de mucho valer.

    Jamas yo no vi terenciana,
    despues que me acuerdo, ni nadie la vido,
    obra de estilo tan alto y subido
    en lengua comun vulgar castellana.
    no tiene sentencia de donde no mana
    loable a su autor y eterna memoria.
    al qual Jesu Christo reciba en su gloria
    por su passion sancta que a todos nos sana.

    Amonesta a los que aman que siruan a dios
    y dexen las malas cogitaciones y vicios de amor.

    Uosotros que amays, tomad este enxemplo,
    este fino arnes con que os defendays;
    bolued ya las riendas, porque nos perdays;
    load siempre a dios visitando su templo;
    andad sobre auiso, no seays en dexemplo
    de muertos y biuos y propios culpados;
    estando en el mundo yazeys sepultados;
    muy gran dolor siento quando esto contemplo.

    Fin

    Oluidemos los vicios que assi nos prendieron;
    no confiemos en vana esperanza,
    temamos aquel que espinas y lanza,
    azotes y clauos su sangre vertieron;
    la su santa faz herida escupieron;
    vinagre con hiel fue su potacion;
    a cada costado consintio vn ladron;
    nos lleue le ruego con los quel creyeron. [Toledo 1500, Sevilla
    1501]

    "EL AUTOR ESCUSANDOSE DE SU YERRO EN ESTA
    OBRA QUE ESCRIUIO CONTRA Sl ARGUYE E COMPARA.

    El silencio escuda y suele encubrir
    la falta de ingenio e torpeza de lenguas
    blason que es contrario: publica sus menguas
    a quien mucho habla sin mucho sentir:
    como hormiga que dexa de yr
    holgando por tierra con la prouision
    jactose con alas de su perdicion
    lleuaronla en alto no sabe donde yr.

    Prosigue.

    El ayre gozando ageno y estrano
    rapina es ya hecha de aues que buelan
    fuertes mas que ella por ceuo la lleuan
    en las nueuas alas estaua su dano:
    razon es que aplique a mi pluma este engano
    no despreciando a los que me arguyen
    assi que a mi mismo mis alas destruyen
    nublosas e flacas nascidas de ogano.

    Prosigue.

    Donde esta gozar pensaua bolando
    o yo de screuir cobrar mas honor
    del vno del otro nascio disfauor
    ella es comida e a mi estan cortando:
    reproches reuistas e tachas callando
    obstara: e los danos de inuidia e murmuros
    insisto remando e los puertos seguros
    atras quedan todos ya quanto mas ando.

    Prosigue.

    Si bien quereys ver mi limpio motiuo
    a qual se endereza de aquestos estremos
    con qual participa quien rige sus remos
    Apollo: Diana / o Cupido altiuo:
    buscad bien el fin de aquesto que escriuo
    o del principio leed su argumento
    leeldo vereys: que avnque dulce cuento
    amantes que os muestra salir de catiuo.

    Comparacion.

    Como el doliente que pildora amarga
    o la recela: o no puede tragar
    metela dentro de dulce manjar
    enganase el gusto la salud se alarga:
    desta manera mi pluma se embarga
    imponiendo dichos lasciuos rientes
    atrae los oydos de penadas gentes.
    de grado escarmientan e arrojan su carga.

    Buelue a su proposito.

    Estando cercado de dubdas e antojos
    compuse tal fin quel principio desata
    acorde dorar con oro de lata
    lo mas fino tibar que vi con mis ojos:
    y encima de rosas sembrar mill abrojos
    suplico pues suplan discretos mi falta
    teman grosseros y en obra tan alta
    o vean e callen: o no den enojos.

    Prosigue dando razones
    porque se mouio a acabar esta obra.

    yo vi en Salamanca la obra presente
    mouime acabarla por estas razones
    es la primera que esto en vacaciones
    la otra inuentar [imitar] la persona prudente:
    y es la final ver ya la mas gente
    buelta e mezclada en vicios de amor
    estos amantes les pornan temor
    a fiar de alcahueta ni falso siruiente.

    y assi que esta obra en el proceder
    fue tanto breue quanto muy sotil
    vi que portaua sentencias dos mill
    en forro de gracias lauor de plazer:
    no hizo Dedalo cierto a mi ver
    alguna mas prima entretalladura
    si fin diera en esta su propia escriptura
    Cota o Mena con su gran saber.

    Jamas yo no vide en lengua romana
    despues que me acuerdo: ni nadie la vido
    obra de estilo tan alto e sobido
    en tusca: ni griega: ni en castellana:
    no trae sentencia de donde no mana
    loable a su autor y eterna memoria
    al qual Jesucristo reciba en su gloria
    por su passion santa que a todos nos sana.

    Amonesta a los que aman que siruan a dios
    y dexen las malas cogitacions e vicios de amor.

    Uos los que amays tomad este enxemplo
    este fino arnes con que os defendays
    bolued ya las riendas porque no os perdays
    load siempre a dios visitando su templo
    andad sobre auiso no seays dexemplo
    de muertos e biuos e propios culpados
    estando en el mundo yazeys sepultados
    muy gran dolor siento quando esto contemplo.

    Fin.

    O damas: matronas: mancebos: casados:
    notad bien la vida que aquestos hizieron
    tened por espejo su fin qual huuieron
    a otro que amores dad vuestros cuydados
    limpiad ya los ojos los ciegos errados
    virtudes sembrando con casto biuir
    a todo correr deueys de huyr
    no os lance Cupido sus tiros dorados. [Valencia, 1514]

    Todas las cosas ser criadas a manera de contienda o batalla dize
    aquel gran sabio Eraclito en este modo. Omnia secundum litem
    fiunt. Sentencia a mi ver digna de perpetua y recordable memoria:
    e como sea cierto que toda palabra del hombre sciente este
    prenada: desta se puede dezir: que de muy hinchada y llena quiere
    rebentar: echando de si tan crescidos ramos y hojas: que del menor
    pimpollo se sacaria harto fruto entre personas discretas. Pero
    como mi pobre saber no baste a mas de roer sus secas cortezas de
    los dichos de aquellos que por claror de sus ingenios merescieron
    ser aprouados: con lo poco que de alli alcanzare satisfare al
    proposito deste perbreue prologo. Halle esta sentencia
    corroborada por aquel gran orador e poeta laureado Francisco
    Petrarcha diziendo. Sine lite atque offensione nihil genuit natura
    parens. Sin lid e offension ninguna cosa engendro la natura madre
    de todo. Dize mas adelante. Sic est enim et sic propemodum
    vniversa testantur: rapido stellae obviant firmamento: contraria
    inuicem elementa confligunt. terrae tremunt. maria fluctuant aer
    quatitur. crepant flammae. bellum immortale venti gerunt. tempora
    temporibus concertant. secum singula: nobiscum omnia. Que quiere
    dezir: en verdad assi es e assi todas las cosas desto dan
    testimonio: las estrellas se encuentran en el arrebatado
    firmamento del cielo: los aduersos elementos vnos con otros rompen
    pelea. tremen las tierras: ondean las mares: el ayre se sacude:
    suenan las llamas: los vientos entre si traen perpetua guerra: los
    tiempos con tiempos contienden e litigan entre si: vno a vno: e
    todos contra nosotros. El verano vemos que nos aquexa con calor
    demasiado. El inuierno con frio y aspereza. assi que esto nos
    paresce reuolucion temporal: esto con que nos sostenemos: esto con
    que nos criamos e biuimos: si comienza a ensoberuecerse mas de lo
    acostumbrado: no es sino guerra. E quanto se ha de temer
    manifiestase por los grandes terremotos: e toruellinos: por los
    naufragios: y encendios: assi celestiales como terrenales por la
    fuerza de los aguaduchos: por aquel bramar de truenos: por aquel
    temeroso impetu de rayos: aquellos cursos e recursos de las nuues:
    de cuyos abiertos mouimientos: para saber la secreta causa de que
    proceden: no es menor la dissension de los filosofos en las
    escuelas: que de las ondas en la mar. Pues entre los animales
    ningun genero carece de guerra: pesces: fieras: aues: serpientes:
    de lo qual todo: vna especie a otra persigue. El leon al lobo.
    El lobo la cabra: el perro la liebre: e si no paresciesse conseja
    de tras el fuego yo llegaria mas al cabo esta cuenta. El elefante
    animal tan poderoso e fuerte se espanta e huye de la vista de vn
    suziuelo raton e avn de solo oyrle toma gran temor. entre las
    serpientes el basilisco crio la natura tan ponzonoso e
    conquistador de todas las otras: que con su siluo las asombra: e
    con su venida las ahuyenta e disparze: con su vista las mata. La
    biuora reptilia: o serpiente enconada al tiempo del concebir: por
    la boca de la hembra metida la cabeza del macho: y ella con el
    gran dulzor aprietale tanto que le mata e quedando prenada: el
    primer hijo rompe las yjares de la madre: por do todos salen y
    ella muerta queda: el quasi como vengador de la paterna muerte.
    que mayor lid: que mayor conquista: ni guerra que engendrar en su
    cuerpo quien coma sus entranas? Pues no menos dissensiones
    naturales creemos hauer en los pescados: pues es cosa cierta gozar
    la mar de tantas formas de pesces: quantas la tierra: y el ayre
    cria de aues: e animalias: e muchas mas. Aristotiles e Plinio
    cuentan marauillas de vn pequeno pece llamado echeneis: quanto sea
    apta su propriedad para diuersos generos de lides: especialmente
    tiene vna: que si allega a vna nao: o carraca la detiene que no se
    puede menear avnque vaya muy rezio por las aguas. de lo qual haze
    Lucano mencion diziendo. Non puppim retinens Euro tendente
    rudentes. In mediis echeneis aquis. No falta alli el pece dicho
    echeneis que detiene las fustas quando el viento Euro estiende las
    cuerdas en medio de la mar. O natural contienda digna de
    admiracion poder mas vn pequeno pece que vn gran nauio con toda la
    fuerza de los vientos. Pues si discurrimos por las aues: e por
    sus menudas enemistades bien affirmaremos ser todas las cosas
    criadas a manera de contienda las mas biuen de rapina: como
    halcones / e aguilas / e gauilanes hasta los grosseros milanos
    insultan dentro en nuestras moradas los domesticos pollos: e
    debaxo las alas de sus madres los vienen a cazar. De vna ave
    llamada Rocho que nace en el Indico mar de Oriente se dize ser de
    grandeza jamas oyda e que lleva sobre su pico fasta las nuues no
    solo vn hombre: o diez: pero vn nauio cargado de todas sus xarcias
    e gente. E como los miseros navegantes esten assi suspensos en el
    ayre con el meneo de su buelo caen: e reciben crueles muertes.
    pues que diremos entre los hombres e a quien todo lo sobredicho es
    subjeto: quien explanara sus guerras / sus enemistades / sus
    embidias / sus aceleramientos e mouimientos e descontentamientos:
    aquel mudar de trajes: aquel derribar e renouar edificios: e otros
    muchos affectos diuersos e variedades que desta nuestra flaca
    humanidad nos prouienen: e pues es antigua querella e visitada de
    largos tiempos no quiero marauillarme si esta presente obra ha
    seydo instrumento de lid: o contienda a sus lectores: para
    ponerlos en differencias: dando cada vno sentencia sobre ella a
    sabor de su voluntad. Unos dezian que era prolixa / otros breue /
    otros agradable / otros escura. de manera que cortarla a medida de
    tantas y tan differentes condiciones a solo dios pertenesce.
    Mayormente pues ella con todas las otras cosas que al mundo son
    van debaxo de la vandera desta notable sentencia que avn la mesma
    vida de los hombres si bien lo miramos desde la primera hedad
    hasta que blanquean las canas es batalla: los ninos con los
    juegos: los mozos con las letras: los mancebos con los deleytes:
    los viejos con mill especies de enfermedades pelean: y estos
    papeles con todas las edades. La primera los borra e rompe. La
    segunda no los sabe bien leer. La tercera que es la alegre
    juuentud e mancebia discorda: vnos les roen los huessos que no
    tienen virtud: que es la hystoria toda junta no aprouechandose de
    las particularidades haziendola cuenta de camino. otros pican los
    donayres y refranes comunes: loandolos con toda atencion: dexando
    passar por alto lo que haze mas al caso e vtilidad suya. Pero
    aquellos para cuyo verdadero plazer es todo: desechan el cuento de
    la hystoria para contar: coligen la suma para su prouecho: rien lo
    donoso: las sentencias e dichos de philosophos guardan en su
    memoria para trasponer en lugares conuenibles a sus autos e
    propositos: assi que quando diez personas se juntaren a oyr esta
    Comedia en quien quepa esta differencia de condiciones como suele
    acaescer: quien negara que aya contienda en cosa que de tantas
    maneras se entienda: que avn los impressores han dado sus punturas
    poniendo rubricas: o sumarios al principio de cada auto narrando
    en breue lo que dentro contenia: vna cosa bien escusada segun lo
    que los antiguos scriptores vsaron. Otros han litigado sobre el
    nombre: diziendo que no se auia de llamar Comedia: pues acabaua en
    tristeza: sino que se llamasse Tragedia. El primer autor quiso
    darle denominacion del principio que fue plazer e llamola Comedia.
    yo viendo estas discordias entre estos estremos parti agora por
    medio la porfia: e llamela Tragicomedia. Assi que viendo estas
    conquistas: estos dissonos e varios juyzios: mire a donde la mayor
    parte acostaua e halle que querian que se alargasse en el processo
    de su deleyte destos amantes. sobre lo qual fuy muy importunado de
    manera que acorde avnque contra mi voluntad meter segunda vez la
    pluma en tan estrana lauor e tan agena de mi facultad: hurtando
    algunos ratos a mi principal estudio con otras horas destinadas
    para recreacion: puesto que no han de faltar nueuos detractores a
    la nueua adicion."

    SIGUESE LA COMEDIA "O TRAGICOMEDIA"
    DE CALISTO Y MELIBEA: COMPUESTA EN REPREHENSION DE LOS LOCOS
    ENAMORADOS QUE VENCIDOS EN SU DESORDENADO APETITO A SUS AMIGAS
    LLAMAN E DIZEN SER SU DIOS. ASSI MISMO FECHA EN AUISO DE LOS
    ENGANOS DE LAS ALCAHUETAS E MALOS Y LISONJEROS SIRUIENTES.

    ARGUMENTO.

    Calisto fue de noble linaje: de claro ingenio: de gentil
    disposicion: de linda crianza: dotado de muchas gracias, de estado
    mediano: fue preso en el amor de Melibea, muger moza, muy
    generosa, de alta y serenissima sangre: sublimada en prospero
    estado, vna sola heredera a su padre Pleberio: y de su madre Alisa
    muy amada: por solicitud del pungido Calisto vencido el casto
    proposito della: entreueniendo Celestina mala y astuta muger con
    dos seruientes del vencido Calisto enganados, e por esta tornados
    desleales: presa su fidelidad con anzuelo de cobdicia y de
    deleyte, vinieron los amantes e los que les ministraron en amargo
    e desastrado fin. Para comienzo de lo qual dispuso el aduersa
    fortuna lugar oportuno donde a la presencia de Calisto se presento
    la deseada Melibea.

    ARGUMENTO
    DEL PRIMER AUTO DESTA COMEDIA.

    Entrando Calisto vna huerta empos de un falcon suyo hallo y a
    Melibea de cuyo amor preso comenzole de hablar: de la qual
    rigorosamente despedido: fue para su casa muy sangustiado. hablo
    con vn criado suyo llamado Sempronio. el qual despues de muchas
    razones le enderezo a vna vieja llamada Celestina: en cuya casa
    tenia el mesmo criado vna enamorada llamada Elicia: la qual
    viniendo Sempronio a casa de Celestina con el negocio de su amo
    tenia a otro consigo llamado Crito: al qual escondieron.
    Entretanto que Sempronio esta negociando con Celestina: Calisto
    esta razonando con otro criado suyo por nombre Parmeno: el qual
    razonamiento dura fasta que llega Sempronio e Celestina a casa de
    Calisto. Parmeno fue conoscido de Celestina: la qual mucho le
    dize de los fechos e conoscimiento de su madre induziendole a amor
    e concordia de Sempronio.

    CALISTO. MELIBEA. SEMPRONIO. CELESTINA. ELICIA. CRITO.
    PARMENO.

    CALISTO.–En esto veo, Melibea, la grandeza de dios.
    MELIBEA.–en que, Calisto?
    CAL.–en dar poder a natura que de tan perfeta hermosura te
    dotasse: e fazer a mi inmerito tanta merced que verte alcanzasse:
    e en tan conueniente lugar que mi secreto dolor manifestarte
    pudiesse. sin dubda encomparablemente es mayor tal galardon que el
    seruicio: sacrificio: deuocion e obras pias que por este lugar
    alcanzar tengo yo a dios ofrescido. Ni otro poder mi voluntad
    humana puede conplir. quien vido en esta vida cuerpo glorificado
    de ningun hombre como agora el mio? Por cierto los gloriosos
    sanctos que se deleytan en la vision diuina no gozan mas que yo
    agora en el acatamiento tuyo. Mas, o triste, que en esto
    deferimos: que ellos puramente se glorifican sin temor de caer de
    tal bienauenturanza: e yo misto me alegro con recelo del esquiuo
    tormento que tu absencia me ha de causar.
    MELIB.–por grand premio tienes esto, Calisto?
    CAL.–tengolo por tanto en verdad, que si dios me diesse en el
    cielo la silla sobre sus sanctos, no lo ternia por tanta
    felicidad.
    MELIB.–pues avn mas ygual galardon te dare yo, si perseueras.
    CAL.–o bienauenturadas orejas mias, que indignamente tan gran
    palabra haueys oydo.
    MELIB.–mas desauenturadas de que me acabes de oyr: porque la paga
    sera tan fiera qual la merece tu loco atreuimiento; e el intento
    de tus palabras, Calisto, ha seydo: de ingenio de tal hombre como
    tu, hauer de salir para se perder en la virtud de tal muger como
    yo. Vete, vete de ay, torpe: que no puede mi paciencia tollerar
    que aya subido en corazon humano comigo el ylicito amor comunicar
    su deleyte.
    CAL.–yre como aquel contra quien solamente la aduersa fortuna
    pone su estudio con odio cruel. Sempronio: Sempronio: Sempronio:
    donde esta este maldito?
    SEMPRONIO.–aqui estoy, senor, curando destos cauallos.
    CAL.–pues como sales de la sala?
    SEMP.–abatiose el girifalte, e vinele enderezar en el alcandara.
    CAL.–assi los diablos te ganen: assi por infortunio arrebatado
    perezcas / o perpetuo intollerable tormento consigas: el qual en
    grado incomparable a la penosa e desastrada muerte que espero
    traspassa. Anda, anda, maluado, abre la camara e endereza la
    cama.
    SEMP.–senor, luego. hecho es.
    CAL.–cierra la ventana e dexa la tiniebla acompanar al triste, e
    al desdichado la ceguedad: mis pensamientos tristes no son dignos
    de luz. O bienauenturada muerte aquella que deseada a los
    afligidos viene. O si viniessedes agora, Eras e Crato, medicos,
    sentiriades mi mal. O piedad de silencio, inspira en el Pleberico
    corazon: porque sin esperanza de salud no embie el espiritu
    perdido con el desastrado Piramo e de la desdichada Tisbe.
    SEMP.–que cosa es?
    CAL.–vete de ay, no me fables: sino quiza ante del tiempo de mi
    rabiosa muerte mis manos causaran tu arrebatado fin.
    SEMP.–yre, pues solo quieres padecer tu mal.
    CAL.–ve con el diablo.
    SEMP.–no creo, segun pienso, yr comigo el que contigo queda. O
    desauentura. O subito mal: qual fue tan contrario acontescimiento
    que assi tan presto robo el alegria deste hombre: e lo que peor
    es, junto con ella el seso? dexarle he solo? o entrare alla? Si
    le dexo, matarse ha. si entro alla, matarme ha. Quedese, no me
    curo: mas vale que muera aquel a quien es enojosa la vida: que no
    yo, que huelgo con ella. Avnque por al no deseasse viuir: sino
    por ver a mi Elicia me deuria guardar de peligros. pero si se
    mata sin otro testigo: yo quedo obligado a dar cuenta de su vida.
    Quiero entrar. Mas puesto que entre, no quiere consolacion ni
    consejo. asaz es senal mortal no querer sanar. Con todo,
    quierole dexar vn poco: desbraue. madure. que oydo he dezir que
    es peligro abrir o apremiar las postemas duras: porque mas se
    enconan. este vn poco. dexemos llorar al que dolor tiene: que
    las lagrimas e sospiros mucho desenconan el corazon dolorido. E
    avn si delante me tiene, mas comigo se encendera. que el sol mas
    arde donde puede reuerberar. la vista a quien objecto no se
    antepone, cansa: e quando aquel es cerca, aguzase: por esso
    quierome sofrir vn poco: si entretanto se matare: muera. quiza
    con algo me quedare que otro no lo sabe: con que mude el pelo
    malo. Avnque malo es esperar salud en muerte agena. Y quiza me
    engana el diablo: e si muere matarme han: e yran alla la soga e el
    calderon. Por otra parte dizen los sabios que es grande descanso
    a los afligidos tener con quien puedan sus cuytas llorar. Y que
    la llaga interior mas empece. Pues en estos estremos en que estoy
    perplexo: lo mas sano es entrar e sofrirle e consolarle: porque si
    possible es sanar sin arte ni aparejo: mas ligero es guarescer por
    arte: e por cura.
    CAL.–Sempronio.
    SEMP.–senor.
    CAL.–dame aca el laud.
    SEMP.–senor, vesle aqui.
    CAL.–qual dolor puede ser tal:
    que se yguale con mi mal?
    SEMP.–destemplado esta esse laud.
    CAL.–como templara el destemplado? como sentira el armonia aquel
    que consigo esta tan discorde? aquel a quien la voluntad a la
    razon no obedece? quien tiene dentro del pecho aguijones, paz:
    guerra: tregua: amor: enemistad: injurias, pecados: sospechas,
    todo a vna causa? Pero tane e canta la mas triste cancion que
    sepas.
    SEMP.–mira Nero de Tarpeya
    a Roma como se ardia:
    gritos dan ninos e viejos:
    e el de nada se dolia.
    CAL.–mayor es mi fuego: e menor la piedad de quien yo agora digo.
    SEMP.–no me engano yo, que loco esta este mi amo.
    CAL.–que estas murmurando, Sempronio?
    SEMP.–no digo nada.
    CAL.–di lo que dizes, no temas.
    SEMP.–digo que como puede ser mayor el fuego que atormenta vn
    viuo, que el que quemo tal cibdad e tanta multitud de gente?
    CAL.–como? yo te lo dire: mayor es la llama que dura ochenta
    anos que la que en vn dia passa: e mayor la que mata vna anima que
    la que quema cient mill cuerpos. Como de la aparencia a la
    existencia: como de lo viuo a lo pintado: como de la sombra a lo
    real: tanta diferencia ay del fuego que dizes al que me quema.
    Por cierto si el del purgatorio es tal: mas querria que mi spiritu
    fuesse con los de los brutos animales: que por medio de aquel yr a
    la gloria de los sanctos.
    SEMP.–algo es lo que digo. a mas ha de yr este hecho: no basta
    loco, sino ereje.
    CAL.–no te digo que fables alto quando fablares? Que dizes?
    SEMP.–digo que nunca dios quiera tal: que es especie de heregia
    lo que agora dixiste.
    CAL.–porque?
    SEMP.–porque lo que dizes contradize la cristiana religion.
    CAL.–que a mi?
    SEMP.–tu no eres cristiano?
    CAL.–yo? Melibeo soy. e a Melibea adoro e en Melibea creo: e a
    Melibea amo.
    SEMP.–tu te lo diras. como Melibea es grande: no cabe en el
    corazon de mi amo: que por la boca le sale a borbollones. No es
    mas menester: bien se de que pie coxqueas: yo te sanare.
    CAL.–increyble cosa prometes.
    SEMP.–antes facil. Que el comienzo de la salud es conoscer
    hombre la dolencia del enfermo.
    CAL.–qual consejo puede regir lo que en si no tiene orden ni
    consejo?
    SEMP.–ha ha ha. esto es el fuego de Calisto? Estas son sus
    congoxas? Como si solamente el amor contra el asestara sus tiros.
    O soberano dios, quan altos son tus misterios. Quanta premia
    pusiste en el amor: que es necessaria turbacion en el amante. Su
    limite posiste por marauilla: paresce al amante que atras queda.
    todos passan, todos rompen: pungidos e esgarrochados como ligeros
    toros: sin freno saltan por las barreras. Mandaste al hombre por
    la muger dexar el padre e la madre: agora no solo aquello, mas a
    ti e a tu ley desamparan, como agora Calisto, del qual no me
    marauillo: pues los sabios, los santos, los profetas por el te
    oluidaron.
    CAL.–Sempronio.
    SEMP.–senor.
    CAL.–no me dexes.
    SEMP.–de otro temple esta esta gayta.
    CAL.–que te paresce de mi mal?
    SEMP.–que amas a Melibea.
    CAL.–e no otra cosa?
    SEMP.–harto mal es tener la voluntad en vn solo lugar catiua.
    CAL.–poco sabes de firmeza.
    SEMP.–la perseuerancia en el mal no es constancia mas dureza / o
    pertinacia la llaman en mi tierra. Vosotros los filosofos de
    Cupido llamalda como quisierdes.
    CAL.–torpe cosa es mentir "el" que ensena a otro; pues que tu te
    precias de loar a tu amiga Elicia.
    SEMP.–haz tu lo que bien digo: y no lo que mal hago.
    CAL.–que me reprobas?
    SEMP.–que sometes la dignidad del hombre a la imperfecion de la
    flaca muger.
    CAL.–muger? o grossero: dios, dios!
    SEMP.–e assi lo crees, o burlas?
    CAL.–que burlo? por dios la creo: por dios la confiesso: e no
    creo que ay otro soberano en el cielo, avnque entre nosotros mora.
    SEMP.–ha ha ha. oystes que blasfemia? vistes que ceguedad?
    CAL.–de que te ries?
    SEMP.–riome: que no pensaua que hauia peor inuencion de pecado
    que en Sodoma.
    CAL.–como?
    SEMP.–porque aquellos procuraron abominable vso con los angeles
    no conocidos: e tu con el que confiessas ser dios.
    CAL.–maldito seas, que fecho me has reyr, lo que no pense ogano.
    SEMP.–pues que: toda tu vida auias de llorar?
    CAL.–si.
    SEMP.–porque?
    CAL.–porque amo a aquella, ante quien tan indigno me hallo: que
    no la espero alcanzar.
    SEMP.–o pusilanimo: o fideputa! que Nembrot: que magno
    Alexandre: los quales no solo del senorio del mundo: mas del cielo
    se juzgaron ser dignos.
    CAL.–no te oy bien esso que dixiste; torna, dilo, no procedas.
    SEMP.–dixe que tu, que tienes mas corazon que Nembrot ni
    Alexandre, desesperas de alcanzar vna muger. muchas de las quales
    en grandes estados constituydas se sometieron a los pechos e
    resollos de viles azemileros: e otras a brutos animales: no has
    leydo de Pasife con el toro? de Minerua con el can?
    CAL.–no lo creo, hablillas son.
    SEMP.–lo de tu abuela con el ximio, hablilla fue? testigo es el
    cuchillo de tu abuelo.
    CAL.–maldito sea este necio, e que porradas dize.
    SEMP.–escoziote? lee los ystoriales: estudia los filosofos: mira
    los poetas: llenos estan los libros de sus viles e malos exemplos:
    e de las caydas que leuaron los que en algo, como tu, las
    reputaron. Oye a Salomon: do dize que las mugeres e el vino hazen
    a los hombres renegar. consejate con Seneca e veras en que las
    tiene. escucha al Aristoteles: mira a Bernardo: gentiles: judios:
    cristianos: e moros: todos en esta concordia estan. Pero lo dicho
    e lo que dellas dixere: no te contezca error de tomarlo en comun,
    que muchas houo: y ay sanctas e virtuosas e notables cuya
    resplandesciente corona quita el general vituperio. Pero destas
    otras, quien te contaria sus mentiras: sus trafagos: sus cambios:
    su liuiandad: sus lagrimillas: sus alteraciones: sus osadias? que
    todo lo que piensan, osan sin deliberar: sus dissimulaciones: su
    lengua: su engano: su oluido: su desamor: su ingratitud: su
    inconstancia: su testimoniar: su negar: su reboluer: su
    presuncion: su vanagloria: su abatimiento: su locura: su desden:
    su soberuia: su subjecion: su parleria: su golosina: su luxuria e
    suziedad. su miedo: su atreuimiento: sus hechizerias: sus
    embaymientos: sus escarnios: su deslenguamiento: su desuerguenza:
    su alcahueteria. Considera que sesito esta debaxo de aquellas
    grandes e delgadas tocas: que pensamientos so aquellas gorgueras:
    so aquel fausto: so aquellas largas e autorizantes ropas. Que
    imperficion: que aluanares debaxo de templos pintados. Por ellas
    es dicho: arma del diablo: cabeza de pecado: destruycion de
    parayso. No has rezado en la festiuidad de Sant Juan baptista, do
    dize: las mugeres e el vino hazen los hombres renegar: do dize
    esta es la muger, antigua malicia que a Adam echo de los deleytes
    de parayso? Esta el linaje humano metio en el infierno. A esta
    menosprecio Helias propheta &c.?
    CAL.–di pues, esse Adam. esse Salomon. esse Dauid. esse
    Aristoteles. esse Vergilio. essos que dizes, como se sometieron a
    ellas: soy mas que ellos?
    SEMP.–a los que las vencieron querria que remedasses: que no a
    los que dellas fueron vencidos. Huye de sus enganos. Sabes que
    fazen? cosa que es dificil entenderlas. No tienen modo. no razon.
    no intencion. Por rigor comienzan el ofrescimiento que de si
    quieren hazer. A los que meten por los agujeros: denuestan en la
    calle. Combidan. despiden. llaman. niegan. senalan amor.
    pronuncian enemiga. Ensananse presto. apaciguanse luego. Quieren
    que adeuinen lo que quieren. O que plaga. o que enojo. o que
    fastio es conferir con ellas: mas de aquel breue tiempo que son
    aparejadas "a" deleyte.
    CAL.–ve; mientra mas me dizes e mas inconuenientes me pones: mas
    la quiero: no se que se es.
    SEMP.–no es este juyzio para mozos segun veo: que no se saben a
    razon someter: no se saben administrar: miserable cosa es pensar
    ser maestro el que nunca fue discipulo.
    CAL.–y tu que sabes? quien te mostro esto?
    SEMP.–quien? ellas; que desque se descubren, assi pierden la
    verguenza: que todo esto e avn mas a los hombres manifiestan.
    Ponte pues en la medida de honrra: piensa ser mas digno de lo que
    te reputas. Que cierto peor estremo es dexarse hombre caer de su
    merescimiento: que ponerse en mas alto lugar que deue.
    CAL.–pues quien yo para esso?
    SEMP.–quien? lo primero eres hombre: e de claro ingenio: e mas,
    a quien la natura doto de los mejores bienes que tuuo. Conuiene a
    saber: fermosura. gracia. grandeza de miembros. fuerza. ligereza.
    e allende desto, fortuna medianamente partio contigo lo suyo: en
    tal quantidad: que los bienes que tienes de dentro con los de
    fuera resplandescen: porque sin los bienes de fuera, de los quales
    la fortuna es senora: a ninguno acaece en esta vida ser
    bienauenturado: e mas, a constelacion de todos eres amado.
    CAL.–pero no de Melibea. E en todo lo que me as gloriado,
    Sempronio: sin proporcion ni comparacion se auentaja Melibea.
    Miras la nobleza e antiguedad de su linaje? El grandissimo
    patrimonio? el excelentissimo ingenio? las resplandescientes
    virtudes? la altitud e enefable gracia? la soberana hermosura? de
    la qual te ruego me dexes hablar vn poco: porque aya algun
    refrigerio. Y lo que te dixere sera de lo descubierto: que si de
    lo oculto yo hablarte supiera: no nos fuera necessario altercar
    tan miserablemente estas razones.
    SEMP.–que mentiras e que locuras dira agora este cautiuo de mi
    amo?
    CAL.–como es esso?
    SEMP.–dixe que digas, que muy gran plazer haure de lo oyr. Assi
    te medre dios: como me sera agradable esse sermon.
    CAL.–que?
    SEMP.–que assi me medre dios como me sera gracioso de oyr.
    CAL.–pues porque ayas plazer: yo lo figurare por partes mucho por
    estenso.
    SEMP.–duelos tenemos: esto es tras lo que yo andaua. De passarse
    haura ya esta importunidad.
    CAL.–comienzo por los cabellos. Vees tu las madexas del oro
    delgado que hilan en Arabia? mas lindos son e no resplandescen
    menos: su longura hasta el postrero assiento de sus pies: despues
    crinados e atados con la delgada cuerda como ella se los pone: no
    ha mas menester para conuertir los hombres en piedras.
    SEMP.–mas en asnos.
    CAL.–que dizes?
    SEMP.–dixe que essos tales no serian cerdas de asno.
    CAL.–veed que torpe e que comparacion?
    SEMP.–tu cuerdo?
    CAL.–los ojos verdes rasgados: las pestanas luengas: las cejas
    delgadas e alzadas: la nariz mediana: la boca pequena: los dientes
    menudos e blancos: los labrios colorados e grosezuelos: el torno
    del rostro poco mas luengo que redondo: el pecho alto: la
    redondeza e forma de las pequenas tetas: quien te la podra
    figurar? que se despereza el hombre quando las mira. la tez lisa
    lustrosa. el cuero suyo escurece la nieue: la color mezclada qual
    ella la escogio para si.
    SEMP.–en sus treze esta este necio.
    CAL.–las manos pequenas en mediana manera: de dulce carne
    acompanadas: los dedos luengos, las vnas en ellos largas e
    coloradas que parescen rubies entre perlas. Aquella proporcion
    que veer yo no pude: no sin duda por el bulto de fuera juzgo
    incomparablemente ser mejor que la que Paris juzgo entre las tres
    deesas.
    SEMP.–has dicho?
    CAL.–quan breuemente pude.
    SEMP.–puesto que sea todo esso verdad: por ser tu hombre eres mas
    digno.
    CAL.–en que?
    SEMP.–en que ella es imperfeta: por el qual defeto desea e
    apetece a ti e a otro menor que tu. No as leydo el filosofo do
    dize: assi como la materia apetece a la forma: asi la muger al
    varon?
    CAL.–o triste, e quando vere yo esso entre mi e Melibea.
    SEMP.–possible es: y avnque la aborrezcas quanto agora la amas:
    podra ser alcanzandola: e viendola con otros ojos libres del
    engano en que agora estas.
    CAL.–con que ojos?
    SEMP.–con ojos claros.
    CAL.–e agora, con que la veo?
    SEMP.–con ojos de alinde: con que lo poco parece mucho, e lo
    pequeno grande. E porque no te desesperes: yo quiero tomar esta
    empresa de complir tu desseo.
    CAL.–o dios te de lo que desseas: que glorioso me es oyrte:
    avnque no espero que lo has de hazer.
    SEMP.–antes lo hare cierto.
    CAL.–dios te consuele. El jubon de brocado que ayer vesti,
    Sempronio, vistetele tu.
    SEMP.–prosperete dios por este e por muchos mas que me daras. De
    la burla yo me lleuo lo mejor: con todo, si destos aguijones me
    da, traergela he hasta la cama. Bueno ando! hazelo esto que me
    dio mi amo: que sin merced, impossible es obrarse bien ninguna
    cosa.
    CAL.–no seas agora negligente.
    SEMP.–no lo seas tu: que impossible es fazer sieruo diligente el
    amo perezoso.
    CAL.–como has pensado de fazer esta piedad?
    SEMP.–yo te lo dire. Dias ha grandes que conozco en fin desta
    vezindad vna vieja barbuda que se dize Celestina, hechizera,
    astuta, sagaz en quantas maldades ay. Entiendo que passan de
    cinco mill virgos: los que se han hecho e deshecho por su
    auctoridad en esta cibdad. A las duras penas promouera e
    prouocara a luxuria si quiere.
    CAL.–podriala yo fablar?
    SEMP.–yo te la traere hasta aca. por esso aparejate. seyle
    gracioso: seyle franco. estudia, mientra vo yo, de le dezir tu
    pena: tan bien como ella te dara el remedio.
    CAL.–y tardas?
    SEMP.–ya voy: quede dios contigo.
    CAL.–y contigo vaya. O todopoderoso, perdurable dios! tu que
    guias los perdidos: e los reyes orientales por el estrella
    precedente a Belen truxiste: e en su patria los reduxiste:
    humilmente te ruego que guies a mi Sempronio: en manera que
    conuierta mi pena e tristeza en gozo: e yo indigno merezca venir
    en el deseado fin.
    CELESTINA.–albricias, albricias, Elicia. Sempronio, Sempronio.
    ELICIA.–ce. ce. ce.
    CEL.–porque?
    ELIC.–porque esta aqui Crito.
    CEL.–metelo en la camarilla de las escobas: presto: dile que
    viene tu primo e mi familiar.
    ELIC.–Crito, retraete ay: mi primo viene: perdida soy.
    CRITO.–plazeme, no te congoxes.
    SEMP.–madre bendita! que desseo traygo! gracias a dios que te
    me dexo ver.
    CEL.–fijo mio: rey mio, turbado me has: no te puedo fablar; torna
    e dame otro abrazo: y tres dias podiste estar sin vernos? Elicia,
    Elicia, catale aqui.
    ELIC.–a quien, madre?
    CEL.–Sempronio.
    ELIC.–ay triste! que saltos me da el corazon: y que es del?
    CEL.–vesle aqui: vesle. yo me lo abrazare, que no tu.
    ELIC.–ay! maldito seas, traydor: postema e landre te mate: e a
    manos de tus enemigos mueras: e por crimines dignos de cruel
    muerte: en poder de rigurosa justicia te veas! ay, ay!
    SEMP.–hy. hy. hy. que has, mi Elicia: de que te congoxas?
    ELIC.–tres dias ha no me ves. nunca dios te vea. nunca dios te
    consuele ni visite: guay de la triste que en ti tiene su esperanza
    e el fin de todo su bien.
    SEMP.–calla, senora mia: tu piensas que la distancia del lugar es
    poderosa de apartar el entranable amor: el fuego que esta en mi
    corazon? do yo vo, comigo vas: comigo estas: no te aflijas ni me
    atormentes mas de lo que yo he padecido: mas di, que passos suenan
    arriba?
    ELIC.–quien? vn mi enamorado.
    SEMP.- pues creolo.
    ELIC.–alahe, verdad es: sube alla e verle has.
    SEMP.- voy.
    CEL.–anda aca; dexa essa loca: que ella es liuiana: e turbada de
    tu absencia: sacasla agora de seso: dira mill locuras: ven e
    fablemos; no dexemos passar el tiempo en balde.
    SEMP.–pues quien esta arriba?
    CEL.–quiereslo saber?
    SEMP.-quiero.
    CEL.–vna moza que me encomendo vn frayle.
    SEMP.-que frayle?
    CEL.- no lo procures.
    SEMP.–por mi vida, madre, que frayle?
    CEL.–porfias? el ministro, el gordo.
    SEMP.–o desauenturada, e que carga espera.
    CEL.–todo lo leuamos: pocas mataduras as tu visto en la barriga.
    SEMP.–mataduras no: mas petreras si.
    CEL.–ay burlador.
    SEMP.–dexa si soy burlador: e muestramela.
    ELIC.–ha! don maluado, verla quieres? los ojos se te salten; que
    no basta a ti vna ni otra. anda! veela, e dexa a mi para siempre.
    SEMP.–calla, dios mio: e enojaste? que ni la quiero ver a ella
    ni a muger nascida. A mi madre quiero fablar: e quedate adios.
    ELIC.–anda, anda: vete, desconoscido: e esta otros tres anos que
    no me bueluas a ver.
    SEMP.–madre mia, bien ternas confianza, e creeras que no te
    burlo. Toma el manto, e vamos: que por el camino sabras lo que si
    aqui me tardasse en dezirte: empediria tu prouecho e el mio.
    CEL.–vamos: Elicia, quedate a dios: cierra la puerta: adios
    paredes.
    SEMP.–o madre mia: todas cosas dexadas aparte: solamente se
    atenta: e ymagina en lo que te dixere: e no derrames tu
    pensamiento en muchas partes: que quien junto en diuersos lugares
    le pone, en ninguno le tiene: sino por caso determina lo cierto.
    e quiero que sepas de mi lo que no has oydo. E es: que jamas pude
    despues que mi fe contigo puse: desear bien de que no te cupiesse
    parte.
    CEL.–parta dios, hijo, de lo suyo contigo. que no sin causa lo
    hara: siquiera porque has piedad desta pecadora de vieja. Pero
    di, no te detengas: que la amistad que entre ti e mi se afirma no
    ha menester preambulos: ni correlarios: ni aparejos para ganar
    voluntad. Abreuia e ven al fecho: que vanamente se dize por
    muchas palabras: lo que por pocas se puede entender.
    SEMP.–assi es; Calisto arde en amores de Melibea: de ti e de mi
    tiene necessidad: pues juntos nos ha menester: juntos nos
    aprouechemos. que conoscer el tiempo e vsar el hombre de la
    oportunidad haze los hombres prosperos.
    CEL.–bien has dicho: al cabo estoy: basta para mi mescer el ojo.
    Digo que me alegro destas nueuas: como los cirujanos de los
    descalabrados. E como aquellos danan en los principios las
    llagas: e encarecen el prometimiento de la salud: assi entiendo yo
    fazer a Calisto: alargarle he la certenidad del remedio. Porque,
    como dizen. El esperanza luenga aflige el corazon. y quanto el la
    perdiere, tanto gela promete. bien me entiendes.
    SEMP.–callemos: que a la puerta estamos: e como dizen: las
    paredes han oydos.
    CEL.–llama.
    SEMP.–tha. tha. tha.
    CAL.–Parmeno.
    PARMENO.–senor.
    CAL.–no oyes: maldito sordo?
    PARM.–que es, senor?
    CAL.–a la puerta llaman; corre.
    PARM.–quien es?
    SEMP.–abre a mi e a esta duena.
    PARM.–senor, Sempronio e vna puta vieja alcoholada dauan aquellas
    porradas.
    CAL.–calla, calla, maluado: que es mi tia. corre, corre, abre.
    siempre lo vi, que por huyr hombre de vn peligro: cae en otro
    mayor. Por encubrir yo este fecho de Parmeno: a quien amor / o
    fidelidad / o temor pusieran freno, cay en indignacion desta que
    no tiene menor poderio en mi vida que dios.
    PARM.–porque, senor, te matas? porque, senor, te congoxas? y tu
    piensas que es vituperio en las orejas desta el nombre que la
    llame? no lo creas: que assi se glorifica en le oyr como tu quando
    dizen: diestro cauallero es Calisto. E demas desto es nombrada e
    por tal titulo conocida. Si entre cient mugeres va, e alguno
    dize, puta vieja: sin ningun empacho luego buelue la cabeza: e
    responde con alegre cara. En los conbites: en las fiestas: en las
    bodas: en las confradias, en los mortuorios, en todos los
    ayuntamientos de gentes: con ella passan tiempo: si passa por los
    perros: aquello suena su ladrido. si esta cerca las aues, otra
    cosa no cantan. si cerca los ganados, balando lo pregonan; si
    cerca las bestias, rebuznando dizen puta vieja. las ranas de los
    charcos otra cosa no suelen mentar. si va entre los herreros:
    aquello dizen sus martillos. carpinteros e armeros. herradores:
    caldereros; arcadores. Todo oficio de instrumento forma en el
    ayre su nombre. Cantanla los carpinteros. peynanla los
    peynadores. texedores. labradores. en las huertas. en las
    aradas. en las vinas. en las segadas: con ella passan el afan
    cotidiano. al perder en los tableros. luego suenan sus loores
    todas cosas que son hazen. a do quiera que ella esta el tal
    nombre representa. O que comedor de hueuos asados era su marido.
    Que quieres mas: sino que si vna piedra toca con otra: luego suena
    puta vieja.
    CAL.–y tu como lo sabes y la conosces?
    PARM.–saberlo has. Dias grandes son passados que mi madre, muger
    pobre, moraua en su vezindad: la qual, rogada por esta Celestina,
    me dio a ella por siruiente: avnque ella no me conoce por lo poco
    que la serui: e por la mudanza que la edad ha hecho.
    CAL.–de que la seruias?
    PARM.–senor, yua a la plaza e trayale de comer: e acompanauala:
    suplia en aquellos menesteres que mi tierna fuerza bastaua. pero
    de aquel poco tiempo que la serui: recogia la nueua memoria lo que
    la vejez no ha podido quitar. Tiene esta buena duena al cabo de
    la ciudad, alla cerca de las tenerias: en la cuesta del rio: vna
    casa apartada, medio cayda, poco compuesta e menos abastada. Ella
    tenia seys oficios. conuiene a saber: labrandera, perfumera,
    maestra de fazer afeytes e de fazer virgos, alcahueta e vn poquito
    hechizera. Era el primer oficio cobertura de los otros: so color
    del qual muchas mozas destas siruientes entrauan en su casa: a
    labrarse e a labrar camisas e gorgueras: e otras muchas cosas.
    ninguna venia sin torrezno: trigo: harina: o jarro de vino: e de
    las otras prouisiones que podian a sus amas furtar: e avn otros
    furtillos de mas qualidad alli se encubrian. Asaz era amiga de
    estudiantes: e despenseros: e mozos de abades. E a estos vendia
    ella aquella sangre innocente de las cuytadillas: la qual
    ligeramente auenturauan en esfuerzo de la restitucion que ella les
    prometia. Subio su fecho a mas: que por medio de aquellas:
    comunicaua con las mas encerradas: hasta traer a execucion su
    proposito: e aquestas en tiempo onesto: como estaciones,
    processiones de noche, missas del gallo: missas del alua: e otras
    secretas deuociones, muchas encubiertas vi entrar en su casa: tras
    ellas hombres descalzos, contritos, e rebozados, desatacados: que
    entrauan alli a llorar sus pecados. que trafagos, si piensas,
    traya. faziase fisica de ninos. tomaua estambre de vnas casas:
    daualo a filar en otras por achaque de entrar en todas. las vnas,
    madre aca: las otras, madre aculla. cata la vieja, ya viene el
    ama; de todos muy conocida. Con todos estos afanes, nunca pasaua
    sin missa ni bisperas: ni dexaua monesterios de frayles: ni de
    monjas. esto porque alli fazia ella sus aleluyas e conciertos. y
    en su casa fazia perfumes, falsaua estoraques, menjuy, animes,
    ambar, algalia, poluillos, almizcles, mosquetes. Tenia vna camara
    llena de alambiques, de redomillas, de barrilejos de barro: de
    vidrio: de arambre: de estano: hechos de mill faziones. hazia
    soliman, afeyte cozido, argentadas, bujelladas, cerillas,
    llanillas, vnturillas, lustres, luzentores, clarimientes,
    alualinos. E otras aguas de rostro, de rasuras de gamones, de
    cortezas de spantalobos, de taraguntia, de hieles, de agraz, de
    mosto, destiladas e azucaradas. Adelgazaua los cueros con zumos
    de limones, con turuino, con tuetano de corzo: e de garza: e otras
    confaciones. Sacaua aguas para oler de rosas, de azahar: de
    jasmin, de trebol, de madreselua, e clauellinas, mosquetas e
    almizcladas, poluorizadas con vino. Hazia lexias para enrubiar,
    de sarmientos, de carrasca, de centeno, de marrubios, con salitre,
    con alumbre, e millifolia, e otras diuersas cosas. E los vntos e
    mantecas que tenia es hastio de dezir: de vaca, de osso, de
    cauallos, e de camellos, de culebra, e de conejo, de vallena, de
    garza: e de alcarauan, e de gamo, e de gato montes, e de texon, de
    harda, de herizo, de nutria. Aparejos para banos, esto es vna
    marauilla: de las yeruas e rayzes que tenia en el techo de su casa
    colgadas: manzanilla e romero, maluauiscos, culantrillo,
    coronillas, flor de sauco e de mostaza, espliego. e laurel
    blanco, tortarosa e gramonilla, flor saluaje, e higueruela, pico
    de oro e hoja tinta. Los azeytes que sacaua para el rostro no es
    cosa de creer. de estoraque e de jazmin, de limon, de pepitas, de
    violetas, de menjuy, de alfocigos, de pinones, de granillo, de
    azofeyfas, de neguilla, de altramuzes, de aruejas, e de carillas,
    e de yerua paxarera. E vn poquillo de balsamo tenia ella en vna
    redomilla que guardaua para aquel rascuno que tiene por las
    narizes. Esto de los virgos, vnos fazia de bexiga: e otros curaua
    de punto. Tenia en vn tabladillo: en vna caxuela pintada, agujas
    delgadas de pelligeros: e hilos de seda encerados, e colgadas alli
    rayzes de hojaplasma e fuste sanguino, cebolla albarrana, e
    cepacauallo. Hazia con esto marauillas: que quando vino por aqui
    el embaxador frances: tres vezes vendio por virgen vna criada que
    tenia.
    CAL.–asi pudiera ciento.
    PARM.–si, santo dios. e remediaua por caridad muchas huerfanas e
    erradas que se encomendauan a ella. E en otro apartado tenia para
    remediar amores, e para se querer bien. Tenia huessos de corazon
    de cieruo: lengua de biuora, cabezas de codornizes: sesos de asno,
    tela de cauallo, mantillo de nino, haua morisca, guija marina,
    soga de ahorcado, flor de yedra, espina de erizo, pie de texo,
    granos de helecho, la piedra del nido del aguila, e otras mill
    cosas. Venian a ella muchos hombres e mugeres. e a vnos
    demandaua el pan do mordian. a otros de su ropa. a otros de sus
    cabellos. a otros pintaua en la palma letras con azafran. a
    otros con bermellon. a otros daua vnos corazones de cera llenos
    de agujas quebradas. e otras cosas en barro e en plomo hechas,
    muy espantables al ver. Pintaua figuras. dezia palabras en
    tierra. quien te podra dezir lo que esta vieja fazia? y todo era
    burla e mentira.
    CAL.–bien esta, Parmeno: dexalo para mas oportunidad. asaz soy
    de ti auisado: tengotelo en gracia; no nos detengamos: que la
    necessidad desecha la tardanza. Oye, aquella viene rogada: espera
    mas que deue: vamos, no se indigne. Yo temo: e el temor reduze la
    memoria: e a la prouidencia despierta. Sus; vamos, proueamos.
    Pero ruegote, Parmeno: la embidia de Sempronio, que en esto me
    sirue e complaze: no ponga impedimiento en el remedio de mi vida.
    que si para el houo jubon, para ti no faltara sayo. ni pienses
    que tengo en menos tu consejo e auiso: que su trabajo e obra.
    como lo espiritual sepa yo que precede a lo corporal: e que puesto
    que las bestias corporalmente trabajen mas que los hombres: por
    esso son pensadas e curadas: pero no amigas dellos: en la tal
    diferencia seras comigo en respeto de Sempronio: e so secreto
    sello, pospuesto el dominio: por tal amigo a ti me concedo.
    PARM.–quexome, Calisto, de la dubda de mi fidelidad e seruicio:
    por los prometimientos e amonestaciones tuyas. Quando me viste,
    senor, embidiar? o por ningun interesse ni resabio tu prouecho
    estorcer?
    CAL.–no te escandalizes: que sin dubda tus costumbres e gentil
    crianza en mis ojos: ante todos los que me siruen estan: mas como
    en caso tan arduo, do todo mi bien e vida pende: es necessario
    proueer. proueo a los contescimientos: como quiera que creo que
    tus buenas costumbres sobre buen natural florescen: como el buen
    natural sea principio del artificio. E no mas: sino vamos a ver
    la salud.
    CEL.–pasos oyo: aca descienden: haz, Sempronio, que no lo oyes.
    Escucha, e dexame hablar lo que a ti e a mi conuiene.
    SEMP.–habla.
    CEL.–no me congoxes, ni me importunes: que sobrecargar el cuydado
    es aguijar al animal congoxoso. Assi sientes la pena de tu amo
    Calisto que parece que tu eres el: e el tu: e que los tormentos
    son en vn mismo subjeto. Pues cree que yo no vine aca por dexar
    este pleyto indeciso: o morir en la demanda.
    CAL.–Parmeno? detente: ce, escucha, que hablan estos: veamos en
    que viuimos. O notable muger. o bienes mundanos, indignos de ser
    poseydos de tan alto corazon. O fiel e verdadero Sempronio. Has
    visto, mi Parmeno? oyste? tengo razon? que me dizes? rincon de
    mi secreto, e consejo e alma mia?
    PARM.–protestando mi innocencia en la primera sospecha: e
    cumpliendo con la fidelidad: porque te me concediste, hablare.
    oyeme: e el afecto no te ensorde: ni la esperanza del deleyte te
    ciegue. Tiemplate, e no te apresures: que muchos con cobdicia de
    dar en el fiel, yerran el blanco. Avnque soy mozo, cosas he visto
    asaz: e el seso e la vista de las muchas cosas demuestran la
    experiencia: de verte o de oyrte descender por la escalera, parlan
    lo que estos fingidamente han dicho: en cuyas falsas palabras
    pones el fin de tu deseo.
    SEMP.–Celestina, ruynmente suena lo que Parmeno dize.
    CEL.–calla, que para la mi santiguada: do vino el asno verna el
    albarda. Dexame tu a Parmeno: que yo te le hare vno de nos: e de
    lo que houieremos, demosle parte. que los bienes, si no son
    comunicados, no son bienes. Ganemos todos: partamos todos:
    holguemos todos: yo te le traere manso e benigno a picar el pan en
    el puno. e seremos dos a dos. e como dizen, tres al mohino.
    CAL.–Sempronio.
    SEMP.–senor.
    CAL.–que hazes, llaue de mi vida? abre. O Parmeno, ya la veo.
    Sano soy: viuo so. Miras que reuerenda persona: que acatamiento.
    Por la mayor parte, por la philosomia es conocida la virtud
    interior. O vejez virtuosa! o virtud enuejecida! O gloriosa
    esperanza de mi desseado fin. O fin de mi deleytosa esperanza. O
    salud de mi passion. Reparo de mi tormento. Regeneracion mia.
    Viuificacion de mi vida. Resurrecion de mi muerte. Deseo llegar a
    ti. Cobdicio besar essas manos llenas de remedio. la indignidad
    de mi persona lo embarga. Dende aqui adoro la tierra que huellas:
    e en reuerencia tuya beso.
    CEL.–Sempronio: de aquellas viuo yo? los huessos que yo roy
    piensa este necio de tu amo de darme a comer: pues al le sueno, al
    freyr lo vera: dile que cierre la boca e comience abrir la bolsa:
    que de las obras dudo: quanto mas de las palabras: xo, que te
    estriego: asna coxa, mas hauias de madrugar.
    PARM.–guay de orejas que tal oyen. Perdido es, quien tras
    perdido anda. O Calisto desauenturado, abatido, ciego: e en
    tierra esta adorando a la mas antigua e puta tierra: que fregaron
    sus espaldas en todos los burdeles. deshecho es. vencido es.
    caydo es. no es capaz de ninguna redencion, ni consejo, ni
    esfuerzo.
    CAL.–que dezia la madre? paresceme que pensaua que le ofrescia
    palabras por escusar galardon.
    SEMP.–assi lo senti.
    CAL.–pues ven comigo: trae las llaues, que yo sanare su duda.
    SEMP.–bien faras: e luego vamos: que no se deue dexar crescer la
    yerua entre los panes: ni la sospecha en los corazones de los
    amigos. Sino alimpiarla luego con el escardilla de las buenas
    obras.
    CAL.–astuto hablas: vamos, e no tardemos.
    CEL.–plazeme, Parmeno: que hauemos auido oportunidad para que
    conozcas el amor mio contigo: e la parte que en mi immerito
    tienes: e digo immerito por lo que te he oydo dezir: de que no
    hago caso; porque virtud nos amonesta sufrir las tentaciones: e no
    dar mal por mal. e especial quando somos tentados por mozos: e no
    bien instrutos en lo mundano, en que con necia lealtad pierdan a
    si e a sus amos: como agora tu a Calisto. bien te oy: e no
    pienses que el oyr con los otros exteriores sesos mi vejez aya
    perdido: que no solo lo que veo, oyo e conozco: mas avn lo
    intrinseco con los intellectuales ojos penetro. Has de saber,
    Parmeno, que Calisto anda de amor quexoso: e no lo juzgues por eso
    por flaco: que el amor imperuio todas las cosas vence. e sabe, si
    no sabes, que dos conclusiones son verdaderas. La primera, que es
    forzoso el hombre amar a la muger: e la muger al hombre. La
    segunda, que el que verdaderamente ama, es necessario que se
    turbe: con la dulzura del soberano deleyte: que por el hazedor de
    las cosas fue puesto: porque el linaje de los hombres perpetuase:
    sin lo qual peresceria. E no solo en la humana especie: mas en
    los pesces / en las bestias / en las aues / en las reptilias. E
    en lo vegetatiuo algunas plantas han este respeto: si sin
    interposicion de otra cosa en poca distancia de tierra estan
    puestas: en que ay determinacion de heruolarios e agricultores ser
    machos e hembras. Que diras a esto, Parmeno? neciuelo, loquito,
    angelico / perlica, simplezico, lobitos en tal gestico: llegate
    aca, putico, que no sabes nada del mundo / ni de sus deleytes.
    Mas rauia mala me mate si te llego a mi, avnque vieja: que la voz
    tienes ronca, las barbas te apuntan: mal sosegadilla deues tener
    la punta de la barriga.
    PAR.–como cola de alacran.
    CEL.–y avn peor: que la otra muerde sin hinchar: e la tuya hincha
    por nueue meses.
    PARM.–hy. hy. hy.
    CEL.–rieste: landrezilla, fijo?
    PARM.–calla, madre: no me culpes ni me tengas, avnque mozo, por
    insipiente. Amo a Calisto porque le deuo fidelidad por crianza:
    por beneficios: por ser del honrrado e bien tratado: que es la
    mayor cadena que el amor del seruidor al seruicio del senor
    prende: quanto lo contrario aparta. veole perdido, e no ay cosa
    peor que yr tras desseo sin esperanza de buen fin: e especial,
    pensando remediar su hecho tan arduo e dificil con vanos consejos
    e necias razones de aquel bruto Sempronio: que es pensar sacar
    aradores a pala e azadon: no lo puedo sufrir: digolo, e lloro.
    CEL.–Parmeno: tu no vees que es necedad o simpleza llorar por lo
    que con llorar no se puede remediar?
    PARM.–por esso lloro: que si con llorar fuesse possible traer a
    mi amo el remedio: tan grande seria el plazer de la tal esperanza:
    que de gozo no podria llorar. pero assi perdida ya la esperanza:
    pierdo el alegria e lloro.
    CEL.–lloraras sin prouecho: por lo que llorando estoruar no
    podras: ni sanarlo presumas. A otros no ha contecido esto,
    Parmeno?
    PARM.–si; pero a mi amo no le querria doliente.
    CEL.–no lo es: mas avnque fuesse doliente, podria sanar.
    PARM.–no curo de lo que dizes. porque en los bienes mejor es el
    acto que la potencia: e en los males mejor la potencia que el
    acto. assi que mejor es ser sano, que poderlo ser. e mejor es
    poder ser doliente, que ser enfermo por acto. e por tanto es
    mejor tener la potencia en el mal que el acto.
    CEL.–o maluado: como que no se te entiende! tu no sientes su
    enfermedad? que has dicho hasta agora? de que te quexas? pues
    burla, o di por verdad lo falso, e cree lo que quisieres: que el
    es enfermo por acto: e el poder ser sano es en mano desta flaca
    vieja.
    PARM.–mas desta flaca puta vieja.
    CEL.–putos dias biuas, vellaquillo: e como te atreues?
    PARM.–como te conozco.
    CEL.–quien eres tu?
    PARM.–quien? Parmeno, hijo de Alberto tu compadre: que estuue
    contigo vn mes: que te me dio mi madre quando morauas a la cuesta
    del rio, cerca de las tenerias.
    CEL.–Jesu. Jesu. Jesu. E tu eres Parmeno, hijo de la Claudiana?
    PARM.–alahe, yo.
    CEL.–pues fuego malo te queme: que tan puta vieja era tu madre
    como yo: porque me persigues, Parmenico? El es, el es, por los
    santos de dios. allegate a mi: ven aca, que mill azotes e punadas
    te di en este mundo: e otros tantos besos. Acuerdaste quando
    dormias a mis pies, loquito?
    PARM.–si, en buena fe: e algunas vezes, avnque era nino, me
    subias a la cabecera, e me apretauas contigo: e porque olias a
    vieja me fuya de ti.
    CEL.–mala landre te mate: e como lo dize el desuergonzado.
    Dexadas burlas e pasatiempos: oye agora, mi fijo, e escucha; que,
    avnque a vn fin soy llamada, a otro so venida: e maguera que
    contigo me aya fecho de nueuas, tu eres la causa. Hijo, bien
    sabes como tu madre, que dios aya, te me dio, viuiendo tu padre:
    el qual, como de mi te fueste, con otra ansia no murio, sino con
    la incertedumbre de tu vida e persona: por la qual absencia:
    algunos anos de su vejez sufrio angustiosa e cuydosa vida: e al
    tiempo que della passo, embio por mi: e en su secreto te me
    encargo: e me dixo sin otro testigo, sino aquel que es testigo de
    todas las obras e pensamientos: e los corazones e entranas
    escudrina: al qual puso entre el e mi que te buscasse, e
    allegasse, e abrigasse: e quando de complida edad fueses: tal que
    en tu viuir supieses tener manera e forma: te descubriesse adonde
    dexo encerrada tal copia de oro e plata que basta mas que la renta
    de tu amo Calisto. y porque gelo prometi, e con mi promessa lleuo
    descanso: e la fe es de guardar mas que a los viuos a los muertos,
    que no pueden hazer por si: en pesquisa e seguimiento tuyo yo he
    gastado asaz tiempo e quantias: hasta agora que ha plazido aquel
    que todos los cuydados tiene: e remedia las justas peticiones, e
    las piadosas obras endereza: que te hallase aqui, donde solos ha
    tres dias que se que moras: sin duda dolor he sentido: porque has
    por tantas partes vagado e peregrinado: que ni has hauido
    prouecho, ni ganado debdo ni amistad; que, como Seneca nos dize,
    Los peregrinos tienen muchas posadas e pocas amistades. Porque en
    breue tiempo con ninguno no pueden firmar amistad. E el que esta
    en muchos cabos no esta en ninguno. ni puede aprouechar el manjar
    a los cuerpos, que en comiendo se lanza. ni ay cosa que mas la
    sanidad impida que la diuersidad e mudanza e variacion de los
    manjares. e nunca la llaga viene a cicatrizar: en la qual muchas
    melezinas se tientan. ni conualesce la planta que muchas vezes es
    traspuesta. ni ay cosa tan prouechosa, que en llegando aproueche:
    por tanto, mi hijo, dexa los impetus de la juuentud: e tornate con
    la doctrina de tus mayores a la razon: reposa en alguna parte: e
    donde mejor que en mi voluntad? en mi animo: en mi consejo: a
    quien tus padres te remetieron? e yo assi como verdadera madre
    tuya te digo: so las maldiciones que tus padres te pusieron si me
    fuesses inobediente: que por el presente sufras e siruas a este tu
    amo que procuraste: hasta en ello hauer otro consejo mio: pero no
    con necia lealdad: proponiendo firmeza sobre lo mouible: como son
    estos senores deste tiempo. E tu, gana amigos, que es cosa
    durable: ten con ellos constancia. no viuas en flores. dexa los
    vanos prometimientos de los senores: los quales desechan la
    substancia de sus siruientes con huecos e vanos prometimientos:
    como la sanguijuela saca la sangre: desagradescen, injurian,
    oluidan seruicios, niegan galardon. Guay de quien en palacio
    enuejece: como se escriue de la probatica piscina: que de ciento
    que entrauan, sanaua vno. Estos senores deste tiempo mas aman a
    si, que a los suyos; e no yerran: los suyos ygualmente lo deuen
    hazer. perdidas son las mercedes, las magnificencias, los actos
    nobles. cada vno destos catiuan e mezquinamente procuran su
    interesse con los suyos: pues aquellos no deuen menos hazer: como
    sean en facultades menores, sino viuir a su ley: digolo, fijo
    Parmeno: porque este tu amo, como dizen, me parece rompenecios: de
    todos se quiere seruir sin merced: mira bien, creeme: en su casa
    cobra amigos, que es el mayor precio mundano: que con el no
    pienses tener amistad: como por la diferencia de los estados o
    condiciones pocas vezes contezca. Caso es ofrecido, como sabes,
    en que todos medremos: e tu por el presente te remedies: que lo al
    que te he dicho, guardado te esta a su tiempo: e mucho te
    aprouecharas siendo amigo de Sempronio.
    PARM.–Celestina: todo tremo en oyrte: no se que haga: perplexo
    esto: por vna parte tengote por madre: por otra a Calisto por amo.
    Riqueza desseo. pero quien torpemente sube a lo alto: mas ayna
    cae que subio. No querria bienes malganados.
    CEL.–yo si. A tuerto o a derecho, nuestra casa hasta el techo.
    PARM.–pues yo con ellos no viuiria contento: e tengo por onesta
    cosa la pobreza alegre. E avn mas te digo: que no los que poco
    tienen son pobres: mas los que mucho dessean: e por esto, avnque
    mas digas, no te creo en esta parte: querria passar la vida sin
    embidia: los yermos e aspereza sin temor: el sueno sin sobresalto:
    las injurias con respuesta: las fuerzas sin denuesto: las premias
    con resistencia.
    CEL.–o hijo, bien dizen que la prudencia no puede ser sino en los
    viejos: e tu mucho eres mozo.
    PARM.–mucho segura es la mansa pobreza.
    CEL.–mas di, como mayor: que la fortuna ayuda a los osados. e
    demas desto, quien que tenga bienes en la republica: que escoja
    viuir sin amigos? pues, loado dios, bienes tienes: e no sabes que
    has menester amigos para los conseruar? y no pienses que tu
    priuanza con este senor te haze seguro: que quanto mayor es la
    fortuna, tanto es menos segura: e por tanto, en los infortunios el
    remedio es a los amigos. E a donde puedes ganar mejor este debdo,
    que donde las tres maneras de amistad concurren? Conuiene a
    saber; por bien, e prouecho, e deleyte. Por bien, mira la
    voluntad de Sempronio conforme a la tuya: e la gran similitud que
    tu y el en la virtud teneys. Por prouecho, en la mano esta, si
    soys concordes. Por deleyte, semejable es: como seays en edad
    dispuestos para todo linaje de plazer: en que mas los mozos que
    los viejos se juntan. Assi como para jugar: para vestir: para
    burlar: para comer e beuer: para negociar amores, juntos de
    compania. O si quisiesses, Parmeno, que vida gozariamos.
    Sempronio ama a Elicia, prima de Areusa.
    PARM.–de Areusa?
    CEL.–de Areusa.
    PARM.–de Areusa, hija de Eliso?
    CEL.–de Areusa, hija de Eliso.
    PARM.–cierto?
    CEL.–cierto.
    PARM.–marauillosa cosa es.
    CEL.–pero bien te paresce?
    PARM.–no cosa mejor.
    CEL.–pues tu buena dicha quiere, aqui esta quien te la dara.
    PARM.–mi fe, madre, no creo a nadie.
    CEL.–estremo es creer a todos: e yerro no creer a ninguno.
    PARM.–digo que te creo: pero no me atreuo; dexame.
    CEL.–o mezquino: de enfermo corazon es no poder sufrir el bien.
    Da dios hauas a quien no tiene quixadas. O simple: diras que a
    donde ay mayor entendimiento: ay menor fortuna: e donde mas
    discrecion, alli es menor la fortuna: dichas son.
    PARM.–o Celestina! oydo he a mis mayores que vn exemplo de
    luxuria o auaricia mucho mal haze: e que con aquellos deue hombre
    conuersar, que le fagan mejor: e aquellos dexar, a quien el
    mejores piensa hazer. E Sempronio en su enxemplo no me hara
    mejor: ni yo a el sanare su vicio. E puesto que yo a lo que dizes
    me incline: solo yo querria saberlo: porque a lo menos por el
    exemplo fuese oculto el pecado. E si hombre vencido del deleyte
    de este mundo: va contra la virtud: no se atreua a la honestad.
    CEL.–sin prudencia hablas: que de ninguna cosa es alegre
    possession sin compania. No te retrayas ni amargues, que la
    natura huye lo triste: e apetece lo delectable. El buen deleyte
    es con los amigos en las cosas sensuales: e especial en recontar
    las cosas de amores: e comunicarlas. Esto hize: esto otro me
    dixo: tal donayre passamos: de tal manera la tome: assi la bese:
    assi me mordio: assi la abrace: assi se allego. O que fabla. o
    que gracia. o que juegos. o que besos. Vamos alla. boluamos
    aca. ande la musica. pintemos los motes. canten canciones.
    inuenciones. justemos. que cimera sacaremos: o que letra? ya va
    a la missa. manana saldra. rondemos su calle. mira su carta.
    vamos de noche. tenme el escala. aguarda a la puerta. como te
    fue? cata el cornudo, sola la dexa, dale otra buelta. tornemos
    alla. E para esto, Parmeno, ay deleyte sin compania? alahe:
    alahe: la que las sabe las tane. este es el deleyte: que lo al
    mejor fazen los asnos en el prado.
    PARM.–no querria, madre, me combidasses a consejo con
    amonestacion de deleyte: como hizieron los que, caresciendo de
    razonable fundamento: opinando hizieron sectas embueltas en dulce
    veneno: para captar e tomar las voluntades de los flacos: e con
    poluos de sabroso afeto cegaron los ojos de la razon.
    CEL.–que es razon, loco? que es afeto, asnillo? la discrecion
    que no tienes lo determina. E de la discrecion mayor es la
    prudencia. e la prudencia no puede ser sin esperimiento: e la
    esperiencia no puede ser mas que en los viejos. E los ancianos
    somos llamados padres. E los buenos padres bien aconsejan a sus
    hijos: e especial yo a ti: cuya vida e honrra mas que la mia
    deseo. E quando me pagaras tu esto? nunca: pues a los padres e a
    los maestros no puede ser fecho seruicio ygualmente.
    PARM.–todo me recelo, madre, de recebir dudoso consejo.
    CEL.–no quieres? pues dezirte he lo que dize el sabio al varon
    que con dura ceruiz al que le castiga menosprecia: arrebatado
    quebrantamiento le verna, e sanidad ninguna le consiguira. E
    assi, Parmeno, me despido de ti e deste negocio.
    PARM.–ensanada esta mi madre; duda tengo en su consejo. yerro es
    no creer: e culpa creerlo todo. Mas humano es confiar: mayormente
    en esta que interesse promete: ado prouecho no puede allende de
    amor conseguir. Oydo he que deue hombre a sus mayores creer:
    esta, que me aconseja? paz con Sempronio. La paz no se deue
    negar: que bienauenturados son los pacificos: que fijos de dios
    seran llamados. Amor no se deue rehuyr: caridad a los hermanos:
    interesse pocos le apartan. Pues quierola complazer y oyr.
    Madre: no se deue ensanar el maestro de la ignorancia del
    discipulo: sino raras vezes: por la sciencia que es de su natural
    comunicable: e en pocos lugares se podria infundir. Por eso,
    perdoname: hablame: que no solo quiero oyrte e creerte: mas en
    singular merced rescebir tu consejo. E no me lo agradezcas: pues
    el loor: e las gracias de la acion: mas al dante que no al
    recibiente se deuen dar. Por esso, manda, que a tu mandado mi
    consentimiento se humilla.
    CEL..–de los hombres es errar, e bestial es la porfia. Por ende
    gozome, Parmeno, que ayas limpiado las turbias telas de tus ojos:
    e respondido al reconoscimiento, discrecion e ingenio sotil de tu
    padre: cuya persona, agora representada en mi memoria: enternece
    los ojos piadosos por do tan abundantes lagrimas vees derramar.
    Algunas vezes duros propositos, como tu, defendia: pero luego
    tornaua a lo cierto. En dios e en mi anima, que en veer agora lo
    que has porfiado: e como a la verdad eres reduzido: no paresce
    sino que viuo le tengo delante. O que persona: o que hartura: o
    que cara tan venerable. Pero callemos, que se acerca Calisto, e tu
    nueuo amigo Sempronio: con quien tu conformidad para mas
    oportunidad dexo. Que dos en vn corazon viuiendo son mas
    poderosos de hazer e de entender.
    CALISTO.–dubda traygo, madre, segun mis infortunios, de hallarte
    viua. Pero mas es marauilla, segun el deseo de como llego viuo:
    recibe la dadiua pobre de aquel que con ella la vida te ofrece.
    CEL.–como en el oro muy fino labrado por la mano del sotil
    artifice: la obra sobrepuja a la materia: asi se auentaja a tu
    magnifico dar la gracia e forma de tu dulce liberalidad: e sin
    duda la presta dadiua su efeto ha doblado: porque la que tarda, el
    prometimiento muestra negar: e arrepentirse del don prometido.
    PARMENO.–que le dio, Sempronio?
    SEMP.–cient monedas de oro.
    PARM.–hy. hy. hy.
    SEMP.–hablo contigo la madre?
    PARM.–calla, que si.
    SEMP.–pues como estamos?
    PARM.–como quisieres: avnque estoy espantado.
    SEMP.–pues calla: que yo te hare espantar dos tanto.
    PARM.–o dios! no ay pestilencia mas eficaz: quel enemigo de casa
    para empecer.
    CALISTO.–ve agora, madre, e consuela tu casa: e despues ven,
    consuela la mia: e luego.
    CEL.–quede dios contigo.
    CAL.–y el te me guarde.

    ARGUMENTO
    DEL SEGUNDO AUTO.

    Partida Celestina de Calisto para su casa, queda Calisto hablando
    con Sempronio, criado suyo; al qual, como quien en alguna
    esperanza puesto esta, todo aguijar le parece tardanza; embia de
    si a Sempronio a solicitar a Celestina para el concebido negocio.
    quedan entretanto Calisto e Parmeno juntos razonando.

    CALISTO. SEMPRONIO. PARMENO.

    CAL.–Hermanos mios, cient monedas di a la madre: hize bien?
    SEMP.–hay, si fiziste bien! allende de remediar tu vida, ganaste
    muy gran honrra. Y para que es la fortuna fauorable e prospera?
    sino para seruir a la honrra, que es el mayor de los mundanos
    bienes? que esto es premio e galardon de la virtud: e por esso la
    damos a dios: porque no tenemos mayor cosa que le dar: la mayor
    parte de la qual consiste en la liberalidad e franqueza: a esta
    los duros tesoros comunicables la escurecen e pierden: e la
    magnificencia e liberalidad la ganan e subliman. Que aprouecha
    tener lo que se niega aprouechar? sin dubda te digo, que mejor es
    el vso de las riquezas que la possesion dellas. O que glorioso es
    el dar: o que miserable es el recebir: quanto es mejor el acto que
    la possesion: tanto es mas noble el dante quel recibiente. Entre
    los elementos el fuego, por ser mas actiuo, es mas noble: e en las
    esperas puesto en mas noble lugar. E dizen algunos, que la nobleza
    es vna alabanza que prouiene de los merecimientos e antiguedad de
    los padres: yo digo que la agena luz nunca te hara claro si la
    propia no tienes. E por tanto no te estimes en la claridad de tu
    padre, que tan magnifico fue, sino en la tuya: e assi se gana la
    honrra: que es el mayor bien de los que son fuera de hombre. de
    lo qual no el malo: mas el bueno, como tu, es digno que tenga
    perfeta virtud. E avn mas te digo que la virtud perfeta no pone
    que sea fecha con digno honor. Por ende goza de hauer seydo assi
    magnifico e liberal: e de mi consejo, tornate a la camara, e
    reposa, pues que tu negocio en tales manos esta depositado. de
    donde ten por cierto: pues el comienzo lleuo bueno: el fin sera
    muy mejor: e vamos luego: porque sobre este negocio quiero hablar
    contigo mas largo.
    CAL.–Sempronio, no me parece buen consejo quedar yo acompanado: e
    que vaya sola aquella que busca el remedio de mi mal: mejor sera
    que vayas con ella, e la aquexes: pues sabes que de su diligencia
    pende mi salud: de su tardanza mi pena: de su oluido mi
    desesperanza. sabido eres: fiel te siento. por buen criado te
    tengo. faz de manera que en solo verte ella a ti, juzgue la pena
    que a mi queda: e fuego que me atormenta: cuyo ardor me causo no
    poder mostrarle la tercia parte desta mi secreta enfermedad: segun
    tiene mi lengua e sentido ocupados e consumidos: tu, como hombre
    libre de tal passion: hablarla has a rienda suelta.
    SEMP.–senor, querria yr por complir tu mandado: querria quedar
    por aliuiar tu cuydado: tu temor me aquexa: tu soledad me detiene:
    quiero tomar consejo con la obediencia, que es yr: e dar priessa a
    la vieja: mas como yre: que en viendote solo, dizes desuarios de
    hombre sin seso? sospirando: gimiendo: mal trobando: holgando con
    lo escuro: deseando soledad: buscando nueuos modos de pensatiuo
    tormento: donde si perseueras / o de muerto / o loco no podras
    escapar: si siempre no te acompana quien te allegue plazeres: diga
    donayres: tanga canciones alegres: cante romances: cuente
    ystorias, pinte motes: finja cuentos: juegue a naypes: arme mates.
    finalmente que sepa buscar todo genero de dulce passatiempo: para
    no dexar trasponer tu pensamiento en aquellos crueles desuios que
    rescebiste de aquella senora en el primer trance de tus amores.
    CAL.–como, simple, no sabes que aliuia la pena llorar la causa?
    quanto es dulce a los tristes quexar su passion? quanto descanso
    traen consigo los quebrantados sospiros: quanto relieuan e
    disminuyen los lagrimosos gemidos el dolor: quantos escriuieron
    consuelos, no dizen otra cosa.
    SEMP.–lee mas adelante. buelue la hoja: fallaras que dizen que
    fiar en lo temporal, e buscar materia de tristeza, que es ygual
    genero de locura: e aquel Macias, ydolo de los amantes: del oluido
    porque le oluidaua, se quexaua: en el contemplar esta la pena de
    amor: en el oluidar el descanso: huye de tirar cozes al aguijon:
    finge alegria e consuelo e serlo ha: que muchas vezes la opinion
    trae las cosas donde quiere: no para que mude la verdad: pero para
    moderar nuestro sentido e regir nuestro juyzio.
    CAL.–Sempronio amigo, pues tanto sientes mi soledad: llama a
    Parmeno, quedara comigo: e de aqui adelante sey, como sueles,
    leal: que en el seruicio del criado esta el galardon del senor.
    PARM.–aqui estoy, senor.
    CAL.–yo no: pues no te veya. no te partas della, Sempronio, ni
    me oluides a mi: e ve con dios. tu, Parmeno, que te parece de lo
    que oy ha pasado? mi pena es grande / Melibea alta / Celestina
    sabia / e buena maestra destos negocios: no podemos errar: tu me
    la has aprouado con toda tu enemistad: yo te creo: que tanta es la
    fuerza de la verdad que las lenguas de los enemigos trae a si.
    assi que, pues ella es tal: mas quiero dar a esta cient monedas
    que a otra cinco.
    PARM.–ya las lloras: duelos tenemos: en casa se hauran de ayunar
    estas franquezas.
    CAL.–pues pido tu parecer, seyme agradable, Parmeno: no abaxes la
    cabeza al responder: mas como la embidia es triste: la tristeza
    sin lengua: puede mas contigo su voluntad que mi temor: que
    dixiste, enojoso?
    PARM.–digo, senor, que yrian mejor empleadas tus franquezas: en
    presentes e seruicios a Melibea: que no dar dineros aquella que yo
    me conozco: e lo que peor es, fazerte su catiuo.
    CAL.–como, loco, su catiuo?
    PARM.–porque a quien dizes el secreto, das tu libertad.
    CAL.–algo dize el necio: pero quiero que sepas: que quando ay
    mucha distancia del que ruega al rogado / o por grauedad de
    obediencia / o por senorio de estado / o esquiuidad de genero:
    como entre esta mi senora e mi: es necessario intercessor / o
    medianero que suba de mano en mano mi mensaje hasta los oydos de
    aquella a quien yo segunda vez hablar tengo por impossible; e
    pues que asi es: dime si lo fecho aprueuas?
    PARM.–aprueuelo el diablo.
    CAL.–que dizes?
    PARM.–digo, senor, que nunca yerro vino desacompanado: e que vn
    inconueniente es causa e puerta de muchos.
    CAL.–el dicho yo le aprueuo: el proposito no entiendo.
    PARM.–senor, porque perderse el otro dia el nebli fue causa de tu
    entrada en la huerta de Melibea a le buscar: la entrada causa de
    la ver e hablar: la habla engendro amor: el amor pario tu pena: la
    pena causara perder tu cuerpo / e alma / e hazienda: e lo que mas
    dello siento, es venir a manos de aquella trotaconuentos, despues
    de tres vezes emplumada.
    CAL.–assi, Parmeno, di mas deso, que me agrada. pues mejor me
    parece quanto mas la desalabas: cumpla comigo, e emplumenla la
    quarta: desentido eres / sin pena hablas: no te duele donde a mi,
    Parmeno.
    PARM.–senor, mas quiero que ayrado me reprehendas, porque te do
    enojo, que arrepentido me condenes, porque no te di consejo. pues
    perdiste el nombre de libre quando cautiuaste la voluntad.
    CAL.–palos querra este vellaco. di, mal criado: porque dizes mal
    de lo que yo adoro? y tu que sabes de honrra: dime, que es amor?
    en que consiste buena crianza? que te me vendes por discreto / no
    sabes que el primer escalon de locura es creerse ser sciente? si
    tu sintiesses mi dolor, con otra agua rociarias aquella ardiente
    llaga que la cruel frecha de Cupido me ha causado: quanto remedio
    Sempronio acarrea con sus pies: tanto apartas tu con tu lengua /
    con tus vanas palabras / fingiendote fiel / eres vn terron de
    lisonja. bote de malicias. el mismo meson e aposentamiento de la
    embidia: que por disfamar la vieja a tuerto o a derecho, pones en
    mis amores desconfianza. pues sabe que esta mi pena e flutuoso
    dolor no se rige por razon: no quiere auisos: carece de consejo: e
    si alguno se le diere: tal que no parte ni desgozne: lo que sin
    las entranas no podra despegarse. Sempronio temio su yda e tu
    quedada: yo quiselo todo: e assi me padezco su absencia e tu
    presencia: valiera mas solo que mal acompanado.
    PARM.–senor, flaca es la fidelidad que temor de pena la conuierte
    en lisonja: mayormente con senor a quien dolor o aficion priua e
    tiene ageno de su natural juyzio: quitarse ha el velo de la
    ceguedad: passaran estos momentaneos fuegos: conosceras mis agras
    palabras ser mejores para matar este fuerte cancre: que las
    blandas de Sempronio que lo ceuan / atizan tu fuego / abiuan tu
    amor / encienden tu llama / anaden astillas: que tenga que gastar
    fasta ponerte en la sepultura.
    CAL.–calla, calla, perdido: esto yo penando e tu filosofando. no
    te espero mas: saquen vn cauallo: limpienle mucho: aprieten bien
    la cincha: porque si passare por casa de mi senora e mi dios.
    PARM.–mozos? no ay mozo en casa: yo me lo haure de hazer / que a
    peor vernemos desta vez que ser mozos despuelas / andar / passe /
    mal me quieren mis comadres &c. Rehinchays, don cauallo? No
    basta vn celoso en casa, o barruntas a Melibea?
    CAL.–viene esse cauallo? que hazes, Parmeno?
    PARM.–senor, vesle aqui: que no esta Sosia en casa.
    CAL.–pues ten esse estribo: abre mas essa puerta / e si viniere
    Sempronio con aquella senora: di que esperen / que presto sera mi
    buelta.
    PARM.–mas nunca sea: alla yras con el diablo. a estos locos
    dezildes lo que les cumple / no os podran ver. "Por mi anima que
    si agora le diessen vna lanzada en el calcanar que saliessen mas
    sesos que de la cabeza. pues anda que a mi cargo que Celestina e
    Sempronio te espulguen." O desdichado de mi! por ser leal
    padezco mal. otros se ganan por malos / yo me pierdo por bueno.
    el mundo es tal. quiero yrme al hilo de la gente. pues a los
    traydores llaman discretos / a los fieles nescios. si yo creyera
    a Celestina con sus seys dozenas de anos acuestas: no me
    maltratara Calisto. mas esto me porna escarmiento daqui adelante
    con el: que si dixiere comamos: yo tambien. Si quisiere derrocar
    la casa: aprouarlo. si quemar su hazienda / yr por fuego /
    destruya / rompa / quiebre / dane. de a alcahuetas lo suyo, que
    mi parte me cabra. pues dizen: a rio buelto, ganancia de
    pescadores. nunca mas perro a molino.

    ARGUMENTO
    DEL TERCERO AUTO.

    Sempronio vase a casa de Celestina: a la qual reprende por la
    tardanza: ponense a buscar que manera tomen en el negocio de
    Calisto con Melibea. En fin sobreuiene Elicia. Vase Celestina a
    casa de Pleberio. queda Sempronio y Elicia en casa.

    SEMPRONIO. CELESTINA. ELICIA.

    SEMP.–Que espacio lleua la baruuda: menos sosiego trayan sus pies
    a la venida. A dineros pagados, brazos e piernas quebrados. ce,
    senora Celestina: poco as aguijado.
    CEL.–a que vienes, hijo?
    SEMP.–este nuestro enfermo no sabe que pedir: de sus manos no se
    contenta: no se le cueze el pan: teme tu negligencia: maldize su
    auaricia e cortedad: porque te dio tan poco dinero.
    CEL.–no es cosa mas propia del que ama que la impaciencia: toda
    tardanza les es tormento: ninguna dilacion les agrada. en vn
    momento querrian poner en efeto sus cogitaciones: antes las
    querrian ver concluydas que empezadas: mayormente estos nouicios
    que contra qualquiera senuelo buelan: sin deliberacion: sin pensar
    el dano que el ceuo de su desseo trae mezclado en su exercicio e
    negociacion: para sus personas e siruientes.
    SEMP.–que dizes de siruientes? paresce por tu razon que nos
    puede venir a nosotros dano deste negocio? e quemarnos con las
    centellas que resultan deste fuego de Calisto? avn al diablo
    daria yo sus amores: al primer desconcierto que vea en este
    negocio: no como mas su pan: mas vale perder lo seruido que la
    vida por cobrallo: el tiempo me dira que faga: que primero que
    cayga del todo, dara senal como casa que se acuesta: si te parece,
    madre / guardemos nuestras personas de peligro: fagase lo que se
    hiziere: si la ouiere ogano / si no a otro ano / si no nunca: que
    no ay cosa tan dificile de zofrir en sus principios: que el tiempo
    no la ablande: e faga comportable: ninguna llaga tanto se sintio,
    que por luengo tiempo no afloxase su tormento: ni plazer tan
    alegre fue que no le amengue su antiguedad: el mal e el bien: la
    prosperidad e aduersidad: la gloria e pena: todo pierde con el
    tiempo la fuerza de su acelerado principio. pues los casos de
    admiracion e venidos con gran desseo, tan presto como passados,
    oluidados: cada dia vemos nouedades: e las oymos: e las passamos /
    e dexamos atras: diminuyelas el tiempo: hazelas contingibles. Que
    tanto te marauillarias, si dixesen la tierra temblo / o otra
    semejante cosa que no oluidases luego? assi como elado esta el
    rio: el ciego vee: ya muerto es tu padre: vn rayo cayo: ganada es
    Granada: el rey entra oy: el turco es vencido: eclipse ay manana:
    la puente es lleuada: aquel es ya obispo: a Pedro robaron: Ynes se
    ahorco. que me diras: sino que a tres dias passados o a la
    segunda vista: no ay quien dello se marauille: todo es assi: todo
    passa desta manera: todo se oluida: todo queda atras. pues assi
    sera este amor de mi amo: quanto mas fuere andando: tanto mas
    disminuyendo. "Que la costumbre luenga amansa los dolores: afloxa
    e deshaze los deleytes: desmengua las marauillas." Procuremos
    prouecho mientra pendiere la contienda: e si a pie enxuto le
    pudieremos remediar: lo mejor, mejor es: e sino, poco a poco le
    soldaremos el reproche o menosprecio de Melibea contra el: donde
    no, mas vale que pene el amo, que no que peligre el mozo.
    CEL.–bien as dicho: contigo estoy: agradado me has: no podemos
    errar: pero todavia, hijo, es necessario: que el buen procurador
    ponga de su casa algun trabajo: algunas fingidas razones: algunos
    sofisticos actos: yr e venir a juyzio: avnque reciba malas
    palabras del juez: siquiera por los presentes que lo vieren: no
    digan que se gana holgando el salario: e assi verna cada vno a el
    con su pleyto: e a Celestina con sus amores.
    SEMP.–haz a tu voluntad: que no sera este el primer negocio que
    has tomado a cargo.
    CEL.–el primero, hijo? pocas virgines, a dios gracias, has tu
    visto en esta cibdad, que hayan abierto tienda a vender: de quien
    yo no aya sido corredora de su primer hilado: en nasciendo la
    mochacha, la hago escriuir en mi registro: "e esto" para saber
    quantas se me salen de la red: que pensauas, "Sempronio"? auiame
    de mantener del viento? herede otra herencia? tengo otra casa o
    vina? conocesme otra hazienda mas deste oficio? de que como e
    beuo? de que visto e calzo? en esta cibdad nascida / en ella
    criada: manteniendo honrra como todo el mundo sabe. conoscida,
    pues, no soy? quien no supiere mi nombre e mi casa / tenle por
    estranjero.
    SEMP.–dime madre: que passaste con mi companero Parmeno quando
    subi con Calisto por el dinero?
    CEL.–dixele el sueno e la soltura: e como ganaria mas con nuestra
    compania que con las lisonjas que dize a su amo. como viuiria
    siempre pobre e baldonado: si no mudaua el consejo: que no se
    hiziesse sancto a tal perra vieja como yo: acordele quien era su
    madre: porque no menospreciase mi oficio. porque queriendo de mi
    dezir mal tropezasse primero en ella.
    SEMP.–tantos dias ha que le conosces, madre?
    CEL.–aqui esta Celestina que le vido nascer e le ayudo a criar:
    su madre e yo vna e carne: della aprendi todo lo mejor que se de
    mi oficio. juntas comiamos. juntas dormiamos. juntas hauiamos
    nuestros solazes: nuestros plazeres: nuestros consejos e
    conciertos: en casa e fuera como dos hermanas: nunca blanca gane
    en que no touiesse su meytad. Pero no viuia yo enganada: si mi
    fortuna quisiera que ella me durara. o muerte, muerte: a quantos
    priuas de agradable compania: a quantos desconsuela tu enojosa
    visitacion: por vno que comes con tiempo: cortas mil en agraz:
    que siendo ella viua: no fueran estos mis passos desacompanados:
    buen siglo aya: que leal amiga e buena companera me fue. "Que
    jamas me dexo hazer cosa en mi cabo estando ella presente. Si yo
    traya el pan / ella la carne. Si yo ponia la mesa / ella los
    manteles / no loca / no fantastica / ni presumptuosa / como las de
    agora. En mi anima descubierta se yua hasta el cabo de la ciudad:
    con su jarro en la mano: que en todo el camino no oya peor de
    Senora Claudina: e aosadas que otra conoscia peor el vino e
    qualquier mercaduria. quando pensaua que no era llegada: era de
    buelta. Alla la combidauan segun el amor todos le tenian: que
    jamas boluia sin ocho o diez gostaduras: vn azumbre en el jarro: e
    otro en el cuerpo: ansi le fiauan dos o tres arrobas en vezes:
    como sobre vna taza de plata su palabra era prenda de oro: en
    quantos bodegones auia. si yuamos por la calle donde quiera que
    ouiessemos sed entrauamos en la primera tauerna: luego mandaua
    echar medio azumbre para mojar la boca: mas a mi cargo que no le
    quitaron la toca por ello: sino quanto la rayauan en su taja: e
    andar adelante." Si tal fuesse "agora" su hijo: a mi cargo que tu
    amo quedasse sin pluma: e nosotros sin quexa: pero yo lo hare de
    mi fierro si viuo. yo le contare en el numero de los mios.
    SEMP.–como has pensado hazerlo: que es vn traydor?
    CEL.–a esse tal dos aleuosos. harele auer a Areusa: sera de los
    nuestros: darnos ha lugar a tender las redes sin embarazo por
    aquellas doblas de Calisto.
    SEMP.–pues crees que podras alcanzar algo de Melibea? ay algun
    buen ramo?
    CEL.–no ay zurujano que a la primera cura juzgue la herida. lo
    que yo al presente veo te dire. Melibea es hermosa: Calisto loco
    e franco; ni a el penara gastar, ni a mi andar. bulla moneda: e
    dure el pleyto lo que durare: todo lo puede el dinero: las penas
    quebranta: los rios passa en seco: no ay lugar tan alto que vn
    asno cargado de oro no le suba. Su desatino e ardor basta para
    perder a si e ganar a nosotros: esto he sentido: esto he calado:
    esto se del e della: esto es lo que nos ha de aprouechar. A casa
    voy de Pleberio; quedate a dios: que avnque este braua Melibea: no
    es esta, si a dios ha plazido, la primera a quien yo he hecho
    perder el cacarear: coxquillosicas son todas: mas despues que vna
    vez consienten la silla en el enues del lomo: nunca querrian
    folgar: por ellas queda el campo. muertas si: cansadas no. si de
    noche caminan, nunca querrian que amaneciesse. maldizen los
    gallos porque anuncian el dia: e el relox porque da tan apriessa.
    "Requieren las cabrillas e el norte / haziendose estrelleras: ya
    quando veen salir el luzero del alua quiereseles salir el alma: su
    claridad les escuresce el corazon." Camino es, hijo: que nunca me
    harte de andar: nunca me vi cansada: e avn assi vieja como soy:
    sabe dios mi buen deseo: quanto mas estas que hieruen sin fuego:
    catiuanse del primer abrazo: ruegan a quien rogo: penan por el
    penado: hazense sieruas de quien eran senoras: dexan el mando e
    son mandadas: rompen paredes: abren ventanas: fingen enfermedades:
    a los cherriadores quicios de las puertas hazen con azeytes vsar
    su oficio sin ruydo. no te sabre dezir lo mucho que obra en ellas
    aquel dulzor que les queda de los primeros besos de quien aman.
    Son enemigas todas del medio: contino estan posadas en los
    estremos.
    SEMP.–no te entiendo essos terminos, madre.
    CEL.–digo que la muger / o ama mucho aquel de quien es requerida
    / o le tiene grande odio: assi que si al querer despiden, no
    pueden tener las riendas al desamor. E con esto que se cierto,
    voy mas consolada a casa de Melibea que si en la mano la touiesse:
    porque se que avnque al presente la ruegue: al fin me ha de rogar:
    avnque al principio me amenaze, al cabo me ha de halagar. Aqui
    lleuo vn poco de hilado en esta mi faltriquera: con otros aparejos
    que comigo siempre traygo: para tener causa de entrar donde mucho
    no soy conocida la primera vez; assi como gorgueras / garuines /
    franjas / rodeos / tenazuelas / alcohol / aluayalde / e soliman /
    hasta agujas e alfileres; que tal ay, que tal quiere: porque
    donde me tomare la boz, me halle apercebida para les echar ceuo /
    o requerir de la primera vista.
    SEMP.–madre, mira bien lo que hazes: porque quando el principio
    se yerra, no puede seguirse buen fin: piensa en su padre que es
    noble e esforzado: su madre celosa e braua: tu la misma sospecha.
    Melibea es vnica a ellos: faltandoles ella, faltales todo el bien.
    en pensallo, tiemblo; no vayas por lana e vengas sin pluma.
    CEL.–sin pluma, fijo?
    SEMP.–o emplumada, madre, que es peor.
    CEL.–alahe en malora / a ti he yo menester para companero: avn si
    quisieses auisar a Celestina en su oficio: pues quando tu nasciste
    / ya comia yo pan con corteza: para adalid eres bueno, cargado de
    agueros e recelo.
    SEMP.–no te marauilles, madre, de mi temor: pues es comun
    condicion humana que lo que mucho se dessea / jamas se piensa ver
    concluydo: mayormente que en este caso temo tu pena e mia: desseo
    prouecho: querria que este negocio houiesse buen fin: no porque
    saliesse mi amo de pena / mas por salir yo de lazeria: e assi miro
    mas inconuenientes con mi poca esperiencia / que no tu como
    maestra vieja.
    ELICIA.–santiguarme quiero, Sempronio: quiero hazer vna raya en
    el agua: que nouedad es esta venir oy aca dos vezes?
    CEL.–calla, boua: dexale: que otro pensamiento traemos en que mas
    nos va: dime, esta desocupada la casa? fuesse la moza que esperaua
    al ministro?
    ELIC.–e avn despues vino otra, e se fue.
    CEL.–si que no embalde?
    ELIC.–no en buena fe / ni dios lo quiera / que avnque vino tarde:
    mas vale a quien dios ayuda &c.
    CEL.–pues sube presto al sobrado alto de la solana / e baxa aca
    el bote del azeyte serpentino que hallaras colgado del pedazo de
    la soga que traxe del campo la otra noche, quando llouia e hazia
    escuro: e abre el arca de los lizos: e hazia la mano derecha
    hallaras vn papel escrito con sangre de morciegalo, debaxo de
    aquel ala de drago a que sacamos ayer las vnas: mira no derrames
    el agua de mayo que me traxeron a confecionar.
    ELIC.–madre, no esta donde dizes: jamas te acuerdas a cosa que
    guardas.
    CEL.–no me castigues, por dios, a mi vejez: no me maltrates,
    Elicia. no infinjas porque esta aqui Sempronio: ni te soberuezcas:
    que mas me quiere a mi por consejera que a ti por amiga: avnque tu
    le ames mucho. Entra en la camara de los vnguentos, e en la
    pelleja del gato negro, donde te mande meter los ojos de la loba,
    le fallaras: e baxa la sangre del cabron: e vnas poquitas de las
    baruas que tu le cortaste.
    ELIC.–toma, madre, veslo aqui. yo me subo e Sempronio arriba.
    CEL.–conjurote, triste Pluton, senor de la profundidad infernal:
    emperador de la corte danada: capitan soberuio de los condenados
    angeles: senor de los sulfureos fuegos que los heruientes etnicos
    montes manan: gouernador e veedor de los tormentos e
    atormentadores de las pecadoras animas, "regidor de las tres
    furias / Tesifone / Megera / e Aleto / administrador de todas las
    cosas negras del reyno de Stigie e Dite: con todas sus lagrimas: e
    sombras infernales: e litigioso caos. mantenedor de las bolantes
    harpias / con toda la otra compania de espantables e pauorosas
    ydras." Yo, Celestina, tu mas conocida clientula: te conjuro por
    la virtud e fuerza destas vermejas letras. por la sangre de
    aquella noturna aue con que estan escriptas. por la grauedad de
    aquestos nombres e signos que en este papel se contienen. por la
    aspera ponzona de las biuoras, de que este azeyte fue hecho, con
    el qual vnto este hilado: vengas sin tardanza a obedescer mi
    voluntad. e en ello te embueluas: e con ello estes sin vn momento
    te partir, hasta que Melibea con aparejada oportunidad que aya, lo
    compre. E con ello de tal manera quede enredada: que quanto mas
    lo mirare, tanto mas su corazon se ablande a conceder mi peticion:
    e se le abras e lastimes de crudo e fuerte amor de Calisto: tanto
    que despedida toda honestidad se descubra a mi: e me galardone mis
    passos e mensaje: e esto hecho: pide e demanda de mi a tu
    voluntad: si no lo hazes con presto mouimiento, ternasme por
    capital enemiga: herire con luz tus carceres tristes e escuras:
    acusare cruelmente tus continuas mentiras: apremiare con mis
    asperas palabras tu horrible nombre: e otra e otra vez te conjuro:
    e assi confiando en mi mucho poder, me parto para alla con mi
    hilado: donde creo te lleuo ya embuelto.

  • Expedición de Catalanes y Aragoneses al Oriente

    Expedición de Catalanes y Aragoneses al Oriente

    Aproximadamente 70.581 palavras.

    Sabida la rebelion de los de Magnesia por Roger, quiso castigarla luego;
    y así con parte de los Alanos que le seguían, de los Romeos, y con todos
    los Catalanes fué á poner sitio á la ciudad para castigarla, como
    merecia tan fea maldad. Hizo venir con notable diligencia máquinas y
    artificios para batirla, y á pocos dias dió un asalto general, en que
    fueron rebatidos los nuestros con grande mofa y escarnio de los
    cercados, y á Roger con palabras injuriosas le afrentaban. Quiso Roger
    romperles los conductos, pero ellos advertidos hicieron una salida con
    que impidieron el efecto. El cerco se continuaba, y en ese mismo tiempo
    les vino un despacho de Andronico en que les mandaba, que dajado el
    sitio de Magnesia, viniese á juntarse con Miguel su hijo, para socorrer
    al Príncipe de Bulgaria cuñado de Roger, porque un tio suyo se le habia
    levantado con parte del estado, y estaba en punto de perderse si no se
    le acudia presto con socorro. Tengo por muy cierto, que este
    levantamiento fué fingido por Andronico, por dar alguna razon aparente
    para sacar los nuestros de Asia, de quien temió siempre, que acreditados
    con tantas victorias se alzarian con ella, negándole la obediencia, y
    para obligar más á Roger, le puso delante el peligro de su cuñado. A
    estos daños vive sujeto el Capitan que sirve á Príncipes tiranos ó
    pequeños, en quien siempre la sospecha y recelos tienen el primer lugar
    en sus consejos. Dichoso el que obedece y sirve á grande y poderoso
    Monarca, en cuya grandeza no puede caber ofensa nacida del aumento de su
    vasallo. Para tener por ciertos estos movimientos, me hace gran
    dificultad el ver que no trata Nicephoro de ellos, antes bien dá
    diferente causa porque los nuestros no pasaron adelante con sus
    victorias, que fué el miedo grande de Andronico, y sin duda este fué el
    que detuvo la buena dicha de los nuestros, y el que impidió que no se
    restaurasen todas las Ciudades y Provincias del antiguo Imperio de los
    Romanos. Estas son las mismas palabras de Nicephoro: «Roger, después de
    haberse juntado en consejo, resolvió de replicar al Emperador, y en
    tanto ver si podia ganar á Magnesia, pero la resistencia de los de
    dentro fué de manera, que Roger se hubo de retirar con pérdida de
    reputacion y gente, y aunque llegó á tratar de concierto con ellos, con
    solo que le volviesen el dinero, no lo pudo alcanzar. Por esto y porque
    los Alanos se despidieron, trató Roger de levantarse del sitio, dando
    por disculpa que el Emperador se lo mandaba; pero muchos no dejaron de
    tener un oculto sentimiento de salir de aquellas Provincias sin castigar
    los Magneositas, y dejar lo que habian ganado á la furia y rigor de los
    Bárbaros, que luego las habian de ocupar viéndolas sin defensa. No
    faltaban entre los soldados ordinarios algunos, que con secretas
    pláticas alteraban los ánimos para nuevos movimientos, diciendo: ¿Qué
    nos importaba haber vencido tantas veces, si se nos quita el premio de
    las manos? ¿Para esto salimos de nuestra tierra, y del regalo de la
    patria; para tener por recompensa del peligro de la vida tantas veces
    aventurada una pequeña paga? ¿Después de ganada una Provincia sacarnos
    de ella, y darnos por galardon de tantos servicios una nueva y peligrosa
    guerra? Los Capitanes y la demás gente de lustre aunque disimulaban, y
    en lo exterior se dejaban engañar, sentian mal de esta partida, y
    creyeron que más habia nacido de los recelos de Andronico, que de los
    movimientos de Bulgaria. Llegaron los nuestros á la ciudad de Ania, y de
    allí tomaron el camino hasta la boca del estrecho por todas aquellas
    Provincias marítimas, navegando siempre la armada al paso que ellos
    marchaban por tierra. Con esta órden llegaron al Cabo que está en el
    estrecho, en frente de Galípoli, que Montaner llama Boca de Aner.
    Avisaron de allí al Emperador como estaban á punto para embarcarse,
    aguardando nueva órden para partirse. Quedó contentísimo Andronico de
    que los Catalanes le hubiesen obedecido, y alabándoles por cartas su
    puntualidad en cumplir sus órdenes, les hizo saber como los movimientos
    de Bulgaria con solo la fama de que venia el ejército de los Catalanes
    se sosegaron.» Esto es lo que dice Montaner; Pero Pachimerio parece que
    refiere con más verdad la ocasion que tuvo Andronico en este segundo
    despacho de decir que ya estaba todo sosegado; porque Miguel Paeologo su
    hijo á persuasion de los Griegos ofendidos, y de los soldados de otras
    naciones que tenia en su servicio, que como inferiores en número y valor
    temian á los Catalanes, escribió á su padre Andronico que no queria que
    Roger se juntase con su ejército, porque temia guerras civiles, y que la
    insolencia de los Catalanes no la pudiera sufrir, si con la misma
    libertad que en Asia habian de proceder y vivir, y que Gregorio cabeza
    de los Alanos estaba con él ofendido por la muerte de su hijo, y que
    viendo á Roger y á los suyos, sería ocasion de algun gran rompimiento.
    Con esto Andronico le pareció que sería conveniente buscar algun medio
    para que esto se compusiese; y así mando á su hermana Irene, y á su
    sobrina María, que se fuesen luego á Galípoli, y tratasen con Roger, que
    dajando la mayor parte de su ejército en Asia, con solos mil hombres
    escogidos pasase á juntarse con Miguel. Consultó el caso Roger con los
    más principales Capitanes, y á todos les pareció cosa peligrosa el
    dividir sus fuerzas, y sospecharon luego que esto no fuese principio de
    alguna muy grande traicion; y así Roger respondió á su suegra, que él no
    se hallaba con ánimo bastante de persuadir á los Catalanes que se
    dividiesen, pasando mil de ellos á Grecia, y que los demás quedasen en
    Asia. La suegra volvió al Emperador, y le dió razon de lo que habia
    pasado con su yerno. Con esto se acabó la guerra de Asia en poco más de
    dos años; corto espacio de tiempo para tan señalados hechos, bastantes á
    ilustrar un siglo entero.

    CAPITULO XIX.

    Alojase el ejército en la Thracia Chersoneso, y Roger parte á
    Constantinopla.

    Embarcóse el ejército en las galeras y navíos de su armada, y siguiendo
    el órden que tenian del Emperador Andronico, atravesaron el estrecho, y
    desembarcaron. Toda la gente en la Thracia Chersoneso, tomando por plaza
    de armas y principal cabeza de sus alojamientos á Galípoli, Ciudad en
    aquel tiempo tenida por la más principal de la Provincia, puesta casi á
    la boca del estrecho que mira al Norte. Estiéndese este Isthmo ó
    chersoneso de Tracia setenta millas á lo largo, y seis en ancho, y en
    algunas partes menos de tres. Por la parte del Oriente le baña el mar
    del estrecho, llamado de los antiguos Helesponto, que divide la Europa
    del Asia. Ciñele el mar Egeo por la parte del ocaso y medio dia, y por
    el Setentrion el mar del Propontide, llamado en nuestros tiempos de
    Marmora. Fué en lo pasado este Isthmo morada de los Cruseos, y hubo en
    la parte que se continúa con la Tierra firme Lisimachia, celébre por su
    fundador Lisímaco, que le dió el nombre, y Sexto, lugar conocido por los
    amores de dos infelices amantes. Pero al tiempo de los Catalanes y
    Aragoneses llegaron á esta Provincia apenas parecian sus ruinas; solo en
    las de la antigua Lisimachia habia un castillo llamado Ejamille, y
    muchas aldeas y poblaciones pequeñas á donde los nuestros se alojaron en
    tanto que pasaba el rigor del invierno, tomando, como tengo dicho, á
    Galípoli, Ciudad de mediana poblacion, por principal fuerza y presidio
    para la defensa comun. Guardóse el mismo órden en los alojamientos que
    el año antes se tuvo en el cabo de Artacio, quedando al parecer todos
    satisfechos y sosegados, se fué Roger á Constantinopla con cuatro
    galeras, y con parte de la infantería más escogida á verse con el
    Emperador Andronico, y darle la enhorabuena de la restauracion de tantas
    provincias del Asia, y recibir juntamente mercedes y honras debidas á
    tantas victorias. Llegaron á la ciudad los nuestros acompañando su
    General, y con universal admiracion de todos les recibieron y
    acompañaron hasta el Palacio, donde el Emperador con demostraciones y
    palabras nunca antes usadas le honró, y Roger después de haberle dado
    entera relacion del estado de las Provincias que puso en libertad, le
    pidió dinero para hacer pagamento general. Repondió el Emperador con
    mucho cumplimiento, diciendo, que era muy debedo á su valor no dilatar
    pagas tan bien ganadas, y que él se las mandaria librar luego. Pero
    aunque esta respuesta en lo exterior fué la que Roger podia desear,
    quedo el Emperador muy desabrido de esta demanda, porque después de tan
    grandes presas, y despojos riquísimos de las Provincias conquistadas,
    pedirle luego una pequeña paga, era señal de una codicia insaciable, y
    que difícilmente todo el poder del Imperio Griego la pudiera satisfacer.
    Lo que alcanza el soldado en premio de la victoria sirve más para el
    gusto que para la necesidad, y así se distribuye con mucha largueza en
    juegos, en camaradas, y en banquetes; pero la paga se estima siempre
    como cosa que se dá en precio de su trabajo, y de su sangre, y acude con
    ella á su necesidad, y siente mucho que ésta se le niegue, ó se dilate,
    y más cuando el Príncipe gasta con gran largueza en una vana ostentacion
    de su Magestad, y deja de acudir á esta obligacion, en la cual se funda
    y apoya la verdadera grandeza de los Reyes.

    CAPITULO XX.

    Berenguer De Entenza con nuevo socorro llega á Constantinopla, donde se
    le dió el cargo de Megaduque, y á Roger le ofrecieron el de César.

    Roger quedó en la Ciudad algunos dias solicitando al Emperador su
    despacho, y á los ministros de su hacienda que maliciosamente ocultaban
    el dinero, y ponian dificultades y estorbos en los medios y arbitrios
    que se daban para su cobranza: artes usadas siempre de los que manejan
    hacienda de Príncipes. Aunque en esta detencion concurria el Emperador.

    En este medio llegó á Galípoli Berenguer de Entenza, hombre conocido por
    su sangre y valor, llamado con grande instancia del Emperador Andronico,
    que aunque Berenguer tenía ya ofrecido que le vendría á servir, envió
    segunda vez por él con embajada particular, ofreciendo hacerle muy
    aventajadas mercedes. Partió de Mecina Berenguer solicitado de este
    segundo llamamiento, y llegó á Grecia con algunas galeras, y cinco
    bajeles armados, y en ellos mil Almugavares, y trescientos hombres de á
    caballo, toda gente muy lucida. Detúvose en Galípoli diez dias, donde
    fué recibido con notable gusto de toda la nacion, hasta saber lo que
    Roger ordenaba, á quien envió dos caballos para que le diesen aviso de
    su llegada. Holgóse mucho Roger de tener á Berenguer de Entenza en su
    compañía, porque habia entre los dos estrechísima amistad, y grandes
    obligaciones para conservarla. Escribióle que viniese luego á
    Constantinopla, porque el Emperador querria honrar su persona como se
    contenia en dos cartas del mismo Emperador, con sellos pendientes de
    oro, que juntamente con la suya le enviaba. Con esto Berenguer de
    Entenza se fué á Constantinopla, y luego acompañado no solamente de
    Roger, y de todos los de nuestra nacion, pero tambien de muchos Griegos
    principales, que en público profesaban nuestra amistad, entró en el
    Palacio Imperial. Recibióle Andronico con semblante alegre, pero con
    ocultos temores y sospechas, porque los Catalanes se aumentaban, no solo
    en reputacion, pero con nuevos suplementos de gente. Y aunque Andronico
    procuró con particular instancia, que Berenguer viniese á servirle, fué
    antes que los Catalanes alcanzasen tantas victorias de los Turcos. Pero
    después que por ellas creció su estimacion, tuvo por sospechosa compañía
    tan poderosa dentro de su casa, y Pachimerio dice, que el Emperador no
    le quiso recibir á su sueldo, porque venia con más compañías de gente
    que él pedia.

    Roger de Flor entre las muchas partes que le hicieron famoso, fué el ser
    agradecido, y reconocer en público sus obligaciones á Berenguer de
    Entenza, que en los tiempos que pobre y desvalido llegó á Sicilia, le
    amparó y ayudó á levantar su fortuna. Pidió licencia al Emperador para
    renunciar el oficio de Megaduque en Berenguer, dando por motivo su valor
    y nobleza igual á la de los Reyes, y que caballero de tan alta sangre
    era justo que tuviese el primer lugar en el ejército. Berenguer de
    Entenza con igual correspondencia suplicó al Emperador, que el título de
    César que le ofrecía fuese servido de darle, á Roger; persona de tantos
    servicios, y por el casamiento de su nieta adoptado en la casa Real,
    pocas veces usada, no solo en los tiempos presentes, pero ni en los
    antiguos, donde la moderacion y templaza parece que tuvieron alguna
    estimacion. Roger poderoso en riquezas, acreditado con victorias,
    estimado por el nuevo parentesco, Berenguer por sangre y por valor
    ilustre, parece que entre ambos pudieran tener razon de pretender el
    supremo lugar, pero las mismas calidades que les debieran incitar á la
    emulacion, fueron las que les moderaron, juzgando por muy aventajadas
    las agenas, y por muy inferiores las propias.

    El siguiente dia después de la llegada de Berenguer, asistiendo toda la
    nobleza de la Corte, así extranjeros como naturales, Roger de Flor,
    habida licencia de Andronico, se quitó el bonete, insignia de su
    dignidad de Megaduque, y juntamente con el sello, baston y estandarte de
    su oficio, le entregó á Berenguer; rehusólo, y sin duda no lo admitiera,
    si el Emperador resueltamente no se lo mandara. Causó en los Griegos
    gran admiracion la cortesía de Roger, y Andronico la celebró, y honró
    con otra más señalada merced, ofreciendo á Roger título de César, uno de
    los mayores de su Imperio; con que entre ambos quedaron obligados, y los
    Griegos ofendido de ver que Andronico diese el título de César desusado
    ya en aquel imperio por sospechoso á los Príncipes. En los tiempos
    antiguos, cuando floreció el Imperio Romano, llamar á uno César, era
    señalarle por su sucesor, como lo es entre los Emperadores occidentales
    el Rey de Romanos, en Francia el Delphin, y en nuestra España el
    Príncipe. Pero declinado ya el poder de los Romanos, después de dividido
    el Imperio, los Emperadores Griegos daban solamente el título de César,
    sin algun derecho de sucesion; pero siempre quedó estimado este oficio,
    puesto que solo era sombra de lo que fué. Túvose después por el primero,
    hasta que la dignidad de Sebastocrator fué preferida, cuando Alejos
    Commeno dió su segundo lugar en el Imperio á Isacio. Esta tambien perdió
    después su precedencia y autoridad, cuando el mismo Alejos, por quedar
    sin hijo varon, casó su hija primogénita Irene, con Alejos Paleólogo,
    dándole título de Déspota, que es lo mismo que llamarle á uno señor, y
    fuera sin duda Emperador si no muriera antes que su suegro; de suerte
    que la dignidad de César en aquel Imperio es la tercera, por ser la
    primera la de Déspota, y la segunda la de Sebastocrator. Dice
    Curopalates que estas tres dignidades no tienen particular ocupacion á
    que acudir, y que al César le llaman señor; palabra tenida por soberbia,
    y debida solo á Dios en los tiempos antiguos aún de los mismos
    Emperadores, pues leemos de Augusto, de Tiberio, y de algunos otros que
    jamás consintieron que les llamasen señores. Tratavanle de Magestad al
    César, el bonete que llevaba era de oro y grana, y su remate casi como
    el del Emperador, la capa de grana, las media y zapatos de color
    celeste, y la silla como la del mismo emperador, pero sin águilas, iba
    junto al Emperador en las públicas entradas y acompañamientos, y vivia
    dentro de su Palacio. Todo este suceso que se ha referido es conforme se
    saca de lo que Montaner en su historia, y Berenguer en sus relaciones no
    dejó escrito. Pero George Pachimerio en el cap. II del libro 12 refiere
    con alguna variedad este suceso; y así me ha parecido no confundirlo con
    lo de arriba, ya que no los podia conciliar, para que el que lo leyere
    pueda con claridad hacer juicio de lo que le pareciere más verdadero.

    Determinado ya el Emperador de recibir á Berenguer de Entenza, le envió
    á llamar muchas veces, que se decia estaba en Galípoli, y para
    asegurarle le envió sus patentes con sellos pendientes de oro, en que le
    prometia con juramento, que queriéndose quedar le trataria con buena
    voluntad, y ánimo amigable, y que cuando se quisiese ir no lo impediría.
    Berenguer recibidos los despachos, con la fé y palabra del Emperador, se
    fué á Constantinopla con dos navíos, pero llegado, no quiso salir fuera
    de ellos, y envió el aviso al Emperador de su llegada. Mandóle luego al
    Emperador llamar, y le envió coches y caballos para que entrase con
    mucha autoridad y honra, pero Berenguer ni quiso salir de los navíos, ni
    obedecer, pidiendo que el Emperador le enviase en rehenes á su hijo el
    Déspota Juan. Pareció esto mal así al Emperador, como á todos, pues no
    se fiaba de su palabra y juramento; y así le dejó muchos dias en los
    navíos. Finalmente llegándose el dia de Navidad le envió á llamar,
    diciéndole que estuviese de buen ánimo pues le habia asegurado con su fé
    y palabra. Estuvo dudoso mucho tiempo, hasta que se desengañó, y se fué
    al Emperador, de quien fué magníficamente recibido, pero siempre se
    retiraba á los navíos, á donde el Emperador tuvo siempre cuenta de
    regalarle. El dia de Natividad le tomó al Emperador el juramento de
    fidelidad, y con esto le dió la dignidad de Megaduque del Senado, y le
    dió la vara dorada, invencion nueva del Emperador, y le vistieron al
    modo y uso de Senador, con que dejó sus navíos, y se fué á posar á
    Cosmidio donde estaban sus Catalanes, que algunos de ellos fueron
    tambien honrados con títulos y mercedes grandes; y desde entónces
    Berenguer tuvo grandes autoridad con los privados, y en los consejos de
    Andronico. En el juramento de fidelidad que hizo Berenguer disimuló su
    engaño, dando muestras de verdad y llaneza; pues habiendo de jurar que
    sería amigo de los amigos del Emperador, y enemigo de sus enemigos,
    exceptuó á Fadrique de los enemigos, porque decia que le habia jurado
    antes amistad. Esto pareció á los inteligentes que encerraba en sí algun
    gran secreto, más de lo que exteriormente parecia; otros lo tomaron
    bien, diciendo que como fué fiel á Fadrique, así lo sería al Emperador,
    con que ganó opinion y gloria, siguiendo la sentencia de Platon, de
    cuanta importancia sea el parecer bueno y justo para ganar opinion, y
    poder engañar.

    CAPITULO XXI.

    Los Genoveses persuaden al Emperador la guerra contra los Catalanes, y
    Miguel Paleóloga hace lo mismo, y alborotase en Galípoli la gente de
    guerra.

    Los Genoveses de Pera, que poco antes fortificaron y engrandecieron con
    fosos y murallas, fueron los primeros que hicieron sospechosas nuestras
    armas, y pusieron duda en nuestra fidelidad, diciendo al Emperador
    Andronico, que tenian nuevas de Poniente, que se preparaba una grande y
    poderosa armada para acometer las Provincias del Imperio á la primavera,
    y que esto lo tenian por cierto por manifiestas conjeturas; y que los
    Catalanes que antes estaban en su servicio, y los que después con
    Berenguer de Entenza vinieron, estaban unidos para su daño, y no para su
    defensa, porque se correspondian secretamente con los de Sicilia; y que
    el hermano bastardo de Don Fadrique Rey de Sicilia se entendia que venia
    con doce navíos para juntarse con ellos, y que para entonces aguardaban
    el declararse, y poner en ejecucion sus intentos. Estos fueron los
    embustes con que los Genoveses quisieron destruir los Catalanes, y ellos
    introducirse, y hacerse muy confidentes, y celosos del bien comun del
    Imperio. Aconsejaron á Andronico, segun dice Pachimerio, que acometiese
    desde luego á los Catalanes con guerra descubierta; que ellos tenian
    cincuenta navíos en órden, y que con otros tantos que se armasen por el
    Emperador, ó se les diese dinero á ellos, aunque fuese en largos plazos,
    los pondrían ellos en la mar; y que á esto solo les movia ver á los
    Griegos maltratados, la tierra que ya tenian por patria maltratada y
    destruida de los que vinieron para defenderla. No dió el emperador por
    entonces crédito á los Genoveses, creyendo que eran quimeras fingidas de
    su maldad y envidia, nacida desde que pusieron los Catalanes el pié en
    Grecia. La fé y juramento prestado de los Catalanes tambien lo
    aseguraba; pero respondióles que agradecia su cuidado, y lo que se
    dolian de los trabajos de los Griegos. Mandóles que callasen, y que él
    consultaria lo que se debia hacer, y que consultado lo ejecutaria.

    En este mismo tiempo la honra y merced que Andronico hizo á Berenguer,
    irritó el ánimo de Miguel Paleólogo para nuestra ruina, y persuadido de
    los Griegos comenzó luego á tratar de ella, intentando para esto todos
    los medios más eficaces que pudo, atropellando leyes divinas y humanas.
    Estaban los Griegos tan envidiosos y soberbios, que con rabia y furor
    increíble, aunque con algun secreto, andaban maquinando traiciones y
    alevosias; con lengua y manos solicitaban á Miguel ya mal afecto contra
    nosotros, encareciendo la gran reputacion de las armas de los Catalanes,
    y que ocupaban los supremos cargos de su Imperio, en grande mengua de su
    Magestad, y deshonor suyo. Creyeron siempre los Griegos que nuestros
    Catalanes fueran como los Alanos y Turcoples, que no se les levantaban
    los pensamientos á más que vivir con una triste y miserable paga; pero
    cuando vieron provehidos en ellos los oficios de César, Megaduque,
    Senescal y Almirante, y que tenian brios para aspirar á los que
    quedaban, advirtieron su daño, y comenzaron á sentirse de que las
    fuerzas y honras del Imperio se pusiesen en manos de extranjeros. Al
    tiempo que entre los Griegos corrian estas pláticas y sentimientos, los
    soldados de los presidios por parecerles que la paga se dilataba,
    maltrataron á los Griegos de los pueblos donde estaban alojados: mal
    forzoso de la guerra, y que difícilmente el rigor militar de los más
    insignes Capitanes lo ha podido atajar. Miguel Paleólogo atento á todas
    las ocasiones de calumniar toda nuestra nacion, se valió de esta, para
    persuadir á su padre, diciendo: que si no se atajaba luego la insolencia
    de los Catalanes, sería la total perdicion del Imperio, y de su casa,
    porque no contentos con la paga y sueldos tan excesivos, y con los
    despojos riquísimos del Asia, oprimian los pueblos amigos para
    satisfacer su codicia; que no por haber vencido á los Turcos quedaba el
    Imperio libre de servidumbre, si se esperaba más insufrible, y cruel de
    los Catalanes, en cuya mano estaba puesta la libertad comun: que en vano
    la habia recuperado su abuelo Miguel Paleólogo, hechando á los Latinos
    del Imperio, si segunda vez se les habia de entregar voluntariamente:
    que esto estaba muy cerca de suceder si no se atajaba su insolencia: que
    les quedaban aún sus fuerzas á los Griegos si sus trazas saliesen vanas
    para que de cualquier manera se oprimiese á los Catalanes: que la
    obligacion en que le habian puesto con librar sus Provincias de los
    Turcos, ya su arrogancia y mala correspondencia lo habia borrado, y sus
    victorias merecian nombre de agravios, no de servicios, pues en vez de
    establecer sus armas en una segura paz el Imperio, hacian nueva guerra á
    los pueblos amigos con intolerables contribuciones, y malos
    tratamientos.

    Andronico apretado de la persuasion del hijo, y de sus privados, que
    continuamente con quejas y sentimientos lloraban la miseria de los
    Griegos en tanto deshonor suyo, mostró luego contra los Catalanes el
    efecto de su pláticas, respondiendo á Roger, y á Berenguer que le pedian
    dinero para la guerra, que no les queria pagar hasta que hubiesen pasado
    á la Asia, y diesen principio á la guerra; lenguaje nunca antes usado de
    Andronico, que hasta entonces fué más largo en hacerles merced, y darles
    dinero, que solícitos ellos en pedirle. La respuesta de Andronico llegó
    á los oidos de los de Galípoli, y fué tan grande el alboroto y motin que
    causó en todo el campo, que forzaron á los Capitanes á tomar las armas
    para acometer los lugares del Imperio, y apoderarse de algunas fuerzas y
    presidios. En tanto que Andronico dilataba el darles satisfacion,
    mostraron gran sentimiento de sus dos Capitanes Roger y Berenguer, por
    parecerles que con su peligro y sangre se querian engrandecer, y que por
    no disgustar al Emperador de quien esperaban sus mayores
    acrecentamientos, no le apretaban como debieran, para que se les diese á
    ellos pagas tan bien merecidas. Estas sospechas llegaron á tanto, que
    resolvieron de enviar Embajadores al Emperador, pidiendo que les
    pagasen, y que continuarian su servicio con mucha fidelidad, castigando
    los excesos de los que se atreviesen á ofender y maltratar los pueblos
    amigos. Esta embajada tan cortés, dice Pachimerio que fué por el miedo
    que tuvieron del ejército de Miguel Paleólogo, que se habia juntado para
    reprimir su atrevimiento y osadía. Recibida del Emperador esta embajada,
    luego le pareció imposible el satisfacer por las grandes pagas que le
    pedian, pero por no llegar á rompimiento, y á una guerra declarada, les
    remitió á Berenguer de Entenza, para que por su medio se quietasen con
    darles parte del dinero que le pedian. Contentarónse por entónces con el
    dinero que se les dió, y con él se fueron á Galípoli donde ya habia
    llegado Roger con su mujer, suegra y cuñado, que quisieron acompañarle,
    y tambien, á lo que yo sospecho, por tener Roger cerca de sí á Irene su
    suegra y hermana del Emperador, como en rehenes, por si acaso contra él
    se quisiese proceder como rebelde, cuando el alboroto y motin pasára más
    adelante.

    CAPITULO XXII.

    Págase la gente de guerra por órden de Andronico con moneda corta, de
    donde nacieron nuevos alborotos.

    Forzado Andronico, de la necesidad, con astucia y fraude Griega, mandó
    librar la moneda de plata que se dió á los Embajadores para hacer el
    pagamento, muy menoscabada, y falta en más del tercio de su antiguo
    valor, y quiso que la recibiesen los soldados como si fuera muy entera.
    Los capitanes poco advertidos del engaño, fácilmente se dejaron
    persuadir, y solicitados de los soldados que casi amotinados pedian sus
    pagas, tomaron el dinero, y le trajeron á Galípoli, donde se tomó
    muestra, y repartió con quejas y sentimientos; pero al fin con solo el
    nombre de que los pagaban, aunque conocieron la falta, se sosegaron.
    Diferentemente lo hicieron los Genoveses poco después, que concertados
    con el Emperador por cierta cantidad de dinero den envidiar su armada
    contra los Catalanes, pagándoles con esta misma moneda se la volvieron á
    enviar, y deshicieron la armada. Cuando los Aragoneses y Catalanes
    contentos con el dinero de las pagas quisieron pagar los huéspedes
    Griegos, y darles entera satisfacion, reusaron recibir la moneda al
    precio que se les daba, y como la comida y sustento necesario no sufre
    dilaciones, forzaban á los Griegos á que se las diesen, y recibiesen la
    moneda. Con esto se fueron alterando los Griegos, y los Catalanes á
    buscar la comida con las armas, con que todos los pueblos de aquella
    comarca quedaban desiertos. Andronico con infinitas quejas de los
    desórdenes y demasías de los soldados, se inclinó á seguir el parecer de
    su hijo, y poner remedio eficaz y violento á tantos daños. Pudiéranse
    atajar, si la diversidad de cabezas que habia en nuestro ejército,
    tuvieran entera autoridad con los súbditos, y ellos estuvieran unidos;
    porque siempre, que un Príncipe usa de trazas tan indignas de su
    obligacion, como fué dar á los Catalanes moneda tan falta por su antiguo
    precio, y no mandar con universal edicto que la recibiesen todos los
    súbditos de su Imperio al mismo precio, es dar ocasion cierta de venir á
    rompimiento el pueblo y la milicia. Tiénese por cierto que este medio
    fué trazado por entre ambos Emperadores Andronico y Miguel, para que los
    Catalanes maltratasen á los Griegos, y ellos ofendidos tomasen las armas
    para su venganza, con que les pareció que los Catalanes quedarian
    perdidos, y ellos libres de su obligacion. Salió bien la traza, porque
    los nuestros faltos de dinero, se entraban por las aldeas y pueblos
    grandes, y se hacian contribuir, y en hallando resistencia, con la
    acostumbrada licencia militar maltrataban de manos y de lengua á quien
    se les oponia. Nicephoro Autor Griego, como de la parte ofendida, cuenta
    largamente los excesos de aquella milicia, y muchos más Jorge
    Pachimerio, que dando lugar á su pasion, muerte con mayor malignidad;
    Pero Montaner niega que los Catalanes se mostrasen implacables y crueles
    con los Griegos; antes dice que les ayudaban y socorrian, porque con la
    furia de los Turcos, los fieles de las Provincias de la Asia, huyendo de
    tan cruel servidumbre, se recogian á Constantinopla, y perecian en los
    muladares de hambre y de miseria, sin que á los Griegos les moviese á
    lástima la desdicha de los que tenian por compañeros y amigos; y que los
    Catalanes con mucha liberalidad y largueza socorrian á muchos que
    padecían en este comun trabajo. El crédito que se debe dar á estos
    Historiadores el que leyese esta relacion puede facilmente ser juez,
    precediendo primero la noticia de sus caridades. Nicephoro y Pacimerio
    Griegos, y en muchas partes poco cuidadosos de escribir la verdad,
    ofendidos por comunes y particulares agravios de los nuestros, lejos de
    las ocasiones, Montaner español, testigo de vista de todos estos
    sucesos, y que la llaneza de su estilo, y del tiempo que escribió,
    parece que aseguran la verdad de los acontecimientos que refiere.

    El emperador Andronico temiendo que Roger descubiertamente no tomase las
    armas contra él, y siguiese la voluntad de los Catalanes, ofendidos del
    engaño que hubo en las monedad de sus pagas, quiso que el Príncipe
    Maruli general de los Romeos que militaban con Roger en el Oriente,
    fuese de su parte á traerle á Constantinopla, y le asegurase de su
    voluntad, que siempre habia sido de hacerle merced, y engrandecerle, y
    juntamente le ordenó que dijese á su hermana Irene que se viniese con
    él, por parecerle que tendría autoridad con el hierno para persuadirle
    lo que importase. Llegó con esta embajada Maruli á Galípoli, y Roger
    claramente le respondió que no pensaba salir de Galípoli sin hacerse más
    sospechoso á los suyos con asistir en Constantinopla. Irene tambien se
    escusó por la falte de salud, que no le daba lugar de ponerse en camino.
    Con esto Maruli volvió á Constantinopla, y desengañó al emperador, que
    si no pagaba el ejército por entero no habia de tratar de conciertos.
    Con todo este desengaño porfió segunda vez por medio de su hermana, á
    persuadirle que pasase al Oriente con algun socorro que le enviaria,
    porque Philadelphia estaba en mayor aprieto que el año antes, y que la
    necesidad que padecían no perdonaba aún á los muertos. Bien quisiera
    Roger obedecer al Emperador, pero los soldados estaban más irritados que
    nunca, y si Roger entónces mostrára gusto de dársele al Emperador
    peligrára su autoridad y vida.

    En este tiempo Berenguer de Entenza, viendo que todo estaba lleno de
    sospechas y miedos, y que los Griegos le miraban como Catalan, y los
    Catalanes entraban en desconfianza de su fé, porque estaba cabe el
    Emperador en lugar tan supremo, y que aquello no podia ser sino estando
    de su parte, aprobando lo mal que el Emperador lo hacia con ellos;
    finalmente estando ya las cosas de los Catalanes, y Andronico, en
    términos que no se podia estar neutral, ni ser medianero entre estas
    diferencia sin gran riesgo de perderlos á todos, Berenguer se resolvió
    de acudir á su primera obligacion, y preferir á su particular
    acrecentamiento el público honor y estimacion de la nacion, que estaba
    cerca de perderse. Pidió licencia á Andronico para volverse á Galípoli,
    y aunque el Emperador con ruegos y dádivas le procuró detener, no dejó
    de embarcarse en dos galeras que tenia al puerto de Blanquernas por la
    puerta del Emperador, y dice Pachimerio, que se embarcó con el semblante
    triste, y que mostraba el combate de pensamientos que llevaba. De la
    galera volvió á enviar al Emperador treinta vasos de oro y plata que le
    habia dado, y añade el mismo autor, que las insignias de la dignidad de
    Megaduque las arrojó en el mar, mostrando que desde entonces renunciaba
    la amistad del Imperio. Esta accion que en los Griegos se condena por
    muy infame y vil, fué la más digna de alabanza que este gran caballero
    hizo en el Oriente, porque ni las honras ni los cargos no le pudieron
    apartar de lo justo; ejemplo grande para los que quieren introducirse
    con daño del bien público, y reputacion de la patria, como á muchos
    acontece, que olvidados de lo que deben á su sangre y á su naturaleza,
    la dejan maltratar por pequeños intereses, que las más veces de las
    veces de ellos no les queda sino solo la infamia por premio de su
    ruindad.

    Estando ya para partirse Berenguer, el Emperador le envió á llamar
    muchas veces, sin que pudiese creer que Berenguer le dejaria.
    Ofreciéronle al Emperador ciertos hombres de Malvasia de acometer las
    dos galeras de Berenguer, y vengar la poca estimacion que hacia de su
    amistad, y juntamente cobrar ellos una galera, que tenian á partido en
    servicio de Berenguer, pero el Emperador no permitió que se ejecutase,
    porque pensó reducirle. Aquella noche Berenguer se hizo á la vela, y se
    vino á Galípoli, donde halló todas las cosas llenas de mil sospechas y
    recelos.

    CAPITULO XXIII.

    Da el Emperador Andronico en feudo á los Capitanes Catalanes y
    Aragoneses las Provincias del Asia.

    El Emperador deseaba dividir los Catalanes entre sí, para después
    poderles castigar más á su salvo. Volvió á persuadir á Roger lo que
    antes por medio de Canavurio familiar ministro de Irene su suegra, el
    cual después de ir y venir muchas veces de Constantinopla á Galípoli,
    concertó el mayor negocio para los Catalanes, que se pudo desear para su
    grandeza y aumento, si como se les ofreció se les cumpliera; pero la
    insolencia de los soldados, la envidia de los Griegos, la instancia del
    hijo trocó el amor y aficion que Andronico tenía á nuestras cosas en
    mortal aborrecimiento; y así se determinó entre el Emperador y su hijo
    dar aparente y honrosa satisfacion á los Catalanes, y ocultamente trazar
    su perdicion y ruina; aunque esto no lo dicen los Historiadores, dejase
    fácilmente entender por lo que después se hizo. Andronico por medio de
    este Canavurio, forzado del temor de las armas de los Catalanes, y del
    socorro que la fama habia publicado que venia de Sicilia, y que con tan
    largas pagas estaba el fisco y cámara imperial destruida, y que las
    rentas del Imperio no eran suficientes para los gastos ordinarios y
    forzosos, y que como á Príncipe le tocaba prevenir el remedio, y ellos
    como Capitanes obligados y amigos debian ayudarle á poner en ejecucion
    lo que á todos les importaba igualmente. Al fin se concertó entre el
    Emperador y Roger, después de largas y pesadas consultas, lo siguiente.
    Que desde luego diese Andronico las Provincias de la Asia en feudo á los
    Ricos hombres, y caballeros Catalanes y Aragoneses, con obligacion que
    siempre que fuesen llamados y requeridos por él, ó por sus sucesores,
    acudiesen á servirle á su costa, y que el Emperador no estuviese
    obligado á dar después de la conclusion de este trato sueldo á la gente
    de guerra, solo les habia de socorrer cada un año con treinta mil
    escudos, y con ciento veinte mil modios de trigo, dándoles el dinero de
    las pagas corridas hasta el dia de este concierto. Con este trato
    quedaron nuestras cosas, al parecer, en suma grandeza; porque los
    Catalanes se vieron señores de todas las Provincias de Asia, así por
    dárselas el Emperador en paga de sus servicios, como porque las ganaron
    con las armas, y libraron de la servidumbre de los Turcos: títulos que
    cualquiera de ellos era bastante á darles el derecho de señorío de todas
    ellas. Esta fué una de las cosas más señaladas de esta expedicion, y que
    más puede ilustrar la nacion Catalana y Aragonesa; pues cuando los
    Romanos, vencido Mithridates, ganaron el Asia, alcanzaron una de sus
    mayores glorias, y lo que el valor de tantos famosos Capitanes y
    ejércitos conquistó en muchos años, lo adquirieron los nuestros en menos
    de dos, y si con engaños y traiciones no les atajaran su fortuna,
    quedaron absolutos señores y Príncipes de la Asia, y quizá si se
    conserváran, detuvieran los Turcos en sus principios, y no les dieran
    lugar á dilatar ni engrandecer los límites inmensos del Imperio que hoy
    poseen.

    Estos conciertos se juraron delante de la imagen de la Virgen, costumbre
    antigua de aquel Imperio. En esta donacion concuerdan Pachimerio y
    Montaner, solo el Griego difiere en una circunstancia, porque dice, que
    Andronico exceptuó algunas ciudades, que no quiso que se incluyesen en
    la donacion.

    CAPITULO XXIV.

    La gente de guerra con mayor furia que antes se alborota, porque tiene
    alguna desconfianza de Roger.

    El Emperador Andronico para cumplimiento del juramento hecho, envió á
    Teodoro Chuno que llevase á Roger los conciertos firmados y sellados con
    sellos de oro, y treinta mil escudos, y las insignias de César, y que el
    trigo estaba ya recogido para entregarle á quien Roger ordenase.
    Caminaba la vuelta de Ripi Teodoro, y como cuerdo y practico junto á
    Ripi se detuvo, porque supo que las cosas de Galípoli, y de los
    catalanes se iban empeorando. Resolvió de no pasar adelante hasta saber
    de cierto el estado de las cosas, á más de que temia á Roger por estar
    ofendido de un hermano suyo que estaba en Cancilio, de donde muchas
    veces habia salido con gente armada en su daño. Así parece que por
    cierta providencia envió á Canavurio que fuese antes á la hermana del
    Emperador, para que primero á ella le diese aviso de lo que pasaba, y
    juntamente volviese á sagnificarle la disposicion y estado del nuevo
    motin, porque su persona y el dinero no lo queria aventurar sin más
    seguridad de la que tenía. Pasó adelante, caminando siempre muy
    despacio, para dar tiempo á Canavurio que se pudiese informar, y
    volverle á encontrar antes del peligro. Junto á Brachialio tuvo nuevas
    llenas de sospechas, porque tuvo aviso que Roger no recibiera las
    insignias de César por no hacerse más sospechoso á los suyos, de quien
    ya comenzaban á tener alguna desconfianza, por verle rico y honrado, y
    ellos defraudado de su sueldo. Temió Teodoro, y resolvió de asegurarse,
    retirándose al fuerte de Ripi donde estuvo algunos dias. Como vió que no
    se sosegaba la gente, temió que si los Catalanes entendieran que él
    estaba en Ripi con treinta mil escudos, no le acometiesen para quitarle
    el dinero; y así una noche con gran secreto con todos los recaudos que
    traía se fué á Constantinopla, y dió razon al Emperador de lo que le
    habia detenido, y forzado á volver atrás sin ejecutar su órden. Roger
    juzgó que convenia para su reputacion, y seguridad satisfacer al
    ejército de las sospechas viles de su fé, y así ordenó á las principales
    cabezas del ejército que se viniesen á Galípoli, dejando aseguradas las
    plazas que tenian á su cargo, Juntos todos les dijo, que los trabajos y
    peligros que habian padecido por el aumentó y bien de la nacion Catalana
    y Aragonesa, no merecían tan mala correspondencia como tener duda de su
    fidelidad: que él habia probado su intencion en la guerra de Sicilia,
    sirvieron al Rey, y gobernando siempre gente Catalana, y con ser
    aquellos tiempos tan sospechosos, nadie se atrevió á ofenderle: que en
    las guerras del Asia habia acudido á la obligacion que fué llamado, y
    que el Emperador aunque le habia hecho muchas honras, no las tenía él
    por iguales á sus servicios, y cuando lo fueran, que él no era hombre
    que por correponder á ellas olvidaría las obligaciones que tenía en
    primer lugar: que el Emperador le queria hacer César, y que él no queria
    más recibir honras sin que á ellos se les diese entera satisfacion, y
    que por solo venirles á socorrer y animar habia salido de
    Constantinopla, y dejado al Emperador que le queria detener y
    acrecentar; que él estaba resuelto de correr la fortuna que ellos, y que
    si el Emperador con su ejército les acometiere, procuraría por el
    juramento hecho ceder si pudiese á su rigor, pero que cuando conviniese,
    forzosamente habian de venir á las armas, y las suyas siempre se habian
    de emplear en la defensa comun contra los Griegos. Con esta plática
    Roger aseguró su crédito, y los Catalanes satisfechos de sus sospechas,
    y así con el reconocimiento que siempre, le dieron disculpa de los
    recelos mal fundados de algunos.

    En este mismo tiempo sucedió para mayor descrédito de nuestras armas,
    que los Turcos acometieron la Isla del Jio, que estaba á cargo de Roger
    y los suyos, y casi toda ella la tomaron, sino fueron algunos que se
    pudieron retirar á la fortaleza en cuarenta barcos que pudieron juntar,
    y estos tambien se perdieron lastimosamente rotos y deshechos de una
    furiosa tormenta junto á la Isla de Sciro. Con esta pérdida los ánimos
    de los unos y de los otros se fueron irritando. Los Griegos porque les
    pareció que los Catalanes, ya que les molestaban tanto con las
    ordinarias contribuciones, no fuesen bastantes para defenderles del
    rigor y sujecion de los infieles; los Catalanes tambien atribuyeron esta
    perdida á la dilacion de Andronico, en no cumplirles lo que tantas veces
    se les habia ofrecido, y que si se les pagara con tiempo, pudieran ellos
    acudir á su obligacion, y defender lo que estaba á su cargo; la falta de
    dinero les obligó á que con mayor desorden le fuesen á buscar por todos
    los lugares de Thracia.

    CAPITULO XXV.

    Concluyese el trato de pasar al Oriente, y Roger recibe las insignias de
    César, y dinero.

    A los oidos de los Emperadores Andronico y Miguel llegó lo que Roger
    públicamente dijo; y ofendidos gravemente, quisieron con el ejército que
    tenian junto en Andrinopoli acometer el de los Catalanes, pero Andronico
    á persuasion de Azan cuñado de Roger; á quien poco antes habia dado la
    dignidad de Panipersebastor, mandó á su hijo que no lo ejecutase,
    esperando siempre por medio de su sobrino reducir á Roger, á quien Azan
    escribió la justa indignacion del Emperador, y que la mayor disculpa que
    podria dar seria pasar el ejército en Asia, y comenzar la guerra.
    Respondió Roger á su cuñado, y al Emperador en la misma conformidad y
    escribió: que la necesidad le habia obligado á dar de palabra
    satisfacion á todo el ejército, porque si no lo hiciera, se acabáran de
    confirmar en sus sospechas, y que sin duda le matáran: que él siempre
    seria fiel y reconocido á las muchas honras y mercedes que de su mano
    habia recibido, y que si de lengua le habia ofendido fué, porque los
    Catalanes no le ofendieran con efecto, tomando por cabeza otro Capitan
    que libremente les dejara ejecutar su ímpetu; que se sirviese de
    socorrerles con algo, porque de otra manera no se atrevia á reducirlos,
    porque él apenas tenía mil hombres que le obedeciesen. Con esta carta el
    Emperador volvió á mandar á su hijo que no les ofendiese, pero que
    impidiese sus correrias.

    Azan que deseaba conservar á su cuñado Roger, persuadió al Emperador que
    le volviese á enviarlo que Teodoro Chuno poco antes le llevaba, y que
    con esto pasaria á la Asia, y así el Emperador le envió las insignias de
    César, y el dia de la resurrecion de Lázaro, fué vestido y aclamado por
    César, y se le dieron treinta y tres mil escudos, y cien mil modios de
    trigo, pero resueltamente le mandó el Emperador que despidiese toda la
    gente, solo se quedase con mil hombres. Roger mostró con aparente
    demostraciones que obedecia, pero con secreto disponia sus consejos para
    cualquier acontecimiento. Envió á Berenguer de Entenza parte de su gente
    que ya estaba declarado por rebelde y enemigo del Imperio; la otra envió
    á Cizico Metellin donde ya habia guarnicion de Catalanes. Recogió, á más
    del trigo que el Emperador le daba, otra mayor cantidad de la que los
    Catalanes recogieron de las contribuciones.

    CAPITULO XXVI.

    Partese Roger á verse con Miguel Paleólogo, contradicelo María su mujer,
    y los demás Capitanes.

    En este tiempo que los Catalanes andaban llenos de tantos temores y
    esperanzas, ya Andronico y Miguel trazaban de que manera podian hacer un
    castigo señalado en ellos, y castigar con sumo rigor su atrevimiento;
    que aunque esto claramente no lo dicen los Historiadores Griegos, el
    efecto lo publicó, y descubrió su alevosia. La desdichada suerte de
    Roger abrió el camino para que esto se ejecutase, con gran seguridad de
    los Griegos, y notable pérdida nuestra. Llegóse el tiempo de la partida
    de Grecia para proseguir la guerra, y Roger determinó de ir á verse con
    Miguel Paleólogo para darle razon de lo que se habia tratado con su
    padre en materia de la guerra, y pedirle dinero, como Nicephoro dice.
    Pero María mujer de Roger, y su madre y hermanos, que como ladrones de
    casa conocían bien la condicion de los suyos, sentian muy mal de esta
    ida, y María, como á quien más le importaba, advirtió á su marido en
    secreto que no se fuese, ni se pusiese voluntariamente en las manos de
    Miguel, y que no ofreciese la ocasion á quien con tanto cuidado la
    buscaba; que advirtiese cuán huérfana quedaba ella, cuán desamparados
    los suyos si faltase su gobierno; que no fiase tanto de su ánimo; que no
    diese crédito á sus palabras, nacidas no solo de su cuidado pero de
    ciertas y seguras señales que tenia de que Miguel Paleólogo procuraba su
    ruina. Todas estas razones acompañadas con lágrimas y ruegos dijo María
    á su marido Reger, porque como Griega, y persona tan íntima de la casa
    del Príncipe, aunque se recelaba de ella porque no descubriese sus
    trazas, como todo este recto llegaban á su noticia muchas, que como
    mujer cuerda y cuidadosa de la vida del marido pudo advertir, y
    descubrir algo de lo que se maquinaba contra él. Hizo poco caso Roger de
    sus consejos, y ella cuanto menos recelo descubria en el marido, tanto
    más crecia su cuidado, y procuraba intentar algunos medios para
    persuadirle; y el que debiera ser más eficaz, fué llamar á los capitanes
    más principales del ejército, y descubrióles sus justas sospechas, para
    que pidiesen á Roger que suspendiese su ida de Andrinopoli para visitar
    á Miguel Paleólogo. Al fin todos los Capitanes juntos á instancia de
    María, cuyas sospechas no les parecian vanas, fueron á Roger, y le
    pidieron que dejase, ó si quiera, difiriese la jornada hasta estar más
    asegurado y satisfecho del animo de Miguel. Respondióles resueltamente
    que por ningun temor que le pusiesen delante dejaria de hacer su viage,
    y cumplir con obligacion tan forzosa como visitar á Miguel, y quien
    debia el mismo respecto que al Emperador su padre; que si antes de
    partir de Grecia para la jornada de Asia no se le daba razon de todos
    sus consejos y determinaciones, era darle ocasion desavenirse con ellos,
    cosa de grande incoveniente para la conservacion de todos ellos, que los
    recelos de María su mujer nacian del amor y temor de perderle, y que
    pues eran sin otro fundamento no era justo que le detuviese.

    Llamado Roger de su fatal destino, ni advirtió su peligro, ni advertido
    lo temió. Muchas veces por mas avisos que un hombre tenga no puede
    escapar de la muerte y fines desastrados; aunque Dios nos advierte con
    señales manifiestos y claros, puede tener una loca confianza que nos
    quita el discurso para que no veamos los peligros donde está determinado
    nuestro fin y castigo. En este caso de Roger, ni su buen discurso, ni el
    conocimiento grande de la naturaleza de los Griegos, ni los avisos de su
    mujer, ni los ruegos de los suyos, pudieron detenerle para que
    voluntariamente no se entregáse á la muerte. Resuelto ya de partirse,
    María su mujer con todos los de su casa no quiso quedarse en Galípoli,
    porque como tenía por cierta nuestra perdicion, no le pareció
    aventurarse, pues la obligacion de asistir en Gailipoli faltaba con
    ausentarse su marido. Mandó Roger que Fernando Aones con cuatro galeras
    la llevase á Constantinopla, y él con trescientos caballos, y mil
    infantes, dejando en su lugar á Berenguer de Entenza. Caminó la vuelta
    de Andrinopoli; dicha por otro nombre Orestiade, Ciudad principal de
    Thracia, y Corte de muchos Emperadores y Reyes, y que entónces lo era de
    Miguel, Zurita quiera que Andrinopoli y Orestiade sean lugares diversos,
    porque no llegó á su noticia que esta Ciudad tenia entrambos nombres,
    Nicephoro la llamó Orestiade con el nombre mas antiguo, y Montaner
    Andrinopoli, que fué el mas moderno; y el que entónces le daban los
    Griegos, y el que hoy conserva con poca diferencia.

    Supo el Emperador Miguel á 22, de Abril como el César Roger venia,
    porque Azan su cuñado se lo hizo saber. Alteróse extrañamente Miguel de
    esta venida, y con un caballero de su casa le envió á preguntar, una
    jornada antes que llegase, si el Emperador su padre se lo habia mandado
    ó el movido de su sola voluntad. Respndió el César con palabras llenas
    de humildad que solo iba para darle obediencia, y mostrar la servitud
    que le debia, y juntamente para conferir con él el viaje que habia de
    hacer al Oriente. Con esta respuesta se sosegó Miguel, y mostró que
    gustaba de su venida. Envió luegó á recibirle con la benignidad y
    cortesía que convenia. Era Miércoles de la segunda semana de la Pascua
    que llaman de Santo Thomás. Vióse aquella misma noche con el Emperador,
    de quien fué recibido y acariciado con grandes demostraciones de amor.

    CAPITULO XXVII.

    Matan á Roger con gran crueldad los Alanos, estando comiendo con los
    Emperadores Miguel y María, y á todos los que fueron en su compañía.

    Con el buen acogimiento que Miguel hizo á Roger y á los suyos, creyeron
    que las sopechas de María fueron sin fundamento, y vivían tan sin
    cuidado ni recelo del daño que tan vecino tenian, que divivididos y sin
    armas discurrian por la Ciudad como entre amigos y confederados. Estaban
    dentro de ella los Alanos con George su General, cuyo hijo mataron en
    Asia los Catalanes. Estaban tambien los turcoples, parte debajo del
    gobierno del búlgaro Basila, la otra obedecia á Meleco. Los Romeos
    estaban debajo del gran Primicerio Casiano, y del Duque y gran Príncipe
    de Compañías llamado Etriarca. Todos estos tuvieron por sospechosa la
    venida de Roger, y que solo venia á reconocer las fuerzas de Miguel, con
    pretesto de darle la obediencia, y según ellas disponer sus consejos. El
    que mas alteraba y movia los ánimos contra Roger y los Catalanes, era
    George cabeza de los Alanos; que con deseo de tomar satisfaccion
    intentaba todos los medios que podia; finalmente, ó fuese por solo su
    motivo, ó con permision y órden del Emperador Miguel; el dia antes de
    partida de Roger, estando comiendo con el Emperador Miguel y la
    Emperatriz María, gozando de la honra que sus Príncipes le hacian,
    entraron en la pieza donde se comia George Alano, Meleco Turcople con
    muchos de los suyos Gregorio; el primero cerró con Roger, y después de
    muchas heridas con ayuda de los suyos le cortó la cabeza, y quedó el
    cuerpo despedazado entre las viandas y mesa del Príncipe, que se
    presumia habia de ser prenda segurísima de amistad, y no lugar donde se
    quitase la vida á un Capitan amigo, y de tantos y tan señalados
    servicios, huésped suyo, pariente suyo y como tal, honrado en su casa,
    en su mesa y en presencia de su mujer y suya. No se pudieron juntar, á
    mi parecer, mayores circunstancias para acrecentar la infamia de este
    caso, hecho por cierto indigno de lo que tiene nombre y obligaciones de
    Príncipe, que las mas principales son las que mas se apartan de parecer
    ingrato y cruel, aunque es verdad que los Príncipes raras veces se
    reconocen por obligados, y cuando se tienen por tales, aborrecen la
    persona de quien les tiene obligados, pero esto no llega á tanto que
    perdiendo de todo punto el miedo á la fama, descubiertamente le acaben y
    destruyan. Lo cierto es que comúnmente puede mas en un Príncipe un
    pequeño disgusto para castigar, que grandes y señalados servicios para
    perdonar, ó disimular algunas ofensas de poca, ó ninguna consideracion.
    ¿Pero qué maldad hay que no acometa un Príncipe injusto si se le antoja
    que importa para su conservacion? Porque el juicio y castigo de Dios á
    quien solo se sujetan y temen, le miran tan de lejos, que apenas le
    descubren no acordándose por cuan flacos medios vienen á ser castigados,
    pues la mano de un hombre resuelto suele quietar Reynos y vidas.

    Este desastrado fin tuvo Roger de Flor de edad de 37 años, hombre de
    gran valor, y de mayor fortuna, dichoso con sus enemigos, y desdichado
    con sus amigos, porque los unos le hicieron señalado y famoso Capitan, y
    los otros le quitaron la vida. Fué de semblante áspero, de corazon
    ardiente, y diligentísimo en ejecutar lo que determinaba, magnífico,
    liberal, y esto le hizo General, y cabeza de nuestra gente; pues con las
    dadivas grangeó amigos que le pusieron en este puesto, que fué uno de
    los mayores, fuera de ser Emperador, ó Rey, que hubo en aquellos
    tiempos. Dejó á su mujer preñada, y después parió un hijo que Montaner
    refiere que vivia en el tiempo que él comenzó su historia. Nicephoro
    solo dice, que junto al palacio del Emperador Miguel le mataron, sin
    decir por cuyo órden fué, ni quien lo hizo; pero Pachimerio concuerda
    con Mantaner en lo mas esencial, porque refiere, que salido el César
    fuera de la Cámara Imperial, después de haber comido con los
    Emperadores, le envistieron los Alanos de George, y que Roger viéndose
    acometido se retiro hácia donde estaba la Emperatriz Augusta, y cayó
    muerto junto á ella, atravesado de una estocada por las espaldas, y que
    cuando le llegó la nueva á Miguel, que estaba en otro cuarto de su
    palacio, del suceso de Roger, y que todo estaba alborotado por las
    muertes que los Alanos ejecutaban en los Catalanes descuidados, perdió
    casi el sentido, y preguntó si la Emperatriz habia recibido algun daño y
    si estaba segura; pero luego supo la ocasion de la muerte de Roger, y
    mandó que George viniese á su presencia, y le preguntó la ocasion que
    habia tenido para hacer la muerte de Roger, y que le respondió. Que
    porque el Imperio tuviese un enemigo menos. Así disculpa Pachimerio esta
    maldad; pero ya que Miguel expresamente no fué Autor de esta muerte,
    pero por lo menos la consintió, y dejó de castigarla, con que se hizo
    participante del delito.

    No se satisfacieron los Alanos con solo la muerte de Roger, porque al
    mismo tiempo acometieron todos los Catalanes y Aragoneses que estaban en
    su compañía, y con atroces muertes los despedazaron, y dice Pachimerio,
    que Miguel mandó á su tio Teodoro que detuviese á los Alanos y á las
    demas naciones, que encarnizadas con nuestras sangres salieron de
    Andrinopoli á degollar todos los que topasen de nuestra nacion, que
    habia muchos alojados por aquellas aldeas, y que esto lo hizo Miguel
    porque temió que los suyos no fuesen vencidos, y que su ímpetu no les
    perdiese. Con esto me parece que claramente se descubre el ánimo de
    Miguel, que fué sin duda de acabarles á todos. Toda la gente de acaballo
    que estaba junta acometieron á todos los Catalanes y Aragoneses dentro
    de la ciudad, y fuera de ella; pero algunos heridos y maltratados
    tomaron las armas, y perdieron la vida que les quedaba con igual daño
    del enemigo. Escaparon solo tres caballeros de esta lastimosa tragedia,
    puesto que Nicephoro dice, que escapó la mayor parte. El uno se llamaba
    Ramon Álquer, hijo de Gilabert Álquer natural de Castellon de Ampurias,
    los otros dos eran Guillén de Tous, y Berenguer de Roudor de Llobregat,
    los demás aunque no murieron luego, fueron entonces puestos en hierros,
    y después con mayor crueldad quemados, como después se referirá por
    relacion de Pachimerio. Estos tres caballeros defendiéndose
    valerosisamente ganaron una Iglesia, y apretándoles mucho en ella, se
    hubieron de retirar á una torre de ella, peleando con tanta
    desesperacion desde lo alto que no fué posible, por masque se procuró,
    matarles ni rendirles. Miguel después de haber ejecutado su crueldad,
    quiso ganar fama de piadoso y clemente, y así mandó que nadie les
    ofendiese, y dióles salvo conducto para volver á Galípoli. Nicephoro
    difiere algo de Montaner en este hecho, porque dice, que Roger fué con
    solos doscientos caballos á Andrinopoli, y no para solo verse con
    Miguel, y darle cuenta de lo que se habia determinado en materia de la
    guerra, como Montaner escribe, sino para pedirle dinero, y cuando lo
    rehusase hacérselo dar por fuerza. Estas son palabras de Nicephoro, y á
    lo que yo puedo entender dichas con poco acuerdo de lo que antes habia
    referido, que Miguel estaba en Andrinopoli con un poderoso ejército, y
    no parece que un Capitan tan prudente como Roger, á quien los mismos
    Griegos llaman, siempre que se ofrece ocasion, hombre de gran prudencia,
    hiciese tan gran desatino, como lo fuera ir con solos trescientos de á
    caballo á amenazar un Emperador, que se hallaba dentro de una Ciudad
    grande, y con un ejército poderoso.

    CAPITULO XXVIII.

    La gente de guerra toma descubiertamente las armas contra los Griegos, y
    en diferentes partes del Imperio se matan los Catalanes y Aragoneses.

    La gente de guerra que estaba con Berenguer de Entenza y Rocafort, les
    pareció tentar el último medio para que Andronico les pagase. Enviaron
    al Emperador tres embajadores, para que resueltamente le dijesen, que si
    dentro de quince dias no se les acudia con parte de lo mucho que se les
    debia, les era forzoso apartarse de su servicio, dar lugar á que sus
    armas alcanzasen lo que su razon y justicia nuca pudo. Recibió el
    Emperador estos tres Embajadores, que fueran Rodrigo Perez de Santa
    Cruz, Arnaldo de Moncortes, y Ferrer de Torrellas, y en presencia de la
    mayor parte de sus Consejeros y Ministros, y con mucha aspereza les
    dijo: que el Imperio de los Griegos no estaba tan acabado y destruido,
    que no pudiese juntar ejércitos poderosos para castigar su atrevimiento
    y rebeldía, y aunque eran muchos los servicios que le habian hécho en la
    guerra de Oriente, ya los habian borrado con sus excesos y demasías, y
    con la poca obediencia y respeto que tenian á su corona: que él haria lo
    que tocaba y fuese razon; en lo demas les aconsejaba, que no se
    precipitasen con desesperacion á lo que tan mal les estaba, y que no
    pidiesen con violencia lo que con la misma se les podia negar; que la
    fidelidad de que ellos tanto se preciaban se perdia, si las mercedes se
    pedian por fuerza á su Príncipe. Sin querer oir su respuesta, ni dar
    lugar á más satisfaccion, les mandó el Emperador, que con mas acuerdo se
    resolviesen y le hablasen. Después dentro de pocos dias llegó la nueva á
    Constantinopla de la muerte de Roger, y de algunas crueldades que los
    nuestros hicieron en Galípoli, y el pueblo se levantó contra los
    Catalanes, según dice Pachimerio; pero Montaner refiere, que en un mismo
    tiempo en todas las Ciudades del Imperio se degollaron los Catalanes por
    órden de Andronico, y Miguel. Puede ser que en esto Montaner ande algo
    apasionado, atribuyendo toda la culpa á los Emperadores; pero lo que yo
    tengo por cierto, que el pueblo irritado ejecutó esta maldad y ellos no
    la atajaron.

    En Constantinopla se levantó el pueblo, y acometió los cuarteles á do
    estaban los Catalanes, y como si fueran á caza de fieras les iban
    degollando y matando por la Ciudad. Después de haber degollado muchos,
    fueron á casa de Raul Paqueo, pariente de Andronico, y suegro de
    Fernando Aones el Almirante, y pidió el pueblo que luego se les
    entregasen los Catalanes que habia dentro; y porque esto no se hizo tan
    presto como ellos quisieron, pegaron fuego á la casa con que se abrasó
    todo cuanto habia dentro, y aquí tengo por cierto que los tres
    Embajadores y el Almirante perecieron. El Patriarca de Constantinopla
    salió á reprimir la multitud amotinada, y sin hacer efecto con mucho
    peligro se retiró. La mayor dificultad que se ofreció para no poder
    oprimir á los Catalanes todos á un tiempo, fué por estar Galípoli bien
    defendido, y los que estaban alojados en las aldeas con las armas en la
    mano, y mas adbertidos que los otros que estaban en diferentes partes.

    Miguel temiendo que los de Galípoli sabida la muerte de Roger no le
    acometiesen, mandó que el gran Primicerio fuese con todo lo grueso del
    ejército sobre Galípoli. Ejecutóse luego, y con la caballería mas ligera
    se enviaron algunos Capitanes, para que les acometiesen antes que
    pudiesen ser avisados. Cogieron á la mayor parte divididos por sus
    alojamientos, en sus lechos, y en sumo descanso; porque entre los que
    tenian por amigos les parecia inútil el cuidado de guardarse. Entró esta
    caballería por algunos casales, pasando por el rigor de la espada todos
    los Aragoneses y Catalanes que toparon. Las voces y gemidos de los que
    cruelmente se herian y mataban, avisaron á muchos que se pudieron poner
    en seguro, y la codicia de los vencedores, que ocupados en el robo
    dejaban de matar, tambien dió lugar á que muchos se escapasen. En
    Galípoli, aunque lejos, se sintió el ruido y voces confusas, con que los
    nuestros tomaron las armas, y quisieron salir á reconocer la campaña, y
    certificarse del daño que temian; pero Berenguer de Entenza y los demás
    Capitanes detuvieron el ímpetu de los soldados, que en todo caso querian
    que se les diese franca la salida; y como la obediencia de aquella gente
    no estaba en el punto que debiera, no se atrevió Berenguer á enviar
    algunas tropas á batir los caminos, y tomar lengua, porque temió que
    tras de ellas seguiria el resto de la gente, y quedaria Galípoli sin
    defensa, de cuya conservacion pendia la salud comun.

    Discurríase variamente entre los nuestros la causa de tanto alboroto en
    las campañas y caserias vecinas de Galípoli. Decian unos que los Griegos
    oprimidos de la gente militar se habrian conjurado, y tomado las armas
    para alcanzar su libertad; otros que atravesando aquel angosto espacio
    de mar los Turcos, acometian sin duda á nuestros cuarteles; pero en esta
    variedad de discursos jamás pudieron atinar la verdad de caso tan
    inhumano. Con la noche y confusion del caso algunos de los nuestros
    llegaron á Galípoli libres, y solo dieron noticia de que dentro de sus
    casas, en sus alojamientos, habian sido acometidos de gentes militar y
    armada.

    CAPITULO XXIX.

    Berenguer de Entenza, y los que estaban dentro de Galípoli, sabida la
    muerte de Roger, deguellan todos los vecinos de Galípoli, y el campo
    enemigo los sitia.

    Estando en esta turbacion tuvieron aviso cierto de la muerte de Roger, y
    de la universal matanza de los Catalanes y Aragoneses en Andrinopoli, y
    juntamente de la que en la comarca de Galípoli se ejecutaba por órden de
    Miguel. Fué tanta la rabia y corage de los Catalanes, que dice
    Nicephoro, y concuerda con él Pachimerio, aunque Montaner lo calla, que
    mataron á todos los vecinos de Galípoli, no perdonando á sexo ni edad, y
    Pachimerio encarece mas la inhumanidad del caso diciendo; que hasta los
    niños empalaban: fiereza y maldad abominable si fué verdad, aunque se
    puede dudar por ser Griega y enemigo este Autor. Pero si en algun exceso
    tiene lugar la disculpa fué en este, pues con el ímpetu de la cólera la
    ejecutaron contra los Griegos que tuvieron delante, en satisfacion de
    otra mayor crueldad hecha por ellos con mucho acuerdo y sin causa. Desde
    este punto todo fué crueldad rabia, y furor de entreambas partes, que
    parece que la guerra no se hacia entre hombres sino entre fieras. Pero
    sin duda que las crueldades de los Griegos excedieron sin comparacion á
    las que hicieron los Catalanes, porque nunca violaron el derecho de las
    gentes, ni ofendieron á sus enemigos de bajo de palabra, ni seguro;
    aunque en otras cosas los nuestros anduvieron muy sobrados, y no
    guardaron las leyes de una guerra justa; pero la ocasion de esto fué no
    quererlas guardar los Griegos, con que quedan bastantemente disculpados
    los Catalanes y Aragoneses en esta parte, pues forzosamente la guerra se
    hubo de hacer con igualdad. Juntáronse los Capitanes con harta confusion
    y sentimiento á tratar de su remedio. Estaban en un estado tan
    lastimoso, que aun los mismos enemigos se podian compadecer de su
    miseria. Perdidos todos sus servicios, con que algun tiempo pensaba
    alcanzar quietud y descanso; perdida la reputacion por el castigo,
    porque con él se habia dado ocasion para que todo el mundo les tuviese
    en poco, pues tras tantas victorias merecían tal premio; muertos gran
    parte de sus amigos, y su muerte á los ojos.

    Hallábase á la sazon Galípoli sin bastimentos, y sin fortificacion
    alguna, cuando los enemigos que allegaban al número de treinta mil
    infantes, y catorce mil caballos, entre las tres naciones de Turcoples,
    Alanos y Griegos se pusieron casi sobre sus murallas, amenazando á los
    nuestros un lastimoso fin; porque el Emperador Miguel junto las fuerzas
    que pudo de Thracia y Macedonia, á mas de la gente que ordinariamente
    llevaba sueldo del Imperio; y para dar mas calor se salió de
    Andrinopoli, y se fué á Panphilo, y de allí envió al gran Duque
    Eteriarca á Basila, y al gran Bausi Humberto Palor á Brachialo cerca de
    Galípoli, para apretar mas los cercados. La primera resolucion que se
    tomó fué fortificar el arrabal, porque el enemigo no le ocupase, y no
    llegase sin perder gente y tiempo, cubierto de las casas, á nuestros
    fosos y murallas, aunque en esto no dejaba de haber dificultad por ser
    grande el espacio de los arrabales, y desigual para su defensa el
    pequeño número de nuestra gente. Hecho esto, determinaron de enviar
    Embajadores al Emperador Andronico, que en nombre de toda nuestra nacion
    se apartasen de su servicio, y le retasen, para que ciento á ciento, ó
    diez á diez conforme el uso de aquellos tiempos combatiesen en
    satisfaccion de su agravio, y de la muerte afrentosa de Roger, y de los
    suyos, hecha tan alevosamente por Miguel su hijo, y por los demás
    Griegos. Enviáronse un caballero que Montaner llamado Síscar, y á Pedro
    Lopez Adalid, y dos Almugavares, y otros tantos marineros; que eran de
    todas las diferencias de milicia que habia en nuestro ejército; y esto
    fué antes que se supiese en Galípoli la muerte de los tres Embajadores
    primeros, que fueron por órden de Berenguer de Entenza. En tanto que se
    esperaba la última resolucion de Andronico por medio de estos
    Embajadores, el enemigo poderoso en la campaña apretó el sitio de
    Galípoli, y los nuestros con su valor acostumbrado, con salidas y
    escaramuzas ordinarias le fatigaban y detenian.

    CAPITULO XXX.

    Tienen los nuestros consejo, síguese el de Berenguer de Entenza, no por
    el mejor, pero por ser del mas poderoso.

    Había entre los capitanes de Galípoli diversas opiniones sobre el modo
    de hacer la guerra; y así convino que las principales cabezas se
    juntasen en consejo para resolverse. Berenguer de Entenza dijo: si el
    valor y esfuerzo de hombres que nacieron como nosotros, amigos y
    compañeros, en algun trabajo y desdicha pudiera faltar, pienso sin duda
    que fuera en la que hoy padecemos, por ser la mayor y mas cruel con que
    la variedad humana suele afligir los mortales, el ser perseguidos,
    maltratados, y muertos, por los que debiéramos ser amparados y
    defendidos. ¿De qué sirvieron las victorias, tanta sangre derramada,
    tantas Provincias adquiridas, si al tiempo que se esperaba justa
    recompensa debida á tantos servicios, con bárbara crueldad se ejecuta
    contra nosotros lo que vemos, y apenas damos crédito? Por mayor suerte
    juzgo la de nuestros compañeros que murieron sin sentir el agravio, que
    la nuestra que habemos de perecer con tan vivo sentimiento; porque dejar
    de tomar satisfacion de tantas ofensas, y retirarnos á la patria, fuera
    indigno de nuestro nombre, y de la fama que por largos años hemos
    conservado, ni los deudos ni amigos nos recibieran en la patria, ni ella
    nos conociera por hijos, si muertos nuestros compañeros alevosamente no
    se intentará la venganza, y se borrará con sangre enemiga nuestra
    afrenta. Las pocas fuerzas que nos quedan, avivadas con el agravio, al
    mayor poder se podian oponer, y mas favorecidas de la razon que tan
    claramente está de nuestra parte. Vuestro ánimo invencible en la
    dificultad cobra valor, y en el mayor peligro, mayor esfuerzo. El Asia
    quedó libre de la sujecion de los Turcos por nuestras armas, nuestra
    reputacion y fama tambien lo ha de quedar por ellas; y si Grecia se
    admira de tantas victorias, hoy sentirá el rigor de vuestras espadas que
    no supo conservar en su favor y defensa. Todos nos deben de tener por
    perdidos, ó por lo menos navegando la vuelta de Sicilia con los navios y
    galeras que nos quedan; pero su daño les desengañará, que ni el ánimo
    les acovardó, ni el agravio antes de su venganza permitió nuestra
    vuelta. Defender á Galípoli, es lo que ahora nos importa, por estar á la
    entrada del estrecho, de donde se puede impedir la navegacion y trato de
    estos mares, siempre que no corrieren por ellos armadas superiores á la
    nuestra, y así es forzoso buscar bastimentos y dinero para sustentarle.
    Los socorros tenemos lejos, tardos, y quizá dudosos, porque á nuestros
    Reyes ocupan otros cuidados mas vecinos. Todos los Príncipes y naciones
    que nos rodean son de enemigos, no hay que esperar otro socorro sino el
    que estos navios y galeras que nos quedan podran alcanzar de nuestros
    contrarios. Con esto haremos dos cosas importantes, buscar el sustento
    que nos va ya faltando, y divertir al enemigo del sitio que tanto nos
    aprieta, y puesto que la guerra se deba hacer como ya está determinado,
    es bien que sea en parte donde los enemigos no esten tan superiores, y
    se pueda mas fácilmente alcanzar alguna victoria, para que el crédito y
    reputacion de nuestras armas vulva á su debido lugar y estimacion. Las
    costas de estas Provincias vecinas viven sin recelo, pareciéndoles que
    nuestras fuerzas no son bastantes á defendernos en Galípoli, y en tanto
    que el sitio durare no dejaremos estas murallas. Este descuido parece
    que nos ofrece una ocasion cierta de hacerles mucho daño, si con
    nuestras galeras y navios acometemos estas islas y costas de su Imperio;
    y pues soy autor del consejo, lo seré de la ejecucion. A las últimas
    palabras de Berenguer de Entenza Rocafort se levantó con semblante y voz
    alterada, señales de su ánimo ocupado de la ira y venganza, dijo: El
    sentimiento y pasion con que me hallo por la muerte de Roger, y de
    nuestros Capitanes y amigos, no es mucho que turbe la voz y el
    semblante, pues enciende el ánimo para una honrada y justa satisfacion.
    Por el rigor de nuestro agravio, mas que por la razon; debiéramos hoy de
    tomar resolucion; porque en caos semejantes la presteza y poca
    consideracion suelen ser útiles, cuando de las consultas suelen
    dificultades. Retirarnos á la patria mengua y afrenta de nuestro nombre
    seria, hasta que nuestra venganza fuese tan señalada y atroz como lo fué
    la alevosia y traicion de los Griegos; y así en este punto siento con
    Berenguer de Entenza; pero en lo que toca al modo de hacer la guerra
    opuestamente debo contradecirle, porque paréceme yerro notable dividir
    nuestras fuerzas, que juntas son pequeñas y desiguales al poder del
    enemigo que nos sitia. Yo doy por cierto y constante que Berenguer robe,
    destruya, y abrase las costas vecinas como él ofrece; ¿pero quién nos
    asegura que al tiempo que él estuviere corriendo los mares, los pocos
    que quedaren en Galípoli no sean perdidos? ¿Y entonces Berenguer á donde
    podrá su armada, donde los despojos de su victoria? ¿No le queda puesto
    ni lugar seguro hasta Sicilia; pues yo por mas cierto tengo el perderse
    Galípoli si él sacáre la gente que está en su defensa para guarnecer la
    armada, que seguro de su victoria. Todos los Capitanes famosos ponen su
    mayor cuidado en socorrer una plaza que el enemigo tiene sitiada, y para
    esto aventuran no solo lo mejor y más entero de su campo, pero todas sus
    fuerzas? ¿Y Berenguer estando dentro se ha de salir? ¿Quién asegura al
    soldado que su ida ha de ser para volver? el miedo y el recelo comun no
    se pueda quitar, aunque sangre y hechos claros son seguras prendas para
    los que nacieron como él. Nuestra venganza ya no pide remedios tan
    cautos y dudosos, ni á nosostros nos conviene el dilatar la guerra por
    ser poca antes de ser menos; ejecutemos la ira. Aventurese en un trance
    y peligro nuestra vida; y así mi último parecer es, de que salgamos en
    campaña, y debemos la batalla á los que tenemos delante.

    Y aunque por la muchedumbre del ejército enemigo se puede tener la
    muerte por más cierto que la victoria, la causa justa que mueve nuestras
    armas, y el mismo valor que venció á los Turcos vencedores de los
    Griegos, tambien puede darnos comfianza de romper sus copiosos
    escuadrones, y abatir sus águilas como se abatieron sus lunas; y cuando
    en esta batalla estuviere determinado nuestro fin, será digno de nuestra
    gloria que el último término de la vida nos halle con la espada en la
    mano, y ocupados en la ruina y daños de tan pérfida gente. Prevalió este
    último parecer en los votos de los que se consultaban por ser el mas
    pronto, aunque de más peligro, y de mas gallardia; pero el poder de
    Berenguer de Entenza, mayor entonces que el de Rocafort, no dió lugar á
    que la ejecucion fuese la que determinó la mayor parte. Y Ramon Montaner
    y dice, que las razones y ruegos de muchos no le pudieron hacer mudar de
    parecer.

    En este medio tuvieron aviso, que el Infante Don Sancho de Aragon habia
    llegado con diez galeras del Rey de Sicilia á Metellin é iria al
    archipiélago, y de las mas vecinas á Galípoli. Berenguer de Entenza y
    los demás Capitanes enviaron luego á suplicarle viniese á Galípoli, á
    tomarles los homenages y juramento de fidelidad por el Rey de Sicilia.
    Encarecieron su peligro y el descrédito del nombre de Aragon si no los
    socorria; subditos que le habian hecho tan ilustre y tan grande. Don
    Sancho mostró luego con su presta resolucion el deseo de su bien y
    conservacion. Partió de Medellín con sus diez galeras y vino á Galípoli,
    donde fué recibido con universal aplauso, creyendo que les ayudaria para
    tomar entera satisfacion de sus agravios, sirviéndole con parte de los
    pocos bastimentos y dinero que tenian, y sin precisa obligacion de
    obedecerle, todos le reconocieron por cabeza.

    CAPITULO XXXI.

    Los embajadores de nuestro ejército á la vuelta de Constantinopla por
    órden del Emperador fueron presos y muertos cruelmente en la Ciudad de
    Rodesto.

    De nuestra nacion enviados los Embajadores á fin de romper los
    conciertos que tenian con el Emperador, y hecho esto desafiarle, con
    harto peligro llegaron á Constantinopla, y puesto, ante el Bailio de
    Venecia, y la potestad de Génova, y de los Consules de los Anconitanos,
    y Pisanos, Magistrados y cabezas de estas naciones que tenian trato y
    comunicacion en las Provincias del Imperio, dieron las manifiestas
    siguientes. Que habiendo entendido que por órden del Emperador
    Antronico, y su hijo Miguel en Andrinopoli, y en los demás lugares de su
    Imperio, se habian degollado todos los Aragoneses y Catalanes que se
    hallaron en ellos, tanto soldados como mercaderes, viviendo ellós debajo
    de su proteccion y amparo por cuya satisfacion los Catalanes y
    Aragoneses de Galípoli estaban resueltos de morir, y que estimaban en
    tanto su fé y palabra, que querian antes de romper la guerra, que
    constase, como ellos en nombre de todos los de su nacion se apartaban de
    los conciertos y alianzas hechas con el Emperador; y que así los
    públicos instrumentos de allí adelante fuesen inválidos y de ningun
    valor, y que le retaban de traidor, y ofrecían de defender lo dicho en
    campo, ciento á ciento, ó diez á diez, y que esperaban en Dios que sus
    espadas serian el instrumento con que su justicia castigaria caso tan
    feo; pues á más de violar la fé pública, matando los extrangeros, que
    pacíficos y descuidados trataban en sus tierras, habian dado cruel y
    afrentosa muerte á quien les habia librado de ella, defendido sus
    Provincias, abatido sus enemigos, y engrandecido su Imperio. Que la
    insolencia de los soldados no era bastante causa para que contra ellos
    se ejecutará tan inhumana resolucion. Castigáranse los soldados culpados
    á medida de sus delitos, sin que sus servicios les sirvieran de moderar
    la pena. Diéranles navios, y con que volver á la patria, que bastante
    castigo fuera enviarles sin premio; pero sin perdonar á sexo ni edad
    llevando por un parejo inocente y culpados, malos y buenos, habia sido
    suma crueldad. Dado el manífiesto; el Bailio de Venecia con los demas
    dieron razon al Emperador de esta Embajada, y queriendo tratar de algun
    acuerdo, no se pudo concluir, estando los ánimos tan ofendidos, y
    cualquier palabra y fé tan dudosa; y así se tuvo por conveniente para
    entreambas partes una guerra declarada que una paz mal segura; que
    adonde falta la fé, el nombre de paz es pretexto y materia de mayores
    traiciones. Respondió el Emperador, que lo sucedido contra los Catalanes
    y Aragoneses no habia sido hecho por su órden; y que así no trataba de
    dar satisfaccion, siendo verdad que poco antes mandó matar á Fernando
    Aones el Almirante, y á todos los Catalanes y Aragoneses que se hallaron
    en Constantinopla, que habian venido con cuatro galeras acompañando á
    María mujer del César, á su madre y hermanos, aun Montaner aprieta mas
    el hecho, pues dice que el propio dia se ejecutaron estas muertes.
    Pidieron los Embajadores, que se les diese seguridad para su vuelta á
    Galípoli; fuele luego concedido, dándoles un comisario, con trato se
    partieron á Rodesto, treinta millas lejos de Constantinopla, y por órden
    del comisario que les acompañaba fueron presos hasta veinte y siete con
    los criados y marineros, y en las carnecerías públicas del lugar les
    hicieron cuartos vivos. Esta maldad me parece que puede disculpar todas
    las crueldades que se hicieron en su satisfaccion, porque ninguna pudo
    llegar á ser mayor que violar con tan fiera demostracion el derecho
    universal de las gentes, defendido por leyes humanas y divinas, por
    inviolable costumbre de naciones políticas y bárbaras. Este desdichado
    fin tuvieron las finezas de un Capitan poco advertido. Dignas de
    alabanza son cuando hay seguridad en la fé y palabra del Príncipe
    enemigo, pero cuando está dudosa, por yerro tengo el aventurarse.
    Nuestro Rey el Emperador Cárlos V. pasó por Paris y se puso en las manos
    de su mayor émulo, fué su confianza tan alabada como la fé de Francisco;
    pero si la Reyna Leonor no avisara á Cárlos su hermano de lo que se
    platicaba, fuera la confianza juzgada por temeridad y la fé por engaño,
    con que claramente se muestra, que alabamos, ó vituperamos por los
    sucesos, no por la razon. Berenguer de Entenza hizo notable yerro en
    enviar Embajadores á Príncipe de cuya fé y palabra se podia dudar,
    porque quien con tanta alevosia y crueldad quitó la vida á Roger y á los
    suyos, de creer es que en todo lo demás no guardara fé, ni diera por
    legítimos Embajadores á los que venian de parte de los que él tenia por
    traidores; á más de que habiendo en los vecinos de Galípoli ejecutado
    tan gran crueldad, se habia de temer otra mayor siempre que la ocasion
    se la ofreciera.

    CAPITULO XXXII.

    Envianse Embajadores á Sicilia, y sale Berenguer con su armada, gana la
    Ciudad de Recrea y vence en tierra á Calo Juan hijo de Andronico.

    Luego que se supo en Galípoli la muerte de sus Embajadores, que no se
    puede con palabras encarecer lo que alteró los ánimos, y encendió los
    corazones á la venganza, el verse maltratar tan inhumanamente de los que
    debieran ser amparados y defendidos. Cargaba todos los dias sobre
    Galípoli gente de refresco, y apretaban á los de dentro, mas con el
    impedirles que no entrasen bastimentos por tierra, que con las armas.
    Berenguer de Entenza, y todos los Capitanes, con la resolucion que
    habian tomado de no salir de Grecia sin haberse vengado, prevenian
    socorros, y así les pareció que hiciesen dueño de sus armas al Rey Don
    Fadrique, y que le jurasen fidelidad para obligarle mas á su defensa.
    Este fué su principal motivo, aunque al Rey con razones de mayor
    consideracion, y de mayor utilidad le persuadian. Recibió el juramento
    de fidelidad en nombre del Rey Don Fadrique un caballero de su casa, que
    se llamaba Garcilopez de Lobera, soldado que seguia las banderas de
    Berenguer, y juntamente le eligieron por su Embajador al rey con Ramon
    Marquet, ciudadano de Barcelona, hijo de Ramon Marquet ilustre Capitan
    de mar, á lo que yo presumo, del gran Rey Don Pedro, y Ramon de Copons,
    para que fuesen testigos del juramento de fidelidad que habian prestado
    en manos de Garcilopez de Lobera, y le diesen larga relacion del estado
    en que se hallaban; que si en su memoria tenia sus servicios, se
    acordase de darles favor, pues en ellos no solamente interesaban ellos,
    pero su aumento y grandeza; que advirtiese la puerta que le abrian ellos
    para ocupar el Imperio de Oriente; y que se valiese de su venganza y
    desesperacion, pues ellos ya estaban aventurados. Partiéronse los tres
    Embajadores á Sicilia, con que la gente quedó con algunas esperanzas de
    que Don Fadrique les socorrería; porque siempre, aunque sean muy flacas,
    animan y alientan á los muy necesitados. El Infante Don Sancho á la
    partida de estos mensajeros ofreció, no sólo de seguir y acompañar á
    Berenguer en la jornada que tenia dispuesta, pero asistirles con sus
    diez galeras hasta que se supiese el ánimo y voluntad del Rey. Entenza
    en nombre de todos aceptó el ofrecimiento, y agradeció al Infante el
    haber tomado tan honrada resolucion, dígna de un hijo de la casa de
    Aragon. Con esto apresuró Berenguer su partida, y embarcó la gente, pero
    al tiempo que quiso salir, Don Sancho mudó de parecer, olvidado de la
    palabra que poco antes habia dado, y faltando á su mismo honor, y
    reputacion; cosa que causó en todos novedad, ver en tan poca distancia
    tomar tan diversas y encontradas resoluciones, sin haberse podido
    ofrecer por la cortedad del tiempo nuevos accidentes, que le pudieran
    obligar. Y si los pudiera haber de tal calidad que obligarán á romper
    palabras dadas con tanto fundamento y razon, no se puede averiguar, por
    lo que los antiguos no dejaron escrito la causa que pudo mover al
    Infante á tomar resolucion tan en descrédito suyo; pero por lo que
    respondió á Berenguer cuando le pidió que cumpliese su palabra, que fué
    decir solamente, que así cumplia el servicio de su hermano, se puede
    presumir que advirtió el Infante, que habia paces entre Andronico y Don
    Fadrique, y que sin expresa órden suya no habia de ocupar sus galeras en
    daño de un Príncipe amigo. Esto bien me parece que pudiera disculpara al
    Infante para no quedarse, cuando no lo hubiera ofrecido, pero empeñada
    su palabra, y viendo maltratar los mejores vasallos y súbditos del Rey
    su hermano, grande desconocimiento y mengua fué el no asistirles y
    ayudarles; porque ya Andronico, degollando á los Catalanes y Aragoneses
    que se hallaban en su Imperio, rompió las paces primero.

    Berenguer con sentimiento que debia, según él refiere en su relacion que
    envió al Rey Don Jaime II. de Aragon, dijo al tiempo que se partia,
    cuando sus ruegos y razones no le pudieron detener, que el Infante fué
    como le plugo y no como hijo de su padre. No perdieron los nuestros
    ánimo con la partida de Don Sancho, ni verse desamparados de la mayor
    fuerza les hizo mudar parecer. Berenguer de Entenza embarcó en cinco
    galeras, dos leños con remos, y diez y seis barcos, ochocientos
    infantes, cincuenta caballos, y salió de Galípoli la vuelta de la isla
    de Marmora llamada de los antiguos Propontide. Llegó á ella, echó su
    gente en tierra, y saqueó la mayor parte de sus pueblos, degollando sus
    moradores, sin perdonar edad ni sexo, destruyendo y abrasando los
    pudiera ser de algun provecho y comodidad; porque como fué esta empresa
    la primera que ejecutaron después de tantos agravios, mas se dió á la
    venganza que la codicia. Con la misma presteza y rigor volvió Berenguer
    á las costas de Thracia, y continuando los buenos sucesos, después de
    algunas presas de navios, acometió á Recrea, Ciudad grande y rica, y con
    poca pérdida de los suyos la entró á viva fuerza. Ejecutóse en los
    vencidos el rigor acostumbrado, y recogido á los navios y galeras lo mas
    lucido y rico de la presa, entregaron á la violencia del fuego los
    edificios; porque hasta las cosas insensibles y mudas quisieron que
    fuesen testigos y memoria de su venganza. Andronico tuvo aviso de la
    pérdida de Recrea, en tiempo que juzgaba á los pocos Catalanes huyendo
    la vuelta de Sicilia, y para atajar los daños que Berenguer hacia de
    toda aquella ribera de mar, que los Griegos llamaban de Natura, mandó á
    Calo Juan Déspota su hijo, que con cuatrocíentos á caballo, y la
    infantería que pudiese recoger se opusiese á Berenguer, y le impidiese
    el hechar gente en tierra. Junto á Puente Régia supo Berenguer que Calo
    Juan venia, y el número y calidad de sus fuerzas, y aunque en lo primero
    se juzgó por muy inferior, en lo segundo le pareció que aventajaba á su
    enemigo, y así resolvió de hechar su gente en tierra, y recibir á Calo
    Juan, que avisado tambiem por sus corredores, como Berenguer con su
    gente habian puesto el pié en tierra, apresuro el camino, temiendo que
    no se retirasen, porque nadie pudiera creer, que ricos y llenos de
    despojos quisieran los nuestros aventurarse sino forzados. Llegaron con
    igual ánimo á envestirse los escuadrones, y en breve espacio se mostró
    claramente, que el valor es el que da las victorias, y no la multitud,
    porque los nuestros quedaron vencedores siendo pocos, y los Griegos
    rotos y degollados, siendo muchos. Calo Juan escapó con la vida, y llegó
    á Constantinopla destrozado. Andronico hizo tomar las armas al pueblo,
    porque toda la gente de guerra estaba sobre Galípoli, y temió que
    Berenguer no le acometiese la Ciudad. Esta rota se dió el ultimo dia de
    Mayo del año 1304. Fueron tan prontas estas victorias, y alcanzadas en
    tan diversas partes, y tan á tiempo, que los Griegos juzgaron por
    mayores nuestras fuerzas, y que no era uno solo Berenguer el que les
    hacia daño, sino muchos.

    CAPITULO XXXIII.

    Prision de Berenguer de Entenza con notable pérdida de los suyos.

    Con tan dichoso principio como tuvieron nuestras armas contra los
    Griegos gobernadas por Berenguer de Entenza, pareció pasar adelante, y
    valerse de la fortuna y tiempo favorable, siendo el fin y remate de una
    victoria el principio de otra. Resolvieron los nuestros acometer los
    navios que estaban surgidos en los puertos y riberas de Constantinopla,
    y quemar sus atarazanas; empresas de mayor nombre que dificultad.
    Navegaron para ejecutar su determinacion por la playa entre Pactia y el
    cabo de Gano con buen tiempo; pero al amanecer, descubriendo velas de la
    parte de Galípoli, tomáronse pareceres sobre lo que se debia hacer,
    viéndose cortados para volver á Galípoli, y todos conformes se metieron
    en tierra, y puestas en ella las proas lo mas cerca que pudieron, las
    popas al mar, porque en aquellas que las proas no iban guarnecidas de
    artilleria, la mayor defensa era lo alto de las popas. Tomaron las
    armas, y bien apercibidos aguardaron lo que las diez y ocho galeras
    intentarian, que venian á dar sobre las nuestras. Estas diez y ocho
    galeras eran de Genoveses, que ordinariamente navegaban aquellos mares,
    porque su valor, ó codicia les llevaba por lo mas remoto de su Patria,
    como á los Catalanes de aquel tiempo. Reconocidos de una y otra parte
    los Genoveses fueron los primeros que les saludaron, con que los
    nuestros dejaron las armas, y como amigos y aliados se comunicaron y
    hablaron. Advirtieron luego los Genoveses por lo que oyeron platicar de
    los sucesos, que Berenguer habia tenido la mucha ganancia que les
    resultaria, y el gusto que darian al Emperador Andronico y á los
    Griegos, si prendiesen á Berenguer, y le tomasen sus galeras. Y juzgando
    por menor inconveniente romper su fé y palabra, que dejar de las manos
    tan importante y rica presa, enviaron á convidad á Berenguer de Entenza,
    dándole palabra de parte de la Señoria que no se les haria agravio, ni
    ultraje alguno, que viniese á honrar su Capitana, donde tratarian
    algunos negocios importantes á todos. Con esto Berenguer sin advertir en
    lo pasado, y en los daños en que su confianza le habia puesto, se fué á
    la Capitana, donde Eduardo de Oria con otros muchos caballeros le
    recibió y acarició. Comieron y cenaron juntos con mucho gusto y amistad,
    tanto que Berenguer se quedó á dormir en la Capitana, prosiguiendo hasta
    muy tarde algunas platicas en razon de su conservacion. A la mañana
    cuando quiso volverse á su galera, Eduardo de Oria le prendió y desarmó,
    y otros Genoveses hicieron lo mismo con los demas que le acompañaban y
    las diez y ocho galeras dieron sobre las nuestras desapercibidas y
    descuidadas. Ganáronse luego las cuatro con pérdida de 200 Genoveses;
    pero la galera de Berenguer de Víllamarin que tuvo algun poco de tiempo
    para ponerse en defensa, la hizo de manera, que con tener sobre sí diez
    y ocho proas, no la pudieron entrar hasta que todos los que la defendían
    fueron muertos; sin escaparse un hombre solo; tanta fué la obstinacion
    con que peleando murieron en el combate de esta sola galera 200
    Genoveses, y fueron mucho mas los heridos. Pachimerio dice, que los
    Genoveses aquella noche que llegaron á juntarse con las galeras
    Catalanas despacharon secretamente una de sus galeras á Pera, dándole
    aviso que estaban con los Catalanes, los cuales le decian que Andronico
    estaba indignado contra ellos, y que les queria castigar, y que les
    persuadian que juntos acometiesen á Constantinopla. Llegado el aviso á
    Pera, los Genoveses dieron razon al Emperador, y que é les ordenó que
    les acometiesen, ofreciendo de hacerles muchas mercedes, y así al otro
    dia ejecutaron lo referido. Este lastimoso fin tuvo la jornada de
    Berenguer mal determinada, bien ejecutada, digan de mayor fortuna, ¡pero
    qué difícilmente los consejos humanos pueden prevenir casos semejantes!.
    Dicurrióse en la determinacion de esta jornada entre los Capitanes de
    los peligros que pudieran sobrevenirle, y con ser tantos y tan variados
    los que se propusieron, fué este accidente ni imaginado, ni previsto;
    con que claramente se muestra, que los juicios de los hombres aunque
    fundados en razon no pueden prevenir los de Dios. Al Infante Don Sancho
    se debe culpar, porque fué la mas cercana causa de esta pérdida. Si como
    debiera acompañara á Berenguer, fueran las victorias que se alcanzaron
    mayores, los Genoveses no se atrevieran, y las fuerzas de Galípoli se
    aumentaran; con que la guerra se hiciera con mayores ventajas y
    reputacion. Berenguer con serviles prisiones fué llevado con algunos
    caballeros de su compañia á Pera; y porque temieron que Andronico no se
    les quitase para satisfacer en su persona los daños recibidos, le
    pasaron á la Ciudad de Trapisonda, puesta en la ribera del mar de Ponto,
    donde los Genoveses tenian factoria, y le tuvieron en ella hasta que las
    galeras volvieron. Los Genoveses hicieron una cosa bien hecha; porque
    luego que tomaron las galeras Catalanas se vinieron á Pera, sin querer
    entregar ningun prisionero á los Griegos, ni vender cosa de la presa,
    aunque el Emperador les acarició y honró.

    Con este buen suceso trató el Emperador con los mismos Genoveses, que
    emprendiesen de echar á los Catalanes que estaban en Galípoli, y ellos
    se lo ofrecieron que les diese seis mil escudos. Fué contento Andronico
    de darlos, y así se los envió; pero ellos como gente atenta á la
    ganancia pesaron el dinero, y hallándole falto se lo volvieron á enviar.
    Andronico replicó que les satisfaría el daño, y entonces ya no
    quisieron, porque informados mejor de lo que emprendian no les pareció
    igual paga. Supo el Emperador que traian á Berenguer preso, procuró con
    amenazas y ruegos que se le entregasen, y ultimamente ofreció por su
    persona veinte y cinco mil escudos. Todos se le negó, temiendo, á lo que
    yo sospecho, que el Rey de Aragon no hiciese gran sentimiento, si
    Berenguer tan grande y principal vasallo suyo padeciera afrentosa muerte
    en poder del Emperador Andronico, el cual tentó el medio mas eficaz que
    pudo, ofreciendo á ciertos patrones de estas galeras, para que con algun
    engaño se le entregase, ocho mil escudo, y diez y seis pares de ropas de
    brodecado; pero descubierto el trato, no quisieron que Andronico tentase
    alguna violencia, y así se partieron, dajando muy desbrido al Emperador.
    A la entrada del estrecho, Ramon Montaner de parte de los que quedaban
    en Galípoli llegó con una fragata á pedir á Eduardo de Oria le diesen la
    persona de Berenguer, y ofreció el dinero que pudieron recoger por su
    rescate, que fueron hasta cinco mil escudos; pero los Genoveses no
    quisieron, ó por parecerles poca la cantidad, á lo que tengo por mas
    cierto, ó por no irritar el ánimo de Andronico si ponian en libertad un
    enemigo suyo, en puesto que se tenia por sus mayores enemigos, de donde
    con mayor daño pudiese segunda vez destruir sus Provincias, y asolar sus
    Ciudades. Desesperado Montaner de alcanzar su libertad, dióle parte del
    dinero que trahia, y le ofreció que en nombre del ejército se enviarian
    Embajadores al Rey de Aragon, y al de Sicilia, para que se satisfaciese
    agravio tan notable, como prender debajo de seguro un Capitan de Rey
    amigo.

    CAPITULO XXXIV.

    Los pocos que quedaron en Galípoli dan barreno á todos los navios de su
    armada.

    Preso Berenguer de Entenza, y muertos los mejores caballeros y soldados
    que les siguieron, quedaron solo en Galípoli con Rocafort su Senescal,
    mil y dos cientos infantes, y doscientos caballos, y cuatro caballeros
    buenos soldados, Guillén Siscar, y Juan Perez de Caldés Catalanes, y
    Fernando Gori, y Ximeno de Albaro Aragoneses, y con ellos Ramon Montaner
    Capitan de Galípoli. Este tan poco número de gente defendió aquella
    plaza, y cuando supieron que Berenguer con su armada se habia perdido, y
    que el socorro, que esperaban habia de venir por su mano ya no tenia
    lugar, y aunque reconocieron el peligro cierto, no perdieron el animo,
    antes cobrando de la adversidad mayor esfuerzo, dieron ejemplo raro á
    los venideros de lo que se debe hacer en casos, donde el honor corre
    riesgo de que alguna mal advertida resolucion manche su limpieza,
    conservada largos años sin notas de infamia. Tuvieron consejo, y en él
    hubo diferentes pareceres. Hubo algunos que les pareció forzoso el
    desamparar á Galípoli, y que tratar de defenderla era desatino. Que se
    embarcasen en sus navios y fuesen la vuelta de la isla de Metellin,
    porque con facilidad la podrían ganar, y con la misma defenderla, de
    donde correrían aquellos mares con mas seguridad suya, y daño del
    enemigo, y que sus pocas fuerzas no daban lugar á mayor satisfacion. Fué
    tan mal recibido este consejo de los mas, que con palabras llenas de
    amenazas le contradijeron, y determinaron que Galípoli se defendiese, y
    que fuese tenido por infame y traidor el que lo rehusase. Estimaron en
    tanto su determinacion, que por quitarse el poder de mudarla, barrenaron
    los navios, con que perdieron la esperanza de la retirada por mar, que
    dándoles la que abriesen sus espadas en los escuadrones enemigos.
    Siguieron el ejemplo de Agatocles en Africa, y le dieron á Hernando
    Cortés en el nuevo mundo, entreambos celebrados en la memoria de los
    hombres por los mas ilustres que el valor humano pudo emprender.
    Agatocles Rey de Sicilia pasó con una armada á la Africa contra los
    Cartagineses. Hechada su gente en tierra, hechó á fondo sus navios, con
    que forzosamente hubo de vencer, ó morir; pero este tenia mas confianza
    y razon de vencer, porque llevaba consigo treinta mil hombres, y la
    guerra solamente contra Cartago. Los Catalanes se hallaron pocos, lejos
    de su patria, y la guerra contra todas las naciones del Oriente.
    Superior á la mayor alabanza fué la determinacion de Cortés; porque
    ¿quien pudo en ignotas Provincias, distando inmenso espacio de su
    patria, hechar á fondo sus navios, y escoger una muerte casi cierta por
    una victoria imposible, sino un varon á quien Dios con admirable
    providencia permitió que fuerse el que á su verdadero culto redujese la
    mayor parte de la tierra?. No quiero hacer juicio si éste, ó el de los
    Catalanes fué mayor hecho, porque pienso que son entreambos tan grandes,
    que fuera hacerles notable injuria, si para preferir alguno, buscaremos
    en el otro alguna parte menos ilustre, por donde le pudiéramos juzgar
    por inferior. Españoles fueron todos los que lo emprendieron, sea comun
    la gloria.

    CAPITULO XXXV.

    Salen los nuestros de Galípoli á pelear con los Griegos, y alcanzan de
    ellos señaladísima victoria.

    Después de barrenados los navios, contentos de verse fuera de peligro de
    perder la reputacion con la retirada, dispusieron su gobierno. Dieron á
    Rocafort doce Consejeros por cuyo parecer se gobernase. Esta eleccion se
    hacia por los votos de la mayor parte del ejército, y su poder en los
    consejos era igual al de Rocafort, y él ejecutaba lo que por parecer de
    los demás se rresolvia. Hicieron sello para sus despachos, y patentes,
    con la imagen de San George, y escritas en su orla estas letras: Sello
    de la Hueste de los Francos que reynan en Thracia y Macedonia.
    Prudentemente á mi juicio pusieron en lugar de Catalanes Francos, por
    ser nombre mas universal, y menos aborrecido, y quisieron mostrar que
    aquel ejército era compuesto de casi todas las naciones de Europa contra
    los Griegos, y que era causa comun de todos el socorrerles. Por grandeza
    de ánimo tengo no estrecharle los hombres al nombre de su patria, porque
    con este nombre no se extrañasen los Españoles de otras Provincias,
    Italianos, y Franceses sino dilatarle por todo el orbe de la tierra;
    patria comun de todos los vivientes.

    El enemigo se venia llegando á las murallas de Galípoli y estrechaba á
    los sitiados, y como en las ordinarias escaramuzas, aunque con mayor
    daño de los Griegos, se perdia gente de nuestra parte, resolvieron de
    salir á pelear con todas sus fuerzas, y aventurar en un trance de una
    batalla su vida, y libertad; consejo que le deben seguir los que no
    pueden largo tiempo conservar la guerra. No se hallaron en Galípoli para
    salir á pelear entre infantes y caballeros mil y quinientos, puesto que
    Nicephoro dice, que fueron tres mil; pero el autor escribió por relacion
    de los Griegos á quien el temor pudo engañar, y parecer doblado el
    número de los enemigos. Levantaron un estandarte antes de salir á pelear
    con la imagen de San Pedro pusieronle sobre la torre principal de
    Galípoli con grandes demostraciones de piedad, puestos de rodillas,
    después de haber hecho una breve oracion al santo, invocaron á la
    Virgen. Al tiempo que empezaron la Salve con devotas aunque confusas
    voces, estando el cielo sereno les cubrió una nuve, y llovió sobre
    ellos, hasta que acabaron, y luego de improviso se desvaneció. Quedaron
    admirados de tan gran prodigio, y sintieron en sus corazones grandes
    afectos de piedad y religion, con que les creció el ánimo, y tuvieron
    por cierta la victoria, pues con tan claras señales el cielo les
    favorecia. Reposaron aquella noche, no con poco cuidado de que fuese la
    última de su vida. Sábado por la mañana que fué el siguiente, á los 21
    de Junio salieron de sus murallas y reparos. El enemigo dejado por
    guarda de sus Reales que estaban en el siguiente, Brachilao dos millas
    de Galípoli parte de su ejército con ocho mil caballos y mayor número de
    infantes se adelantó á pelear. Los nuestro hecharon su caballería por el
    lado izquierdo de su infantería abrigándose por el derecho del terreno
    algo quebrado. Guillén Perez de Caldés, Caballero anciano de Cataluña,
    llevaba el estandarte del Rey de Aragon, Fernan Gori el de Don Fadrique
    Rey de Sicilia, que olvidados de sus Príncipes, jamás olvidaron su
    memoria. El de San George dieron á Gimeno de Albaro, y Rocafort
    encomendó el suyo á Guillén de Tous. Las centinelas que estaban en lo
    alto de las torres de Galípoli dieron la señal de acometer, porque
    descubrian mejor al enemigo que venia mejorándose por los collados.
    Cerraron de una y otra parte con gallardia y fué tanta la furia del
    primer encuentro, que afirma Montaner que los que quedaron dentro de
    Galípoli les parecio que todo el lugar venia al suelo, á semejanza de
    terremoto.

    No pudieron los Griegos contra soldados tan practicos y valientes,
    aunque con tanta desigualdad, salir con victoria. Dieron luego la vuelta
    hacia sus reales, donde pensaron rehacerse. Los que quedaron en su
    defensa, viendo su gente rota, salieron á detener al enemigo que con
    furia y rigor increible venia ejecutando su victoria. El nuevo socorro
    de gente descansada detuvo algo á los vencedores, porque era lo mejor
    del ejército; pero repetido el nombre de San George cerraron con igual
    ánimo, y segunda vez vencieron á los Griegos, ganándoles sus
    alojamientos. Volvieron las espaldas Umbertos Polo Basilia, y el grande
    Eteriarca. Siguióse el alcance veinte y cuatro millas hasta Monocastano,
    degollando siempre sin resistencia alguna porque la huida les hizo dejar
    las armas con que apretados pudieran defenderse de los nuestros, que
    esparcidos, cansados y pocos, les seguían; pero la vileza de los Griegos
    era tanta, que refiere un Autor que por las heridas en el rostro no
    osaban volverle, aunque con solo este riesgo se pudieran defender;
    ultima miseria á que puede llegar un hombre cuando teme las heridas mas
    que la infamia. La mayor parte de los Griegos vencidos murieron
    ahogados, porque seguidos de los Catalanes de quien no esperaban buena
    guerra sino afrenta, y muerte, se arrojaban en los barcos y leños de la
    ribera, cargando en ellos mas gente de la que pudieran llevar, con cuyo
    peso, con la priesa de los que entraban venian al fondo y se habrian,
    ayudando á esta pérdida los propios Catalanes, que metidos en el agua á
    cuchilladas, y asidos de los bordes de los barcos, les forzaban á
    echarse en el agua ó morir. Con la noche dejaron el alcance, y cerca de
    la media volvieron á Galípoli sin haber reconocido los despojos que el
    enemigo les dejaba, juzgando por mayor ganancia quitar vidas, y derramar
    sangre de los que con tanta impiedad quitaron las de sus compañeros y
    amigos. A la mañana salieron á recoger la presa, y fué de manera que
    tardaron ocho dias en retirarla dentro de Galípoli, vestidos de seda y
    oro, en aquel tiempo mas estimados por no ser tan comunes, en gran
    cantidad, armas lucidas, y joyas de mucho precio, tres mil caballos de
    servicio, y bastimentos en tanta abundancia, que en muchos dias no se
    pudiera temer en Galípoli falta de ellos. Murieron de los vencidos
    veinte mil infantes y seis mil caballos y de los nuestros un caballo, y
    dos infantes; no me atreviera á referirlo por parecerme caso imposible,
    si Autores de mucho crédito no refirieran semejantes acontecimientos.
    Paulo Orosio escritor antiguo y Christiano, cuenta de Agatocles, que
    degolló con dos mil hombres treinta mil Cartagineses con su General
    Annon, y él perdió solos dos hombres.

    CAPITULO XXXVI.

    Previenese Miguel Paleólogo para venir sobre Galípoli, los nuestros á
    pelear con el tres jornadas lejos, y entre los lugares de Apros, y
    Cipsela se da la batalla, sale de ella Miguel vencido, y herido.

    La buena dicha de nuestras armas puso en cuidado al Emperador Andronico,
    y á Miguel su hijo, porque nunca creyeron que gente tan poca se les
    pudiera dar, y forzarles á poner todas las fuerzas del Imperio para su
    ruina. Con el suceso de Galípoli, resolvieron los Emperadores de juntar
    sus gentes, y dar sobre los nuestros antes que pudiesen de Cataluña, ó
    de Sicilia llegar socorros. De estas prevenciones y aparatos de guerra
    fueron los nuestros avisados por una espía Griega, que Montaner envió
    con harto recelo de que volviese, porque otras de la misma nacion, que á
    diversas partes se enviaron, no volvieron. Catalanes no podian servir en
    esta ocupacion, porque siempre eran conocidos, aunque con traje, y
    lenguaje Griego se procuraban encubrir. Con este aviso se resolvieron
    todos de salir á buscar al enemigo la tierra adentro resolucion tan
    gallarda como cualquiera de las otras que tomaron. No pienso yo que
    tantas finezas ni bizarrías se puedan haber leído en otras historias, y
    así algunas veces temo que mi crédito y fe se ha de poner en duda; pero
    advertido el que esto leyere que Nicephoro Gregoras, y Pachimerio
    autores Griegos, y por serlo enemigos, y Montaner Catalan concuerdan en
    lo que parece más increíble, tendrá por verdad lo que escribimos.
    Montaner refiere que la principal causa que les movió á seguir este
    consejo fué verse ya ricos, y prósperos, y temer, que la sobrada aficion
    de sus riquezas, y el temor de perderlas, no les hiciera perder algo de
    su reputacion. Siguiendo los consejos mas cautos, y menos honrosos,
    dejaron en Galípoli de guarnicion donde quedaban su hacienda, mugeres y
    familia cien Almugavares, y partieron la vuelta de Andrinopoli, plaza de
    armas de aquel ejército que se juntaba contra ellos, con firme
    determinacion de pelear con Miguel, aunque fuese asistido del mayor
    poder de su Imperio. Caminaron tres dias por Thracia, destruyendo y
    talando la campaña; llegaron á poner una noche sus cuarteles á la falda
    de un monte poco áspero. Las centinelas que pusieron en los altos
    descubrieron de la otra parte grandes fuegos; enviaronse reconocedores,
    y poco después volvieron con dos Griegos prisioneros, de quien se supo
    la ocasion de los fuegos, que fué por estar Miguel acuartelado con seis
    mil caballos, y mayor número de infantes, entre Agros y Cipsela, dos
    Aldeas pequeñas aguardando lo restante del campo. Quisieron algunos que
    aquella misma noche se atravesase la montaña que les dividia, y diesen
    sobre los enemigos descuidados, y no me parece que aprobaron este
    consejo, no sé por que razon; puesto que forzosamente se habia de pelear
    con ellos, mas facil fuera con la obscuridad y confusion de la noche
    aventurarse, que aguardar la mañana cuando siendo tan pocos pudieran ser
    mejor reconocidos. Después de haberse todos confesado, y recibido el
    Sacramento de la Eucharastia, hicieron un solo escuadron de su
    infantería, y la caballería dividida igualmente en dos tropas á cada
    lado del escuadron la suya, y otro escuadron dejaron en la retaguarda
    para socorrer á donde la necesidad le llamase. Caminaron la vuelta del
    enemigo; al salir del sol se hallaron de la otra parte de la montañuela,
    de donde descubrieron al enemigo mas poderoso de lo que la espia les
    dijo, y fué, porque dos horas antes llegó la mayor parte de su ejército
    que le faltaba. Reconoció el enemigo su venida y como entre infantes y
    caballos no llegaban á tres mil los nuestros, juzgaron que venia á
    rendir las armas, y entregarse á la clemencia de Miguel; y esto lo
    tuvieron por tan cierto que ni querian tomar las armas ni salir de sus
    cuarteles. Pero Miguel que con tanto daño suyo conocia por experiencia
    el valor de sus enemigos, sacó su gente, y él se armó, y puso á caballo,
    ordenando los escuadrones en esta forma. La infantería repartida en
    cinco escuadrones á cargo de Teodoro tio de Miguel, General de toda la
    milicia, que habia venido del Oriente en el cuerno siniestro puso las
    tropas de caballería de los Alanos y Turcoples á cargo de Basila, en el
    cuerno derecho se puso la caballería mas escogida de Thracia y
    Macedonia, con los Valasco y los aventureros á órden del gran Etriarca;
    en la retaguarda quedó Miguel con los de su guarda, y parte de la
    nobleza que asistia á su defensa. Acompañábale el Despota su hermano, y
    Senacarib Ángelo, que este dia no quiso tener gente de guerra á su
    cargo, por hallarse ocupado en la defensa del Emperador, y tener cuidado
    de la seguridad de su persona. Reconoció Miguel sus escuadrones, y
    animados á la batalla, vinieron cerrando. Los nuestros divididos en
    cuatro escuadrones con gran ánimo y resolucion los primeros con quien se
    toparon fueron los Alanos Turcoples, que su caballería envistió el
    primer escuadron de Almugavares, que invencible quebrantó su furia,
    tanto, que dice Pachimerio, que luego se retiraron huyendo. Aunque
    Nicephoro dice, que los Masagetas y Turcoples cuando tocaron las
    trompetas para envestir, huyeron, porque tenian resuelto de no servir al
    Emperador, y los Turcoples tenian trato con los Catalanes. De cualquier
    manera que ello fuese, ó después de haber envestido, ó antes, huyeron, y
    la infantería descubierta por el siniestro lado de toda la caballería
    que le sustentaba, quedó, dice Nicephoro, como la nave sin arbol y sin
    velas en la mayor furia de la tempestad. Parte de nuestra caballería,
    que se habia juntado de Almugavares y marineros, habia desmontado y
    acometido á pie por aquella parte. La ocasion que tubieron para
    desmontar estas tropas, fué solo por hallarse inútiles en este genéro de
    servicio, y que si no dejáran los caballos no pudieran pelear. Los demás
    escuadrones de infantería, libres de la mayor parte de la caballería
    enemiga que les pudiera dañar, cerraron por la frente tan vivamente, que
    degolladas las primeras hileras donde estaban sus mas lucidos y
    valientes soldados, todo lo demas de la infantería se puso en huida
    aunque la caballería de Thracia y Macedonia, como la mejor y de mayor
    reputacion de aquellas Provincias, mantuvo por gran rato su puesto
    peleando con nuestra caballería, y defendió uno de sus escuadrones que
    no fuese roto, hasta que los Almugavares le abrieron por el otro
    costado, y por la frente, y entonces su caballería con mucha pérdida
    dejo el puesto, huyendo la vuelta de Cipsela. Miguel, como buen Príncipe
    y valiente soldado viendo sus escuadrones rotos, y caballería, parte
    retirada, y parte deshecha, y en quien tenia puesta la mayor esperanza
    de vencer, sacó su caballo la vuelta del enemigo, y luego repentinamente
    quedó el caballo sin freno, y se arrojo á vuelta de los enemigos,
    detenido de los que estaban en su guarda hubo de subir en otro caballo,
    y sin tener por mal agüero el haber perdido el freno su caballo, se
    metia por lo mas peligroso, y con gran presteza animaba unos y socorria
    á otros, cuando con amenazas, cuando con ruegos, llamando á sus
    Capitanes y Maestres de Campo por sus nombres, que volviesen las caras,
    que resistiesen, que no perdiesen aquel dia con tanta mengua la
    reputacion del Imperio Romano. Los soldados y Capitanes, perdido una vez
    el miedo á su fama, y puesto en ejecucion caso tan feo como desamparar
    la persona del Príncipe, tambien la perdieron á sus ruegos y quejas,
    porque cuanto mayor es la infamia de un hecho, tanto más dificil es el
    arrepentimiento. Entonces Miguel quiso con el ejemplo, ya que no pudo
    con las palabras, obligarles, y juzgando por grande afrenta no aventurar
    su vida por la de los suyos vuelto á los pocos que les seguían, les
    dijo: Ya llegó tiempo, compañeros y amigos, en que la muerte es mejor
    que la vida, y la vida mas cruel que la misma muerte. Muerase con
    reputacion, si se ha de vivir con infamia. Y levantando el rostro al
    cielo, pidiendole su ayuda, se arrojó con su caballo en medio de los
    nuestros. Siguieronle hasta ciento de los más fieles, y por un grande
    espacio puso la victoria en duda; tanto puede en semejantes ocasiones la
    persona del Príncipe que se aventura. Hirió á muchos y mató á dos. Un
    marinero catalan llamado Berenguer, que en la jornada de este dia se
    halló sobre un buen caballo, y con lucidas armas despojos de la victoria
    pasada, anduvo entre los enemigos tan bizarro, que Miguel por entrenabas
    causas le tuvo por algun señalado Capitan de nuestra nacion, y con deseo
    de mostrar su esfuerzo, se fué para él, y le dió una cuchillada en el
    brazo izquierdo. Resolvió sobre Miguel el marinero con tanta presteza,
    que sin darle tiempo de sacar su caballo, á golpes de maza le hizo
    saltar el escudo, y le hirió en el rostro, y al mismo tiempo le mataron
    á Miguel el caballo, y le tuvieron casi rendido, pero algunos de su
    guarda le socorrieron valientemente, y uno de ellos le dió su caballo
    con que se salvó. Quedando muerto por librar á su príncipe, Miguel
    perdida la mayor parte de su gente, y libre del peligro por su valor y
    por su dicha, se salió de la batalla, llevado más por la fuerza de los
    suyos, que por su voluntad. Intentó muchas veces volver á cobrar la
    reputacion pérdida, pero siempre fué detenido, y su coraje rebentó en
    lagrimas. Retiróse dentro del Castillo de Apros, con que la victoria se
    declaró por nosotros. No se siguió el alcance, porque entendieron
    siempre que á los Griegos les quedaban fuerzas enteras para volver
    segunda vez á pelear, y temieron alguna emboscada, según Pachimerio
    dice, y añade, que fué particular providencia de Dios el miedo que
    tuvieron los Catalanes de la emboscada, para detenerles que no
    ejecutasen la victoria, donde perecieran muchos más; y Miguel llegara á
    sus manos. Contentáronse con quedar señores del campo, y aguardar la
    mañana que les desengañaría de sus sospechas. Toda aquella noche se
    estuvo con las armas en la mano. Llegó la mañana, y reconocieron que su
    victoria habia sido con entero cumplimiento. Acometieron á Apros el
    mismo dia, que defendido solo de sus vecinos, fácilmente se entró. En
    este lugar se detuvieron ocho dias, para que los heridos se curasen y
    los demás descansasen del trabajo y fatiga de la batalla. Súpose luego
    como la gente que Miguel aguardaba, y según los espías refirieron ya se
    le habia juntado antes de la batalla, y que todo estaba vencido.
    Perecieron, según Montaner del enemigo diez mil caballos, y quince mil
    infantes; de los nuestros veinte y siete y nueve caballos. Retirado
    Miguel dentro de Apros, no se tuvo por seguro, y aquella misma noche se
    salió, y se fué á Pambhilo y de allí á Didimoto donde estaba su padre,
    de quien, cuenta Nicephoro que fué reprehendido gravemente, porque puso
    su persona tan atrevidamente en tanto riesgo, que lo que en un soldado,
    ó Capitan se debia de alabar, en un Emperador era digno de reprehension;
    palabras nacidas de la aficion de un padre, más que de lo que debiera
    aconsejar si no lo fuera, porque no sé yo que tenga el Príncipe mayor
    obligacion de aventurarse, que la que Miguel se aventuró, cuando ve sus
    escuadrones deshechos, su reputacion en peligro, su gente muerta y sus
    estados pérdidos. ¿Qué Príncipe de los celebrados en la memoria de las
    gentes dejó de poner su vida al mayor riesgo, cuando la importancia y la
    grandeza del caso és de tal calidad?.

  • Escenas Montañesas

    Escenas Montañesas

    Aproximadamente 90.406 palavras.

    OBRAS COMPLETAS

    DE

    D. JOSÉ M. DE PEREDA

    DE LA REAL ACADEMIA ESPAÑOLA

    TOMO V

    ESCENAS MONTAÑESAS

    MADRID

    1919

    ADVERTENCIA

    _Ha llegado el momento de realizar el propósito anunciado en la que se
    estampa en el tomo I de esta colección de mis_ OBRAS; _y le realizo
    incluyendo en el presente volumen los cuadros_ Un marino, Los bailes
    campestres _y_ El fin de una raza, _desglosados, con este objeto, del
    libro rotulado_ ESBOZOS Y RASGUÑOS, _en el cual aparecerán, en cambio y
    en su día_, Las visitas y ¡Cómo se miente!, _que hasta ahora han formado
    parte de las_ ESCENAS MONTAÑESAS. _Por lo que toca á_ La primera
    declaración _y_ Los pastorcillos, _si algún lector tiene el mal gusto de
    echar de menos estos capítulos en cualquiera de los dos libros, entienda
    que he resuelto darles eterna sepultura en el fondo de mis cartapacios,
    y ¡ojalá pudiera también borrarlos de la memoria de cuantos los han
    conocido en las anteriores ediciones de las_ ESCENAS!

    _Con este trastrueque, merced al cual ganan algo indudablemente ambas
    obras en unidad de pensamiento y en entonación de colorido, se hace
    indispensable la supresión del prólogo de mi insigne padrino literario,
    Trueba, el cual prólogo es un análisis de las_ ESCENAS, _cuadro por
    cuadro, y en el orden mismo en que se publicaron en la primera edición;
    y suprimido este prólogo, claro es que debe suprimirse también el mío,
    que le precede en la edición de Santander y no contiene otro interés
    para los lectores que el engarce de unos párrafos de Menéndez y Pelayo,
    en los cuales se ventila á la ligera una cuestión de arte que el mismo
    ilustre escritor trata con la extensión debida en el estudio que va al
    frente del tomo I de estas_ OBRAS.

    _Y con esto, y con añadir que todos los cuadros de este libro que no
    lleven su fecha al pie, ó alguna advertencia que indique lo contrario,
    son de la edición de 1864, queda advertido cuanto tenía que advertir al
    público en este lugar su muy atento y obligado amigo_,

    J.M. DE PEREDA.

    Septiembre de 1885.

    SANTANDER

    (ANTAÑO Y OGAÑO)

    I

    Las plantas del Norte se marchitan con el sol de los trópicos.

    La esclavizada raza de Mahoma se asfixia bajo el peso de la libertad
    europea.

    El sencillo aldeano de nuestros campos, tan risueño y expansivo entre
    los suyos, enmudece y se apena en medio del bullicio de la ciudad.

    Todo lo cual no nos priva de ensalzar las ventajas que tienen los
    _Cármenes_ de Granada sobre las estepas de Rusia, ni de empeñarnos en
    que usen tirillas y fraque las kabilas de Anghera, y en que dejen sus
    tardas yuntas por las veloces locomotoras nuestros patriarcales
    campesinos….

    Pero sí me autoriza un tanto para reirme de esas largas disertaciones
    encaminadas á demostrar que los nietos de Caín no supieron lo que era
    felicidad hasta que vinieron los fósforos al mundo, ó, mejor dicho, los
    fosforeros, ó como si dijéramos, los hombres de ogaño.

    Y me río muy descuidado de la desdeñosa compasión con que hoy se mira á
    los tiempos de nuestros padres, porque éstos, en los suyos, también se
    reían de los de nuestros abuelos, que, asimismo, se rieron de los de sus
    antepasados; del mismo modo que nuestros hijos se reirán mañana de
    nosotros; porque, como es público y notorio, las generaciones, desde
    Adán, se vienen riendo las unas de las otras.

    Quién hasta hoy se haya reído con más razón, es lo que aún no se ha
    podido averiguar y es probable que no se averigüe hasta que ría el
    último; pero que cada generación cree tener más derechos que ninguna
    otra para reirse de todas las demás, es evidente.

    He dicho que el hombre se ríe de cuanto le ha antecedido en el mundo; y
    he dicho mal: también se ríe de lo que le sigue mientras le quedan
    mandíbulas que batir.

    Resultado: que el hombre no halla bueno y tolerable sino aquello en que
    él toma parte, ó en que la toman los de su lechigada. Mientras es actor
    en los sucesos del siglo en que nace, todo va bien; pero desde el
    momento en que, gastado el eje de su vida, se constituye en mero
    espectador, nada es de su agrado.–Abrid la historia de las pasadas
    sociedades; leed al filósofo crítico más reverendo, y le veréis mientras
    se jacta de haber dado ensanche al patrimonio ruin de la inteligencia
    que heredó de sus mayores, lamentarse de los locos extravíos de la de
    sus hijos.

    Y cuando á los nuestros entreguemos mañana el imperio del mundo,
    palparemos más evidente esta verdad. Una vez apoderados ellos del cetro,
    veréis lo que tarda nuestra generación, entonces caduca é impotente, en
    llamarlos dementes y desatentados; casi tan poco como en que ellos nos
    miren con lástima, y, alumbrados por el sol de la electricidad, se rían
    á nuestras encanecidas barbas de los resoplidos del vapor de nuestras
    locomotoras.

    Y esto ¿qué significa?

    Que la humanidad siempre es la misma bajo los distintos disfraces con
    que se va presentando en cada siglo.

    Y si el lector al llegar aquí, y en uso de su derecho, me pregunta á qué
    conducen las anteriores perogrullescas reflexiones, le diré que ellas
    son lo único que saqué en limpio de mi última sesión con mi buen amigo
    don Pelegrín.

    Don Pelegrín Tarín es un señor fechado aún más allá de la última decena
    del siglo XVIII, uno de esos hombres cuyo conocimiento se hace en el
    café con motivo de una jugada á las damas, ó la duda de una fecha, ó el
    relato de un episodio de la guerra de la Independencia; un señor chapado
    y claveteado á la antigua, y en cuyo ropaje y fachada se puede estudiar
    la historia civil y política de su tiempo, del mismo modo que sobre un
    murallón cubierto de grietas y de musgo se estudia el carácter de la
    época en que se construyó … y no sé cuántas cosas más, según es fama.

    La verdad es, sin que importe el cómo, que don Pelegrín se hizo amigo
    mío, y que raro es el día en que no me echa un párrafo de historia
    antigua, apenas entro en el café, su morada habitual desde las tres de
    la tarde hasta las ocho de la noche, y me siento en mi rincón
    preferido… Y ahora recuerdo que la coincidencia de buscar los dos el
    ángulo más apartado, á la vez que el sofá más mullido del café, dió
    origen á nuestro conocimiento.

    Comenzó el buen señor por aburrirme muchas veces, hablándome de la
    guerra _del francés_, como él dice, y del Duque de Wellington. Hablábame
    también á cada paso de la política del Rey y de los puntales del Tesoro,
    del pingüe resultado de los _gremios_ … y qué sé yo de cuántas cosas
    más; y haciendo sus aplicaciones á las modernas doctrinas y al presente
    sistema administrativo, sacaba las consecuencias que le daba la gana,
    porque yo á todo atendía menos á contradecirle. Pero comenzó un día á
    hablarme del Santander de sus tiempos y de las costumbres de su
    juventud, y sin darme cuenta de lo que me sucedía, halléme con que me
    iba interesando el viejo don Pelegrín. ¿Y cómo no interesarme si es la
    mejor crónica del pueblo, la única tal vez que nos queda? Desde entonces
    estreché más mi trato con él, y di en agobiarle á preguntas. Pero el
    bendito señor, sea efecto de sus años ó de su carácter vehemente, tiene
    la costumbre de comentar todo lo que dice y de meterse á filosofar y á
    hacer digresiones sobre la cosa más trivial; de suerte que nunca pude
    obtener un cuadro exacto y bien detallado del Santander de antaño, tal
    como yo le quería para dársele á mis lectores, seguro de que me le
    agradecerían como una curiosidad. Lo más acabado que salió de su
    descriptivo-crítico ingenio, es lo que ustedes van á leer (si tanta
    honra quieren dispensarme).

    Malo ó bueno, ello es de la propiedad de don Pelegrín, y en él declino
    mi responsabilidad….

    II

    Después de un vago preámbulo, exclamó así el buen señor:

    –Mire usted, amigo mío: yo no estoy literalmente reñido con esa
    batahola infernal, con ese movimiento que forma hoy la base de la
    sociedad en que ustedes viven, no señor: comprendo perfectamente todo lo
    que vale y el caudal inmenso de ilustración que representa; pero esto no
    puede satisfacer las humildes ambiciones de un hombre de mis años.
    Desengáñese usted, yo no puedo menos de recordar con entusiasmo aquellas
    costumbres rancias, tan ridiculizadas por los modernos reformistas:
    ellas me nutrieron, entre ellas crecí y á ellas debo lo poco que valgo y
    el fundamento de esta familia que hoy me rodea, y, aunque montada á la
    moderna, respeta mis _manías_, como ustedes dicen, y me permite vivir
    cincuenta años más atrás que ella. No tengo inconveniente en decirlo:
    mis vigilias, mis anhelos, todos mis afanes materiales han sido y aun
    son para mis hijos; pero lo demás…. ¡Ah!; lo demás, incluso el traje,
    como usted está viendo, todo lo rindo en honor de aquellos felices
    tiempos de mi juventud.

    Dicho lo cual sin resollar y con visible emoción, don Pelegrín, como de
    costumbre, disertó sobre la sencillez de las costumbres de sus tiempos,
    afanándose por convencerme de que eran mucho más recomendables que las
    nuestras, con la cual intención, asegurándome que la historia de los
    hombres de entonces, socialmente considerados, era, _plus minusve_, una
    misma en cada categoría, trazóme de la suya lo que _ad pedem literae_
    voy á copiar:

    –Á los diez y siete años–dijo–había terminado yo la escuela; sabía
    las cuentas hasta la de _cuartos-reales_, y tenía una forma de letra
    que, como decía mi maestro, se escapaba del papel. Á los diez y ocho
    entré con los Padres Escolapios á estudiar latín; á los veintitrés era
    todo un filósofo apto para emprender cualquier carrera literaria.

    Mi señor padre (que Dios haya), fundándose en que ya había en la familia
    un fraile, un guardia y un empleado en las Covachuelas de Madrid, se
    empeñó en que yo fuese jurisconsulto, por lo cual había escrito á
    Salamanca, un año antes de terminar yo la filosofía, en demanda de
    hospedaje y de recua que me condujese, en retorno de una de sus
    expediciones semestrales de garbanzos, juntamente con los otros dos
    estudiantes que, según se murmuraba por el pueblo, debían marchar
    también con igual destino que yo…. ¡Me parece que fué ayer cuando, por
    primera vez en mi vida, salí á correr el mundo!…

    En el mesón del _Monje_, que estaba al principio de la calle de San
    Francisco, monté sobre un macho cargado de azúcar y campeche; después de
    haber recibido la bendición de mi señor padre que me contemplaba con
    sereno rostro, aunque con el alma acongojada por la idea de separarse de
    mí. También estaban allí los padres de mis dos compañeros de expedición,
    los amigos de todos ellos y los curiosos que nos habían visto confesar
    el día antes; medio pueblo, amigo mío, nos rodeaba en el mesón; medio
    pueblo que nos siguió hasta el Cristo de Becedo, que estaba en el lugar
    que después ocupó el Peso público, y últimamente esa gran casa que
    llaman también del Peso. Allí rezamos un _Credo_, postrados todos de
    hinojos; eché algunos cuartos en el cepillo del santuario, volví á
    montar sobre el macho, y con un «buen viaje» de todos y una mirada de mi
    señor padre que hizo brotar las lágrimas de mis ojos, partimos mis dos
    amigos y yo para Salamanca, adonde llegamos sanos y salvos, después de
    mil divertidos episodios, que tal vez le cuente en otra ocasión, á los
    diez y nueve días, ocho horas y catorce minutos.

    –¿Es posible–dije interrumpiendo á don Pelegrín–que sólo tres
    estudiantes salieran de Santander en un año?

    –Y era mucho salir–me contestó en tono enfático.–Repare usted que
    estaba carilla la carrera de letrado. Solamente el arriero costaba al
    pie de quince duros aunque era de su obligación mantenernos á su costa
    durante el viaje; y la estancia anual en Salamanca no nos bajaba á cada
    uno, con ropa limpia y derechos de Universidad, de mil quinientos á dos
    mil reales.

    –¡Cáspita!–exclamé yo muy serio, acordándome de lo que había gastado
    en los tres días del último carnaval de mi vida de estudiante.–¡Ahí era
    un grano de anís!… Pero no sabía yo, don Pelegrín, que fuese usted
    abogado.

    –Y no lo soy, ¡ca!…; porque verá usted lo que pasó. En las primeras
    vacaciones que me dieron, y en recompensa de la buena censura que obtuve
    del sinodal en el examen, me permitió mi señor padre que hiciese un
    viaje de recreo adonde más me acomodase y por todo el tiempo que me
    pareciese prudente. Entonces estaba muy de moda entre los jóvenes
    pudientes de aquí, irse á San Juan de Luz y á Bilbao, con motivo de unos
    célebres partidos de pelota que había á cada paso entre vascongados y
    bayoneses. Yo elegí el último punto por la comodidad con que entonces se
    hacía el viaje; pues había un _paquete_ quincenal entre aquel puerto y
    éste; un quechemarín que se ponía junto á la botica del doctor
    Cuesta…. ¿Se admira usted? Es que entonces ni existía la plaza de la
    Verdura, ni en su existencia se pensaba, porque llegaba la marea muy
    cerca del Arco de la Reina. Pues, señor, tomé pasaje en el quechemarín,
    cuyo capitán era conocido de mi padre; y en la confianza de que
    tardaríamos día y medio en llegar, como era costumbre del barco, según
    decían, y por eso se llamaba el _Rápido_, hicímonos á la mar. Pero dió
    en soplar un vientecillo del Nordeste apenas montamos el cabo Quejo, que
    nos echó sobre Llanes cuando pensábamos alcanzar á Portugalete. Allí se
    armó un zipizape del Noroeste con tal cerrazón y tales celliscas, que al
    cuarto día amanecimos mar adentro y sin ver una pizca de tierra. El
    capitán, según entonces nos confesó, nunca había navegado más que por la
    costa de Vizcaya, ni conocía la altura en que nos hallábamos, ni, lo que
    era peor, el modo de averiguarlo: así fué que, encomendándonos á Dios,
    pusimos la popa al viento, trincamos el timón, y á los siete días de
    tormenta nos colamos de noche en un boquete que al capitán se le antojó
    Santoña; mas al preguntar, cuando amaneció, al patrón de un patache que
    teníamos al costado, en dónde nos hallábamos, supimos que en Castropol.
    Para abreviar, amigo mío: á los diez y siete días de nuestra salida de
    Santander volvimos á fondear en las Atarazanas, después de habernos
    equivocado en todos los puertos de la costa, y sin poder tropezar con el
    que íbamos buscando. Á mi familia, que en todo ese tiempo no tuvo
    noticias mías, figúrese usted que entrañas se le habrían puesto: por lo
    que hace á mi padre, juró que en su vida me volvería á separar de su
    lado, y así sucedió.–Ahora comprenderá usted por qué abandoné la
    carrera.

    Veinticinco años había cumplido cuando entré en una de las pocas casas
    de comercio que había en Santander, con ánimo de instruirme en el ramo
    para poder bandearme después por mi cuenta. ¡Qué vida aquélla, cuan
    diferente de la de ustedes … y qué placentera, sin embargo! Y eso que
    no teníamos bailes de campo en el verano, ni fondas en el Sardinero, ni
    trenes de recreo, como ahora. No hablemos de los días de labor, porque
    en éstos se daba por muy contento el que de nosotros sacaba permiso para
    ayudar una misa en Consolación ó para cantar un responso con los Padres
    de San Francisco; pero llegaba el domingo, ¡válgame Dios!, y ya no nos
    cabía en el pueblo tan pronto como se acababa el Rosario de la Orden
    Tercera, durante el que (Dios me lo perdone) nunca faltaba un ratoncito
    que soltar entre los devotos, ó alguna divisa que poner en la coleta de
    algún currutaco. ¿Ve usted esas casas primeras de la Cuesta del
    Hospital? Pues en su lugar había un prado que cogía parte de la plaza de
    San Francisco. Allí jugábamos al _jito_, y á la _catona_, hasta sudar
    la gota de medio adarme; también jugábamos á las _guerrillas_ y al
    _rodrigón_, juegos muy en uso entonces que los había traído un salmista
    de Cervatos, emigrado por cierto pique que tuvo con un prebendado de
    aquella Colegial. Otras veces nos íbamos á echar cometas al Molino de
    Viento, ó á chichonar grilleras á los prados de Viñas, según las
    estaciones del año, ó á saltar las huertas de San José, que á todo
    hacíamos, como jóvenes que éramos…. Yo, sobre todo, con este genio tan
    francote y acomodado que Dios me dió, gozaba con todo mi corazón. Tenía
    dos amigos en la calle de San Francisco que parecían nacidos para mí. El
    uno tocaba el pífano y el otro el rabel, entrambos de afición; pero ¡qué
    tocar!… Yo también era aficionadillo á la música, y punteaba en la
    guitarra un baile estirio y dos minuetes. Pues, señor, nos poníamos los
    tres al anochecer de los domingos del verano, después de nuestra partida
    de _jito_, á la puerta del balcón, y dale que le das á los instrumentos,
    llegábamos á reunir en la calle una romería. Personas de todas edades y
    condiciones, cuanta gente volvía de pasear ó de la novena, se plantaba
    al pie del balcón hasta que nosotros nos retirábamos…. Y vea usted,
    qué demonio: en cuanto llegó á hacerse de moda en aquella calle la
    reunión del pueblo, nos prohibió tocar el señor Corregidor. Yo no sé
    qué se corría entonces por la ciudad sobre francmasonería. La guerra del
    francés había dejado á las gentes muy recelosas y asombradizas, y la
    nota de _afrancesado_ todavía quitaba el sueño á más de cuatro
    españoles. Lo cierto es que por entonces comenzaron á gastar los
    elegantes el _pequé_ sobre el _sortut_, y las madamitas la _escofieta_
    con sus _airones_ de á media vara; también se introdujeron en la mesa la
    sopa á la _ubada_, el principio de _pulpitón_ y el postre de _compota_,
    que de allí data el que ustedes usan…; en fin, que las señas eran
    fatales; que se temía una logia á cada vuelta de esquina, y que creímos
    muy natural la prohibición del señor Corregidor, que temblaba, como él
    nos dijo, toda reunión que pasara de tres individuos.

    III

    –Pues, señor, volviendo al asunto, y en la imposibilidad de referir
    punto por punto toda la historia de mi juventud, porque no acabaríamos
    hoy, le diré á usted que á los cinco años de mi práctica de comerciante,
    habiendo conocido perfectamente el manejo de los negocios y á una joven
    vecina de mi principal, monté de cuenta propia un establecimiento de
    géneros de refino, y me casé el día mismo en que cumplía treinta y un
    años; cosa que me costó mis trabajillos, porque los once meses de
    Salamanca me habían procurado una reputación de calavera de todos los
    demonios.–Casado ya, mi vida tomó un giro enteramente diverso del de
    hasta entonces. Desde luego fuí nombrado síndico del gremio de
    zapateros, procurador municipal de dos pueblos agregados á este
    ayuntamiento, vocal perpetuo de una junta de parroquia, tesorero de la
    Milicia Cristiana y asesor jurado de una comisión calificadora para los
    delitos de sospecha de traición á la causa del Rey. Con todos estos
    cargos me puse en roce con las personas más importantes de la ciudad y
    me dieron entrada en _palacio_, que era todo mi anhelo ya mucho tiempo
    hacía, porque Su Ilustrísima era hombre de gran eco entre las gentonas
    de Madrid, y lo que por su conducto se averiguaba en Santander, no había
    que preguntar si era el Evangelio. Tenía Su Ilustrísima tertulia diaria
    de ocho á nueve de la noche, y la formábamos un médico muy famoso por
    sus chistes, que hablaba latín _como agua_; el P. Prior de San
    Francisco, hombre sentencioso y de gran consejo; un abogado del Rey,
    caballero de Carlos III; mi humildísima persona, y un Intendente de
    rentas, hombre de bien, si los había, temeroso de Dios como ninguno,
    servicial y placentero que no había más que pedir…. Por cierto que
    murió años después en Cádiz, de una disentería cuando el sitio del
    francés. Éstas eran las personas constantes alrededor de Su Ilustrísima;
    además había otras muchas que alternaban cuando les parecía oportuno.
    –Para que usted se forme una idea del carácter del bendito señor
    Intendente, voy á referirle un suceso digno, por otra parte, de que se
    imprimiese en letras de oro.

    Presentóse una noche en la tertulia algo más tarde de lo acostumbrado y
    con aire de hondo disgusto en su fisonomía. Tratamos de averiguar la
    causa, y después de mil ruegos, hasta del señor Obispo que le quería
    mucho, pudimos arrancarle estas palabras:–«Señores, tenemos comediantes
    en la ciudad»; palabras que hicieron en la tertulia una impresión
    desagradabilísima, porque faltaban diez y siete días para la cuaresma, y
    el pueblo, con la guerra y con las ideas locas que se iban apoderando de
    la gente, más que comedias necesitaba sermones. Pues, señor, tratóse
    seriamente sobre el particular, y se autorizó al fin al Intendente para
    que él lo arreglara á su antojo. Y, efectivamente, al otro día se
    presentó al director de la compañía, que ya había arrendado una bodega
    en la calle de las Naranjas, diciéndole que era preciso que á todo
    trance saliese de Santander.–El pobre hombre se quedó hecho una
    estatua al oir la proposición.–«Señor, le dijo, mire V.S. que vengo
    desde más allá de Becerrilejo; que traigo ocho de familia y cuatro
    caballerías para ellos y para los equipajes; que he pagado adelantado el
    alquiler de la bodega, y he gastado mucho en colocar la tramoya que V.S.
    está viendo. Si me marcho sin dar media docena de funciones, me pierdo
    para toda la vida.–¿Cuánto pueden valerle á usted las seis funciones?,
    le preguntó el Intendente.–Yo cuento, señor, con que no baje de
    quinientos reales después de pagar la bodega, las luces y los dos
    tamborileros que han de tocar durante los intermedios.–Pues ahí van
    mil, contestó el bendito señor, dándole un cartucho de monedas que ya
    llevaba preparado al efecto; pero es preciso que ahora mismo desaloje
    usted el local, y sin perder un solo minuto salga con su gente de
    Santander.» El comediante vió el cielo abierto, hizo lo que deseaba el
    Intendente, y, sin salir éste de la bodega, se desarmó la tramoya, se
    cargaron las caballerías, montaron los comediantes … y nadie volvió á
    acordarse de ellos. ¿Pero usted cree que cuando el Intendente, lleno de
    júbilo, entró por la noche en la tertulia, hallábamos medio de hacerle
    tomar la parte que nos correspondía de los mil reales? ¡Que si quieres!
    Fué preciso que Su Ilustrísima se lo suplicara con mucho empeño.–«He
    hecho una obra buena, decía; ¿qué mejor aplicación he podido dar á esa
    parte del caudal que el Señor me ha confiado?…» Le digo á usted que
    era todo un bendito de Dios el señor Intendente.

    Reíme de veras con el sucedido de los comediantes.

    –¿Es posible–dije á don Pelegrín–que tal idea se tuviese entre
    ustedes del teatro?; ¿que así le tomasen como foco de desmoralización?

    –¿Y qué le diré yo á usted?–me contestó:–entre nosotros no faltaba
    quien dijera, como ustedes hoy, que era, más que escuela de vicios,
    cátedra de moralidad; pero, sin embargo, yo opinaba mejor (y cuidado que
    no soy fanático) con el padre Prior que decía, cuando de ello le
    hablaban: «Podrán los devotos del teatro asistir á él como á una cátedra
    de virtudes; pero lo cierto es que en ninguna parte se predica más moral
    y más clara que en el púlpito, y si se pusiera la entrada á dos cuartos,
    tal vez ni los monaguillos nos escucharan.» De todos modos, el pueblo no
    echaba en falta esos pasatiempos: ¿á qué empeñarnos en dárselos cuando,
    por lo menos, le habían de crear una nueva necesidad?

    –Según ese sistema–repuse,–aún estaríamos como el indio Caupolicán.
    Sepa usted, don Pelegrín, que es un deber para el nombre adoptar todo
    aquello que puede dar ensanche á su inteligencia. Los progresos
    materiales….

    –Ya pareció el peine–me interrumpió con cierto despecho;–¡como si
    hasta que ustedes vinieron al mundo no supiera el hombre lo que era
    dignidad!

    –No se ofenda usted, don Pelegrín, y óigame con calma. En todos tiempos
    y en todas épocas ha habido hombres ilustres: no hago al talento ni á la
    dignidad patrimonio de nuestros días; pero ¿á que en los suyos echaban
    esos mismos hombres muchas cosas de menos?; ¿á que hallaban un vacío en
    la sociedad, como si adivinaran algo de la gran revolución que muy
    pronto iba á operarse en las costumbres? Usted mismo….

    –¡Qué vacío ni qué calabaza!–exclamó mi viejo amigo, verdaderamente
    sulfurado, y con unos ademanes que no me dejaban duda de que había
    cometido una torpeza en tocarle este resorte, precisamente cuando
    necesitaba é iba yo á saber grandes cosas de la tertulia de Su
    Ilustrísima.–Lástima–continuó–me causan ustedes cuando les oigo
    hablar de esa manera. Ustedes, ustedes son, por el contrario, los que
    desean siempre _algo_, y este algo es precisamente lo que nosotros
    teníamos de sobra: la paz del espíritu. Ustedes tienen la sensibilidad
    encallecida, expuesta al roce de todos los sucesos del siglo en su
    atropellada marcha; el alma rendida de vagar por un espacio enmarañado y
    de atmósfera pestilente, y las ideas revolviéndose en una órbita
    insegura y desequilibrada, que no les permite encariñarse con un objeto
    sin que otro nuevo venga á borrar su huella.

    Nosotros, merced á lo que hoy se llama ignorancia, teníamos las
    afecciones más limitadas, y con la sensibilidad casi virgen, nos
    preocupaba el suceso más común en la vida de ustedes; nuestras ilusiones
    eran pequeñas, es cierto, pero fuertes, y, sobre todo, consoladoras.
    Nosotros, por lo mismo que ambicionábamos poco, nos satisfacíamos al
    instante; pero ustedes, cuya ambición no conoce límites, no se
    satisfarán jamás. Yo, únicamente, que he pasado por las dos épocas,
    comprendo cuánta verdad encierra lo que le estoy diciendo: para que
    usted lo comprendiera del mismo modo, sería preciso que tocase y palpase
    aquello cuyo recuerdo le merece tan desdeñosa compasión; es decir, que
    junto á este Santander de cuarenta mil almas, con su ferrocarril, con
    sus monumentales muelles, con su ostentoso caserío, con sus cafés,
    casinos, paseos, salones, periódicos, fondas y bazares de modas,
    surgiese de pronto la vieja colonia de pescadores, con sus diez mil
    habitantes y seis casas de comercio provistas de Castilla por medio de
    recuas, ó de _carros de violín_; la vieja Santander sin muelles, sin
    teatro, sin paseos, sin otro periódico propio ó extraño que la _Gaceta_
    del Gobierno, recibida cada tres días. Era preciso que usted pudiese
    apreciar vivos estos dos cuadros para que no dudase sobre cuál de ellos
    cernía más el tedio sus negras alas, y que generación vivía más
    tranquila y más risueña, si la que se cubre con el oropel de la moderna
    sabiduría, ó la cobijada bajo los harapos de nuestra vieja ignorancia.
    Seguro estoy de que no serían mis contemporáneos los que en esta
    exposición presentasen más arrugas en el alma. Por lo demás, amigo mío,
    pobres teníamos y pobres tienen ustedes; ricos avaros existían junto á
    ellos, y ricos insaciables existen. Es verdad que á nuestros pobres
    envilecían los mismos privilegios que hacían odiosos á los ricos; pero
    ustedes, quemando con la luz que han dado á los primeros las
    prerrogativas de los segundos y dejando las fortunas como estaban, han
    hecho pobres orgullosos, y ricos que á ciencia y conciencia son sordos á
    la voz del infortunio, y ciegos al aspecto de la miseria…. ¡Luces,
    ilustración!…; todo estaría bien si á su claridad hallase pan el
    hambriento y abrigo el que tirita de frío; pero, desgraciadamente, la
    tan decantada luz sólo sirve para hacer más patentes la miseria y la
    opulencia, y más insoportable para el pobre este eterno contraste…. Si
    esto es una preocupación mía, que lo diga la historia política y social
    de Europa de algunos años á esta parte. El mismo tiempo hace que le
    dijeron al hombre desheredado de la fortuna: «no tienes oro, pero tienes
    derechos que conquistar, que al fin te valdrán oro»; y desde entonces se
    está rompiendo el bautismo en las calles, detrás de las barricadas, para
    que se los arrebate el mismo que le provoca á la lucha; para no dejar de
    ver, ni por un solo instante en la sociedad, junto á uno que se muere de
    hambre, otro que revienta de harto. ¿Qué es esto, amigo mío? Pues todo
    ello ya lo teníamos nosotros sin tanta música ni tanto cacareo de
    dignidad y de derechos; y aun teníamos más, porque con la misma
    desigualdad de fortunas, había buena fe en los de arriba y resignación
    en los de abajo. Resultado: que había paz en los pueblos, alegría en los
    hogares, y grandes virtudes en el corazón. Ahora, si estas menudencias
    no valen nada para ustedes, la cuestión cambia de aspecto; y si el
    destino del hombre sobre la tierra es otro que hacer risueño y apacible
    el grupo de una familia cobijada al calor del hogar doméstico, confieso
    sin repugnancia que nuestras patriarcales costumbres fueron un borrón
    que manchó á la humanidad en los tiempos del llamado obscurantismo.

    Aquí don Pelegrín se limpió los labios con su pañuelo, arregló la capa
    sobre las rodillas, sacó la caja de rapé y tomó un polvo con marcial
    desenfado. En vano le llamé al orden y le rogué que continuase
    hablándome de la tertulia de Su Ilustrísima: le había tocado su cuerda
    más sensible, y, como siempre, se engolfó entre sus rancias memorias: no
    hallé medio de dirigirle una pregunta sin obtener por respuesta
    parrafadas como la anterior. En vista de ello, supuse una ocupación
    urgente, despedíme de él y salí del café, haciendo que me reía de sus
    lucubraciones, ó, lo que es lo mismo, comentando la sesión en términos
    iguales ó parecidos á los que han servido de introducción á este
    bosquejo.

    EL RAQUERO

    I

    Antes que la moderna civilización en forma de locomotora asomara las
    narices á la puerta de esta capital; cuando el alípedo genio de la
    plaza, acostumbrado á vivir, como la péndola de un reló, entre dos
    puntos fijos, perdía el tino sacándole de una carreta de bueyes ó de la
    bodega de un buque mercante; cuando su enlace con las artes y la
    industria le parecía una utopía, y un sueño el poder que algunos le
    atribuían de llevar la vida, el movimiento y la riqueza á un páramo
    desierto y miserable; cuando, desconociendo los tesoros que germinaban
    bajo su estéril caduceo, los cotizaba con dinero encima, sin reparar que
    sutiles zahories los atisbaban desde extrañas naciones, y que más tarde
    los habían de explotar con tan pingüe resultado, que con sus residuos
    había de enriquecerse él; cuando miraba con incrédula sonrisa arrojar
    pedruscos al fondo de la bahía; cuando, en fin, la aglomeración de estos
    pedruscos aún no había llegado á la superficie, ni él advertido que se
    trataba de improvisar un pueblo grande, bello y rico, el Muelle de las
    Naos, ó como decía y sigue diciendo el vulgo, el _Muelle Anaos_, era una
    región de la que se hablaba en el centro de Santander como de Fernando
    Póo ó del Cabo de Hornos.

    Confinado á un extremo de la población y sin objeto ya para las faenas
    diarias del comercio, era el basurero, digámoslo así, del Muelle nuevo y
    el cementerio de sus despojos.

    Muchos de mis lectores se acordarán, como yo me acuerdo, de su negro y
    desigual pavimento, de sus edificios que se reducían á cuatro ó cinco
    fraguas mezquinas y algunas desvencijadas barracas que servían de
    depósitos de alquitrán y brea; de sus montones de escombros, anclotes,
    mástiles, maderas de todas especies y jarcia vieja; y, por último, de
    los seres que respiraban constantemente su atmósfera pegajosa y
    denegrida siempre con el humo de las carenas.

    De nada de esto se habrán olvidado, porque el Muelle de las Naos, efecto
    de su libérrimo gobierno, ha sido siempre, para los hijos de Santander,
    el teatro de sus proezas infantiles. Allí _se corría_ la cátedra; allí
    se verificaban nuestros desafíos á _trompada suelta_; allí nos
    familiarizábamos con los peligros de la mar; allí se desgarraban
    nuestros vestidos; allí quedaba nuestra roñosa moneda, después de
    jugarla al _palmo_ ó á la _rayuela_; allí, en una palabra, nos
    entregábamos de lleno á las exigencias de la edad, pues el bastón del
    polizonte nunca pasó de la esquina de la Pescadería; y no sé, en verdad,
    si porque los vigilantes juzgaban el territorio hecho una balsa de
    aceite, ó porque, á fuer de prudentes, huían de él. Esta razón es la más
    probable; y no porque nosotros fuéramos tan bravos que osáramos prender
    á la justicia: es que sobre ésta y sobre nosotros mismos, medio
    aclimatados ya á aquella temperatura, estaba el verdadero señor del
    territorio haciendo siempre de las suyas; el que intervenía en todos
    nuestros juegos como socio _industrial_; el que pagaba, si perdía, con
    el crédito que nadie le prestaba, pero que, por de pronto, ganaba cuanto
    jugábamos; el que con sólo un silbido hacía surgir detrás de cada montón
    de escombros media docena de los suyos, dispuestos á emprenderla con el
    mismo Goliat; el que era tan indispensable al Muelle de las Naos como
    las ranas á los pantanos, como á las ruinas las lagartijas; EL RAQUERO,
    en fin. Éste era el terror de los guindillas, el aluvión de nuestras
    fiestas, la rana de aquellos pantanos, la lagartija de aquellos
    escombros; el original del retrato que con permiso de ustedes, voy á
    intentar con mejor ánimo que colorido.

    La palabra _raquero_ viene del verbo _raquear_; y éste, á su vez, aunque
    con enérgica protesta de mi tipo, del latino _rapio, is_, que significa
    _tomar lo ajeno contra la voluntad de su dueño._

    Yo soy de la opinión del raquero: su destino, como escobón de
    barrendero, es apropiarse cuanto no tenga dueño conocido: si alguna vez
    se extralimita hasta lo dudoso, ó se apropia lo del vecino, razones
    habrá que le disculpen; y sobre todo, una golondrina no hace verano.

    El raquero de pura raza nace, precisamente, en la calle Alta ó en la de
    la Mar. Su vida es tan escasa de interés como la de cualquier otro ser,
    hasta que sabe correr como una ardilla: entonces deja el materno hogar
    por el Muelle de las Naos, y el nombre de pila por el gráfico mote con
    que le confirman sus compañeros; mote que, fundado en algún hecho
    culminante de su vida, tiene que adoptar á puñetazos, si á lógicos
    argumentos se resisten. Lo mismo hicieron sus padres y los vecinos de
    sus padres. En aquellos barrios todos son paganos, á juzgar por los
    santos de sus nombres.

    II

    _Cafetera_, para servir á ustedes, era el de mi personaje.

    _Cafetera_, en el diccionario callealtero, es sinónimo de borrachera,
    una de las cuales tomó aquél, cuando apenas sabía andar, á caballo sobre
    una pipa de aguardiente, de cuyas entrañas extrajo el líquido con una
    paja.

    Cafetera nació en la calle Alta, del legítimo matrimonio del tío
    _Magano_ y de la tía _Carpa_, pescador el uno y sardinera la otra. Ya
    ustedes ven que, para raquero, no podía tener más blasonada ejecutoria.

    Su infancia rodó tranquila por todos los escalones, portales y basureros
    de la vecindad.

    No hay contusión, descalabro ni tizne que su cuerpo no conociera
    prácticamente; pero jamás en él hicieron mella el sarampión, la
    alfombrilla, la grippe, la escarlata ni cuantas plagas afligen á la
    culta infantil humanidad. Solamente la sarna y las viruelas pudieron
    vencer aquel pellejo: con la primera perdió la mitad de los cabellos;
    con las segundas ganó los innúmeros relieves de su cara.

    Pero así y todo, le querían en su casa; tanto, que no había cumplido
    cuatro años cuando la tía Carpa le metió, de medio cuerpo abajo, en una
    pernera de los calzones viejos de su padre, dádiva que, añadida á una
    camisa que, también de desecho, le regaló su padrino el tío _Rebenque_,
    llegó á formar un traje de lo más vistoso, y á ser la envidia de sus
    pequeños camaradas, condenados á arrastrar su desnuda piel por los
    suelos, mientras su industria no les proporcionase más lujosa
    vestimenta.

    Siete años contaría, cuando su madre, conociendo por la chispa de que ya
    se hizo mención y por otras proezas análogas, que era apto para las
    fatigas del mundo, comenzó á darle los tres mendrugos diarios de pan
    envueltos en soplamocos y puntapiés. Cafetera, que no era lerdo,
    comprendió al punto hasta dónde alcanzaba su privanza y lo que podía
    esperar de sus dioses lares; y como, por otra parte, sus libérrimos
    instintos se le habían revelado diferentes veces hablando con sus
    compañeros sobre la vida raqueril, se decidió por el _arte_ en el cual
    hizo su estreno pocos meses después del último mendrugo, que le aplastó
    la nariz para nunca más enderezársele.

    Era un día en que el tío Magano andaba á la mar, y la tía Carpa á vender
    un carpancho de sardinas.

    Cafetera estaba solo en casa, sentado sobre un arcón viejo, único mueble
    de ella, no contando el catre matrimonial, rascándose la cabeza como
    aquel que acaricia una idea de gran transcendencia, y murmurando algunas
    palabras, no todas evangélicas, las más de un colorido asaz rabioso.
    Después de un largo rato así invertido, alzóse de su asiento, corrió la
    tapadera del mismo y sacó media _basallona y_ un arenque, provisiones
    hechas por su madre para toda la semana y que él dividió en dos partes
    iguales. Comióse la primera, y guardó la segunda en el pecho de su
    camisa de bayeta verde. En seguida dió un par de chupadas á una punta
    que halló pegada á la testera del catre, mientras se amarraba con una
    escota los enciclopédicos calzones á la cintura; ocultó sus greñas bajo
    la cúspide de un gorro catalán; y, por último, lanzóse calle abajo en
    busca de aventuras, osado el continente, alegre la mirada, y tan lleno
    de júbilo como pudiera estarlo, en un caso muy parecido, el famoso
    manchego, si bien, á la inversa de éste, no se le daba una higa porque
    la posteridad recordase ó no que ya el rubicundo Apolo extendía sus
    dorados cabellos por la faz de la anchurosa tierra, cuando él, perdiendo
    de vista su casa, comenzó á respirar los corrompidos aires de la
    Dársena.

    Llegado al gran teatro de sus futuras operaciones, su primer cuidado fué
    buscar á la gente de su calaña, á fin de orientarse mejor.

    No tardaron en aparecérsele media docena de raqueros que, por única
    bienvenida, le sacudieron tal descarga de coquetazos y de _piñas_, que
    el pobre quedó tendido en el suelo, aunque sin extrañarse de semejante
    acogida, como no se extraña un novel académico, al ingresar en el seno
    de la corporación, del consabido elocuentísimo discurso que le dedican
    los veteranos.

    Pasada la cachetina y solo Cafetera, limpió con el gorro sus lágrimas de
    coraje, y con la flema de un inglés recién llegado comenzó á reconocer
    el terreno que pisaba.

    Aburrido de pasear el Muelle en todas direcciones sin fruto alguno,
    encendió en un tizón de una carena una colilla que halló al paso, y se
    sentó á mirar cómo trabajaban los calafates.

    Cuando notó que éstos le habían vuelto la espalda y que la estopa y las
    herramientas andaban al alcance de sus manos, virgen de toda noción de
    fueros de pertenencia, creyó lo más natural del mundo trasladar al
    insondable pecho de su camisa algunas libras de cáñamo y un escoplo;
    hecho lo cual, por consejo de su prudencia levantóse con sigilo é hizo
    rumbo al polo opuesto.

    Pensando estaba en lo que haría con el hallazgo, cuando topó con la
    misma gente que poco antes le había zurrado la badana: no hay necesidad
    de decir que el novel raquero, á la vista del enemigo, se preparó á
    virar en redondo; pero no le sirvió la maniobra. El jefe de los otros,
    pillastre de patente, con más asomos de bozo que de vergüenza y que se
    llamaba _Pipa_, sacando por algunos hilos que se escapaban de la camisa
    del primero la madeja que ocultaba, cortóle sus vuelos, y echando la
    zarpa al bulto, dijo, guiñando el ojo á los suyos:

    –Arría en banda, Cafetera.

    Éste, viéndose abordado de tal manera, aunque sin esperanza de
    salvación, trató de defenderse á mordiscos y patadas.

    –¿Por qué tengo de arriar?–gimió, apretando los dientes.

    –¡Arría, te digo!

    –¡Que no me sale, vamos!

    –¡Atízale, Pipa!–le decían los otros.

    Pero Pipa estaba por seguir, antes de la violencia, los trámites
    pacíficos.

    –¿Quién te dió esa estopa?

    –Lo he trincao–contestó Cafetera con acento sublime.

    ¡Mágica palabra! Con ella dió el neófito, sin sospecharlo, una idea de
    su capacidad futura. Aquella cabeza chata, crespa y enmarañada, se había
    engrandecido á los ojos de la patulea con la aureola del genio; el chico
    prometía mucho. Pipa, que no se parecía en nada á las eminencias de
    nuestra esclarecida sociedad, lejos de sofocar aquella naciente
    inteligencia, soltó la presa que tenía agarrada y se dispuso, después de
    mirar á los suyos, á prestarle toda la influencia de su posición.

    –Sígueme–le dijo con ademán solemne.

    –¿Aónde?

    –Á pulir la estopa. ¿Tienes más?

    –¡Tengo un escoplo, de mistó!

    –¡Aprieta!… ¡Viva Cafetera!–exclamó el jefe, echando á correr hacia
    San Felipe.

    –¡Viva!–contestaron los demás, siguiéndole y llevándose en medio al
    protegido.

    Por un callejón que entonces era intransitable por lo pendiente, y hoy
    es inaccesible porque forma ángulo recto con la bóveda celeste, echaron
    nuestros personajes á paso de carga, y no se detuvieron hasta llegar á
    una pequeña barraca, incrustada entre un murallón de San Felipe y otro
    del Cristo de la Catedral, en cuyo estrecho recinto se veían amontonados
    diversidad de objetos, clasificados con la mayor escrupulosidad, y todos
    de la especie de los que ya Pipa había recibido de manos del neófito.

    Allí, desde tiempo inmemorial, afluían los raqueriles productos de todo
    el pueblo, que, aunque singularmente valían cortísimas cantidades,
    llegaron, según es fama, á formar, en cuerpo colectivo, un decente
    capital al humilde mercader que, ocultando su mustia fisonomía bajo una
    gorra de pieles, y detrás de unas gafas como dos ruedas de polea, tenía
    fuerza de voluntad ó codicia bastante para luchar de sol á sol con tan
    notabilísima parroquia.

    Clasificando estaba unas chapas de cobre, cuando asomó Pipa la cabeza
    dentro de la tienda.

    –¿Qué traes tú, pillete?–le interrogó, mirándole por encima de las
    gafas.

    –Esto–contestó lacónicamente Pipa, depositando el género sobre una
    mesa.

    El mercader de estopas y de cobre lo miró un instante como para
    evaluarlo, y sacó del bolsillo, con mano torpe y perezosa, media peseta
    que dió al raquero.

    –¿No echa más usted?–dijo éste contemplando la moneda.

    –Nada más.

    –¡Ay, qué contra!… ¡Pues si el escoplo solo vale medio chulé!

    –¿Sí?–gruñó el comprador;–¡pues descuídate y verás si te llevo al
    Capitán del puerto, tunante!

    Pipa comprendió que más valía callar que comparecer ante tan encopetado
    personaje. Así es que tomó la moneda, enseñó la lengua al de las gafas
    … y, á ser tan buen negociante como raquero, hubiera podido
    comprender, á la sola consideración del contrato que acababa de hacer,
    que, sabiendo comprar, hasta la estopa, bien exprimida, arroja productos
    de oro. Pero ni el nene había soñado jamás con la piedra filosofal, ni
    reparaba en los rendimientos de sus empresas cuando maldito el capital
    arriesgaba en ellas. Por eso salió muy ufano á la calle, reunió á los
    suyos, contólos uno á uno, miró á Cafetera con un poquillo de ternura, y
    con otra seña muy expresiva los arrastró á todos á la taberna de
    enfrente, en la que entró gritando:

    –¡Seis tazas de café y seis copas de anisao!

    Cuando los granujas trasegaron á sus estómagos, en dos sorbos, las
    pócimas infames que les sirvió el tabernero, pagó Pipa el gasto con la
    media peseta, más un cuarto que sacó de un pliegue de su mugriento
    gorro, y salieron todos á la calle. En ella formaron círculo, y el
    capitán, después de escupir contra la cara del más inmediato, echó mano
    á Cafetera y así le habló:

    –Ya sabes, nene, dónde se compra cuanto se apanda. Mucho ojo y mucha
    vela. En un apuro, cuenta con nosotros. Raquear, á barredera, y mejor el
    cobre que el chicote. Si ves que andan las _chapas_, al vuelo … y
    aprieta á correr. Si hay _cané_, orza y arría la mayor…; y avisa
    cuando haya trigo, que ya sabes cómo se gasta.

    Calló Pipa, miró á Cafetera que le escuchaba muy serio, y arrimándole un
    puntapié por la popa,–¡Á vivir!–le dijo.–Y se disolvió el corro,
    marchándose cada quisque por donde quiso.

    III

    Bien enterado Cafetera de los azares y estatutos de su nueva profesión,
    no quiso lanzarse á ella sin prevenirse antes contra las eventualidades.
    Al efecto, logró colocarse en uno de los botes del servicio público.

    Era de su incumbencia achicar el agua; componer estrovos; buscar fletes
    y cuidar de la embarcación cuando el botero no estaba presente; todo lo
    cual le producía un ochavo de café para el desayuno, una propina de
    cuatro ó seis cuartos por cada flete si éste valía la pena, lecho sobre
    el panel y una copa de caña de vez en cuando, amén, de algún chicotazo
    que el patrón le sacudía siempre que lo juzgaba oportuno.

    Fuera del tiempo que esto le llevaba, consagraba el día al ejercicio de
    su industria.

    Ésta, en toda su esfera legal, le hacía legítimo dueño de cuanto cobre,
    estopa, hierro y madera de desperdicio hallara á sus alcances, ya sobre
    la superficie del Muelle, ó revuelto entre el fango de la Dársena. Pero
    como el Muelle y la Dársena no tienen un límite determinado para la
    industria raqueril, solía tomar como prolongación del primero la
    cubierta de algún buque atracado, llevándose á buena cuenta, si el
    vigilante se descuidaba, tal cual _menudencia_, como escotas, poleas,
    etcétera, etc.

    Con la propia sencilla buena fe, desde el centro de la Dársena se
    extendía hasta los contornos; y si se forraba algún casco, nunca le
    faltaba una chapita ó clavo de cobre que ocultar en su remendada
    espuerta.

    Tal era la parte menos legal de su industria, que, en el poco tiempo que
    la ejerció, expuso su individual independencia á mil y un riesgos
    apuradillos.

    Por lo demás, lo pasaba en grande.

    No se pegaba de trompadas con los suyos más de tres veces al día; su
    madre no lograba echarle la vista encima arriba de una por semana, y
    para eso había de cogerle durmiendo; de modo que sus siniestros de
    muelas, orejas y cabellos, por temporal materno, aunque pocos y buenos,
    aún le prometían pellejo sano para muchos años.

    Alguna vez, entre otras, hacía sus correrías hasta el interior del
    pueblo, porque al raquero también le gusta el contacto de la
    civilización, por si algo se le pega; pero como ésta suele andar muy
    precavida, y, por otra parte, sus raqueables materias no son del mayor
    aprecio en la oficina del comprador de hierro viejo, Cafetera
    frecuentaba poco este trato, y casi siempre tenía que huir de él á uña
    de … raquero, acosado por las estantiguas del municipio.

    También se le ocurrió, como hijo que era de matriculado y marisco por
    los cuatro vientos, solicitar, á ejemplo de muchos de sus compañeros, un
    puesto y quiñón correspondiente en una lancha pescadora; pero esto le
    ocuparía demasiado. Tendría que esperarla todas las noches, limpiarla y
    vigilarla todo el año y _desenmallar_ sardina en el verano.

    Precisamente su resistencia á este empleo era lo que más provocaba la
    ira de la tía Carpa, que proyectaba sacar un buen pescador de su hijo, á
    quien, _velis nolis_, había ya matriculado, y, por ende, sujetado á las
    ordenanzas de la Comandancia de Marina.

    Semejante idea preocupaba mucho á Cafetera, quien, como todos los de su
    laya, no concebía que ningún tribunal del reino alcanzase hasta el
    Muelle de las Naos con su vara, al paso que no podía recordar sentado y
    con paciencia la cara del Capitán del puerto.

    La cárcel pública es para ellos un bulto más en la población pero los
    rebenques y los chicotes de á bordo, ¡ira de Dios!, cosas son que les
    hacen temblar y no de frío. Hubiérale á él dejado libre de toda
    persecución el cabo de mar, y á fe que en poco tiempo, burlando la
    vigilancia de lo terrestre, se _embarba_, como él decía, de raqueo; y
    hasta comprado hubiera el almacén de hierro viejo, máximun de las
    fortunas, según se creía en el Muelle de las Naos. Pero como no sucedía
    así, los meses corrían y hasta los años, y Cafetera, lejos de llegar á
    capitalista, perdió los últimos pingajos de su vestido, ganando en
    cambio muchas nociones de baraja y no pocos títulos de borracho sobre el
    que ya tenía bien merecido.

    Entonces comenzó á mirar con desaliento la mezquindad de la Dársena, y
    la penuria de su explotación legal. Sucedíale algo de lo que al jugador
    que, acostumbrado á poner grandes cantidades á una carta, mira con
    aversión el corto salario que en la sociedad le proporciona el ejercicio
    de su profesión.

    En fuerza de meditar sobre su situación concluyó por tirar su cesto á la
    mar; y sin otras armas que su ligereza de manos y de pies, se lanzó á lo
    sublime del arte.

    De todo había en su nueva esfera de acción, especialmente de zozobras é
    inquietudes, dándoselas, y no flojas, la mala _traducción_ que sus
    obras hallaban en el almacén de marras, único punto adonde él se atrevía
    á llevarlas, porque en la población del centro seguro estaba él de que
    no pasaban.

    Todo, sin embargo, iba hallando colocación detrás de los montones de
    estopa del almacén, aunque á muy bajo precio por ser género de _mala
    venta_; pero no pudo haberla para el objeto de la última campaña de
    Cafetera.

    Esto traía volado al raquero, que no sabía cómo deshacerse de él; pues
    ni regalarle quería, ni tirarle al mar, sin indemnizarse de los peligros
    que corrió al trincarle en la cámara de popa de un buque de gran porte.

    El obstáculo que oponía á su compra el comerciante, era, aunque no se lo
    decía al raquero, el nombre del buque y el de su armador, diestramente
    esculpidos en la parte más integrante del aparato; nombres que no podían
    borrarse sin exponer la estructura de éste, ni darse al público sin
    grave riesgo de los haberes y libertad del mercader.

    Largos días pasó Cafetera meditando sobre el asunto; y ya casi olvidado
    de él estaba una mañana en que había _libado_ bastante, sentado sobre un
    guardacantón, fumando una colilla, á caza de fletes para el bote y en
    espera de sus amigos para jugar al cané.

    Mucha gente había pasado sin contestar al «¿quiere un bote?» con que el
    raquero interpelaba á todo el mundo, cuando apareció en escena un señor
    que, según dijo el pillastre, traía _cara de flete_.

    –Usté, ¿quiere un bote pa dir á bordo?–le dijo, como tenía por
    costumbre, así que le tuvo á su lado.

    El señor, contra las presunciones del granuja, pasó de largo, echándole
    á la cara una bocanada de humo de su grueso cigarro.

    Cafetera lo tragó con ansiedad, y retirando de los labios su colilla, se
    fué detrás del puro.

    –¿Me da la punta usté?

    Chocó al interrogado la desvergüenza del raquero. Miróle muy
    detenidamente, y

    –¿Quién eres tú, chicuelo?–le preguntó.

    –Yo soy … Cafetera.

    –¿De dónde eres?

    –De la calle Alta.

    –Y tu padre, ¿cómo se llama?

    –El tío Magano.

    –Pero ¿cuál es tu nombre de pila?

    –¿De qué pila, usté?

    –De la de bautismo, animal.

    –Otra, ¿qué sé yo?… ¿Me da la punta!

    –¿Conque tú fumas, eh?

    –¡Ay, qué contra!…; ¿quiere ver como las _tapo_?

    Y diciendo y haciendo, tragó dos chupadas de su colilla, arrojando
    después el humo por boca y narices con la abundancia y facilidad de una
    chimenea de vapor. El señor desconocido le miraba cada vez con mayor
    curiosidad.

    –Y ¿á qué te dedicas tú?

    –Á cuidar el bote del tío Bandiate.

    –¿Y nada más?

    –También soy raquero.

    –¡Hola, hola! ¿Y qué tal el oficio?

    –¡Quiá, señor; si no sale para café!… ¿Me da dos cuartos?

    –Veremos si los mereces…. Dime antes lo que raqueas.

    –¡Como no raquee! ¡Si andan más listos á bordo!…

    –Pero alguna vez ya se descuidarán.

    –Quiá, no señor. Ayer trinquemos, entre Pipa, Michero y yo, como tres
    libras de cobre; y pa eso, de poco nos guipan.

    –¿En dónde lo trincasteis?–insistió el señor con más interés que
    nunca, dando dos cuartos al raquero.

    –Pos en esa freata que están aforrando en el paredón–contestó Cafetera
    con la mayor sencillez, guardándose los cuartos en el faldón de la
    camisa y escupiendo por el colmillo.

    Para evitar tiempo, papel y paciencia, diremos que en fuerza de acosar
    y prometer el uno, acabó el otro por ir largando trapo, hasta que del
    último remiendo de los calzones sacó un magnífico cronómetro de
    bolsillo, alhaja que, sin conocerla, le había dado tanto que discurrir.

    Á su vista, el buen señor quedóse haciendo cruces y bendiciendo á la
    Providencia en sus adentros.

    Después de prometer á Cafetera la compra como éste decía, del
    _estrumento_, mandóle que le siguiera para entregarle el dinero, lo cual
    hizo al punto lleno de júbilo el incauto raquero, sin sospechar lo que
    le había de suceder, cosa que le hubiera sido muy fácil al ser tan
    diestro conocedor de los atributos de un comisario de policía como de la
    verdasca de un cabo de mar.

    Grande fué la sorpresa del pilluelo cuando, siempre al lado del presunto
    comprador, llegaron á detenerse en la Capitanía del puerto.

    Allí fueron los sobresaltos y congojas; tanto que, á no estar muy listo
    el grave señor de las borlas, se queda sin su presa, que ya andaba en
    trazas de escurrir el bulto.

    Entregado éste y el cronómetro á la autoridad, declaró Cafetera, llamóse
    á Pipa y á Michero, cantaron todos de plano, y fueron al punto
    conducidos á la cárcel, de donde después de algunos meses de reclusión,
    salieron … á tirar del _Bombo_ de la Carraca.

    Allí estuvieron tres años agarrados á la maroma, hasta que, satisfechos
    sus jueces y la vindicta pública, los mandaron de retorno á su país con
    algunos vicios de más y mucha vergüenza de menos.

    Su primer pensamiento al pisar el patrio suelo, fué para el Muelle de
    las Naos; pero no fué poca su sorpresa cuando, en él colocados;
    comenzaron á examinarle en todas direcciones.

    La escollera de Maliaño, la estación del ferrocarril, el nuevo empedrado
    y otras reformas hechas precisamente mientras duró la condena de los
    pilluelos, era lo que ellos no podían comprender; mas lo que extravió
    sus razones hasta el extremo de llegar al espanto, fué la aparición, por
    la Peña del Cuervo, de un monstruo silbando y arrojando nubes y fuego
    por la cabeza. No atreviéndose á pronunciar una sola palabra, miráronse
    los tres sobrecogidos cuando notaron que el monstruo se acercaba á paso
    de gigante. Entonces perdieron la brújula; gritó Pipa «¡aguanta!» y se
    dieron á correr pensando que el mundo se acababa.

    Después acá, aunque con la llegada de los trenes, á medida que la han
    visto repetirse, van familiarizándose bastante los raqueros, no ha sido
    hasta el punto de que éstos permanezcan tranquilos en el Muelle de las
    Naos. Por el contrario, empujados y oprimidos por el potente movimiento
    que la población ha tomado allí en los últimos años, van abandonando el
    territorio: ya tiene el raquero cien Argos que le contemplan, y no puede
    pasearse erguido como antes, señor de aquella ínsula remota.

    Para concluir, y en pro de este tipo tan popular en Santander, haré una
    ligera observación: de vástagos tan carcomidos y tortuosos son muy
    frecuentes aquí robustos y fructíferos troncos. La historia de este
    puerto abunda en páginas brillantes debidas á la honradez, pericia y
    heroísmo de nuestros marineros, muchos de los cuales han recorrido en su
    infancia un sendero tan expuesto y espinoso como el del tipo que acabo
    de bosquejar. Nuestro comercio tiene pruebas repetidas de lo que digo; y
    á fe, á fe, que no pecó de pródigo con los venerables harapos de tan
    valientes marinos, al extender los anchos pliegues de su rico manto.

    LA ROBLA

    De maldita de Dios la cosa sirvieran los contratos de compraventa, si al
    tiempo de consumarlos no llevaran más requisitos que el mutuo convenio
    de los contratantes y el _ante mí_ del tabelión más competente del
    juzgado.

    Y cuidado, señores legistas, con atribuirme la pretensión de poner en
    duda la legalidad de las fórmulas que sobre el particular se vengan
    usando desde la fecha de las Pandectas.

    ¡Líbreme de ello Dios! Voy separándome del centro _civilizado_ donde la
    ley se halla en toda su pomposidad, y estoy refiriéndome á los incultos
    moradores del campo, entre los cuales, sin dejar de acatarse el vigente
    código en todo lo que vale, aún se rinde culto reverente á la tradición,
    la cual constituye para ellos un derecho tan sagrado como el que más se
    funde en cuantas leyes se vengan haciendo desde la fabla de don Alonso
    el Sabio.

    Desengáñese la previsora jurisprudencia: sin un requisito que les sea
    peculiar, estos paisanos no dan por terminado ningún negocio, aunque
    para cumplir con la ley le amortajen en más testimonios y sellos que hay
    en un archivo de hipotecas. Pasar un objeto de las manos de Juan á las
    de Pedro sin cierta solemnidad _sui géneris,_ valdría tanto como para la
    conciencia de un cristiano viejo un buen creyente sin bautizar, símil en
    que, sin duda alguna se fundaron los _académicos_ de mi lugar para
    llamar á dicha ceremonia _mojar el asunto_.

    No vale en el día de mañana, para disfrutar pacíficamente la posesión de
    lo comprado, restregar los hocicos del vendedor con la resellada
    escritura de legítima pertenencia, que si ante la ley le asegura en la
    posesión, no es suficiente, sin embargo, para librar al poseedor de un
    litigio cada semana, en el que, por lo menos, pierda la paciencia, amén
    de algunos dinerillos que suelen irse en pos, por vía de procuración,
    asesoramiento y demás adminículos de que es costumbre proveer á todo
    aquel que tiene la mala humorada de pesar sus derechos en la prudente
    balanza de Astrea. No hay, pues, título de propiedad que valga, si falta
    la fe de _bautismo_, el _fiat_ del tabernero más próximo, LA ROBLA[1],
    para decirlo de una vez.

    El origen de esta ceremonia no consta en las crónicas montañesas, porque
    se pierde en la antigüedad de la afición de los montañeses al acre mosto
    riojano[2].

    Su definición precisa tampoco es fácil sin que se me olvide algún rasgo
    gráfico de ella; por lo cual juzgo de rigor que nos traslademos
    adondequiera que se _eche_ una…, y allá nos vamos.

    Raro es el colono montañés que al poco tiempo de establecido no posea,
    como producto de sus _aparcerías,_ una pareja apta para las labores del
    campo, algún novillo _uncidero_, es decir, capaz de ser uncido, ó
    cualquiera otra res vacuna; pero en absoluta propiedad y sin que el
    arrendador de sus haciendas tenga que intervenir en su venta, cambio ó
    emparejamiento; casos en los cuales el colono, por lo que le va en ello,
    pone los cinco sentidos y emplea la mayor solemnidad posible. Tras ella
    va siempre la robla.

    Luego vamos á una feria.

    El lugar de ella queda á elección del lector, pues, gracias á Dios,
    abundan aquí como los helechos. Abran ustedes un calendario, y donde
    topen con su santo, cátense una feria. En este dichoso país, el día que
    no es de fiesta tiene mercado; de los restantes del año, los unos marcan
    feria, y los otros romería.

    Elegido el punto más cercano, tuvo que ser, por precisión, un pequeño
    bosque de cajigas ó de castaños, verde, fresco, frondosísimo, bello como
    es la naturaleza aquí hasta en su menor detalle.

    Estamos ya bajo el tupido follaje…. Cierra, lector, los ojos por un
    momento. ¿No te crees transportado, en una serena noche de verano, á la
    orilla de una inmensa charca, y jurarías que sus ranas, en número
    infinito, cantan todas á la vez? Es el sello de nuestras ferias y
    romerías: el sonido de las _tarrañuelas_ de cien y cien bailadores _á lo
    alto_, al compás de las panderetas que tañen las mejores mozas del
    lugar.

    Sigamos.–Sin reparar en el corro de bolos en que acababan de gritar
    cincuenta bocas á la vez _¡eseeé!_ al hacer un _emboque_ uno dé los
    jugadores; abriéndonos paso á través de la batería formada por los
    pellejos de vino, barriles y cacharros que sobre un carro, debajo y á
    los lados de él, á la sombra de un castaño, son la delicia de los
    bebedores; echándonos por la derecha para no turbar el sueño pacífico de
    los jamelgos de un cura y un señor de aldea, que están amarrados al
    _cabezón_ del mismo carro, quizá por casualidad, quizá porque los
    jinetes tomaron este norte como de mejor atractivo para cuando vaya
    anocheciendo; guardando el cuerpo del fogoso trotón de ese jándalo, que
    atraviesa la feria llevando á las ancas la parienta más joven é
    inmediata que encontró en su pueblo cuando volvió de Andalucía, y cuyo
    chal de amarillo crespón, no menos que su vestido blanco de empinados
    volantes, forman extraño contraste con su reluciente y pasmada
    fisonomía; sin responder á las voces de las importunas fruteras, de los
    _agualojeros_, rosquilleros y otros análogos industriales que nos
    asedian al paso; sin fijarnos, en fin, en ese maremágnum alegre y
    estimulante que el cuadro presenta á primera vista, salgamos á aquella
    braña donde hay un grupo de ocho personas y una pareja de novillos
    uncidos. Allí va á haber robla.

    El que está apoyado sobre sus engalanadas cabezas, hombre que tiene la
    suya algo más sucia, calzones de _manga corta_, con un tirante sólo,
    chaqueta al hombro y sombrero de copa alta, más que medianamente
    apabullado, es el dueño de la pareja, y conocido y honrado en su pueblo
    por el nombre de Antón Perales.

    El otro, más joven y de mejor traza que éste, que pasea alrededor de los
    novillos examinándolos con gran atención, es el comprador: llámanle
    Ogenio Berezo, y es de las inmediaciones. De los que forman el círculo,
    los cuatro son meros curiosos que, á título de conocidos de los
    primeros, se han aproximado al olor de la robla. La mujer, que come una
    manzana y tras de cada bocado que le tira se rasca la cabeza por debajo
    de la _muselina_, es la costilla de Antón Perales. El otro personaje,
    más viejo que todos los demás, y que observa el cuadro, taciturno y
    reflexivo, es convecino del comprador: llámase tío Juan de la Llosa, y
    asiste, á la sazón, en calidad de perito. Sus títulos al efecto están en
    toda regla. Es público y notorio que en más de cien sangrías que lleva
    hechas en el pueblo á los animales de sus vecinos, á la oreja, _al
    pelo_ y al rabo, que es la más difícil, no se le ha desgraciado una sola
    res. Para poner una bizma, ó sea un emplasto de trementina y polvos de
    suelda, no hay otro que se le iguale. Distingue á la legua un cólico de
    un _empanderamiento_, y en las cojeras no confunde el _zapatazo_ con el
    _babón_; y si no ha curado un solo caso de _solenguaño,_ es porque la
    enfermedad es mortífera, mas no por haber dejado de echar á tiempo, «por
    la boca abajo» del paciente animal, con el auxilio conductor de una
    teja, el agua de jabón, aceite y vino blanco bien caliente. Por algo
    dice él que, si le hubieran _desaminao, albitre_ podía ser; y es la
    verdad. En cuanto á las condiciones externas del ganado, ahora le verán
    ustedes.

    El comprador ha dejado de rondar la pareja, crúzase de brazos y exclama
    de repente:

    –Pues, señor, ¿á qué hemos de decir una cosa por otra? La pareja me
    gusta. ¿Qué le parece á usté, tío Juan?

    Éste guarda en un bolsillo del chaleco la punta que mascaba rato hacía,
    da dos pasos al frente, cárgase á la izquierda sobre el garrote, pone la
    diestra en jarras, cruza las piernas y reflexiona un instante.
    Entretanto el vendedor se sonríe con cierta malicia, su mujer menudea
    los mordiscos á la manzana, y murmura algunas palabras hacia los otros
    personajes que emiten su dictamen á media voz.

    –Apaséalos–dice en tono grave el perito.

    Antón Perales hace caminar sus novillos un corto trecho, al son de las
    alegres campanillas que les adornan el pescuezo.

    –Ahora, hacia abajo …–añade el primero.–¡Oooó, joois!–canturria,
    luego que el vendedor le ha complacido, para indicarle que pare ya.

    –Lo que toca al particular–dice la mujer, á quien no le cabe ya la
    lengua en la boca,–no tienen tacha. Tocante á eso, no es porque sean
    míos; pero, como dijo el otro…. Vamos, que son dos perlas.

    –Como que los he criao yo en casa–repone su marido;–y éste que se
    llama _Galán_, es hijo de la _Leona_, y este otro, _Cachorro_, de la
    _Gallarda_, dos vacas que, mejorando lo presente, son dos soles.

    –Justo, que las vendimos el mes pasao al sobrino del Regioso, con
    perdón de ustedes, que por aquel pique que tuvo por la cuñá del
    Mostrenco, que ya con este mote le han de enterrar, por el lindero del
    prao que le tocó á resultas del _cobicillo_ que encontraron debajo del
    jergón de su tío, que en santa gloria esté…, y ahí está el mi hombre
    que no me dejará mentir, que á la verdá que anduvo como una estorneja de
    acá para allá, ahora que la botica, después que el señor cura, luego que
    la unción, porque el enfermo daba el ¡ay! que partía el alma, sin que
    hubiera en aquella casa un mal nacido á quien volver los ojos…, y no
    se lo tome Dios en cuenta á la que tanto fachendea hoy gracias á los
    cinco carros de tierra que apañó…. Pues resulta de que….

    Á la buena mujer se le va la burra entre tanta maraña, mientras el tío
    Juan no quita los ojos de la pareja. El comprador mira al perito como si
    quisiera leer en su fisonomía la opinión que va formando; el vendedor
    atusa el pelo á los novillos, y los intrusos los ponderan cuanto les es
    permitido, con objeto, evidentemente, de contribuir á que se cierre el
    trato y no se pierda la robla.

    Después que el perito y el comprador han visto que los animales _se
    plantan_ bien al caminar, que no se aprietan, que no _zambean_ del
    cuarto trasero, que son bien encornados y que igualan perfectamente en
    alzada y color, el primero les mira la boca, les palpa bien los
    _brazuelos_ y las nalgas para ver si están _despicados_ de algún remo, y
    les examina escupulosamente las astas por si son estoposas, las pezuñas
    por si _blandean_, y los ojos por si tienen _nube_ ó _glarimeo_.

    Hecho este examen, el tío Juan, sin perder un solo rasgo de su gravedad,
    dice en tono solemne:

    –Caballeros, la pareja…, lo que toca á la pareja, no tiene pero. Son
    dos rollos de cuatro años, sanos como dos corales.

    –Pos á mí–añade el comprador,–lo que toca al particular, también me
    gusta la planta y el aquel de la pareja…. Conque si el señor trae gana
    de vender, diga, si á mano viene, en lo que estima su hacienda, que yo á
    comprar he venío.

    –Al respetive de eso mesmo–replica el vendedor,–no me quedo yo atrás;
    que hoy por ti y mañana por mí…, y, como dijo el otro, mortales nos
    hizo Dios…. Vamos al decir, que si tú traes ganas de comprar, no
    reñiremos.

    –Cabales, que ni al mi hombre ni á mí nos ha perseguido nunca la
    justicia por embusteros; y cuando vemos que se trata con gente de
    formalidá y de requilorios….

    –Esa es la verdá; y vamos, Antón, á estimar la pareja, como el otro que
    dice, con equidá.

    –Pos la pareja, Ogenio, por ser para ti…, la pareja; que, como ha
    dicho el señor, no tiene pero; la pareja, y que no vea la cara de Dios
    si te engaño; la pareja vale treinta doblones[3] como dos cuartos.

    –Tú no quieres vender, Antón–contesta con cierto desdén el atildado
    Ogenio.

    –Ogenio–replica Antón,–tú me ofendes.

    –Que te digo que no quieres vender.

    –¡Que mal rayo me parta si he venío á otra cosa á la feria! Y sábete
    que por ese dinero ya no tendría en casa los novillos hace una semana,
    si los hubiera querido vender…; pero hoy por ser pa ti….

    –Pos yo no doy por ellos más que veinticinco doblones.

    –Tú no quieres comprar, Ogenio.

    –Á eso vine á la feria, Antón…; y si no, que diga tío Juan si me
    pongo en lo justo.

    –Lo que toca á mí–dice el aludido, que durante la escena referida se
    ocupaba en hacer rayitas en el polvo con el palo,–lo que toca á mí, no
    me gusta meterme en la hacienda del vecino, que cada uno puede estimarla
    en aquello que, pongo por caso, le acomoda.

    –De manera es–replica el comprador,–que aunque usté diga uno, ó dos,
    ó medio; ó que la pareja vale tanto ó cuanto, ó que por aquí ó que por
    allá, no ha de ser medida la palabra de usté.

    –Eso es–añade Antón;-que como dijo el otro, ná se pierde con oir á
    éste y al de más allá.

    –Andando–gruñe su mujer, clavando los dientes en la quinta
    manzana,–que todos somos hijos de Dios, y más ven cuatro ojos que dos.

    –Es de razón–exclaman á coro los demás circunstantes.

    –Pues, caballeros–concluye el perito con cierto tonillo de
    autoridad;–creo que se pueden dar veintisiete doblones por la pareja.

    –Ya lo oyes, Antón…; y yo no dejo mal á ningún amigo.

    –Por dicho de eso, yo tampoco, Ogenio; y si das los veintiocho, tuya es
    la pareja.

    Grandes murmullos en el grupo; anímase el tío Juan, y exclama,
    imponiendo silencio á los circunstantes:

    –Ni los veintisiete ni los veintiocho, que han de ser los veintisiete y
    medio, y se pagará la robla además.

    –Corriente–dice Ogenio.

    –Pues buen provecho te hagan–añade Antón, entregando la ahijada al
    primero, como símbolo del dominio que le transmite….

    El pequeño circuló se agita con gran ruido; todos se felicitan
    recíprocamente, todos hablan á la vez, y entre todas las voces se
    destaca la de la exdueña de los novillos que charla más que nadie y
    desbarra como nunca.

    Autorizado competente uno de los testigos del ajuste, marcha á buscar al
    punto más inmediato dos azumbres de vino tinto para _mojar el trato_, es
    decir, para _hechar la robla_; y mientras vuelve, el comprador se sienta
    en el suelo, saca un pesado bulto del bolsillo interior de su chaqueta,
    y comienza á desliarle capa á capa, como si fuera una cebolla. Así van
    saliendo, sucesivamente, un pañuelo de percal aplomado, un viejo pañal
    de una camisa y una bula, dentro de la cual aparecen, como núcleo de
    todo el envoltorio, un montón de napoleones y algunas monedas de oro
    cuidadosamente guardadas entre los amarillentos repliegues de una hoja
    de un catecismo.

    Con grandísimas dificultades cuenta los veintisiete doblones y medio, ó
    sean 1.650 reales, y se los entrega al vendedor, quien, en el acto, y
    con no menores amarguras, los cuenta también; y envueltos en la bula, y
    la bula en la muselina de la mujer de Antón Perales, desaparecen en los
    profundos abismos de la faltriquera que debajo del refajo lleva ésta[4].

    El que fué por el vino vuelve con un enorme jarro lleno de él en una
    mano, y con una taza de barro blanca en la otra. Desátanse, á su vista,
    más y más las lenguas del corrillo; sonríense todas las fisonomías, y el
    rústico Ganimedes, apoyándose en la _yugata_ de la pareja, comienza á
    escanciar el vino con gran pulso y mucha solemnidad.

    El tío Juan, para quien es la primera taza, levantándola en alto,
    brinda:

    –Por la salud de los presentes, que se disfrute muchos años la pareja,
    y que en el cielo nos veamos.

    –Amén–contesta á coro la reunión.

    La taza sigue pasando luego de mano en mano y de boca en boca, hasta que
    se agotan las dos azumbres de rioja.

    Pero Antón Perales no quiere ser menos que su contrinca, y paga otros
    ocho cuartillos que se beben con la misma solemnidad que los anteriores,
    con el mismo ceremonial, pero con mayor locuacidad de parte de los
    bebedores y con peor pulso de la del escanciador.

    Entretanto la tarde va acabándose, y el ganado y la gente que llenaban
    la feria se retiran poco á poco.

    Ya no se oyen las tarrañuelas, ni los panderos, ni un solo grito en el
    corro de bolos. Los taberneros recogen sus baterías, y embridan sus
    jamelgos los curas, los jándalos y los señores de aldea; y perdiéndose,
    por grados, desde el lugar de la feria, por la campiña adelante en todas
    direcciones, se oye el sonido de las campanillas del ganado que se
    aleja. Nuestros conocidos, detrás de los novillos, llevan, como quien
    dice, la llave de la feria, cierran la marcha … y bien lo necesitan.
    Tal andan todos ellos, que no les basta entero el ancho del camino para
    no darse de calabazadas unos con otros. Aquello ya no es hablar: es una
    algarabía incomprensible é insoportable. La mujer de Perales, sobre
    todo, desafina como una cotorra; cuenta lo suyo, lo de los vecinos y
    hasta lo que no sabe. Su marido se empeña en que relampaguea, y está el
    cielo sin una sola nube; antójasele que los troncos de los árboles son
    ladrones y lleva á su costilla agarrada fuertemente por la saya para que
    no la roben el dinero. Tío Juan, el perito, canturria, con voz atiplada
    y temblorosa, aires de sus mocedades, y, recordando galantes aventuras,
    enamora á la disimulada á la mujer de Antón. Ogenio palpa con torpe mano
    las monedas que le quedan en el bolsillo, y contando por los dedos de la
    otra, sostiene y jura que ha dado dinero de más á Perales.–Los cuatro
    intrusos dan la razón á todo el mundo, pero trocando los asuntos. Á
    Perales le aseguran que Ogenio le engañó, dándole dinero de menos; á
    éste, que está, en efecto, relampagueando y que al fin tronará; á la
    pobre mujer, que realmente ha sido muy _atravesá_ y muy revoltosa, y que
    si pellizca al tío Juan, hace muy bien, porque ella se entiende…. Pero
    al oir esto, su marido, aunque no es celoso, ni mucho menos, da
    instintivamente un tirón á la saya que lleva agarrada entre sus dedos;
    y como su dueña no está para grandes pruebas de equilibrio, viene al
    suelo como un fardo. En el mismo instante Ogenio toca en el bolsillo á
    Antón para advertirle que quiere ventilar la duda que le preocupa, y
    éste, siempre soñando con los ladrones, sobrecógese de horror, dase por
    muerto, quiere huir, tropieza con su mujer y cae sobre ella; apresúrase
    el otro á levantarle, pierde el equilibrio y da de hocicos sobre los dos
    caídos; acuden, al estrépito, los demás personajes; creen que aquello es
    una lucha, enmaráñanse para separarlos, empújanse los unos á los otros,
    y al cabo y al fin caen todos amontonados sobre la desdichada mujer que
    grita y se lamenta medio sofocada por tan enorme peso. Estrújanse y
    aráñanse todos buscando un punto de apoyo para salir de aquel enredo; y
    poco á poco, y con grandes fatigas, van levantándose uno á uno; y
    renqueando y vacilando, se vuelven á poner en marcha, y llegan á un
    punto en que se bifurca la carretera. Allí deben separarse el tío Juan,
    Ogenio y dos de los intrusos. Pero da la casualidad (y estas
    casualidades abundan en la Montaña más que las ferias, que los mercados
    y que las romerías), da la casualidad, repito, que en el punto de
    empalme de los dos caminos hay una taberna; y como tío Juan de la Llosa
    es hombre que no queda mal con sus amigos por un par de azumbres más ó
    menos, invita á sus camaradas á beber, para demostrarles que «si
    _aquello_ ha sido guerra, que nunca haya paz».

    Inútil es decir que el convite se acepta y se agradece.

    Pero los bebedores se han metido en la taberna y han atado la pareja á
    un poste del portal, indicios todos de que sólo Dios sabe á que hora
    concluirá aquello y bajo qué techo dormirán nuestros conocidos la robla
    de los novillos.

    Además, la noche ha cerrado ya; me comprometí, lector, á acompañarte á
    una feria para que supieras con un ejemplo práctico lo que es una robla:
    he cumplido mi palabra como me ha sido posible, y creería abusar de tu
    amabilidad obligándote á pasar la noche al raso. Retirémonos, pues…, y
    hasta la vista.

    FOOTNOTES:

    [Footnote 1: De _robra:_ escritura ó papel autorizado para la seguridad
    de las compras y ventas ó de cualquier otra cosa. DIC.
    ACAD.–Refiriéndose á este cuadro, escribía años ha el eminente literato
    don Juan Eugenio Hartzenbusch: «También allí (en la provincia de Cuenca)
    se usaba, aunque más en pequeño, _echar la robra_ en términos parecidos
    á los de la Montaña, pero dicen _robra_, y robra significa una firma,
    una escritura, cualquier documento.»]

    [Footnote 2: Mi erudito amigo y paisano don E. Pedraja Samaniego, dijo
    en _El Averiguador de Cantabria_, respondiendo á una pregunta hecha en
    el mismo acerca de la antigüedad de esta costumbre por mí descrita:
    _«Robla._–La costumbre de convidar el comprador ó el vendedor, después
    de consumado el contrato, á los que han intervenido en él, es tan
    antigua, que ya se halla mencionada con la palabra _Alvoroc_ (hoy
    alboroque) en el título 25 de las _Cortes de León celebradas el año de
    1020_.»–El M.° Berganza, en el tomo I de sus _Antigüedades de España_,
    pág. 311, dice: «En el año 1025, Zite Morielez vendió al Monasterio de
    Cárdena una viña por sesenta sueldos de plata y cinco que se gastaron en
    el _Alvoroc_.» El mismo, en el catálogo de palabras antiguas que trae al
    fin del tomo II, define así la palabra _alvoroc: «robra_ que confirma la
    compra».

    (_Notas del A. en 1876._)]

    [Footnote 3: El doblón, en la Montaña, es una moneda imaginaria,
    equivalente á 60 reales.]

    [Footnote 4: Quizás me objete algún montañés _resabido_ que no es usual,
    ni tal vez tolerado, recibir el vendedor en la misma feria el importe de
    lo vendido. No disputaremos sobre el caso, siempre que él me conceda que
    en los pormenores del pago no he puesto yo uno solo que no sea
    verosímil.]

    «Á LAS INDIAS»

    «Á las Indias van los hombres,
    á las Indias por ganar:
    las Indias aquí las tienen
    si quisieran trabajar.»

    _(Canc. pop. de la Montaña.)_

    I

    Madre, este carraclán está mal hecho.

    –¡Jesús, qué condenao de chiquillo!… ¡Si le está, que ni pintao!

    –¡Tisana, que me aprieta por todas partes, y los faldones se me suben
    al pescuezo cada vez que me voy á quitar el sombrero!

    –Di que eres un mocoso presumido, y no me rompas la cabeza.

    –Diga usté que no sabe coser por lo fino…, ni esta tarascona de mi
    hermana…. ¿Lo ve?… Lo mismo coge la aguja que las _trentes_.
    ¡Tisana, qué camisa me está cosiendo!… ¡Á ver si das más cortas esas
    puntadas!…

    –¡El demonio del renacuajo!… ¿Cuándo soñaste tú en gastar levita?
    ¡Después que me llevo mes y medio sin pegar el ojo por servirle á él!…
    Madre, yo no coso más.

    Y la censurada costurera, que es una mocetona como un castaño, arroja al
    suelo la camisa que estaba cosiendo, y vuelve las espaldas con resuelto
    ademán al escrupuloso elegante, rapaz de trece años, listo como una
    ardilla y tan flaco como el mango de una paleta.

    Su madre, mujer de cuarenta años, aunque las arrugas del rostro y la
    curva de sus espaldas la hacen representar sesenta, después de comerse
    media cuarta de hilo para hacerle punta y que pase por el ojo de la
    aguja que apenas se ve entre sus callosos dedos, pone en orden á la
    susceptible costurera, se acerca al muchacho, le hace girar tres veces
    sobre sí mismo, le estira con fuerza la levita que lleva puesta y
    después de contemplar un instante su obra, vuelve á sentarse, exclamando
    con acento de profunda convicción:

    –Que la pinte mejor un sastre.

    Pero antes de ir más lejos, y para mejor inteligencia de los lectores,
    es justo que, como diría el inédito poeta don Pánfilo, expliquemos la
    situación.

    Que nuestros personajes son montañeses, debe haberse deducido del estilo
    del diálogo anterior; y si éste no lo ha demostrado bastante, conste
    desde ahora que lo son en efecto.–El lugar de la escena puede el lector
    colocarle en el punto de esta provincia que más le conviniere, si bien
    su parte oriental es preferible por ser en ella más frecuentes que en
    las demás, cuadros semejantes al que voy á describir.–El escenario es
    aquí el ancho soportal, ó tejavana de una casa pobre de aldea.–Ésta,
    como todas ó la mayor parte de las de su categoría, tiene en la humilde
    fachada del portal tres huecos: la puerta principal en el centro; la de
    la cuadra á la izquierda, y á la derecha la ventana de la cocina.
    Sentadas en el alto batiente de la primera, cosen las dos mujeres; la
    segunda está entreabierta, porque acaba de entrar por ella á arreglar el
    ganado el bueno de tío Nardo; jefe de la familia, ó esposo y padre
    respectivamente de los personajes de nuestro diálogo. Por lo que hace á
    la ventana, aunque no la necesitamos para nada, diré, á fuer de verídico
    historiador, que está cerrada, pues su destino, más que dar luz á la
    cocina, es dejar que salga el humo de ella cuando hay fuego en el hogar,
    el cual está ahora tan frío como la borona que en él se coció por la
    mañana para todo el día…; y dicho se está con esto que la escena es
    por la tarde: conste también, sin que este dato sea, como parecerá á
    primera vista, una minuciosidad inútil, que corre el mes de septiembre.
    Ahora sólo nos resta consignar que el pequeñuelo interlocutor, al
    dirigir tan graves cargos á su madre y á su hermana, llegaba al portal,
    vestido con levita, pantalón y chaleco de mahón gris; agarrotado su
    cuello entre los revueltos y atropellados pliegues de una enorme corbata
    de percal con grandes cuadros rojos; medio oculta su diminuta é
    inteligente cabeza bajo las anchas alas de un sombrero de paja con cinta
    verde, y calzado, por último, con gruesos zapatos de Novales. El polvo
    que los cubre, el arrebatado color de la cara del muchachuelo y el
    garrote que éste trae en una mano, prueban bien á las claras que acaba
    de hacer una larga caminata. En cuanto á las razones que tiene para
    quejarse de las tijeras de su madre y de la aguja de su hermana, no
    dejan de parecer fundadas, si se mira su vestido con alguna atención,
    pero también es cierto que las pobres mujeres nunca las vieron más
    gordas, y que el intolerante rapaz se mete por primera vez bajo aquellos
    faldones que le estorban. También debe constar que á pesar de lo que
    dijo al presentarse en escena, hay en su fisonomía algo de risueño y
    placentero que denota una satisfacción interior; su viaje debe haber
    tenido un éxito feliz…. Mas para saber lo que hay sobre esto y otras
    cosas que nos proponemos referir, volvamos á tomar el asunto donde le
    dejamos para hacer esta digresión.

    Mientras la madre pronunciaba las palabras que dejamos escritas, hecho
    el examen de la levita de su hijo, éste se sentó en el poyo del portal,
    entre las dos puertas; y limpiándose luego con el pañuelo del bolsillo
    el polvo de sus zapatos, replicó vivamente:

    –Eso lo dice usted aquí porque no hay comparanza; pero si me viera al
    lado de don Damián como yo acabo de verme…. ¡Tisana, qué levita!…;
    ¡aquéllas sí que son costuras!… Ni siquiera se conocen…. ¡Y qué
    corte! Da gloria de Dios el verla. Y no estos costurones … ¡más mal
    asentaos!

    –Pero, condenao, ¿cómo quieres tú comparar aquel paño tan fino con este
    mahón de á tres reales?

    –¡Qué mahón ni que ocho cuartos! En las manos consiste toa la
    cencia…. Si me hubiera hecho la ropa un sastre de Santander, como yo
    quería…. Lo mismo que el chaleco … y los calzones: por un lado me
    sobra media fanega, y por otro no me puedo revolver adentro…. ¡Y estos
    zapatos!… Yo no sé en qué consiste que cuanto más tocino les doy, más
    peor se ponen. ¡Qué zapatos los de don Damián, tisana! Relumbran como el
    sol de mediodía.

    –Pero, hijo mío, ¿no ves que don Damián es un señor muy rico?…

    –También tú te vestirás así el día de mañana, ¿verdá, madre?

    –¡Anda, anda!; ya te estás relambiendo con los vestidos que te he de
    regalar…. ¡Como no pongas otros!…

    –Ni falta que me hacen, para que lo sepas; probe nací, y con saya de
    estameña y tirando de la azada me han de querer….

    –Calla, tonta, que lo dije por oirte: ¡miá tú qué me importará á mí el
    día de mañana vestirte como una señora prencipal!… ¿eh, madre?

    Á la buena mujer, mientras sus dos hijos comenzaban á contender en este
    terreno, se le iban enrojeciendo los ojos, fenómeno que, en idénticas
    circunstancias, había observado de algunos días á aquella parte el tío
    Nardo con no poca sorpresa; y sabiendo por la experiencia que si no
    combatía la emoción á tiempo no podría disimularla, dió al diálogo otro
    giro diverso, preguntando al muchacho:

    –¿Te dió la carta don Damián?

    El interrogado que por otra parte, parecía estar deseando que se le
    hiciera semejante pregunta, llevó la diestra al bolsillo interior de su
    levita; después á uno de los del chaleco; ocultó entre sus dedos una
    moneda, y sonriendo con expresión de triunfo, exclamó, alzando
    progresivamente la voz:

    –Aquí está la carta … y aquí esto…; ¿lo ven bien? Esto … ¿qué
    dirán que es esto?… ¡Tisana!, que no lo aciertan…. Pues esto es …
    ¡media onza!…

    –¡Media onza!…

    –¡Media onza!

    –¡Media onza!–añadió el tío Nardo asomando la cabeza por la puerta de
    la cuadra;–¡media onza!–repitió mientras descubría el tronco;–¡media
    onza!–exclamó, en fin, trasladándose de un brinco junto al grupo que
    formaba su familia admirando la moneda que Andrés (y ya es hora de decir
    como se llamaba el rapaz) mostraba como una reliquia.

    –¡Media onza, sí!–recalcaba este último girando en todas
    direcciones;–¡media onza más maja que el sol!… Aquí está; don Damián
    me la dió para mí solo…. ¡Viva don Damián!

    Después que hubo pasado la moneda de mano en mano por todas las del
    grupo, y que todas las personas que le componían la hubieron mirado y
    remirado y hecho sonar contra las piedras, Andrés se volvió á apoderar
    de ella, y reclamando la atención de toda su familia, desdobló la carta
    que también le dió don Damián, y leyó en ella, con mucha seguridad,
    aunque con bien poco sentido gramatical, lo que sigue:

    «Señor don Frutos Mascabado y Caracolillo.

    »Habana.

    »Mi querido amigo y antiguo compañero: El dador de ésta lo será,
    Dios mediante, el joven Andrés de la Peña, que saldrá de Santander,
    al primer tiempo, en la fragata _Panchita_ con rumbo á esa ciudad,
    en la cual se propone probar fortuna. Al efecto, me tomo la
    libertad de suplicar á usted le auxilie en todo lo que esté de su
    parte, tratando por de pronto de proporcionarle acomodo conveniente
    á sus circunstancias. Dicho Andrés es muchacho listo y de buena
    conducta, tiene excelente pluma y sabe de cuentas hasta la de
    _compañías_ inclusive.

    »Contando con la buena amistad de usted, me atrevo á anticiparle
    las gracias por lo que en obsequio de mi recomendado haga, que
    será, desde luego, uno de los buenos servicios entre los muchos que
    ya le debe su afectísimo amigo y seguro servidor

    Q.S.M.B.

    _Damián de la Fuente_.»

    Después de esta carta, parécenos excusado decir á nuestros lectores lo
    que significan la levita de Andrés y el inusitado movimiento de toda su
    familia alrededor de su equipaje.

    II

    Por regla general, á los niños, apenas dejan los juguetes, les acomete
    el afán, sobre todas sus otras aspiraciones, de hombrear, de tener mucha
    fuerza y de levantar medio palmo sobre la talla. Pero cuando los niños
    son de estas montañas, por un privilegio especial de su naturaleza, su
    único anhelo es la independencia con un _Don_ y mucho dinero. Y, según
    ellos, no hay más camino para conseguirlo que irse «á las Indias»….
    Los abismos del mar, los estragos de un clima ardiente, los azares de
    una fortuna ilusoria, el abandono, la soledad en medio de un país tan
    remoto … nada les intimida; al contrario, todo estos obstáculos parece
    que les excitan más y más el deseo de atropellarlos. ¿No es cierto que
    en América es de plata la moneda más pequeña de cuantas usualmente
    circulan? Pues un montañés no necesita saber más que esto para lanzarse
    á esa tierra feliz; la vida que en la empresa arriesga le parece poco, y
    otras ciento jugara impávido, si otras ciento tuviera.

    ¿Hay quien lo duda? Ofrezca un pasaje gratis desde Santander á la Isla
    de Cuba, ó una garantía de pago al plazo de un año, y verá los
    aspirantes que á él acuden. Y no se apure porque el pasaje no sea en
    primera cámara: un montañés de pura raza atraviesa en el tope el Océano,
    si necesario fuese.

    Díganle «á las Indias vamos», y con tan admirable fe se embarca en una
    cáscara de limón, como en un navío de tres puentes. Este heroísmo suele
    ir más allá aún. Un indiano de semejante barro ve transcurrir los
    mejores años de su juventud de desengaño en desengaño, y no desmaya. No
    hay trabajo que le arredre, ni contrariedad que apague su fe: la fortuna
    está sonriéndole detrás de sus desdichas, y la ve tan clara y tan
    palpable entonces, como la vió de niño, cuando, soñando sus ricos dones,
    se columpiaba en las altas ramas del nogal que asombraba su paterna
    choza.

    De lo cual se deduce que la honradez, la constancia y laboriosidad de un
    montañés, son tan grandes como su ambición.

    Nadie, en buena justicia, podrá quitar á esta noble raza un timbre que
    tanto la honra.

    Nuestro Andresillo, pues, vástago legítimo de ella, no bien supo hablar,
    ya dijo á su madre que él sería indiano. Creció en edad, y la idea de
    irse á América fué el tema de todas sus ilusiones; y tanto y tanto
    insistió en su proyecto, que su familia comenzó á deliberar sobre él muy
    seriamente.

    Un día fueron tío Nardo y su mujer á consultarlo con don Damián,
    indiano muy rico de aquellas inmediaciones, y de quien ya hemos oído
    hablar. Don Damián había hecho, es cierto, un gran caudal: esto es lo
    que veía toda la población de la comarca y lo que excitaba más y más en
    los jóvenes el deseo de emigrar; pero en lo que se fijaban muy pocos, si
    es que alguno pensó en ello, era en que don Damián se hizo rico á costa
    de veinte años de un trabajo constante; que en todo ese tiempo no dejó
    un sólo día, una sola hora, de ser hombre de bien, ni de cumplir, por
    consiguiente, con todos los deberes que se le imponían en las
    dificilísimas circunstancias por que atravesó. Además, don Damián había
    ido á América muy bien recomendado y con una educación bastante más
    esmerada que la que llevan ordinariamente á aquellas envidiadas regiones
    los pobres montañeses. Todas estas circunstancias que obraron como base
    principal de la riqueza de don Damián, le obligaban á exponérselas á
    cuantos iban á pedirle cartas de recomendación para la Habana, y á
    consultarle sobre la conveniencia de salir á probar fortuna. Cuando
    semejantes consideraciones no bastaban á desencantar á los ilusos, daba
    la carta que se le pedía, y á las veces su firma garantizando el pago
    del pasaje desde Santander á la Habana.

    Los padres de Andrés oyeron del generoso indiano las reflexiones más
    prudentes y los más sanos consejos, cuando á pedírselos fueron en vista
    de las reiteradas insinuaciones de aquél. En obsequio á la verdad, la
    mujer del tío Nardo no necesitaba de tantas ni tan buenas razones para
    oponerse á los proyectos de su hijo: era su madre, y con los ojos de su
    amor veía á través de los mares nubes y tempestades que obscurecían las
    risueñas ilusiones del ofuscado niño; pero el tío Nardo, menos aprensivo
    que ella y más confiado en sus buenos deseos, apoyaba ciegamente á
    Andrés; y entre el padre y el hijo, si no convencían, dominaban á la
    pobre mujer, que, por otra parte, respetaba mucho las _corazonadas_, y
    jamás se oponía á lo que pudiera ser _permisión del Señor._ El párroco
    del lugar le había dicho en muchas ocasiones que Dios hablaba, á veces,
    por boca de los niños; y por si á Andrés le había inspirado el cielo su
    proyecto, se decidió á respetarle en cuanto le pareciese deber hacerlo
    así.

    Sobreponiéndose, pues, á las reflexiones del indiano la fuerza de
    voluntad de Andresillo y la buena fe de su padre, el primero prometió su
    protección al segundo; y desde aquel día no se pensó más en la casita
    que conocemos que en arreglar el viaje lo más pronto posible.

    Los preparativos al efecto eran bien sencillos: sacar el pasaporte y
    hacer el equipaje.

    Éste se componía:

    De tres camisas de estopilla;

    Un vestido completo de mahón, de día de fiesta;

    Otro ídem íd. íd., para diario;

    Una colchoneta y una manta, y

    Un arca de pino, pintada de almagre, para guardar, durante el viaje, la
    ropa que Andrés no llevase puesta.

    Del pago del pasaje se encargó don Damián hasta que Andrés supiera
    ganarlo.

    El producto de la única vaca que tenía el tío Nardo, vendida de prisa y
    al desbarate, dió justamente para los gastos de equipo del futuro
    indiano y para el pequeño fondo de reserva que debía llevar consigo,
    fondo que se aumentó con medio duro que el señor cura le regaló el mismo
    día que le confesó; con seis reales del maestro que le dió últimamente
    lecciones especiales de escritura y cuentas, y con la media onza de que
    tiene noticia el lector. Y no se arruinó completamente la pobre familia
    para «echar de casa» á Andrés, gracias al generoso anticipo del indiano;
    de otro modo, hubiera vendido gustosa hasta la cama y el hogar. Los
    ejemplos de esta especie abundan, desgraciadamente, en la Montaña.

    El día en que presentamos la escena á nuestros lectores era el último
    que Andrés debía pasar bajo el techo paterno: le había destinado á
    despedidas, y ya tuvimos el gusto de ver el resultado que le dió la de
    don Damián; día que, dicho sea _inter nos_, había costado muchas
    lágrimas á la pobre madre, á escondidas de su familia, pues no podía
    resignarse con calma á ver aquel pedazo de sus entrañas arrojado tan
    joven á merced de la suerte, y tan lejos de su protección.

    Pero las horas volaban, y era preciso decidirse. Cuando Andrés acabó de
    leer la carta, su único amparo al dejar su patria, y á vueltas de
    algunos halagüeños comentarios que se hicieron sobre aquélla, la pobre
    mujer, á quien ahogaba el llanto, mandó entrar en casa á su hijo para
    que su hermana le limpiara la ropa que llevaba puesta y se la guardara,
    mientras ella daba las últimas puntadas á una camisa.

    Andrés, entonando un aire del país, obedeció, saltando de un brinco
    sobre el umbral de la puerta; pero su madre, al ver aquella expansiva
    jovialidad en momentos tan supremos, fijos en él sus turbios ojos
    mientras atravesaba el angosto pasadizo, abandonó insensiblemente la
    aguja, y dos arroyos de lágrimas corrieron por sus tostadas mejillas.

    –¡Pobre hijo del alma!–murmuró con voz trémula y apagada.

    Tío Nardo, más optimista, por no decir menos cariñoso que su mujer, no
    comprendiendo aquel trance tan angustioso, hacía los mayores esfuerzos
    por atraerla á su terreno.

    –Yo no sé, Nisca–le dijo cuando estuvieron solos,–qué demonches de
    mosca te ha picao de un tiempo acá, que no haces más que gimotear. Pues
    al muchacho no soy yo quien le echa de casa, que allá nos anduvimos al
    efeuto de embarcarle…; y por Dios que no lo afeaste nunca bastante, ni
    te opusiste de veras.

    –Y ¿qué había de hacer yo? Tampoco hoy me opongo, aunque cuanto más se
    acerca la hora de despedirme de él…. ¡Pobre hijo mío!… Dícenme que
    puede hacerse rico…; ¡y nosotros somos tan pobres! ¡Ofrecen tan poco
    para un hombre estos cuatro terrones que el Señor nos ha dado!… ¡Ay,
    si Él quisiera favorecerle!…

    –Pues ¿qué ha de hacer, tocha? ¡No, que no!…; ahí tienes á don
    Damián….

    –¡Siempre habéis de salirme con don Damián!

    –Y con muchísima razón. ¿Qué mejor ejemplo? Un señor que vino al pueblo
    cargado de talegas; que á todos sus parientes ha puesto hechos unos
    señores; que no bien sabe que hay un vecino necesitao, ya está él
    socorriéndole; que alza él solo casi todas las cargas del lugar; que
    corta todos los pleitos para que no se coma la Justicia la razón del
    que la tiene y el haber de la otra parte, y que no quiere por tanto
    beneficio más que la bendición de los hombres de bien. ¿Qué más
    satisfacción para nosotros que ver á nuestro hijo en el día de mañana
    bendecido como don Damián?

    –¡Ay, Nardo!; en primer lugar, don Damián fué siempre muy honrado….

    –No viene Andrés de casta de pícaros.

    –Después, Dios le ayudó para que hiciera suerte.

    –Y ¿por qué no ha de ayudar á Andrés?

    –Don Damián fué un señor desde sus principios, y cuando salió de aquí
    llevaba muchos estudios y sabía tratar con personas decentes…; y había
    heredado la levita, que esto vale mucho para bandearse fuera de los
    bardales del lugar.

    –¡Bah, bah!…; ríete de cuentos, Nisca, que todos los hombres nacimos
    de la tierra y tenemos cinco dedos en cada mano.

    –Valiera más, Nardo, que en lugar de fijarnos en ejemplos como el de
    ese buen señor para echar de casa á nuestros hijos, volviéramos los ojos
    á otros más desgraciados. ¡Cuántas lágrimas se ahorrarían así!… Sin ir
    más lejos, ahí está nuestra vecina que no halla consuelo hace un mes,
    llorando al hijo de su alma que se le murió en un hospital al poco
    tiempo de llegar á la Habana.

    –Sí; pero ese muchacho….

    –Era tan sano y tan robusto como Andrés, y como él era joven y llevaba
    buenas recomendaciones. También las llevó el del tío Pedro, y murió
    pobre y desamparado en lo más lejos de aquellas tierras…. Bien
    colocado estaba el sobrino del señor alcalde, y malas compañías le
    llevaron á perecer en una cárcel; y Dios parece que lo dispuso así,
    porque cuentan que si sale de ella hubiera sido para ir á peor paraje.
    Veinte años bregó con la fortuna su primo Antón, y, por no morirse de
    hambre, anda hoy de triste marinero ganando un pedazo de pan por esos
    mares de Dios. Bien cerca de tu casa tienes al pobre hijo de Pedro Gómez
    esperando á que se le acabe la poca salud que trajo de las Indias al
    cabo de quince años de buscarse en ellas la fortuna, para que Dios le
    lleve á descansar á su lado; pues ya, pobre y enfermo, ni vale para
    apoyo de su familia, ni para el pueblo, ni para sí mismo, que es lo
    peor…; y bien reniega de la hora en que salió de su casa….

    –¡Anda, anda!…; ¡echa por esa boca desventuras y lástimas! ¿Por qué
    no te acuerdas del hijo del Manco y de el del alguacil, que dicen que
    gastan coche en la Habana y que están tan ricos que no saben lo que
    tienen?

    –¡Mal año para ellos, que dejan morir de miseria á sus familias que se
    arruinaron por embarcarlos, y ni siquiera se acuerdan de la tierra en
    que vieron el sol! … mucho quiero á ese pobre hijo que se va á ir por
    ese mundo; pero antes que verle mañana sin religión, olvidado de su
    familia y de su tierra (Dios me perdone si en ello le ofendo), quisiera
    la noticia de que se había muerto.

    –Vaya, Nisca, que hoy te da el naipe para sermones de ánimas….
    Todavía me has de hacer ver el asunto por el lado triste.

    –¡Dichoso de ti, Nardo, que no le has visto ya!

    –No seas tonta, que yo no puedo ver esas cosas como tú las ves….
    Porque este lugar haya sido poco afortunado para los indianos….

    –Calcula tú cómo andarán los demás … cuando en este rincón solo hay
    tanta lástima. ¡Ay, Nardo!; aunque yo no lo tocara con mis manos ni lo
    viera con mis ojos, los consejos de don Damián, con la experiencia que
    tiene, serían de sobra para que yo llorara al echar, sola por el mundo,
    á esa pobre criatura.

    La salida de Andrés interrumpió este diálogo. Traía puesto su traje de
    camino, nuevo también, pero de corte más humilde que el que se había
    quitado para que su hermana se le guardase.

    Tía Nisca se enjugó apresuradamente los ojos al ver á su hijo, y plegó
    con esmero sobre sus rodillas la camisa que había concluído.

    Toda aquella tarde se invirtió en arreglar el equipaje de Andrés, y al
    anochecer se rezó el rosario con más devoción que nunca, pidiendo todos
    á la Virgen, con esa fe profunda y consoladora de un corazón cristiano,
    amparo para el que se iba, y, para los que se quedaban, resignación y
    vida hasta volver á verle.

    III

    Ahora, si el lector lo consiente, que sí lo consentirá, pues no le
    cuesta dinero ni cosa que lo valga, vamos á trasladarnos con la escena á
    otra parte.

    Estamos en el magnífico Muelle de Santander.

    Como de ordinario, multitud de carros, bultos de mercancías, básculas,
    corredores, dependientes, comerciantes, marineros, pescadores, vagos y
    curiosos forasteros, en el más agitado y bullicioso desorden, le hacen
    intransitable desde la Ribera al café Suizo. Fijémonos un momento en
    este último punto, como el más despejado. Frente á la puerta pasan tres
    personas que nos son muy conocidas, y siguen, sin detenerse un segundo
    ante las vidrieras del establecimiento para ver sus espejos y divanes,
    hacia la punta del Muelle. Estos personajes son Andrés, su padre y su
    madre. El primero en medio de los otros dos, metidas las manos en los
    bolsillos de sus anchos pantalones, tiradas hacia la espalda las solapas
    de la levita consabida, y el hongo muy calado sobre el cogote. El tío
    Nardo á la derecha, con su vestido nuevo de paño pardo, y su mujer al
    otro lado, con muselina blanca á la cabeza, la saya morada de los
    domingos colgada al hombro, y terciado en el brazo opuesto un gran
    paraguas envuelto en funda de percal rayado. Los tres caminan sin
    decirse una palabra: tío Nardo con las más visibles muestras de
    indiferencia; su mujer abismada como siempre en su pena, y mirando al
    través de sus lágrimas el barco fatal que espera á su hijo, meciéndose
    sobre las aguas á una milla del Muelle. En cuanto á Andrés, á juzgar por
    su resuelto continente y por su sonrisa desdeñosa, puede asegurarse que
    acaricia la ilusión de construir por su cuenta, á su vuelta de América,
    un barrio tan elegante y monumental como el que va recorriendo.

    Tres días hace que llegaron del pueblo. Despachados los papeles y demás
    diligencias indispensables á todo pasajero, sólo se pensó ya en
    complacer á Andrés y en proporcionarle cuantas distracciones estuvieran
    al alcance de sus recursos. Tuvo éste á su disposición dos días y cerca
    de veinte duros. De modo que á la hora en que le volvemos á encontrar,
    no cuenta un solo deseo que no haya visto satisfecho; es decir, se ha
    bebido, vaso á vaso, más de media cántara de agua de limón «fría como la
    nieve»; ha comido, de seis en seis, más de un ciento de merengues; ha
    convidado á cuantos paisanos y conocidos hallaba al paso; ha comprado
    una _sinfonía_ en una tienda de alemanes, y ha oído una misa mayor en la
    Catedral. Total de gastos, con hospedaje y alimentos de las tres
    personas en el _Cuartelillo_, cinco napoleones. Nada, pues, le quedaba
    ya que ver, como él decía, cuando le avisaron que era preciso
    embarcarse, porque estaba la fragata lista para darse á la vela.

    Esta noticia, que no le sorprendió lo más mínimo, acabó de anonadar á su
    madre y sacó, por un instante, de su habitual atolondramiento á tío
    Nardo.

    Sigámosles ahora por el Muelle. En la última rampa se embarcan en un
    bote que se dirige en seguida á la fragata que aún no ha contemplado
    Andrés más que de lejos, sin que por ello la haya perdido de vista un
    solo día desde su llegada á Santander; por consiguiente, no ha podido
    formarse todavía una idea exacta de lo que ella es.

    Á medida que se aproximaban los tres al buque, éste va desarrollando á
    sus ojos sus gigantescas proporciones; su negra mole parece que surge
    del agua, y tía Nisca, aunque jamás se forja ilusiones ni las toma en
    cuenta para nada, lo cree como el Evangelio. Y cree más: para ella,
    aquel volumen enorme tiene una fisonomía, fisonomía satánica, imponente,
    que la mira siempre y con un gesto terrible que hiela la sangre en sus
    venas. Los gritos de adentro y el sinnúmero de caras que asoman sobre la
    borda mirando á los del bote que llega, le parecen el alma diabólica y
    multiforme de aquel monstruoso cuerpo en cuyos antros va á desaparecer
    quizá para siempre, el hijo de su amor. El atezado rostro de tía Nisca
    se vuelve lívido.

    Andrés, por el contrario, se entusiasma más y más según que se acerca á
    la fragata. La magnitud de su casco, la elevación de sus palos, el
    laberinto de su jarcia, todo le enamora y hasta le enorgullece. ¿Qué
    vale la pobre choza de su aldea junto á aquel flotante palacio que va á
    habitar durante mes y medio?

    En cuanto á tío Nardo, si hemos de ser justos, desde que pudo apreciar
    la magnitud real y efectiva del barco hasta que llegó á su costado, no
    pensó más que en calcular cómo no se iría á pique un cuerpo tan pesado,
    siendo el cuerpo tan _duro_ y tan _blando_ el elemento que le sostenía;
    cuestión que trató con sus vecinos más de una vez, á su vuelta á la
    aldea.

    Otro cuadro más raro tienen que contemplar nuestros tres conocidos al
    llegar sobre cubierta: montones de jarcia, cajas de provisiones, una res
    acabada de desollar, enormes jaulas conteniendo vacas, cerdos y
    carneros, y otras menores con gallinas; grupos de marineros acá izando
    una verga, allá bajando pesados bultos á la bodega; y por último,
    revueltos y deslizándose entre tanto obstáculo, más de un centenar de
    muchachuelos del corte de nuestro aspirante á indiano. Todo esto junto
    produce un ruido infernal. Tío Nardo se marea, su mujer solloza y Andrés
    observa impávido.

    De aquella turba de niños, algunos lloran, otros meditan tristemente
    reclinados contra la borda, otros miran atónitos cuanto les rodea…,
    ¡muy pocos ríen! Todos, como Andrés, van á América buscando la fortuna;
    todos van, como él, poco más que á merced de la casualidad…. Seamos
    exactos: muchos de ellos no llevan ni siquiera una carta como la de don
    Damián.

    De todos los que acompañan á Andrés, acaso no encuentre uno solo lo que
    va buscando; quizá todos ellos contemplen por la última vez de su vida
    la tierra sobre que han nacido.

    Tía Nisca logra ver el sitio que se destina á su hijo en la fragata.

    Sobre la carga que ésta lleva en sus bodegas, se han tendido unas tablas
    de pino; entre estas tablas y la cubierta, espacio mucho más bajo que la
    talla de un hombre, se han colocado en fila tantas colchonetas como son
    los pasajeros: una de ellas es la de Andrés. Este departamento es el que
    se conoce con el nombre de _sollado_. La pobre madre se estremece al ver
    la mezquindad del sitio destinado al reposo de su hijo. Aquello es
    insano, no tiene bastante ventilación…; ¡si Andrés se pusiera
    enfermo!…

    No corre, vuela en busca del capitán…. Quiere gratificarle…, comprar
    un poco de comodidad para aquella inocente criatura. Se palpa los
    bolsillos, rebusca los de su marido; pero sólo puede reunir … ¡medio
    duro! ¡Y el capitán es un señor tan elegante! ¿Con qué cara le ha de
    ofrecer ella diez reales? Pero nota, en su defecto, que tiene la mirada
    muy noble. Se decide á hablarle, y entre lágrimas y sollozos,

    –Señor–le dice,–el hijo mío que va á la Habana es Andrés, aquel
    muchacho tan guapo y tan listo que está mirando hacia acá. Créame usted,
    señor: no va en primera cámara porque ni aun vendiendo la camisa
    hubiéramos podido reunir tanto dinero si habíamos de dejarle algo al
    pobre muchacho por lo que pudiera sucederle fuera de su casa. Le juro á
    usted que es la pura verdad lo que le digo. Pero yo no sabía que el
    sitio donde tenía que ir era tan angosto, que si no, ¡ay, Dios mío! …
    mire usted señor, somos unos pobres; pero si al mi Andrés le atendieran
    algo por el camino…. No es esto decir que yo desconfíe de usted, ¡ave
    María Purísima! Usted es hombre honrado, y no hay más que mirarle para
    … voy al decir, que…. ¡Hijo mió de mi alma!…; yo no sé ya lo que
    digo ni lo que he de hacer porque lo pase más á gusto.

    Las lágrimas ahogan á la pobre mujer, y el dolor perturba su razón.

    El capitán, respetándole en todo lo que vale, promete á la afligida
    madre un sitio en primera cámara para su hijo en cuanto se hagan á la
    mar y trata de consolarla con cariñosas aunque breves palabras.

    Esta misma táctica ha seguido siempre con todas las madres de los
    pasajeros que han ido á su cuidado, porque es de advertir que todas
    ellas han solicitado para sus hijos lo mismo que la tía Nisca para
    Andrés. Convengamos en que, en la imposibilidad de complacerlas, es muy
    recomendable esta manera de engañarlas á todas.

    Tía Nisca vuelve más animada adonde está su hijo, á quien refiere entre
    bendiciones, la buena acogida que le dispensó el capitán. Después,
    abrazándole estrechamente, le recomienda de nuevo mucha devoción al
    escapulario bendito de la Virgen del Carmen que lleva sobre su pecho;
    que sea bueno y sumiso; que huya de las malas compañías; que piense
    siempre en su pobre choza y en su patria…, en fin, cuanto es de
    necesidad que recomiende una madre cariñosa á un hijo querido en el
    instante supremo de una larga ó tal vez eterna separación.

    Pero el sonido metálico y vibrante del molinete se oye: comienzan á
    levar anclas, y es preciso separarse.

    La desdichada madre siente que hasta la voz le falta para decir el
    último «adiós». Andrés comprende por primera vez lo que es perder de
    vista su hogar y su patria, y lanzarse niño y solo á los desiertos del
    mundo, y también por primera vez llora, y acaso se arrepiente de su
    empresa; tío Nardo mira hacia el Muelle y procura no hablar para que no
    se vean las lágrimas que al cabo vierte, ni descubra su voz la pena que
    hay en su pecho; y deseando abreviar aquella escena por afligir menos á
    su hijo, estréchale en silencio entre sus brazos, coge por otro
    bruscamente á su mujer y desciende con ella al bote, imponiéndose la
    dura penitencia de no mirar á la fragata hasta que llegue al Muelle.

    Cuando en él desembarcan, tía Nisca se deja caer en el umbral de la
    primera puerta que hallan al paso. Con los codos sobre sus rodillas, la
    cabeza entre las manos, los ojos fijos en la fragata y la cara inundada
    en llanto, espera inmóvil, como una estatua del dolor, á que el buque
    desaparezca. Tío Nardo de pie á su lado, pero algo más tranquilo,
    respeta la situación de su mujer y no se atreve á separarla de allí.

  • El paraiso de las mujeres

    El paraiso de las mujeres

    Aproximadamente 90.409 palavras.

    EL PARAÍSO DE LAS MUJERES

    VICENTE BLASCO IBAÑEZ

    EL PARAÍSO

    DE LAS

    MUJERES

    (NOVELA)

    Copyright 1922.

    AL LECTOR

    Considero necesario dar una explicación sobre el origen de este libro.

    Una casa editorial cinematográfica de los Estados Unidos me pidió hace
    un año una novela para convertirla en _film_, recomendándome que fuese
    muy «interesante» y se despegase por completo de los convencionalismos y
    rutinas que hasta ahora vienen observándose en las historias presentadas
    por medio del cinematógrafo.

    Yo admiro el arte cinematográfico–llamado con razón el «séptimo
    arte»–, por ser un producto legítimo y noble de nuestra época. Como
    todo progreso, ha encontrado numerosos enemigos, que fingen
    despreciarlo; especialmente entre los escritores faltos de las
    condiciones necesarias para servir á este arte, aunque lo deseasen. La
    llamada República de las Letras es un estado conservador y misógeno, que
    se subleva instintivamente ante toda novedad y la repele con sarcasmos
    que cree aristocráticos.

    Cuando se inventó la imprenta, una gran parte de los literatos de
    entonces también la consideraron como algo populachero y ordinario, que
    nunca podría gustar á los espíritus escogidos. Fué preciso el transcurso
    de algunas decenas de años para que todos se convenciesen de que el
    libro impreso, aunque menos hermoso que el códice escrito á mano y con
    letras capitulares artísticamente iluminadas, servía mejor á la difusión
    de las ideas y al mejoramiento intelectual de la humanidad.

    Dentro de un siglo las gentes se asombrarán tal vez al enterarse de que
    hubo escritores que presenciaron el nacimiento de la cinematografía y no
    hicieron caso de ella, apreciándola como una diversión pueril y frívola,
    buena únicamente para el vulgo ignorante.

    Conozco todas las objeciones contra el cinematógrafo y su creciente
    difusión. Son las mismas que todavía á estas horas formulan algunas
    devotas, en el fondo de las provincias, contra la novela y contra el
    teatro, creyéndolos la perdición de la humanidad y la causa de todas las
    inmoralidades existentes.

    Si la cinematografía no hubiese de dar en el curso de su desarrollo
    otras cosas que el sainete grotesco é inverosímil que hace reir con
    payasadas de _clown_, ó las historias de ladrones y detectives, yo
    abominaría de ella, como lo hacen muchos. Pero el nuevo arte está
    todavía en los primeros vagidos de su infancia; no tiene más allá de
    veinticinco años de existencia–que equivalen á veinticinco minutos en
    la historia de un invento útil–, y nadie sabe hasta dónde pueden llegar
    el desarrollo de su juventud y el esplendor de su madurez.

    También la novela dió en distintos períodos de su vida una floración de
    libros que tuvieron por héroes á bandidos «simpáticos» ó tenebrosos y á
    policías «providenciales», y á nadie se le ocurre decretar por ello la
    supresión de dicho género literario. Al lado de la novela psicológica y
    de observación directa existirá siempre la novela de folletín. Y lo
    mismo puede decirse del teatro. Juntos con el drama y la comedia,
    atraerán siempre á una gran parte del público el melodrama espeluznante
    ó la farsa grotesca.

    La cinematografía no iba á librarse de esta división impuesta por los
    dos gustos diversos y antitéticos que se reparten la gran masa del
    público. Como ocurre en la infancia de todo arte, el primer producto del
    cinematógrafo ha sido el melodrama terrorífico y la farsa que hace reir
    hasta desquijararse, géneros que con más rapidez atraen á las
    multitudes. Pero ahora, después de dos docenas de años de existencia,
    los que nos preocupamos del desarrollo cinematográfico vamos viendo cómo
    se afina el gusto del público en las naciones más instruidas y cómo al
    lado de las historias para reir y las tragedias detectivescas surgen las
    primeras manifestaciones de la verdadera novela cinematográfica, con
    caracteres extraídos de la realidad, observaciones psicológicas y una
    fábula que mantiene despierto al mismo tiempo el interés del espectador.

    Yo creo próximo el nacimiento de muchas novelas cinematográficas que
    serán al mismo tiempo grandes obras literarias. Pero estas novelas
    resultan de más difícil producción que una novela en forma de libro, ya
    que en ellas no es posible lo que en la jerigonza literaria llamamos el
    «relleno».

    * * * * *

    La cinematografía no es el teatro mudo, como creen muchos; es una novela
    expresada por medio de imágenes y frases cortas.

    El teatro tiene convencionalismos de lugar y de tiempo, impuestos por
    los breves límites de un escenario, y de los cuales no puede librarse.
    En cambio, la acción de la novela no reconoce limites; es infinita, como
    la del cinematógrafo, y puede componerse de tres ó cuatro historias
    diversas, que se desarrollan á la vez, y al final vienen á confundirse
    en una sola; puede tener por escenario los lugares más diversos de
    nuestro planeta.

    Una obra teatral llegará, cuando más, hasta siete actos y cambiará sus
    decoraciones quince ó veinte veces: pero le es imposible ir más allá.
    Una novela, lo mismo que una historia cinematográfica, puede disponer de
    tantos escenarios como capítulos, tener por fondo los más diversos
    paisajes y por actores verdaderas muchedumbres.

    Repito que el «séptimo arte» es novela y no teatro, y tal vez por esto
    todas las obras teatrales célebres que fueron trasladadas al
    cinematógrafo pasaron inadvertidas, mientras las novelas famosas, al ser
    filmadas, obtuvieron grandes éxitos, agrandándose el interés de su
    fábula con la plasticidad de los personajes que el lector sólo había
    podido imaginarse vagamente á través de las líneas impresas.

    Hoy empieza á aumentar considerablemente en todas las naciones el número
    de los novelistas que nos preocupamos del arte cinematográfico.

    La multiplicidad de los idiomas con que expresan los hombres su
    pensamiento representa para el artista literario un obstáculo que no
    conocen el pintor, el escultor, ni el músico. Es cierto que los
    traductores se encargan de salvar este obstáculo; pero por grande que
    sea su pericia y la conciencia con que realicen su trabajo, ¡resulta
    siempre tan diversa la novela traducida de la novela original, y se
    pierden tantas cosas en el traslado de una á otra!…

    En cambio, la expresión cinematográfica puedo proporcionar á la novela
    la universalidad de un cuadro, de una estatua ó de una sinfonía. Los
    rótulos del _film_ y la necesidad de traducirlos representan poca cosa
    en esta clase de obras. Lo importante es la imagen vivida, la acción
    interpretada por seres humanos, valiéndose del gesto, que ignora el
    estrecho molde de las sílabas.

    Gracias á este nuevo medio de expresión, el novelista que por su
    nacimiento pertenece á un país determinado puede tener por patria
    intelectual la tierra entera y ponerse en comunicación con los hombres
    de todos los colores y todas las lenguas, hasta con los que viven en los
    límites de un salvajismo recién abandonado. Por medio del «séptimo
    arte», un autor puede en la misma noche contar su historia imaginada á
    los públicos de Nueva York, Londres y París, á las muchedumbres
    cosmopolitas de los grandes puertos del Pacífico á los árabes que llegan
    á caballo al aduar del desierto donde funciona el modesto aparato del
    cinematografista errante, á los marineros que invernan en una isla del
    Océano Glacial y entretienen sus noches interminables con el relato mudo
    de las novelas luminosas.

    Yo puedo decir que una de mis mayores satisfacciones literarias la tuve
    hace dos años, estando en California, al conversar con un japonés que
    había viajado por toda Asia.

    Este hombre me habló de una de mis novelas, contándome su «argumento»
    del principio al desenlace para convencerme de que la conocía bien. No
    la había leído, por no estar traducida aún al idioma de su país, y
    pensaba comprar la versión inglesa.

    Pero la había «visto» en un cinema de Pekín.

    * * * * *

    Además hay que hacer una confesión. La novela está en crisis actualmente
    en todas las naciones.

    El siglo XIX fué el siglo de la música y de la novela. Resulta tan
    enorme la producción novelesca de los últimos cien años y tan diversas
    las actividades de sus novelistas, que autores y público viven ahora
    como desorientados.

    Es casi imposible encontrar un camino virgen de huellas. Cuando el
    novelista cree seguir un sendero completamente inexplorado, se entera á
    los pocos pasos de que otros avanzaron por el mismo sitio antes que él.
    Todos los resortes de la maquinaria novelesca parecen flojos y
    mortecinos de tanto funcionar; todas las situaciones emocionantes, todos
    los caracteres salientes, todos los tipos de humanidad, están casi
    agotados. La originalidad novelesca va siendo cada vez más ilusoria. Por
    eso sin duda, muchos autores violentan la serena sencillez de su idioma,
    obligándole á producir una florescencia atormentada, de invernáculo, y
    hacen de ello su mayor mérito. Buscan ocultar de tal modo, bajo la
    frondosidad forzada del lenguaje, la anémica pobreza de la historia que
    cuentan.

    Los novelistas se agitan infructuosamente en busca de novedad; el
    público exige igualmente novedad; pero la novela actual, cuando pretende
    en Francia y otros países ser verdaderamente nueva, no tiene nada de
    novela, y aburre al lector…. Y en esta crisis, que es universal, nadie
    columbra la solución.

    Yo no afirmo que el cinematógrafo sea un remedio único y decisivo;
    reconozco además como indiscutible que la novela impresa será siempre
    superior á la novela expresada por el gesto, pues esta última no puede
    disponer con la misma amplitud que la otra de la sugestión inmaterial
    del «estilo»; pero creo que si los novelistas empiezan á intervenir
    directamente en el desarrollo del «séptimo arte», monopolizado hasta
    hace poco por personas sin competencia literaria, su esfuerzo servirá
    cuando menos para reanimar la novela, comunicándola una segunda juventud
    y haciendo más extensos sus dominios actuales.

    Sin embargo, no á todos los países les es fácil adaptarse con éxito al
    nuevo medio de expresión literaria.

    La cinematografía depende del desarrollo industrial de un país y de su
    riqueza.

    El libro también necesita sujetarse á la influencia de estos dos
    factores; pero un editor de novelas impresas puede establecerse en
    cualquier parte donde existan imprentas y almacenes de papel, y le
    bastan unos cuantos miles de pesetas para publicar sus primeros
    volúmenes.

    Las casas editoriales de cinematografía necesitan capitales de millones
    y crear por su propia cuenta inmensos talleres. Además, les es
    indispensable tener á sus espaldas la grandeza de una de esas naciones
    que son primeras potencias industriales, para encontrar con facilidad
    energías eléctricas gigantescas, fábricas capaces de producir nuevas
    maquinarias: en una palabra, para disponer de poderosos aliados y
    servidores.

    Por este motivo, el más enorme de los pueblos americanos es y será
    siempre el primer productor cinematográfico de la tierra. Francia, que
    inventó la cinematografía, figura actualmente como una simple
    importadora de _films_ facturados desde Nueva York.

    El cinematógrafo ocupa en los Estados Unidos el quinto lugar entre los
    productos nacionales. Avanza á continuación del acero, el trigo y otros
    artículos indispensables para la vida.

    Hay en aquella República veinticinco mil salas de cinematógrafo, algunas
    de ellas con lugar para más de seis mil espectadores.

    En los miles de ciudades donde viven agrupados sus ciento veinte
    millones de habitantes, los teatros se mantienen en una situación
    estacionaria, mientras los cinemas son cada vez más numerosos.

    De una obra cinematográfica americana que obtiene éxito en el mundo
    entero llegan á venderse por término medio doscientas copias. Es lo que
    se llama, en lenguaje de librería, «una mediana tirada». De estas copias
    Francia compra tres ó cuatro para «pasarlas» en sus diversos cinemas;
    España tres; Italia tres ó dos, etc. La Gran Bretaña, que es la mayor
    compradora de Europa, adquiere once ó quince para la metrópoli y sus
    colonias.

    En total: de las doscientas copias, los Estados Unidos consumen ellos
    solos ciento veinte, y las ochenta restantes son para los demás pueblos
    de la tierra. Así se comprende que los cinematografistas americanos, sin
    salir de su país, puedan cubrir todos sus gastos, que son inauditos, y
    realizar ganancias. El producto del resto del mundo es para ellos á modo
    de una propina.

    Después de saber esto, reconocerá el lector que el cinematógrafo sólo
    puede ser americano, y que la suprema aspiración de todo novelista que
    desee triunfos en el «séptimo arte» consiste en abrirse paso allá … si
    es que puede, pues la empresa no resulta fácil.

    * * * * *

    Pero volvamos á la explicación del origen de este libro.

    Como mi novela _Los cuatro jinetes del Apocalipsis_ ha sido convertida
    en _film_–más extenso y costoso de todos los que se conocen hasta el
    presente, y el cual obtiene en los Estados Unidos un éxito que durará
    años–, recibí de Nueva York, como ya he dicho, el encargo de escribir
    un relato novelesco que pudiera servir para una obra cinematográfica de
    «interés y novedad».

    Así produje EL PARAÍSO DE LAS MUJERES.

    Esta historia fantástica, que se despega por completo de mis novelas
    anteriores, no ha nacido verdaderamente ahora, pues data de los tiempos
    de mi infancia.

    Desde que leí, siendo niño, los _Viajes de Gulliver_, el recuerdo de
    Liliput y sus pequeños habitantes se fijó para siempre en mi memoria.
    Muchas veces me pregunté, en aquellos años ya remotos: «¿Qué habrá
    ocurrido en Liliput después que se marchó el héroe de Swift?…» Y me
    entretenía imaginando á mi modo los diversos episodios de la historia
    contemporánea de los pigmeos.

    Ahora, en la madurez de mi vida, he intentado otra vez rehacer la
    historia moderna de Liliput, pero como puede realizarlo la fantasía de
    un hombre, menos optimista y generosa que la de un niño.

    Esto de imaginarse una humanidad más pequeña que la nuestra, con
    nuestros mismos defectos y preocupaciones, como si fuese contemplada á
    través de un microscopio, es algo que halaga la vanidad de los hombres,
    y por lo mismo resulta tan antiguo como su existencia.

    Swift, el humorístico deán irlandés, fué el creador de Gulliver y del
    reino de Liliput; pero cien años antes, Rabelais, que indudablemente le
    sirvió de modelo, había descrito con no menor humor las costumbres de
    enanos y gigantes.

    Tengo la certeza de que en todas las literaturas antiguas fueron muchos
    los relatos sobre países de pigmeos y países de colosos. ¿Qué pueblo no
    contó historias de gnomos minúsculos, de vida misteriosa, y gigantes que
    para contemplar á uno de nuestra especie necesitan colocarlo sobre la
    palma de una mano?… Voltaire se inspiró en Swift para crear su
    _Micromegas_, y sería muy largo el relato de todos los novelistas y
    cuentistas que imitaron más ó menos directamente este género de
    fantasías.

    Yo escribí la presente novela creyendo que únicamente iba á servir para
    la producción de una cinta cinematográfica, y jamás aparecería en forma
    de libro. En realidad, la casa editorial de Nueva York no me pidió una
    novela, sino lo que llaman en lenguaje cinematográfico un «escenario»,
    un relato escueto y de pura acción, para que sirva de guía al director
    de escena, á los encargados de las tramoyas y á los actores que
    interpretan los personajes.

    Pero excitado por la novedad del trabajo y á impulsos también de mis
    hábitos de novelista, empecé á escribir y á escribir, sin darme cuenta
    de que en vez de un «escenario» producía una novela, y en veintiuna
    tardes terminé EL PARAÍSO DE LAS MUJERES.

    Nunca he trabajado tan aprisa y con tanto fervor. Creo que si me pusiera
    ahora á hacer una copia del presente libro emplearía más tiempo.

    Repito que jamás pensé que mi novela cinematográfica pudiera convertirse
    en volumen impreso; y mi sorpresa fué grande al ver que el «escenario»
    era un libro al que algunos pretendían encontrar cierta intención
    filosófica y política. Hasta en los Estados Unidos–país donde las
    mujeres ejercen una enorme y legítima influencia–creen algunos,
    equivocadamente, que mi novela es á modo de una sátira del feminismo
    norteamericano.

    Como EL PARAÍSO DE LAS MUJERES ha sido traducida ya á varios idiomas, me
    decido á publicarla igualmente en español, aunque no pensase en ello
    cuando la escribí.

    Será una obra más dentro del marco de la novela española, la cual desde
    hace algunos años no peca ciertamente por exceso de variedad. Los más de
    los novelistas marchan en fila india, uno tras otro, y sólo de tarde en
    tarde se les ocurre saltar un poco fuera del sendero. Mientras tanto, en
    los otros países la novela procura renovarse y los autores cambian con
    frecuencia su manera de ver la vida y de expresar sus impresiones, para
    que no los «encasille» el público, adivinando de antemano lo que pueden
    decir. Además, la novela es un género de variedad infinita, y allí donde
    todos los novelistas describen lo mismo, con un lenguaje semejante, la
    novela corre peligro de muerte.

    Tal vez el presente libro sea considerado por muchos como una
    «equivocación» al compararlo con mis anteriores obras; pero yo prefiero
    equivocarme yendo en busca de novedad, á conseguir aciertos fáciles, que
    muchas veces no son mas que simples repeticiones de triunfos anteriores.
    De todos modos, me anima la esperanza de que este relato ligero tal vez
    resulte más entretenido para el lector que muchas novelas de moda
    reciente, en las que se emplean trescientas páginas sólo para preparar
    el encuentro á puerta cerrada de dos personas de distinto sexo, llegando
    así á la escena «culminante» de la obra, que es simplemente una escena
    de «libro verde», escrita con las precauciones necesarias para bordear
    el Código y que el volumen pueda exponerse sin peligro en los
    escaparates de las librerías.

    Del _film_ que dió origen á esta novela diré que aún está por nacer.
    Según parece, fui amontonando en él tales dificultades do ejecución, que
    los ingenieros norteamericanos que inventan nuevas «magias» para esta
    clase de obras todavía están haciendo estudios y no han podido encontrar
    el modo de que aparezcan en el lienzo luminoso, á un mismo tiempo y sin
    trampa visible, la enormidad del Gentleman-Montaña y la bulliciosa
    pequeñez de las muchedumbres que pueblan la Ciudad-Paraíso de las
    Mujeres.

    VICENTE BLASCO IBAÑEZ

    Villa Fontana Rosa Mentón (Alpes Marítimos) Febrero 1922

    EL PARAÍSO DE LAS MUJERES

    * * * * *

    Frente á la Tierra de Van Diemen

    Edwin Gillespie, joven ingeniero de Nueva York, llevaba varias semanas
    de navegación á bordo de uno de los paquebotes ingleses que hacen la
    carrera entre San Francisco y Australia.

    Nunca había conocido un viaje tan triste. Recordaba con dulce nostalgia
    su navegación de tres años antes, desde los Estados Unidos á las costas
    de Francia, cuando era oficial del ejército americano é iba á guerrear
    contra los alemanes. Aquella travesía resultaba peligrosa; reinaba á
    bordo una continua vigilancia por miedo á los submarinos y á las minas
    flotantes; pero Gillespie tenía entonces como inseparables compañeros la
    alegría de una juventud ansiosa de aventuras y el entusiasmo del que va
    á exponer su vida por un ideal generoso.

    Ahora llevaba como invisibles camaradas de viaje la desesperación y el
    aburrimiento, y cuando conseguía huir de uno, caía en los brazos del
    otro. Se había embarcado apresuradamente, creyendo encontrar la fortuna
    lejos de los Estados Unidos; pero se sentía cada vez más triste así como
    iba alejándose de su tierra natal.

    Era el amor el que le había aconsejado esta resolución desesperada.

    A su vuelta de la gran guerra había visto el mundo transfigurado. Todo
    le parecía más hermoso; las cosas adoptaban nuevas formas; el aire
    cantaba junto á sus oídos, agitado por las vibraciones de una sinfonía
    interminable. Y todo esto era porque acababa de conocer á miss Margaret
    Haynes, una persona primaveral, cuyos diez y nueve años, alegres y
    graciosos, se desbordaban en risas, palabras musicales y gestos
    encantadores.

    Gillespie olvidó de golpe todo su pasado al hablar con esta adorable
    criatura. Creyó que su vida anterior había sido un ensueño. Recordaba
    con esfuerzo, como si fuesen pálidas visiones, su ida á Europa; los
    combates junto á Saint-Mihiel, de los que salió herido; la ceremonia
    guerrera durante la cual á él y á otros compañeros les colocaron sobre
    el pecho la roja cinta de la Legión de Honor.

    Para Edwin Gillespie la única realidad era miss Margaret, y los días que
    no la veía, aunque sólo fuese por unos momentos, se imaginaba que el
    cielo era otro y que se desarrollaban en su inmensidad tremendos
    cataclismos de los que no podían enterarse los demás mortales.

    Toda una primavera se encontraron en los tés de los hoteles elegantes de
    Nueva York. Después, durante el verano, siguieron conversando y bailando
    en las playas del Atlántico más de moda.

    Miss Margaret era la hija única del difunto Archibaldo Haynes, que había
    reunido una fortuna considerable trabajando con éxito en diversos
    negocios. La sonriente _miss_ iba á heredar algún día varios millones; y
    esto no representaba para ella ningún impedimento en sus simpatías por
    Gillespie, buen mozo, héroe de la guerra y excelente bailarín, pero que
    aún no contaba con una posición social.

    El ingeniero se tuvo durante medio año por el hombre más dichoso de su
    país. Miss Haynes fué la que se encargó de envalentonar su timidez con
    prometedoras sonrisas y palabras tiernas. En realidad, Edwin no supo con
    certeza si fué él quien se atrevió á declarar su amor, ó fué ella la que
    con suavidad le impulsó á decir lo que llevaba muchos meses en su
    pensamiento, sin encontrar palabras para darle forma.

    Margaret aceptó su amor, fueron novios, y desde este momento, que debía
    haber sido para Gillespie el de mayor felicidad, empezó á tropezar con
    obstáculos. Seguro ya del cariño de la hija, tuvo que pensar en la
    madre, que hasta entonces sólo había merecido su atención como una dama
    de aspecto imponente, muy digna de respeto, pero que siempre se mantenía
    en último término, cual si desease ignorar la existencia del ingeniero.
    Mistress Augusta Haynes era una señora de gran estatura y no menos
    corpulencia, breve y autoritaria en sus palabras, y que contemplaba el
    deslizamiento de la vida á través de sus lentes, apreciando las personas
    y las cosas con la fijeza altiva del miope. Dotada de un meticuloso
    genio administrativo, sabía mantener íntegra la fortuna de su difunto
    esposo y acrecentarla con lentas y oportunas especulaciones.

    Amaba á su hija única, tanto como detestaba á la juventud actual por su
    carácter frívolo y su inmoderada afición al baile. En las reuniones
    buscaba siempre á las personas graves, lamentándose con ellas de la
    ligereza y la corrupción de los tiempos presentes. Se había fijado en la
    asiduidad con que el ingeniero seguía á su hija, en su afición á bailar
    juntos y en sus conversaciones aparte. Además, tenía noticias de varios
    encuentros, demasiado casuales, en los paseos de la ciudad.

    Como si su instinto le avisase la certeza de un amor que hasta entonces
    sólo había sospechado, mistress Augusta Haynes, al llegar el invierno,
    decidió pasarlo lejos de Nueva York, y fué á instalarse con su hija en
    un lujoso hotel de Pasadena. Creyó, sin duda, con egoísta ilusión, que
    un hombre que había ido de América á Europa para hacer la guerra era
    incapaz de trasladarse igualmente de Nueva York á California detrás de
    su amada; pero pronto pudo convencerse de su error.

    Una semana después, al bajar por la mañana al parque del hotel, vió á
    Margaret jugando al _tennis_ con un _gentleman_ de pantalón blanco,
    brazos arremangados y camisa de cuello abierto: el ingeniero Gillespie.

    Miss Haynes, que había hecho el viaje malhumorada y nerviosa, sonreía
    ahora como si viese revolotear escuadrillas de ángeles por encima de los
    naranjos californianos. En cambio, la madre recobró su gesto
    inquisitorial, acogiendo con helada cortesía las grandes demostraciones
    de afecto del ingeniero.

    –Ha sido para mí una agradable sorpresa–dijo el joven–. Yo no sabía
    que estaban ustedes aquí….

    Y por debajo de la naricita sonrosada de miss Margaret revoloteaba una
    sonrisa que parecía burlarse de tales palabras.

    Desde entonces, la majestuosa viuda empezó á pensar en lo urgente que
    era librarse de este aspirante á la dignidad de yerno suyo. La gallardía
    física del buen mozo, su aventura militar, que tanto entusiasmaba á las
    jóvenes, y sus destrezas de danzarín, eran para la señora Haynes otros
    tantos títulos de incapacidad.

    Ella apreciaba en los hombres cualidades más positivas. ¿A cuánto
    ascendía su fortuna? ¿Qué es lo que había hecho hasta entonces de serio
    en su existencia?…

    Era ingeniero; pero esto no representaba mas que un simple diploma
    universitario. Había prestado sus servicios en unas cuantas fábricas,
    ganando lo preciso para vivir, y cuando llegaba el momento de la guerra,
    en vez de quedarse en América para trabajar en un gran centro industrial
    é inventar algo que le hiciese rico, prefería ser soldado, debiendo sólo
    á un capricho de la suerte el no quedar tendido para siempre sobre la
    tierra de Europa.

    Su marido había sido otro hombre, y ella deseaba para Margaret un esposo
    igual, con una concepción práctica de la existencia, y que supiese
    aumentar los millones de la cónyuge aportando nuevos millones producto
    de su trabajo.

    La viuda no ahorró medios para hacer ver al ingeniero su hostilidad.
    Evitaba ostensiblemente el invitarlo á sus fiestas; fingía no conocerle;
    estorbaba con frecuentes astucias que su hija pudiera encontrarse con
    él.

    Miss Margaret se mostraba triste cuando de tarde en tarde conseguía
    hablar con Edwin, lejos de la agresividad de su madre y de la
    animadversión de todas las familias amigas, igualmente hostiles á él.

    Un día, Gillespie, con un esfuerzo supremo de su voluntad y más
    conmovido que cuando avanzaba en Francia contra las trincheras alemanas,
    visitó á la majestuosa viuda para manifestarle que Margaret y él se
    amaban y que solicitaba su mano.

    Aún se estremecía en el buque al recordar el tono glacial y cortante con
    que le había contestado la señora. Su hija era heredera de una
    respetable fortuna, y bien merecía que su esposo aportase, cuando menos,
    otro tanto á la asociación matrimonial.

    –Además–dijo la viuda–, yo deseo un yerno que sea persona seria y
    trabaje con provecho. Nunca me han gustado los hombres que pasan el
    tiempo soñando despiertos, leyendo libros ó escribiendo cosas que nada
    producen.

    Gillespie tuvo que reconocer que la viuda estaba bien enterada de su
    existencia; tal vez por la indiscreción de un amigo infiel, tal vez por
    las informaciones de algún detective particular. En realidad, este
    ingeniero era algo dado al ensueño, gustaba mucho de la lectura, y en
    sus cajones, junto con los planos y los cálculos de su profesión,
    guardaba varios cuadernos de versos.

    Margaret le amaba; pero el amor de una señorita de buena familia y
    excelente educación, acostumbrada á las comodidades que proporciona una
    gran fortuna, debe tener sus límites forzosamente. No iba ella á
    abandonar á su madre y á reñir con todas las familias amigas para
    casarse con un novio pobre, dedicado por completo á su amor é ignorante
    del camino que debía seguir en el presente momento. Estas resoluciones
    desesperadas sólo se ven en las novelas.

    Tenía además cierta confianza en el porvenir y consideraba oportuno
    dejar pasar el tiempo. Su madre tal vez cediese al ver que transcurrían
    los años sin que ella amase á otro hombre. Edwin podía estar seguro de
    su fidelidad. Mientras tanto, la Fortuna tal vez se fijase de pronto en
    Gillespie, como se había fijado en mister Haynes. Acostumbrada á ver en
    los salones de su casa á muchos hombres que habían empezado su carrera
    siendo pobres y ahora eran millonarios, se imaginó que esta era
    inevitablemente la historia de todos los humanos y que á Edwin le
    llegaría su turno.

    Pero la madre velaba, y cortó con una enérgica resolución esta rebeldía
    mansa. La señora y la señorita Haynes desaparecieron de su hotel. El
    ingeniero, después de disimuladas averiguaciones entre las familias
    amigas de ellas residentes en Pasadena y en Los Ángeles, llegó á saber
    que se habían trasladado á San Francisco. Fué allá, y consiguió una
    tarde hablar con Margaret en el Gran Parque, cuando paseaba con su
    maestra de español.

    La entrevista resultó grata para el joven, porque le dió la seguridad de
    que Margaret le amaba siempre; mas no por eso sacó de ella un resultado
    positivo.

    Miss Haynes era una buena hija y no se declararía nunca en rebelión
    contra su madre. Pero como en sus afectos sólo podía mandar ella, juró á
    Edwin que le esperaría un año, dos, tres, todos los que fuesen
    necesarios, hasta que él encontrase una situación verdaderamente
    lucrativa ó un medio indiscutible de hacer fortuna. Con esto era seguro
    que la madre cejaría en su resistencia.

    El ingeniero juró también con el entusiasmo de una juventud enérgica. Él
    conseguiría esta fortuna. Ignoraba completamente, al formular su
    juramento, de qué modo puede obtenerse la riqueza; pero una nueva
    voluntad, más fuerte que la que hasta entonces le había guiado en la
    vida, empezaba á despertar en su interior.

    –¡Adiós, Margaret! Antes de un año seré rico, y nos casaremos….

    Luego, al verse solo, sin la dulce embriaguez que parecía invadirle
    cuando estaba al lado de su novia, volvió á contemplar la realidad tal
    como era, hostil y repelente. ¿Cómo puede un hombre ganar unos cuantos
    millones en un año cuando los necesita para casarse con la mujer que
    ama?… Quiso ver otra vez á Margaret, para que su voluntad adquiriese
    nuevas fuerzas, pero no pudo encontrarla. La viuda de Haynes, que sin
    duda había tenido noticias de esta entrevista por la profesora de
    español, se marchó de San Francisco con su hija, y esta vez Edwin no
    pudo averiguar nada acerca de su paradero.

    Le era preciso, después de esto, tomar una resolución. Su vida en Los
    Ángeles, siguiendo los pasos de una muchacha millonaria, había
    disminuído considerablemente los contados miles de dólares que
    representaban todo su capital. Necesitaba lanzarse cuanto antes á un
    nuevo trabajo para no verse en la indigencia.

    Creyó, como todos, que la fortuna únicamente puede esperarnos en un
    lugar de la tierra muy apartado de aquel en que nacimos, casi en los
    antípodas, y por eso aceptó con verdadera fe los informes de un amigo
    que le aconsejaba ir á Australia, ofreciéndole para allá varias cartas
    de recomendación.

    Gillespie acabó embarcándose con rumbo á Melbourne, pero antes escribió
    á una amiga de Margaret para que ésta conociese su resolución y el lugar
    de la tierra adonde le encaminaba su nueva aventura.

    La larga navegación fué muy triste para él. La soledad voluntaria en que
    se mantuvo entre los pasajeros sirvió para excitar sus recuerdos
    dolorosos. Durante la primera escala en Honolulu tuvo la esperanza, sin
    saber por qué, de recibir un cablegrama de Margaret animándole á
    perseverar en su resolución. Pero no recibió nada.

    Luego vino la interminable travesía hasta Nueva Zelandia, siguiendo la
    curva de más de una mitad del globo terráqueo, á través de los numerosos
    archipiélagos esparcidos en el Pacífico. En Auckland tampoco le salió al
    encuentro ningún cablegrama.

    Varias familias de Nueva Zelandia tomaron pasaje para ir á Sidney ó á
    Melbourne. El joven americano evitaba toda amistad con los compañeros de
    viaje. Prefería la melancolía de sus recuerdos, entregándose á ellos ya
    que no le era posible el placer de la lectura. Durante la larga travesía
    había leído todos los volúmenes que llevaba con él y los de la
    biblioteca del buque, que por cierto no eran nuevos ni abundantes.

    Una tarde, cuando el paquebote debía hallarse cerca de la antigua Tierra
    de Van Diemen, el ingeniero, que dormitaba tendido en un sillón del
    puente de paseo, vió un libro abandonado en el sillón inmediato. Le
    bastó la primera ojeada para darse cuenta da que debía pertenecer á los
    niños de una familia subida al buque en Nueva Zelandia.

    La cubierta del libro era en colores, y el dibujo de ella le hizo
    conocer su título antes de leerlo. Vió un hombre con sombrero de tres
    picos y casaca de largos faldones, que tenía las piernas abiertas como
    el coloso de Rodas y las manos apoyadas en las rótulas. Por entre las
    dos columnas de sus pantorrillas desfilaba, á pie y á caballo, llevando
    tambores al frente y banderas desplegadas, todo un ejército de enanos
    tocados con turbantes y plumeros, á estilo oriental.

    –Las _Aventuras de Gulliver_–murmuró el ingeniero–. El gracioso libro
    de Swift … ¡Cuánto tiempo hace que no he leído esto!… ¡Qué feliz era
    yo en los años que podía interesarme tal lectura!…

    Y Gillespie, tomando el volumen, lo abrió con una curiosidad risueña y
    algo desdeñosa. Primeramente fué mirando las distintas láminas; después
    empezó la lectura de sus páginas, escogidas al azar, dispuesto á
    abandonarla, pero retardando el momento á causa de su curiosidad, cada
    vez más excitada. Al fin acabó por entregarse sin resistencia al interés
    de un libro que resucitaba en su memoria remotas emociones.

    Pero esta lectura, empezada contra su voluntad, fué interrumpida
    violentamente.

    Tembló el piso de la cubierta bajo sus pies. Todo el buque se estremeció
    de proa á popa, como un organismo herido en mitad de su carrera, que se
    detiene y acaba por retroceder á impulsos del golpe recibido.

    El ingeniero vió elevarse sobre la proa un gran abanico de humo negro y
    amarillento atravesado por muchos objetos obscuros que se esparcían en
    semicírculo. Esta cortina densa tomó un color de sangre al cubrir el
    horizonte enrojecido por la puesta del sol.

    Sonó una explosión inmensa, ensordecedora, y después se hizo un profundo
    silencio en la dulce serenidad de la tarde, como si el infinito del mar
    y el horizonte hubiesen absorbido hasta la última vibración del
    atronador desgarramiento. Pero el silencio fué corto. A continuación,
    todo el buque pareció cubrirse de aullidos de dolor, de gritos de
    sorpresa, de carreras de gentes enloquecidas por el pánico, de órdenes
    enérgicas. Por las dos chimeneas del paquebote se escaparon torrentes
    mugidores de humo negro, al mismo tiempo que debajo de la cubierta
    empezaba un jadeo ruidoso, igual al estertor de un gigante moribundo.

    A partir de este momento, el ingeniero creyó haber caído en un mundo
    irreal, en una vida distinta de la ordinaria. Los hechos se sucedieron
    con una rapidez desconcertante.

    Se vió hablando con un oficial que corría á lo largo de la cubierta
    dando gritos á los marineros para que echasen los botes al agua.

    –Hemos tocado con la proa una mina flotante–dijo contestando á las
    preguntas de Gillespie–. Y si no es una mina, será un torpedo
    abandonado por alguno de los corsarios alemanes que navegaron en el
    Pacífico.

    Respondió el ingeniero con un gesto de incredulidad. ¿Cómo podían las
    corrientes oceánicas arrastrar una mina flotante hasta Australia?…
    ¿Por qué raro capricho de la suerte iban ellos á chocar con un torpedo
    abandonado por un corsario en la inmensidad del Pacífico?… Oyó que le
    hablaban; pero esta vez era un pasajero con el que sólo había cambiado
    algunos saludos durante el viaje.

    –No creo en la mina ni en el torpedo–dijo este hombre–. Deben haber
    embarcado dinamita en Nueva Zelandia ó alguna otra materia explosiva. Lo
    cierto es que nos vamos á pique irremediablemente.

    Gillespie se dió cuenta de que este pasajero decía verdad. El buque
    empezaba á hundir su proa y á levantar la popa lentamente. Las olas
    invadían ya la parte delantera del buque, llevándose los objetos rotos
    por la explosión y los cadáveres despedazados.

    Los tripulantes echaban los botes al agua. Los oficiales, ayudados por
    algunos pasajeros, todos con su revólver en la diestra, iban
    reglamentando el embarco de la gente. Las mujeres y los niños ocupaban
    con preferencia las grandes balleneras; luego embarcaban los hombres por
    orden de edad.

    Se abstuvo Gillespie de unirse á los grupos que esperaban sobre la
    cubierta el momento de huir del buque. Sabía que él, por su juventud y
    su vigor, debía ser de los últimos. Un tranquilo fatalismo guiaba ahora
    sus acciones. La muerte se le aparecía como algo dulce y triste que
    podía solucionar todas las contrariedades de su existencia.

    Automáticamente se metió en su camarote, tomando muchos objetos de un
    modo instintivo, sin que su razón pudiese definir por qué hacía esto.

    Al volver á la cubierta, ya no vió á los grupos de pasajeros. Todos
    estaban en los botes. Sólo quedaban algunos tripulantes, y el mismo
    oficial que le había hablado corría ahora de una borda á otra, dando
    órdenes en el vacío.

    –¿Qué hace usted aquí?–le preguntó severamente–. Embárquese en
    seguida. El buque va á hundirse en unos minutos.

    Así era. La proa había desaparecido enteramente; las olas barrían ya la
    mitad de la cubierta; el interior del paquebote callaba ahora con un
    silencio mortal. Las máquinas estaban inundadas. Un humo denso y frío,
    de hoguera apagada, salía por sus chimeneas.

    Gillespie tuvo que subir á gatas por la cubierta en pendiente, lo mismo
    que por una montaña, hasta llegar á un sitio designado por el oficial,
    del que colgaba una cuerda. Se deslizó á lo largo de ella con una
    agilidad de deportista acostumbrado á las suertes gimnásticas, hasta que
    tuvo debajo de sus plantas el movedizo suelo de madera de un bote.

    Unos pies golpearon su cabeza, y tuvo que sentarse para dejar sitio al
    oficial, que descendía detrás de él.

    El bote no era gran cosa como embarcación. Lo habían despreciado, sin
    duda, los demás tripulantes y pasajeros que llenaban varias balleneras
    vagabundas sobre la superficie azul. Todas estas embarcaciones se
    alejaban á vela ó á remo del buque agonizante.

    Por fortuna, este bote, en el que podían tomar asiento hasta ocho
    personas, sólo estaba ocupado por tres: Gillespie, el oficial y un
    marinero.

    El paquebote, acostándose en una última convulsión, desapareció bajo el
    agua, lanzando antes varias explosiones, como ronquidos de agonía. La
    soledad oceánica pareció agrandarse después del hundimiento de esta isla
    creada por los hombres. Las diversas embarcaciones, pequeñas como
    moscas, se fueron perdiendo de vista unas de otras en la penumbra
    vagorosa del crepúsculo. El mar, que visto desde lo alto del buque sólo
    estaba rizado por suaves ondulaciones, era ahora una interminable
    sucesión de montañas enormes de angustioso descenso y de sombríos
    valles, en los que el bote parecía que iba á quedarse inmóvil, sin
    fuerzas para emprender la ascensión de la nueva cumbre que venía á su
    encuentro.

    Los tres hombres remaron varias horas. Luego la fatiga pudo más que su
    voluntad, y acabaron tendiéndose en el fondo de la embarcación.

    La lobreguez de la noche abatió sus energías. ¿Para qué seguir remando á
    través de las sombras, sin saber adonde iban? Era mejor esperar la luz
    de la mañana, economizando sus fuerzas.

    Acabó Gillespie por dormirse con ese sueño pesado y profundo, de una
    densidad animal, que sólo conocen los hombres cuando están en vísperas
    de un peligro de muerte.

    Le pareció que este sueño y la misma noche sólo habían durado unos
    minutos. Una impresión cáustica en la cara y en las manos le hizo
    despertar.

    Era la caricia del sol naciente. El bote se agitaba con movimientos más
    suaves que en la noche anterior. El cielo no tenía sobre sus ojos una
    nube que lo empañase; todo él estaba impregnado de oro solar. Las aguas
    se extendían más allá de las bordas del bote, formando una llanura de
    azul profundo y mate que parecía beber la luz.

    Se incorporó, y al tender su vista de un extremo á otro de la
    embarcación, no pudo retener un grito de sorpresa. Se llevó una mano á
    los ojos, restregándoselos para ver mejor.

    Estaba solo.

    II

    Noche de misterios y despertar asombroso

    No pudo comprender la desaparición de sus compañeros. Es más: presintió
    que este misterio no lo aclararía nunca. Tal vez se habían precipitado
    sin quererlo en el mar, al hacer una maniobra de la que él no se dió
    cuenta durante su sueño. Luego pensó que, al encontrarse en el curso de
    la noche con alguna de las grandes balleneras procedentes del paquebote,
    el oficial y el marinero habían querido pasar á ella por considerarla
    más segura, abandonando á Edwin á su suerte para no cargar á la repleta
    embarcación con un pasajero más.

    El joven olvidó pronto esta felonía. Necesitaba trabajar para salir de
    su angustiosa situación. Durante algunas horas remó y remó, siguiendo el
    rumbo que le aconsejaba su instinto.

    Se había sentido en muchas ocasiones orgulloso de su vigor corporal,
    pero jamás sus fuerzas se mostraron tan poderosas é incansables como en
    la presente aventura. De vez en cuando se ponía de pie, esparciendo su
    vista por todo el círculo del horizonte, sin distinguir la más pequeña
    embarcación. Los fugitivos del naufragio estaban ya muy lejos, ó los
    había tragado el mar durante la noche.

    A mediodía descansó para comer. En el bote había abundantes provisiones,
    así como numerosos y diversos objetos en disparatado amontonamiento. Era
    una suerte que sus compañeros no hubiesen pensado en llevarse tantas
    cosas preciosas.

    Algunas horas después, Edwin presintió la proximidad de la tierra. El
    mar tranquilo, sin más alteración que algunas leves ondulaciones, mugía
    sordamente en el horizonte, formando una línea de espumas. Debía ser una
    barrera de obstáculos submarinos, en torno á los cuales se revolvían las
    aguas, hirviendo en incesantes espumarajos.

    El ingeniero remó directamente hacia estos escollos, adivinando que eran
    las crestas de invisibles murallas formadas por el coral. Más allá
    existirían tal vez tierras firmes. Avanzó con precaución á través de las
    aguas alborotadas, sufriendo violentas sacudidas sobre tres líneas de
    olas, que casi le hicieron zozobrar. Pero una vez pasado tal obstáculo,
    se vió en un inmenso y tranquilo circo de agua.

    En todo lo que abarcaba su vista, el mar ofrecía la tersura de un lago,
    teniendo por orla la línea de rompientes, y por el lado opuesto, una
    sucesión de tierras bajas que debían ser islas.

    Edwin siguió bogando. Varias veces hundió un remo verticalmente en el
    agua con la esperanza de tocar fondo. No pudo conseguirlo; pero adivinó
    que su bote se deslizaba sobre una extensión acuática que sólo tenía
    algunos metros de profundidad.

    Media hora después, al volver á hundir el remo, creyó tocar una roca;
    pero siguió avanzando mucho tiempo, sin que la quilla del bote rozase
    ningún obstáculo. Empezaba á ocultarse el sol cuando llegó cerca de
    tierra, y fué siguiendo su contorno á unos cincuenta metros de
    distancia. Iba en busca de una bahía pequeña ó de la desembocadura de un
    riachuelo para poder desembarcar, conservando su bote.

    Como empezaba á anochecer, aceleró su exploración antes de que se
    extinguiese por completo la incierta luz del crepúsculo. Vió que la
    costa avanzaba formando un pequeño cabo y que, en torno de su punta, las
    aguas se mantenían tranquilas, con una pesadez que denunciaba cierta
    profundidad. Llegó á tocar con la proa esta tierra, relativamente alta
    entre las tierras inmediatas. Apoyando sus manos en el reborde de la
    orilla, dió un salto y quedó de pie sobre el reducido promontorio.

    Lo primero que pensó fué buscar una piedra, un árbol, algo donde atar la
    cuerda del bote, que sostenía con su diestra. Tuvo miedo de que durante
    la noche la resaca se llevase mar adentro esta embarcación, que
    representaba su única esperanza.

    Buscando en la penumbra, dió con un grupo de arbustos vigorosos cuyas
    ramas llegaban á la altura de su cabeza. Fijándose en ellos, pudo ver
    que tenían la forma de árboles altísimos, contrastando su aspecto con su
    relativa pequeñez.

    Pero no creyó oportuno perder el tiempo en la contemplación de este
    fenómeno vegetal, y se limitó á pasar la cuerda en derredor de tres de
    los árboles enanos, dejando sujeto de este modo su bote para que no se
    alejase de la costa. Después siguió adelante por el promontorio,
    metiéndose tierra adentro.

    La noche había cerrado ya completamente, y Gillespie tuvo que desistir á
    la media hora de continuar esta marcha sin rumbo determinado. No se veía
    una luz ni el menor vestigio de habitación humana. Tampoco llegó á
    descubrir la existencia de animales bajo la maleza, en la que se hundía
    á veces hasta la cintura.

    Quiso volver atrás, convencido de la inutilidad de su exploración.
    Prefería pasar la noche en el bote, por ofrecerle mayores comodidades
    para su sueño que esta tierra desconocida. Pero al poco tiempo de
    marchar en varias direcciones se dió cuenta de que estaba completamente
    desorientado. Aquel mar tranquilo como una laguna, sin rompientes y sin
    olas, no podía guiarle con el ruido de sus aguas al chocar contra la
    orilla.

    Un silencio absoluto envolvió á Edwin. La profunda calma de la noche
    solamente se turbaba con el crujido de los arbustos, que tenían forma de
    árboles. Sus ramas, al partirse bajo sus pies, lanzaban chasquidos de
    madera vigorosa.

    Al salir á una llanura abierta en la selva enana, se sentó en el suelo,
    admirando la suavidad del césped. Lo mismo era pasar allí la noche que
    en la embarcación. No hacía frío, y además él estaba abrumado por el
    cansancio y por las tremendas emociones sufridas en el mar. Comió varias
    galletas y un pedazo de chocolate encontrados en sus bolsillos y acabó
    por tenderse, reconociendo que este lecho algo duro no le privaría del
    sueño.

    Iba á dormirse, cuando notó algo extraordinario en torno de él.
    Adivinaba la proximidad invisible de pequeños animales de la noche,
    atraídos sin duda por la novedad de su presencia. Bajo los matorrales
    inmediatos sonaba un murmullo de vida comprimida y susurrante, igual á
    un revoloteo de insectos ó un arrastre de reptiles.

    –Deben ser ratas–pensó el ingeniero.

    Al extender, desperezándose, uno de sus brazos, dió contra los
    matorrales más próximos, é inmediatamente sonó bajo el ramaje un rumor
    medroso de fuga.

    Gillespie sonrió, satisfecho de no estar solo en esta tierra misteriosa.
    No se había equivocado: eran ratas ú otros roedores del bosque de
    arbustos.

    De nuevo empezaba á adormecerse, cuando un zumbido, que parecía sofocado
    voluntariamente, pasó varias veces sobre su rostro. Al mismo tiempo le
    abanicó las mejillas cierta brisa dulce, semejante á la que levantan
    unas alas agitándose con suavidad.

    –Algún murciélago–volvió á decirse.

    Sus ojos creyeron ver en la lobreguez algo más obscuro aún que pasaba,
    flotando en el aire, por encima de su rostro. De este pájaro de la noche
    surgieron repentinamente dos puntos de luz, dos pequeños focos de
    intensa blancura, iguales á unos ojos hechos con diamantes. Un par de
    rayos sutiles pero intensísimos se pasearon á lo largo de su cuerpo,
    iluminándole desde la frente hasta la punta de los pies. El ingeniero,
    asombrado por el supuesto murciélago, levantó un brazo, abofeteando al
    vacío. Instantáneamente, el misterioso volador apagó los rayos de sus
    ojos, alejándose con un chillido de velocidad forzada que le hizo
    perderse á lo lejos en unos cuantos segundos.

    Esta visita quitó el sueño á Edwin, obligándole á sentarse sobre la
    pequeña pradera que le servía de cama. Sus ojos pudieron ver entonces
    por encima de los matorrales varios puntos de luz que se movían con una
    evolución rítmica, cambiando la intensidad y el color de sus
    resplandores.

    –Indudablemente son luciérnagas–murmuró–; luciérnagas de este país,
    distintas á todas las que conozco.

    Las había de una blancura ligeramente azul, como la de los más ricos
    diamantes; otras eran de verde esmeralda, de topacio, de ópalo, de
    zafiro. Parecía que sobre el terciopelo negro de la noche todas las
    piedras preciosas conocidas por los hombres se deslizasen como en una
    contradanza. Volaban formando parejas, y sus rayos, al cruzarse, se
    esparcían en distintas direcciones.

    Gillespie encontraba cada vez más interesante este desfile aéreo; pero
    de pronto, como si obedeciesen á una orden, todos los fulgores se
    extinguieron á un tiempo. En vano aguardó pacientemente. Parecía que los
    insectos luminosos se hubiesen enterado de su presencia al tocar con
    algunos de sus rayos la cabeza que surgía curiosa sobre los matorrales.

    Pasó mucho tiempo sin que la obscuridad volviera á cortarse con la menor
    raya de luz, y Edwin sintió el desencanto de un público cuando se
    convence de que es inútil esperar la continuación de un espectáculo.
    Volvió á tenderse, buscando otra vez el sueño; pero, al descansar la
    cabeza en la hierba, oyó junto á sus orejas unos trotecillos medrosos y
    unos gritos de susto. Hasta sintió en su cogote el roce de varios
    animalejos que parecían haberse librado casualmente por unos milímetros
    de morir aplastados.

    –Voy á pasar la noche en numerosa compañía–se dijo Edwin–. ¡Y yo que
    me imaginaba esta tierra como un desierto!… Mañana, indudablemente,
    presenciaré cosas extraordinarias y podré explicarme los misterios de
    esta noche. ¡Ahora, á dormir!

    Y como si hubiese perdido toda curiosidad, fué sumiéndose en el
    sueño…. Pero antes de dormirse completamente sintió un pinchazo en una
    muñeca, algo semejante á la mordedura de un colmillo único, una incisión
    que pareció llegar hasta el torrente de su sangre.

    Quiso mover el brazo en que había recibido esta herida y no pudo. Una
    torpeza creciente se fué difundiendo por sus músculos y sus nervios,
    paralizando toda acción.

    Pensó que tal vez había serpientes bajo los matorrales y que acababa de
    recibir su mordedura venenosa. Fué á mover el otro brazo, y, en el
    momento que intentaba levantarlo del suelo, recibió una segunda
    picadura, igualmente paralizante.

    –Ya no hay remedio–se dijo–. Me han mordido las víboras.

    Y cayó vencido por el sueño, como si se esparciese por todo su cuerpo el
    sopor de un narcótico.

    Cuando despertó, tuvo inmediatamente la certidumbre de habar dormido
    muchas horas. El sol estaba alto, y al abrir los ojos se vió obligado á
    cerrarlos inmediatamente. Ladeó la cabeza, huyendo de la causticidad de
    su luz, y poco á poco fué entreabriendo el ojo más inmediato á la
    tierra, mientras conservaba cerrado el otro.

    Al extenderse esta visión única casi á ras del suelo, fué tal la
    sorpresa experimentada por él, que volvió por segunda vez á juntar sus
    párpados. Debía estar durmiendo aún. Lo que acababa de ver era una
    prueba de que se hallaba sumido todavía en el mundo incoherente de los
    ensueños. Dejó transcurrir algún tiempo pura resucitar en su interior
    las facultades que son necesarias en la vida real. Después de
    convencerse de que no dormía, de que se hallaba verdaderamente
    despierto, volvió á abrir sus párpados lentamente, y se estremeció con
    la más grande de las sorpresas viendo que persistía el mismo
    espectáculo.

    Todo el lado de la pradera que llegaba á abarcar con su ojo abierto, así
    como la linde de la masa de matorrales y la tierra que quedaba entre sus
    troncos, estaban ocupados por una muchedumbre de seres humanos,
    idénticos en sus formas á los componentes de todas las muchedumbres.
    Pero lo que él creía matorrales eran árboles iguales á todos los árboles
    y formando un bosque que se perdía de vista. Lo verdaderamente
    extraordinario era la falta de proporción, la absurda diferencia entre
    su propia persona y cuanto le rodeaba. Estos hombres, estos árboles, así
    como los caballos en que iban montados algunos de aquellos, hacían
    recordar las personas y los paisajes cuando se examinan con unos gemelos
    puestos al revés, ó sea colocando los ojos en las lentes gruesas, para
    ver la realidad á través de las lentes pequeñas.

    Gillespie abrió y cerró su ojo repetidas veces, y al fin tuvo que
    convencerse de que estaba rodeado de un mundo extraordinariamente
    reducido en sus dimensiones. Los hombres eran de una estatura entre
    cuatro ó cinco pulgadas. Personas, animales y vegetales,
    partiendo reducido tipo minúsculo, guardaban entre ellos las mismas
    proporciones que en el mundo de los hombres ordinarios.

    –¡Igual que le ocurrió á Gulliver!–se dijo el ingeniero–. Debo estar
    soñando, á pesar de que me creo despierto.

    Y para convencerse de que no dormía, quiso mover su brazo derecho. Aún
    perduraba en él la torpeza sufrida en la noche anterior. Se acordó de
    las picaduras y de la parálisis que se había extendido luego por sus
    miembros. Al principio, el brazo se negó á reflejar el impulso de su
    voluntad; pero finalmente consiguió despegarlo del suelo con un gran
    esfuerzo. Iba á continuar este movimiento, cuando notó que una fuerza
    exterior, violenta é irresistible, tiraba de su brazo hasta colocarlo
    horizontalmente, y lo mantenía de este modo en vigorosa tensión. Al
    mismo tiempo sintió en su muñeca un dolor circular, lo mismo que si un
    anillo frío oprimiese y cortase sus carnes.

    Una explosión de regocijo estalló en torno de la cabeza de Gillespie, un
    huracán de gritos, carcajadas y aclamaciones. La muchedumbre enana reía
    al verle con el brazo en alto, inmovilizado por el tirón de esta fuerza
    incomprensible para él.

    Abrió Edwin los dos ojos para mirar su brazo, erguido como una torre,
    fijándose en la muñeca, donde continuaba el agudo anillo de dolor. Vió
    que de esta muñeca salía un hilo sutil y brillante, que hacía recordar
    los filamentos al final de los cuales se balancean las arañas. También
    al extremo de este hilo, que parecía metálico, había una especie de
    araña enorme y susurrante. Pero no pendía del hilo, sino que, al
    contrario, flotaba en el espacio tirando de él.

    Era del tamaño de un palomo, pero desarrollaba una fuerza impropia de su
    volumen, fuerza que mantenía el hilo de plata con la tensión vibrante de
    una cuerda de piano, no permitiendo que el hombre contrajera su brazo.

    Edwin se fijó en que esta ave extraordinaria tenía las formas
    fantásticas de los dragones alados que imaginaron los escultores de la
    Edad Media al labrar los capiteles y gárgolas de las catedrales. Su
    cuerpo estaba revestido de escamas metálicas y tenía en su parte
    delantera una cabeza de monstruo quimérico, con dos globos de faro á
    guisa de ojos. Sus alas eran á modo de cartílagos erizados de púas.
    Sobre el lomo del horripilante aeroplano, cuatro hombrecitos iguales á
    los que se movían en la pradera asomaban sus cabezas cubiertas con un
    casquete dorado, al que servía de remate una pluma larguísima.

    Montados en su máquina, que permanecía inmóvil encima de los ojos de
    Gillespie, á unos tres metros de altura, estos aviadores acogieron con
    un regocijo pueril el gesto de asombro que puso el gigante al sentir el
    tirón que aprisionaba é inmovilizaba su brazo. Pero luego adivinaron en
    el prisionero una expresión de dolor. Sentía el hilo metálico hundido en
    su muñeca como el filo de un cuchillo, y al mismo tiempo un fuerte dolor
    en la articulación del hombro. Para evitar este tormento, los
    hombrecillos del aeroplano soltaron una cantidad de cable sutil, lo que
    permitió á Edwin descender su brazo hasta el suelo.

    Sólo entonces se dió cuenta de que alrededor de la otra muñeca, así como
    en torno de sus tobillos, debía tener amarrados unos filamentos
    semejantes. Tendido de espaldas como estaba y mirando á lo alto, alcanzó
    á ver otros tres aeroplanos en forma de animales fantásticos, que se
    mantenían inmóviles al extremo de otros tantos hilos de plata, á una
    altura de pocos metros. Comprendió que todo movimiento que hiciese para
    levantarse daría por resultado un tirón doloroso semejante al que había
    sufrido. Era un esclavo de los extraños habitantes de esta tierra, y
    debía esperar sus decisiones, sin permitirse ningún acto voluntario.

    Mientras permanecía inmóvil fué examinando lo que le rodeaba. La
    muchedumbre era cada vez más numerosa en torno de su cuerpo y en las
    profundidades del bosque. El zumbido de sus palabras y sus gritos iba en
    aumento. Se presentía la llegada incesante de nuevos grupos. Por entre
    los cuatro aeroplanos inmóviles al extremo de sus cables volaban otros
    completamente libres, que se complacían en pasar y repasar sobre la
    nariz del prisionero. Eran dragones rojos y verdes, serpientes de
    enroscada cola, peces de lomo redondo, todos con alas, con escamas de
    diversos colores y con ojos enormes. Gillespie adivinó que eran las
    luciérnagas que en la noche anterior lanzaban mangas de luz por sus
    faros, ahora extinguidos.

    Una de las naves aéreas detuvo su vuelo para bajar en graciosa espiral,
    hasta inmovilizarse sobre el pecho del coloso. Asomaron entre sus alas
    rígidas los cuatro tripulantes, que reían y saltaban con un regocijo
    semejante al de las colegialas en las horas de asueto…. Al mismo
    tiempo otros monstruos de actividad terrestre se deslizaron por el
    suelo, cerca del cuerpo de Gillespie. Eran á modo de juguetes mecánicos
    como los que había usado él siendo niño: leones, tigres, lagartos y aves
    de aspecto fatídico, con vistosos colores y ojos abultados. En el
    interior de estos automóviles iban sentadas otras personas diminutas,
    iguales á las que navegaban por el aire.

    Parecían venir de muy lejos, y la muchedumbre pedestre abría paso
    respetuosamente á sus vehículos. Estos recién llegados también reían al
    ver al gigante, con un regocijo pueril, mostrando en sus gestos y sus
    carcajadas algo de femenino, que empezó á llamar la atención de
    Gillespie.

    Iba ya transcurrida una hora, y el prisionero empezaba á encontrar
    penosa su inmovilidad, cuando se hizo un profundo silencio. Procurando
    no moverse, torció á un lado y á otro sus ojos para examinar á la
    muchedumbre. Todos miraban en la misma dirección, y Gillespie se creyó
    autorizado para volver la cabeza en idéntico sentido. Entonces vió, como
    á dos metros de su rostro, un gran vehículo que acababa de detenerse.
    Este automóvil tenía la forma de una lechuza, y los faros que le servían
    de ojos, aunque apagados, brillaban con un resplandor de pupilas verdes.

    Dentro del vehículo, un personaje rico en carnes estaba de pie, teniendo
    ante su boca el embudo de un portavoz. Al fin alguien iba á hablarle.
    Por esto sin duda acababa de hacerse un profundo silencio de curiosidad
    y de respeto en la muchedumbre.

    Sonó la voz del abultado personaje, que era dulce y temblona como la de
    una dama sentimental, pero con el agrandamiento caricaturesco de la
    bocina.

    –Gentleman: queda usted autorizado para mover la cabeza, para
    levantarla, si es que puede, y para cambiar de postura con cierta
    suavidad, sin poner en peligro á la muchedumbre justamente curiosa que
    le rodea. En cuanto á mover los brazos ó las piernas, le aconsejo una
    completa abstención hasta nueva orden. Ya habrá visto usted que su
    primer intento dió mal resultado. Le ruego que no insista.

    Da todas las sorpresas experimentadas por Gillespie desde que despertó,
    ésta fué la más estupenda. El exiguo personaje hablaba su mismo idioma,
    pero con un tono afectado, con un esfuerzo por conseguir la corrección,
    detallando las sílabas, lo mismo que hablan ciertos profesores.

    –¿Cómo sabe usted el inglés?–preguntó Edwin–. ¿Dónde ha podido
    aprenderlo?…

    Una risa aflautada del gordo personaje fué la primera respuesta. Luego
    pareció arrepentirse de su falta de corrección al contestar con risas á
    las preguntas, y dijo gravemente:

    –¡Oh, Gentleman-Montaña!… ¡Va usted á encontrar en mi patria tantas
    cosas extraordinarias dignas de su asombro!…

    III

    De cómo Edwin Gillespie fué llevado á la capital de la República

    Hubo un largo silencio. El ingeniero, absorto por el carácter
    inverosímil de su aventura, no supo qué decir. ¡Eran tan numerosos los
    pensamientos que bullían en su cabeza y las preguntas que iba
    amontonando su curiosidad!…

    El personaje subido en la lechuza rodante interpretó este silencio como
    una muestra de timidez.

    –Puede usted hablar sin miedo, Gentleman-Montaña. De todos los miles de
    seres que están aquí presentes, los únicos que conocen el inglés somos
    usted y yo. Los demás sólo hablan el idioma de nuestra raza…. Y para
    aplacar su curiosidad, le diré cuanto antes que el inglés es la lengua
    particular de nuestros sabios; algo semejante á lo que fué el latín,
    según mis noticias, durante algunos siglos, en los países habitados por
    los Hombres-Montañas. Yo soy el profesor de inglés en la Universidad
    Central de nuestra República.

    Edwin quedó silencioso ante esta revelación.

    –Entonces, ¿estoy verdaderamente en Liliput?–dijo al fin–. ¿No es
    esto un sueño?

    La risa del profesor volvió á sonar con la misma vibración femenil,
    considerablemente agrandada por el portavoz.

    –¡Oh, Liliput!–exclamó–. ¿Quién se acuerda de ese nombre? Pertenece á
    la historia antigua; quedó olvidado para siempre. Si usted pudiese
    hablar nuestro idioma, preguntaría por Liliput á los miles de seres que
    nos escuchan en este momento sin entendernos, y ninguno comprendería el
    significado de tal palabra. Nuestra tierra se ha transformado mucho.

    Calló un momento para reflexionar, y luego dijo con orgullo:

    –Antes éramos nosotros los que nos asombrábamos al recibir la visita de
    un Hombre-Montaña. Ahora son los Hombres-Montañas los que deben
    asombrarse al visitar nuestro país. Hemos hecho triunfar revoluciones
    que ellos seguramente no han intentado aún en su tierra.

    Gillespie sintió desviada su curiosidad por estas palabras del profesor.

    –Pero ¿han venido aquí otros hombres después de Gulliver?

    –Algunos–contestó el sabio–. Recuerde usted que la visita de ese
    Gulliver fué hace muchos años, muchísimos, un espacio de tiempo que
    corresponde, según creo, á lo que los Hombres-Montañas llaman dos
    siglos. Imagínese cuántos naufragios pueden haber ocurrido durante un
    período tan largo; cuántos habrán venido á visitarnos forzosamente de
    esos hombres gigantescos que navegan en sus casas de madera más allá de
    la muralla de rocas y espumas que levantaron nuestros dioses para
    librarnos de su grosería monstruosa…. Nuestras crónicas no son claras
    en este punto. Hablan de ciertas visitas de Hombres-Montañas que yo
    considero apócrifas. Pero con certeza puede decirse que llegaron á esta
    tierra unos catorce seres de tal clase en distintas épocas de nuestra
    historia. De esto hablaremos más detenidamente, si el destino nos
    permite conversar en un sitio mejor y con menos prisa. El último gigante
    que llegó lo vi cuando estaba todavía en mi infancia; el único que hemos
    conocido después del triunfo de la Verdadera Revolución. Era un hombre
    de manos callosas y piel con escamas de suciedad. Babia un líquido
    blanco y de hedor insufrible, guardado en una gran botella forrada de
    juncos. Este líquido ardiente parecía volverle loco. Nuestros sabios
    creen que era un simple esclavo de los que trabajan en los buques
    enormes de los mares sin límites. Como el tal líquido despertaba en él
    una demencia destructiva, mató á varios miles de los nuestros, nos causó
    otros daños, y tuvimos que suprimirle, encargándose nuestra Facultad de
    Química de disolver y volatilizar su cadáver para que tanta materia en
    putrefacción no envenenase la atmósfera. Creo necesario hacerle saber
    que desde entonces decidimos suprimir todo Hombre-Montaña que apareciese
    en nuestras costas.

    Gillespie, á pesar de la tranquilidad con que estaba dispuesto á aceptar
    todos los episodios de su aventura, se estremeció al oir las últimas
    palabras.

    –Entonces, ¿debo morir?–preguntó con franca inquietud.

    –No, usted es otra cosa–dijo el profesor–; usted es un gentleman, y
    su buen aspecto, así como lo que llevamos inquirido acerca de su pasado,
    han sido la causa de que le perdonemos la vida … por el momento.

    Las palabras del sabio le fueron revelando todo lo ocurrido en esta
    tierra extraordinaria desde el atardecer del día anterior. Los escasos
    habitantes de la costa le habían visto aproximarse, poco antes de la
    puesta del sol, en su bote, más enorme que los mayores navíos del país.
    La alarma había sido dada al interior, llegando la noticia á los pocos
    minutos hasta la misma capital da la República. Los miembros del Consejo
    Ejecutivo habían acordado rápidamente la manera de recibir al visitante
    inoportuno, haciéndole prisionero para suprimirlo á las pocas horas. Los
    aparatos voladores del ejército salían á su encuentro una vez cerrada la
    noche. El Hombre-Montaña pudo vagar á lo largo de la costa sin
    tropezarse con ningún habitante, porque todos los ribereños se habían
    metido tierra adentro por orden superior.

    Al verle tendido en el suelo, empezó el asedio de su persona. El
    manotazo á la primera máquina volante que le había explorado con sus
    luces, así como la curiosidad de Gillespie, que le permitió descubrir
    por encima del bosque todas las evoluciones de la flotilla luminosa,
    aconsejaron la necesidad de un ataque brusco y rápido.

    Dos sabios de laboratorio y su séquito de ayudantes, llegados de la
    capital en varios automóviles, se encargaron del golpe decisivo,
    pinchándole en las muñecas y en los tobillos con las agudas lanzas de
    unas mangas de riego. Así le inocularon el soporífico paralizante.

    –Es verdaderamente extraordinario–continuó el profesor–que haya
    conocido usted el nuevo sol que ve en estos instantes. Estaba acordado
    el matarle, mientras dormía, con una segunda inyección de veneno, cuyos
    efectos son muy rápidos. Pero los encargados del registro de su persona
    se apiadaron al enterarse de la categoría á que indudablemente pertenece
    usted en su país. Le diré que yo tuve el honor de figurar entre ellos, y
    he contribuído, en la medida de mi influencia, á conseguir que las altas
    personalidades del Consejo Ejecutivo respeten su vida por el momento.
    Como la lengua de todos los Hombres-Montañas que vinieron aquí ha sido
    siempre el inglés, el gobierno consideró necesario que yo abandonase la
    Universidad por unas horas para prestar el servicio de mi ciencia. Ha
    sido una verdadera fortuna para usted el que reconociésemos que es un
    gentleman.

    Gillespie no ocultó su extrañeza ante tan repetida afirmación.

    –¿Y cómo llegaron ustedes á conocer que soy un gentleman?–preguntó,
    sonriendo.

    –Si pudiera usted examinarse en este momento desde los bolsillos de sus
    pantalones al bolsillo superior de su chaqueta, se daría cuenta de que
    lo hemos sometido á un registro completo. Apenas se durmió usted bajo la
    influencia del narcótico, empezó esta operación á la luz de los faros de
    nuestras máquinas volantes y rodantes. Después, el registro lo hemos
    continuado á la luz del sol. Una máquina-grúa ha ido extrayendo de sus
    bolsillos una porción de objetos disparatados, cuyo uso pude yo adivinar
    gracias á mis estudios minuciosos de los antiguos libros, pero que es
    completamente ignorado por la masa general de las gentes. La grúa hasta
    funcionó sobre su corazón para sacar del bolsillo más alto de su
    chaqueta un gran disco sujeto por una cadenilla á un orificio abierto en
    la tela; un disco de metal grosero, con una cara de una materia
    transparente muy inferior á nuestros cristales; máquina ruidosa y
    primitiva que sirve entre los Hombres-Montañas para marcar el paso del
    tiempo, y que haría reir por su rudeza á cualquier niño de nuestras
    escuelas.

    También he registrado hasta hace unos momentos el enorme navío que le
    trajo á nuestras costas. He examinado todo lo que hay en él; he
    traducido los rótulos de las grandes torres de hoja de lata cerradas por
    todos lados, que, según revela su etiqueta, guardan conservas animales y
    vegetales. Los encargados de hacer el inventario han podido adivinar que
    era usted un gentleman porque tiene la piel fina y limpia, aunque para
    nosotros siempre resulta horrible por sus manchas de diversos colores y
    los profundos agujeros de sus poros. Pero este detalle, para un sabio,
    carece de importancia. También han conocido que es usted un gentleman
    porque no tiene las manos callosas y porque su olor á humanidad es menos
    fuerte que el de los otros Hombres-Montañas que nos visitaron, los
    cuales hacían irrespirable el aire por allí donde pasaban. Usted debe
    bañarse todos los días, ¿no es cierto, gentleman?… Además, el pedazo
    de tela blanca, grande como una alfombra de salón, que lleva usted sobre
    el pecho, junto con el reloj, ha impregnado el ambiente de un olor de
    jardín.

    Se detuvo el profesor un instante para agregar con alguna malicia:

    –Y yo pude afirmar además, de un modo concluyente, que es usted un
    verdadero gentleman, porque he ordenado á dos de mis secretarios que
    volviesen las hojas de un libro más grande que mi persona, con tapas de
    cuero negro, que nuestra grúa sacó de uno de sus bolsillos. He podido
    leer rápidamente algunas de dichas hojas. En la primera, nada
    interesante: nombres y fechas solamente; pero en otras he visto muchas
    líneas desiguales que representan un alto pensamiento poético.
    Indudablemente, el Gentleman-Montaña ha pasado por una universidad. En
    nuestro país, sólo un hombre de estudios puede hacer buenos versos. Los
    de usted, gigantesco gentleman, me permitirá que le diga que son
    regulares nada más y por ningún concepto extraordinarios. Se resienten
    de su origen: les falta delicadeza; son, en una palabra, versos de
    hombre, y bien sabido es que el hombre, condenado eternamente á la
    grosería y al egoísmo por su propia naturaleza, puede dar muy poco de sí
    en una materia tan delicada como es la poesía.

    Gillespie se mostró sorprendido por las últimas palabras. Sus ojos, que
    hasta entonces habían vagado sobre la enana muchedumbre, atraídos por la
    diversa novedad del espectáculo, se concentraron en el profesor,
    teniendo que hacer un esfuerzo para distinguir todos los detalles de su
    minúscula persona.

    Llevaba en la cabeza un gorro cuadrangular con dorada borla, igual al de
    los doctores de las universidades inglesas y norteamericanas. El rostro
    carilleno y lampiño estaba encuadrado por unas melenillas negras y
    cortas. Los ojos tenían el resguardo de unos cristales con armazón de
    concha. Cubrían el resto de su abultada persona una blusa negra apretada
    á la cintura por un cordón, que hacía más visible la exagerada curva de
    sus caderas, y unos pantalones que, á pesar de ser anchos, resultaban
    tan ajustados como el mallón de una bailarina.

    –¡Pero usted es una mujer!–exclamó Gillespie, asombrado de su
    repentino descubrimiento.

    –¿Y qué otra cosa podía ser?–contestó ella–. ¿Cómo no perteneciendo á
    mi sexo habría llegado á figurar entre los sabios de la Universidad
    Central, poseyendo los difíciles secretos de un idioma que sólo conocen
    los privilegiados de la ciencia?

    Calló, para añadir poco después con una voz lánguida, dejando á un lado
    la bocina:

    –¿Y en qué ha conocido usted que soy mujer?

    El ingeniero se contuvo cuando iba á contestar. Presintió que tal vez
    corría el peligro de crearse un enemigo implacable, y dijo evasivamente:

    –Lo he conocido en su aspecto.

    La sabia quedó reflexionando para comprender el verdadero sentido de tal
    respuesta.

    –¡Ah, si!–dijo al fin con cierta sequedad–. Lo ha conocido usted, sin
    duda, en mis abundancias corporales. Yo soy una persona seria, una
    persona de estudios, que no dispone de tiempo para hacer ejercicios
    gimnásticos, como las muchachas que pertenecen al ejército. La ciencia
    es una diosa cruel con los que se dedican á su servicio.

    –Lo he conocido también–se apresuró á añadir Edwin–en la dulzura de
    su voz y en la hermosura de sus sentimientos, que tanto han contribuído
    á salvar mi vida.

    La profesora acogió estas palabras con una larga pausa, durante la cual
    sus anteojos de concha lanzaron un brillo amable que parecía acariciar
    al gigante. Pensaba, sin duda, que este hombre grosero y de aspecto
    monstruoso era capaz de decir cosas ingeniosas, como si perteneciese al
    sexo inteligente, ó sea el femenino. Bajó los ojos y añadió con una
    expresión de tierna simpatía:

    –Por algo he encontrado tantas veces en sus versos la palabra Amor con
    una mayúscula más grande que mi cabeza.

    Después pareció sentir la necesidad de cambiar el curso de la
    conversación, recobrando su altivo empaque de personaje universitario.
    Aunque ninguno de los presentes pudiera entenderla, temía haber dicho
    demasiado.

    –Usted se irá dando cuenta, Gentleman-Montaña–continuó–, de que ha
    llegado á un país diferente á todos los que conoce, una nación de
    verdadera justicia, de verdadera libertad, donde cada uno ocupa el lugar
    que le corresponde, y la suprema dirección la posee el sexo que más la
    merece por su inteligencia superior, desconocida y calumniada desde el
    principio del mundo…. Deje de mirarme á mí unos instantes y examine la
    muchedumbre que le rodea. Tiene usted permiso para moverse un poco; así
    hará su estudio con mayor comodidad. Espere á que dé mis órdenes.

    Y recobrando su portavoz, empezó á lanzar rugidos en un idioma del que
    no pudo entender el americano la menor sílaba. La máquina volante que
    descansaba sobre su pecho levantó el vuelo, y los otros cuatro
    aeroplanos aflojaron los hilos metálicos sujetos á sus extremidades. La
    muchedumbre se arremolinó, iniciando á continuación un movimiento de
    retroceso.

    Gillespie vió que unos grupos de jinetes repelían al gentío para que se
    alejase. Otros soldados acababan de descender de varias máquinas
    rodantes que tenían la forma de un león. Estos guerreros jóvenes eran de
    aire gentil y graciosamente desenvueltos.

    Uno de ellos pasó muy cerca de sus ojos, y entonces pudo descubrir que
    era una mujer, aunque más joven y esbelta que la profesora de inglés.
    Los otros soldados tenían idéntico aspecto y también eran mujeres, lo
    mismo que los tripulantes de las máquinas voladoras. Sus cabelleras
    cortas y rizadas, como la de los pajes antiguos, estaban cubiertas con
    un casquete de metal amarillo semejante al oro. No llevaban, como los
    aviadores, una larga pluma en su vértice. El adorno de su capacete
    consistía en dos alas del mismo metal, y hacía recordar el casco
    mitológico de Mercurio.

    Todos estos soldados eran de aventajada estatura y sueltos movimientos.
    Se adivinaba en ellos una fuerza nerviosa, desarrollada por incesantes
    ejercicios. Paro, á pesar de su gimnástica esbeltez de efebos vigorosos,
    la blusa muy ceñida al talle por el cinturón de la espada y los
    pantalones estrechamente ajustados delataban las suaves curvas de su
    sexo. Iban armados con lanzas, arcos y espadas, lo que hizo que
    Gillespie se formase una triste idea de los progresos de este país, que
    tanto parecían enorgullecer á la profesora de inglés.

    El cordón de peones y jinetes empujó á la muchedumbre hasta los linderos
    del bosque, dejando completamente limpia la pradera. Entonces, la
    doctora, desde lo alto de su carro-lechuza, volvió á valerse del
    portavoz.

    –Gentleman Montaña, puede usted incorporarse.

    El ingeniero se fué levantando sobre un codo, y este pequeño movimiento
    derribó varias escalas portátiles que aún estaban apoyadas en su cuerpo
    y habían servido para el registro efectuado horas antes. Tres enanos que
    vagaban sobre su vientre, explorando por última vez los bolsillos de su
    chaleco, cayeron de cabeza sobre la tupida hierba de la pradera y
    trotaron á continuación dando chillidos como ratones. Sin dejar de huir
    se llevaban las manos á diferentes partes de sus cuerpos magullados,
    mientras una carcajada general del público circulaba por los lindes de
    la selva.

    Al fin Gillespie quedó sentado, teniendo como vecinos más inmediatos á
    la profesora y sus secretarios, que ocupaban el automóvil-lechuza, y por
    otro lado á los tripulantes de las cuatro máquinas aéreas, las cuales se
    movían dulcemente al extremo de sus hilos metálicos, flácidos y sin
    tensión.

    En esta nueva postura Gillespie pudo ver mejor á la muchedumbre. Sus
    ojos se habían acostumbrado á distinguir los sexos de esta humanidad de
    dimensiones reducidas, completamente distinta á la del resto de la
    tierra. Los soldados; los personajes universitarios, mudos hasta
    entonces, pero que se habían ocupado en adormecerle y registrarle; los
    empleados, los obreros, todos los que se movían dando órdenes ó
    trabajando en torno de él, llevaban pantalones y eran mujeres.

    Edwin vió que de un automóvil en forma de clavel que acababa de llegar
    descendían unas figuras con largas túnicas blancas y velos en la cabeza.
    Eran las primeras hembras que encontraba semejantes á las de su país.
    Debían pertenecer á alguna familia importante de la capital; tal vez era
    la esposa de un alto personaje acompañada de sus tres hijas. Concentró
    su mirada en el grupo para examinarlas bien, y notó que las tres
    señoritas, todas de apuesta estatura, asomaban bajo los blancos velos
    unas caras de facciones correctas pero enérgicas. Sus mejillas tenían el
    mismo tono azulado que la de los hombres que se rasuran diariamente. La
    madre, algo cuadrada á causa de la obesidad propia de los años,
    prescindía de esta precaución, y por debajo de la corona de flores que
    circundaba sus tocas dejaba asomar una barba abundante y dura.

    Un oficial de los del casquete alado corrió galantemente á proteger á
    las recién llegadas, con el interés que merece el sexo débil, y las tres
    señoritas acogieron con gesto ruboroso las atenciones del militar.

    Gillespie se dió cuenta de que la doctora seguía sus impresiones con
    ojos atentos, sonriendo de su asombro.

    –Ya le dijo, gentleman, que vería usted grandes cosas. No olvide que
    este es el país de la Verdadera Revolución.

    Todavía pudo hacer Edwin nuevas observaciones. Vió con estupefacción
    entre el público, repelido y mantenido á distancia por la fuerza armada,
    mujeres menos lujosas que la familia recién venida de la capital, pero
    igualmente con largas túnicas…. Y sin embargo parecían hombres á causa
    de sus barbas ó de sus rostros azulados por el rasuramiento. En cambio,
    todos los individuos de aspecto civil que llevaban pantalones y
    mostraban ser trabajadores del campo, obreros de la ciudad ó acaudalados
    burgueses, venidos para conocer al gigante, tenían el rostro lampiño y
    las formas abultadas de la mujer.

    Encontró, sin embargo, algunas excepciones, que sirvieron para
    desorientarlo en sus juicios. Vió verdaderos hombres, cuyo aspecto
    vigoroso no se prestaba á equívocos, y que, sin embargo, marchaban sin
    el embarazo de las faldas. Estos hombres iban casi desnudos, al aire su
    fuerte musculatura, y sin más vestimenta que un corto calzoncillo. Todos
    ellos mostraban la pasividad resignada, la fuerza brutal y sin
    iniciativa de las bestias de labor. Algunos acababan de desengancharse
    de pesadas carretas, de las cuales habían venido tirando hasta el
    lindero del bosque, y se limpiaban el sudoroso cuerpo. Otros lavaban y
    secaban los grandes aparatos que habían servido para la narcotización y
    el registro del gigante.

    Vió además Gillespie que la mayor parte de los jinetes que mantenían en
    respeto á la muchedumbre eran hombres igualmente; hombres enormes y
    barbudos, con una expresión de estupidez disciplinada, de brutalidad
    automática, reveladora de su situación inferior. A pesar de que iban
    armados con grandes cimitarras, su traje era una túnica igual á la de
    las mujeres. Todos ellos parecían simples soldados. Varias muchachas de
    bélica elegancia, llevando sobre sus cortas melenas el casquete alado,
    hacían caracolear sus caballos entre las de estos guerreros inferiores,
    dándoles órdenes con un laconismo de jefes.

    La doctora volvió á interrumpir las reflexiones del prisionero.

    –Antes de que emprendamos la marcha á la capital, creo oportuno que
    tome usted un ligero refrigerio. Mi gusto hubiese sido prepararle un
    desayuno al estilo de nuestro país, pero no hemos tenido tiempo para
    ello, pues, como lo dije, su vida estaba en peligro, y nadie piensa en
    dar de almorzar á un muerto. Podía haber hecho traer algunas de las
    latas de conserva que guarda usted en su embarcación, pero ésta se halla
    ya muy lejos.

    La noticia hizo perder su calma al gigante…. ¡Verse privado de un bote
    que representaba la única probabilidad de volver al mundo de sus
    semejantes!…

    –Poco después de la salida del sol–continuó la traductora–se han
    encargado de remolcarlo hasta el puerto de la capital los navíos de
    nuestra escuadra del Sol Naciente.

    Gillespie necesitó mostrar su mal humor con palabras ofensivas.

    –¿Y qué navíos son esos?… ¿Cómo unos barquitos iguales á juguetes,
    con sólo la fuerza de sus velas, van á poder remolcar mi bote, dentro
    del cual cabe amontonada toda esa escuadra del Sol Naciente?…

    –Gentleman–dijo la profesora con sequedad–, nuestros buques no tienen
    velas; eso fué en tiempos remotos. Nuestros navíos navegan á voluntad
    sobre el agua y por debajo del agua. La misma energía que mueve nuestras
    máquinas terrestres y aéreas agita las colas de ellos con igual fuerza
    que las de los peces más veloces…. De su tamaño no creo necesario
    hablar. El tamaño no significa nada. Nosotros hemos llegado á poseer
    navíos más grandes que el que le trajo á usted, y los suprimimos por
    inhábiles para defenderse.

    Hubo un largo silencio después de las palabras poco cordiales cruzadas
    entre los dos. Pero la doctora no parecía tenaz en sus rencores y siguió
    hablando:

    –He tenido que improvisar un ligero desayuno con lo que encontré más á
    mano. Perdone usted su frugalidad y su monotonía. Cuando estemos en la
    capital (si es que los altos señores del Consejo Ejecutivo quieren
    concederle la vida á perpetuidad, ó sea hasta que perezca usted de
    muerte ordinaria), estoy seguro de que comerá mejor.

    Sin separarse el portavoz de la boca, empezó á rugir otra vez una serie
    de palabras desconocidas, que despertaron gran actividad en los linderos
    del bosque.

    Un grupo de aquellos hombres bestiales y semidesnudos, fuerzas ciegas y
    sometidas como los constructores de las Pirámides faraónicas, avanzó por
    la pradera tirando de un enorme cilindro vertical. Era una bomba
    rematada por un largo pistón. Esta bomba la acababan de limpiar los
    vigorosos siervos, pues había servido durante la noche para inyectar al
    gigante su dosis de narcótico. Poco después empezaron á salir de la
    selva rebaños de vacas bien cuidadas, gordas y lustrosas. Parecían
    enormes junto á los hombrecillos que las guiaban, pero no tenían en
    realidad para Gillespie mayor tamaño que una rata vieja. A los pocos
    momentos eran centenares; al final llenaron la mayor parte de la
    pradera, siendo más de mil.

    Numerosos enanos, que por sus trajes parecían hombres de campo y en
    realidad eran mujeres, silbaron y agitaron sus cayados para ordenar y
    agrupar á estos animales.

    –Es todo lo que hemos podido reunir–dijo la profesora–. El _Comité de
    recibimiento del Hombre-Montaña,_ nombrado anoche por el gobierno, no ha
    tenido tiempo para preparar mejor las cosas. Sin embargo, en pocas horas
    nuestras máquinas terrestres y aéreas han llegado á requisar todas las
    vacas existentes en un radio de diez millas, como diría usted. Y ahora,
    gentleman, vuelva á tenderse; adopte su primera postura para tomar un
    poco de leche.

    Pero Gillespie estaba pensativo desde mucho antes. Se dispuso á obedecer
    la orden y luego se detuvo para mirar con una expresión interrogante á
    la universitaria.

    –Una palabra nada más, y en seguida me tiendo.

    La doctora le hizo ver con un gesto que estaba dispuesta á escucharle.
    El americano mostró con un dedo los automóviles que le rodeaban, después
    las máquinas aéreas inmóviles en el espacio, y finalmente las esbeltas
    muchachas del casquete alado, armadas con lanzas, arcos y sables.

    –No comprendo, profesora….

    –Llámeme profesor–interrumpió la dama universitaria–. Profesor
    Flimnap.

    –Está bien–continuó el americano–. Digo, profesor Flimnap, que no
    puedo comprender todas esas armas primitivas al lado de tanta máquina
    terrestre y aérea, que me parecen perfectas, y de esa escuadra del Sol
    Naciente de que me ha hablado antes.

    El doctor hembra sonrió con superioridad.

    –Ya le dije que los Hombres-Montañas deben asombrarse cuando nos
    visitan, así como nosotros nos asombrábamos al verles en otros tiempos.
    Hay cosas que no comprenderá usted nunca si no le damos una explicación
    preliminar. Y esta explicación sólo la recibirá usted si los altos
    señores del Consejo Ejecutivo quieren que viva. En cuanto á la
    desproporción entre nuestras armas y nuestras máquinas, no debe usted
    preocuparse de ella. Vivimos organizados como queremos, como á nosotros
    nos conviene.

    El joven no quiso mostrarse vencido por el aire de superioridad con que
    fueron dichas tales palabras, y añadió:

    –Entre los objetos que han sacado de mis bolsillos habrá visto usted
    seguramente una máquina de hierro formada por un tubo largo y un
    cilindro con otros seis tubos más pequeños, dentro de los cuales hay lo
    que llamamos una cápsula, que se compone de una porción de substancia
    explosiva y un pedazo de acero cónico. Tengan mucho cuidado al mover la
    tal máquina, porque es capaz de hacer volar á uno de los navíos de su
    escuadra del Sol Naciente. Con varias máquinas de la misma clase ustedes
    serían mucho más fuertes que lo son ahora.

    La universitaria abandonó el portavoz para reir con una serie da
    carcajadas que le hicieron llevarse las manos á las dos curvas
    superpuestas de su pecho y de su abdomen.

    –¡Cuántas palabras–dijo al extinguirse su risa–, cuántas palabras
    para describirme un revólver! ¡Pero si yo conozco eso tan bien como
    usted!… Las gentes que hoy han visto el suyo (los cargadores y los
    marineros) seguramente que no saben lo que es; pero para nosotros, las
    personas estudiosas, esa máquina del tubo grande y de los seis tubos con
    sus cápsulas explosivas resulta una verdadera antigualla. Además, la
    consideramos repugnante é indigna de todo recuerdo. No intente,
    gentleman, deslumbrarnos con sus descubrimientos. Aquí sabemos más que
    usted. Prescinda da nuevas observaciones y acuéstese prontito á tomar su
    leche.

    El americano tuvo que obedecer, avergonzado de su derrota. Las vacas, en
    fila incesante, subían y bajaban por una dobla rampa situada junto á la
    bomba. Cuando estaban en lo alto, al lado da la boca del receptáculo,
    los siervos forzudos las ordeñaban rápidamente con un aparato, arrojando
    la leche en el interior del enorme vaso de metal. Varios hombres tomaron
    el doble balancín del pistón para subirlo y bajarlo, impeliendo el
    líquido del interior. Mientras tanto, otros de los siervos desnudos
    desarrollaban los flexibles anillos de una manga de riego ajustada á la
    bomba.

    –Abra usted la boca, Gentleman-Montaña–ordenó el profesor hembra.

    Gillespie obedeció, é inmediatamente le introdujeron entre los labios
    una barra de metal ampliamente perforada, de la que surgía un chorro de
    leche más grueso que el brazo musculoso de cualquiera de aquellos
    atletas. Gillespie bebió durante mucho tiempo este hilillo de líquido
    dulzón, algo más claro que la leche de otros países.

    –¿Quiere usted más?–preguntó la traductora–. No tema ser importuno.
    Nuestros agentes continúan en este momento su requisa de vacas por todos
    los distritos inmediatos.

    Pero el gigante se mostraba ahito del amamantamiento por manga de riego,
    é hizo un gesto negativo.

    Volvió á rugir el portavoz dando órdenes, y huyeron las vacas hacia la
    selva, perseguidas por los gritos, las pedradas y los garrotes en alto
    de sus conductores. Desapareció igualmente la máquina que había servido
    el desayuno, y los siervos atletas empezaron á trabajar en torno del
    cuerpo de Gillespie.

    En un momento le libraron de las ligaduras que sujetaban sus muñecas y
    sus tobillos. Al desliarse el enroscamiento de los hilos metálicos, las
    máquinas voladoras tiraron de estos cables sutiles, haciéndolos
    desaparecer. Pero no por esto se alejaron. Las cuatro permanecieron
    inmóviles en el mismo lugar del espacio, como si esperasen órdenes.

    –Gentleman–volvió á decir Flimnap–, ha llegado el momento más difícil
    para mí. Vamos á partir para la capital, y necesito recordarle que la
    continuación de su existencia no es aún cosa segura. Falta saber qué
    opinión formarán de usted las altas personalidades del Consejo
    Ejecutivo. Pero yo tengo cierta confianza, porque el corazón justo y
    fuerte de las mujeres es siempre piadoso con la debilidad y la
    ignorancia del hombre. Además, cuento con la buena impresión que
    producirá su aspecto.

    »Usted es muy feo, gentleman; usted es simplemente horrible. Su piel,
    vista por nuestros ojos, aparece llena de grietas, de hoyos y de
    sinuosidades. Como usted no ha podido afeitarse en dos ó tres días, unas
    cañas negras, redondas y agujereadas empiezan á asomar por los poros de
    su piel, creciendo con la misma rigidez que el hierro. Pero si le miran
    á usted con una lente de disminución, si le ven empequeñecido hasta el
    punto de que se borren tales detalles, reconozco que tiene usted un
    aspecto simpático y hasta se parece á algunas de las esposas de las
    altas personalidades que nos gobiernan. Yo pienso llegar á la capital
    mucho antes que usted, para rogar al Consejo Ejecutivo que le mire con
    lentes de tal clase. Así, su juicio será verdaderamente justo….

    »Y ahora, perdóneme lo que voy á añadir. Yo no figuro en el gobierno; no
    soy mas que un modesto profesor de Universidad. Si de mí dependiese, le
    llevaría hasta la capital sin precaución alguna, como un amigo. Pero el
    gobierno no le conoce á usted y guarda un mal recuerdo de la grosería de
    los Hombres-Montañas que nos visitaron en otros tiempos. Teme que se le
    ocurra durante el camino derribar alguna casa de un puntapié ó aplastar
    á las muchas personas que acudirán á verle. Puede usted perder la
    paciencia; la curiosidad del público es siempre molesta; hay hombres que
    ríen con la ligereza y la verbosidad propias de su sexo frívolo; hay
    niños que arrojan piedras, á pesar de la buena educación que se les da
    en las escuelas. El sexo masculino es así. Por más que se pretenda
    afinarle, conserva siempre un fondo originario de grosería y de
    inconsciencia. En fin, gentleman, tenemos orden de llevarle atado hasta
    nuestra capital, pero marchando por sus propios pies.

    »Nada de fabricar una enorme carreta y de amarrarle sobre ella, siendo
    arrastrado por centenares de caballos. Esto resultaría interminable y
    haría durar su viaje varios días. Además, es indigno de nuestro
    progreso, á pesar de que usted nos cree bárbaros porque hemos querido
    olvidar la existencia de la pólvora. En tres horas llegaremos á la
    capital. Usted podrá marchar á grandes pasos, sin salirse del camino, y
    le escoltarán á gran velocidad nuestras máquinas terrestres y voladoras.
    Pero como nuestros gobernantes no le conocen y temen una humorada como
    las de aquel Hombre-Montaña que se enloquecía bebiendo un líquido
    cáustico, será usted sometido á las siguientes precauciones:

    »Una máquina voladora irá delante, después de haber enroscado un cable á
    su cuello. Otra volará detrás, con su cable amarrado á las dos manos de
    usted cruzadas sobre la espalda. Puede avanzar sin miedo. Los
    tripulantes de nuestros voladores conservarán siempre flojos estos lazos
    metálicos. Pero por si usted intentase (lo que no espero) alguna
    travesura, le advierto que los guerreros del aire tienen orden de dar un
    tirón inmediatamente con toda la fuerza de sus máquinas, y que los tales
    cables metálicos cortan lo mismo que una navaja de afeitar…. Y ahora,
    gentleman, póngase de pie con cierta precaución, para no causar graves
    daños en torno de su persona. Debemos separarnos por unas horas; yo
    marcho delante. Además, la comunicación va á quedar interrumpida entre
    nosotros desde el momento que usted recobra la posición vertical,
    aislándose en su grandeza inútil.

    El ingeniero quiso protestar, algo ofendido por las precauciones á que
    se le sometía.

    –Ni una palabra más–insistió el doctor–. Le advierto que anoche casi
    demolió usted en la obscuridad una de nuestras máquinas voladoras al dar
    un zarpazo en el aire. Faltó poco para que cayese al suelo desde una
    altura enorme, matándose sus tripulantes. Después de esto, reconocerá
    que nuestro gobierno obra prudentemente al no tratarle con una confianza
    ciega.

    Se apartó el vehículo-lechuza, sin que por esto la traductora, dejase de
    dar órdenes á través de su bocina.

    Gillespie, después de convencerse de que no quedaban cerca de él
    personas ni animales á los que pudiera aplastar, empezó á incorporarse.
    Sus piernas, tras una inmovilidad de tantas horas, estaban entumecidas y
    se resistían á obedecerla. Al fin se puso de pie después de largas
    vacilaciones, y al recobrar su posición vertical, los árboles más altos
    quedaron á la altura de su pecho. Todo su busto sobrepasaba la
    centenaria vegetación, y la muchedumbre de enanos, casi invisible bajo
    el ramaje, saludó con un largo rugido la cabeza del gigante al surgir
    ésta por encima del bosque. Podían apreciar ahora la grandeza del
    Hombre-Montaña mejor que cuando le veían tendido en el suelo.

    Los tripulantes de las máquinas voladoras se unieron á esta ovación
    haciendo evolucionar sus quiméricas bestias en torno del rostro de
    Gillespie. Pasaban tan cerca, que éste tuvo que echar atrás su cabeza
    por dos veces, temiendo que le cortase la nariz una de aquellas alas
    escamosas con sus puntas agudas como cuchillos. Las muchachas del
    casquete dorado y larga pluma saludaban con risas los movimientos
    inquietos del gigante. Pero una orden venida de abajo acabó con estos
    juegos, restableciendo el silencio. Todavía la traductora rugió su
    última orden, antes de partir.

    –Gentleman-Montaña, ¡las manos atrás! Gillespie lo hizo así, y, apenas
    hubo cruzado sus manos sobre la espalda, sintió en torno de las muñecas
    algo que parecía vivo y se enrollaba con una prontitud inteligente. Era
    el cable metálico de la máquina que iba á volar detrás de él. Al mismo
    tiempo, otro monstruo del aire descendió con toda confianza al verle con
    las manos sujetas, y quedó flotando cerca de sus ojos.

    Ahora pudo ver bien á sus tripulantes: cuatro jóvenes rubias, esbeltas y
    de aire amuchachado. Gillespie hasta les encontró cierta semejanza con
    miss Margaret Haynes cuando jugaba al _tennis_. Estas amazonas del
    espacio le saludaron con palabras ininteligibles, enviándole besos. Él
    sonrió, y al oir las carcajadas de ellas pudo adivinar que su sonrisa
    debía parecerles horriblemente grotesca. Estos seres pequeños veían todo
    lo suyo ridiculamente agrandado.

    La consideración de su caricaturesca enormidad le puso triste, pero las
    guerreras aéreas volvieron á enviarle besos, como un consuelo, y hasta
    una de ellas dirigió contra su nariz dos rosas que llevaba en el pecho.
    Querían pedirle, sin duda, perdón por lo que iban á hacer con él
    cumpliendo órdenes superiores.

    Del fondo de la máquina voladora partió, silbando, un hilo plateado,
    que, después de dar varias vueltas en el aire como una serpiente
    delgadísima, se metió por la cabeza de Gillespie, no parando hasta sus
    hombros. El ingeniero se sintió cogido lo mismo que las reses de las
    praderas americanas á las que echan el lazo. Un pequeño alejamiento del
    avión, que tenía la forma y los colores de un lagarto alado, estrechó en
    torno del cuello de Edwin el cable metálico.

    Bajando sus ojos pudo examinarlo de cerca. Parecía hecho de un platino
    flexible y era inútil todo intento de romperlo. Por el contrario, un
    movimiento violento bastaría para que se introdujese en su carne lo
    mismo que una navaja de afeitar, como había dicho el profesor hembra.

    Las tripulantes del lagarto aéreo tiraron ligeramente de este hilo
    metálico, y Gillespie, comprendiendo el aviso, dió el primer paso.
    Ningún obstáculo terrestre se oponía á su marcha. La pradera estaba
    ahora limpia de gente, lo mismo que los linderos del bosque. Todas las
    máquinas rodantes, así como las tropas de á pie y á caballo, habían
    abierto la marcha, empujando á la muchedumbre para que se apartase del
    camino.

    Guiado por la máquina voladora que iba delante y dirigido igualmente por
    la máquina de atrás, que funcionaba á modo de timón, Gillespie sólo
    tenía que fijarse en el suelo para ver dónde colocaba sus pies.

    Empezó á marchar por un camino de gran anchura para aquellos seres
    diminutos, pero que á él le pareció no mayor que un sendero de jardín.
    Durante media hora avanzaron entre bosques; luego salieron á inmensas
    llanuras cultivadas, y pudo ver cómo se iba desarrollando delante de él,
    á una gran distancia, la vanguardia de su cortejo, compuesta de máquinas
    rodantes y pelotones de jinetes. A su espalda levantaban una segunda
    nube de polvo las tropas de retaguardia, encargadas de contener á los
    curiosos.

    Sólo algunos audaces, contraviniendo las órdenes, se atrevían á llegar á
    los bordes del camino. En torno de los pueblos de agricultores hervía el
    vecindario, gritando y agitando sus gorras al pasar el gigante. Su
    estatura permitía que lo viesen á larguísimas distancias.

    Le obligaron á marchar sin descanso, porque el Consejo Ejecutivo deseaba
    conocerle antes de que anocheciese. A las dos horas distinguió por
    encima de una sucesión de gibas del camino, penosamente remontadas por
    la vanguardia del cortejo, una especie de nube blanca que se mantenía á
    ras de tierra.

    Estaba envuelta en el temblor vaporoso de los objetos indeterminados por
    la distancia. Sólo él podía abarcar con su mirada una extensión tan
    enorme. Los tripulantes del lagarto volador examinaban la misma nube,
    pero con el auxilio de aparatos ópticos.

    Una de las amazonas aéreas le gritó algunas palabras en su idioma, al
    mismo tiempo que señalaba con un dedo la remota mancha blanca. El
    gigante le contestó con una sonrisa indicadora de su comprensión.

    A partir de este momento la nube fué tomando para él contornos fijos.
    Salieron poco á poco de la vaporosa vaguedad grandes palacios blancos,
    torres con cúpulas brillantes, toda una metrópoli altísima, en la que
    los edificios parecían de proporciones desmesuradas, sin duda porque sus
    pequeños habitantes, por la ley del contraste, sentían el ansia de lo
    enorme.

    Esta capital de la República de los pigmeos se llamaba Mildendo en otros
    tiempos. ¿Cómo se titularía en el presente, después de haber ocurrido lo
    que el profesor Flimnap llamaba la Verdadera Revolución?…

    IV

    Las riquezas del Hombre-Montaña

    El antiguo palacio imperial, construído por los soberanos de la
    penúltima dinastía, ocupaba el centro de la ciudad y era la residencia
    de los altos señores del Consejo Ejecutivo.

    Incendiado repetidas veces en el curso de los siglos y bombardeado
    durante las guerras, había sufrido numerosas reconstrucciones; pero la
    más grande y vistosa databa de pocos años después de la Verdadera
    Revolución, suceso que había iniciado un nuevo período histórico. Los
    cinco señores del Consejo Ejecutivo vivían en el centro del palacio; en
    una ala estaba la Cámara de diputados, y en la opuesta, el Senado.

    A la mañana siguiente de la entrada de Edwin en la capital, este
    palacio, que era como el corazón de la República, reanudó su vida más
    temprano que en los días anteriores. Fueron llegando los altos empleados
    del gobierno y casi todos los diputados y senadores, á pesar de que las
    sesiones parlamentarias sólo empezaban á celebrarse después de mediodía.

    En sus inmediaciones se aglomeró una muchedumbre de curiosos para ver
    cómo centenares de siervos, con la ayuda de varias grúas, iban
    descargando de una fila de camiones-automóviles enormes y misteriosos
    objetos, cuya aparición era saludada con largos murmullos de asombro.
    Todo el pueblo recordaba el espectáculo extraordinario de la tarde
    anterior, cuando llegó el Hombre-Montaña á los alrededores de la ciudad.
    El Consejo Ejecutivo había determinado darle alojamiento en la antigua
    Galería de la Industria, recuerdo de una Exposición universal celebrada
    diez años antes.

    Esta Galería era la obra más audaz y sólida que habían realizado los
    ingenieros del país. El Hombre-Montaña iba á pasearse por dentro de ella
    sin que su cabeza tocase el techo. Diez gigantes de su misma estatura
    podían acostarse en hilera de un extremo á otro de la grandiosa
    construcción. Su ancho equivalía á cuatro veces la longitud del coloso.

    Situada sobre una altura vecina á la ciudad, el prisionero podía
    contemplar, sin moverse de su alojamiento, toda la grandiosa metrópoli
    extendida á su pies, así como el puerto con sus numerosos navíos al
    ancla y los campos y pueblecillos cercanos, llegando con su vista hasta
    la cordillera que cerraba el horizonte, en la que había cumbres de
    ciento ochenta metros, solamente exploradas por algunos sabios capaces
    de morir como héroes al servicio de la ciencia.

    Una fuerte guardia impedía que los curiosos subiesen hasta la vivienda
    del gigante, donde se estaban realizando grandes trabajos para su cómoda
    instalación. El público, ya que no podía verle, concentraba su
    curiosidad en todo lo que era de su pertenencia, y por esto desde el
    amanecer se aglomeró en torno del palacio del gobierno para contemplar
    la llegada de los objetos extraídos del navío del Hombre-Montaña, que
    los buques de la escuadra del Sol Naciente habían remolcado el día
    anterior.

    Sólo los amigos del gobierno y los personajes oficiales tenían permiso
    para entrar en el palacio y ver de cerca tales maravillas. El enorme
    patio central, donde podían formarse á la vez varios regimientos y en el
    que se desarrollaban las más solemnes ceremonias patrióticas, fué el
    lugar destinado para tal exhibición. Mientras llegaba el momento, los
    invitados entraban á saludar á los altos y poderosos señores del Consejo
    Ejecutivo y á los dos presidentes de la Cámara de diputados y del
    Senado, que vivían igualmente en el inmenso edificio.

    Los guerreros de la Guardia gubernamental, hermosas amazonas de aire
    desenvuelto y gallardo, defendían el acceso á las habitaciones
    reservadas ó se paseaban en grupos por el patio al quedar libres de
    servicio. Estos militares privilegiados, que gozaban la categoría de
    oficiales, pertenecían á las primeras familias de la capital. Iban
    vestidos de la garganta á los pies con un traje muy ceñido y cubierto de
    escamas de plata. Su casquete, del mismo metal, estaba rematado por un
    ave quimérica. Apoyaban la mano izquierda en la empuñadura de su espada,
    mirando á todas partes con una insolencia de vencedores, ó se inclinaban
    galantemente ante las familias de los altos personajes que iban llegando
    para la ceremonia. Algunas mamás, severas y malhumoradas, encontraban
    atrevida la expresión de sus ojos. Otras matronas, cuya barba empezaba á
    poblarse de canas, quedaban pensativas y melancólicas á la vista de
    estos hermosos guerreros, que parecían despertar sus recuerdos. Las
    señoritas que ya estaban en edad de afeitarse fingían rubor ante sus
    miradas audaces; pero las que no se veían objeto de la belicosa
    admiración se mostraban nerviosas, envidiando á sus compañeras.

    Pasó por entre estos guerreros, con toda la austeridad de su carácter
    universitario y sus opiniones antimilitaristas, el profesor Flimnap. La
    inesperada aparición del Gentleman-Montaña había dado una importancia
    extraordinaria á la traductora de inglés. En unas cuantas horas se había
    convertido en el personaje más interesante de la República. El gobierno
    le llamaba para conocer sus opiniones; el rector de la primera de las
    universidades, que hasta entonces le había considerado como un triste
    catedrático de una lengua muerta y de problemática utilidad, se dignaba
    sonreirle, y hasta en la noche anterior, después del recibimiento del
    Hombre-Montaña, lo había invitado á cenar para que en presencia de su
    familia contase todo lo ocurrido.

    Los periodistas de la capital iban detrás de él pidiéndole interviús, y
    hasta lo adulaban, hablando con entusiasmo de varios libros
    profesionales que llevaba publicados y nadie había leído. Personas que
    le miraban siempre con menosprecio hacían detener en la calle su
    automóvil universitario en figura de lechuza.

    –Mi querido profesor Flimnap–gritaban–, siempre he sentido una gran
    admiración por su sabiduría y soy de los que creen que la patria no le
    ha dado hasta ahora todo lo que merece por su gran talento. Cuénteme
    algo del Hombre-Montaña. ¿Es cierto que se alimenta con carne humana,
    como van diciendo por ahí los hombres en sus charlas y chismorreos?…

    Pero el profesor Flimnap tenía demasiado que hacer para detenerse á
    contestar las preguntas de las ciudadanas curiosas. Apenas había dormido
    en la noche anterior. Después de su cena con el jefe supremo de la
    Universidad se trasladó á la Galería de la Industria para convencerse de
    que el Gentleman-Montaña podía dormir provisionalmente sobre trescientas
    cuarenta y dos carretadas de paja que la Administración del ejército
    había facilitado á última hora. Poco después de amanecer ya estaba en
    pie el buen profesor, conferenciando con todos sus compañeros del
    _Comité de recibimiento del Hombre-Montaña._ Estos, divididos en varias
    subcomisiones, iban á dirigir á quinientos carpinteros encargados de
    fabricar, antes de que llegase la noche, una mesa y una silla apropiadas
    á las dimensiones del gigante, y á una tropa igualmente numerosa de
    colchoneros, que en el mismo espacio de tiempo fabricarían una cama
    digna del recién llegado.

    El profesor Flimnap se proponía entrar ahora en las habitaciones
    particulares de uno de los altos señores del Consejo Ejecutivo, que
    momentáneamente era el presidente del supremo organismo. Cada uno de los
    cinco individuos del Consejo lo presidía durante un mes, cediendo su
    sillón al compañero á quien tocaba el turno.

    Estos cinco gobernantes eran mujeres, así como todos los que
    desempeñaban un cargo en la Administración pública, en la Universidad,
    en la industria ó en los cuerpos armados. Pero como durante los luengos
    siglos de tiranía varonil todos los cargos y todas las funciones dignas
    de respeto habían sido designadas masculinamente, la Verdadera
    Revolución creyó necesario después de su victoria conservar las antiguas
    denominaciones gramaticales, cambiando únicamente el sexo á que se
    aplicaban. Así, las cinco damas encargadas del gobierno eran denominadas
    «los altos y poderosos señores del Consejo Ejecutivo», y las otras
    mujeres directoras de la Administración pública se titulaban
    «ministros», «senadores», «diputados», etc. Por eso Flimnap había
    protestado al oir que el gigante le llamaba profesora en vez de
    profesor. En cambio, los hombres, derribados de su antiguo despotismo y
    sometidos á la esclavitud dulce y cariñosa que merece el sexo débil,
    eran dentro de su casa la «esposa» ó la «hija», y en la vida exterior,
    la «señora» ó la «señorita».

    Flimnap había creído necesario, teniendo en cuenta su nueva importancia
    oficial, llevar bajo el brazo una gran cartera de cuero, semejante á la
    que ostentaban los altos funcionarios del Estado cuando iban á despachar
    con los señores del Consejo Ejecutivo. En esta cartera guardaba las
    actas de las tres sesiones que había celebrado el _Comité de
    recibimiento del Hombre-Montaña,_ así como los presupuestos de gastos,
    presentes y futuros, para la manutención de tan costoso huésped. Además
    llevaba una traducción, en idioma del país, que había hecho de los
    versos escritos por el Gentleman-Montaña en su cuaderno de notas.

    El buen profesor Flimnap estaba inquieto por la suerte de su protegido.
    Gillespie le inspiraba un interés que jamás había experimentado por
    ningún hombre de su propia tierra. Dedicado por completo á los trabajos
    lingüísticos é históricos, solamente había tratado con mujeres, y éstas
    eran todas profesores malhumorados y de austeras costumbres. Sentía una
    temblorosa timidez siempre que el rector le invitaba á alguna de sus
    tertulias, donde había hombres jóvenes en edad de casamiento, ansiosos
    de que alguien los sacase á bailar ó que entonaban romanzas
    sentimentales acompañándose con el arpa.

    Además, en su afecto sincero por el recién llegado había algo de
    egoísmo. Gracias al Gentleman-Montaña, acababa de conocer
    instantáneamente todas las dulzuras de la celebridad, siendo el
    personaje más popular de la República en los presentes momentos. Después
    de la fama de Gillespie venía la suya. ¡Qué derrumbamiento tan doloroso
    en la sombra si el gobierno acordaba la muerte de su gigante!…

    La tarde anterior había corrido hacia la capital á toda velocidad del
    automóvil-lechuza, prestado por su jefe el rector. Los altos señores del
    gobierno estaban sobre un estrado junto al camino para ver llegar al
    prisionero, teniendo á sus espaldas todo el vecindario de la capital, un
    gentío tan enorme que se perdía de vista. Estos poderosos personajes lo
    recibieron con grandes muestras de consideración que no correspondían á
    su humilde rango de profesor. El les hizo los mayores elogios de la
    intelectualidad del gentleman gigantesco, declarándole distinto á todos
    los colosos llegados antes al país. Insinuó la conveniencia de guardarlo
    por mucho tiempo, hasta saber, gracias á su cultura, los adelantos
    realizados en el mundo de los hombres monstruosos, y copiar lo que
    resultase aprovechable, si es que realmente había algo digno de
    imitación, lo que le parecía algo problemático.

  • El Diablo Cojuelo

    El Diablo Cojuelo

    Aproximadamente 80.982 palavras.

    Stan Goodman, DP Spanish Team, Virginia Paque and the
    Online Distributed Proofreading Team.

    EL DIABLO COJUELO

    Luis Vélez de Guevara

    CLÁSICOS CASTELLANOS

    EL DIABLO COJUELO

    Luis Vélez de Guevara

    PRÓLOGO Y NOTAS DE FRANCISCO RODRÍGUEZ MARÍN

    1922

    A LA GRATA MEMORIA DEL INGENIOSÍSIMO
    ESCRITOR HISPALENSE DON FELIPE PÉREZ Y GONZÁLEZ,
    MI LEAL AMIGO DESDE LOS TAN REGOCIJADOS
    COMO FUGACES AÑOS DE LA MOCEDAD.

    _FRANCISCO RODRÍGUEZ MARÍN_

    PRÓLOGO

    Luis Vélez de Guevara–como dije en otra ocasión[1]–fué tan pobre, que
    bien puede dudarse si en algún tiempo de su vida llegó a tener dos
    trajes en mediano uso; pero, en cambio, a los doscientos y mas años de
    su muerte tiene dos biografías diversas: la que le inventaron algunos
    escritores, que es la mas conocida[2], y la que despacio y a retazuelos,
    como de limosna, pero sólidamente, le vamos escribiendo algunos
    investigadores de nuestra historia literaria[3].

    Según la primera de entrambas biografías, Vélez nació en Ecija por enero
    de 1570, estudió Leyes en la Universidad de Sevilla y vino a ejercer su
    profesión a la Corte, en donde muy luego ganó estimación y fama por su
    sagacidad, gracejo y elocuencia. Defendiendo a cierto criminal captó a
    los jueces con su donaire; pero como el fiscal apelase de la benigna
    sentencia dictada, el reo fué condenado a muerte, y Luis Vélez a pagar
    una multa. Tuvo noticia de ello el Rey, y cuando conversó con el festivo
    abogado prendóse tanto de él, que no sólo le perdonó la multa, y la
    vida al delincuente, sino que, además, ya no pudo pasar sin el trato de
    Vélez de Guevara, a quien protegió sobremanera.

    Esto fué lo que suele llamarse hablar de memoria, porque en todo el
    relato no hay otra cosa verdadera que lo de ser Ecija la patria del
    escritor. Y lo realmente sucedido y cierto es, en este caso como en
    otros muchos, menos bello y agradable que la mentira. Véamoslo.

    Luis Vélez de Guevara nació en Ecija, a fines de julio de 1579, de
    padres hidalgos, pero pobres[4]: sabido es que la hidalguía y la
    pobreza casi siempre anduvieron juntas[5]. Estudió la Gramática en su
    ciudad natal, y por julio de 1596 se graduó de bachiller en Artes en la
    Universidad de Osuna, eximiéndose por pobre de pagar los derechos
    académicos[6]. Seguidamente entró a servir como paje a don Rodrigo de
    Castro, cardenal arzobispo de Sevilla, a quien acompañó en el viaje que
    hizo a Madrid y a Valencia para asistir en las bodas de Felipe III y
    doña Margarita de Austria, de las cuales y de sus esplendorosas fiestas
    trató el poeta adolescente en un poemita que hizo imprimir en Sevilla, a
    su regreso[7].

    Murió el Cardenal en septiembre de 1600; pero a esta sazón no perduraba
    Vélez en su palacio, pues, ya harto talludo para paje, dos meses antes
    había dejado su empleo, a fin de abrazar la profesión de las armas. Él,
    en un memorial dirigido al Rey, dijo haber permanecido seis años en la
    milicia[8]; pero que exageró en cuanto a la duración de su vida
    soldadesca demuéstrase con otras palabras suyas, porque él mismo, muchos
    años antes, había declarado que en el estío de 1603 estaba en
    Valladolid, y en tal declaración, prestada en Sevilla a 26 de mayo de
    1604 e inédita hasta ahora, llamábase nuestro poeta, sin mencionar para
    cosa alguna la cualidad de soldado, «vecino al presente en esta ciudad,
    en la collación de Santa Marina»[9].

    Ya apellidándose Vélez de Guevara, en lugar de Vélez de Santander, como
    se había llamado hasta poco antes[10], escribió y publicó en 1608 un
    nuevo opúsculo poético intitulado _Elogio del Ivramento del sereníssimo
    Príncipe don Felipe Domingo, Quarto deste nombre_, y en la portada de
    esta obrita se decía criado del Conde de Saldaña. Había entrado, en
    efecto, a su servicio como gentilhombre antes o poco después de enviudar
    de su primer matrimonio: del primero de los cuatro con que probó su
    grande afición a este santo sacramento[11].

    Para sus nuevas nupcias con doña Úrsula Ramisi Bravo de Laguna[12], el
    mencionado Conde le hizo donación de cuatrocientos ducados, amén de
    señalarle una pensión anual vitalicia de otros doscientos; pero estas
    larguezas de los grandes de antaño eran comúnmente más nominales que
    efectivas, porque a la hora de cobrar–tan endeudados andaban de
    ordinario–solían desvanecerse como el humo. Y en 1618, fallecida su
    segunda mujer, que le dejó, amén de algún otro hijo, a Juan, sucesor de
    su padre en la profesión y en el ingenio[13], nuestro escritor contrajo
    nuevo matrimonio, que la muerte había de romper antes que pasaran dos
    años, con doña Ana María del Valle[14]; y dejando la casa del conde de
    Saldaña, pasó a la del marqués de Peñafiel, manirroto primogénito del
    gran duque de Osuna, a cuyo servicio estuvo, asimismo como gentilhombre,
    cerca de un bienio[15].

    Los continuos apuros, la perdurable indigencia y la negra fortuna de
    Luis Vélez de Guevara en los años de 1622 y siguientes están pintados de
    mano maestra por él mismo en cinco memoriales en verso que salieron a
    luz pocos años ha[16]. Ora pretende un humilde puesto en la servidumbre
    del cardenal e infante don Fernando; ora, ya frustrado este propósito,
    logra en 1623 la efímera portería de cámara del Príncipe de Gales,
    nuestro huésped; ya, en 1624, obtiene, después de grande esfuerzo, la
    también harto breve mayordomía del archiduque Carlos, muerto aún no
    transcurrido un mes desde su llegada a Madrid, y más adelante solicita
    infructuosamente del Rey, alegando sus méritos y servicios y la nobleza
    de su linaje, una plaza de ayuda de su guardarropa. Al cabo, este hombre
    celebrado y aplaudido de todos por sus excelentes comedias, a la par que
    por su deliciosa y amenísima conversación, aludiendo a la cual había
    escrito Cervantes:

    «Topé a Luis Vélez, _honra y alegría
    y discreción del trato cortesano_,
    y abracéle en la calle a medio día»,

    consiguió en 1625 entrar definitivamente en la servidumbre de Palacio,
    ocupando una plaza de ujier de cámara de Su Majestad. Pero esto, que
    parecía algo, era muy poco, salvo en lo honorífico, pues no tuvo
    señalada ración, y hasta el año de 1635, en que el infortunado poeta
    entró en gajes[17], siguió condenado a vivir de lo poco que entonces
    producían las obras dramáticas[18] y de lo que pedía a sus amigos; tanto
    fué así, que se hicieron proverbiales su extremada pobreza y sus donosas
    esquelas petitorias, casi siempre en verso.[19]

    Como si compartiendo la escasez de recursos se cupiese a menos porción
    de ella, Vélez se casó aún por cuarta vez, en 1626, con una viuda
    llamada doña María López de Palacios,[20] bien que ésta aportó a su
    nuevo enlace algunos bienes; mas pronto fueron vendidos, y juntos y
    procreando y criando algunos hijos, vivieron entrambos cónyuges en
    cristiana estrecheza, hasta el día 9 de noviembre de 1644, en que
    falleció el donairoso autor de tantos primores literarios[21]. Su
    testamento, otorgado cuatro días antes, contiene una larga lista de
    pequeñas deudas. Al comienzo de este documento consignó: «Iten, declaro
    que por el presente estoy muy alcançado y necesitado de hacienda, para
    poder disponer y dejar las misas que yo quisiera por mi alma».[22]

    Vélez de Guevara fué celebradísimo de sus contemporáneos, así por la
    amenidad de su trato, que le ganaba amigos en todas partes, como por su
    facundia poética y su florido e inagotable ingenio. Claramonte llamábale
    en 1613, en el _Inquiridion_ que va al fin de su _Letanía moral_,
    «floridissimo ingenio de Ezija, de quien esperamos grandes escritos y
    trabajos, y a hecho hasta oy muchas famosas comedias». Cervantes no le
    elogió menos en estos dos tercetos del cap. II de su _Viage del Parnaso_
    (1614):

    «Este que es escogido entre millares,
    de Gueuara Luys Vélez es el brauo,
    que se puede llamar quita pesares.

    Es Poeta Gigante, en quien alauo
    el verso numeroso, el peregrino
    ingenio, si vn Gnaton nos pinta, o vn Dauo.»

    Lope de Vega le ensalzó dos veces, en sendas epístolas de _La Filomena,
    con otras diversas Rimas, Prosas y Versos_ (1621):

    «Aquí de Valdivielso el santo empleo,
    De Luis Vélez, florido y elocuente,
    La lira que ya fué del dulce Orfeo.»

    «…Y el famoso Luis Vélez, que tenía
    En éxtasis las Musas, que a sus labios
    Iban por dulce néctar y ambrosía.»

    Y aun volvió a loarle en la silva II de su _Laurel de Apolo_, publicado
    en 1630:

    «Ni en Écija dejara
    el florido Luis Vélez de Guevara
    de ser su nuevo Apolo,
    que pudo darle solo,
    y sólo en sus escritos,
    con flores de conceptos infinitos,
    lo que los tres que faltan:
    así sus versos de oro
    con blando estilo la materia esmaltan.»

    ¿Para qué seguir transcribiendo frases laudatorias? Baste recordar muy
    resumidamente que Tamayo de Vargas (1622) ponderó su donaire; y don
    Fernando de Vera y Mendoza (1627) le llamó «el Rey de Romanos»; y Pérez
    de Montalván (1632) encareció los «pensamientos sutiles, arrojamientos
    poéticos y versos excelentísimos y bizarros» de sus comedias; y Salas
    Barbadillo (1635) afirmó que «en el Parnaso no se conocen otras salinas
    sino las de su felicissimo ingenio»….

    El insigne poeta ecijano, hoy más famoso por su novela intitulada _El
    Diablo Cojuelo_, aún muy leída, que por sus obras teatrales,
    desterradas, como todas las antiguas, de la escena actual,
    principalmente por falta de buenos cómicos y consiguiente carencia de
    buenas compañías, escribió más de cuatrocientas comedias, de las cuales
    ha llegado hasta nosotros un centenar escaso. Por éstas se le puede
    diputar, si no como autor de señaladísima personalidad literaria, a lo
    menos, como uno de los más aventajados discípulos de Lope de Vega, cuyas
    huellas siguió tan constante y acertadamente, que a las veces se hace
    harto difícil diferenciarlos. Tal sucede, verbigracia, con la comedia
    intitulada _Los Novios de Hornachuelos_, que pasa comúnmente por obra de
    Lope; pero hay alguna indicación antigua que la atribuye a Vélez de
    Guevara, y, leída y estudiada, quédase perplejo el entendimiento más
    avisado, sin resolverse a adjudicarla con cabal certeza a ninguno de
    entrambos ingenios. La misma grande semejanza con las de Lope se echa de
    ver en todas las comedias del poeta ecijano: las fuentes, unas; iguales
    los procedimientos; igualmente rica la dicción; análogo el nervio en lo
    dramático; parecidísimas las gracias en lo festivo, e idéntica en ambos
    la propensión a avalorar lo propio entreverándolo con todos los
    elementos del _folklore_ nacional; aquí, con la conseja vulgar y la
    tradición legendaria; allá, con el refrán hábilmente desleído y glosado
    en cuatro o seis versos; acullá, con la vieja cancioncilla histórica,
    que siempre, por lo grata, parece nueva a los oídos españoles; y en otro
    lado, en fin, con el sabroso cuentecillo popular, picante sin demasía.

    De _El Diablo Cojuelo_, única de las obras de Vélez que ha conservado
    para su nombre alguna parte de la amplia popularidad que disfrutó en
    vida, se han hecho en nuestros días, amén de tal cual edición corriente,
    dos eruditas y anotadas. Ambas se deben a la vasta cultura y harto
    probada laboriosidad de don Adolfo Bonilla y San Martín, ventajosamente
    conocido en el campo literario y en el filosófico. Enderezando un
    antiguo entuerto que se había hecho a Vélez de Guevara con interpretarle
    desaforadamente[23], publicó la primera de estas dos ediciones (Vigo,
    1902); pero como mi antiguo camarada y docto amigo don Felipe Pérez y
    González, cuyo felicísimo ingenio estaba emparentado muy de cerca, a
    pesar de los siglos que se habían puesto en medio, con el del donairoso
    ecijano, juntase burla burlando, artículo por artículo, en _La
    Ilustración Española y Americana_, para formar un libro muy interesante
    y ameno, que sacó a luz en 1903 bajo el título de _El Diablo Cojuelo:
    notas y comentarios_, libro en el cual patentizó algunos errores de las
    notas del señor Bonilla, éste, en 1910, año en que tras cruelísima
    enfermedad pasó a mejor vida su festivo, pero amable corrector–que no
    sin fundamento había usado en su mocedad el seudónimo de _Urbano
    Cortés_–, dió a la estampa en Madrid una nueva edición de la obrita de
    Vélez, mejoradas las notas y reconocido con nobleza el valioso auxilio
    que para ello le había prestado el tan culto como donairoso escritor
    hispalense[24].

    Pero, aun así, _El Diablo Cojuelo_ ¿se había hecho del todo accesible a
    la inteligencia de los lectores medianamente ilustrados de nuestros
    días? Aun rectificadas en su segunda edición, ¿bastan las notas del
    señor Bonilla para ahorrar tropiezos, en muchos lugares de la novela,
    hasta a los lectores más avisados e instruidos? A estas preguntas, que
    algunos aficionados a las letras nos hacíamos, respondió, como si
    estuviera en nuestro pensamiento, don Enrique Nercasseau y Morán, en su
    discurso de recepción leído ante la Academia Chilena, correspondiente de
    la Española, el día 21 de noviembre de 1915[25]: «La novela toda de
    Vélez de Guevara–dijo–es una sátira cortés de la sociedad de su
    tiempo, felicísima en la mayor parte de sus cuadros, y no afeada por la
    licencia y crudeza tan comunes en las novelas de la época. _El Diablo
    Cojuelo_ sería una narración clásica de primer orden, y aun leíble hoy
    día, si no la deslustrara el conceptismo, y si no se hallara
    sobreabundante en equívocos y frases convencionales de difícil o
    imposible comprensión en nuestra era. Aun después del trabajo llevado a
    cabo por don Adolfo Bonilla y San Martín en su edición de Madrid de
    1910, la novela de Vélez de Guevara queda aguardando un comentario que
    la explique y la ponga al alcance general.» Ese comentario que el señor
    Nercasseau echaba de menos es el que, con temeridad que no puede buscar
    disculpa en la inexperiencia de los pocos años, he intentado en la
    presente edición. ¿Habré conseguido darle cima? Nuestro señor el público
    lo dirá: a su inapelable fallo me someto gustoso.

    En las aprobaciones insertas en la edición príncipe de _El Diablo
    Cojuelo_ elogiaron esta novela fray Diego Niseno, padre basilio, y fray
    Juan Ponce de León, de la orden de los Mínimos. En sentir del primero,
    la obrita contiene «muchas cosas de mucha moralidad y enseñança,
    escritas con la sazón y variedad que de tal ingenio se podían esperar.
    Merece–añadió–la licencia que pide, porque este linage de escritos es
    difícil de enquadernar con lo honesto y recatado de nuestras christianas
    leyes, y Luis Vélez ha sido en éste gloriosa excepción desta vniuersal
    dolencia.» Más extremado es el parecer del segundo, que encarece el
    sazonado gusto de Vélez, «por auer puesto la naturaleza en su ingenio la
    elegancia del estilo, la suabidad del dezir, la aduertencia en el
    colocar, la atenta circunspección en las palabras, y todo con tal modo,
    que dexa suspensa la razón sobre a qual de estas partes se deba con más
    justificación la primacia: en todo este discurso se corre la cortina a
    los conocidos engaños deste mundo, de modo que, para penetrarlos con
    sutileza, no necesita nuestra Nación de salir de sus estendidos límites,
    pues dentro de sí cría sugetos que, aun en sueños y burlas, la dexan
    superiormente ilustrada». Diametralmente opuesta a estas opiniones fué
    la de Francisco Santos, pues dijo en _El Arca de Noé y Campana de
    Belilla_[26]: «Tocó la Campana y desaparecieron todos los Autores de
    viejo, siguiéndolos vno que avia venido tarde, y también llevava vn
    libro en las manos, que preguntando a Noe quién era, me dixo: el libro
    se intitula el Diablo Cojuelo, Aventuras de Don Cleofas Leandro Perez
    Zambullo, digno de que le consumiera vn Polvorista: está sin enseñança
    buena, ni moralidad, y esto, sobre acabar como la nieve….» «Ni tanto,
    ni tan poco», podría haberse dicho a los tres censores, porque, en
    realidad de verdad, la novelita de Vélez de Guevara, que se muestra en
    ella como un buen discípulo de Quevedo, de cuyas obras cómicas y
    satíricas tiene reminiscencias muy frecuentes, sin ser una maravilla, es
    de agradable lectura, y más lo fuera sin la pesada y adulatoria
    enumeración de todo aquel inacabable señorío que el autor, en el tranco
    VIII, hace pasar por el espejo de Rufina María, dispuesto _ad hoc_ por
    el redomado desenredomado.

    En la visión, que pudiéramos llamar cinematográfica, de los diez trancos
    o capítulos en que está dividido _El Diablo Cojuelo_, cada uno sabe a
    cosa diferente de los demás: son cuadros distintos e independientes
    entre sí, que no tienen de común sino la intervención, o la presencia
    cuando menos, de los dos héroes de la novela. El tranco II, verbigracia,
    en que entrambos, desde el capitel de la torre de San Salvador,
    descubierta «la carne del pastelón de Madrid», otean después de la media
    noche cuanto sucede en la coronada villa, trae a la memoria, por la
    traza y manera, como indiqué en las notas de mi edición crítica del
    _Quijote_[27], aquella inspección que desde la torre de la Giralda de
    Sevilla, y acompañado asimismo de un _cicerone_, el maestro Desengaño,
    había hecho Rodrigo Fernández de Ribera, autor de _Los Antoios de meior
    vista_[28]. El desaforado poeta del tranco IV es pariente propincuo de
    otros dos muy conocidos en nuestra literatura: el del _Coloquio de los
    Perros_, de Cervantes, y el de la _Vida del Buscón,_ de Quevedo. A hacer
    entretenida y agradable la lectura de _El Diablo Cojuelo_ contribuyen
    con lo ingenioso de la invención la interesante variedad de las escenas,
    la soltura y viveza del diálogo, y, especialmente, el chispeante gracejo
    de Vélez de Guevara. En cambio, la elocución suele ser descuidadilla,
    entre otras cosas, por la excesiva abundancia de gerundios.

    Del Diablo Cojuelo, entremetido espíritu infernal que da nombre y ser a
    la novela, trató el señor Bonilla en una breve nota. Mucho más merecía
    el que «trujo al mundo la zarabanda, el déligo y la chacona», y yo he de
    volver hoy por su negra honrilla, recordando la mucha familiaridad que
    nosotros los españoles hemos tenido con él. Háyase de llamar Renfas, o
    Asmodeo, o de otro cualquier modo, es lo cierto que este travieso
    diablillo, con parecer de menor cuantía y ser cojo por añadidura, tomó
    entre nosotros tal importancia, que nada malo se pudo hacer sin él. «_El
    Diablillo Cojo_ sabe más que el otro», enseñó el refrán, y cuando en el
    calor de la ira se dijo a alguno que le llevase el diablo, no faltó
    quien, rectificando festivamente, respondiera: «_El Diablo Cojuelo_, que
    es más ligero». En las fórmulas supersticiosas llevábanle y traíanle
    como un zarandillo nuestras hechiceras de los siglos XVI y XVII, para
    que les llevase y trajese sus galanes y paniaguados, y le daban prisa,
    y le adulaban celebrando su ligereza. Véanse algunos ejemplos. Doña
    Antonia Mexía declaró, entre otras cosas, en un proceso que se le siguió
    por los años de 1633[29]: «Que habrá seis años que la dicha Beatriz dixo
    a ésta que tomase un pedernal y le pusiese la mano encima y dixese:

    Estos cinco dedos pongo en este muro;
    cinco demonios conjuro:
    a Barrabás, a Satanás,
    a Lucifer, a Bercebú,
    _al Diablo Cojuelo,
    que es buen mensajero_,
    que me traigan a fulano luego
    a mi querer y a mi mandar.»

    Y así, en 1668, Agueda Rodríguez, vecina de Madridejos, también
    procesada por hechicería[30]:

    «…_Diablo Cojuelo,
    tráemele luego_;
    diablo del pozo,
    tráemele, que no es casado; que es mozo;
    diablo de la Quintería,
    tráemele en la fería;
    diablo de la plaza,
    tráemele en danza….»

    Teníase al Diablo Cojuelo, como dice el refrán, por el más listo de
    todos: Esperanza Bonfilla, procesada por la Inquisición de Valencia en
    1600, hizo que cierta mujer, para atraer a un hombre, «hiciese vn
    conjuro en la forma siguiente: tomando vna escoba, la puso vna toca como
    muger, y encendida vna bela que no fuese bendita, se arrodilló delante
    de la escoba, y sin haçer cruz, juntas las manos, dixo:

    Marta, Martica,
    no la santa ni la digna,
    ni la digna de rogar,
    ni la que está en el altar,
    sino la que de noche andas por las beredas
    y los días por las encrebelladas,
    yo te conjuro con Satanás y con Barrabás,
    con Bercebú y todos los diablos,
    _y con el diablo coxo,
    que corre mas que todos_,
    que todos vais a fulano
    y le deis tiempo para vestirse
    y le traigais por puntos ante mí y mis ojos,
    sin hacerle mal»[31].

    Corría más, y tenía más poder que sus iguales y superiores, o no supo lo
    que se pescaba Isabel del Pozo al hacer sus conjuros, ni María
    Castellanos cuando lo declaró ante la Inquisición de Toledo en 1631[32],
    pues decía: «… que tomó en las manos dicha Isabel del Poço un poco de
    sal de sardinas y çilantro, lo qual mezcló todo y lo echaba de una mano
    en otra diciendo:

    Conjúrote, sal y çilantro,
    con Barrabás,
    _con el Diablo cojuelo, que puede más._
    No te conjuro por sal y çilantro,
    sino por el corazón de fulano;

    y echando la sal y çilantro en la lumbre, proseguía diciendo:

    Así como te has de quemar,
    se queme el corazón de fulano,
    y aquí me le traygas,
    y conjúrote por la reina Sardineta,
    y con la tataranieta,
    y con los navegantes que navegan por la mar.»

    Pero la cualidad de diablo bullidor y zaragatero, aficionado a bailes y
    holgorios y a meter en danza a los mortales, haciéndoles ganar el
    infierno alegremente, de ningún texto inquisitorial resulta tan clara
    como de la manifestación de otra hechicera de Madridejos, llamada Mari
    Fernández, que, procesada en 1532, al ser interrogada, trajo a colación,
    como vamos a ver, un estragado fragmento de cierto curiosísimo romance,
    desconocido hoy[33]: «Preguntada sy ha dicho esta declarante a alguna
    persona como avia hecho çerco con ynvocacion de diablos, que eran
    berzebú y satanás _y el diablo coxuelo_, diziendo esta declarante que
    sin _el diablo coxuelo_ no se podía hazer aquel çerco, y que en aquel
    çerco que hizo avia esta declarante visto lo quel diablo queria hazer
    contra çierta persona, que diga lo que çerca desto ha dicho e fecho,
    dixo que ella suele cantar vn Romance que dize:

    A caça yba bienhecho
    por Riberas de la mar,
    no por mengua de vjno
    ni menos mengua de pan;
    por miedo del Rey Ramjro
    que lo querja matar.
    Ellos en aquesto estando
    enbjaronle a llamar.
    Vamonos, dixo, amigo,
    vamonos, dixo, a çenar;
    de que ovjeremos çenado
    dios dixo lo que será;
    desque ovjeron çenado
    tomó libros en sus manos
    y començó de Rezar;
    a los pecados mayores
    enpeçolos de llamar:
    ¿Qué es de ti, berzebu,
    qué es de ti, barravas,
    _qué es de ti, diablo coxuelo,
    que eras tú el juglar_?…»

    Tanto don Adolfo Bonilla como don Felipe Pérez indagaron con prolijidad
    cuándo hubo de escribir su obrita Vélez de Guevara, y si la escribió
    seguidamente, o a trozos y aun con largos intervalos entre unos y otros
    capítulos. Convienen ambos investigadores en esta última creencia, pero
    no en lo demás; porque si en opinión de Pérez y González la novela fué
    escrita después de febrero de 1636 y antes de mayo de 1639, a juicio de
    Bonilla, Vélez empezó a escribirla después de febrero de 1637 y la
    terminó hacia julio de 1640[34]. No creo que el poner en claro este
    punto, siendo corto, como lo es, dentro de la ordinaria duración de la
    vida humana, el tiempo comprendido entre unas fechas y otras, merezca el
    ímprobo trabajo que echaron sobre sí estos denodados eruditos[35].

    Unas advertencias, para terminar.

    «Vélez de Guevara, como Quevedo–notó el señor Bonilla–, es un
    escolástico del idioma. No hay que perder una sola de sus palabras, no
    hay que confiar en el valor directo de cualquiera de sus frases, porque
    lo mejor del cuento pasaría quizás inadvertido. Es preciso estar siempre
    ojo avizor para saborear como es debido aquellas atrevidas metáforas,
    aquellas extravagantes relaciones, aquellos estupendos equívocos,
    aquellas arbitrarias licencias en que se complace. Esta indispensable
    atención fatiga en ocasiones; pero hace sacar doble fruto de la lectura
    de un libro cuyo atractivo consiste, más bien que en el interés de los
    lances, en la ingeniosidad de los pensamientos. Sólo el muy
    familiarizado con los secretos del habla podrá darse cabal cuenta de las
    bellezas de una obra semejante.» Exactísimo todo ello, y porque lo es y
    a los más de los lectores falta esa extremada familiaridad a que se
    refiere el señor Bonilla, no podían buenamente pasar sin nota muchas de
    las frases que no la tienen en sus ediciones. Ciento treinta y cinco que
    están en este caso señalé de primera intención cuando, leído el
    sobredicho discurso del señor Nercasseau y Morán, me sentí deseoso de
    preparar, para la simpática colección de «Clásicos Castellanos», esta
    humilde edicioncita de _El Diablo Cojuelo._

    Como el señor Bonilla, «procuro pecar antes por carta de más que por
    carta de menos, por lo cual a veces he explicado palabras y giros que
    podrán parecer a los eruditos de muy llana inteligencia. Téngase en
    cuenta, sin embargo–añado con él–, que me dirijo a la generalidad y
    que mi propósito es facilitar la comprensión del libro de Vélez de
    Guevara a todo género de lectores.» Con mayor motivo había yo de hacer
    lo propio en una edición vulgarizadora, como es la presente. Pero aun
    así, he huído con mucho cuidado de escribir notas por las cuales se me
    pudiese encasillar junto a Lucas de Valdés y Toro, aquel empecatado
    cirujano cordobés que en 1630 dió a la estampa un opúsculo perogrullesco
    intitulado así: _Tratado en que se prueba que la nieve es fría y
    húmeda[36]_.

    No obstantes mi buena voluntad y la diligencia con que procuré evitarlo,
    se me han quedado por entender algunas frases del texto. Hay quien,
    puesto a anotar uno cualquiera, explica lo que buenamente se le alcanza,
    y en cuanto a lo que no, hace, como dicen, la vista gorda y pasa de
    largo sin decir palabra, dando a colegir con su silencio que aquello que
    no explicó no lo ha menester, por ser cosa llanísima. Jamás cometí esa
    reprobable fullería: antes por el contrario, en casos tales confieso
    paladinamente que aquel lugar merece y pide explicación, y que, por
    malos de mis pecados, yo no acerté a dársela[37].

    Por último, aunque en esta edición sigo el texto de la original de Vélez
    de Guevara (Madrid, Imprenta del Reyno, 1641), no la he copiado tan
    fielmente, tan servilmente, que reproduzca su endiablada ortografía,
    digo, la de los bárbaros cajistas que compusieron los moldes. «Para
    regalar a los lectores–escribí trece años ha[38]–con bocados como
    _abaricia_, _hajo, coetes, hizquierda, voca, vobos, obtica,
    valbucientes, abitos, hancas y hacechar_, como lo hizo el señor Bonilla
    reproduciendo la edición príncipe de _El Diablo Cojuelo_, siempre hay
    tiempo, o, dicho mejor, no debe haberlo nunca. Ya no es poco _hacer
    morder el ajo_ a uno; pero hacerle morder el _hajo_ es crueldad doblada,
    porque pica aún más la _hache_ que el _ajo_ mismo.»

    Y con esto, lector amable, quédate a Dios, y perdóname si te causé
    enfado o tedio con la lectura de mi prólogo.

    FRANCISCO RODRÍGUEZ MARÍN.

    _Madrid, 2 de junio de 1918_.

    EL DIABLO COJUELO

    DEDICATORIA DE VÉLEZ DE GUEVARA

    [AL EXCMO. SR. D. RODRIGO DE SANDOVAL,
    DE SILVA, DE MENDOZA Y DE LA CERDA,
    PRÍNCIPE DE MÉLITO, DUQUE DE PASTRANA,
    DE ESTREMERA Y FRANCAVILA, ETC.]

    Excelentísimo señor:

    La generosa condición de V.E., patria general de los ingenios, donde
    todos hallan seguro asilo, ha solicitado mi desconfianza para rescatar
    del olvido de una naveta[39], en que estaba entre otros borradores míos,
    este volumen que llamo _El Diablo Cojuelo_, escrito con particular
    capricho, porque al amparo de tan gran Mecenas salga menos cobarde a dar
    noticia de las ignorancias del dueño. A cuya sombra excelentísima la
    invidia me mirará ociosa, la emulación muda, y desairada la
    competencia; que con estas seguridades no naufragará esta novela y podrá
    andar con su cara descubierta por el mundo. Guarde Dios a V.E., como sus
    criados deseamos y hemos menester.

    Criado de V.E., que sus pies besa,

    LUIS VÉLEZ DE GUEVARA.

    PRÓLOGO A LOS MOSQUETEROS[40] DE LA COMEDIA DE MADRID.

    Gracias a Dios, mosqueteros míos, o vuestros, jueces de los aplausos
    cómicos por la costumbre y mal abuso, que una vez tomaré la pluma sin el
    miedo de vuestros silbos, pues este discurso del Diablo Cojuelo nace a
    luz concebido sin teatro original fuera de vuestra juridición; que aun
    del riesgo de la censura del leello está privilegiado por vuestra
    naturaleza, pues casi ninguno de vosotros sabe deletrear; que nacistes
    para número de los demás, y para pescados de los estanques[41][42], de
    los corrales[43], esperando, las bocas abiertas[44], el golpe del
    concepto por el oído y por la manotada del cómico, y no por el ingenio.
    Allá os lo habed con vosotros mismos, que sois corchetes[45] de la
    Fortuna, dando las más veces premio a lo que aun no merece oídos, y
    abatís lo que merece estar sobre las estrellas; pero no se me da de
    vosotros dos caracoles: hágame Dios bien con mi prosa[46], entretanto
    que otros fluctúan por las maretas[47] de vuestros aplausos, de quien
    nos libre Dios por su infinita misericordia, Amén, Jesús.

    CARTA DE RECOMENDACIÓN AL CÁNDIDO[48] O MORENO LECTOR.

    Lector amigo: yo he escrito este discurso, que no me he atrevido a
    llamarle libro, pasándome de la jineta de los consonantes[49] a la brida
    de la prosa, en las vacantes que me han dado las despensas[50] de mi
    familia y los autores de las comedias por su Majestad[51]; y como es _El
    Diablo Cojuelo_, no lo reparto en capítulos, sino en trancos[52].
    Suplícote que los des en su leyenda[53], porque tendrás menos que
    censurarme, y yo que agradecerte[54]. Y, por no ser para más[55] ceso, y
    no de rogar a Dios que me conserve en tu gracia.

    De Madrid, a los que fueren entonces del mes y del año, y tal y tal y
    tal[56].

    EL AUTOR Y EL TEXTO.

    DE DON JUAN VÉLEZ DE GUEVARA A SU PADRE.

    SONETO[57]

    Luz en quien se encendió la vital mía,
    De cuya llama soy originado,
    Bien que la vida sólo te he imitado,
    Que el alma fuera en mí vana porfía,

    Si eres el sol de nuestra Pöesía,
    Viva más que él tu aplauso eternizado,
    Y pues un vivir solo es limitado,
    No te estreches al término de un día.

    Hoy junta en el deleite la enseñanza
    Tu ingenio, a quien el tiempo no consuma,
    Pues también viene a ser aplauso suyo.

    Y sufra la modestia esta alabanza
    A quien, por parecer más hijo tuyo
    Quisiera ser un rasgo de tu pluma.

    TRANCO PRIMERO

    Daban en Madrid, por los fines de julio, las once de la noche en punto,
    hora menguada para las calles[58], y, por faltar la luna, juridición y
    término redondo de todo requiebro lechuzo y patarata de la muerte. El
    Prado boqueaba coches[59] en la última jornada de su paseo, y en los
    baños de Manzanares los Adanes y las Evas de la Corte, fregados más de
    la arena que limpios del agua[60], decían el _Ite, río[61]_ _es[62]_,
    cuando don Cleofás Leandro Pérez Zambullo, hidalgo a cuatro vientos[63],
    caballero huracán y encrucijada de apellidos[64], galán de noviciado y
    estudiante de profesión, con un broquel y una espada, aprendía a gato
    por el caballete de un tejado, huyendo de la justicia, que le venía a
    los alcances[65] por un estrupo[66] que no lo había comido ni
    bebido[67], que en el pleito de acreedores de una doncella al uso estaba
    graduado en el lugar veintidoseno[68], pretendiendo que el pobre
    licenciado escotase solo lo que tantos habían merendado[69]; y como
    solicitaba escaparse del «para en uno son[70]» (sentencia difinitiva
    del cura de la parroquia y auto que no lo revoca si no es el vicario
    Responso[71], juez de la otra vida), no dificultó arrojarse desde el ala
    del susodicho tejado, como si las tuviera, a la buarda[72] de otro que
    estaba confinante, nordesteado de una luz que por ella escasamente se
    brujuleaba, estrella de la tormenta que corría, en cuyo desván puso los
    pies y la boca[73] a un mismo tiempo, saludándolo como a puerto de tales
    naufragios, y dejando burlados los ministros del agarro[74] y los
    honrados pensamientos de mi señora doña Tomasa de Bitigudiño[75],
    doncella chanflona[76] que se pasaba de noche como cuarto falso, que,
    para que surtiese efecto su bellaquería, había cometido otro estelionato
    más con el capitán de los jinetes a gatas que corrían las costas[77] de
    aquellos tejados en su demanda, y volvían corridos de que se les
    hubiese escapado aquel bajel de capa y espada[78] que llevaba cautiva la
    honra de aquella señora mohatrera de doncellazgos[79], que juraba entre
    sí tomar satisfacción deste desaire en otro inocente, chapetón[80] de
    embustes doncelliles, fiada en una madre que ella llamaba _tía,_ liga
    donde había caído tanto pájaro forastero.

    A estas horas, el Estudiante, no creyendo su buen suceso[81] y
    deshollinando con el vestido y los ojos el zaquizamí, admiraba la región
    donde había arribado, por las estranjeras estravagancias de que estaba
    adornada la tal espelunca, cuyo avariento farol era un candil de
    garabato, que descubría sobre una mesa antigua de cadena[82] papeles
    infinitos, mal compuestos y ordenados, escritos de caracteres
    matemáticos, unas efemérides abiertas[83], dos esferas y algunos
    compases y cuadrantes, ciertas señales de que vivía en el cuarto de más
    abajo algún astrólogo, dueño de aquella confusa oficina y embustera
    ciencia; y llegándose don Cleofás curiosamente, como quien profesaba
    letras y era algo inclinado a aquella profesión, a revolver los trastos
    astrológicos, oyó un suspiro entre ellos mismos, que, pareciéndole
    imaginación o ilusión de la noche, pasó adelante con la atención
    papeleando los memoriales de Euclides y embelecos de Copérnico;
    escuchando segunda vez repetir el suspiro, entonces, pareciéndole que no
    era engaño de la fantasía, sino verdad que se había venido a los oídos,
    dijo con desgarro y ademán de estudiante valiente:

    –¿Quién diablos suspira aquí?, respondiéndole al mismo tiempo una voz
    entre humana y estranjera:

    –Yo soy, señor Licenciado, que estoy en esta redoma, adonde me tiene
    preso ese astrólogo que vive ahí abajo, porque también tiene su punta
    de la mágica negra[84], y es mi alcaide dos años habrá.

    –Luego ¿familiar eres?–dijo el Estudiante[85].

    –Harto me holgara yo–respondieron[86] de la redoma–que entrara uno
    de la Santa Inquisición, para que, metiéndole a él en otra de cal y
    canto, me sacara a mí desta jaula de papagayos de piedra azufre. Pero tú
    has llegado a tiempo que me puedes rescatar, porque este a cuyos
    conjuros estoy asistiendo me tiene ocioso, sin emplearme en nada, siendo
    yo el espíritu más travieso del infierno.

    Don Cleofás, espumando valor, prerrogativa de estudiante de Alcalá, le
    dijo:

    –¿Eres demonio plebeyo, u de los de nombre?

    –Y de gran nombre–le repitió el vidro endemoniado–, y el más
    celebrado en entrambos mundos.

    –¿Eres Lucifer?–le repitió don Cleofás.

    –Ése es demonio de dueñas y escuderos–le respondió la voz.

    –¿Eres Satanás?–prosiguió el Estudiante.

    –Ése es demonio de sastres y carniceros–volvió la voz a repetille.

    –¿Eres Bercebú?–volvió a preguntalle don Cleofás.

    Y la voz a respondelle:

    –Ése es demonio de tahures, amancebados y carreteros.

    –¿Eres Barrabás[87], Belial, Astarot?–finalmente le dijo el
    Estudiante.

    –Esos son demonios de mayores ocupaciones–le respondió la voz–:
    demonio más por menudo soy, aunque me meto en todo: yo soy las pulgas
    del infierno, la chisme[88], el enredo, la usura, la mohatra; yo truje
    al mundo la zarabanda[89], el déligo[90], la chacona[91], el
    bullicuzcuz[92], las cosquillas de la capona[93], el guiriguirigay, el
    zambapalo, la mariona, el avilipinti, el pollo, la carretería, el
    hermano Bartolo, el carcañal, el guineo, el colorín colorado[94]; yo
    inventé las pandorgas[95]; las jácaras[96], las papalatas[97], los
    comos[98], las mortecinas[99], los títeres[100], los volatines[101],
    los saltambancos[102], los maesecorales[103], y, al fin, yo me llamo el
    Diablo Cojuelo.

    –Con decir eso–dijo el Estudiante–hubiéramos ahorrado lo demás: vuesa
    merced me conozca por su servidor; que hay muchos días que le deseaba
    conocer. Pero, ¿no me dirá, señor Diablo Cojuelo, por qué le pusieron
    este nombre, a diferencia de los demás, habiendo todos caído desde tan
    alto, que pudieran quedar todos de la misma suerte y con el mismo
    apellido[104]?

    –Yo, señor don Cleofás Leandro Pérez Zambullo, que ya le sé el suyo, o
    los suyos–dijo el Cojuelo–, porque hemos sido vecinos por esa dama que
    galanteaba y por quien le ha corrido la justicia esta noche, y de quien
    después le contaré maravillas, me llamo desta manera porque fuí el
    primero de los que se levantaron en el rebelión[105] celestial, y de los
    que cayeron y todo[106]; y como los demás dieron sobre mí, me
    estropearon, y ansí, quedé más que todos señalado de la mano de Dios y
    de los pies de todos los diablos, y con este sobrenombre; mas no por eso
    menos ágil para todas las facciones que se ofrecen en los países bajos,
    en cuyas impresas nunca me he quedado atrás, antes me he adelantado a
    todos; que, camino del infierno, tanto anda el cojo como el viento[107];
    aunque nunca he estado más sin reputación que ahora en poder deste
    vinagre, a quien por trato[108] me entregaron mis propios compañeros,
    porque los traía al retortero a todos[109], como dice el refrán de
    Castilla, y cada momento a los más agudos les daba gato por demonio.
    Sácame deste Argel de vidro; que yo te pagaré el rescate en muchos
    gustos, a fe de demonio, porque me precio de amigo de mi amigo, con mis
    tachas buenas y malas[110].

    –¿Cómo quieres–dijo don Cleofás mudando la cortesía[111] con la
    familiaridad de la conversación–que yo haga lo que tú no puedes siendo
    demonio tan mañoso?

    –A mí no me es concedido–dijo el Espíritu–, y a ti sí, por ser hombre
    con el privilegio del baptismo y libre del poder de los conjuros, con
    quien han hecho pacto los príncipes de la Guinea infernal[112]. Toma un
    cuadrante de esos y haz pedazos esta redoma; que luego en derramándome
    me verás visible y palpable.

    No fué escrupuloso ni perezoso don Cleofás, y ejecutando lo que el
    Espíritu le dijo, hizo con el instrumento astronómico jigote[113] del
    vaso, inundando la mesa sobredicha de un licor turbio, escabeche en que
    se conservaba el tal Diablillo; y volviendo los ojos al suelo, vió en
    él un hombrecillo de pequeña estatura, afirmado en dos muletas[114],
    sembrado de chichones mayores de marca[115], calabacino de testa y badea
    de cogote, chato de narices, la boca formidable y apuntalada en dos
    colmillos solos, que no tenían más muela ni diente los desiertos de las
    encías, erizados los bigotes como si hubiera barbado en Hircania[116];
    los pelos de su nacimiento, ralos, uno aquí y otro allí[117], a fuer de
    los espárragos, legumbre[118] tan enemiga de la compañía, que si no es
    para venderlos en manojos, no se juntan. Bien hayan los berros, que
    nacen unos entrepernados con otros, como vecindades de la Corte, perdone
    la malicia la comparación.

    Asco le dió a don Cleofás la figura, aunque necesitaba de su favor para
    salir del desván, ratonera del Astrólogo en que había caído huyendo de
    los gatos que le siguieron (salvo el guante[119] a la metáfora), y
    asiéndole por la mano el Cojuelo y diciéndole: «Vamos, don Cleofás, que
    quiero comenzar a pagarte en algo lo que te debo», salieron los dos por
    la buarda como si los dispararan de un tiro[120] de artillería, no
    parando de volar hasta hacer pie en el capitel de la torre de San
    Salvador[121], mayor atalaya de Madrid, a tiempo que su reloj daba la
    una, hora que tocaba a recoger el mundo poco a poco al descanso del
    sueño; treguas que dan los cuidados a la vida, siendo común el silencio
    a las fieras y a los hombres; medida que a todos hace iguales; habiendo
    una priesa notable a quitarse zapatos y medias, calzones y jubones,
    basquiñas[122], verdugados[123], guardainfantes[124], polleras[125],
    enaguas y guardapiés, para acostarse hombres y mujeres, quedando las
    humanidades menos mesuradas, y volviéndose a los primeros originales,
    que comenzaron el mundo horros de todas estas baratijas; y
    engestándose[126] al camarada, el Cojuelo le dijo:

    –Don Cleofás, desde esta picota[127] de las nubes, que es el lugar más
    eminente de Madrid, malaño[128] para Menipo en los diálogos de Luciano,
    te he de enseñar todo lo más notable que a estas horas pasa en esta
    Babilonia española, que en la confusión fué esotra con ella segunda
    deste nombre.

    Y levantando a los techos de los edificios, por arte diabólica, lo
    hojaldrado[129], se descubrió la carne del pastelón de Madrid como
    entonces estaba, patentemente, que por el mucho calor estivo estaba con
    menos celosías, y tanta variedad de sabandijas racionales en esta arca
    del mundo, que la del diluvio, comparada con ella, fué de capas y
    gorras.

    TRANCO II

    Quedó don Cleofás absorto en aquella pepitoria[130] humana de tanta
    diversidad de manos, pies y cabezas, y haciendo grandes admiraciones,
    dijo:

    –¿Es posible que para tantos hombres, mujeres y niños hay[131] lienzo
    para colchones, sábanas y camisas? Déjame que me asombre que entre las
    grandezas de la Providencia divina no sea ésta la menor.

    Entonces el Cojuelo, previniéndole, le dijo:

    –Advierte que quiero empezar a enseñarte distintamente, en este teatro
    donde tantas figuras representan, las más notables, en cuya variedad
    está su hermosura. Mira allí primeramente cómo están sentados muchos
    caballeros y señores a una mesa opulentísima, acabando una media
    noche[132]; que eso les han quitado a los relojes no más.

    Don Cleofás le dijo:

    –Todas esas caras conozco; pero sus bolsas no, si no es para
    servillas[133].

    –Hanse pasado a los estranjeros, porque las trataban muy mal estos
    príncipes cristianos–dijo el Cojuelo–, y se han quedado, con las
    caponas[134], sin ejercicio.

    –Dejémoslos cenar–dijo don Cleofás–, que yo aseguro que no se
    levanten de la mesa sin haber concertado un juego de cañas para cuando
    Dios fuere servido, y pasemos adelante; que a estos magnates los más de
    los días les beso yo las manos, y estas caravanas las ando yo las más de
    las noches, porque he sido dos meses culto vergonzante de la proa[135]
    de uno de ellos y estoy encurtido de excelencias y señorías, solamente
    buenas para veneradas.

    –Mira allí–prosiguió el Cojuelo–cómo se está quejando de la orina un
    letrado, tan ancho de barba[136] y tan espeso, que parece que saca un
    delfín la cola por las almohadas. Allí está pariendo doña Fáfula[137], y
    don Toribio su indigno consorte, como si fuera suyo lo que paría, muy
    oficioso y lastimado; y está el dueño de la obra a pierna suelta en
    esotro barrio, roncando y descuidado del suceso. Mira aquel preciado de
    lindo, o aquel lindo de los más preciados, cómo duerme con bigotera[138]
    torcidas de papel en las guedejas y el copete[139], sebillo en las
    manos[140], y guantes descabezados[141], y tanta pasa[142] en el rostro,
    que pueden hacer colación[143] en él toda la cuaresma que viene. Allí,
    más adelante, está una vieja, grandísima hechicera, haciendo en un
    almirez una medicina de drogas restringentes para remendar una doncella
    sobre su palabra[144], que se ha de desposar mañana. Y allí, en aquel
    aposentillo estrecho, están dos enfermos en dos camas, y se han
    purgado juntos, y sobre quién ha hecho más cursos[145], como si se
    hubieran de graduar en la facultad, se han levantado a matar a
    almohadazos. Vuelve allí, y mira con atención cómo se está untando una
    hipócrita a lo moderno, para hallarse en una gran junta de brujas que
    hay entre San Sebastián y Fuenterrabía, y a fe que nos habíamos de ver
    en ella si no temiera el riesgo de ser conocido del demonio que
    hace[146] el cabrón, porque le di una bofetada a mano abierta en la
    antecámara de Lucifer, sobre unas palabras mayores que tuvimos; que
    también entre los diablos hay libro del duelo[147], porque el autor que
    le compuso es hijo de vecino del infierno. Pero mucho más nos podemos
    entretener por acá, y más si pones los ojos en aquellos dos ladrones que
    han entrado por un balcón en casa de aquel estranjero rico, con una
    llave maestra, porque las ganzúas son a lo antiguo, y han llegado donde
    está aquel talego de vara y media estofado de patacones[148] de a ocho,
    a la luz de una linterna que llevan, que, por ser tan grande y no poder
    arrancalle de una vez, por el riesgo del ruido, determinan abrille, y
    henchir las faltriqueras y los calzones, y volver otra noche por lo
    demás, y comenzando a desatalle, saca el tal estranjero (que estaba
    dentro dél guardando su dinero, por no fialle de nadie) la cabeza,
    diciendo: «Señores ladrones, acá estamos todos»[149], cayendo
    espantados uno a un lado y otro a otro, como resurreción de aldea[150],
    y se vuelven gateando a salir por donde entraron.

    –Mejor fuera–dijo don Cleofás–que le hubieran llevado sin desatar en
    el capullo de su dinero, porque no le sucediera ese desaire, pues que
    cada estranjero es un talego bautizado[151]; que no sirven de otra cosa
    en nuestra república y en la suya, por nuestra mala maña.

    Pero, ¿quién es aquella abada[152] con camisa de mujer, que no solamente
    la cama le viene estrecha, sino la casa y Madrid, que hace roncando más
    ruido que la Bermuda[153], y, al parecer, [bebe][154] cámaras de tinajas
    y come jigotes de bóvedas?

    –Aquélla ha sido cuba de Sahagún[155], y no profesó–dijo el
    Cojuelo–si no es el mundo de agora, que está para dar un estallido, y
    todo junto puede ser siendo quien es: que es una bodegonera tan rica,
    que tiene, a dar[156] rocín por carnero y gato por conejo a los
    estómagos del vuelo[157], seis casas en Madrid, y en la puerta de
    Guadalajara[158] más de veinte mil ducados, y con una capilla que ha
    hecho para su entierro y dos capellanías que ha fundado, se piensa ir al
    cielo derecha; que aunque pongan una garrucha en la estrella de Venus y
    un alzaprima en las Siete Cabrillas, me parece que será imposible que
    suba allá aquel tonel; y como ha cobrado buena fama[159], se ha echado
    a dormir de aquella suerte.

    –Aténgome–dijo don Cleofás–a aquel caballero tasajo que tiene el
    alma en cecina, que ha echado de ver que es caballero en un hábito[160]
    que le he visto en una ropilla[161] a la cabecera, y no es el mayor
    remiendo que tiene, y duerme enroscado como lamprea empanada, porque la
    cama es media sotanilla, que le llega a las rodillas no más.

    –Aquél–dijo el Cojuelo–es pretendiente, y está demasiado de gordo y
    bien tratado para el oficio que ejercita. Bien haya aquel tabernero de
    Corte, que se quita de esos cuidados y es cura de su vino, que le está
    bautizando en los pellejos y las tinajas, y a estas horas está hecho
    diluvio[162] en pena, con su embudo en la mano, y antes de mil
    años[163] espero verle jugar cañas[164] por el nacimiento de algún
    príncipe.

    –¿Qué mucho–dijo don Cleofás–si es tabernero y puede emborrachar a la
    Fortuna?

    –No hayas miedo–dijo el Cojuelo–que se vea en eso aquel alquimista
    que está en aquel sótano con unos fuelles, inspirando una hornilla llena
    de lumbre, sobre la cual tiene un perol con mil variedades de
    ingredientes, muy presumido de acabar la piedra filosofal y hacer el
    oro; que ha diez años que anda en esta pretensión, por haber leído el
    arte de Reimundo Lulio y los autores químicos que hablan[165] en este
    mismo imposible.

    –La verdad es–dijo don Cleofás–que nadie ha acertado a hacer el oro
    si no es Dios, y el sol, con comisión particular suya.

    –Eso es cierto–dijo el Cojuelo–, pues nosotros no hemos salido con
    ello. Vuelve allí, y acompáñame a reír de aquel marido y mujer, tan
    amigos de coche, que todo lo que habían de gastar en vestir, calzar y
    componer su casa lo han empleado en aquel que está sin caballos agora, y
    comen y cenan y duermen dentro dél, sin que hayan salido de su
    reclusión, ni aun para las necesidades corporales, en cuatro años que ha
    que le compraron[166]; que están encochados, como emparedados, y ha sido
    tanta la costumbre de no salir dél, que les sirve el coche de conchas,
    como a la tortuga y al galápago, que en tarascando cualquiera dellos la
    cabeza fuera dél, la vuelven a meter luego, como quien la tiene fuera de
    su natural, y se resfrían y acatarran en sacando pie, pierna o mano
    desta estrecha religión; y pienso que quieren ahora labrar un desván en
    él para ensancharse y alquilalle a otros dos vecinos tan inclinados a
    coche, que se contentarán con vivir en el caballete dél.

    –Esos–dijo don Cleofás–se han de ir al infierno en coche y en alma.

    –No es penitencia para menos–respondió el Cojuelo–. Diferentemente le
    sucede a esotro pobre y casado, que vive en esotra casa más adelante,
    que después de no haber podido dormir desde que se acostó, con un órgano
    al oído de niños tiples, contraltos, terceruelas[167] y otros mil
    guisados de voces que han inventado para llorar, ahora que se iba a
    trasponer un poco, le ha tocado a rebato un mal de madre de su mujer,
    tan terrible, que no ha dejado ruda en la vecindad[168], lana ni papel
    quemado, escudilla untada con ajo, ligaduras, bebidas, humazos y
    trescientas cosas más[169], y a él le ha dado, de andar en camisa, un
    dolor de ijada, con que imagino que se ha de desquitar del dolor de
    madre de su mujer.

    –No están tan despiertos en aquella casa–dijo don Cleofás–donde está
    echando una escala aquel caballero que, al parecer, da asalto al cuarto
    y a la honra del que vive en él; que no es buena señal, habiendo
    escaleras dentro, querer entrar por las de fuera.

    –Allí–dijo el Cojuelo–vive un caballero viejo y rico que tiene una
    hija muy hermosa y doncella, y rabia por dejallo de ser con un marqués,
    que es el que da la escalada, que dice que se ha de casar con ella, que
    es papel que ha hecho con otras diez u doce, y lo ha representado mal;
    pero esta noche no conseguirá lo que desea, porque viene un alcalde de
    ronda, y es muy antigua costumbre de nosotros ser muy regatones[170] en
    los gustos, y, como dice vuestro refrán, si la podemos dar roma, no la
    damos aguileña[171].

    –¿Qué voces–dijo don Cleofás–son las que dan en esotra casa más
    adelante, que parece que pregonan algún demonio que se ha perdido?

    –No seré yo, que me he rescatado–dijo el Cojuelo–, si no es que me
    llaman a pregones del infierno por el quebrantamiento de la redoma; pero
    aquél es un garitero que ha dado esta noche ciento y cincuenta barajas,
    y se ha endiablado de cólera porque no le han pagado ninguna y se van
    los actores y los reos con las costas en el cuerpo, tras una pendencia
    de barato[172] sobre uno que juzgó mal una suerte, y los mete en paz
    aquella música que dan a cuatro voces en esotra calle unos criados de un
    señor a una mujer de un sastre que ha jurado que los ha de coser a
    puñaladas[173].

    –Si yo fuera el marido–dijo don Cleofás–, más los tuviera por gatos
    que por músicos.

    –Agora te parecerán galgos–dijo el Cojuelo–, porque otro competidor
    de la sastra, con una gavilla de seis o siete, vienen sacando las
    espadas, y los Orfeos de la maesa, reparando la primera invasión con las
    guitarras, hacen una fuga[174] de cuatro o cinco calles. Pero vuelve
    allí los ojos, verás cómo se va desnudando aquel hidalgo que ha rondado
    toda la noche, tan caballero del milagro[175] en las tripas como en las
    demás facciones, pues quitándose una cabellera, queda calvo; y las
    narices de carátula, chato; y unos bigotes postizos, lampiño; y un brazo
    de palo, estropeado; que pudiera irse más camino de la sepoltura que de
    la cama. En esotra casa más arriba está durmiendo un mentiroso con una
    notable pesadilla, porque sueña que dice verdad. Allí un vizconde, entre
    sueños, está muy vano porque ha regateado la excelencia a un grande.
    Allí está muriendo un fullero, y ayudándole a bien morir un testigo
    falso, y por darle la bula de la Cruzada, le da una baraja de naipes,
    porque muera como vivió, y él, boqueando, por decir «Jesús», ha dicho
    «flux». Allí, más arriba, un boticario está mezclando la piedra
    bezar[176] con los polvos de sen. Allí sacan un médico de su casa para
    una apoplejía que le ha dado a un obispo. Allí llevan aquella comadre
    para partear a una preñada de medio ojo[177], que ha tenido dicha en
    darle los dolores a estas horas. Allí doña Tomasa, tu dama, en enaguas,
    está abriendo la puerta a otro; que a estas horas le oye de amor.

    –Déjame–dijo don Cleofás–: bajaré sobre ella a matarla a coces.

    –Para estas ocasiones se hizo el _tate, tate_[178]–dijo el Cojuelo–;
    que no es salto para de burlas. Y te espantas de pocas cosas[179]: que
    sin este enamorado murciégalo[180], hay otros ochenta, para quien[181]
    tiene repartidas las horas del día y de la noche.

    –¡Por vida del mundo–dijo don Cleofás–que la tenía por una santa!

    –Nunca te creas de ligero–le replicó el Diablillo–. Y vuelve los ojos
    a mi Astrólogo, verás con las pulgas y inquietud que duerme: debe de
    haber sentido pasos en su desván y recela algún detrimento de su redoma.
    Consuélese con su vecino, que mientras está roncando a más y mejor, le
    están sacando a su mujer, como muela, sin sentillo, aquellos dos
    soldados.

    –Del mal lo menos–dijo don Cleofás–; que yo sé del marido
    ochodurmiente[182] que dirá[183] cuando despierto lo mismo.

    –Mira allí–prosiguió el Cojuelo–aquel barbero, que soñando se ha
    levantado, y ha echado unas ventosas a su mujer, y la ha quemado con las
    estopas las tablas de los muslos, y ella da gritos, y él, despertando,
    la consuela diciendo que aquella diligencia es bueno que esté hecha para
    cuando fuere menester. Vuelve allí los ojos a aquella cuadrilla de
    sastres que están acabando unas vistas[184] para un tonto que se casa a
    ciegas, que es lo mismo que por relación, con una doncella tarasca, fea,
    pobre y necia, y le han hecho creer al contrario con un retrato que le
    trujo un casamentero, que a estas horas se está levantando con un
    pleitista que vive pared y medio dél[185], el uno a cansar ministros y
    el otro a casar todo el linaje humano; que solamente tú, por estar tan
    alto, estás seguro deste demonio, que en algún modo lo es más que yo.
    Vuelve los ojos y mira aquel cazador mentecato del gallo[186], que está
    ensillando su rocín a estas horas y poniendo la escopeta debajo del
    caparazón, y deja de dormir de aquí a las nueve de la mañana por ir a
    matar un conejo, que le costaría mucho menos aunque le comprara en la
    despensa de Judas[187]. Y al mismo tiempo advierte cómo a la puerta de
    aquel rico avariento echan un niño, que por partes de[188] su padre
    puede pretender la beca del Antecristo[189], y él, en grado de
    apelación, da con él en casa de un señor que vive junto a la suya, que
    tiene talle de comérselo antes que criallo, porque ha días que su
    despensa espera el domingo de casi ración[190]. Pero ya el día no nos
    deja pasar adelante; que el agua ardiente y el letuario[191] son sus
    primeros crepúsculos, y viene el sol haciendo cosquillas a las
    estrellas, que están jugando a salga la parida[192], y dorando la
    píldora[193] del mundo, tocando al arma a tantas bolsas y talegos y
    dando rebato a tantas ollas, sartenes y cazuelas, y no quiero que se
    valga de mi industria para ver los secretos que le negó la noche:
    cuéstele brujeleallo por resquicios, claraboyas y chimeneas.

    Y volviendo a poner la tapa al pastelón, se bajaron a las calles.

    TRANCO III

    Ya comenzaban en el puchero humano de la Corte a hervir hombres y
    mujeres, unos hacia arriba, y otros hacia abajo, y otros de través,
    haciendo un cruzado[194] al son de su misma confusión[195], y el piélago
    racional de Madrid a sembrarse de ballenas[196] con ruedas, que por otro
    nombre llaman coches, trabándose la batalla del día, cada uno con
    disinio y negocio diferente, y pretendiéndose engañar los unos a los
    otros, levantándose una polvareda de embustes y mentiras, que no se
    descubría una brizna de verdad por un ojo de la cara[197], y don Cleofás
    iba siguiendo a su camarada, que le había metido por una calle algo
    angosta, llena de espejos por una parte y por otra, donde estaban muchas
    damas y lindos mirándose y poniéndose de diferentes posturas de bocas,
    guedejas, semblantes, ojos, bigotes, brazos y manos, haciéndose
    cocos[198] a ellos mismos. Preguntóle don Cleofás qué calle era aquélla,
    que le parecía que no la había visto en Madrid, y respondióle el
    Cojuelo:

    –Ésta se llama la calle de los Gestos, que solamente saben a ella estas
    figuras de la baraja de la Corte, que vienen aquí a tomar el gesto con
    que han de andar aquel día, y salen con perlesía de lindeza, unos con la
    boquita de riñón[199], otros con los ojitos dormidos, roncando[200]
    hermosura, y todos con los dos dedos de las manos, índice y meñique,
    levantados, y esotros, de _Gloria Patri_[201]. Pero salgámonos muy
    apriesa de aquí; que con tener estómago de demonio y no haberme mareado
    las maretas[202] del infierno, me le han revuelto estas sabandijas, que
    nacieron para desacreditar la naturaleza y el rentoy[203].

    Con esto, salieron desta calle a una plazuela donde había gran concurso
    de viejas que había sido damas cortesanas[204], y mozas que entraban a
    ser lo que ellas habían sido, en grande contratación unas con otras.
    Preguntó el Estudiante a su camarada qué sitio era aquél, que tampoco le
    había visto, y él le respondió:

    –Éste es el baratillo de los apellidos, que aquellas damas pasas
    truecan con estas mozas albillas[205] por medias traídas, por zapatos
    viejos, valonas, tocas y ligas, como ya no las han menester; que el
    Guzmán, el Mendoza, el Enríquez, el Cerda, el Cueva, el Silva, el
    Castro, el Girón[206], el Toledo, el Pacheco, el Córdova, el Manrique de
    Lara, el Osorio, el Aragón, el Guevara y otros generosos apellidos los
    ceden a quien los ha menester ahora para el oficio que comienza, y ellas
    quedan con sus patronímicos primeros de Hernández, Martínez, López,
    Rodríguez, Pérez, González, etcétera; porque al fin de los años mil,
    vuelven los nombres[207] por donde solían ir.

    –Cada día–dijo el Estudiante–hay cosas nuevas en la Corte.

    Y, a mano izquierda, entraron a otra plazuela al modo de la de los
    Herradores[208], donde se alquilaban tías, hermanos, primos y maridos,
    como lacayos y escuderos, para damas de achaque[209] que quieren pasar
    en la Corte con buen nombre y encarecer su mercadería.

    A la mano derecha deste seminario andante estaba un grande edificio, a
    manera de templo sin altar, y en medio dél, una pila grande de piedra,
    llena de libros de caballerías y novelas[210], y alrededor, muchos
    muchachos de diez a diez y siete años y algunas doncelluelas de la misma
    edad, y cada uno y cada una con su padrino al lado, y don Cleofás le
    preguntó[211] a su compañero que le dijese qué era esto, que todo le
    parecía que lo iba soñando. El Cojuelo le dijo:

    –Algo tiene de eso este fantástico aparato; pero ésta es, don Cleofás,
    en efeto, la pila de los dones, y aquí se bautizan los que vienen a la
    Corte sin él. Todos aquellos muchachos son pajes para señores, y
    aquellas muchachas, doncellas para señoras de media talla[212], que han
    menester el don para la autoridad de las casas que entran a servir[213],
    y agora les acaban de bautizar con el don. Por allí entra agora una
    fregona con un vestido alquilado, que la trae su ama a sacar de don,
    como de pila, para darla el tusón[214] de las damas, porque le pague en
    esta moneda lo que le ha costado el crialla, y aun ella parece que se
    quiere volver al paño[215], según viene bruñida de esmeril.

    –Un moño y unos dientes postizos y un guardainfante pueden hacer esos
    milagros–dijo don Cleofás–. Pero ¿qué acompañamiento–prosiguió
    diciendo–es este que entra agora, de tanta gente lucida, por la puerta
    deste templo consagrado al uso del siglo?

    –Traen a bautizar–dijo el Cojuelo–un regidor muy rico, de un lugar
    aquí cercano, de edad de setenta años, que se viene al don por su pie,
    porque sin él le han aconsejado sus parientes que no cae tan bien el
    regimiento. Llámase Pascual, y vienen altercando si sobre _Pascual_ le
    vendrá bien el _don_, que parece don estravagante[216] de la iglesia de
    los dones.

    –Ya tienen ejemplar–dijo don Cleofás–en don Pascual, ese que llamaron
    todos loco, y yo, Diógenes de la ropa vieja, que andaba cubierta la
    cabeza con la capa, sin sombrero, en traje de profeta, por esas calles.

    –Mudáranle el nombre, a mi parecer–prosiguió el Cojuelo–, por no
    tener en su lugar regidor Pascual, como cirio de los regidores.

    –Dios les inspire–dijo don Cleofás–lo que más convenga a su
    regimiento, como la cristiandad de los regidores ha menester.

    –En acabando de tomar el señor regidor–dijo el Cojuelo–el agua del
    don, espera allí un italiano hacer lo mismo con un elefante que ha
    traído a enseñar a la puerta del Sol.

    –Los más suelen llamarse–dijo el Estudiante–don Pedros, don Juanes y
    don Alonsos. No sé cómo ha tenido tanto descuido su ayo o naire, como lo
    llaman los de la India Oriental; plebeyo debía de ser este animal, pues
    ha llegado tan tarde al don. Vive Dios que me le he de quitar yo, porque
    me desbautizan y desdonan los que veo.

    –Sígueme–dijo el Cojuelo–, y no te amohines; que bien sabe el _don_
    dónde está; que se te ha caído en el _Cleofás_ como la sopa en la miel.

    Con esto, salieron del soñado (al parecer) edificio, y enfrente dél
    descubrieron otro, cuya portada estaba pintada de sonajas, guitarras,
    gaitas zamoranas, cencerros, cascabeles, ginebras[217], caracoles,
    castrapuercos[218], pandorga prodigiosa de la vida, y preguntó don
    Cleofás a su amigo qué casa era aquella que mostraba en la portada tanta
    variedad de instrumentos vulgares[219],–que tampoco la he visto en la
    Corte, y me parece que hay dentro mucho regocijo y entretinimiento.

    –Esta es la casa de los locos–respondió el Cojuelo–que ha poco que se
    instituyó en la Corte, entre unas obras pías que dejó un hombre muy rico
    y muy cuerdo, donde se castigan y curan locuras que hasta agora no lo
    habían parecido.

    –Entremos dentro–dijo don Cleofás–por aquel postiguillo que está
    abierto, y veamos esta novedad de locos.

    Y, diciendo y haciendo, se entraron los dos, uno tras otro; pasando un
    zaguán, donde estaban algunos de los convalecientes pidiendo limosna
    para los que estaban furiosos, llegaron a un patio cuadrado, cercado de
    celdas pequeñas por arriba y por abajo, que cada una dellas ocupaba un
    personaje de los susodichos. A la puerta de una dellas estaba un hombre,
    muy bien tratado de vestido, escribiendo sobre la rodilla y sentado
    sobre una banqueta, sin levantar los ojos del papel, y se había sacado
    uno con la pluma sin sentillo. El Cojuelo le dijo:

    –Aquél es un loco arbitrista[220] que ha dado en decir que ha de hacer
    la reducción de los cuartos, y ha escrito sobre ello más hojas de papel
    que tuvo el pleito de don Alvaro de Luna.

    –Bien haya quien le trujo a esta casa–dijo don Cleofás–; que son los
    locos más perjudiciales de la república.

    –Esotro que está en esotro aposentillo–prosiguió el Cojuelo–es un
    ciego enamorado, que está con aquel retrato en la mano[221], de su
    dama, y aquellos papeles que le ha escrito, como si pudiera ver lo uno
    ni leer lo otro, y da en decir que ve con los oídos. En esotro
    aposentillo lleno de papeles y libros está un gramaticón[222] que perdió
    el juicio buscándole a un verbo griego el gerundio. Aquel que está a la
    puerta de esotro aposentillo con unas alforjas al hombro y en calzón
    blanco, le han traído porque, siendo cochero, que andaba siempre a
    caballo, tomó oficio de correo de a pie. Esotro que está en esotro de
    más arriba con un halcón en la mano, es un caballero que, habiendo
    heredado mucho de sus padres, lo gastó todo en la cetrería y no le ha
    quedado más que aquel halcón en la mano, que se las come de hambre. Allí
    está un criado de un señor que, teniendo qué comer, se puso a servir.
    Allí está un bailarín que se ha quedado sin son, bailando en seco. Más
    adelante está un historiador que se volvió loco de sentimiento de
    haberse perdido tres décadas de Tito Livio. Más adelante está un
    colegial cercado de mitras, probándose la que le viene mejor, porque dió
    en decir que había de ser obispo. Luego, en esotro aposentillo, está un
    letrado que se desvaneció en pretender plaza de ropa[223], y de letrado
    dió en sastre, y está siempre cortando y cosiendo garnachas. En esotra
    celda, sobre un cofre lleno de doblones, cerrado con tres llaves, está
    sentado un rico avariento, que sin tener hijo ni pariente que le herede,
    se da muy mala vida, siendo esclavos de su dinero y no comiendo más que
    un pastel[224] de a cuatro, ni cenando más que una ensalada de pepinos,
    y le sirve de cepo su misma riqueza. Aquel que canta en esotra jaula es
    un músico sinsonte, que remeda los demás pájaros, y vuelve de cada
    pasaje como de un parasismo. Está preso en esta cárcel de los delictos
    del juicio, porque siempre cantaba, y cuando le rogaban que cantase,
    dejaba de cantar.

    –Impertinencia es ésa casi de todos los desta profesión.

    –En el brocal de aquel pozo que está en medio del patio se está mirando
    siempre una dama muy hermosa, como lo verás si ella alza la cabeza, hija
    de pobres y humildes padres, que queriéndose casar con ella muchos
    hombres ricos y caballeros, ninguno la contentó, y en todos halló una y
    muchas faltas, y está atada allí en una cadena porque, como Narciso,
    enamorada de su hermosura, no se anegue en el agua que le sirve de
    espejo, no teniendo en lo que pisa[225] al sol ni a todas las estrellas.
    En aquel pobre aposentillo enfrente, pintado por defuera de llamas, está
    un demonio casado, que se volvió loco con la condición de su mujer.

    Entonces don Cleofás le dijo al compañero que le enseñaba todo este
    retablo de duelos:

    –Vámonos de aquí, no nos embarguen[226] por alguna locura que nosotros
    ignoramos; porque en el mundo todos somos locos, los unos de los
    otros[227].

    El Cojuelo dijo:

    –Quiero tomar tu consejo, porque, pues los demonios enloquecen, no hay
    que fiar de sí nadie.

    –Desde vuestra primera soberbia–dijo don Cleofás–todos lo estáis; que
    el infierno es casa de todos los locos más furiosos del mundo.

    –Aprovechado estás–dijo el Cojuelo–, pues hablas en lenguaje
    ajustado.

    Con esta conversación salieron de la casa susodicha, y a mano derecha
    dieron en una calle algo dilatada, que por una parte y por otra estaba
    colgada de ataúdes, y unos sacristanes con sus sobrepellices[228]
    paseándose junto a ellos, y muchos sepultureros abriendo varios
    sepulcros, y don Cleofás le dijo a su camarada:

    –¿Qué calle es ésta, que me ha admirado más que cuantas he visto, y me
    pudiera obligar a hablar más espiritualmente que con lo primero de que
    tú te admiraste?

    –Ésta es más temporal y del siglo que ninguna–le respondió el
    Cojuelo–, y la más necesaria, porque es la ropería de los agüelos,
    donde[229] cualquiera, para todos los actos positivos[230] que se le
    ofrece y se quiere vestir de un agüelo, porque el suyo no le viene bien,
    o está traído, se viene aquí, y por su dinero escoge el que le está más
    a propósito. Mira allí aquel caballero torzuelo[231] cómo se está
    probando una agüela que ha menester, y esotro, hijo de quien él
    quisiere, se está vistiendo otro agüelo, y le viene largo de talle.
    Esotro más abajo da por otro agüelo el suyo, y dineros encima, y no se
    acaba de concertar, porque le tiene más de costa al sacristán, que es el
    ropero. Otro, a esotra parte, llega a volver un agüelo suyo de dentro
    afuera y de atrás adelante, y a tremendallo con la agüela de otro. Otro
    viene allí con la justicia a hacer que le vuelvan un agüelo que le
    habían hurtado, y le ha hallado colgado en la ropería. Si hubieres
    menester algún agüelo o agüela para algún crédito de tu calidad, a
    tiempo estamos, don Cleofás Leandro; que yo tengo aquí un ropero amigo
    que desnuda los difuntos la primera noche que los entierran, y nos le
    fiará por el tiempo que quisieres.

    –Dineros he menester yo; que agüelos no–respondió el Estudiante–: con
    los míos me haga Dios bien[232]; que me han dicho mis padres que
    deciendo de Leandro el animoso, el que pasaba el mar de Abido

    «en amoroso fuego todo ardiendo»[233],

    y tengo mi ejecutoria en las obras sueltas de Boscán y Garcilaso[234].

    –Contra hidalguía en verso–dijo el Diablillo–no hay olvido ni
    chancillería que baste, ni hay más que desear en el mundo que ser
    hidalgo en consonantes.

    –Si a mí me hicieran merced[235]–prosiguió don Cleofás–, entre
    Salicio y Nemoroso[236] se habían de hacer mis diligencias, que no me
    habían de costar cien reales; que allí tengo mi Montaña, mi Galicia, mi
    Vizcaya y mis Asturias[237].

    –Dejemos vanidades agora–dijo el Cojuelo–: que ya sé que eres muy
    bien nacido en verso y en prosa, y vamos en busca de un figón, a
    almorzar y descansar, que bien lo habrás menester por lo trasnochado y
    madrugado, y después proseguiremos nuestras aventuras.

    TRANCO IV

    Dejemos a estos caballeros en su figón almorzando y descansando, que sin
    dineros pedían las pajaritas que andaban volando por el aire[238] y al
    fénix empanado[239], y volvamos a nuestro astrólogo regoldano[240] y
    nigromante enjerto, que se había vestido con algún cuidado de haber
    sentido pasos en el desván la noche antes, y, subiendo a él, halló las
    ruinas que había dejado su familiar en los pedazos de la redoma, y
    mojados sus papeles, y el tal Espíritu ausente; y viendo el estrago y la
    falta de su Demoñuelo, comenzó a mesarse las barbas y los cabellos, y a
    romper sus vestiduras[241], como rey a lo antiguo. Y estando haciendo
    semejantes estremos y lamentaciones, entró un diablejo zurdo, mozo de
    retrete de Satanás, diciendo que Satanás su señor le besaba las
    manos[242]; que había sentido la bellaquería que había usado el Cojuelo;
    que él trataría de que se castigase, y que entre tanto se quedase él
    sirviéndole en su lugar. Agradeció mucho el cuidado el Astrólogo y
    encerró el tal espíritu en una sortija de un topacio grande, que traía
    en un dedo, que antes había sido de un médico, con que a todos cuantos
    había tomado el pulso había muerto. Y en el infierno se juntaron entre
    tanto, en sala plena, los más graves jueces de aquel distrito, y
    haciendo notorio a todos el delito del tal Cojuelo, mandaron despachar
    requisitoria para que le prendiesen en cualquier parte que le hallasen,
    y se le dió esta comisión[243] a Cienllamas, demonio comisionario que
    había dado muy buena cuenta de otras que le habían encargado, y
    llevándose consigo por corchetes a Chispa y a Redina, demonios a la
    veinte[244], y subiéndose en la mula de Liñán[245], salió del infierno
    con vara alta[246] de justicia en busca del dicho delincuente.

    En este tiempo, sobre la paga de lo que habían almorzado habían tenido
    una pesadumbre el revoltoso Diablillo y don Cleofás con el Figón[247],
    en que intervinieron asadores y torteras, porque lo que es del diablo,
    el diablo se lo ha de llevar, y acudiendo la justicia al alboroto, se
    salieron por una ventana, y cuando el alguacil de Corte con la gente que
    llevaba pensaba cogellos, estaban ya de esotra parte de Getafe, en
    demanda de Toledo, y dentro de un minuto, en las ventillas de Torrejón,
    y en un cerrar de ojos, a vista de la puerta de Visagra, dejando la real
    fábrica del hospital de afuera a la derecha mano; y volviéndose el
    Estudiante al camarada, le dijo:

    –Lindos atajos sabes: malhaya quien no caminara contigo todo el mundo,
    mejor que con el Infante don Pedro de Portugal, el que anduvo las
    siete[248] partidas dél.

    –Somos gente de buena maña–respondió el Cojuelo.

    Y cuando estaban hablando en esto, llegaban al barrio que llaman de la
    Sangre de Cristo y al mesón de la Sevillana[249], que es el mejor de
    aquella ciudad. El Diablo Cojuelo le dijo al Estudiante:

    –Ésta es muy buena posada para pasar esta noche y para descansar de la
    pasada; éntrate dentro y pide un aposento y que te aderecen de cenar;
    que a mí me importa llegarme esta noche a Constantinopla a alborotar el
    serrallo del Gran Turco y hacer degollar doce o trece hermanos que
    tiene, por miedo de que no conspiren[250] a la Corona, y volverme de
    camino por los Cantones de los esguízaros[251] y por Ginebra a otras
    diligencias deste modo, por sobornar con algunos servicios a mi amo,
    que debe de estar muy indignado contra mí por la travesura pasada; que
    yo estaré contigo antes que den las siete de la mañana.

    Y, diciendo y haciendo, se metió por esos aires como por una viña
    vendimiada, meando la pajuela[252] a todo pajarote y ciudadano de la
    región etérea, a fuer de los de la jerigonza crítica[253], y don
    Cleofás se entró a tomar posada, que, aunque estaba llena de muchos
    pasajeros que habían venido con los galeones y pasaban a la Corte, con
    todo, al güésped nuevo hicieron cortesía, porque la persona de don
    Cleofás traía consigo cartas de recomendación[254], como dicen los
    cortesanos antiguos.

    Convidáronle a cenar unos caballeros soldados aquella noche,
    preguntándole nuevas de Madrid, y después de haber cumplido con la
    celebridad de los brindis por el Rey (Dios le guarde), por sus damas y
    sus amigos[255], y haber dado las aceitunas[256] con los palillos carta
    de pago de la cena, se fué cada uno a recoger a su aposento, porque
    habían de tomar la madrugada para llegar con tiempo a Madrid, y don
    Cleofás hizo lo mismo en el que le señaló el Güésped, sintiendo la
    soledad[257] del compañero en algún modo, porque le traía tan
    entretenido; y haciendo varios discursos sobre el almohada, se quedó
    como un pajarito[258], jurando al silencio de las sombras, como lo demás
    del mundo, el mesón de la Sevillana el natural vasallaje con el sueño,
    que solas [las][259] grullas, los murciélagos y lechuzas estaban de
    posta a su cuerpo de guardia, cuando a las dos de la noche unas
    temerosas voces repetían: «¡Fuego, fuego!» despertaron a los dormidos
    pasajeros, con el sobresalto y asombro que suele causar cualquier
    alboroto a los que están durmiendo, y más oyendo apellidar «¡fuego!»,
    voz que con más terror atemoriza los ánimos más constantes, rodando unos
    las escaleras por bajar más apriesa, otros, saltando por las ventanas
    que caían al patio de la posada, otros que, por las pulgas u temor de
    las chinches, dormían en cueros, como vinagre, hechos Adanes del
    baratillo[260], poniendo las manos donde habían de estar las hojas de
    higuera, siguiendo a los demás, y acompañándolos don Cleofás, con los
    calzones revueltos al brazo y una alfajía que, por no encontrar la
    espada, halló acaso en su aposento, como si en los incendios y fantasmas
    importase andar a palos ni a cuchilladas, natural socorro del miedo en
    las repentinas invasiones.

    Salió, en esto, el Güésped en camisa, los pies en unas empanadas de
    Frenegal[261], cinchado con una faja de grana de polvo[262] el estómago,
    y un candil de garabato en la mano, diciendo que se sosegasen; que aquel
    ruido no era de cuidado; que se volviesen a sus camas, que él pondría
    remedio en ello. Apretóle don Cleofás, como más amigo de saber, le
    dijese la causa de aquel alboroto; que no se había de volver a acostar
    sin descifrar aquel misterio. El Güésped le dijo muy severo[263] que era
    un estudiante de Madrid, que había dos u tres meses que entró a posar en
    su casa, y que era poeta de los que hacen comedias, y que había escrito
    dos, que se las habían chillado en Toledo y apedreado como viñas[264], y
    que estaba acabando de escribir la comedia de _Troya abrasada_, y que
    sin duda debía de haber llegado al paso del incendio, y se convertía
    tanto en lo que escribía, que habría dado aquellas voces; que por otras
    experiencias pasadas sacaba él que aquello era verdad infalible como él
    decía; que para confirmallo subiesen con él a su aposento y hallarían
    verdadero este discurso.

    Siguieron al Güésped todos de la suerte que estaban, y entrando en el
    aposento del tal Poeta, le hallaron tendido en el suelo, despedazada la
    media sotanilla, revolcado en papeles y echando espumarajos por la boca,
    y pronunciando con mucho desmayo: «¡Fuego, fuego!», que casi no podía
    echar la habla, porque se le había metido monja. Llegaron a él muertos
    de risa y llenos de piedad todos, diciéndole:

    –Señor Licenciado, vuelva en sí y mire si quiere beber o comer algo
    para este desmayo.

    Entonces el Poeta, levantando como pudo la cabeza, dijo:

    –Si es Eneas y Anquises, con los Penates y el amado Ascanio, ¿qué
    aguardáis aquí, que está ya el Ilión hecho cenizas, y Príamo, Paris y
    Policena, Hécuba y Andrómaca han dado el fatal tributo a la muerte, y a
    Elena, causa de tanto daño, llevan su presa Menalao[265] y Agamenón? Y
    lo peor es que los mirmidones se han apoderado del tesoro troyano.

    –Vuelva a su juicio–dijo el Gúesped–; que aquí no hay almidones ni
    toda esa tropelía de disparates que ha referido, y mucho mejor fuera
    llevalle a casa del Nuncio[266], donde pudiera ser con bien justa causa
    mayoral de los locos, y metelle en cura; que se le han subido los
    consonantes a la cabeza, como tabardillo.

    –¡Qué bien entiende de afectos el señor Güésped!–respondió el Poeta,
    encorporándose un poco más.

    –De afectos ni de afeites–dijo el Güésped–no quiero entender, sino de
    mi negocio: lo que importa es que mañana hagamos cuenta de lo que me
    debe de posada, y se vaya con Dios; que no quiero tener en ella quien me
    la alborote cada día con estas locuras: basten las pasadas, pues
    comenzando a escribir, recién llegado aquí, la comedia de _El Marqués de
    Mantua_, que zozobró y fué una de las silbadas, fueron tantas las
    prevenciones de la caza y las voces que dió, llamando a los perros
    Melampo, Oliveros, Saltamontes, Tragavientos, etcétera, y el «¡Ataja,
    ataja!» y el «¡Guarda el oso cerdoso, y el jabalí colmilludo!», que
    malparió una señora preñada que pasaba del Andalucía a Madrid, del
    sobresalto; y en esotra de _El Saco de Roma_, que entrambas parecieron
    cual tenga la salud[267], fué el[268] estruendo de las cajas y
    trompetas, haciendo pedazos las puertas y ventanas deste aposento a tan
    desusadas horas como éstas, y el «¡Cierra, España!»[269], «¡Santiago, y
    a ellos!», y el jugar la artillería con la boca[270], como si hubiera
    ido a la escuela con un petardo, o criádose con el basilisco de
    Malta[271], que engañó el rebato a una compañía de infantería que
    alojaron[272] aquella noche en mi casa, de suerte, que, tocando al arma,
    se hubieron de hacer a escuras unos soldados pedazos con otros,
    acudiendo al ruido medio Toledo con la justicia, echándome las puertas
    abajo, y amenazó a hacer una de todos los diablos; que es poeta grulla,
    que siempre está en vela, y halla consonantes a cualquiera hora de la
    noche y de la madrugada.

    El Poeta dijo entonces:

    –Mucho mayor alboroto fuera si yo acabara aquella comedia de que tiene
    vuesa merced en prendas dos jornadas por lo que le debo, que la llamo
    _Las Tinieblas de Palestina_, donde es fuerza que se rompa el velo de el
    Templo en la tercera jornada, y se escurezca el sol y la luna, y se den
    unas piedras con otras, y se venga abajo toda la fábrica celestial con
    truenos y relámpagos, cometas y exhalaciones, en sentimiento de su
    Hacedor; que por faltarme los nombres que he de poner a los sayones no
    la he acabado. ¡Ahí me dirá vuesa merced, señor Güésped, qué fuera ello!

    –Váyase–dijo el Mesonerazo–a acaballa al Calvario, aunque no faltará
    en cualquiera parte que la escriba o la representen quien le crucifique
    a silbos, legumbre y edificio[273].

    –Antes resucitan con mis comedias los autores–dijo el Poeta–; y para
    que conozcan todos vuesas mercedes esta verdad y admiren el estilo que
    llevan todas las que yo escribo, ya que se han levantado a tan buen
    tiempo, quiero leelles ésta.

    Y, diciendo y haciendo, tomó en la mano una rima de vueltas de cartas
    viejas, cuyo bulto se encaminaba más a pleito de tenuta[274] que a
    comedia, y arqueando las cejas y deshollinándose los bigotes, dijo,
    leyendo el título, de esta suerte:

    –_Tragedia Troyana, Astucias de Sinón, Caballo griego, Amantes
    adúlteros y Reyes endemoniados_. Sale lo primero por el patio, sin haber
    cantado, el Paladión[275], con cuatro mil griegos por lo menos, armados
    de punta en blanco[276], dentro dél.

    –¿Cómo–le replicó un caballero soldado de aquellos que estaban en
    cueros, que parece que se habían de echar a nadar en la comedia–puede
    toda esa máquina entrar por ningún patio ni coliseo de cuantos hay en
    España, ni por el del Buen Retiro, afrenta de los romanos anfiteatros,
    ni por una plaza de toros?

    –¡Buen remedio!–respondió el Poeta–. Derribaráse el corral y dos
    calles junto a él para que quepa esta tramoya, que es la más portentosa
    y nueva que los teatros han visto; que no siempre sucede hacerse una
    comedia como ésta, y será tanta la ganancia, que podrá muy bien a sus
    ancas sufrir todo este gasto. Pero escuchen, que ya comienza la obra, y
    atención, por mi amor. Salen por el tablado, con mucho ruido de
    chirimías y atabalillos, Príamo, rey de Troya, y el príncipe Paris, y
    Elena, muy bizarra en un palafrén, en medio, y el Rey a la mano derecha
    (que siempre desta manera guardo el decoro a las personas reales), y
    luego, tras ellos, en palafrenes negros, de la misma suerte, once mil
    dueñas a caballo.

    –Más dificultosa apariencia es ésa que esotra–dijo uno de los
    oyentes–, porque es imposible que tantas dueñas juntas se hallen.

    –Algunas se harán de pasta[277]–dijo el Poeta–, y las demás se
    juntarán de aquí para allí; fuera de que si se hace en la Corte, ¿qué
    señora habrá que no envíe sus dueñas prestadas para una cosa tan grande,
    por estar los días que se representare la comedia, que será, por lo
    menos, siete u ocho meses, libres de tan cansadas sabandijas?[278]

    Hubiéronse de caer de risa los oyones[279], y de una carcajada se
    llevaron media hora de reloj, al son de los disparates del tal Poeta, y
    él prosiguió diciendo:

    –No hay que reírse; que si Dios me tiene de sus consonantes, he de
    rellenar el mundo de comedias mías, y ha de ser Lope de Vega (prodigioso
    monstruo español y nuevo Tostado en verso) niño de teta conmigo, y
    después me he de retirar a escribir un poema heroico para mi
    posteridad, que mis hijos o mis sucesores hereden, en que tengan toda su
    vida que roer sílabas. Y agora oigan vuesas mercedes…:–amagando a
    comenzar (el brazo derecho levantado) los versos de la comedia, cuando
    todos a una voz le dijeron que lo dejase para más espacio, y el Güésped,
    indignado, que sabía poco de filis[280], le volvió a advertir que no
    había de estar un día más en la posada.

    La encamisada[281], pues, de los caballeros y soldados se puso a mediar
    con el Güésped el caso[282], y don Cleofás, sobre un _Arte poética_ de
    Rengifo[283], que estaba también corriendo borrasca entre esotros
    legajos por el suelo, tomó pleito homenaje[284] al tal poeta, puestas
    las manos sobre los consonantes, jurando que no escribiría más comedias
    de ruido, sino de capa y espada, con que quedó el Güésped satisfecho; y
    con esto se volvieron a sus camas, y el Poeta, calzado y vestido, con su
    comedia en la mano, se quedó tan aturdido sobre la suya, que apostó a
    roncar con los Sietes Durmientes[285], a peligro de no valer la moneda
    cuando despertase.

    TRANCO V

    Dentro de muy pocas horas lo fué de volverse a levantar los güéspedes al
    quitar[286], haciendo la cuenta con ellos de la noche pasada el güésped
    de por vida, esperezándose y bostezando de lo trasnochado con el Poeta,
    y trataron de caminar, ensillando los mozos de mulas y poniendo los
    frenos al son de seguidillas y jácaras, y brindándose con vino y pullas
    los unos a los otros, ribeteándolas con tabaco en polvo y en humo,
    cuando don Cleofás también despertó, tratando de vestirse, con algunas
    _saudades_[287] de su dama: que las malas correspondencias de las
    mujeres a veces despiertan más la voluntad; y antes que diesen las ocho,
    como había dicho, entró por el aposento el camarada, en traje turquesco,
    con almalafa y turbante, señales ciertas de venir de aquel país,
    diciendo:

    –¿Heme tardado mucho en el viaje, señor Licenciado?

    El le respondió sonriéndose:

    –Menos se tardó vuesa merced desde el cielo al infierno, con haber más
    leguas, cuando rodó con todos esos príncipes que no han podido gatear
    otra vez a la maroma de donde cayeron.

    –¿Al amigo, señor don Cleofás–respondió el Cojuelo–, chinche en el
    ojo[288], como dice el refrán de Castilla? ¡Bueno, bueno!

    –Pocos hay–respondió el Estudiante–que en ofreciéndose el chiste,
    miren esos respetos; pero esto lo digo yo en galantería[289], y la
    amistad[290] que hay ya entre nosotros. Mas dejando esto aparte, ¿cómo
    nos ha ido[291] por esos mundos?

    –Hice todo a lo que fuí, y mucho más–respondió el genízaro recién
    venido–, y si quisiera, me jurara por Gran Turco aquella buena gente;
    que a fe que alguna guarda mejor su palabra, y saben decir verdad y
    hacer amistades, que vosotros los cristianos.

    –¡Qué presto te pagaste!–dijo don Cleofás–. Algún cuarto debes de
    tener de demonio villano.

    –Es imposible–respondió el Cojuelo–, porque decendemos todos de la
    más noble y más alta Montaña de la tierra y del cielo, y aunque seamos
    zapatero de viejo, en siendo montañeses, todos somos hidalgos[292]; que
    muchos dellos nacen, como los escarabajos y los ratones, de la
    putrefacción.

    –Bien sé que sabes Filosofía–le dijo don Cleofás–mejor que si la
    hubieras estudiado en Alcalá, y que eres maestro en primeras licencias.
    Dejemos estas digresiones y acaba de darme cuenta de tu jornada.

    –Con el traje del país, como ves–respondió el Diablillo–, por
    ensuciallos todos, como cierto amigo que, por desaseado en estremo,
    ensució el de soldado, el de peregrino y estudiante, volví por los
    Cantones, por la Bertolina[293] y Ginebra, y no tuve que hacer nada en
    estos países, porque sus paisanos son demonios de sí mismos, y éste es
    el juro de heredad que más seguro tenemos en el infierno, después de las
    Indias[294]. Fuí a Venecia, por ver una población tan prodigiosa, que
    está fundada en el mar, y de su natural condición tan bajel de argamasa
    y sillería, que, como la tiene en peso el piélago Mediterráneo, se
    vuelve a cualquier viento que le sopla. Estuve en la plaza de San
    Marcos, platicando con unos criados de unos clarísimos[295], esta
    mañana, y hablando en[296] las gacetas de la guerra, les dije que en
    Constantinopla se había sabido, por espías que estaban en España, que
    hay grandes prevenciones della, y tan prodigiosas, que hasta los
    difuntos se levantan, al son de las cajas, de los sepulcros para este
    efeto, y hay quien diga que entre ellos había resucitado el gran Duque
    de Osuna[297]; y apenas lo acabé de pronunciar, cuando me escurrí, por
    no perder tiempo en mis diligencias, y, dejando el seno adriático me
    sorbí la Marca de Ancona, y por la Romanía, a la mano izquierda, dejé a
    Roma, porque aun los demonios, por cabeza de la Iglesia militante,
    veneramos su población. Pasé por Florencia a Milán, que no se le da con
    su castillo dos blancas de la Europa. Vi a Génova[298] la bella, talego
    del mundo, llena de novedades, y, golfo lanzado[299], toqué a
    Vinaroz[300] y a los Alfaques, pasando el de León y Narbona. Llegué a
    Valencia, que juega cañas dulces con la primavera, metíme en la Mancha,
    que no hay greda que la pueda sacar, entré en Madrid, y supe que unos
    parientes de tu dama te andaban a buscar para matarte, porque dicen que
    la has dejado sin reputación; y lo peor es lo que me chismeó
    Zancadilla, demonio espía del infierno y sobrestante de las tentaciones:
    que me andaba a buscar Cienllamas con una requisitoria; y soy de
    parecer, para oviar[301] estos dos riesgos, que pongamos tierra en
    medio. Vámonos al Andulucía[302], que es la más ancha del mundo; y pues
    yo te hago la costa, no tienes que temer nada; que, con el romance que
    dice:

    «Tendré el invierno en Sevilla
    y el veranito en Granada»[303],

    no hemos de dejar lugar en ella que no trajinemos.

    Y volviéndose a la ventana que salía a la calle, le dijo:

    –Hágote puerta de mesón. Vamos, y sígueme por ella, don Cleofás; que
    hemos de ir a comer a la venta de Darazután[304], que es en
    Sierra-morena, veinte y dos o veinte y tres leguas[305] de aquí.

    –No importa–dijo don Cleofás–, si eres demonio de portante[306],
    aunque cojo.

    Y diciendo esto, salieron los dos por la ventana, flechados de sí
    mismos[307], y el Güésped, desde la puerta, dándole voces al Estudiante
    cuando le vió por el aire, diciendo que le pagase la cama y la posada, y
    don Cleofás respondiendo que en volviendo del Andalucía cumpliría con
    sus obligaciones; y el Güésped, que parecía que lo soñaba, se volvió
    santiguando y diciendo:

    –Pluguiera a Dios, como se me va éste, se me fuera el Poeta, aunque se
    me llevara la cama y todo asida a la cola.

    Ya, en esto, el Cojuelo y don Cleofás descubrían la dicha venta, y,
    apeándose del aire, entraron en ella, pidiendo al Ventero de comer, y él
    les dijo que no había quedado en la venta más que un conejo y un
    perdigón, que estaban en aquel asador entreteniéndose a la lumbre.

    –Pues trasládenlos a un plato–dijo don Cleofás–, señor Ventero, y
    venga el salmorejo[308], poniéndonos la mesa, pan, vino y salero.

    El Ventero respondió que fuese en buen hora; pero que esperasen que
    acabasen de comer unos estranjeros que estaban en eso, porque en la
    venta no había otra mesa más que la que ellos ocupaban. Don Cleofás
    dijo:

    –Por no esperar, si estos señores nos dan licencia, podremos comer
    juntos, y ya que ellos van en la silla, nosotros iremos en las ancas.

    Y sentándose los dos al paso que lo decían, fué todo uno, trayéndoles el
    Ventero la porción susodicha, con todas sus adherencias y
    incidencias[309], y comenzaron a comer en compañía de los estranjeros,
    que el uno era francés, el otro inglés, el otro italiano y el otro
    tudesco, que había ya pespuntado la comida más aprisa a brindis de vino
    blanco y clarete, y tenía a orza la testa[310], con señales de vómito y
    tiempo borrascoso, tan zorra[311] de cuatro costados[312], que pudiera
    temelle el corral de gallinas del Ventero. El Italiano preguntó a don
    Cleofás que de adonde venía, y él le respondió que de Madrid. Repitió el
    Italiano:

    –¿Qué nuevas hay de la guerra, señor Español?

    Don Cleofás le dijo:

    –Agora todo es guerra.

    –Y ¿contra quién dicen?–replicó el Francés.

    –Contra todo el mundo–le respondió don Cleofás–, para ponerlo todo él
    a los pies del Rey de España.

    –Pues a fe–replió el Francés–que primero que el Rey de España….

    Y antes que acabase la razón el Gabacho, dijo don Cleofás:

    –El Rey de España….

    Y el Cojuelo le fué a la mano, diciendo:

    –Déjame, don Cleofás, responder a mí, que soy español por la vida, y
    con quien vengo, vengo[313]; que les quiero con alabanzas del Rey de
    España dar un tapaboca a estos borrachos, que si leen las historias
    della, hallarán que por Rey de Castilla tiene virtud de sacar demonios,
    que es más generosa cirujía que curar lamparones[314].

    Los estranjeros, habiendo visto callar al Español, estaban muy
    falsos[315], cuando el Cojuelo, sentándose mejor y tomando la mano[316],
    y en traje castellano, que ya había dejado a la guardarropa del viento
    el turquesco, les dijo:

    –Señores míos, mi camarada iba a responder, y a mí, por tener más edad,
    me toca el hacello; escúchenme atentamente, por caridad. El Rey de
    España es un generosísimo lebrel, que pasa acaso solo por una calle, y
    no hay gozque en ella que a ladralle no salga, sin hacer caso de
    ninguno, hasta que se juntan tantos, que se atreve uno, al desembocar
    della a otra, pensando que es sufrimiento y no desprecio, a besalle con
    la boca la cola; entonces vuelve, y dando una manotada a unos y otra a
    otros, huyen todos de manera, que no saben dónde meterse, y queda la
    calle tan barrida de gozques y con tanto silencio, que aun a ladrar no
    se atreven, sino a morder las piedras, de rabia. Esto mismo le sucede
    siempre con los reyes contrarios, con las señorías y potentados, que son
    todos gozques con su Majestad[317] Católica; pero guárdese el que se
    atreviere a besarle la cola; que ha de llevar manotada que escarmiente
    de suerte a los demás, que no hallen dónde meterse, huyendo dél[318].

    Los estranjeros se comenzaron a escarapelar, y el Francés le dijo:

    –¡Ah, bugre, coquín español!

    Y el Italiano:

    –¡Forfante, marrano español!

    Y el Inglés:

    –¡Nitesgut español[319]!

    Y el Tudesco estaba de suerte, que lo dió por recibido, dando permisión
    que hablasen los demás por él en aquellas cortes.

    Don Cleofás, que los vió palotear y echar espadañas de vino y herejías
    contra lo que había dicho su camarada, acostumbrado a sufrir poco y al
    refrán de «quien da luego, da dos veces», levantando el banco en que
    estaban sentados los dos, dió tras ellos, adelantándose el compañero
    con las muletas en la mano, manejándolas tan bien, que dió con el
    Francés en el tejado de otra venta que estaba tres leguas de allí, y en
    una necesaria de Ciudad Real con el Italiano[320], porque muriese hacia
    donde pecan, y con el Inglés, de cabeza en una caldera de agua hirviendo
    que tenían para pelar un puerco en casa de un labrador de Adamuz; y al
    Tudesco, que se había anticipado a caer de bruces a los pies de Cleofás,
    le volvió al puerto de Santa María, de donde había salido quince días
    antes, a dormir la zorra[321]. El Ventero se quiso poner en medio, y dió
    con él en Peralvillo[322], entre aquellas cecinas de Gestas, como en su
    centro.

    Volviéronse, con esto, a sentar a comer de los despojos que había dejado
    el enemigo, muy de espacio, y estando en los postreros lances de la
    comida, entraron algunos mozos de mulas en la venta, llamando al Güésped
    y pidiendo vino, y tras ellos, en el mismo carruaje, una compañía de
    representantes que pasaban de Córdoba a la Corte, con ganas de tomar un
    refresco en la venta. Venían las damas en jamugas, con bohemios[323],
    sombreros con plumas y mascarillas en los rostros, los chapines[324],
    con plata, colgando de los respaldares de los sillones; y ellos, unos
    con portamanteos sin cojines, y otros sin cojines ni portamanteos, las
    capas dobladas debajo, las valonas[325] en los sombreros, con alforjas
    detrás; y los músicos, con la guitarras en cajas delante de los arzones,
    y algunos dellos ciclanes de estribos[326], y otros, eunucos, con los
    mozos que le sirven[327] a las ancas, unos con espuelas sobre los
    zapatos y las medias, y otros con botas de rodillera, sin ninguna; otros
    con varas para hacer andar sus cabalgaduras y las de las mujeres. Los
    apellidos de los más eran valencianos, y los nombres de las
    representantas[328] se resolvían en Marianas y Anas Marías, hablando
    todo recalcado[329], con el tono de la representación. La conversación
    con que entraron en la venta era decir que habían robado a Lisboa,
    asombrado a Córdoba y escandalizado a Sevilla, y que habían de despoblar
    a Madrid[330], porque con sola la loa que llevaban para la entrada, de
    un tundidor de Ecija[331], habían de derribar cuantos autores entrasen
    en la Corte. Con esto, se fueron arrojando de las cabalgaduras, y los
    maridos, muy severos[332], apeando en los brazos a sus mujeres, llamando
    todos al Güésped,

    «y él de nada se dolía»[333].

    La Autora se asentó en una alhombrilla que la echaron en el suelo; las
    demás princesas, alrededor, y el Autor andaba solicitando el regalo de
    todos, como pastor de aquel ganado. Y dijo el Cojuelo:

    –Con el señor Autor estoy en pecado mortal de parte de mis camaradas.

    –¿Por qué?–dijo don Cleofás.

    Respondió el Diablillo:

    –Porque es el peor representante del mundo, y hace siempre los demonios
    en los autos del Corpus, y está perdigado[334] para demonio de veras, y
    para que haga en el infierno los autores si se representaren comedias;
    que algunas hacen estas farándulas, que aun para el infierno son malas.

    –Uno he visto aquí–dijo don Cleofás–, entre los demás compañeros, que
    le he deseado cruzar la cara, porque me galanteó en Alcalá una doncella,
    moza mía, que se enamoró dél viéndole hacer un rey de Dinamarca.

    –Doncella–dijo el Cojuelo–debía de ser de allá[335]; pero si
    quieres–prosiguió–que tomemos los dos venganza del Autor y del
    Representante, espera y verás cómo lo trazo; porque agora quieren
    repartir una comedia con que han de secundar en Madrid, y sobre los
    papeles has de ver lo que pasa.

    Al mismo tiempo que decía esto el Cojuelo, el apuntador de la Compañía
    sacó de un alforja los de una comedia de Claramonte[336], que había
    acabado de copiar en Adamuz el tiempo que estuvieron allí, diciendo al
    Autor:

    –Aquí será razón que se repartan estos papeles, entretanto que se
    adereza la comida y parece el Güésped.

    El Autor vino en ello, porque se dejaba gobernar del tal Apuntador, como
    de hombre que tenía grandísima curia en la comedia, y había sido
    estudiante en Salamanca, y le llamaban el Filósofo por mal nombre; y
    llegando con el papel de la segunda dama a Ana María, mujer del que
    cantaba los bajetes y bailaba los días de Corpus, habiéndole dado la
    primera dama a Mariana, la mujer del que cobraba y que hacía su parte
    también en las comedias de tramoya, arrojándole, dijo que ella había
    entrado para partir entre[337] las dos los primeros papeles, y que
    siempre le daban los segundos, y que ella podía enseñar a representar a
    cuantas andaban en la comedia, porque había representado al lado de las
    mayores representantas del mundo y en la legua[338] la llamaban
    Amarilis[339], segunda deste nombre. Esotra le dijo que no sabría mirar
    lo que ella con su zapato representaba[340], respondiéndole esotra que
    de cuándo acá tenía tanta soberbia, sabiendo que en Sevilla le prestó
    hasta las enaguas para hacer el papel de Dido[341] en la gran comedia de
    don Guillén de Castro, echando a perder la comedia y haciendo que
    silbasen la compañía.

    –Tú eres la silbada–dijo esotra–, y tu ánima[342].

    Llegando a las manos y diciéndose palabras mayores, y tan grandes, que
    alcanzaron a los maridos; y sacando unos con otros las espadas, comenzó
    una batalla de comedia, metiéndolos en paz los mozos de mulas con los
    frenos que acababan de quitar; y dejándolos empelotados, se salieron don
    Cleofás y el Cojuelo de la venta al camino de Andalucía, quedándose
    abrasando a cuchilladas la compañía que fuera un Roncesvalles del
    molino del papel[343] si el Ventero no llegara con la Hermandad[344] en
    busca de los dos que se fueron, para prendello, con escopetas, chuzos y
    ballestas; y hallando esta nueva matanza en su venta, y jarros, tinajas
    y platos hechos tantos[345] en la refriega, los apaciguaron, y
    prendieron a los dichos representantes para llevarlos a Ciudad Real,
    habiendo de tener otra pelaza más pesada con el alguacil que los traía a
    Madrid por orden de los arrendadores, con comisión del Consejo[346].

    TRANCO VI

    En este tiempo, nuestros caminantes, tragando leguas de aire, como si
    fueran camaleones[347] de alquiler, habían pasado a Adamuz, del gran
    Marqués del Carpio, Haro y nobilísimo decendiente de los señores
    antiguos de Vizcaya, y padre ilustrísimo del mayor Mecenas[348] que los
    antiguos ingenios y modernos han tenido, y caballero que igualó con sus
    generosas partes su modestia. Y habiéndose sorbido de los siete vados y
    las ventas de Alcolea, se pusieron a vista de Córdoba por su fertilísima
    campiña y por sus celebradas dehesas gamonosas[349], donde nacen y
    pacen tantos brutos, hijos del Céfiro más que los que fingió la
    antigüedad en el Tajo portugués[350]; y entrando por el Campo de la
    Verdad[351] (pocas veces pisado de gente desta calaña) a la Colonia[352]
    y populosa patria de dos Sénecas y un Lucano, y del padre de la Poesía
    española, el celebrado Góngora, a tiempo que se celebraban fiestas de
    toros aquel día, y juego de cañas, acto positivo[353] que más
    excelentemente ejecutan los caballeros de aquella ciudad, y tomando
    posada en el mesón de las Rejas[354], que estaba lleno de forasteros que
    habían concurrido a esta celebridad, se apercibieron para ir a vellas,
    limpiándose el polvo de las nubes; y llegando a la Corredera[355], que
    es la plaza donde siempre se hacen estas festividades, se pusieron a ver
    un juego de esgrima que estaba en medio del concurso de la gente, que en
    estas ocasiones suele siempre en aquella provincia preceder a las
    fiestas, a cuya esfera no había llegado la línea recta, ni el ángulo
    obtuso ni oblicuo[356]; que todavía se platicaba el uñas arriba y el
    uñas abajo de la destreza primitiva que nuestros primeros padres
    usaron; y acordándose don Cleofás de lo que dice el ingeniosísimo
    Quevedo en su _Buscón_[357], pensó[358] perecer de risa, bien que se
    debe al insigne don Luis Pacheco de Narváez haber sacado de la obscura
    tiniebla de la vulgaridad a luz la verdad deste arte, y del caos de
    tantas opiniones las demonstraciones matemáticas desta verdad.

    Había dejado en esta ocasión la espada negra[359] un mozo de Montilla,
    bravo aporreador, quedando en el puesto otro de los Pedroches, no menos
    bizarro campeón, y arrojándose, entre otros que la fueron a tomar muy
    apriesa, don Cleofás la levantó primero que todos, admirando la
    resolución de el forastero, que en el ademán les pareció castellano, y
    dando a su camarada la capa y la espada, como es costumbre, puso
    bizarramente las plantas en la palestra. En esto, el Maestro, con el
    montante[360], barriendo los pies a los mirones, abrió la rueda, dando
    aplauso[361] a la pendencia vellorí[362], pues se hacía con espadas
    mulatas; y partiendo el andaluz y el estudiante castellano uno para el
    otro airosamente, corrieron una ida y venida sin tocarse al pelo de la
    ropa, y a la segunda, don Cleofás, que tenía algunas revelaciones de
    Carranza, por el cuarto círculo[363] le dió al andaluz con la zapatilla
    un golpe de pechos, y él, metiendo el brazal, un tajo a don Cleofás en
    la cabeza, sobre la guarnición de la espada; y convirtiendo don Cleofás
    el reparo en revés, con un movimiento accidental[364], dió tan grande
    tamborilada al contrario, que sonó como si la hubiera dado en la
    tumba[365] de los Castillas. Alborotáronse algunos amigos y conocidos,
    que había en el corro, y sobre el montante del señor Maestro le entraron
    tirando algunas estocadillas veniales al tal don Cleofás, que con la
    zapatilla, como con agua bendita, se las quitó, y apelando a su espada y
    capa, y el Cojuelo a sus muletas, hicieron tanta riza[366] en el montón
    agavillado, que fué menester echalles un toro para ponellos en paz: tan
    valiente montante de Sierramorena, que a dos o tres mandobles puso la
    plaza más despejada que pudieran la guarda tudesca y española, a costa
    de algunas bragas que hicieron por detrás cíclopes a sus dueños[367],
    encaramándose a un tablado don Cleofás y su camarada, muy falsos[368],
    a ver la fiesta, haciéndose aire con los sombreros, como si tal no
    hubiera pasado por ellos; y acechándolos unos alguaciles, porque en
    estas ocasiones siempre quiebra la soga por lo más forastero[369],
    habiendo dejarretado el toro, llegaron desde la plaza a caballo,
    diciéndoles:

    –Señor Licenciado y señor Cojo, bajen acá, que los llama el señor
    Corregidor.

    Y haciendo don Cleofás y su compañero orejas de mercader, comenzaron los
    ministros o vaqueros de la justicia a quererlo intentar con las varas, y
    agarrándose cada uno de la suya, a vara por barba[370], dijeron a los
    tales ministros, quitándoselas de las manos de cuajo:

    –Sígan[n]os vuesas mercedes si se atreven a alcanzarnos.

    Y levantándose por el aire, parecieron cohetes voladores, y los dichos
    alguaciles, capados de varas, pedían a los gorriones «¡Favor a la
    justicia!»[371], quedándose suspensos y atribuyendo la agilidad de los
    nuevos volatines a sueño, haciendo tan alta punta[372] los dos halcones,
    salvando a Guadalcázar, del ilustre Marqués de este título, del claro
    apellido de los Córdovas, que dieron sobre el rollo de Écija, diciéndole
    el Cojuelo a don Cleofás:

    –Mira qué gentil árbol berroqueño, que suele llevar hombres, como otros
    fruta.

    –¿Qué coluna tan grande es ésta?–le preguntó don Cleofás.

    –El celebrado rollo[373] del mundo–le respondió el Cojuelo.

    –Luego ¿esta ciudad es Écija?–le repitió don Cleofás.

    –Ésta _es_ Écija, la más fértil población de Andalucía–dijo el
    Diablillo–, que tiene aquel sol[374] por armas a la entrada de esa
    hermosa puente, cuyos ojos rasgados lloran a Genil, caudaloso río que
    tiene su solar en Sierra Nevada, y después, haciendo con el Darro
    maridaje de cristal, viene a calzar de plata estos hermosos edificios y
    tanto pueblo de abril y mayo[375]. De aquí fué Garci Sánchez de
    Badajoz[376], aquel insigne poeta castellano; y en esta ciudad solamente
    se coge el algodón[377], semilla que en toda España no nace, además de
    otros veinte y cuatro frutos, sin sembrallos, de que se vale para vender
    la gente necesitada; su comarca también es fertilísima[378]. Montilla
    cae aquí a mano izquierda, habitación de los heroicos marqueses de
    Priego, Córdovas y Aguilares, de cuya gran casa salió, para honra de
    España, el que mereció llamarse Gran Capitán por antonomasia, y hoy a su
    Marqués ilustrísimo se le ha acrecentado la casa de Feria, por morir sin
    hijos aquel gran portento de Italia, que malogró la Fortuna, de envidia;
    cuyo gran sucesor, siendo mudo, ocupa a grandezas en silencio elocuente
    las lenguas de la Fama. Más abajo está Lucena, del Alcaide de los
    Donceles, Duque de Cardona, en cuyo océano de blasones se anegó la gran
    casa de Lerma. Luego, Cabra, celebrada por su sima[379], tan profunda
    como la antigüedad de sus dueños, pregona con las lenguas de sus
    almenas, que es del ínclito Duque de Sesa y Soma, y que la vive hoy su
    entendido y bizarro heredero. Luego Osuna se ofrece a la demarcación
    destos ilustres edificios, blasonando con tantos maestres Girones la
    altivez de sus duques; y veinte y dos leguas de aquí cae la hermosísima
    Granada, paraíso de Mahoma, que no en vano la defendieron tanto sus
    valientes africanos españoles, de cuya Alhambra y Alcazaba es alcaide el
    nobilísimo Marqués de Mondéjar, padre del generoso conde de Tendilla,
    Mendozas del Ave María y credo de los caballeros. No nos olvidemos, de
    camino, de Guadix, ciudad antigua y celebrada por sus melones[380], y
    mucho más por el divino ingenio del doctor Mira de Mescua[381], hijo
    suyo y arcediano.

    Cuando iba el Cojuelo refiriendo esto, llegaron a la Plaza Mayor de
    Ecija, que es la más insigne del Andalucía, y junto a una fuente que
    tiene en medio del jaspe, con cuatro ninfas gigantas de alabastro
    derramando lanzas de cristal[382], estaban unos ciegos sobre un banco,
    de pies, y mucha gente de capa parda de auditorio, cantando la relación
    muy verdadera que trataba de cómo una maldita dueña se había hecho
    preñada del diablo, y que por permisión de Dios había parido una manada
    de lechones, con un romance de don Alvaro de Luna y una letrilla contra
    los demonios, que decía:

    «Lucifer tiene muermo,
    Satanás, sarna,
    y el Diablo Cojuelo
    tiene almorranas.
    Almorranas y muermo,
    sarna y ladillas,
    su mujer se las quita
    con tenacillas.»[383]

    El Cojuelo le dijo a don Cleofás:

    –¿Qué te parece los testimonios que nos levantan estos ciegos y las
    sátiras que nos hacen? Ninguna raza de gente se nos atreve a nosotros si
    no son éstos, que tienen más ánimo que los mayores ingenios; pero esta
    vez me lo han de pagar, castigándose ellos mismos por sus propias manos,
    y daré, de camino, venganza a las dueñas, porque no hay en el mundo
    quien no las quiera mal, y nosotros las tenemos grandes obligaciones,
    porque nos ayudan a nuestros embustes; que son demonias hembras[384].

    Y sobre la entonación de las coplas metió el Cojuelo tanta cizaña entre
    los ciegos, que, arrempujándose primero, y cayendo dellos en el pilón de
    la fuente, y esotros en el suelo, volviéndose a juntar, se mataron a
    palos, dando barato[385], de camino, a los oyentes, que les respondieron
    con algunos puñetes y coces. Y como llegaron a Écija con las varas de
    los alguaciles de Córdoba, pensando que traían alguna gran comisión de
    la Corte, llegó la justicia de la ciudad a hacelles fiesta y a
    lisonjeallos con ofrecerles sus posadas, y ellos, valiéndose de la
    ocasión, admitieron las ofertas, con que fueron regalados como cuerpos
    de rey; y preguntándoles qué era el negocio que traían para Écija, el
    Cojuelo les respondió que era contra los médicos y boticarios, y visita
    general de beatas; y que a los médicos se les venía a vedar que después
    de matar un enfermo, no les valiese[386] la mula por sagrado; y que,
    cuando no se saliese con esto, por lo menos, a los boticarios que
    errasen las purgas, que no pudiesen ser castigados si se retrujesen[387]
    en los cimenterios de las mulas de los médicos, que son las ancas[388];
    y que a las beatas se les venía a quitar el tomar tabaco, beber
    chocolate y comer jigote.

  • El Comendador Mendoza

    El Comendador Mendoza

    Aproximadamente 63.513 palavras.

    JUAN VALERA
    NOVELAS

    El Comendador Mendoza

    OBRAS COMPLETAS TOMO VII

    Á LA EXCMA. SEÑORA *DOÑA IDA DE BAUER*

    Nunca, estimada señora y bondadosa amiga, soñé con ser escritor popular.
    No me explico la causa, pero es lo cierto que tengo y tendré siempre
    pocos lectores. Mi afición á escribir es, sin embargo, tan fuerte, que
    puede más que la indiferencia del público y que mis desengaños.

    Varias veces me dí ya por vencido y hasta por muerto; mas apenas dejé de
    ser escritor, cuando reviví como tal bajo diversa forma. Primero fuí
    poeta lírico, luego periodista, luego crítico, luego aspiré á filósofo,
    luego tuve mis intenciones y conatos de dramaturgo zarzuelero, y al cabo
    traté de figurar como novelista en el largo catálogo de nuestros
    autores.

    Bajo esta última forma es como la gente me ha recibido menos mal; pero
    aun así, no las tengo todas conmigo.

    Mi musa es tan voluntariosa, que hace lo que quiere y no lo que yo le
    mando. De aquí proviene que, si por dicha logro aplausos, es por falta
    de previsión.

    Escribí mi primera novela sin caer hasta el fin en que era novela lo que
    escribía.

    Acababa yo de leer multitud de libros devotos.

    Lo poético de aquellos libros me tenía hechizado, pero no cautivo. Mi
    fantasía se exaltó con tales lecturas, pero mi frío corazón siguió en
    libertad y mi seco espíritu se atuvo á la razón severa.

    Quise entonces recoger como en un ramillete todo lo más precioso, ó lo
    que más precioso me parecía, de aquellas flores místicas y ascéticas, é
    inventé un personaje que las recogiera con fe y entusiasmo, juzgándome
    yo, por mí mismo, incapaz de tal cosa. Así brotó espontánea una novela,
    cuando yo distaba tanto de querer ser novelista.

    Después me he puesto adrede á componer otras, y dicen que lo he hecho
    peor.

    Esto me ha desanimado de tal suerte, que he estado á punto de no volver
    á escribirlas.

    Entre las pocas personas que me han dado nuevo aliento descuella V., ora
    por la indulgencia con que celebra mis obrillas, ora por el valor que
    los elogios de V., si prescindimos por un instante de la bondad que los
    inspira, deben tener para cuantos conocen su rara discreción, su
    delicado gusto y el hondo y exquisito sentir con que percibe todo lo
    bello.

    Aunque yo no hubiese seguido de antemano la sentencia de aquel sabio
    alejandrino que afirmaba que sólo las personas hermosas entendían de
    hermosura, V. me hubiera movido á seguirla, mostrándose luminoso y vivo
    ejemplo y gentil prueba de su verdad.

    No extrañe V., pues, que, lleno de agradecimiento, le dedique este
    libro.

    Por ir dedicado á V., quisiera yo que fuese mejor que _Pepita Jiménez_,
    á quien V. tanto celebra; pero harto sabido es que las obras literarias,
    y muy en particular las de carácter poético, sólo se dan bien en
    momentos dichosos de inspiración, que los autores no renuevan á su
    antojo.

    En esto como en otras mil cosas, la poesía se parece á la magia.
    Requiere la intervención del cielo.

    Cuentan de Alberto Magno que, yendo en peregrinación de Roma á Alemania,
    pasó una noche á las orillas del Po, en la cabaña de un pescador.
    Agasajado allí muy bien, quiso el doctor probar su gratitud al huésped,
    y le hizo y le dió un pez de madera, tan maravilloso que, puesto en la
    red atraía á todos los peces vivos. No hay que ponderar la ventura del
    pescador con su pez mágico. Cierto día, con todo, tuvo un descuido, y el
    pez se le perdió. Entonces se puso en camino, fué á Alemania, buscó á
    Alberto, y le rogó que le hiciera otro pez semejante al primero. Alberto
    respondió que lo deseaba (también deseo yo hacer otra _Pepita Jiménez;_)
    mas que, para hacer otro pez que tuviese todas las virtudes del antiguo,
    era menester esperar á que el cielo presentase idéntico aspecto y
    disposición en constelaciones, signos y planetas, que en la noche en que
    el primer pez se hizo, lo cual no podía acontecer sino dentro de treinta
    y seis mil y pico de años.

    Como yo no puedo esperar tanto tiempo, me resigno á dedicar á V. _El
    Comendador Mendoza_.

    Este simpático personaje, antes de salir en público, no ya escondido y á
    trozos, sino por completo y por sí solo, pasa, con la venia de Lucía, á
    besar humildemente los lindos pies de V. y á ponerse bajo su amparo.
    Remedando á un antiguo compañero mío, elige á V. por su madrina. No
    desdeñe V. al nuevo ahijado que le presento, aunque no valga lo que
    _Pepita_, y créame su afectísimo y respetuoso servidor.

    JUAN VALERA.

    *El Comendador Mendoza.*

    I

    Á pesar de los quehaceres y cuidados que me retienen en Madrid casi de
    continuo, todavía suelo ir de vez en cuando á Villabermeja y á otros
    lugares de Andalucía, á pasar cortas temporadas de uno á dos meses.

    La última vez que estuve en Villabermeja ya habían salido á luz _Las
    Ilusiones del Doctor Faustino_.

    D. Juan Fresco me mostró en un principio algún enojo de que yo hubiese
    sacado á relucir su vida y las de varios parientes suyos en un libro de
    entretenimiento; pero al cabo, conociendo que yo no lo había hecho á mal
    hacer, me perdonó la falta de sigilo. Es más: D. Juan aplaudió la idea
    de escribir novelas fundadas en hechos reales, y me animó á que siguiese
    cultivando el género. Esto nos movió á hablar del Comendador Mendoza.

    –¿El vulgo –dije yo,– cree aún que el Comendador anda penando,
    durante la noche, por los desvanes de la casa solariega de los
    Mendozas, con su manto blanco del hábito de Santiago?

    –Amigo mío –contestó D. Juan,– el vulgo lee ya _El Citador_ y otros
    libros y periódicos librepensadores. En la incredulidad, además, está
    como impregnado el aire que se respira. No faltan jornaleros escépticos;
    pero las mujeres, por lo común, siguen creyendo á pie juntillas. Los
    mismos jornaleros escépticos niegan de día y rodeados de gente, y de
    noche, á solas, tienen más miedo que antes de lo sobrenatural, por lo
    mismo que lo han negado durante el día. Resulta, pues, que, á pesar de
    que vivimos ya en la edad de la razón y se supone que la de la fe ha
    pasado, no hay mujer bermejina que se aventure á subir á los desvanes de
    la casa de los Mendozas sin bajar gritando y afirmando á veces que ha
    visto al Comendador, y apenas hay hombre que suba solo á dichos desvanes
    sin hacer un grande esfuerzo de voluntad para vencer ó disimular el
    miedo. El Comendador, por lo visto, no ha cumplido aún su tiempo de
    purgatorio, y eso que murió al empezar este siglo. Algunos entienden que
    no está en el purgatorio, sino en el infierno; pero no parece natural
    que, si está en el infierno, se le deje salir de allí para que venga á
    mortificar á sus paisanos. Lo más razonable y verosímil es que esté en
    el purgatorio, y esto cree la generalidad de las gentes.

    –Lo que se infiere de todo, ora esté el Comendador en el infierno, ora
    en el purgatorio, es que sus pecados debieron de ser enormes.

    –Pues, mire V. –replicó D. Juan Fresco,– nada cuenta el vulgo de
    terminante y claro con relación al Comendador. Cuenta, sí, mil confusas
    patrañas. En Villabermeja se conoce que hirió más la imaginación popular
    por su modo de ser y de pensar que por sus hechos. Sus hechos conocidos,
    salvo algún extravío de la mocedad, más le califican de buena que de
    mala persona.

    –De todos modos, ¿V. cree que el Comendador era una persona notable?

    –Y mucho que lo creo. Yo contaré á V. lo que sé de él, y V. juzgará.

    Don Juan Fresco me contó entonces lo que sabía acerca del Comendador
    Mendoza. Yo no hago más que ponerlo ahora por escrito.

    II

    Don Fadrique López de Mendoza, llamado comunmente el Comendador, fué
    hermano de don José, el mayorazgo, abuelo de nuestro D. Faustino, á
    quien supongo que conocen mis lectores.

    Nació D. Fadrique en 1744.

    Desde niño dicen que manifestó una inclinación perversa á reírse de todo
    y á no tomar nada por lo serio. Esta cualidad es la que menos fácilmente
    se perdona, cuando se entrevé que no proviene de ligereza, sino de tener
    un hombre el espíritu tan serio, que apenas halla cosa terrena y humana
    que merezca que él la considere con seriedad; por donde, en fuerza de la
    seriedad misma, nacen el desdén y la risa burlona.

    Don Fadrique, según la general tradición, era un hombre de este género:
    un hombre jocoso de puro serio.

    Claro está que hay dos clases de hombres jocosos de puro serios. Á una
    clase, que es muy numerosa, pertenecen los que andan siempre tan serios,
    que hacen reir á los demás, y sin quererlo son jocosos. Á otra clase,
    que siempre cuenta pocos individuos, es á la que pertenecía D. Fadrique.
    Don Fadrique se burlaba de la seriedad vulgar é inmotivada, en virtud de
    una seriedad exquisita y superlativa; por lo cual era jocoso.

    Conviene advertir, no obstante, que la jocosidad de D. Fadrique rara vez
    tocaba en la insolencia ó en la crueldad, ni se ensañaba en daño del
    prójimo. Sus burlas eran benévolas y urbanas, y tenían á menudo cierto
    barniz de dulce melancolía.

    El rasgo predominante en el carácter de D. Fadrique no se puede negar
    que implicaba una mala condición: la falta de respeto. Como veía lo
    ridículo y lo cómico en todo, resultaba que nada ó casi nada respetaba,
    sin poderlo remediar. Sus maestros y superiores se lamentaron mucho de
    esto.

    Don Fadrique era ágil y fuerte, y nada ni nadie le inspiró jamás temor,
    más que su padre, á quien quiso entrañablemente. No por eso dejaba de
    conocer y aun de decir en confianza, cuando recordaba á su padre,
    después de muerto, que, si bien había sido un cumplido caballero,
    honrado, pundonoroso, buen marido y lleno de caridad para con los
    pobres, había sido también un _vándalo_.

    En comprobación de este aserto contaba D. Fadrique varias anécdotas,
    entre las cuales ninguna le gustaba tanto como la del bolero.

    D. Fadrique bailaba muy bien este baile cuando era niño, y D. Diego,
    que así se llamaba su padre, se complacía en que su hijo luciese su
    habilidad cuando le llevaba de visitas ó las recibía con él en su casa.

    Un día llevó D. Diego á su hijo D. Fadrique á la pequeña ciudad, que
    dista dos leguas de Villabermeja, cuyo nombre no he querido nunca decir,
    y donde he puesto la escena de mi _Pepita Jiménez_. Para la mejor
    inteligencia de todo, y á fin de evitar perífrasis, pido al lector que
    siempre que en adelante hable yo de la ciudad entienda que hablo de la
    pequeña ciudad ya mencionada.

    Don Diego, como queda dicho, llevó á D. Fadrique á la ciudad. Tenía D.
    Fadrique trece años, pero estaba muy espigado. Como iba de visitas de
    ceremonia, lucía casaca y chupa de damasco encarnado con botones de
    acero bruñido, zapatos de hebilla y medias de seda blanca, de suerte que
    parecía un sol.

    La ropa de viaje de D. Fadrique, que estaba muy traída y con algunas
    manchas y desgarrones, se quedó en la posada, donde dejaron los
    caballos. D. Diego quiso que su hijo le acompañase en todo su esplendor.
    El muchacho iba contentísimo de verse tan guapo y con traje tan señoril
    y lujoso. Pero la misma idea de la elegancia aristocrática del traje le
    infundió un sentimiento algo exagerado del decoro y compostura que
    debía tener quien le llevaba puesto.

    Por desgracia, en la primera visita que hizo Don Diego á una hidalga
    viuda, que tenía dos hijas doncellas, se habló del niño Fadrique y de lo
    crecido que estaba, y del talento que tenía para bailar el bolero.

    –Ahora –dijo D. Diego,– baila el chico peor que el año pasado, porque
    está en la _edad del pavo_; edad insufrible, entre la palmeta y el
    barbero. Ya Vds. sabrán que en esa edad se ponen los chicos muy
    empalagosos, porque empiezan á presumir de hombres y no lo son. Sin
    embargo, ya que Vds. se empeñan, el chico lucirá su habilidad.

    Las señoras, que habían mostrado deseos de ver á D. Fadrique bailar,
    repitieron sus instancias, y una de las doncellas tomó una guitarra y se
    puso á tocar para que D. Fadrique bailase.

    –Baila, Fadrique, –dijo D. Diego, no bien empezó la música.

    Repugnancia invencible al baile, en aquella ocasión se apoderó de su
    alma. Veía una contrariedad monstruosa, algo de lo que llaman ahora una
    _antinomia_, entre el bolero y la casaca. Es de advertir que en aquel
    día D. Fadrique llevaba casaca por primera vez: estrenaba la prenda, si
    puede calificarse de estreno el aprovechamiento del arreglo ó
    refundición de un vestido, usado primero por el padre y después por el
    mayorazgo, á quien se le había quedado estrecho y corto.

    –Baila, Fadrique, –repitió D. Diego, bastante amostazado.

    Don Diego, cuyo traje de campo y camino, al uso de la tierra, estaba en
    muy buen estado, no se había puesto casaca como su hijo. D. Diego iba
    todo de estezado, con botas y espuelas, y en la mano llevaba el látigo
    con que castigaba al caballo y á los podencos de una jauría numerosa que
    tenía para cazar.

    –Baila, Fadrique, –exclamó D. Diego por tercera vez, notándose ya en
    su voz cierta alteración, causada por la cólera y la sorpresa.

    Era tan elevado el concepto que tenía D. Diego de la autoridad paterna,
    que se maravillaba de aquella rebeldía.

    –Déjele V., señor de Mendoza –dijo la hidalga viuda.– El niño está
    cansado del camino y no quiere bailar.

    –Ha de bailar ahora.

    –Déjele V.; otra vez le veremos, –dijo la que tocaba la guitarra.

    –Ha de bailar ahora –repitió D. Diego.– Baila, Fadrique.

    –Yo no bailo con casaca, –respondió éste al cabo.

    Aquí fué Troya. D. Diego prescindió de las señoras y de todo.

    –¡Rebelde! ¡mal hijo! –gritó:– te enviaré á los Toribios: baila ó te
    desuello; y empezó á latigazos con D. Fadrique.

    La señorita de la guitarra paró un instante la música; pero D. Diego la
    miró de modo tan terrible, que ella tuvo miedo de que la hiciese tocar
    como quería hacer bailar á su hijo, y siguió tocando el bolero.

    Don Fadrique, después de recibir ocho ó diez latigazos, bailó lo mejor
    que supo.

    Al pronto se le saltaron las lágrimas; pero después, considerando que
    había sido su padre quien le había pegado, y ofreciéndose á su fantasía
    de un modo cómico toda la escena, y viéndose él mismo bailar á latigazos
    y con casaca, se rió, á pesar del dolor físico, y bailó con inspiración
    y entusiasmo.

    Las señoras aplaudieron á rabiar.

    –Bien, bien –dijo D. Diego.– ¡Por vida del diablo! ¿Te he hecho mal,
    hijo mío?

    –No, padre –dijo D. Fadrique.– Está visto: yo necesitaba hoy de doble
    acompañamiento para bailar.

    –Hombre, disimula. ¿Por qué eres tonto? ¿Qué repugnancia podías tener,
    si la casaca te va que ni pintada, y el bolero clásico y de buena
    escuela es un baile muy señor? Estas damas me perdonarán. ¿No es verdad?
    Yo soy algo vivo de genio.

    Así terminó el lance del bolero.

    Aquel día bailó otras cuatro veces D. Fadrique en otras tantas visitas,
    á la más leve insinuación de su padre.

    Decía el cura Fernández, que conoció y trató á D. Fadrique, y de quien
    sabía muchas de estas cosas mi amigo D. Juan Fresco, que D. Fadrique
    refería con amor la anécdota del bolero, y que lloraba de ternura filial
    y reía al mismo tiempo, diciendo _mi padre era un vándalo_, cuando se
    acordaba de él, dándole de latigazos, y retraía á su memoria á las damas
    aterradas, sin dejar una de ellas de tocar la guitarra, y á él mismo
    bailando el bolero mejor que nunca.

    Parece que había en todo esto algo de orgullo de familia. El _mi padre
    era un vándalo_ de D. Fadrique casi sonaba en sus labios como alabanza.
    D. Fadrique, educado en el lugar y del mismo modo que su padre, D.
    Fadrique cerril, hubiera sido más vándalo aún.

    La fama de sus travesuras de niño duró en el lugar muchos años después
    de haberse él partido á servir al Rey.

    Huérfano de madre á los tres años de edad, había sido criado y mimado
    por una tía solterona, que vivía en la casa, y á quien llamaban la
    chacha Victoria.

    Tenía además otra tía, que si bien no vivía con la familia, sino en casa
    aparte, había también permanecido soltera y competía en mimos y en
    halagos con la chacha Victoria. Llamábase esta otra tía la chacha
    Ramoncica. D. Fadrique era el ojito derecho de ambas señoras, cada una
    de las cuales estaba ya en los cuarenta y pico de años cuando tenía doce
    nuestro héroe.

    Las dos tías ó chachas se parecían en algo y se diferenciaban en mucho.

    Se parecían en cierto entono amable y benévolo de hidalgas, en la piedad
    católica y en la profunda ignorancia. Esto último no provenía sólo de
    que hubiesen sido educadas en el lugar, sino de una idea de entonces. Yo
    me figuro que nuestros abuelos, hartos de la bachillería femenil, de las
    cultas latini-parlas y de la desenvoltura pedantesca de las damas que
    retratan Quevedo, Tirso y Calderón en sus obras, habían caído en el
    extremo contrario de empeñarse en que las mujeres no aprendiesen nada.
    La ciencia en la mujer hubo de considerarse como un manantial de
    perversión. Así es que en los lugares, en las familias acomodadas y
    nobles, cuando eran religiosas y morigeradas, se educaban las niñas para
    que fuesen muy hacendosas, muy arregladas y muy señoras de su casa.
    Aprendían á coser, á bordar y á hacer calceta; muchas sabían de cocina;
    no pocas planchaban perfectamente; pero casi siempre se procuraba que no
    aprendiesen á escribir, y apenas sí se les enseñaba á leer de corrido
    en _El Año Cristiano_ ó en algún otro libro devoto.

    Las chachas Victoria y Ramoncica se habían educado así. La diversa
    condición y carácter de cada una estableció después notables
    diferencias.

    La chacha Victoria, alta, rubia, delgada y bien parecida,
    había sido, y continuó siendo hasta la muerte, naturalmente sentimental
    y curiosa. Á fuerza de deletrear, llegó á leer casi de corrido cuando
    estaba ya muy granada; y sus lecturas no fueron sólo de vidas de santos,
    sino que conoció también algunas historias profanas y las obras de
    varios poetas. Sus autores favoritos fueron doña María de Zayas y
    Gerardo Lobo.

    Se preciaba de experimentada y desengañada. Su conversación estaba
    siempre como salpicada de estas dos exclamaciones: –¡Qué mundo éste!
    –¡Lo que ve el que vive!– La chacha Victoria se sentía como hastiada y
    fatigada de haber visto tanto, y eso que sus viajes no se habían
    extendido más allá de cinco ó seis leguas de distancia de Villabermeja.

    Una pasión, que hoy calificaríamos de romántica, había llenado toda la
    vida de la chacha Victoria. Cuando apenas tenía diez y ocho años,
    conoció y amó en una feria á un caballero cadete de infantería. El
    cadete amó también á la chacha, que no lo era entonces; pero los dos
    amantes, tan hidalgos como pobres, no se podían casar por falta de
    dinero. Formaron, pues, el firme propósito de seguir amándose, se
    juraron constancia eterna y decidieron aguardar para la boda á que
    llegase á capitán el cadete. Por desgracia, entonces se caminaba con
    pies de plomo en las carreras, no había guerras civiles ni
    pronunciamientos, y el cadete, firme como una roca y fiel como un perro,
    envejeció sin pasar de teniente nunca.

    Siempre que el servicio militar lo consentía, el cadete venía á
    Villabermeja; hablaba por la ventana con la chacha Victoria, y se decían
    ambos mil ternuras. En las largas ausencias se escribían cartas amorosas
    cada ocho ó diez días; asiduidad y frecuencia extraordinarias entonces.

    Esta necesidad de escribir obligó á la chacha Victoria á hacerse
    letrada. El amor fué su maestro de escuela, y le enseñó á trazar unos
    garrapatos anárquicos y misteriosos, que por revelación de amor leía,
    entendía y descifraba el cadete.

    De esta suerte, entre temporadas de pelar la pava en Villabermeja, y
    otras más largas temporadas de estar ausentes, comunicándose por cartas,
    se pasaron cerca de doce años. El cadete llegó á teniente.

    Hubo entonces un momento terrible: una despedida desgarradora. El
    cadete, teniente ya, se fué á la guerra de Italia. Desde allí venían las
    cartas muy de tarde en tarde. Al cabo cesaron del todo. La chacha
    Victoria se llenó de presentimientos melancólicos.

    En 1747, firmada ya la paz de Aquisgrán, los soldados españoles
    volvieron de Italia á España; pero nuestro cadete, que había esperado
    volver de capitán, no parecía ni escribía. Sólo pareció, con la licencia
    absoluta, su asistente, que era bermejino.

    El bueno del asistente, en el mejor lenguaje que pudo, y con los
    preparativos y rodeos que le parecieron del caso para amortiguar el
    golpe, dió á la chacha Victoria la triste noticia de que el cadete,
    cuando iba ya á ver colmados sus deseos, cuando iba á ser ascendido á
    capitán, en vísperas de la paz, en la rota de Trebia, había caído
    atravesado por la lanza de un croata.

    No murió en el acto. Vivió aún dos ó tres días con la herida mortal, y
    tuvo tiempo de entregar al asistente, para que trajese á su querida
    Victoria, un rizo rubio que de ella llevaba sobre el pecho en un
    guardapelo, las cartas y un anillo de oro con un bonito diamante.

    El pobre soldado cumplió fielmente su comisión.

    La chacha Victoria recibió y bañó en lágrimas las amadas reliquias. El
    resto de su vida le pasó recordando al cadete, permaneciendo fiel á su
    memoria y llorándole á veces. Cuanto había de amor en su alma fué
    consumiéndose en devociones y transformándose en cariño por el sobrino
    Fadriquito, el cual tenía tres años cuando supo la chacha Victoria la
    muerte de su perpetuo y único novio.

    La pobre chacha Ramoncica había sido siempre pequeñuela y mal hecha de
    cuerpo, sumamente morena y bastante fea de cara. Cierta dignidad natural
    é instintiva le hizo comprender, desde que tenía quince años, que no
    había nacido para el amor. Si algo del amor con que aman las mujeres á
    los hombres había en germen en su alma, ella acertó á sofocarlo y no
    brotó jamás. En cambio tuvo afecto para todos. Su caridad se extendía
    hasta los animales.

    Desde la edad de veinticuatro años, en que la chacha Ramoncica se quedó
    huérfana y vivía en casa propia, sola, le hacían compañía media docena
    de gatos, dos ó tres perros y un grajo, que poseía varias habilidades.
    Tenía asimismo Ramoncica un palomar lleno de palomos, y un corral
    poblado de pavos, patos, gallinas y conejos.

    Una criada llamada Rafaela, que entró á servir á la chacha Ramoncica
    cuando ésta vivía aún en casa de sus padres, siguió sirviéndola toda la
    vida. Ama y criada eran de la misma edad y llegaron juntas á una extrema
    vejez.

    Rafaela era más fea que la chacha, y, hasta por imitarla, permaneció
    siempre soltera.

    En medio de su fealdad, había algo de noble y distinguido en la chacha
    Ramoncica, que era una señora de muy cortas luces. Rafaela, por el
    contrario, sobre ser fea, tenía el más innoble aspecto; pero estaba
    dotada de un despejo natural grandísimo.

    Por lo demás, ama y criada, guardando siempre cada cual su posición y
    grado en la jerarquía social, se identificaron por tal arte, que se
    diría que no había en ellas sino una voluntad, los pensamientos mismos y
    los mismos propósitos.

    Todo era orden, método y arreglo en aquella casa. Apenas se gastaba en
    comer, porque ama y criada comían poquísimo. Un vestido, una saya, una
    basquiña, cualquiera otra prenda, duraba años y años sobre el cuerpo de
    la chacha Ramoncica ó guardada en el armario. Después, estando aún en
    buen uso, pasaba á ser prenda de Rafaela.

    Los muebles eran siempre los mismos y se conservaban, como por encanto,
    con un lustre y una limpieza que daban consuelo.

    Con tal modo de vivir, la chacha Ramoncica, si bien no tenía sino muy
    escasas rentas, apenas gastaba de ellas una tercera parte. Iba, pues,
    acumulando y atesorando, y pronto tuvo fama de rica. Sin embargo, jamás
    se sentía con valor de ser despilfarrada sino por empeño de su sobrino
    Fadrique, á quien, según hemos dicho, mimaba en competencia de la chacha
    Victoria.

    Don Diego andaba siempre en el campo, de caza ó atendiendo á las
    labores. Sus dos hijos, D. José y D. Fadrique, quedaban al cuidado de la
    chacha Victoria y del P. Jacinto, fraile dominico, que pasaba por muy
    docto en el lugar, y que les sirvió de ayo, enseñándoles las primeras
    letras y el latín.

    Don José era bondadoso y reposado, D. Fadrique un diablo de travieso;
    pero D. José no atinaba hacerse querer, y D. Fadrique era amado con
    locura de ambas chachas, del feroz D. Diego y del ya citado P. Jacinto,
    quien apenas tendría treinta y seis años de edad cuando enseñaba la
    lengua de Cicerón á los dos pimpollos lozanos del glorioso y antiguo
    tronco de los López de Mendoza bermejinos.

    Mientras que el apacible D. José se quedaba en casa estudiando, ó iba al
    convento á ayudar á misa, ó empleaba su tiempo en otras tareas
    tranquilas, D. Fadrique solía escaparse y promover mil alborotos en el
    pueblo.

    Como segundón de la casa, D. Fadrique estaba condenado á vestirse de lo
    que se quedaba estrecho ó corto para su hermano, el cual, á su vez,
    solía vestirse de los desechos de su padre. La chacha Victoria hacía
    estos arreglos y traspasos. Ya hemos hablado de la casaca y de la chupa
    encarnadas, que vinieron á ser memorables por el lance del bolero; pero
    mucho antes había heredado D. Fadrique una capa, que se hizo más
    famosa, y que había servido sucesivamente á D. Diego y á D. José. La
    capa era blanca, y cuando cayó en poder de D. Fadrique recibió el nombre
    de la capa-paloma.

    La capa-paloma parecía que había dado alas al chico, quien se hizo más
    inquieto y diabólico desde que la poseyó. D. Fadrique, cabeza de motín y
    de bando entre los muchachos más desatinados del pueblo, se diría que
    llevaba la capa-paloma como un estandarte, como un signo que todos
    seguían, como un penacho blanco de Enrique IV.

    No era muy numeroso el bando de D. Fadrique, no por falta de simpatías,
    sino porque él elegía á sus parciales y secuaces haciendo pruebas
    análogas á las que hizo Gedeón para elegir ó desechar á sus soldados. De
    esta suerte logró D. Fadrique tener unos cincuenta ó sesenta que le
    seguían, tan atrevidos y devotos á su persona, que cada uno valía por
    diez.

    Se formó un partido contrario, capitaneado por D. Casimirito, hijo del
    hidalgo más rico del lugar. Este partido era de más gente; pero, así por
    las prendas personales del capitán, como por el valor y decisión de los
    soldados, quedaba siempre muy inferior á los fadriqueños.

    Varias veces llegaron á las manos ambos bandos, ya á puñadas y luchando
    á brazo partido, ya en pedreas, de que era teatro un llanete que está
    por bajo de un sitio llamado el Retamal.

    Siempre que había un lance de éstos, D. Fadrique era el primero en
    acudir al lugar del peligro; pero es lo cierto que no bien corría la voz
    de que _la capa-paloma iba por el Retamal abajo_, las calles y las
    plazuelas se despoblaban de los más belicosos chiquillos, y todos
    acudían en busca del capitán idolatrado.

    La victoria, en todas estas pendencias, quedó siempre por el bando de D.
    Fadrique. Los de don Casimiro resistían poco y se ponían en un momento
    en vergonzosa fuga: pero como D. Fadrique se aventuraba siempre más de
    lo que conviene á la prudencia de un general, resultó que dos veces regó
    los laureles con su sangre, quedando descalabrado.

    No sólo en batalla campal, sino en otros ejercicios y haciendo
    travesuras de todo género, don Fadrique se había roto además la cabeza
    otra tercera vez, se había herido el pecho con unas tijeras, se había
    quemado una mano y se había dislocado un brazo: pero de todos estos
    percances salía al cabo sano y salvo, merced á su robustez y á los
    cuidados de la chacha Victoria, que decía, maravillada y santiguándose:
    –¡Ay, hijo de mi alma, para muy grandes cosas quiere reservarte el
    cielo, cuando vives de milagro y no mueres!

    III

    Casimiro tenía tres años más de edad que don Fadrique, y era también más
    fornido y alto. Irritado de verse vencido siempre como capitán, quiso
    probarse con D. Fadrique en singular combate. Lucharon, pues, á puñadas
    y á brazo partido, y el pobre Casimiro salió siempre acogotado y
    pisoteado, á pesar de su superioridad aparente.

    Los frailes dominicos del lugar nunca quisieron bien á la familia de los
    Mendozas. Á pesar de la piedad suma de las chachas Victoria y Ramoncica,
    y de la devoción humilde de D. José, no podían tragar á D. Diego, y se
    mostraban escandalizados de los desafueros é insolencias de D. Fadrique.

    Sólo el P. Jacinto, que amaba tiernamente á don Fadrique, le defendía de
    las acusaciones y quejas de los otros frailes.

    Éstos, no obstante, le amenazaban á menudo con cogerle y enviarle á los
    Toribios, ó con hacer que el propio hermano Toribio viniese por él y se
    le llevase.

    Bien sabían los frailes que el bendito hermano Toribio había muerto
    hacía más de veinte años; pero la institución creada por él florecía,
    prestando al glorioso fundador una existencia inmortal y mitológica.
    Hasta muy entrado el segundo tercio del siglo presente, el hermano
    Toribio y los Toribios en general han sido el tema constante de todas
    amenazas para infundir saludable terror á los chachos traviesos.

    En la mente de D. Fadrique no entraba la idea de la fervorosa caridad
    con que el hermano Toribio, á fin de salvar y purificar las almas de
    cuantos muchachos cogía, les martirizaba el cuerpo, dándoles rudos
    azotes sobre las carnes desnudas. Así es que se presentaba en su
    imaginación el bendito hermano Toribio como loco furioso y perverso,
    enemigo de sí mismo para llagarse con cadenas ceñidas á los riñones, y
    enemigo de todo el género humano, á quien desollaba y atormentaba en la
    edad de la niñez y de la más temprana juventud cuando se abren al amor
    las almas y cuando la naturaleza y el cielo debieran sonreír y acariciar
    en vez de dar azotes.

    Como ya habían ocurrido casos de llevarse á los Toribios, contra la
    voluntad de sus padres, á varios muchachos traviesos, y como el hermano
    Toribio, durante su santa vida, había salido á caza de tales muchachos,
    no sólo por toda Sevilla, sino por otras poblaciones de Andalucía,
    desde donde los conducía á su terrible establecimiento, la amenaza de
    los frailes pareció para broma harto pesada á D. Diego, y para veras le
    pareció más pesada aún. Hizo, pues, decir á los frailes que se
    abstuviesen de embromar á su hijo, y mucho más de amenazarle, que ya él
    sabría castigar al chico cuando lo mereciese; pero que nadie más que él
    había de ser osado á ponerle las manos encima. Añadió D. Diego que el
    chico, aunque pequeño todavía, sabría defenderse y hasta ofender, si le
    atacaban, y que además él volaría en su auxilio, en caso necesario, y
    arrancaría las orejas á tirones á todos los Toribios que ha habido y hay
    en el mundo.

    Con estas insinuaciones, que bien sabían todos cuán capaz era de hacer
    efectivas D. Diego, los frailes se contuvieron en su malevolencia; pero
    como D. Fadrique (fuerza es confesarlo, si hemos de ser imparciales)
    seguía siendo peor que Pateta, los frailes, no atreviéndose ya á
    esgrimir contra él armas terrenas y temporales, acudieron al arsenal de
    las espirituales y eternas, y no cesaron de querer amedrentarle con el
    infierno y el demonio.

    De este método de intimidación se ocasionó un mal gravísimo. D.
    Fadrique, á pesar de sus chachas, se hizo impío, antes de pensar y de
    reflexionar, por un sentimiento instintivo. La religión no se ofreció á
    su mente por el lado del amor y de la ternura infinita, sino por el
    lado del miedo, contra el cual su natural valeroso é independiente se
    rebelaba. D. Fadrique no vió el objeto del amor insaciable del alma, y
    el fin digno de su última aspiración, en los poderes sobrenaturales. D.
    Fadrique no vió en ellos sino tiranos, verdugos ó espantajos sin
    consistencia.

    Cada siglo tiene su espíritu, que se esparce y como que se diluye en el
    aire que respiramos, infundiéndose tal vez en las almas de los hombres,
    sin necesidad de que las ideas y teorías pasen de unos entendimientos á
    otros por medio de la palabra escrita ó hablada. El siglo XVIII tal vez
    no fué crítico, burlón, sensualista y descreído porque tuvo á Voltaire,
    á Kant y á los enciclopedistas, sino porque fué crítico, burlón,
    sensualista y descreído tuvo á dichos pensadores, quienes formularon en
    términos precisos lo que estaba vago y difuso en el ambiente: el giro
    del pensamiento humano en aquel período de su civilización progresiva.

    Sólo así se comprende que D. Fadrique viniese á ser impío sin leer ni
    oir nada que á ello le llevase.

    Esta nueva calidad que apareció en él era bastante peligrosa en aquellos
    tiempos. D. Diego mismo se espantó de ciertas ideas de su hijo. Por
    dicha, el desenvolvimiento de tan mala inclinación coincidió casi con la
    ida de D. Fadrique al Colegio de Guardias marinas, y se evitó así todo
    escándalo y disgusto en Villabermeja.

    Las chachas Victoria y Ramoncica lloraron mucho la partida de D.
    Fadrique; el P. Jacinto la sintió; D. Diego, que le llevó á la Isla, se
    alegró de ver á su hijo puesto en carrera, casi más que se afligió al
    separarse de él; y los frailes, y Casimirito sobre todo, tuvieron un día
    de júbilo el día en que le perdieron de vista.

    D. Fadrique volvió al lugar de allí adelante, pero siempre por brevísimo
    tiempo: una vez cuando salió del Colegio para ir á navegar; otra vez
    siendo ya alférez de navío. Luego pasaron años y años sin que viese á D.
    Fadrique ningún bermejino. Se sabía que estaba, ya en el Perú, ya en el
    Asia, en el extremo Oriente.

    IV

    De las cosas de D. Fadrique, durante tan larga ausencia, se tenía ó se
    forjaba en el lugar el concepto más fantástico y absurdo.

    D. Diego y la chacha Victoria, que eran las personas de la familia más
    instruidas é inteligentes, murieron á poco de hallarse D. Fadrique en el
    Perú. Y lo que es á la cándida Ramoncica y al limitado D. José, no
    escribía D. Fadrique sino muy de tarde en tarde, y cada carta tan breve
    como una fe de vida.

    Al P. Jacinto, aunque D. Fadrique le estimaba y quería de veras, también
    le escribía poco, por efecto de la repulsión y desconfianza que en
    general le inspiraban los frailes. Así es que nada se sabía nunca á
    ciencia cierta en el lugar de las andanzas y aventuras del ilustre
    marino.

    Quien más supo de ello en su tiempo fué el cura Fernández, que, según
    queda dicho, trató á don Fadrique y tuvo alguna amistad con él. Por el
    cura Fernández se enteró D. Juan Fresco, en quien influyó mucho el
    relato de las peregrinaciones y lances de fortuna de D. Fadrique para
    que se hiciese piloto y siguiese en todo sus huellas.

    Recogiendo y ordenando yo ahora las esparcidas y vagas noticias, las
    apuntaré aquí en resumen.

    D. Fadrique estuvo poco tiempo en el Colegio, donde mostró grande
    disposición para el estudio.

    Pronto salió á navegar, y fué á la Habana en ocasión tristísima. España
    estaba en guerra con los ingleses, y la capital de Cuba fué atacada por
    el almirante Pocok. Echado á pique el navío en que se hallaba nuestro
    bermejino, la gente de la tripulación, que pudo salvarse, fué destinada
    á la defensa del castillo del Morro, bajo las órdenes del valeroso D.
    Luis Velasco.

    Allí estuvo D. Fadrique haciendo estragos en la escuadra inglesa con sus
    certeros tiros de cañón. Luego, durante el asalto, peleó como un héroe
    en la brecha, y vió morir á su lado á D. Luis, su jefe. Por último, fué
    de los pocos que lograron salvarse cuando, pasando sobre un montón de
    cadáveres y haciendo prisioneros á los vivos, llegó el general inglés,
    Conde de Albemarle, á levantar el pabellón británico sobre la principal
    fortaleza de la Habana.

    D. Fadrique tuvo el disgusto de asistir á la capitulación de aquella
    plaza importante, y, contado en el número de los que la guarnecían, fué
    conducido á España en cumplimiento de lo capitulado.

    Entonces, ya de alférez de navío, vino á Villabermeja, y vió á su padre
    la última vez.

    La reina de las Antillas, muchos millones de duros y lo mejor de
    nuestros barcos de guerra habían quedado en poder de los ingleses.

    D. Fadrique no se descorazonó con tan trágico principio. Era hombre poco
    dado á melancolías. Era optimista y no quejumbroso. Además, todos los
    bienes de la casa los había de heredar el mayorazgo, y él ansiaba
    adquirir honra, dinero y posición.

    Pocos días estuvo en Villabermeja. Se fué antes de que su licencia se
    cumpliese.

    El rey Carlos III, después de la triste paz de París, á que le llevó el
    desastroso _Pacto de familia_, trató de mejorar por todas partes la
    administración de sus vastísimos Estados. En América era donde había más
    abusos, escándalos, inmoralidad, tiranías y dilapidaciones. Á fin de
    remediar tanto mal, envió el Rey á Gálvez de visitador á Méjico, y algo
    más tarde envió al Perú, con la misma misión, á D. Juan Antonio de
    Areche. En esta expedición fué á Lima D. Fadrique.

    Allí se encontraba cuando tuvo lugar la rebelión de Tupac-Amaru. En la
    mente imparcial y filosófica del bermejino se presentaba como un
    contrasentido espantoso el que su Gobierno tratase de ahogar en sangre
    aquella rebelión, al mismo tiempo que estaba auxiliando la de Washington
    y sus parciales contra los ingleses; pero D. Fadrique, murmurando y
    censurando, sirvió con energía á su Gobierno, y contribuyó bastante á la
    pacificación del Perú.

    Don Fadrique acompañó á Areche en su marcha al Cuzco, y desde allí,
    mandando una de las seis columnas en que dividió sus fuerzas el general
    Valle, siguió la campaña contra los indios, tomando gloriosa parte en
    muchas refriegas, sufriendo con firmeza las privaciones, las lluvias y
    los fríos en escabrosas alturas á la falda de los Andes, y no parando
    hasta que Tupac-Amaru quedó vencido y cayó prisionero.

    Don Fadrique, con grande horror y disgusto, fué testigo ocular de los
    tremendos castigos que hizo nuestro Gobierno en los rebeldes. Pensaba él
    que las crueldades é infamias cometidas por los indios no justificaban
    las de un Gobierno culto y europeo. Era bajar al nivel de aquella gente
    semisalvaje. Así es que casi se arrepintió de haber contribuído al
    triunfo cuando vió en la plaza del Cuzco morir á Tupac-Amaru, después de
    un brutal martirio, que parecía invención de fieras y no de seres
    humanos.

    Tupac-Amaru tuvo que presenciar la muerte de su mujer, de un hijo suyo
    y de otros deudos y amigos: á otro hijo suyo de diez años le condenaron
    á ver aquellos bárbaros suplicios de su padre y de su madre, y á él
    mismo le cortaron la lengua y le ataron luego por los cuatro remos á
    otros tantos caballos para que, saliendo á escape, le hiciesen pedazos.
    Los caballos, aunque espoleados duramente por los que los montaban, no
    tuvieron fuerza bastante para descuartizar al indio, y á éste,
    descoyuntado, después de tirar de él un rato en distintas direcciones,
    tuvieron que desatarle de los caballos y cortarle la cabeza.

    Á pesar de su optimismo, de su genio alegre y de su afición á tomar
    muchos sucesos por el lado cómico, D. Fadrique, no pudiendo hallar nada
    cómico en aquel suceso, cayó enfermo con fiebre y se desanimó mucho en
    su afición á la carrera militar.

    Desde entonces se declaró más en él la manía de ser filántropo, especie
    de secularización de la caridad, que empezó á estar muy en moda en el
    siglo pasado.

    La impiedad precoz de D. Fadrique vino á fundarse en razones y en
    discursos con el andar del tiempo y con la lectura de los malos libros
    que en aquella época se publicaban en Francia. El carácter burlón y
    regocijado de D. Fadrique se avenía mal con la misantropía tétrica de
    Rousseau. Voltaire, en cambio, le encantaba. Sus obras más impías
    parecíanle eco de su alma.

    La filosofía de D. Fadrique era el sensualismo de Condillac, que él
    consideraba como el _non plus ultra_ de la especulación humana.

    En cuanto á la política, nuestro D. Fadrique era un liberal anacrónico
    en España. Por los años de 1783, cuando vió morir á Tupac-Amaru, era
    casi como un radical de ahora.

    Todo esto se encadenaba y se fundaba en una teodicea algo confusa y
    somera, pero común entonces. D. Fadrique creía en Dios y se imaginaba
    que tenía ciencia de Dios, representándosele como inteligencia suprema y
    libre, que hizo el mundo porque quiso, y luego le ordenó y arregló según
    los más profundos principios de la mecánica y de la física. Á pesar del
    _Cándido_, novela que le hacía llorar de risa, D. Fadrique era casi tan
    optimista como el Dr. Pangloss, y tenía por cierto que todo estaba
    divinamente bien y que nada podía estar mejor de lo que estaba. El mal
    le parecía un accidente, por más que á menudo se pasmase de que
    ocurriera con tanta frecuencia y de que fuera tan grande, y el bien le
    parecía lo substancial, positivo é importante que había en todo.

    Sobre el espíritu y la materia, sobre la vida ultra-mundana y sobre la
    justificación de la Providencia, basada en compensaciones de eterna
    duración, D. Fadrique estaba muy dudoso; pero su optimismo era tal, que
    veía demostrada y hasta patente la bondad del cielo, sin salir de este
    mundo sublunar y de la vida que vivimos. Verdad es que para ello había
    adoptado una teoría, novísima entonces. Y decimos que la había adoptado,
    y no que la había inventado, porque no nos consta, aunque bien pudo ser
    que la inventase; ya que cuando llega el momento y suena la hora de que
    nazca una idea y de que se formule un sistema, la idea nace y el sistema
    se formula en mil cabezas á la vez, si bien la gloria de la invención se
    la lleva aquel que por escrito ó de palabra le expone con más claridad,
    precisión ó elegancia.

    La idea, ó mejor dicho, la teoría novísima, tal como estaba en la mente
    de D. Fadrique, era en compendio la siguiente:

    Entendía el filósofo de Villabermeja que había una ley providencial y
    eterna para la historia, tan indefectible como las leyes matemáticas,
    según las cuales giran en sus órbitas los astros. En virtud de esta ley,
    la humanidad iba adelantando siempre por un camino de perfectibilidad
    indefinida; su ascensión hacia la luz, el bien, la verdad y la belleza,
    no tenía pausa ni término. En esto, el humano linaje, en su conjunto,
    seguía un impulso necesario. Toda la gloria del éxito era para el Ser
    Supremo, que había dado aquel impulso; pero, dentro del providencial
    movimiento que de él nacía, en toda acción, en toda idea, en todo
    propósito, cada individuo era libre y responsable. El maravilloso
    trabajo de la Providencia, el misterio más bello de su sabiduría
    infinita, consistía en concertar con atinada armonía todos aquellos
    resultados de la libertad humana á fin de que concurriesen al
    cumplimiento de la ley eterna del progreso, ó en tenerlos previstos con
    tan divina previsión y acierto, que no perturbasen lo que estaba
    prescrito y ordenado; así como, aunque sea baja comparación, cuenta el
    inventor y constructor perito de una máquina con los rozamientos y con
    el medio ambiente.

    Tal manera de considerar los sucesos se avenía bien con el carácter de
    D. Fadrique, corroborando su desdén hacia las menudencias, y su prurito
    de calificar de menudencias lo que para los más de los hombres es
    importante en grado sumo, y transformando su propensión á la alegría y á
    la risa en serenidad olímpica, digna de los inmortales.

    En su moral no dejaba de ser severo. No había borrado de sus tablas de
    la ley ni un tilde ni una coma de los mandamientos divinos. Lo único que
    hacía era dar más vigor, si cabe, á toda prohibición de actos que
    produzcan dolor, y relajar no poco las prohibiciones de todo aquello que
    á él se le antojaba que sólo traía deleite ó bienestar consigo.

    En aquella edad, pensar así en España y en sus dominios ya hemos dicho
    que era expuesto; pero D. Fadrique tenía el don de la mesura y del tino,
    y sin hipocresía lograba no chocar ni lastimar opiniones ó creencias.

    Concurría á esto la buena gracia con que se ganaba las voluntades, no
    con inspirar trivial afecto á todo el mundo, sino inspirándole muy vivo
    á los pocos que él quería, los cuales valían siempre por muchos para
    defenderle y encomiarle.

    En la primera mocedad, dotado D. Fadrique de tales prendas, y siendo
    además bello y agraciado de rostro, de buen talle, atrevido y sigiloso,
    consiguió que lloviesen sobre él las aventuras galantes, y tuvo alta
    fama de afortunado en amores.

    Después de terminada la rebelión de Tupac-Amaru ascendió á capitán de
    fragata, y su reputación de buen soldado y de sabio y hábil marino llegó
    á su colmo.

    Casi cuando acababan de espirar en el Cuzco los últimos indios parciales
    de la independencia de su patria, siendo atenaceados algunos con tenazas
    candentes antes de ahorcarlos, llegó la nueva á Lima de que habíamos
    hecho la paz con Inglaterra, logrando la independencia de su colonia, en
    pro de la cual combatimos.

    Don Fadrique pudo entonces obtener licencia para navegar á las órdenes
    de la Compañía de Filipinas, y salió para Calcuta mandando un navío
    cargado de preciosas mercaderías. Tres viajes hizo de Lima á Calcuta y
    de Calcuta á Lima; y como llevaba muy buena pacotilla y un sueldo
    crecido, y alcanzó ventas muy ventajosas, se halló en poco tiempo
    poseedor de algunos millones de reales.

    En las largas temporadas que D. Fadrique pasó en la India se aficionó
    mucho á la dulzura de los indígenas de aquel país y tomó en mayor
    aborrecimiento el fervor religioso y guerrero de otras naciones. Tippoo,
    sultán de Misor, se había empeñado en convertir al islamismo á todos los
    indostaníes y en dilatar su imperio hasta el Cabo Comorín, á donde nunca
    habían penetrado las huestes de otros conquistadores musulmanes. La
    horrible devastación del floreciente reino de Travancor, en las barbas
    de los ingleses, fué la consecuencia de la ambición y del celo muslímico
    del sultán mencionado. El Gobernador general de la India se resolvió al
    cabo á vengar y á remediar lo que hubiera debido impedir, y partió de
    Calcuta á Madrás con muchos soldados europeos y cipayos, y grandes
    aprestos de guerra. En aquella ocasión D. Fadrique tuvo el gusto de
    ganar bastantes rupias, sirviendo una buena causa y conduciendo á Madrás
    en su navío, con la autorización debida, tropas, víveres y municiones.

    Parece que poco tiempo después de este suceso, y aun antes de que el
    rajah de Travancor fuese restablecido en su trono, y el sultán Tippoo
    vencido y obligado á hacer la paz, D. Fadrique, cansado ya de
    peregrinaciones y trabajos, con la ambición apagada y con el deseo de
    fortuna más que satisfecho, logró, de vuelta á Lima, obtener su retiro,
    y se vino á Europa, anhelante de presenciar la gran revolución que en
    Francia se estaba realizando, cuyos principios se hallaban tan en
    concordancia con los suyos, y cuya fama llenaba el mundo de asombro.

    Don Fadrique, sin embargo, sólo estuvo en París algunos meses: desde
    fines de 1791 hasta Septiembre de 1792. Este tiempo le bastó para
    cansarse y hartarse de la gran revolución, desengañarse un poco de su
    liberalismo y dudar de sus teorías de constante progreso.

    En Madrid vivió, por último, dos años, y también se desengañó de
    muchísimas cosas.

    Entrado ya en los cincuenta de su edad, aunque sano y bueno, y
    apareciendo en el semblante, en la robustez y gallardía del cuerpo, y en
    la serenidad y viveza del espíritu mucho más joven, le entró la
    nostalgia de que padecen casi todos los bermejinos, y tomó la
    irrevocable resolución de retirarse á Villabermeja para acabar allí
    tranquilamente su vida.

    Las cartas que escribió á su hermano D. José y á la chacha Ramoncica,
    que vivían aún, anunciándoles su vuelta definitiva y para siempre,
    fueron breves, aunque muy cariñosas. En cambio, escribió al P. Jacinto
    una extensa carta, que se conserva aún y que debe ser trasladada á este
    sitio. La carta es como sigue:

    V

    Mi querido P. Jacinto: Ya sabrá V. por mi hermano y por la chacha
    Ramoncica que estoy decidido á irme á ese lugar á acabar mi vida donde
    pasé los mejores años y los más inocentes de ella (¡buena inocencia era
    la mía!), jugando al hoyuelo, á las chapas, al salto de la comba y
    algunas veces al cané, y andando á pedradas y á mojicones con mis
    coetáneos y compatricios.

    Entonces estaba yo cerril; pero ya V. se hará cargo de que me he pulido
    bastante peregrinando por esos mundos, y de que ahora son otras mis
    aficiones y muy diversos mis cuidados. Los frailes compañeros de V. no
    tendrán ya necesidad de amenazarme con los Toribios.

    Mi estancia en el lugar no traerá perturbación alguna; antes, por el
    contrario, yo me lisonjeo de que reporte algunas ventajas. He hecho
    dinero y emplearé ahí mucha parte en fomentar la agricultura. El vino que
    ahí se produce es abominable y puede ser excelente. Trabajando se
    logrará hacerle potable y bueno.

    Soñando estoy con las agradables veladas que vamos á pasar en el
    invierno, jugando á la malilla y al tute, disputando sobre nuestras no
    muy concordes teologías, y refiriendo yo á V. mis aventuras en el Perú,
    en la India y en otras apartadas regiones.

    Sé que V., á pesar de los años, está firme como un roble, por lo cual me
    prometo que ha de dar conmigo largos paseos á caballo y á pie, y ha de
    acompañarme á cazar perdices. Tengo dos magníficas escopetas inglesas,
    que compré en Calcuta, y con las cuales he cazado tigres, tan grandes
    algunos de ellos como borricos. Ya verá V. qué bien le va tirando con
    cualquiera de estas escopetas á las pacíficas y enamoradas perdices que
    acuden al reclamo en la estación del celo.

    Á pesar de nuestra edad, hemos de emplearnos todavía, si V. no se opone,
    en algunas cosas harto infantiles. Hemos de volver al Pozo de la Solana,
    como hace cuarenta años, á cazar colorines y otros pajarillos, ya con la
    red, ya con liga y esparto. Téngame V. preparado un buen par de
    cimbeles.

    Todas las cosas de por ahí se me ofrecen á la memoria con el encanto de
    los primeros años. Entiendo que voy á remozarme al verlas y gozarlas.
    Tengo gana de volver á comer piñonate, salmorejo, hojuelas, gajorros,
    pestiños, cordero en caldereta, cabrito en cochifrito, empanadas de
    boquerones con chocolate, torta-maimón, gazpacho, longanizas y los demás
    primores de cocina y repostería con que suelen regalarse los sibaritas
    bermejinos. No por eso romperé con la costumbre contraída en otras
    tierras, sino que pienso llevar en mí compañía á un gabacho que he
    traído de París, el cual condimenta unos manjares que doy por cierto que
    han de gustar á V., aunque tienen nombres imposibles casi de pronunciar
    por una boca de Villabermeja; pero ya V. se convencerá de que, sin
    pronunciarlos, los mastica, los saborea, se los traga y le saben á
    gloria.

    Por más extraño que á V. le parezca, llevo también vino á esa tierra del
    vino. Yo recuerdo que V. era un excelente catador; que V. tenía un
    paladar muy fino y una nariz delicadísima. Espero, pues, que ha de
    comprender y estimar el mérito de los vinos de _extranjis_ que yo lleve,
    y que no caerán en su estómago como si cayesen en el sumidero.

    Estoy muy contento de que me viva aún la chacha Ramoncica. Me han dicho
    que en su casa sigue todo como antes. Los mismos muebles, la misma
    criada Rafaela, y hasta el grajo, bien sea el mismo también, que por
    milagro de nuestro Santo Patrono vive aún, ó bien sea otro que le
    reemplazó á tiempo, y parece el fénix renacido de sus cenizas.

    Mucha gana tengo de dar un abrazo á la chacha Ramoncica, aunque, dicho
    sea entre nosotros, yo quería más á la pobre chacha Victoria. ¡Qué noble
    mujer aquélla! Aseguro á V. que no he hallado igual mujer en el mundo.
    Si la hubiera hallado, no sería yo solterón.

    En este punto he sido poco feliz. No he hallado más que mujeres ligeras,
    casquivanas, frívolas y sin alma. Una sola, allá en Lima, me quiso de
    veras con amor fervoroso, pero criminal. Yo también la quise, por mi
    desgracia, porque tenía un genio de todos los diablos, y queriéndonos
    mucho, la historia de nuestros amores se compuso de una serie de
    peloteras diarias. Aquellos amores fueron pesadilla, y no deleite. Ella
    era muy devota, había sido una santa y seguía en opinión de tal, porque
    procedimos siempre con cautela y recato. Sin embargo, en el fondo de su
    atribulada conciencia, en lo profundo de su mente, orgullosa y fanática
    á la vez, sentía vergüenza de haber humillado ante mí su soberbia y de
    haberse rendido á mi voluntad, y tenía miedo y horror de haber dejado
    por mí el buen camino, ofendiendo á Dios y faltando á sus deberes. Todo
    esto, sin darse ella mucha cuenta de lo que hacía, me lo quería hacer
    pagar, considerándome en extremo culpado. Lo que yo tuve que aguantar
    no tiene nombre. Créame V., P. Jacinto, en el pecado llevé la
    penitencia. Así es que me harté de amores serios para años, y me dediqué
    desde entonces á los ligeros. ¿Para qué atormentarse en un asunto que
    debe ser todo de amenidad, regocijo y alegría?

    Quizás por esta razón, y no porque apenas se dé _in rerum natura_, no
    alcancé nunca el amor de una chacha Victoria joven. Si le hubiera
    alcanzado, poco tierno soy de corazón, pero no lo dude V., hubiera
    muerto bendiciéndola, como murió el cadete, ó hubiera conquistado por
    ella y para ella, no el grado de capitán, sino el mundo.

    En fin, ya pasó la mocedad, y no hay que pensar en novelerías.

    Yo estoy desengañado y aburrido, si bien con desengaño apacible y suave
    aburrimiento.

    Se me acabó la ambición; no siento apetito de gloria; no aspiro á ser
    del vano dedo señalado; tengo más bienes de fortuna de los que necesito;
    estoy sediento de reposo, de obscuridad y de calma, y por todo esto me
    retiro á Villabermeja; pero no para hacer penitencia, sino para darme
    una vida regalada, tranquila, llena de orden y bienestar, cuidándome
    mucho y viendo lo que dura un Comendador Mendoza bien conservado. Hasta
    ahora lo estoy. No parece que tengo cincuenta años, sino menos de
    cuarenta. Ni una cana. Ni una arruga. Todavía me llaman señorito, y no
    señor, y no faltan hembras de garbo que me califiquen de real mozo,
    ofendiendo mi modestia.

    Mi mayor desengaño ha sido en mis ideas y doctrinas, si bien no ha sido
    bastante para hacerme variar.

    Dios me perdone si me equivoco á fuerza de creerle bueno. Yo, creyendo
    en él y figurándomele como persona, tengo que figurármele todo lo bueno
    que concibo que una persona puede ser. Por consiguiente, no completando
    mi concepto de su bondad la gloria de la otra vida por inmensa que sea,
    supongo en esta vida que vivimos, por más que sirva para ganar la otra,
    un fin y un propósito en sí, y no sólo el ultramundano. Este fin, este
    propósito es ir caminando hacia la perfección, y sin alcanzarla aquí
    nunca, acercarse cada vez más á ella. Creo, pues, en el progreso; esto
    es, en la mejora gradual y constante de la sociedad y del individuo, así
    en lo material como en lo moral, y así en la ciencia especulativa como
    en la que nace de la observación y la experiencia, y da ser á las artes
    y á la industria.

    El mejor medio de este progreso, y al mismo tiempo su mejor resultado en
    nuestros días, es, á mi ver, la libertad. La condición más esencial de
    esta libertad es que todos seamos igualmente libres.

    Figúrese V. cuánto me encantaría la revolución francesa y su Asamblea
    Constituyente, que propendía á realizar estos principios míos; que
    proclamaba los derechos del hombre.

    Pedí mi retiro, dejé mi carrera, y vine, lleno de impaciencia, desde el
    otro hemisferio á bañarme en la luz inmortal de la gran revolución y á
    encender mi entusiasmo en el sagrado fuego que ardía en París, donde
    imaginé que estaban el corazón y la mente del mundo.

    Pronto se desvanecieron mis ilusiones. Los apóstoles de la nueva ley me
    parecieron, en su mayor parte, bribones infames ó frenéticos furiosos,
    llenos de envidia y sedientos de sangre. Vi al talento, á la virtud, á
    la belleza, al saber, á la elegancia, á todo lo que por algo sobresale
    en la tierra, ser víctima de aquellos fanáticos ó de aquellos
    envidiosos. Las hazañas de los soldados de la revolución contra los
    reyes de Europa coligados no podían admirarme. No me parecían la defensa
    serena del que confía en su valor y en su derecho, sino el brío febril
    de la locura, excitada por la embriaguez de la sangre y por medio de
    asesinatos horribles. París se me antojaba el infierno, y no atino ahora
    á comprender cómo permanecí tanto tiempo en él. Todo estaba trocado: la
    brutalidad se llamaba energía; sencillez el desaliño indecente;
    franqueza la grosería, y virtud el no tener entrañas para la compasión.
    Recordaba yo las épocas de mayor tiranía, y no hallaba época alguna
    peor, sobre todo si se considera que estábamos en el centro de Europa y
    que llevábamos tantos siglos de civilización y cultura. El tirano no era
    uno, eran varios, y todos soeces y sucios de alma y de cuerpo.

    Huí de París y vine á Madrid. Otra desilusión. Si por allá creí
    presenciar una abominable y bárbara trajedia, aquí me encontré en un
    grotesco, asqueroso y lascivo sainete. Por allá sangre; por acá
    inmundicia.

    No por eso apostaté de mi optimismo ni eché á un lado mi doctrina de
    indefinido progreso. Lo que hice fué reconocer mi error en cálculos de
    cronología, para los cuales no había contado yo con la feroz y
    desgreñada revolución de Francia.

    En vista de esta revolución, el bien relativo, el estado de libertad y
    de adelantamiento para las sociedades, que yo fantaseaba como inmediato,
    se hundió hacia adentro, en los abismos del porvenir, lo menos dos ó
    tres siglos.

    Como para entonces no viviré yo, y como en el estado presente del mundo
    estoy ya harto de la vida práctica, he resuelto refugiarme en la
    contemplación; y á fin de gozar del espectáculo de las cosas humanas,
    mezclándome en ellas lo menos posible, voy á tomar asiento, como
    espectador desapasionado, en la propia Villabermeja.

    Mi hermano, que tiene ya una hija casadera, á quien naturalmente desea
    que salte un buen novio, se va á vivir á la vecina ciudad, donde ya
    tiene casa tomada, y á mí me deja á mis anchas y solo en la casa
    solariega de los Mendoza, donde le daré albergue siempre que venga al
    lugar para sus negocios.

    Yo me atengo al refrán que dice _ó corte ó cortijo_; y ya que me fugo de
    París y de Madrid, no quiero ciudad de provincia, sino aldea.

    En la gran casa de los Mendoza bermejinos voy á estar como garbanzo en
    olla; pero se llenarán algunos cuartos con la multitud de libros que voy
    á llevar.

    Vamos á tener una vida envidiable; y digo _vamos_, porque supongo y
    espero que V. me hará compañía á menudo.

    Mi determinación es irrevocable, y me voy ahí, para no salir de ahí,
    salvo cuando vaya como de paseo á caballo, á visitar á mi hermano y á su
    familia, en la ciudad cercana, la cual, á pesar de su pomposo título de
    ciudad, tiene también mucho de pueblo pequeño y rural, con perdón y en
    paz sea dicho.

    Adiós, beatísimo padre. Encomiéndeme V. á Dios, con cuyo favor cuento
    para escapar de esta confusión ridícula de la corte, y poder pronto
    darle, en esa encantadora Villabermeja, un apretado abrazo.

    VI

    Veinte días después de recibida esta carta por el P. Jacinto, se realizó
    la entrada solemne en Villabermeja del ilustre Comendador Mendoza.

    Desde Madrid á la capital de la provincia, que entonces se llamaba
    reino, nuestro héroe vino en coche de colleras y empleó nueve días. En
    la capital de la provincia se encontró con su hermano D. José, con el P.
    Jacinto y con otros amigos de la infancia, que le estaban aguardando.
    Entre ellos sobresalía el tío Gorico, maestro pellejero, hábil
    fabricador de corambres y notabilísimo en el difícil arte de echar
    botanas á los pellejos rotos. Este había sido el muchacho más diabólico
    del lugar después de D. Fadrique, y su teniente cuando las pendencias,
    pedreas y demás hazañas contra el bando de D. Casimiro.

    El tío Gorico no tenía más defecto que el de haberse entregado con
    sobrado cariño á la bebida blanca. El aguardiente anisado le encantaba.
    Y como al asomar la aurora por el estrecho horizonte de Villabermeja el
    tío Gorico, según su expresión, mataba el gusanillo, resultaba que casi
    todo el día estaba calamocano, porque aquel fuego que encendía en su ser
    con el primer fulgor matutino, se iba alimentando, durante el día,
    merced á frecuentes libaciones.

    Por lo demás, el tío Gorico no perdía nunca la razón; lo que lograba era
    envolver aquella luz del cielo en una gasa tenue, en un fanal primoroso,
    que le hacía ver las cosas del mundo exterior y todo lo interno de su
    alma y los tesoros de su memoria como al través de un vidrio mágico.
    Jamás llegaba á la embriaguez completa; y una vez sola, decía él había
    tenido en toda su vida alferecía en las piernas. Era, pues, hombre de
    chispa en diversos sentidos, y nadie tenía mejores ocurrencias, ni
    contaba más picantes chascarrillos, ni se mostraba más útil y agradable
    compañero en una partida de caza.

    En el lugar gozaba de celebridad envidiable por mil motivos, y entre
    otros, porque hacía el papel de Abraham en el paso de Jueves Santo por
    la mañana, tan admirablemente bien, que nadie se le igualaba en muchas
    leguas á la redonda. Con un vestido de mujer por túnica, una colcha de
    cama por manto, su turbante y sus barbas de lino, tomaba un aspecto
    venerable. Y cuando subía al monte Moria, que era un establo cubierto de
    verdura, que se elevaba en medio de la plaza, adquiría la majestad
    patética de un buen actor. Pero en lo que más se lucía, arrancando
    gritos de entusiasmo, era cuando ofrecía á Isaac al Todopoderoso antes
    de sacrificarle. Isaac era un chiquillo de diez años lo menos. Con la
    mano derecha el tío Gorico le levantaba hacia el cielo, y así, extendido
    el brazo, como si no fuera de hueso y carne, sino de acero firmísimo,
    permanecía catorce ó quince minutos. Luego venía el momento de las más
    vivas emociones; el terror trágico en toda su fuerza. Abraham ataba al
    chiquillo al ara, y sacaba un truculento chafarote que llevaba al cinto.
    Tres ó cuatro veces descargaba cuchilladas con una violencia increíble.
    Las mujeres se tapaban los ojos y daban espantosos chillidos, creyendo
    ya segada la garganta del muchacho que prefiguraba á Cristo; pero el tío
    Gorico paraba el golpe antes de herir, como no atreviéndose á consumar
    el sacrificio. Al fin aparecía un ángel, con alas de papel dorado, en el
    balcón de las Casas Consistoriales, y cantaba el romance que empieza:

    "Detente, detente, Abraham;
    No mates á tu hijo Isaac,
    Que ya está mi Dios contento
    Con tu buena voluntad."

    El sacrificio del cordero en vez del hijo, con lo demás del paso, lo
    ejecutaba el tío Gorico con no menor maestría.

    En más de una ocasión trataron de ganarle, ofreciéndole mucho dinero
    para que fuese á hacer de Abraham á otras poblaciones; pero él no quiso
    jamás ser infiel á su patria y privarla de aquella gloria.

    Don José, el P. Jacinto, el tío Gorico y los demás amigos, muy contentos
    de haber abrazado á D. Fadrique, contentísimo también de verse entre los
    compañeros de su infancia, emprendieron á caballo el viaje á
    Villabermeja, que, con madrugar y picar mucho, pudo hacerse en diez
    horas, llegando todos al lugar al anochecer de un hermoso día de
    primavera, en el año de 1794.

    Doña Antonia, mujer de D. José, y sus dos hijos, D. Francisco, de edad
    de catorce años, y doña Lucía, que tenía ya diez y ocho, acompañados de
    la chacha Ramoncica, recibieron con júbilo, con abrazos y otras mil
    muestras de cariño al Comendador, quien ya tenía por suya la casa
    solariega. D. José y su familia se habían establecido en la ciudad, y
    sólo por dos días habían venido al pueblo para recibir al querido
    pariente.

    Éste, como era de suyo muy modesto, se maravilló y complació en ver que
    alcanzaba en Villabermeja más popularidad de lo que creía. Vinieron á
    verle todos los frailes, desde los más encopetados hasta los legos, el
    médico, el boticario, el maestro de escuela, el alcalde, el escribano y
    mucha gente menuda.

    Al día siguiente de la llegada la chacha Ramoncica quiso lucirse, y se
    lució, dando un magnífico _pipiripao_. D. Fadrique, cuando oyó esta
    palabra, tuvo que preguntar qué significaba, y le dijeron que algo á
    modo de festín. En cambio, se cuentan aún en Villabermeja los grandes
    apuros en que estuvo aquella noche la chacha Ramoncica cuando volvió á
    su casa, cavilando qué sería lo que su sobrino le había pedido para el
    festín, y que ella ansiaba que le sirviesen, á fin de darle gusto en
    todo. El vocablo, para ella inaudito, con que su sobrino había
    significado la cosa que deseaba, casi se le había borrado de la mente.
    Por último, consultando el caso con Rafaela, y haciendo un esfuerzo de
    memoria, vino á recomponer el vocablo y á declarar que lo que su sobrino
    había pedido era _economía_.

    –¿Qué es eso, Rafaela? –preguntó á su fiel criada.

    Y Rafaela contestó:

    –Señora, ¿qué ha de ser? ¡_Ajorro_!

    No le hubo, sin embargo. La chacha Ramoncica echó aquel día el bodegón
    por la ventana.

    Al siguiente le tocó lucirse al Comendador, y á pesar de toda su
    filosofía gozó en el alma de que sus deudos y paisanos viesen
    maravillados su vajilla de porcelana, su plata y los demás objetos raros
    ó bellos que de sus viajes había traído, y que había mandado por delante
    de él con su criado de más confianza. Hasta la extraña fisonomía de
    éste, que era un indio, pasmó á los bermejinos, con deleite y
    satisfacción de D. Fadrique. Tuvo además un placer indescriptible en
    contar sus aventuras y en hacer descripciones de países remotos, de
    costumbres peregrinas y de casos singulares que había visto ó en los que
    había tomado parte.

    Nada de esto debe movernos á rebajar el concepto que del Comendador
    tenemos. Por más que parezca pueril, tal vanidad es más común de lo que
    se cree. ¿Á quién no le agrada, cuando vuelve al lugar de su nacimiento,
    darse cierto tono, sin ofender á nadie, manifestando cuán importante
    papel ha hecho en el mundo?

    Gente hay que no espera para esto á ir á su lugar. Nacido en uno muy
    pequeño de Andalucía tuve yo cierto amigo que, como llegase á ser
    personaje de gran suposición y de muchas campanillas, cifraba su mayor
    deleite en mandar á su pueblo todos los años un ejemplar de la _Guía de
    forasteros_, con registro en las varias páginas en que estaba estampado
    su nombre. Un año fué la _Guía_ con ocho registros, y el pasmo de los
    lugareños, participado por carta á mi amigo, le dió un contento que
    casi rayaba en beatitud ó bienaventuranza.

    No es menor el gusto que se tiene en contar lances y sucesos y en
    describir prodigios. De aquí sin duda el refrán: _de luengas vías,
    luengas mentiras_. Baste, pues, decir, en elogio de D. Fadrique, que el
    refrán no rezó con él nunca, porque era la veracidad en persona. Lo que
    no aseguraremos es que fuese siempre creído en cuanto refirió. Los
    lugareños son maliciosos y desconfiados; suelen tener un criterio allá á
    su manera, y á menudo las cosas más ciertas les parecen falsas ó
    inverosímiles, y las mentiras, por el contrario, muy conformes con la
    verdad. Recuerdo que un mayordomo andaluz de cierto inolvidable y
    discreto Duque, que estuvo de embajador en Napóles, fué á su pueblo con
    licencia. Cuando volvió le embromábamos suponiendo que habría contado
    muchos embustes. El nos confesó que sí, y aún añadió, jactándose de
    ello, que todo se lo habían creído, menos una cosa.

    –¿Qué cosa era esa? –le preguntamos.

    -Que cerca de Napóles –respondió,– hay un monte que echa chispas por
    la punta.

    De esta suerte pudo muy bien nuestro D. Fadrique, sin apartarse un ápice
    de la verdad, dejar de ser creído en algo, sin que sus paisanos se
    atreviesen á decirle, como decían al mayordomo del Duque cuando hablaba
    del Vesubio: "¡Esa es grilla!"

    Al día tercero después de la llegada de D. Fadrique, su hermano D. José
    y su familia se volvieron á la ciudad; y entonces, con más reposo, pudo
    entregarse el Comendador á otro placer no menos grato: el de visitar y
    recordar los sitios más queridos y frecuentados de su niñez, y aquéllos
    en que le había ocurrido algo memorable. Estuvo en el Retamal y en el
    Llanete, que está junto, donde le descalabraron dos veces; fué á la
    fuente de Genazahar y al Pilar de Abajo; subió al Laderón y á la Nava, y
    extendió sus excursiones hasta el cerro de Jilena y el monte de
    Horquera, poblado entonces de corpulentas y seculares encinas.

    Tomó, por último, D. Fadrique verdadera posesión de su vivienda,
    arrellanándose en ella, por decirlo así, poniendo en orden los muebles
    que había traído, colocando los libros y colgando los cuadros.

    En estas faenas, dirigidas por él, casi siempre estaba presente el P.
    Jacinto; y al cabo D. Fadrique quedó instalado, forjándose un retiro,
    rústico á par que elegante, y una soledad amenísima en el lugar donde
    había nacido.

    VII

    Encantado estaba D. Fadrique con su modo de vivir. Ya leyendo, ya de
    tertulia ó de paseo con el P. Jacinto, ya de expediciones campestres y
    venatorias con el mismo padre y con el iluminado y ameno tío Gorico, el
    tiempo se deslizaba del modo más grato. Ningún deseo sentía D. Fadrique
    de ir á otro pueblo, abandonando á Villabermeja; pero D. José tenía
    cuarto preparado para recibirle en su casa de la ciudad, y sus
    instancias fueron tales, que no hubo más que ceder á ellas.

    El Comendador fué á la ciudad á pasar todo el mes de Mayo. Llegó en la
    tarde del último día de Abril, y como el viaje es un paseo, aquella
    noche estuvo de tertulia hasta cerca de las once, que en 1794 era ya
    mucho velar. Dos ó tres hidalgos; otras tantas señoras machuchas; dos
    jóvenes amiguitas de Lucía, sobrina de D. Fadrique; un respetable señor
    cura y un caballerito forastero y muy elegante componían la reunión de
    casa de D. José, que empezó antes de que anocheciera.

    Nadie llamó la atención de D. Fadrique, que era harto distraído.
    Necesitaba que las personas le gustasen ó le disgustasen para fijarse en
    ellas, y con gran dificultad acertaba la gente á gustarle, y mucho menos
    á disgustarle. Así es que, mostrándose muy urbano con todos, apenas
    reparó en ninguno.

    Al toque de oraciones sirvieron el refresco.

    Primero pasaron dos criadas repartiendo platos, servilletas y
    cucharillas de plata; luego entraron otras dos criadas, que traían
    sendas bandejas llenas de tacillas de cristal con almíbares diferentes.
    Cada tertuliano fué tomando en su asiento una tacilla del almíbar que
    más le gustaba. Las criadas de las bandejas pasaron de nuevo recogiendo
    las tacillas vacías, y rogando á los señores que tomasen otra de otro
    almíbar, como en efecto la tomaron muchos.

    La historia, prolija en este punto, cuenta que los almíbares eran de
    nueces verdes, de cabellos de ángel, de tomate y de hoja de azahar. Hubo
    también arrope de melocotón.

    Las ninfas fregonas, muy compuestas y con muchas flores en el moño,
    sirvieron luego copitas de rosoli, del que sólo bebieron los caballeros;
    y por último trajeron el chocolate con torta de bizcocho, polvorones,
    pan de aceite y hojaldres. Terminó todo con el agua, que en vasos de
    cristal y en búcaros olorosos repartieron asimismo las criadas.

    Duró esto hasta que dieron las ánimas.

    El refresco se tomó con toda ceremonia y con pocas palabras. Las sillas
    pegadas á la pared, y todos sentados sin echar una pierna sobre otra, ni
    inclinarse de ningún lado, ni recostarse mucho.

    Después de tomado el refresco, hubo alguna más libertad y expansión, y
    Lucía se atrevió á rogar al caballerito que recitase unos versos.

    –Sí, sí –dijeron en coro casi todos los tertulianos;–que recite.

    –Recitaré algo de Meléndez, –dijo el joven.

    –No, de V. –replicó Lucía.– Sepa V., tío, –añadió dirigiéndose al
    Comendador,– que este señor es muy poeta y gran estudiante. Ya verá
    usted qué lindos versos compone.

    –V. es muy amable, Srta. Doña Lucía. La amistad que me tiene la engaña.
    Su señor tío de V. va á salir chasqueado cuando me oiga.

    –Yo confío tanto en el fino gusto de mi sobrina –dijo el Comendador,–
    que dudo de que se equivoque, por ferviente que sea la amistad que V. le
    inspire. Casi estoy convencido de que los versos serán buenos.

    –Vamos, recítelos V., D. Carlos.

    –No sé cuáles recitar que cansen menos, y que á V. que me fía, y á mí
    que soy el autor, nos dejen airosos.

    –Recite V. –contestó Lucía,– los últimos que ha compuesto á Clori.

    –Son largos.

    –No importa.

    Don Carlos no se hizo más de rogar, y con entonación mesurada y cierta
    timidez que le hubiera hecho simpático, aunque ya por sí no lo fuese,
    recitó lo que sigue:

    El plácido arroyuelo
    Rompe el lazo de hielo,
    Y desatado en onda cristalina
    Fecunda la pradera.
    Flora presta sus galas á Chiprina;
    Reluce Febo en la celeste esfera,
    Y en la noche callada
    La casta diosa á su pastor dormido,
    Con trémulo fulgor, besa extasiada.
    Del techo antiguo á suspender su nido
    Ha vuelto ya la golondrina errante;
    Dulces trinos difunde Filomena;
    El mar se calma, el cielo se serena;
    Sólo Céfiro amante,
    Oreando la hierba en los alcores.
    Y acariciando las tempranas flores,
    Con música y aroma el aire agita.
    En la rica estación de los amores
    Amor en todo corazón palpita;
    Pero en el alma del zagal Mirtilo
    Halla perpetuo asilo.
    Allí ingenioso el dios labra un dechado
    De gracia encantadora,
    Donde con fiel esmero ha retratado
    Á Clori bella, á la gentil pastora.
    Por quien Mirtilo muere.
    Clori, en tanto, amistosa y compasiva,
    Quiere que el zagal viva,
    Mas amarle no quiere;
    Antes, dicen que piensa dar su mano
    Á un rabadán anciano.
    Con celos el zagal su pena aumenta,
    Y así en la selva oculto se lamenta:

    –¡Tú no sabes de amor, encanto mío!
    ¡Ah! Tu ignorancia virginal te engaña.
    Seré merecedor de tu desvío,
    Mas no comprendo la ilusión extraña
    Que á dar tanta beldad te precipita,
    Inútil don, tesoro inmaculado,
    Á la vejez marchita.
    La amapola del prado
    No despliega la pompa de sus hojas,
    De púdico amor rojas,
    Hasta que el sol derrama
    En su velado seno estiva llama;
    Ni la rosa se atreve
    Á abrir el cáliz entre escarcha y nieve.
    No censurara yo que Galatea
    Al cíclope adorase: la hermosura
    Bien en la fuerza y el valor se emplea;
    Bien con estrecho, cariñoso nudo,
    La hiedra ciñe firme tronco rudo.
    Mas nunca á quien apenas
    Sostener puede el peso de la vida
    Á llevar sus cadenas,
    Si dulces, graves, el amor convida.
    Huyen del mustio viejo las Camenas;
    Si la flauta de Pan su labio toca,
    Allí perece el desmayado aliento,
    Sin convertirse en melodioso viento,
    Y la risa del sátiro provoca.
    Con vacilante pie mal en el coro
    De ninfas entra; y el alegre giro
    Y canto de las Ménades sonoro,
    Ó con flébil suspiro,
    Ó con dolientes ayes turba acaso;
    Que, en el misterio de la santa orgía,
    Ni el hierofante el tirso le confía,
    Ni él llega hasta la cumbre del Parnaso.
    ¡Ay Clori! ¿Qué demencia te extravía?
    Ya que por tí se pierde
    Mi tierno amor, mi juventud lozana,
    De frescas rosas y de mirto verde
    No ciñas ora una cabeza cana.
    Trepa la vid al álamo frondoso,
    Y á la punzante ortiga
    Deja que adorne el murallón ruinoso.
    ¿Qué riesgo, qué fatiga
    No aceptará mi amor por agradarte?
    Por tí en el bosque venceré las fieras;
    Por tí el furor arrostraré de Marte;
    Y el rey de las praderas,
    Cuya bronceada frente
    Arma ostenta terrible, que figura
    De nueva luna el disco refulgente,
    De mi garrocha dura
    Sentirá en la cerviz la picadura.
    El rabadán, por la vejez postrado,
    Tu solícito afán reclamaría,
    ¡Oh, Clori! mientras yo, por tu mandado,
    Al abismo del mar descendería,
    Sus perlas para ver en tu garganta,
    Y acosaría al lobo carnicero,
    Su hirsuta piel con plomo ó con acero
    Ganando para alfombra de tu planta.
    Alucinada ninfa candorosa,
    Desecha ese delirio que te lleva
    Á ser del viejo rabadán esposa.
    Pues ¡qué! ¿te he dado en balde tanta prueba
    De amor? Ya ves que por seguirte dejo
    El templo de Minerva y los verjeles
    Por do Betis copioso se dilata.
    De mis padres me alejo,
    Y huyo también de mis amigos fieles
    Para sufrir crueldades de una ingrata.
    No estriba tu desdén en mi pobreza,
    Que no oculta tan bajo sentimiento
    Tu noble corazón, y ni en riqueza
    Me vence el rabadán, ni en nacimiento.
    Sólo un funesto error, una locura,
    ¡Oh, Clori! ¡Oh, rosa del pensil divino!
    Le hará exhalar tu aroma y tu frescura
    Entre las secas ramas del espino;
    Te hará romper el broche delicado,
    No para abril, para diciembre helado.
    No así me hieras, si matarme quieres;
    Mira que así te matas cuando hieres.

    No bien terminaron los versos, fueron estrepitosamente aplaudidos por el
    benévolo auditorio; pero, si hemos de decir la verdad, ni D. José ni
    doña Antonia prestaron atención durante la lectura; las señoras mayores
    se adormecieron con el sonsonete; el señor cura halló la composición
    sobrado materialista y mitológica y un poco pesada, y las amiguitas de
    Lucía más se entusiasmaron con la buena presencia del poeta que con el
    mérito literario de su obra.

    Don Carlos, en efecto, era un morenito muy salado de veintidós á
    veintitrés años. Sus vivos y grandes ojos resplandecían con el fuego de
    la inspiración. Su cabellera negra, ya sin polvos, lucía y daba reflejos
    azulados como las alas del cuervo. Los movimientos de su boca al hablar
    eran graciosos. Los dientes que dejaba ver, blancos é iguales; la nariz,
    recta, y la frente, despejada y serena.

    Iba D. Carlos vestido con suma elegancia, á la última moda de París. Era
    todo un petimetre. Parecía el príncipe de la juventud dorada,
    transportado por arte mágica desde las orillas del Sena al riñón de
    Andalucía. El cuello de su camisa y el lienzo con que formaba lazo en
    torno de él, estaban bastante bajos para descubrir la garganta y la
    cerviz robusta sobre que posaba airosamente la cabeza. La estatura, más
    bien alta que mediana, y el talle, esbelto. El calzón ajustado de
    casimir, la media de seda blanca y el zapato de hebilla de plata, daban
    lugar á que mostrase el galán la bien formada pierna y un pie pequeño,
    largo y levantado por el tarso.

    Sin duda las niñas contemplaron más todas estas cosas, y se deleitaron
    más con la dulzura de la voz del señorito que con el que nos atreveremos
    á calificar de idilio, la mitad de cuyas palabras estaba en griego para
    ellas.

    Don Fadrique había reparado en todo. Como la mayor parte de los
    distraídos, era muy observador, y prestaba atención intensa cuando se
    dignaba prestarla.

    Los versos le parecieron regulares, no inferiores á los de Meléndez,
    aunque, ni con mucho, tan buenos como los de Andrés Chénier, que había
    oído en París. Lo que es el chico le pareció muy guapo.

    Advirtió también, con cierto gusto mezclado de zozobra, que Lucía, su
    sobrina, había escuchado con ademán y gesto propios de quien entiende la
    poesía, y con cierta afición, que no atinaba él á deslindar si era
    meramente literaria, ó reconocía otra causa más personal y más honda.

    Por lo pronto, en consecuencia de tales observaciones, calificó á su
    sobrina, de quien hasta entonces apenas había hecho caso, de bonita y de
    discreta. Se puede decir que la miró concienzudamente por primera vez, y
    vió que era rubia, blanca, con ojos azules, airosa de cuerpo y muy
    distinguida. De todos estos descubrimientos no pudo menos de alegrarse,
    como buen tío que era; pero hizo, ó creyó haber hecho, otros
    descubrimientos, que le mortificaban algo. "Tal vez serán cavilaciones",
    decía para sí.

    En punto de las diez se acabó la tertulia.

    Sola ya la familia, Doña Antonia convocó á los criados, y en compañía de
    todos, y en alta voz, se rezó el rosario.

    Por último, no bastando el chocolate y el refresco, que pudiera pasar
    por merienda, para gente que comía entonces poco después de mediodía, se
    sirvió la indispensable cena.

    Durante este tiempo D. Fadrique buscó y encontró ocasión de tener un
    aparte con su sobrina, y le habló de este modo:

    –Niña, veo que te gustan los versos más de lo que yo creía.

    Ella, poniéndose muy colorada y más bonita desde la primera palabra que
    el tío pronunció, respondióle, algo cortada:

    –¿Y por qué no han de gustarme? Aunque criada en un lugar, no soy tan
    ruda.

    –Basta con mirarte, hija mía, para conocer que no lo eres. Pero el que
    te gusten los versos no se opone á que puedan gustarte los poetas.

    –Ya lo creo que me gustan. Fr. Luis de León y Garcilaso son mis
    predilectos entre los líricos españoles, –dijo Lucía con suma
    naturalidad.

    Casi se disipó la sospecha de D. Fadrique. Parecía inverosímil tanto
    disimulo en una muchacha de diez y ocho años, que rezaba el rosario
    todas las noches, iba á misa y se confesaba con frecuencia.

    Don Fadrique no tenía tiempo para rodeos y perífrasis, y se fué
    bruscamente al asunto que le mortificaba.

    –Sobrina, con franqueza: ¿los versos que hemos oído los ha compuesto D.
    Carlos para tí?

    –¡Qué disparate! –respondió Lucía, soltando una carcajada.

    –¿Y por qué había de ser disparate?

    –Porque nada de aquello me conviene: porque yo no soy Clori.

    –Bien pudieras serlo. El poeta no describe á Clori. Afirma vaga é
    indeterminadamente que Clori es bella, y tú eres bella.

    –Gracias, tío; V. me favorece.

    –No; te hago justicia.

    –Sea como V. guste. Pero dígame V., ¿de dónde sacamos á mi viejo
    rabadán? porque yo no doy con él.

    –Pues mira, yo creí haberle encontrado.

    –¿Cómo, tío, si no estaba en la tertulia más que el señor cura?

    –Y yo, ¿no soy nadie?

    –¿Qué quiere V. decir con eso?

    –Quiero decir que tengo cincuenta años, que te llevo treinta y dos, y
    que no estoy loco para aspirar á que me quieran; pero los poetas fingen
    lo que se les antoja, y el barbilindo de D. Carlos puede haber levantado
    esa máquina de suposiciones absurdas para escribir su idilio. En tal
    caso, no está muy conforme con la verdad todo aquello de que el viejo
    rabadán no puede ya con sus huesos, ni baila, ni corre, ni guerrea, ni
    es capaz de cazar lobos como el zagal. Con mi medio siglo encima, me
    apuesto á todo con el tal D. Carlitos. Todavía, si me pongo á bailar el
    bolero, estoy seguro de que he de bailarle mejor que cuando mi padre me
    hizo que le bailara á latigazos. Y en punto á pulmones y á resuello, no
    ya para encaramarme al Parnaso corriendo detrás de las bacantes, no ya
    para tocar todas las flautas y clarinetes del mundo, sino para mover las
    aspas de un molino, entiendo que tengo de sobra.

    –Pero, tío, si D. Carlos no ha soñado en V. ni ha pensado en mí.

    –Vamos, muchacha, no seas hipocritilla. Á mi se me ha metido en la
    cabeza que ese chico te quiere, que ha sabido que yo venía á pasar aquí
    un mes, que ha oído decir que yo era viejo, y, con estos datos, el
    insolente ha supuesto lo demás.

    Don Fadrique decía todo esto con risa, para embromar á su sobrina; y,
    aunque dudoso de su recelo, algo picado de la desvergüenza del poeta,
    que por otra parte no había dejado de caerle en gracia.

    –Tío –dijo por último Lucía con la mayor gravedad que pudo,– V. no es
    el viejo rabadán. El viejo rabadán es de Villabermeja como V.: hace dos
    años que está establecido aquí, y merece, en efecto, las calificaciones
    que le prodiga el poeta, porque está muy asendereado y estropeado. El
    viejo rabadán se llama D. Casimiro. V. debe de conocerle.

    –¡Ya lo creo! ¡Y vaya si le conozco! –dijo el Comendador recordando á
    su antiguo adversario y víctima de la niñez.

    –Pero entonces, ¿quién es Clori? –añadió en seguida.

    –Clori es una linda señorita, muy amiga mía. Su madre vive con gran
    recogimiento y no sale ni deja salir á su hija de noche. Por eso no ha
    estado Clori de tertulia; pero es mi vecina, y su madre consiente en
    que venga conmigo de paseo, en compañía de mi madre. Si mañana quiere V.
    ser nuestro acompañante, iremos á las huertas, á las diez, después del
    almuerzo, por sendas en que haya sombra. Clori vendrá, y V. conocerá á
    Clori.

    –Iré con mucho gusto.

    –¡Ah, tío! Por amor de Dios, que no se le escape á V. lo de que D.
    Carlos está enamorado de mi amiga y lo de que ella es Clori. Mire V. que
    es un secreto. Nadie más que yo lo sabe en la población. Hay que tener
    mucho recato, porque los padres de ella no quieren más que á D. Casimiro
    y nada traslucen del amor de D. Carlos. Yo se lo he confiado á V. para
    que no fuese V. á creer que yo era Clori y que sin razón de ningún
    género habíamos convertido á V. en viejo rabadán enclenque, á fin de dar
    motivo á los versos.

    –Quedo satisfecho, muchacha, y no diré nada. Te aseguro ya que me
    interesa tu amiga Clori y que tengo curiosidad de verla.

    De esta suerte, de improviso, vino D. Fadrique á tener, apenas llegado,
    un secreto con su sobrina, y á figurar en intrigas y lances de amor.

    Pensando en ello, se retiró á su cuarto, como los demás se retiraron
    cada cual al suyo, y durmió hasta las ocho de la mañana, mejor que un
    mozo de veinte años.

    VIII

    Doña Antonia amaneció con un tremendo jaquecazo, enfermedad á que era
    muy propensa. Tuvo, pues, que guardar cama y no pudo acompañar á paseo á
    su hija Lucía; pero, como el mal no era de cuidado, y ya Lucía tenía
    concertado el paseo con su amiga, se decidió que el Comendador las
    acompañase.

    La amiga de Lucía vivía en la casa inmediata. Un muro separaba los
    patios de una casa y otra. Á la hora convenida, en punto de las nueve y
    media, pronta ya Lucía para salir y con su tío al lado, gritó desde el
    patio, al pie del muro:

    –Clara (así se llamaba Clori en la vida real), ¿estás ya lista?

    No se hizo aguardar la contestación.

    Oyóse primero la voz de una criada que decía:

    –Señorita, señorita, Doña Lucía está llamando á su merced.

    Un momento más tarde sonó en el patio contiguo una voz argentina y
    simpática, que respondía:

    –Allá voy; sal á la calle; ¿para qué he de entrar en tu casa?

    Salieron D. Fadrique y Doña Lucía, y hallaron ya á Doña Clara en la
    puerta.

    El Comendador, á pesar de sus distracciones, miró á Doña Clara con
    extraordinaria curiosidad. Era una niña de poco más de diez y seis años.
    El color de su rostro, de un moreno limpio, teñido en las mejillas y en
    los labios del más fresco carmín. La tez parecía tan suave, delicada y
    transparente, que al través de ella se imaginaba ver circular la sangre
    por las venas azules. Los ojos, negros y grandes, estaban casi siempre
    dormidos y velados por los párpados y las largas y rizadas pestañas; si
    bien, cuando fijaban la mirada y se abrían por completo, brotaban de
    ellos dulce fuego y luz viva. Todo en Doña Clara manifestaba salud y
    lozanía, y, sin embargo, en torno de sus ojos, fingiéndolos mayores y
    acrecentando su brillantez, se notaba un cerco obscuro, como el morado
    lirio.

    Era Doña Clara más alta que su amiga Lucía, bastante alta también, y,
    aunque delgada, sus formas eran bellas y revelaban el precoz y completo
    desenvolvimiento de la mujer. El cabello de Doña Clara era negrísimo,
    las manos y el pie pequeños, la cabeza bien plantada y airosa.

    Ambas amigas iban vestidas de negro, con mantilla y basquiña, y algunas
    rosas en el peinado.

    Lucía dijo á su amiga la indisposición de su madre, y que su tío el
    Comendador, recién llegado de Villabermeja, las acompañaría en el paseo.
    Salvos los cumplimientos y ceremonias de costumbre, no hubo en la
    conversación nada memorable, hasta que los tres, que iban juntos,
    salieron de la ciudad y llegaron al campo.

    La pequeña ciudad está por todas partes circundada de huertas. Muchas
    sendas las cortan en diversas direcciones. Á un lado y otro de cada
    senda hay una cerca de granados, zarza-moras, mimbres y otras plantas.
    En muchas sendas hay un arroyo cristalino á cada lado; en otras, un solo
    arroyo. Todas ellas gozan, en primavera, verano y otoño, de abundante
    sombra, merced á los álamos corpulentos y frondosos nogales, y demás
    árboles de todo género que en las huertas se crían.

    La tierra es allí tan generosa y feraz, que no puede imaginarse el
    sinnúmero de flores y la masa de verdura que ciñen las márgenes de los
    arroyos, esparciendo grato y campestre aroma. Campanillas, mosquetas,
    violetas moradas y blancas, lirios y margaritas abren allí sus cálices y
    lucen su hermosura.

    El sol radiante, que brilla en el cielo despejado y dora el aire
    diáfano, hace más espléndida la escena. Increíble multitud de pájaros
    la anima y alegra con sus trinos y gorjeos. En Andalucía, huyendo de la
    tierra de secano, buscando el agua y la sombra, se refugian las aves en
    estos oásis de regadío, donde hay frescura y tupidas enramadas.

    Tales eran los sitios por donde paseaba el Comendador con las dos
    bonitas muchachas. Apenas salieron de la población, tomaron la senda que
    llaman _del medio_. Ellas cogían flores, se deleitaban oyendo cantar los
    colorines ó reían sin saber de qué. El Comendador meditaba, sentía gran
    bienestar, gozaba de todo, aunque más tranquilamente que ellas.

    Al llegar á sitio más ancho, no ya á otra senda, sino á un camino, los
    tres, que, por ser la senda casi siempre estrecha, habían ido uno en pos
    de otro, se pusieron en la misma línea. Clara estaba en el centro. Lucía
    dijo entonces, dirigiéndose á su tío:

    –Vamos, ya habrá satisfecho V. su curiosidad. Ésta es Clori. ¿No es
    verdad que merece haber inspirado el idilio?

    Doña Clara, que si bien más moza que Lucía, era más reflexiva y grave,
    sintió que su amiga hubiese confiado á su tío aquel secreto, y no pudo
    reprimir las muestras de su disgusto, frunciendo el entrecejo,
    poniéndose más seria y tiñéndose al mismo tiempo de grana sus mejillas
    con la vergüenza y el enojo.

    Nada dijo Doña Clara, á pesar de ello; pero Lucía advirtió su disgusto y
    prosiguió de esta suerte:

    –No te ofendas Clarita. No me motejes de parlanchina. Mi tío me puso
    anoche entre la espada y la pared, y tuve que confesárselo todo. Tuve
    que disculparme y que disculpar á D. Carlos. Á mi tío se le metió en la
    cabeza que él era el viejo rabadán y que yo era Clori. Además, mi tío es
    muy sigiloso y no dirá nada á nadie. ¿No es verdad tío?

    –Descuide V., señorita –respondió el Comendador, encarándose con Doña
    Clara, que se puso más encarnada aún:– nadie sabrá por mí quién ha
    inspirado el idilio, que es, por cierto, precioso.

    El Comendador advirtió que Clara se tranquilizaba, si bien no acertó,
    con la turbación, á pronunciar palabra alguna.

    Doña Lucía continuó:

    –¡Vaya si es precioso el idilio! Créame V., tío: desde Vicente Espinel
    hasta nuestra edad, Ronda no ha producido más ingenioso poeta que
    nuestro amigo D. Carlos de Atienza, ilustre mayorazgo de la mencionada
    ciudad, el cual vive en Sevilla con sus padres, trata de tomar en
    aquella Universidad la borla de doctor en ambos Derechos, y ahora
    descuida bastante los estudios por seguir á Clori, que, desde Sevilla,
    se ha venido aquí de asiento con su familia, á quien V. sin duda conoce.

    –Sobrina, yo no sé si tengo ó no la honra de conocer á la familia de
    esta señorita, cuyo apellido no me has dicho. ¿Cómo un forastero recién
    llegado ha de adivinar la familia de quien sólo sabe que se llama Clori
    en poesía y Clara en prosa?

    –¡Ay, es verdad! ¡Qué distraída soy! No había yo dicho á V. cómo se
    llamaba mi amiga. Pues bien, tío: esta señorita se llama Doña Clara de
    Solís y Roldán. Y ahora, ¿qué dice V.? ¿Conoce V. ó no conoce á su
    familia?

    Al oir en boca de Lucía el nombre y apellidos de su amiga y la última
    inocente pregunta, el Comendador se estremeció, se turbó; el color rojo,
    que había teñido antes las mejillas delicadas de Clarita, se diría que
    había pasado con más fuerza á encender el rostro varonil de D. Fadrique,
    curtido por el sol de India y por los vientos de los remotos mares.

    Lucía, sin advertir la turbación de su tío, siguió diciendo:

    –Pero ¿qué digo á su familia? Á la misma Clara es posible que V. la
    conozca, sólo que ya no se acuerda. Cuando era ella chiquirritita, tal
    vez cuando ella nació, estaba V. en Lima. Clara es limeña.

    Dominándose al cabo el Comendador, contestó á su sobrina:

    –Mal puedo acordarme y mal puedo haber olvidado á esta señorita, á
    quien nunca he visto. Á quien sí he conocido y tratado mucho es á su
    señor padre; y también, á pesar de la vida retirada y austera que
    siempre ha hecho, tuve el gusto de tratar y ser amigo de mi señora Doña
    Blanca Roldán. ¿Cómo está su señora madre de V., señorita?

    –Sigue bien de salud –contestó Doña Clara;– pero, entregada como
    nunca á sus devociones, apenas se deja ver de nadie.

    –¿Y el Sr. D. Valentín, está bueno?

    –Gracias á Dios, lo está, –dijo Clara.

    –Se ha retirado ya de la magistratura –añadió Lucía;– ha heredado los
    cuantiosos bienes de su hermano el mayor, que murió sin hijos, y vive
    aquí, donde tiene su mejores fincas, de que Clarita es única heredera.

    Como una nueva oleada de sangre subió entonces á la cara del Comendador,
    enrojeciéndola toda. Reportándose luego, dijo de la manera más natural á
    su parlera sobrina:

    –¿Con que esta señorita, además de ser tan guapa, es muy rica?

    –Para estos lugares lo es. ¿No es verdad, tío, que es muy extraño que
    la quieran casar con don Casimiro? ¡Si viera V. qué viejo y qué feo
    está! Vamos, es ofender á Dios. Yo, si fuera el Papa, negaba la licencia
    que habrá que pedirle.

    –Pues qué –exclamó D. Fadrique,– ¿son ustedes parientes tan
    cercanos?

    –Don Casimiro Solís es el pariente más cercano que tiene mi padre,
    –contestó Clara.

    –Sería su inmediato heredero si Clara no viviese, –añadió Lucía, que
    no dejaba por contar nada de cuanto sabía, cuando se hallaba entre
    personas, como Clara y su tío, que le infundían tanta confianza y
    cariño.

    Don Fadrique no llevó adelante la conversación. Quedó callado y como
    pensativo y melancólico.

    En silencio continuaron, pues, paseando hasta que llegaron al
    _nacimiento_. En mitad de un bosque de encinas y olivos, que pone
    término á las huertas, se alza un monte escarpado, formado de riscos y
    peñascos enormes, que parecen como suspendidos en el aire, amenazando
    derrumbarse á cada momento.

    Higueras bravías, jaras de varias especies, romero y tomillo, musgo,
    retama y otras mil hierbas, plantas y flores, nacen en las hendiduras de
    aquellas peñas ó cubren los sitios en que no está pelada la roca viva, y
    hallan alguna capa vegetal donde fijar y alimentar las raíces.

    Los peñascos horadados abren paso á diversas grutas ó cuevas en no pocos
    sitios del cerro, á cuyo pie, más bajo aún que el nivel del camino,
    están como socavadas las piedras, formando una gruta mayor y de más
    grande entrada que las otras. En el fondo de esta gruta, que se ve todo
    sin penetrar allí, brota de una grieta, sin hipérbole alguna, un
    verdadero río. Por eso se llama aquel sitio el nacimiento del río, ó
    sencillamente _el nacimiento_.

    El agua que mana de entre las peñas cae con grato estruendo en un
    estanque natural, cuyo suelo está sembrado de blanquísimas y redondas
    piedrezuelas. Por aquel estanque se extiende mansa el agua, creando y
    desvaneciendo de continuo círculos fugaces; mas, á pesar de los
    círculos, son las ondas de tal transparencia, que al través de ellas se
    ve el fondo, aunque está á más de vara y media de profundidad, y en él
    pueden contarse las guijas todas.

    En la margen del pequeño lago crecen juncos, juncia, berros y otras
    plantas acuáticas.

    El estanque ó lago llena la gruta y se dilata buen espacio fuera de
    ella, reflejando el cielo en su cristal. Á derecha y á izquierda hay dos
    acequias, por donde el agua corre, dividiéndose después en infinitos
    arroyuelos, y yendo á regar las mil y quinientas huertas que hacen del
    término de aquella pequeña ciudad un verde y florido paraíso.

    Como todo por aquellas cercanías es terreno quebrado, el agua baja á las
    hondonadas con ímpetu brioso: á veces se precipita en cascadas, y á
    veces pone en movimiento aceñas, batanes y martinetes. No obstante,
    cerca del nacimiento el agua va por tierra llana, con sosegada corriente
    y apacible murmullo, sin que haya ruido mayor en aquella amena soledad
    que el que produce el nacimiento mismo; el golpe del agua que brota de
    la peña y cae dentro de la gruta.

    Á la orilla del estanque rústico hay varios sauces, y junto al tronco
    del más alto y frondoso un poyo ó asiento de piedra. Allí estaba sentado
    el poeta rondeño D. Carlos de Atienza cuando llegaron el Comendador, su
    sobrina y Doña Clara.

    Don Fadrique, como si anhelase apartar de sí tristes y enojosos
    pensamientos, impropios de su carácter y risueña filosofía, se pasó la
    mano por la frente, y creyendo que recobraba su serena y alegre
    condición, dijo en voz alta:

    –Hola, ilustre poeta, ¿qué nuevo idilio compone V. en estas soledades?

    Don Carlos se levantó del asiento, y yendo hacia los recién venidos,
    dijo:

    –Buenos días, Sr. D. Fadrique. Beso los pies de Vds., señoritas.

    El Comendador le allanó el camino para que se viniese con él y con las
    niñas y los acompañase un rato en el paseo. Habló á D. Carlos de sus
    estudios, le ponderó lo mucho que le agradaba la poesía, le encomió el
    idilio y se le hizo repetir.

    No podía haber dado mayor gusto á D. Carlos, ni mayor satisfacción de
    amor propio; porque, como todos los que escriben, han escrito ó
    escribirán versos en el mundo, era D. Carlos aficionadísimo á recitarlos
    en presencia de un benévolo y discreto auditorio, y siempre se inclinaba
    á calificarle de discreto, con tal de que fuese benévolo.

    Don Fadrique miró con disimulo, pero con mucha atención, á Clarita
    mientras que D. Carlos recitó el idilio. Si aun le hubiera quedado la
    menor duda de que Clara era Clori, la duda se hubiera disipado. Á
    Clarita, valiéndonos de una expresión en extremo vulgar, si bien muy
    pintoresca, un color se le iba y otro se le venía mientras los versos
    duraron. Ya se ponía pálida, ya se cubrían de púrpura sus mejillas.
    Hasta cuando exclamó D. Carlos recitando:

    "Pues¡qué! ¿te he dado en balde tanta prueba
    De amor?"

    vió ó imaginó ver D. Fadrique que los párpados de Doña Clara se
    contraían más de lo ordinario, como para recoger y ocultar indiscretas
    lágrimas, que ansiaban por brotar de los hermosos ojos.

    Después de recitados los versos, D. Carlos, menos atrevido en prosa,
    apenas se acercó á Clara, y no le dijo palabra que todos no oyesen. Sólo
    con Lucía habló en voz baja y como en secreto.

    Los cuatro se internaron, prosiguiendo el paseo y volviendo á la ciudad
    por otro camino, en medio de una frondosísima alameda. Allí Clara, ó
    adelantándose ó quedándose atrás y dejando al Comendador con su sobrina,
    hubiera podido hablar á su placer con D. Carlos; pero no parecía sino
    que le tenía miedo, que temblaba de oir su voz sin testigo, y que
    deseaba demostrar á los ojos del Comendador que no quería pertenecer á
    D. Carlos, sino á D. Casimiro. Ello es que en los lugares más agrestes,
    Clara no se apartaba del lado de D. Fadrique, como si temiese que
    saliese una fiera á devorarla y buscase en él su amparo y defensa.

    ¿Quién sabe lo que pasaba en aquellos instantes en el alma del
    Comendador? Lo cierto es que casi no se atrevía á hablar á Clara; pero
    de repente, en una ocasión en que D. Carlos y Lucía se adelantaron y se
    perdieron de vista entre los árboles, el Comendador detuvo á Clara, la
    contempló de un modo extraño y dulce, y tomando su semblante una
    expresión solemne y en cierto modo venerable, exclamó:

    –¡Hija mía! Es V. muy buena, muy hermosa… inocente de todo; Dios
    bendiga á V. y la haga tan feliz como merece.

    Y diciendo esto, alzó las manos como para bendecir á la muchacha, tomó
    su cabeza entre ellas y le dió en la frente un beso.

    Clara halló, sin duda, muy raro todo aquello, fuera del uso y del
    estilo común; pero la cara de D. Fadrique estaba tan seria, y su
    expresión era tan simpática y noble, que, á pesar de las ideas con que
    personajes devotos habían manchado precozmente la conciencia de la niña,
    hablándole de pecados y faltas, Clara no pudo ver allí ningún
    atrevimiento liviano.

    Más aún se afirmó en la idea de lo puro é impecable del extraño é
    inesperado beso, cuando le dijo el Comendador:

    –Don Carlos me parece un mozo excelente. ¿Le ama V. mucho?

    Había en el acento de D. Fadrique un suave imperio, al que Clara no supo
    resistir.

    –Le he amado mucho –contestó,– pero yo acertaré á no amarle. He sido
    muy culpada. Sin que lo sepa mi madre le he querido. En adelante no le
    querré. Seré buena hija. Obedeceré á mi madre. Ella sabe mejor que yo lo
    que me conviene.

    Don Fadrique no se atrevió á replicar ni á hacer un discurso subversivo
    de la autoridad materna.

    Á poco volvieron á reunirse, en un solo grupo los cuatro.

    Antes de entrar de nuevo en la ciudad, D. Carlos se despidió del
    Comendador y de las dos señoritas, y se fué por otros sitios.

    Apenas Lucía y su tío dejaron á Clara á la puerta de su casa, el tío
    preguntó á la sobrina:

    –¿Qué te ha dicho D. Carlos?

    –¿Qué ha de decir? Que está desesperado; que Clara le desdeña, que le
    rechaza, y que, por obedecer á su madre, se casará con D. Casimiro.

    –Y D. Valentín, ¿qué hace?

    –Nada. ¿Qué quiere V. que haga? Pues qué, ¿ignora V. que D. Valentín es
    un gurrumino? Una mirada de Doña Blanca le confunde y aterra; una
    palabra de enojo de aquella terrible mujer hace que tiemble D. Valentín
    como un azogado.

    –De suerte que Doña Blanca es quien ha decidido el casamiento de Clara
    con D. Casimiro.

    –Sí, tío; en esa casa Doña Blanca es quien lo decide todo. Ella manda y
    los demás obedecen. No se atreven á respirar sin su licencia. No se
    puede negar que Doña Blanca tiene mucho talento y es una santa. Sabe más
    de las cosas de Dios que todos los predicadores juntos. Reza muchísimo;
    lee y estudia libros piadosos; lleva una vida ejemplar y penitente, y
    hace muchas limosnas á los pobres y á las iglesias; pero, á pesar de
    tantas virtudes y excelentes prendas, nada tiene de amable. Antes al
    contrario, es terrible. Á mí me pone miedo.

    –No lo dudo, sobrina; ya era como tú la describes cuando yo la conocí.

    –¡Ay, tío! ¿Y la veía V. con frecuencia?

    –No con frecuencia, sobrina; pero al fin la traté algo.

    –No extrañe V. que en una semana no vengan á casa, ni para cumplir.
    Doña Blanca vive con la mente tan lejos de todo, y se resiste tanto á
    que le cuenten cosas del mundo exterior que distraigan su espíritu de la
    contemplación íntima en que vive, que de seguro ni ella ni su pobre
    marido sabrán que V. ha llegado. D. Valentín no creo que sea hombre muy
    interior, espiritual y contemplativo; pero como tiene tanto miedo á su
    mujer y quiere darle gusto siempre, vive también á lo místico, apartado
    del trato humano, y yo le juzgo capaz de azotarse con unas disciplinas,
    no tanto por amor de Dios, cuanto por amor y por miedo de Doña Blanca.

    Don Fadrique escuchaba y callaba. No tenía humor de despegar los labios.
    Lucía, que era aficionada á hablar, soltó la tarabilla y prosiguió
    diciendo:

    –¡Pobre Clara! Figúrese V. lo divertida que estará. Yo no lo dudo; ella
    se irá al cielo; pero ¡qué! ¿no puede ir uno al cielo con menos trabajo?
    No acierto á ponderar á V. los prodigios de astucia, los portentos de
    habilidad, aunque esté mal que yo me alabe, que he tenido que hacer para
    ganarme un poco la voluntad y la confianza de Doña Blanca y lograr que
    su hija se trate conmigo y salga á veces en mi compañía. Si no fuera por
    mí, Clara estaría como enterrada en vida, entre cuatro paredes. No sé
    cómo ha podido entenderse con D. Carlos. Gracias á que él es muy listo y
    capaz de todo. Clara ha estado con él, no diré que en relaciones, sino
    casi en relaciones. Ello es que Clara le amaba. Luego ha tenido
    remordimientos de amar á un hombre á escondidas de su madre, y sobre
    todo cuando su madre la destina para otro. Así es que ahora rechaza al
    pobre D. Carlos, y el infeliz zagal Mirtilo se muere de pena.

    El Comendador oía con interés á su sobrina, y no ponía en la
    conversación ni una exclamación siquiera. Parecía que se había quedado
    mudo ó que no sabía qué decir.

    –Clara –prosiguió Lucía,– ahora que cree pecado amar á D. Carlos, y
    que no halla posible oponerse á la voluntad de su madre, piensa á veces
    en ser monja; pero ni este deseo se atreve á confiar á su madre.
    Considera ella, en primer lugar, que no es buena su vocación; que quiere
    tomar el velo por despecho y como desesperada; y, por otra parte, cree
    que decir á su madre que quiere ser monja es un acto de rebeldía, es
    oponerse á su voluntad de casarla con D. Casimiro. ¿Qué piensa V. de la
    situación de mi desgraciada amiga?

    Interrogado tan directamente el Comendador, tuvo al cabo que romper el
    silencio; pero respondió con laconismo:

    –Mala es, en verdad, la situación; pero, ¿quién sabe? Todo tiene
    remedio menos la muerte. Entre tanto –añadió D. Fadrique, hablando con
    lentitud y bajo, dejando caer las palabras una á una, como si le
    costasen grandes esfuerzos, y como si en vez de responder á su sobrina
    hablase consigo mismo y á sí propio se respondiese;– entre tanto, Doña
    Blanca es discreta, es piadosa y es buena madre. Razones de mucho peso
    tiene… sin duda… para querer casar á su hija con D. Casimiro. En
    fin, muchacha, sigue siendo buena amiga de Clara; pero no caviles ni
    formes juicios acerca de la conducta de Doña Blanca. Voy, además, á
    hacerte otra súplica.

    –Mande V., tío.

    –Es algo difícil lo que exijo de tí.

    –¿Por qué?

    –Porque te gusta hablar, y lo que exijo es que calles.

    –¿Y qué he de callar? Ya verá V. cómo me callo. Yo no quiero que V. se
    disguste y forme mal concepto de mí.

    –Pues bien; calla que me has puesto al corriente de los amores de D.
    Carlos y Doña Clara, y calla también cuanto sabes acerca de estos
    amores.

    –¡Tío, por amor de Dios! No me crea V. tan amiga de contarlo todo. El
    pícaro idilio tiene la culpa. Sin el idilio, ni á V. le hubiera yo
    confiado nada.

    Oído esto, sonrió el Comendador á su sobrina; y como ya estaban en la
    casa, se apartó de la muchacha, yéndose algo meditabundo y ensimismado,
    cual si procurase resolver un difícil problema.

    IX

    Mientras el Comendador y Lucía tenían el diálogo de que acabamos de dar
    cuenta, Clara había entrado en el cuarto de su madre.

    Doña Blanca estaba sentada en un sillón de brazos. Delante de ella había
    un velador con libros y papeles. D. Valentín estaba allí, sentado en una
    silla, y no muy distante de su mujer.

    El aspecto de Doña Blanca era noble y distinguido. Vestida con sencillez
    y severidad, todavía se notaban en su traje cierta elegancia y cierto
    señorío. Tendría Doña Blanca poco más de cuarenta años. Bastantes canas
    daban ya un color ceniciento á la primitiva negrura de sus cabellos. Su
    semblante, lleno de gravedad austera, era muy hermoso. Las facciones,
    todas de la más perfecta regularidad.

    Era Doña Blanca alta y delgada. Sus manos, blancas, parecían
    transparentes. Sus ojos, negros como los de su hija, tenían un fuego
    singular é indefinible, como si todas las pasiones del cielo y de la
    tierra y todos los sentimientos de ángeles y diablos hubiesen
    concurrido á crearle.

    Don Valentín, tímido y pacífico, enamorado de su mujer en los primeros
    años de matrimonio, y lleno después de consideración hacia ella, no se
    atrevía á chistar en su presencia, si ella no le mandaba que hablase.

    Era D. Valentín un virtuoso caballero, pero débil y pusilánime. Había
    sido, por amor y respeto á su honra, un magistrado íntegro. Nada había
    podido apartarle del cumplimiento de su deber, y hasta había mostrado
    admirable entereza fuera de casa, donde la entereza, por grande que deba
    ser, basta con que dure un instante; pero en la casa, con la doméstica
    tiranía de una mujer dotada de voluntad de hierro, cuya presión es
    perpetua é incesante, D. Valentín no había sabido resistir, y había
    abdicado por completo. La hacienda, los negocios, la educación de la
    hija, todo dependía y todo era dirigido y gobernado por Doña Blanca.

  • El Arroyo

    El Arroyo

    Aproximadamente 50.112 palavras.

    ELÍSEO RECLUS

    EL ARROYO

    #El ARROYO#

    Elíseo Reclus

    Traducción de A. López Rodrigo

    #EL ARROYO#

    CAPÍTULO PRIMERO

    #La fuente#

    La historia de un arroyo, hasta la del más pequeño que nace y se pierde
    entre el musgo, es la historia del infinito. Sus gotas centelleantes han
    atravesado el granito, la roca calcárea y la arcilla; han sido nieve
    sobre la cumbre del frío monte, molécula de vapor en la nube, blanca
    espuma en las erizadas olas. El sol, en su carrera diaria, las ha hecho
    resplandecer con hermosos reflejos; la pálida luz de la luna las ha
    irisado apenas perceptiblemente; el rayo la ha convertido en hidrógeno y
    oxígeno, y luego, en un nuevo choque, ha hecho descender en forma de
    lluvia sus elementos primitivos. Todos los agentes de la atmósfera y el
    espacio y todas las fuerzas cósmicas, han trabajado en concierto para
    modificar incesantemente el aspecto y la posición de la imperceptible
    gota; á su vez, ella misma es un mundo como los astros enormes que dan
    vueltas por los cielos, y su órbita se desenvuelve de cielo en cielo
    eternamente y sin reposo.

    Toda nuestra imaginación no basta para abarcar en su conjunto el
    circuito de la gota y por eso nos limitamos á seguirla en su curso y su
    caída, desde su aparición en la fuente, hasta mezclarse con el agua del
    caudaloso río y el océano inmenso. Como seres débiles, intentamos medir
    la naturaleza con nuestra propia talla; cada uno de sus fenómenos se
    resume para nosotros en un pequeño número de impresiones que hemos
    sentido. ¿Qué es el arroyo, sino el sitio hermoso y apacible donde hemos
    visto correr el agua cristalina bajo la sombra de los álamos,
    balancearse sus hierbas largas como serpentinas y temblar agitados los
    juncos de sus islitas? La orilla florida donde gozábamos acostándonos al
    sol, soñando en la libertad, el sendero tortuoso que bordea el margen y
    que nosotros seguimos con paso lento contemplando el curso del agua, la
    arista de la piedra desde la cual el agua unida en apretado haz se
    precipita en cascada ó se deshace en espuma; he ahí lo que en nuestro
    recuerdo es el arroyo, casi con toda su infinita y compleja naturaleza,
    puesto que lo restante se pierde en las obscuridades de lo inconcebible.

    La fuente, el punto donde el chorro de agua, oculto hasta allí, se
    manifiesta repentinamente, es el paraje encantador hacia el cual nos
    sentimos invenciblemente atraídos; que ésta parezca adormecida en un
    prado como simple balsa entre los juncos, que salga á borbotones de la
    arena arrastrando laminitas de cuarzo ó de mica, que suben y bajan
    arremolinándose en un torbellino sin fin, que brote modestamente entre
    dos piedras, á la sombra discreta de los grandes árboles, ó bien que
    salga con estrépito de una abertura de la roca ¿cómo no sentirse
    fascinado por el agua que acaba de salir de la obscuridad y tan
    alegremente refleja la luz? Gozando nosotros del espectáculo encantador
    que el manantial nos ofrece, nos es fácil comprender por qué los árabes,
    los españoles, los campesinos de los Pirineos y otros muchos hombres de
    todas las razas y de todos los climas han creído ver en las fuentes
    «ojos» de seres encerrados en las tenebrosas entrañas de las rocas, con
    los cuales contemplan el espacio y la verdura. Libre de la cárcel que la
    aprisionaba, la ninfa alegre mira el cielo azul, los árboles, las
    hierbas, las cañas que se balancean; refleja la inmensa naturaleza en el
    hermoso zafiro de sus aguas, y, sugestionados por sus límpidas miradas,
    nos sentimos poseídos de misteriosa ternura.

    La transparencia de las fuentes fué en todo tiempo el símbolo de la
    pureza moral; en la poesía de todos los pueblos, la inocencia se compara
    con el agua cristalina de las fuentes, y el recuerdo de esta imagen,
    transmitido de siglo en siglo, se ha convertido para nosotros en
    atractivo.

    No cabe duda que esta agua se enturbiará más lejos; pasará por rocas que
    le dejarán materias impuras y arrastrará vegetales en putrefacción; se
    escurrirá por sucias tierras y se cargará de inmundancias por los
    animales y los hombres; pero aquí, en su balsa de piedra Ó en su cuna de
    juncos, es tan pura, tan luminosa, que parece aire condensado: los
    reflejos movibles de la superficie, los repentinos borbotones, los
    círculos concéntricos de sus rizos, los contornos indecisos y flotantes
    de las piedras sumergidas, es lo único que revela que ese fluido tan
    claro, es agua lo mismo que los ríos cenagosos. Inclinándonos sobre la
    fuente y viendo en ella reflejada nuestra cara fatigada y con frecuencia
    nada buena sobre su límpida superficie, no hay nadie que no repita
    instintivamente, hasta sin haberlo aprendido, el antiguo canto que los
    güebros enseñaban á sus hijos:

    Acércate á la flor, pero no la deshojes,
    Mírala y dí en voz baja: ¡Oh, quién fuera tan bueno!

    En fuente cristalina no arrojes nunca piedras;
    Contémplala y exclama: ¡Oh, quién fuera tan puro!

    ¡Qué hermosas son esas cabezas de náyade con la cabellera coronada de
    hojas y flores que los artistas helénicos han burilado en sus medallas y
    esas estatuas de ninfas que han elevado sobre las columnatas y los
    templos! ¡Cuán encantadoras son esas imágenes ligeras y vaporosas que
    Goujon ha sabido, no obstante, fijar para los siglos en el mármol de sus
    fuentes! Cuán graciosa y alegre no es esa fuente que el viejo Ingres ha
    casi esculpido con su pincel! Nada parece ser tan fugitivo, tan
    indeciso como el agua corriente vista entre juncos; es cosa de
    preguntarse cómo una mano humana puede atreverse á simular la fuente,
    con sus rasgos precisos, en el mármol ó la tela; pero pintor ó escultor,
    el artista no tiene más que mirar esta agua transparente, dejarse
    seducir por el sentimiento que le invade, para ver que aparece ante su
    vista la imagen graciosa y de redondeces abultadas y hermosas. Héla ahí,
    bella y desnuda, sonriendo á la vida, fresca como la onda en la que su
    pie se baña; es joven y no envejecerá jamás; aunque las generaciones
    pasen rápidas ante ella, sus formas serán siempre igualmente suaves, su
    mirada igualmente pura, y el agua que se extiende como perlas en su urna
    encantada, brillará siempre al sol con iguales resplandores. ¡Qué
    importa que la ninfa inocente, desconocedora de las miserias de la vida,
    no tenga en su cabeza un torbellino de ideas! Feliz ella, no sueña en
    nada; pero su dulce mirada nos hace soñar á nosotros y, á su vista, nos
    prometemos ser sinceros y buenos hasta ser su igual, y su virtud nos
    fortalece contra el mundo odioso del vicio y la calumnia.

    La leyenda romana nos dice que Numa Pompilio tenía como consejera á la
    ninfa Egeria. Penetraba solo en el interior de los bosques, bajo la
    sombra misteriosa de las encinas; se aproximaba confiadamente á la gruta
    sagrada y con su sola presencia, al agua pura de la cascada, con su
    ropaje bordado de espuma y el flotante velo de vapor, irisado, adquiría
    la forma de una mujer hermosa y le sonreía con amor. Numa, el mísero
    mortal, la hablaba como á su igual, y la ninfa le contestaba con voz
    cristalina, á la que se mezclaban como un coro lejano el murmullo del
    follaje y los ruidos del bosque. El legislador aprendió allí su
    sabiduría. Ningún anciano con su barba blanca hubiera pronunciado
    palabras tan juiciosas como las que salían de los labios de la ninfa,
    inmortal y eternamente joven.

    ¿Qué nos dice esta leyenda, sino que sólo la naturaleza y no la baraúnda
    de las multitudes puede iniciarnos en la verdad? ¿qué para iniciarse en
    los misterios de la ciencia es preciso retirarse á la soledad y
    desarrollar su inteligencia por la reflexión? Numa Pompilio, Egeria, no
    son más que nombres simbólicos que resumen todo un período de la
    historia del pueblo romano, lo mismo que la de toda sociedad naciente: á
    las ninfas, ó, por mejor decir, á las fuentes; á los bosques, á los
    montes deben los hombres la inspiración de sus costumbres y sus leyes en
    el origen de la civilización. Y aun cuando fuera cierto que la discreta
    naturaleza hubiera dado así consejos á los legisladores, transformados
    bien pronto en opresores de la humanidad, ¡cuánto bien no ha hecho sobre
    ella en favor de los que sufren en la tierra, para darles energía,
    consolarlos en las horas de desgracia y fortalecerlos para la gran
    batalla de la vida! Si los oprimidos no hubieren tenido donde templar
    las energías y crearse un alma fuerte contemplando la tierra y sus
    grandes paisajes, la iniciativa y la audacia hubieran muerto ha muchos
    siglos. Todas las cabezas se hubieran inclinado ante unos cuantos
    déspotas y todas las inteligencias hubieran caído en una indestructible
    red de sutilezas y mentiras.

    En nuestras universidades é institutos, muchos profesores, sin saber lo
    que hacen ó creyendo hacer bien, intentan disminuir el valor de la
    juventud educando la fuerza y la originalidad según sus propias ideas,
    imponiendo á todos la misma disciplina y mediocridad. Existe una tribu
    de pieles rojas en la que las madres intentan hacer hijos para
    consejeros y para la guerra haciéndoles inclinar la cabeza hacia
    adelante ó hacia atrás por medio de sólidos instrumentos de madera y
    vendajes apropiados; lo mismo que esta tribu existen pedagogos que se
    consagran á la obra funesta de fabricar cabezas de funcionario y otros
    cargos, lo cual consiguen, desgraciadamente, con harta frecuencia. Pero
    pasan los diez meses de cadena, los diez largos meses de estudios, y
    llegan los días felices de vacaciones: la juventud adquiere su libertad;
    vuelve al campo, ve nuevamente los álamos del prado, los árboles del
    bosque, y la fuente sobre cuyas aguas flotan ya las primeras hojas
    amarillas que el otoño marchita; llenan sus pulmones con el aire puro de
    la campiña, renuevan su sangre, fortalecen un cuerpo y todos los
    aburrimientos de la escuela serán insuficientes para hacer que
    desaparezcan del cerebro los recuerdos de la naturaleza libre. Que el
    colegial salido de la cárcel, escéptico y extenuado, se aficione á
    seguir el tortuoso sendero que bordea al arroyo, que contemple los
    remolinos de las aguas, que separe las hojas ó levante las piedras para
    ver salir el agua de los pequeños manantiales, y este ejercicio le hará
    muy pronto sencillo de corazón, jovial y cándido.

    Y lo mismo que sucede á los jóvenes sucede á los pueblos en su
    adolescencia. A miles, los sacerdotes y directores de las naciones,
    pérfidos ó llenos de buenas intenciones, se han armado del látigo y la
    mordaza, ó bien, con mayor habilidad se han limitado á hacer repetir en
    todos los siglos las ideas de obediencia con objeto de matar las
    voluntades y envilecer los espíritus; pero, afortunadamente, todos esos
    _pastores_ que han querido esclavizar al hombre por el terror, la
    ignorancia ó la aplastante rutina, no han conseguido crear un mundo á su
    imagen, no han podido hacer de la naturaleza un gran jardín de olorosos
    naranjos, con árboles retorcidos en forma de monstruos y de enanos, con
    valles cortados como figuras geométricas y rocas talladas á la última
    moda. La tierra, por la magnificencia de sus horizontes, las frescuras
    de sus bosques y la pureza de sus fuentes, ha sido y continúa siendo la
    gran educadora y no ha cesado de llamar á las naciones á la armonía y á
    la conquista de la libertad. Tal monte cuyas nieves y hielos aparecen
    en pleno cielo por encima de las nubes, tal bosque en el que el viento
    ruge, ó tal riachuelo que corre susurrante por prados y valles, han
    hecho con frecuencia mucho más que formidables ejércitos por la libertad
    de un pueblo. Así lo sintieron los antiguos vascos, nobles descendientes
    de los íberos, nuestros abuelos: por el anhelo de libertad y altiva
    valentía, construían sus residencias al borde de las fuentes, á la
    sombra de los grandes árboles, y más aún que su fiereza, el amor á la
    naturaleza aseguró durante siglos su independencia.

    Nuestros otros antepasados, los arios de Asia, adoraban las aguas
    corrientes, y desde el origen de las edades históricas, fueron objeto de
    un culto verdadero. Vivían en la salida de los hermosos valles que
    descendían de Palmira, el «techo del mundo», sabían utilizar todos los
    torrentes de agua clara dividiéndolos en numerosos canales,
    transformando así en fértiles huertas sus áridas tierras, y si invocaban
    á las fuentes, si las ofrecían sacrificios, no era sólo porque el agua
    fertilizaba sus campos y hacía crecer sus árboles y calmaba la sed de
    ellos y sus ganados, sino también, según decían, porque el agua purifica
    á los hombres, equilibra las pasiones y calma los «deseos desmedidos».
    El agua era quien les evitaba los odios y furias insensatos de sus
    vecinos, los semitas del desierto, y ella era quien les había salvado de
    la vida errante fecundando sus campos y alimentando sus cultivos; á ella
    debían el haber podido fijar la primera piedra del hogar, y luego, la
    población y la ciudad, ensanchando así el círculo de sus sentimientos y
    sus ideas. Sus hijos, los helenos, comprendieron la importancia del agua
    y su influencia decisiva en el origen de las sociedades, según más tarde
    demostraron construyendo un templo y levantando la estatua de un dios al
    borde de cada una de sus fuentes.

    Hasta entre nosotros, últimos descendientes de los arios, subsiste en
    algunos puntos un resto de la antigua adoración á las fuentes. Después
    de la muerte de los antiguos dioses y la destrucción de sus templos, los
    pueblos cristianos continuaron en muchas partes venerando el agua de los
    manantiales: así en el nacimiento del Cefiso en Beocia, se ve una al
    lado de otra, las ruinas de dos ninfeos griegos con sus elegantes
    columnas y la pesada arquitectura de una capilla de la Edad Media. En la
    Europa occidental algunas iglesias y conventos han sido construídos en
    la orilla de las fuentes; pero en muchos más puntos aun, los sitios
    encantadores en donde alegremente salen del suelo las aguas cristalinas,
    han sido maldecidos como parajes frecuentados por demonios. Durante los
    dolorosos siglos de la Edad Media, el temor transformó los hombres, y
    este sentimiento funesto les hizo ver caras gesticulantes y ridículas,
    en donde nuestros antepasados sorprendieron la sonrisa de los dioses,
    transformando en antesala del infierno la alegre tierra que para los
    helenos fué la base del Olimpo. Los negros sacerdotes, comprendiendo
    por instinto que la libertad podría renacer del amor á la naturaleza,
    habían entregado la tierra á los genios infernales; habían puesto los
    demonios y los fantasmas en el mismo punto que antes ocupaban los
    dríadas y las fuentes donde en otro tiempo se bañaban las ninfas. Al
    nacimiento de las aguas acudían los espectros de los muertos para unir
    sus sollozos con los quejidos lastimeros de los árboles y el murmullo
    del agua al chocar con las piedras; era también el punto de reunión de
    las bestias salvajes, en donde por las noches el siniestro duende se
    emboscaba detrás de una breña para lanzarse de un salto sobre los
    caminantes y convertirlos en cabalgadura suya. En Francia, como en
    España ¡cuántas «fuentes del diablo» y «bocas de infierno» existen, no
    frecuentadas por los campesinos supersticiosos, y teniendo únicamente de
    infernal, sin embargo, esas fuentes temidas y esos antros subterráneos,
    la majestad salvaje del lugar ó la azul profundidad de sus aguas!

    En adelante, á todos los hombres que aman á la vez la poesía y la
    ciencia, á todos los que deben trabajar de común acuerdo para el
    bienestar general, corresponde el deber de levantar la maldición
    arrojada sobre las fecundas y encantadoras fuentes por los sacerdotes de
    la Edad Media. No adoraremos, es cierto, como nuestros antepasados,
    arios, semitas ó íberos, el agua transparente que sale á borbotones del
    suelo; para manifestar nuestro agradecimiento por la vida y las
    riquezas que produce á las sociedades, no lo construiremos ningún
    ninfeo, no le dedicaremos ninguna libación solemne, pero en honor de la
    fuente haremos más que todo eso. Estudiaremos en sus aguas, en su
    espuma, en la arena que arrastra, en las tierras que disuelve y, á pesar
    de las tinieblas, remontaremos el curso subterráneo hasta la primera
    gota que la roca transpira; á la luz del día la seguiremos de cascada en
    cascada, de curva en curva, hasta llegar al inmensa depósito del mar á
    donde va á confundirse, y conoceremos con exactitud el papel importante
    que desempeña en la historia del planeta. Al mismo tiempo, aprenderemos
    á utilizarla de un modo completo en el riego de nuestros campos,
    convirtiéndola en una de nuestras riquezas, poniéndola al servicio común
    de la humanidad, en vez de dejarla arrasar los cultivos ó perderse en
    pestilentes pantanos. Cuando hayamos, en fin, comprendido á la fuente
    con exacta perfección, entonces será nuestra fiel asociada en la obra de
    embellecimiento del globo; entonces apreciaremos prácticamente su
    encanto y su belleza, y nuestras miradas no serán ya de infantil
    admiración. El agua, como la tierra que vivifica, nos parecerá cada día
    más hermosa en cuanto se haya purificado, no sin pena, de su larga
    maldición. Las tradiciones de nuestros antepasados, los ciudadanos
    helénicos, que miraban con tanto amor el perfil de los montes, el
    nacimiento de las aguas y el contorno accidentado de las orillas del
    arroyo, han sido vueltas á la vida por nuestros artistas para la tierra
    entera como para la fuente, y gracias á esta resurrección la humanidad
    florece de nuevo en su juventud y su alegría.

    Cuando empezó el renacimiento de los pueblos europeos, un mito extraño
    se propagó entre los hombres. Se contaba que lejos, muy lejos, más allá
    de los límites del mundo conocido, existía una fuente maravillosa, que
    reunía las virtudes de todas las demás fuentes; no sólo curaba los males
    sino que rejuvenecía y daba la inmortalidad. El vulgo creyó esta fábula
    y se puso á buscar la «Fuente dé la Juventud,» esperando encontrarla, no
    en la entrada de los infiernos, como la laguna Estigia, sino al
    contrario, en un paraíso terrestre, en medio de flores y verdura, bajo
    una primavera eterna. Después del descubrimiento del Nuevo Mundo, los
    soldados españoles, á millares, se aventuraban con heroísmo inusitado en
    medio de tierras desconocidas, á través de los bosques, pantanos,
    barrancos y montes, y en regiones pobladas de enemigos; iban siempre
    adelante, y cada una de sus etapas se marcaba con la muerte de muchos de
    ellos; pero los que quedaban avanzaban sin detenerse, esperando hallar
    al fin, en recompensa de sus esfuerzos, esa agua maravillosa cuyo
    contacto les haría vencer á la muerte. Aun hoy, según se dice, los
    pescadores descendientes de los primeros conquistadores españoles dan
    vueltas alrededor de las islas del estrecho de las Bahamas, con la
    esperanza de ver en alguna playa salir á borbotones la maravillosa agua.

    ¿Y á qué es debido el que hombres, gozando después, de todo de un
    excelente buen sentido y gran fuerza de voluntad, buscaran con tanta
    pasión la fuente divina que debía renovar sus cuerpos y se exponían
    alegremente á todos los peligros con la esperanza de encontrarla?
    Consiste en que nada les parecía imposible á los que habían visto
    realizarse las maravillas del Renacimiento. En Italia, los sabios habían
    sabido resucitar el mundo griego con sus pensadores y artistas; en la
    brumosa Alemania los magos de la verdad habían descubierto la maravilla
    de hacer grabar el metal y la madera; los libros se imprimían, y el
    dominio infinito de las ciencias se abría así á las masas del pueblo,
    condenadas en otro tiempo á la obscuridad de la ignorancia; en fin, los
    navegantes genoveses, venecianos, españoles y portugueses habían hecho
    surgir, como un segundo planeta unido al nuestro, un continente nuevo
    con sus plantas, sus animales, sus pueblos y sus dioses. La inmensa
    renovación de las cosas había embriagado los espíritus; sólo lo posible
    parecía quimérico. La Edad Media desapareció en el abismo de los siglos
    pasados, y, para los hombres empezaba una nueva era, más libre y feliz.
    Los que por el estudio se habían emancipado del error y las
    supersticiones, comprendieron que la ciencia, el trabajo y la unión
    fraternal podían sólo aumentar el poder de la humanidad y hacerla
    triunfar definitivamente de la influencia del pasado; pero los soldados
    groseros, héroes contra el buen sentido, iban buscando en el pasado
    legendario esa gran era de renovación que se abría precisamente por las
    conquistas de la observación y la negación del milagro; tenían necesidad
    de un símbolo material para creer en el progreso, y este símbolo era el
    de la fuente, en donde los miembros del anciano recobraran la fuerza y
    la belleza. La imagen que se presentaba naturalmente á su imaginación
    era la de la fuente, naciendo á la libertad del fondo tenebroso del
    suelo y haciendo crecer en seguida sobre sus orillas frondosas las
    plantas, las flores y la juventud.

    CAPÍTULO II

    #El agua del desierto#

    Para comprender la importancia que han tenido los manantiales y los
    arroyos en la vida de las sociedades, es preciso transportarse, aunque
    sólo sea con el pensamiento, á los países donde la tierra avara no deja
    brotar más que muy raras fuentes. Acostados blanda y cómodamente sobre
    la hierba de nuestros prados, cerca del agua que se escapa á borbotones,
    es muy fácil abandonarnos á la voluptuosidad de vivir, contentándonos
    sólo con los encantadores horizontes de nuestro clima; pero dejemos
    nuestro espíritu vagar bastante más allá de los límites donde alcanza
    nuestra mirada. Viajemos á capricho lejos de las matas gramíneas que se
    balancean á nuestro lado á la otra parte de los álamos que hacen sombra
    á la fuente, y de los surcos que rayan la falda de la colina; más allá
    todavía de las ondulaciones vaporosas de las crestas que marcan las
    fronteras del valle y de los blancos jirones de nubes que festonean el
    horizonte. Sigamos en su vuelo, al otro lado de los montes y los mares,
    al pájaro que se marcha hacia otros continentes. La frente refleja un
    instante su rápida imagen pero bien pronto desaparece en el espacio.

    Aquí, en nuestros ricos valles de la Europa occidental, el agua corre en
    abundancia; las plantas bien regadas, se desarrollan con toda su
    belleza; las ramas de los árboles, con su corteza lisa y tierna, están
    rebosando savia; el aire tibio está cargado de vapores. Por influencia
    del contraste, es natural pensar en otras comarcas menos felices, en las
    que la atmósfera no produce lluvia, y el suelo, demasiado árido, da vida
    raquítica á una insignificante vegetación. En esas regiones es donde las
    gentes saben apreciar el agua en su justo valor. En el interior del
    Asia, en la Península arábiga, en el Sahara y el desierto del Africa
    Central, en las llanuras del Nuevo Mundo, y hasta en ciertas regiones de
    España, cada fuente es algo más que el símbolo de la vida; es la vida
    misma: que el agua sea abundante y la prosperidad del país se
    acrecentará; si la cantidad disminuye ó desaparece completamente, los
    pueblos se empobrecen ó mueren: su historia es la del hilo de agua,
    cerca del cual construyen sus cabañas.

    Los orientales, cuando tienen ensueños de felicidad, se ven siempre al
    borde de un arroyuelo, y en sus cantos celebran, sobre todo, la belleza
    de las fuentes. Mientras que en nuestra Europa, con bastante agua para
    el desenvolvimiento de la vida, nos saludamos burguesamente
    preguntándonos por la salud y los negocios, los gallos del Africa
    oriental, se preguntan inclinándose. «¿Has hallado agua?» En el
    Indostán, al criado encargado de refrescar la morada rociando el piso,
    le llaman el «paradisiaco».

    En las costas del Perú y de Bolivia, donde el agua pura es muy rara,
    miran frecuentemente con desesperación la vasta extensión de las ondas
    saladas. La tierra árida tiene un color amarillo, el cielo es azul ó de
    un color de acero. Sucede á veces que una nube se forma en la atmósfera:
    inmediatamente, las gentes se juntan para seguir con la mirada el
    hermoso lienzo de vapor que se deshace en el espacio sin resolverse en
    lluvia. No obstante, después de meses y años de espera, un feliz
    movimiento del aire funde en agua á la nube sobre las arideces de la
    costa. ¡Qué alegría, ver caer el chaparrón tanto tiempo esperado! Los
    niños salen de la casa para recibir la lluvia sobre sus cuerpos
    desnudos y se bañan en las charcas lanzando gritos de alegría; los
    adultos esperan impacientes el final de la tormenta para salir al aire
    libre y gozar del contacto con las moléculas húmedas que flotan todavía
    en la atmósfera. La lluvia que acaba de caer va á renacer por todas
    partes, no en fuentes, sino cambiada por la maravillosa química del
    suelo, en verdura, en flores y en aromas, para transformar durante
    algunos días el desierto árido en hermoso prado. Por desgracia, esas
    hierbas se secan en muy pocas semanas, la tierra se calcina de nuevo, y
    los habitantes, afligidos, se ven obligados á ir en busca del agua
    necesaria, á las llanuras lejanas cubiertas de eflorescencias
    salitrosas. El agua se deposita en grandes tinajas, y les gusta mirarse
    en ella, lo mismo que en nuestros felices climas podemos hacer en el
    mágico espejo de nuestras fuentes.

    El extranjero que se aventura por ciertos pueblos del alto Aragón,
    construídos sobre las cumbres de los montes que sirven de base á los
    Pirineos lo mismo que rocas á punto de rodar hasta el valle, se ve
    sorprendido por la tierra roja que cimenta las piedras irregulares de
    las miserables casuchas. Supone que la roja argamasa se ha amasado con
    arena rojiza, pero no es así; los constructores, avaros de su agua, han
    preferido hacer el mortero con vino. La cosecha del año anterior ha sido
    buena, sus bodegas están llenas de líquido, y si se quiere colocar la
    nueva cosecha, no tiene otro recurso que vaciar una buena parte. Para ir
    en busca del agua, muy lejos en el valle, al pie de las colinas, sería
    necesario perder días enteros y cargar numerosas caravanas de mulas. En
    cuanto á servirse del agua que cae gota á gota por la hendidura de la
    roca inmediata, es un sacrilegio en el cual nadie piensa. Esta agua, las
    mujeres que van todos los días á recogerla en sus cántaros, la conservan
    con un amor religioso.

    ¡Cuánto más viva todavía debe ser la admiración que por el agua siente
    el viajero que atraviesa el desierto de piedras ó de arena, y que ignora
    si tendrá la suerte de hallar un poco de humedad en algún pozo, cuyas
    paredes están formadas con huesos de camello! Llega al punto indicado,
    pero la última gota acaba de ser evaporada por el sol; ahonda el húmedo
    suelo con la punta de su lanza; todo inútil, la fuente que buscaba no
    volverá á tener agua hasta la próxima temporada de lluvias. ¿Qué tiene,
    pues, de extraño que su imaginación, siempre obsesionada por la visión
    de las fuentes, dirigida hacia la imagen de las aguas, se las haga
    aparecer repentinamente? El espejismo no es sólo, tal como lo dice la
    física moderna, una ilusión de la vista producida por la refracción de
    los rayos del sol al través de un plano en el que la temperatura no es
    en todas partes la misma; es también con frecuencia una alucinación del
    fatigado viajero. Para él, el colmo de su felicidad sería ver aparecer
    á sus pies mismo un lago de agua fresca, en el cual pudiera al mismo
    tiempo que calmar su sed, refrescar su cuerpo, y tal es la intensidad de
    su deseo, que transforma su ensueño en una imagen visible. El hermoso
    lago que describe en su pensamiento, se le aparece al fin reflejando á
    lo lejos la luz del sol y presentando á su vista la orilla dilatada
    hasta el horizonte, poblada de tupidas y elegantes palmeras. Dentro de
    algunos minutos nadará voluptuosamente en sus aguas, y ya que no puede
    gozar de la realidad, disfruta al menos con la ilusión.

    ¡Qué momento de entusiasmo y alegría aquel en que el guía de la
    caravana, dotado de vista más penetrante que sus compañeros, divisa en
    el horizonte el punto negro que le revela el verdadero oasis! Lo señala
    con el dedo á los que le siguen, y todos sienten en el mismo instante
    disminuir la laxitud: la vista de ese pequeño punto casi imperceptible
    ha sido suficiente para reparar sus fuerzas y cambiar en alegría su
    desesperación; las caballerías alargan el paso, porque también ellas
    saben que la terrible jornada va á tener pronto fin. El punto negro
    aumenta poco á poco; ahora se presenta ya como una nube indecisa,
    contrastando por su color negro con la superficie inmensa del desierto
    de un color rojo deslumbrador; luego la nube se extiende y se levanta
    sobre la llanura: es un bosque, sobre el cual empiezan á distinguirse
    las redondas cimas de las palmeras, parecidas á bandadas de gigantescos
    pájaros. Al fin, el viajero penetra bajo la alegre sombra, y ahora sí
    que es agua, agua verdadera, lo que oye murmurar al pie de los árboles.
    ¡Pero qué cuidado religioso ponen los habitantes del oasis en utilizar
    hasta la última gota del precioso líquido! Dividen el nacimiento en una
    multitud de pequeños regueros, con objeto de esparcir la vida sobre la
    mayor extensión posible, y trazan á todas estas pequeñas venas de agua
    el camino más recto hacia las plantaciones y los cultivos. Empleada así
    hasta la última gota, la fuente no va á perderse en el arroyo y en el
    desierto: sus límites son los del oasis mismo; donde crecen los últimos
    arbustos, allí acaban las últimas arterias del agua, absorbida por las
    raíces para transformarla en savia. ¡Extraño contraste el de las cosas!
    Para los que habitan el oasis es este un presidio; para los que lo
    divisan de lejos ó lo ven sólo con la imaginación, es un paraíso.
    Sitiado por el inmenso desierto, donde el viajero desorientado sólo
    halla hambre, sed, la locura, ó tal vez la muerte, los habitantes del
    oasis son además diezmados por las fiebres que la pestilencia de las
    aguas producen, al pie mismo de las poéticas palmeras. Cuando los
    emperadores romanos, modelo de todos los que les han sucedido en la
    historia de la autoridad, tenían interés en deshacerse de un enemigo sin
    necesidad de derramar sangre, se limitaban á desterrarlos á un oasis, y
    poco tiempo después tenían la alegría de saber que la muerte había hecho
    rápidamente el servicio esperado. Y no obstante, esos oasis mortíferos,
    gracias á sus aguas cristalinas y al contraste que ofrecen con las
    soledades áridas, hacen surgir en el hombre la idea de un lugar de
    delicias y han llegado á ser el símbolo mismo de la felicidad. En sus
    viajes de conquista á través del mundo, los árabes, deseosos de crearse
    una patria en todas las comarcas á donde les llevaba el amor de
    conquista y el fanatismo de la fe, intentaron crear por doquier pasaban
    pequeños oasis. ¿Qué son en Andalucía esos jardines encerrados entre las
    tristes murallas de un alcázar moro, sino miniaturas del oasis, que les
    recordaban los del desierto? Por el lado de la población y de sus calles
    llenas de polvo, las altas murallas coronadas de almenas y agujereadas
    de trecho en trecho por algunas angostas aberturas, presentan un aspecto
    terrible; pero cuando se ha penetrado en el recinto y se han pasado las
    bóvedas, los corredores y las arcadas, se nos presenta el jardín rodeado
    de elegantes columnas que recuerdan los esbeltos troncos de las
    palmeras. Las plantas trepadoras se enlazan en los fustes de mármol, las
    flores llenan el reducido espacio con su perfume penetrante, y el agua,
    poco abundante, pero distribuida con el mayor arte, cae como perlas
    sonoras en el vaso de la fuente.

    En presencia de las hermosas fuentes de nuestro clima, cuya agua nos
    apaga la sed y nos enriquece, se nos ocurre preguntar cuál de los
    agentes naturales de la civilización ha hecho más para ayudar á la
    humanidad en su lento desenvolvimiento. ¿Es acaso el mar con sus aguas
    pobladas de vidas, con sus playas, que fueron los primeros caminos
    empleados por el hombre, y su superficie infinita excitando en el
    bárbaro el deseo de recorrerla de una á otra orilla? ¿Es acaso el monte
    con sus altas cimas, que son la belleza de la tierra, sus profundos
    valles, donde los pueblos hallan abrigo, su atmósfera pura, que da á los
    que la respiran una alma fuerte? ¿O será tal vez la humilde fuente, hija
    del mar y de los montes? Sí; la historia de las naciones nos enseña cómo
    la fuente y el arroyo han contribuido directamente al progreso del
    hombre más que el océano, los montes y toda otra parte del gran cuerpo
    del planeta que habitamos. Costumbres, religiones, estado social,
    dependen, sobre todo, de la abundancia de aguas corrientes.

    Según una leyenda oriental, fué á la orilla de una fuente del desierto
    donde los legendarios antepasados de las tres grandes razas del antiguo
    mundo cesaron de ser hermanos para convertirse en enemigos. Los tres,
    fatigados por la marcha á través de la arena, se sentían morir de calor
    y de sed. Llenos de alegría al divisar una fuente, corrieron para
    arrojarse en sus aguas. El más joven que llegó primero, salió
    transformado; su color, negro como el de sus hermanos antes de
    sumergirse en la fuente, había tomado el color de un blanco rosado, y
    sobre sus espaldas brillaban rubios cabellos. El agua desaparecía por
    momentos, y el segundo hermano no pudo bañarse por entero; no obstante,
    se revolcó sobre la arena húmeda, y su piel se tiñó de un color dorado.
    A su vez el tercero se arrojó en la balsa, poro no quedaba ya ni una
    gota de agua. El desgraciado se agitaba inútilmente queriendo beber y
    humedecer su cuerpo; pero sólo las plantas de los pies y las palmas de
    sus manos, apretando la arena se humedecieron un poco y adquirieron un
    matiz ligeramente blanco.

    Esta leyenda relativa á los habitantes de los tres continentes del
    Antiguo Mundo, nos cuenta, tal vez en forma velada, cuáles son las
    verdaderas causas de la prosperidad de las razas. Las naciones de Europa
    han llegado á ser las más morales, las más inteligentes y las más
    felices, no porque lleven en sí preeminencia alguna, sino porque gozan
    de un mayor número de ríos y fuentes, y sus cuencas fluviales están más
    felizmente distribuídas. El Asia, donde muchos pueblos son del mismo
    origen ario que las principales naciones de Europa, tiene una historia
    mucho más antigua, y ha hecho, no obstante, menos progresos en
    civilización y poderío sobre la naturaleza porque sus canales de riego
    están peor distribuídos, y porque vastos desiertos separan sus fértiles
    valles. Y el Africa, continente informe, poblado de desiertos, de
    mesetas, de llanuras tostadas por el sol, y de pantanos, hace largos
    siglos que es la tierra desheredada á causa de la falta de fuentes y de
    ríos. Pero á pesar de los odios y las guerras, en auge todavía, los
    pueblos se hacen más solidarios cada día, y saben ya comunicarse sus
    privilegios para hacer de ellos un patrimonio común; gracias á la
    ciencia y á la industria que se propagan de día en día, saben ya hacer
    brotar el agua donde nuestros antepasados no sabían hallarla, y poner en
    comunicación unos ríos con otros, aunque estén muy distantes. Los tres
    primeros hombres se separaron enemigos en la fuente de la Discordia,
    pero la misma leyenda añade que se reconciliaron un día en el manantial
    de la Igualdad, para ser eternamente hermanos.

    En las regiones predilectas del sol, donde tradiciones y mitos van á
    buscar la mayor parte de las causas de la civilización de las naciones,
    es alrededor de la fuente, condición principal de la vida, donde afirman
    que por vez primera se reunieron los hombres. En medio del desierto, la
    tribu vive aprisionada en el oasis; forzosamente agrícola, los límites
    de su territorio están marcados por el alcance que el agua tiene. Las
    estepas de abundante hierba, más fáciles de atravesar que el desierto,
    no mantienen en cautiverio á las tribus, y los pastores nómadas
    conduciendo sus rebaños, viajan, según la temporada, de un extremo á
    otro de la llanura; pero los puntos de reunión son siempre las fuentes,
    y de la mayor ó menor abundancia del manantial depende el poderío de la
    tribu. La institución patriarcal de los semitas del Asia occidental y de
    las demás razas del mundo, es debida sobre todo á la carencia de
    manantiales.

    La altiva ciudad griega, y con ella la admirable civilización de los
    helenos, que continuará resplandeciente á través de la historia, se
    explica también en gran parte por la forma del Hélada, donde numerosos
    lagos, separados unos de otros por colinas y elevadas montañas, tienen
    cada uno su pequeña familia de arroyuelos y de valles. ¿Se puede
    imaginar Esparta sin el Eurotas, Olimpia sin el Alfeo y Atenas sin el
    Iliso? Además, los poetas griegos supieron reconocer lo que debía su
    patria á esas pequeñas corrientes de agua que un salvaje de América ni
    siquiera se dignaría mirar. Los aborígenes del Nuevo Mundo desprecian al
    arroyo porque ven correr con su terrible majestad los grandes ríos como
    el Madeira, el Tapajoz y el Amazonas; pero esas enormes masas de agua no
    las comprenden ni siquiera lo necesario para apreciar su potencia, y al
    contemplarlas se quedan como estúpidos. El griego, al contrario, lleno
    de gratitud por el más insignificante hilillo de agua, lo deificaba como
    una fuerza natural; le construía templos, le erigía estatuas y acuñaba
    medallas en su honor. Y el artista que grababa ó esculpía esos rasgos
    divinizados, comprendía tan perfectamente las virtudes íntimas de la
    fuente, que, al ver la imagen los ciudadanos que corrían á contemplarla,
    la reconocían inmediatamente.

    ¡Cuán célebres son los nombres de los pequeños arroyuelos del Hélada y
    del Asia Menor así transfigurados por los escultores y los poetas!
    ¡Cuando el viajero desembarca en el Helesponto, sobre las mismas playas
    donde Ulises y Aquiles sacaron sus embarcaciones sobre la arena; cuando
    apercibe el llano que en otro tiempo sostenía las murallas de Troya y ve
    su propia imagen reflejarse, bien en los famosos manantiales del
    Escamandro, ó en el agua cristalina del pequeño río Simois, donde estuvo
    á punto de perecer el valiente Ajax, bien pobre es su imaginación y bien
    rebelde su corazón si no se siente profundamente conmovido en presencia
    de esas aguas que el viejo Homero ha cantado! ¿Quién no se sentirá
    conmovido al visitar esas fuentes de Grecia, con sus hombres armoniosos
    de Caliroe, Mnemosina, Hipocrene, Castalia?… El agua que entonces
    manaba y que continúa naciendo todavía, es la que los poetas miraban con
    amor como si la inspiración hubiera salido del suelo al mismo tiempo que
    las fuentes; á esos hilillos transparentes iban á beber, pensando en la
    inmortalidad y queriendo leer el destino de sus obras en los rizos de la
    pequeña laguna y en las pequeñas ondulaciones de la cascadita.

    ¡No es posible que haya un viajero que no se deleite recordando esas
    célebres fuentes, si ha tenido la felicidad de contemplarlas un día! Yo
    recuerdo todavía con verdadera emoción las horas y los minutos en que,
    cual humilde amante de las fuentes, pude dirigir mi mirada hacia las
    aguas puras de los manantiales de la Sicilia griega, y sor prender en
    su alegre nacimiento, acariciados por la luz del sol, los pequeños
    torrentes Aeis y Amenanos, y los borbotones transparentes de Cianea y
    Aretusa. Es cierto que estas fuentes son hermosas, pero me parecían mil
    vecen más encantadoras al recordar que muchos millones de hombres ya
    desaparecidos, las habían admirado como yo: una especie de piedad filial
    me hacía participar de los sentimientos de todos aquellos, que desde el
    juicioso Ulises, se habían detenido al borde de esas aguas para
    satisfacer su sed, ó tan sólo para contemplar la profundidad azul y la
    cristalina corriente. El recuerdo de los pueblos que se habían unido
    alrededor de esas fuentes, y cuyos palacios y templos se habían
    reflejado temblando sobre la rizada superficie, se mezclaba para mí con
    el murmullo de la fuente saliendo fuera de su cárcel calcárea ó de lava.
    Los pueblos han sido destruidos; diversas civilizaciones se han sucedido
    con su flujo y reflujo de progreso y decadencia; pero la fuente, con su
    voz clara, no cesa un instante de contar la historia de las antiguas
    ciudades griegas: más aun que la grave historia, las fábulas con las que
    los poetas han adornado la descripción de las fuentes, sirven en
    nuestros días para resucitar ante nosotros las pasadas generaciones. El
    riachuelo Acis que festejaban Galatea y las ninfas del bosque y que el
    gigante Polifemo medio enterró entre las rocas, nos habla de una
    erupción del Etna, el gigante terrible, con la mirada de fuego,
    encendida sobre la como el ojo fijo del Ciclope; Cifanelo ó el Azulado
    que se coronaba de flores cuando el negro Platón vino á llevarse á
    Proserpina para abismarse con ella en las cavernas del infierno, nos
    hace aparecer los dioses jóvenes en la época de sus amores con la tierra
    virgen todavía; la encantadora Aretusa que la leyenda nos dice haber
    venido de Grecia nadando á través de las olas del mar Jónico, siguiendo
    la estela de las embarcaciones dóricas, nos cuenta la emigración de los
    colonos griegos en su marcha gradual de progreso hacia Occidente. Alfeo,
    el río de Olimpia, corriendo en persecución de la bella Aretusa, había
    también salvado el mar y mezclado sus aguas, en las costas de Sicilia,
    con la onda adorada de la fuente. Según dicen los marinos, se ve á veces
    al Alfeo levantarse sobre el mar en grandes borbotones, cerca de los
    muelles de Siracusa, y en su corriente arremolina las hojas, las flores
    y los frutos de Grecia. La naturaleza entera, con sus aguas y sus
    plantas, había seguido al heleno á su nueva patria.

    Más cerca de nosotros, en el Mediodía de Francia, pero también sobre
    esas vertientes del Mediterráneo que, por sus rocas blancas, su
    vegetación y su clima se parece más al Africa y á Siria que á la Europa
    templada, una fuente, la de Nimes, nos cuenta las bienandanzas del agua
    de los manantiales. Fuera de la población, se abre un anfiteatro de
    rocas poblado de pinos, cuyas cimas superiores están inclinadas por el
    viento que baja de la torre Magua: en el fondo de este anfiteatro,
    entre murallas blancas con balaustres de mármol es donde aparece la
    balsa de la fuente. Alrededor se ven algunos restos de construcción
    antigua. En la orilla misma se levantan aun las ruinas de un templo de
    las ninfas que se creía en otro tiempo haber sido consagrado á Diana, la
    diosa casta, á causa, sin duda, de la belleza de las noches, en las que
    se refleja sobre las aguas el disco de la luna rielante y tembloroso.
    Bajo la terraja del templo, un doble hemiciclo de mármol rodea la fuente
    y sus gradas, donde las jóvenes iban en otro tiempo á aprovisionarse de
    agua, bajan hasta hundirse en el líquido cristalino. La fuente es de un
    azul insondable á la mirada. Saliendo del fondo de un abismo abierto
    como un embudo, la masa de agua se ensancha subiendo y se extiende
    circularmente en la superficie. Como un enorme ramo de verdura que
    sobresale del jarro, las hierbas acuáticas con sus plateadas hojas que
    crecen al borde de la fuente, y las algas de limo con sus largas cuerdas
    enguirnaldadas cediendo á la presión del agua que rebasa, se doblan
    hacia afuera por el borde del estanque; por entre su espesa capa la
    corriente se escapa abriendo anchos regueros con su cauce adornado de
    flotantes serpentinas. Al escaparse del tazón de la fuente, el arroyo
    acaba de nacer; se sumerge á lo lejos bajo bóvedas sonoras, se precipita
    en pequeñas cascadas por entre los troncos sombreados de grandes
    castaños; luego, encerrado en un canal de piedra, atraviesa la ciudad,
    de la que es arteria de vida, y más lejos, cargado de sedimentos
    impuros, se corrompe, convertido en canal de inmundicias. Sin la fuente
    que le alimenta, Nimes no se hubiera fundado; y si las aguas se
    extinguieran, la ciudad dejaría tal vez de existir: en los años de
    sequía, cuando el manantial arroja tan sólo un hilito de agua, los
    habitantes emigran en gran número. Sin duda, los naturales de Nimes
    podrían traer de lejos á sus calles y plazas muchas otras fuentes y
    hasta un brazo del Ardeche ó el Ródano; pero, ¡en cuántos trabajos
    fútiles no distraen su actividad sin pensar antes en procurarse lo
    indispensable, es decir, agua abundante para proporcionarse con ella
    bienestar é higiene! Como para burlarse de su propia incuria, los
    nimeses han erigido en una de sus plazas, la más árida y llena de polvo,
    un grupo magnífico de ríos adornados con tridentes y arroyuelos
    coronados de nenúfares; pero, á pesar de ese fausto escultural, el único
    recurso es siempre la fuente venerada, hermosa y pura como en los días
    en que sus antepasados los galos construyeron la primera cabaña al borde
    mismo de sus aguas.

    En los países del Norte, regados casi todos con abundancia por fuentes,
    arroyos y ríos, los manantiales no han atraído hacia ellos, como las
    fuentes del Mediodía, la poesía de las leyendas y la atención de la
    historia. Como bárbaros que miramos sólo las ventajas del tráfico,
    admiramos el río caudaloso en proporción al número de sacos ó toneladas
    que transportan durante el año, y apenas si nos ocupamos de los ríos
    secundarios que lo forman y de las fuentes que los alimentan. Entre los
    muchos millones de hombres que habitan en las orillas de los grandes
    ríos de la Europa occidental, sólo algunos millares, en sus paseos ó
    viajes, se dignan desviarse un poco de su camino para ir á contemplar
    las fuentes principales del río que riega sus ricas tierras de la vega
    donde nacieron, pone en movimiento sus fábricas y mantiene á flote las
    embarcaciones. Algunas fuentes, admirables por la transparencia de sus
    aguas y por el encanto del paisaje que las rodea, permanecen
    completamente ignoradas para los burgueses de la ciudad vecina, que,
    fieles á las rutinas en boga, van todos los años á llenarse de polvo por
    las calles y caminos de las ciudades en moda. Como viven una existencia
    artificial, han olvidado completamente á la naturaleza y no saben
    siquiera abrir los ojos para contemplar el horizonte, ni mirar lo que
    existe en donde ponen sus pies. ¡Poco nos importa! ¿Es acaso la
    naturaleza menos hermosa porque ellos la miren con indiferencia? ¿Porque
    jamás se hayan dignado mirarlas, son menos encantadoras las pequeñas
    fuentes que nacen susurrantes en medio de las flores y el poderoso
    manantial que se escapa á borbotones de las concavidades de la roca?

    CAPÍTULO III

    #El torrente de la montaña#

    Entre los innumerables arroyos que corren por la superficie de la tierra
    y se precipitan en el mar ó se reúnen para formar grandes ríos, éste,
    cuyo curso vamos á seguir, no tiene nada que particularmente atraiga la
    atención de los hombres. No sale de altos montes cubiertos de hielo; sus
    orillas no aparecen pobladas de una especial vegetación; su nombre no es
    tampoco célebre en la historia. No obstante, es encantador, ¿pero qué
    arroyo no lo es, á menos de que corra por fétidas tierras pantanosas,
    por el desagüe de las ciudades ó que sus orillas no hayan sido afeadas
    por un cultivo sin arte?

    Los montes de donde nacen aguas del arroyuelo son de una mediana
    elevación: verdes hasta la cima, aparecen afelpados por los prados de
    sus hondonadas; las pequeñas colinas que le rodean están pobladas de
    bosque, y los terrenos para el pastoreo, medio cubiertos por los
    azulados vapores del aire, tapizan las altas pendientes. Una cima de
    ancho lomo domina las demás cumbres, que, alineándose en larga fila,
    forman una prolongada cadena de colinas entre los valles laterales. Las
    bruscas escarpaduras y los promontorios avanzados, no permiten encerrar
    el paisaje en una mirada: al pronto sólo se ve una especie de laberinto
    donde depresiones y alturas alternan sin orden; pero si voláramos como
    los pájaros, ó si nos balanceáramos en la barquilla de un globo, se
    vería que los límites de las vertientes se redondean alrededor de todas
    las fuentes del arroyo como un anfiteatro, y que los barrancos abiertos
    en la vasta redondez se inclinan y convergen para reunirse en un valle
    común. La cadena principal de las alturas forma el borde más elevado del
    circo; otros dos lados los forman cadenas laterales que, bajando
    gradualmente, se alejan de la grande arista, y algunas pequeñas colinas
    se aproximan para cerrar el circo paralelamente á los grandes montes;
    dejan, sin embargo, una abertura por la cual se escapa el arroyo.

    Los montes, diferentes por su elevación, lo son también por la
    naturaleza de los terrenos, el perfil y el aspecto general. La cima más
    elevada, que parece el pastor del rebaño de montes, es una ancha cúpula
    con resistentes bases; la masa de granito, oculta bajo las plantas, se
    revela por los majestuosos movimientos de la verdura que forma su
    relieve. Otras cimas más humildes, enseñan en las inmediaciones sus
    largas crestas como dientes de sierra gigantesca en rápidos declives:
    son asientos esquistosos que el cono central de granito ha formado al
    levantarse. Más lejos aparecen alturas calcáreas, cortadas verticalmente
    y se continúan por vastas mesetas ligeramente redondeadas. Cada cima
    tiene su vida propia; como un ser distinto, tiene su osamenta
    particular y su forma exterior correspondiente; cada arroyuelo que corre
    por sus flancos tiene su curso y accidentes particulares y su lenguaje,
    su murmullo y su estruendo propio.

    La fuente que nace á mayor altura es la que brota del pico más elevado y
    la que por consecuencia recorre más espacio hasta llegar al valle. Con
    frecuencia, en los días lluviosos, y hasta en los que están los campos
    alumbrados por un sol hermoso, hemos visto, á una distancia de varias
    leguas, formarse la fuente en las alturas del aire.

    Una nube blanca se levanta como una humareda de la cima lejana, crece
    poco á poco ó rápidamente y cubre los prados, dividiéndose en jirones
    impelida por el viento. «El monte se pone el sombrero», dice el
    campesino, y ese sombrero de nubes no es otra cosa que la fuente bajo
    diferente forma: después de haber sido nube, niebla y lluvia, reaparece
    ya fuente algunos cientos de metros más abajo de la cima por una
    hendidura de la roca ó por un ligero repliegue del terreno.

    Durante el invierno y parte de la primavera, el viento deposita en las
    alturas en forma de nieve el agua que ha de brotar del suelo como fuente
    permanente. Las nubes grises que se pegan al suelo de la cumbre, no se
    evaporan sin dejar huellas de su paso; en el punto donde antes se veía
    la verde dehesa se extiende ahora un vasto lienzo de blanca nieve. Esta
    blanca capa de copos, es todavía, bajo una nueva forma, la nube de
    vapor que se condensaba en el espacio, que bien pronto será el arroyo
    que se dirija alegremente hacia la llanura. Mientras que la superficie
    de la nieve caída se endurece por el frío del invierno, sobre todo
    durante las noches, un sordo trabajo se realiza debajo del gran
    laboratorio del monte: las gotas que el sol ha fundido durante el día,
    penetran en el suelo hasta las rocas de granito y de un grano de arena á
    otro, y del cristal de cuarzo á la molécula de arcilla, desciende
    imperceptiblemente por la pendiente; se juntan unas gotas á otras, se
    hacen más gruesas, á su vez éstas se reúnen y se forman hilillos de agua
    que corren subterráneamente por entre las raíces del césped ó por las
    fisuras de la roca subyacente. Luego, cuando llegan los primeros calores
    del verano, la nieve se funde rápidamente en agua, para aumentar el
    caudal de las corrientes ocultas, y la hierba, que parece abrasada por
    un incendio, reaparece á la luz y adquiere nuevamente su color verde.

    Si el monte tuviera grietas profundas, las aguas se sumergirían por las
    hendiduras y no reaparecerían sino muy lejos en la llanura, ó hasta
    pudiera ser que no renacieran otra vez; pero no, la roca es compacta y
    sólo ligeramente hendida en la superficie; el agua corriente no se
    introduce mucho en el monte y héla nuevamente, de una depresión del
    suelo, salir en pequeños borbotones levantando granillos de arena y
    balanceando blandamente las verdes hojas del berro. Es cierto que la
    hermosa fuente no es abundante, sobre todo durante los calores del
    verano, cuando sólo queda en la tierra la humedad de las nubes y la
    niebla; acostándose en el suelo para beber en la fuente, se ve disminuir
    su recipiente á medida que los labios la absorben; pero el pequeño
    depósito medio vacío se llena de nuevo, y el agua pura se desborda por
    la pendiente para emprender su viaje por el mundo exterior.

    La fuente más alta y el césped que la rodea son el paraje más delicioso
    de todas las montañas. Allí se está en el límite de dos mundos; de un
    lado, por encima de los promontorios poblados de vegetación exuberante,
    aparece el valle frondoso con sus cultivos, sus casas, sus aguas
    tranquilas, y la bruma indistinta que allá lejos pesa sobre la ciudad;
    por el otro lado, se extienden las laderas solitarias y el pico bañado
    en el profundo azul del cielo. El aire es fortificante y suave: se
    sienten deseos de lanzarse al espacio, y cuando se divisa el águila
    volando á lo lejos sostenida por sus fuertes alas, llegamos casi á
    preguntarnos por qué nosotros no volamos también, como ella, sobre los
    montes y los llanos, mirando desde arriba las pequeñas obras de los
    hombres. ¡Cuántas veces, más por la voluptuosidad de ver que por las
    dulzuras del reposo, me he sentado cerca del alto manantial del monte,
    apartando mis miradas de la discreta fuente para dirigirlas hacia ese
    mundo que se difuminaba á lo lejos dentro del gran círculo del
    horizonte!

    De la pequeña laguna de la fuente se escapa un chorrito de agua que
    desaparece entre las hendiduras del suelo y por entre las raíces del
    césped para aparecer y desaparecer alternativamente, produciendo el
    efecto de una serie de fuentes escalonadas. A cada salida, la pequeña
    corriente adquiere una fisonomía nueva; choca contra el saliente de una
    roca y salta en grupos de perlas; se rompe entre las piedras, luego se
    extiende en un pequeño rellano arenoso, lanzándose en seguida en una
    pequeña cascada cuyas gotas, separadas en el salto, van á mojar las
    hierbas de la orilla. A derecha é izquierda, nuevos manantiales vienen á
    aumentar el caudal uniéndose á la principal corriente, y muy pronto la
    masa líquida es bastante abundante para poder correr por la superficie:
    cuando en su curso llega á una roca inclinada, se extiende ampliamente
    en un vasto lienzo, que se puede ver desde el llano á algunos kilómetros
    de distancia. Esa agua que cae resbalando por la piedra, y que el sol
    hace brillar, aparece á lo lejos como una placa de pulido metal.

    Descendiendo sin cesar y creciendo constantemente, el arroyo se vuelve
    estrepitoso; cerca del nacimiento apenas si su arrullo era perceptible;
    en ciertos puntos, para oir el susurro de las aguas es preciso prestar
    mucha atención, escuchando de un modo indefinido el pequeño
    estremecimiento de la hierba y el choque insensible contra las pequeñas
    piedras; pero he aquí que el pequeño arroyo habla con voz clara, luego
    se hace ruidoso, y cuando corre por rápidas pendientes ó se arroja en
    cascadas, su ruido lo repercuten los ecos del bosque y las concavidades
    del monte. Más abajo todavía, sus saltos producen el ruido del trueno, y
    hasta en los parajes de su curso donde el cauce es casi horizontal, el
    arroyo muge y produce sordos murmullos al rozar en las orillas y
    arrastrarse sobre el fondo sinuoso. Al principio sólo arrastra pequeños
    granos de arena; luego, más fuerte ya, mueve los pequeños guijarros; y
    ahora arrastra en su marcha piedras enormes que chocan unas con otras
    produciendo sordos ruidos; mina en su base las paredes de la roca que le
    aprisionan, y hace caer masas de tierra y piedra, rompiendo las raíces
    de los árboles que le prestan su sombra.

    Así, la pequeña hebra líquida, apenas perceptible, se ha cambiado en
    arroyuelo, y más tarde en verdadero torrente. Con los nuevos barrancos
    tributarios aumenta el caudal de sus aguas, é impetuoso y alborotador,
    sale al fin de los desfiladeros del monte para correr más lentamente por
    el ancho valle dominado sólo por las redondeadas colinas. El intrépido
    explorador que ha seguido su curso desde su nacimiento hasta la
    superficie menos accidentada del valle, ha visto, durante su largo
    descenso, en muchas partes peligroso, las más bruscas desigualdades del
    terreno, con sus inesperadas diferencias de inclinación: á los rellanos
    en donde el agua parece estancada, suceden repentinamente los
    precipicios perpendiculares donde el arroyo se arroja furioso; abismos,
    declives más ó menos rápidos, superficies horizontales, aparecen sin
    orden aparente á primera vista; y, sin embargo, cuando el geógrafo, sin
    hacer caso de detalles, calcula y traza sobre el papel la curva descrita
    por el arroyo desde la fuente situada en la región de los pastos hasta
    el valle frondoso, se ve que esta curva es de una regularidad casi
    perfecta. El torrente trabaja sin descanso para formarse un cauce, y,
    rebajando los salientes y llenando de arena y arcilla los agujeros de la
    roca, ha conseguido determinar una parábola regular, parecida á la que
    describe un carro bajando desde lo alto de una montaña rusa.

    CAPÍTULO IV

    #La gruta#

    Al pie de un promontorio de base escarpada y redonda cima, poblado de
    grandes árboles, el torrente de la montaña viene á chocar con otro
    arroyo, casi tan abundante, y como él, corriendo y saltando por un plano
    excesivamente inclinado. Las aguas del afluente, que se mezclan á las
    mas caudalosas corrientes, formando anchos torbellinos bordeados de
    espuma, son de una pureza cristalina; ni una molécula de arcilla
    enturbia su transparencia, y por el fondo de limpia roca, ni siquiera se
    arrastra un grano de arena. La masa líquida no ha tenido todavía tiempo
    para ensuciarse, derribando las orillas y mezclándose con el barro que
    el suelo rezuma; acaba da salir del seno de la colina, y lo mismo que
    corría por un cauce tenebroso, salta ahora transparente de luz y de
    alegría.

    La gruta de donde sale el arroyo no está lejos del confluente; apenas se
    han andado algunos pasos, cuando se ve ya, por entre las ramas que se
    cruzan, la puerta grande y negra que da acceso al templo subterráneo. El
    umbral aparece cubierto por el agua que se esparce en raudal sobre las
    piedras amontonadas; pero saltando de uno á otro saliente de las rocas ó
    sobre las piedras que el agua no llega á cubrir, se puede penetrar en la
    gruta y seguir junto á la corriente, una estrecha y resbaladiza cornisa
    por la cual se puede ascender, no sin peligro.

    A los pocos pasos se siente el curioso transportado á otro mundo. Un
    frío húmedo sorprende repentinamente; el aire estancado, donde los
    bienhechores rayos del sol no penetran jamás, tiene yo no sé qué de
    agrio, como si no lo debieran respirar los pulmones humanos; el murmullo
    del agua repercute en ecos lejanos por sonoras cavidades, y parece
    oirse á las rocas lanzar clamores, unas repercutiendo á lo lejos, y
    otras exhalando sordos y delicados suspiros en las subterráneas
    galerías. Todos los objetos adquieren formas fantásticas: cualquier
    orificio practicado en la roca se nos antoja un abismo; la convexidad
    insignificante que aparece en la regularidad de la bóveda adquiere las
    proporciones de un monte derribado; las concreciones calcáreas
    entrevistas aquí y allá toman el aspecto de monstruos enormes; un
    murciélago que vuela, cualquier cosa que se desprende, nos produce un
    extremecimiento de horror. No es esto el palacio encantado, rico y
    espléndido que nos describe el poeta árabe de las _Mil y una noches_;
    es, al contrario, un antro sombrío y siniestro, un lugar terrible.

    Esta sensación la sentiremos, sobre todo, si para gozar como artistas de
    la emoción del espanto, que experimenta hasta el hombre más fuerte y
    bravo al entrar en una caverna, nos atrevemos á penetrar sin compañero y
    sin guía: sin la emulación que proporciona la compañía de los amigos,
    sin el amor propio que nos induce á adoptar una actitud audaz, sin el
    embriagamiento ficticio que producen las exclamaciones, el eco de las
    voces, la luz de las antorchas, sólo osamos marchar con el santo terror
    del griego al entrar en el infierno. A cada momento volvemos atrás la
    mirada para ver la hermosa luz del día: como en un cuadro, el paisaje
    sonriente y vaporoso aparece entre las sombrías paredes, festoneadas en
    la entrada de hiedra y de viña virgen.

    A medida que se avanza, el foco luminoso disminuye gradualmente; de
    repente, una salida de la roca nos oculta la luz, y sólo una claridad
    mortecina se refleja sobre las paredes y pilares de la caverna. Luego
    penetramos en la obscuridad sin fondo de las tinieblas, y, para
    guiarnos, sólo tenemos la incierta y caprichosa luz de las antorchas. El
    viaje es penoso y parece largo á causa del temor á lo desconocido que
    llena las simas y las galerías. En ciertos parajes, sólo se puede
    avanzar con mucha pena: es preciso entrar en el cauce de la corriente y
    tenerse en equilibrio sobre las piedras resbaladizas; más lejos, la
    bóveda se rebaja por una curva repentina, y sólo deja un estrecho paso,
    que es preciso atravesar arrastrándose. Se sale del paso lleno de barro,
    y se sube á una roca escalonada, por cuyas desiguales gradas se asciende
    temblando. Las salas, con bóvedas inmensas, suceden á los desfiladeros y
    éstos á las salas; montones de piedras desprendidas del techo se
    levantan como islas en medio del agua. El riachuelo, siempre variando,
    diferente siempre, salta sobre las rocas; en algunos puntos se extiende
    como tranquila laguna, turbada sólo por las gotas que caen por las
    grietas de la bóveda. Más arriba, se oculta por el asiento de una
    piedra; ni siquiera se oye el ruido, pero en una curva violenta, aparece
    de nuevo saltando rápidamente, hasta que, por fin, se llega ante una
    estrecha abertura, de donde el agua sale como por la boca de un tubo.
    Al llegar aquí, nuestro viaje, siguiendo el curso del arroyo, se ve
    forzosamente detenido.

    Sin embargo, la gruta se ramifica hasta el infinito en las profundidades
    del monte. A derecha é izquierda se abren, como bocas de monstruo, las
    negras avenidas de las galerías laterales. Mientras que en el libre
    valle, corriendo sin cesar, acariciado por la luz, el arroyo ha
    derribado y arrastrado los escombros de las enormes masas de piedra que
    unían las aristas de los montes, actualmente cortadas, el agua de las
    cavernas que con el auxilio del ácido carbónico atacaba á la dura roca
    para disolverla y agujerearla paulatinamente, ha practicado también
    galerías, balsas y túneles, sin haber hecho hundirse al enorme edificio
    en cuyas entrañas nace. En cientos de metros de altura y algunas leguas
    de largo, la masa de las rocas está agujereada en todos sentidos por
    antiguos lechos que el agua ha formado y que luego ha abandonado por
    haber hallado una nueva salida. Las cavidades inmensas como salas de
    fabulosos palacios, se suceden á estrechos desfiladeros y éstos á
    aquéllas; chimeneas, abiertas en la roca por antiguas cascadas, aparecen
    en la bóveda; al borde de estos pozos siniestros nos detenemos con
    horror, en los cuales, las piedras que arrojamos, bajan chocando contra
    los salientes de las paredes y sólo después de algunos segundos deja de
    oirse el ruido que produce en la caída. Desgraciado del que se
    desorientara en el laberinto infinito de las grutas paralelas y
    ramificadas que suben y bajan; tendría que tomar la resolución de
    sentarse sobre un banco de estalagmitas, y contemplar cómo su antorcha
    se apagaba lentamente, lo mismo que su vida, si tenía bastante
    resignación para no morir desesperado.

    No obstante, esas cavernas sombrías, en donde hasta acompañado de un
    guía y sin perder de vista los lejanos reflejos del sol, sentimos el
    corazón oprimido por el terror, eran los antros que habitaban nuestros
    antepasados. Para reverenciar el pasado, nos dirigimos en peregrinación
    á las ruinas de las ciudades muertes, y contemplamos con emoción
    uniformes montones de piedras, porque sabemos que bajo esos escombros
    yacen los huesos de hombres que trabajaron y sufrieron por nosotros,
    creando penosamente con la miseria y la lucha la preciosa herencia de
    experiencias que llamamos historia. Pero si la veneración á las
    generaciones pasadas no es más que un vano sentimiento, ¡con cuánto más
    respeto todavía debiéramos recorrer estas cavernas, donde se refugiaban
    nuestros primeros abuelos, los bárbaros iniciadores de toda
    civilización! Buscando detenidamente en la gruta y escudriñando los
    depósitos calcáreos, podemos hallar las cenizas y el carbón del antiguo
    hogar donde se agrupaba la familia naciente; al lado están los huesos
    roídos, restos de festines que se celebraron hace cientos de millares
    de años, y en un rincón cualquiera se encuentran los esqueletos de los
    seres que en él tomaron parte rodeados de sus armas de piedra, hachas,
    mazas y venablos. No cabe duda que entre esos restos humanos, mezclados
    con los de rinocerontes, hienas y osos de las cavernas, ninguno
    encerraba el cerebro de un Esquilo ó de un Hiperco; pero ni Hiperco ni
    Esquilo hubieran existido si los primeros trogloditas divinizados por
    los griegos con el símbolo de Hércules, no hubiesen conquistado el fuego
    del rayo ó del volcán, si no hubiesen fabricado armas para limpiar la
    tierra de los monstruos que la poblaban, si no hubieran así, en una
    inmensa batalla que duró siglos y siglos, preparado para sus
    descendientes las épocas de relativo descanso, durante las cuales se ha
    elaborado el pensamiento.

    La labor de nuestros antepasados fué ruda, y su existencia llena de
    terrores. Salidos de la gruta para ir en busca de caza, arrastrábanse
    por entre las hierbas y raíces para sorprender su presa, y luchaban
    cuerpo á cuerpo con las más feroces bestias; á veces tenían que luchar
    con otros hombres, fuertes y ágiles como ellos; durante la noche,
    temiendo la sorpresa, vigilaban la entrada de la caverna, para lanzar él
    grito de alarma en cuanto advirtieran la presencia de un enemigo y tener
    tiempo suficiente para que las familias pudieran esconderse en el dédalo
    de las galerías superiores. Sin embargo, también ellos debían tener
    momentos de reposo y alegría. Cuando volvían de la excursión de caza ó
    de la batalla, se regocijaban oyendo el murmullo del arroyo y el
    acompasado y monótono ritmo de las gotas que caían; lo mismo que el
    leñador al volver á su cabaña, miraban con piedad nuestros primeros
    padres los pilares de la gruta bajo los cuales descansaban sus mujeres y
    en donde habían nacido sus hijos. En cuanto á éstos, corrían y jugaban á
    lo largo del arroyo subterráneo, en los lagos cristalinos, bajo la ducha
    de las cascadas; se divertían ocultándose en los tenebrosos corredores
    como los niños de nuestros días en los andenes de los jardines, y tal
    vez en medio de sus alegres proezas treparan por las paredes para
    sorprender á los murciélagos en sus negros refugios, practicados en la
    bóveda.

    Ciertamente no seremos nosotros los que afirmemos que la existencia
    actual sea menos penosa para el hombre. Muchos de nosotros, desheredados
    todavía, viven en las alcantarillas de los palacios que habitan sus
    hermanos más felices que ellos; miles y millones de individuos del mundo
    civilizado habitan chozas estrechas y húmedas, grutas artificiales
    bastante más insanas que las cavernas naturales donde se refugiaban
    nuestros antepasados. Pero si consideramos la situación en conjunto, nos
    es preciso reconocer que los progreses realizados desde aquellos tiempos
    son bien grandes. El aire y la luz entran en la mayor parte de nuestras
    residencias; el sol penetra por las ventanas; á través de los árboles
    vemos brillar á lo lejos las perlas líquidas del arroyo y á nuestra
    vista se presenta hasta el inmenso horizonte. Es cierto que el minero
    habita durante la mayor parte de su existencia las galerías subterráneas
    que él mismo ha vaciado, pero esas sombras de muerte donde se deposita
    el grisú, no son su única patria; si trabaja en ellas, su pensamiento
    está en otra parte, arriba, sobre la tierra alegre, al borde del fresco
    arroyo que murmura bajo los olmos, festoneado de juncos.

    A veces, cuando nos cuentan escenas de guerras antiguas, horribles
    episodios nos recuerdan lo que debió ser la vida de nuestros antepasados
    los trogloditas, y lo que sería la nuestra si ellos no nos hubieran
    preparado días más felices que los suyos. Muchas tribus perseguidas se
    han refugiado en las cavernas que sirvieron de morada común á sus
    abuelos, y á los perseguidores bárbaros ó pretendidos civilizados,
    negros ó blancos, vestidos con pieles ó uniformados con bordados y
    condecoraciones, no se les ha ocurrido nada más humano que asfixiar por
    el humo á los refugiados en ellas, encendiendo hogueras á la entrada de
    la gruta. En otras partes, los desgraciados encerrados han tenido que
    comerse unos á otros, y luego morir de hambre, intentando roer algunos
    restos de huesos; multitud de cadáveres han quedado esparcidos por el
    suelo, y durante muchos años se han visto rodar sus esqueletos, antes
    que el agua caída de las bóvedas los haya envuelto en un blanco sudario
    de estalagmitas. Como símbolo del tiempo que todo lo modifica, la gota,
    cargada de la piedra que ha disuelto, hace desaparecer lentamente las
    huellas de nuestros crímenes.

    Hasta las grutas dejan de existir por la acción del tiempo. La lluvia
    que cae sobre el monte y penetra en las fisuras de la piedra, se carga
    constantemente de moléculas calcáreas. Cuando después de un recorrido
    más ó menos largo, viene á caer temblando por la bóveda de la caverna,
    una parte de líquido se evapora en el aire, y una pequeña partícula de
    piedra, prolongada como la gota que la tenía en suspensión, queda
    suspendida de la roca; una nueva gota deposita otra partícula sobre la
    primera, luego se deposita una tercera y millares de millones hasta el
    infinito. Lo mismo que árboles de piedra, los estalactitas crecen por
    capas concéntricas endureciéndose poco á poco. Bajo ellas, en el suelo
    de la gruta, el agua caída se evapora igualmente y deja en su puesto
    otras concreciones calcáreas, que, de hoja en hoja, se levantan por
    grados hacia la bóveda. Con el tiempo, las irregularidades de arriba y
    los conos de abajo, llegan á encontrarse; primero se convierten en
    pilares y luego acaban por convertirse en paredes que se extienden á lo
    largo de la galería, y la gruta así obstruida, se encuentra dividida en
    una serie de salas distintas. En el interior del monte, los
    rezumamientos y los hilos de agua que se asocian para formar el arroyo,
    realizan así dos trabajos inversos: de un lado, ensanchan las fisuras,
    agujeran las rocas y forman anchos cauces; y de otro, cierran las
    hendiduras del monte, apoyan la bóveda con columnas y llenan de piedra
    los enormes agujeros que ellas mismas practicaron miles de años antes.

    De otra parte, las estalactitas, como todas las cosas de la naturaleza,
    varían hasta el infinito, según la forma de la gruta, la disposición de
    las fisuras y la más ó menos cantidad de gotas que depositan las
    revocaciones calcáreas. A pesar de las obscuras tinieblas que las
    llenan, infinidad de cavernas se han cambiado así en maravillosos
    palacios subterráneos. Verdaderos cortinajes de piedra con innumerables
    y elegantes pliegues, coloreados á trozos por el ocre de rojo y
    amarillo, se extienden como escaparates de tejidos en las entradas de
    las salas; en el interior se suceden hasta perderse de vista las
    columnas con basamentos y capiteles adornados con relieves caprichosos;
    monstruos, quimeras y grifos, se retuercen en grupos fantásticos en las
    naves laterales; altas estatuas de dioses se levanten aisladas, y á
    veces, á la luz de las antorchas, parece que su mirada se anima y que,
    con enérgico ademán, alargan sus brazos hacia nosotros. Esas roperías de
    piedra, esas columnatas, esos grupos de animales, esas figuras de
    hombres ó de dioses, las ha esculpido el agua, y cada día, cada minuto,
    sin cesar en su obra, trabaja para añadir alguna modificación graciosa
    á la inmensa arquitectura.

    CAPÍTULO V

    #La sima#

    No lejos de la caverna, gran laboratorio de la naturaleza, donde se ve
    la formación de un arroyo gota á gota, se abre un valle tranquilo en el
    fondo del cual brota otra fuente. Sale también de la roca, pero esta
    roca no se levanta perpendicular como la de la gran caverna; se ha
    inclinado á consecuencia de algún desprendimiento. Del césped que la
    cubre crecen algunas plantas salvajes; y en su base, alrededor de la
    cristalina fuente, se han agrupado grandes árboles, cuyas ramas
    entrelazadas se balancean armoniosa y rítmicamente, impulsadas por la
    brisa. Todo es apacible y encantador en ese pequeño rincón del universo.
    La laguna es transparente, casi sin ondas, y el agua, saliendo por un
    arco de algunas pulgadas de altura, se extiende sin temor.

    Inclinado sobre el agua que centellea por los rayos del sol, medito
    mirando la sombra por donde sale, y envidio la pequeña araña acuática
    que corre patinando sobre la superficie líquida y va á refugiarse en un
    agujero de la roca. En la entrada distingo todavía algunas sinuosidades
    del fondo; piedras blancas, un poco de arena que se mueve lentamente,
    empujada por el agua que sale, produciendo ruidos de hervor; un poco
    hacia dentro se distinguen aún los rizos de las pequeñitas ondulaciones,
    y las diminutas columnas que soportan la bóveda; alumbradas vagamente
    por reflejos de luz, parecen temblar en la sombra: diríase que una
    redecilla de seda flota sobre ella con ligeras ondulaciones. Más allá
    todo está negro; la corriente subterránea no se revela ya, más que á
    veces, por el ahogado susurro. ¿Qué sinuosidades son las del agua más
    adentro del punto á donde alcanzan los últimos reflejos de luz? Esas
    curvas del arroyo son las que yo intenté buscar con la imaginación. En
    mis ensueños de hombre curioso, me convierto en un ser pequeñísimo, de
    algunas pulgadas de alto, como el gnomo de las leyendas, y saltando de
    piedra en piedra, insinuándome por debajo de las protuberancias de la
    bóveda, observo todos los confluentes de los arroyuelos en miniatura, y
    remonto los imperceptibles hilos de agua, hasta que convertido en átomo,
    llego por fin al punto donde la primera gota de agua rezuma en la
    piedra.

    No obstante, sin convertirnos en genios como hacían nuestros antepasados
    en los tiempos fabulosos, podemos, paseando tranquilamente por los
    campos cultivados ó las áridas lomas, reconocer en la superficie del
    suelo los indicios que revelan el curso del oculto arroyo. Un sendero
    tortuoso que empieza al borde mismo de la fuente, sube por el flanco de
    la colina, contornando los troncos de los árboles, desaparece luego
    cubierto por las altas plantas en un repliegue del terreno, y llega, por
    fin, al llano, sembrado de hermoso trigo. Con frecuencia, cuando yo era
    un colegial libre, subía corriendo ese sendero para bajarlo después en
    pocos saltos; á veces, también me aventuraba alejándome algo por el
    llano, hasta perder de vista el bosquecillo de la fuente; pero en un
    ángulo del camino me paraba sorprendido y sin aliento para ir más lejos.
    A mi lado veía abierto un abismo en forma de embudo, lleno de parras y
    zarzas enlazadas. Piedras de bastante peso, arrojadas por los
    transeuntes ó arrastradas por las lluvias violentas, se veían flotando
    sobre el follaje polvoriento y mortecino; en el fondo se entrelazaban
    algunas ramas gruesas, y por entre sus hojas veía la negrura temida de
    un abismo. Un sordo murmullo salía de allí constantemente como quejidos
    de algún animal encerrado.

    Actualmente me alegro de volver á encontrar el «gran agujero» y hasta me
    atrevo á descender por él aunque para ello tenga que asustar á los
    animales que se refugian en su maleza. Pero en otro tiempo, ¡con qué
    horror mirábamos, cuando niños todavía, se cruzaba en nuestro camino
    este siniestro pozo en cuyo borde se detenía el arado! Una noche
    tranquila, de hermosa luna, tuve que pasar solo cerca del sitio
    terrible. Aun tiemblo al recordarlo. El abismo me miraba, me atraía;
    mis rodillas se doblaban desobedeciendo mi esfuerzo y los tallos de los
    arbustos avanzaban para arrastrarme hacia la negra boca. Pasé, sin
    embargo, golpeando con mis pies el suelo cavernoso y ocultando el pavor
    que me invadía; pero detrás de mí un gigante inmenso, formado de vapor,
    surgió inmediatamente: se inclinó para cogerme y el murmullo del abismo
    resonó en mi oído durante largo rato como risa de odio ó de triunfo.

    Ahora ya lo sé; ese abismo es una sima que sirve de respiradero al
    arroyo, y el sordo ruido que de ella sale es el que produce el agua
    chocando con las piedras. En una época no conocida, mucho antes que
    fueran redactados por el notario del país los primeros documentos de
    propiedad, uno de los asientos de las rocas que forman el valle
    subterráneo se hundía en el lecho del arroyo; luego, las tierras, faltas
    de base, fueron gradualmente arrastradas hacia el llano; poco á poco el
    _gran agujero_ se fué abriendo, y las aguas, corriendo por sus declives,
    le dieron la forma de un embudo casi regular. Los campesinos de la
    comarca que pasan con frecuencia cerca de él, le llaman el _Bebe-todo_,
    porque bebe en efecto, todas las lluvias que podrían fertilizar los
    campos. El agua caída en la llanura que la tierra se niega á embeber,
    corre hacia el agujero en pequeñas corrientes, coloreadas por la
    arcilla, para reaparecer luego en la fuente, cuya cristalina pureza
    enturbia durante algunas horas.

    La sima que me asustaba en mi infancia, no es la única que se ha
    abierto sobre las galerías profundas. Siguiendo la parte más baja,
    determinada por una especie de repliegue del suelo en la llanura, se
    pasa por cerca de otras cavidades que indican á los transeuntes el curso
    interior de las aguas. Estas cavidades son diferentes en forma y
    dimensiones. Algunas son enormes pozos donde desaparecerían enormes
    ríos; otras son simples depresiones del suelo, especies de nidos bien
    tapizados por el césped, donde en los hermosos días de otoño se puede
    gozar de las tibias caricias del sol, sin temor al aire que pasa
    silbando sobre las hierbas secas del llano. Algunos de esos agujeros se
    obstruyen y se llenan gradualmente; pero hay otros que se ensanchan y se
    ahondan de año en año visiblemente. Algunas aberturas que nos parecían
    refugio de serpientes, en las que no hubiéramos metido la mano por temor
    á ser mordidos, eran un principio del abismo; las lluvias y los
    derrumbamientos interiores las han ensanchado tanto, que muchas de ellas
    son hoy principios con declives de roja arcilla, surcados por la
    corriente de las aguas. De estos pozos naturales, los más pintorescos
    son los más alejados del nacimiento de la fuente. Donde se encuentran
    éstos, el llano, cuyo plano es ya más desigual, termina bruscamente al
    pie de una muralla rocosa, al lado de la cual se abre un valle que lleva
    sus aguas á un río lejano. Las rocas levantan hasta el cielo sus bellos
    frontis dorados por la luz; pero sus bases están ocultas por un
    bosquecillo de encinas y castaños; gracias á la verdura y variedad del
    follaje, el contraste demasiado duro que formaría la abrupta pared de
    las rocas con la superficie horizontal del llano, aparece suave. En el
    paraje más espeso del bosque, es donde se encuentra el abismo. Sobre sus
    bordes, algunos arbustos inclinan sus tallos hacia la superficie azul,
    que se ve por entre las ramas de la encina; sólo un abedul deja caer por
    encima de la sima sus ramas delicadas. Al llegar á estos parajes es
    preciso tomar algunas precauciones, porque el suelo está demasiado
    accidentado y los pozos no tienen ningún brocal como los que construyen
    los ingenieros. Avanzamos lentamente arrastrándonos bajo las ramas;
    luego, tendidos sobre el vientre, apoyando la cabeza en nuestras manos,
    dirigimos nuestra mirada hacia el vacío.

    Las paredes del pozo circular, ennegrecidas á trozos por la humedad que
    destila la roca, descienden verticalmente; apenas si algún pequeño
    saliente se insinúa fuera del plano de los muros de piedra. Matas de
    helechos y escolopandras crecen en las anfractuosidades más altas; más
    abajo la vegetación desaparece, á menos que una mancha roja que se ve en
    la obscuridad del fondo, sobre un saliente de la roca, sea un grupo de
    algas infinitamente pequeño. A primera vista, en el fondo no hay más que
    tinieblas; pero nuestros ojos, acostumbrándose poco á poco á la
    obscuridad, distinguen luego una superficie de agua clara sobre un
    lecho de arena.

    Además, puede descenderse al pozo, y yo soy uno de los que han tenido
    ese placer. La aventura produce una agradable sorpresa, puesto que es un
    viaje de exploración; pero en sí misma no tiene nada de seductora, y
    ninguno de los que han hecho estos descensos al abismo quedan en
    disposición de repetirlo. Una cuerda, prestada por un campesino de las
    inmediaciones, se ata fuertemente al tronco de una encina, y dejándola
    caer al fondo del abismo, oscila dulcemente por la impulsión de la
    pequeña corriente de agua, en la cual se moja la extremidad libre. El
    viajero aéreo se coge fuertemente á la cuerda, al mismo tiempo que con
    las manos, con las rodillas y los pies, y desciende con lentitud por la
    boca tenebrosa. El descenso no es siempre fácil, desgraciadamente; se da
    vueltas con la cuerda alrededor de sí mismo, se enreda en las matas de
    helecho, que el peso del cuerpo rompen, se choca varias veces contra la
    roca llena de asperezas, y con la ropa se enjuga el agua fría que las
    paredes rezuman. Por fin se aborda una cornisa, se descansa un poco en
    ella para tomar aliento y equilibrio, y luego se lanza nuevamente en el
    vacío para descansar más tarde sobre el fondo de tierra firme.

    Yo recuerdo sin alegría mi estancia durante algunos instantes en el
    fondo del abismo. Mis pies, estaban dentro del agua; el aire era frío y
    húmedo; la roca estaba cubierta de una especie de pasta resbaladiza de
    arcilla diluída; una sombra siniestra me rodeaba y un resplandor tibio,
    vago reflejo de la luz del día, me revelaba solamente algunas formas
    indecisas y una gruta llena de arrogantes protuberancias. A pesar mío,
    mis ojos se dirigían hacia la zona iluminada que aparecía redonda sobre
    la boca de la sima; miraba con amor la guirnalda de verdura que adornaba
    el borde del pozo, las grandes ramas con su follaje superpuesto, que los
    rayos del sol doraban alegremente, y los pájaros lejanos volando con
    libertad por el azul del cielo. Tenía vehementes deseos de volver á la
    luz; dí el grito de aviso y mis compañeros me sacaron fuera del pozo,
    ayudados por mí, que ascendía apoyando mis pies en las sinuosidades de
    las rocas.

    Como cándido joven, me creía un gran héroe por haber realizado el
    pequeño descenso á los «infiernos», á unos treinta metros de
    profundidad, y buscaba en mi cabeza algunas rimas para el poeta que se
    aventura á bajar al fondo de un abismo para sorprender la sonrisa de una
    ninfa encantada, mientras olvidaba á los verdaderos héroes, que, sin
    recitar jamás versos por sus frecuentes entrevistas con las divinidades
    subterráneas, se relacionan con ellas durante días y semanas enteros.
    Estos son los que conocen bien el misterio de las aguas ocultas. Al lado
    de sus cabezas, la pequeña gota, suspendida de las estalactitas de la
    bóveda, brilla como un diamante á la luz de sus lámparas, y cae sobre el
    pequeño charco estancado, produciendo un ruido seco que repercute el
    eco de las galerías. Pequeñas corrientes de agua, formadas por ese
    destilamiento de gotas, corren bajo sus pies, y formando regueros y más
    regueros se dirigen hacia la balsa de recepción, donde la bomba á vapor,
    parecida á un coloso encadenado, sumerge alternativamente sus dos brazos
    de hierro, lanzando prolongados gemidos á cada esfuerzo. Al ruido de las
    aguas de la mina se mezcla á veces el sordo rumor de las aguas
    exteriores que un desgraciado golpe de pico puede hacer inundar
    repentinamente la galería. Mineros hay que no tienen temor en llevar sus
    trabajos de zapa hasta debajo del mar, desde donde no cesan de oir al
    terrible océano arrastrar constantemente los guijarros de granito por
    encima de la bóveda que los protege; durante los días de tempestad, sólo
    á algunos metros de donde ellos trabajan van á estrellarse los navíos
    contra las rocas.

    CAPÍTULO VI

    #El barranco#

    Descendiendo por el curso del arroyo, en el que vienen á unirse el
    ruidoso torrente de la montaña, el arroyuelo nacido en la caverna y el
    agua apacible del manantial, vemos á derecha é izquierda sucederse los
    valles, diferentes unos de otros por la naturaleza de sus terrenos, su
    pendiente, el aspecto que presentan y la vegetación, distinguiéndose
    además por el caudal de aguas que aportan al cauce general del valle.

    Casi enfrente de un torrente pequeño y murmurador, que salta alegremente
    de piedra en piedra para sumarse á la bastante considerable cantidad de
    agua del arroyo, se abre un barranco de rápida pendiente y seco con
    frecuencia. Es probable que este barranco, formado por la depresión en
    un suelo poroso, esté sobre el cauce subterráneo de un arroyo
    permanente; este barranco sólo se ve bañado por la corriente de agua
    después de chubascos tempestuosos ó de grandes lluvias. Como todos los
    pequeños valles laterales, el barranco es tributario del cauce central,
    pero tributario intermitente. Sin embargo, es curiosísimo el visitarlo,
    porque paseándose sobre su seco cauce, se puede estudiar detenidamente
    la acción del curso de las aguas.

    Un pequeño sendero que los surcos del labrador destruye cada otoño, y
    que el tránsito de los caminantes marca de nuevo muy pronto, serpentea
    sobre la ribera del barranco. Es verdad que las ramas de espino,
    plantadas por el campesino avariento, prohiben el paso; pero el humilde
    obstáculo, simulacro del temible dios Término, no tiene nada de
    terrorífico para los agricultores vecinos, y el camino, practicado tal
    vez por los hombres desde la edad de piedra, no cesa de reformarse de
    año en año. Sería, pues, fácil remontar el barranco en su largo curso
    sin tener necesidad de servirse de las manos para salvar los
    accidentados obstáculos de su cauce, pero quien ama la naturaleza y la
    quiere gozar de cerca, abandona el pequeño sendero y se lanza con
    entusiasmo por el estrecho espacio abierto entre sus bordes. Desde los
    primeros pasos se halla como separado del mundo. Por detrás, una curva
    de la desembocadura le oculta el arroyo y los verdes prados que riega;
    por delante, el horizonte se limita bruscamente por una serie de gradas
    que el agua salta en pequeñas cascadas después de la lluvia; por encima,
    las branchas de árboles que bordean las riberas se curvan y entrelazan
    formando bóveda, y los ruidos de fuera no penetran en este salvaje cauce
    casi subterráneo.

    Es una gran alegría hallarse así en la naturaleza virgen, sólo á algunos
    pasos de los campos arados en surcos paralelos y sentirse obligado á
    trazarse un camino por entre las piedras y la maleza, no lejos del
    honesto burgués que se pasea plácidamente contemplando sus cosechas. A
    cada vuelta del tortuoso barranco, la inclinación y la forma del lecho
    cambian bruscamente: los saltos y los hoyos se suceden contrastando de
    un modo extraño.

    Encima de un grupo de arbustos enlazados por zarzas que el agua invade
    sólo en las mayores crecidas, se extiende un pequeño prado de algunos
    metros de ancho y frecuentemente bañado por las inundaciones de un
    momento. Alrededor del prado y el grupo de arbustos, se desarrolla en
    semicírculo una playa arenosa, en donde los materiales finos ó gruesos,
    se han depositado con orden, según la fuerza de la corriente que los
    arrastró. El modesto lecho fluvial, de donde el agua ha desaparecido, es
    aún tal cual lo trazó el torrente efímero, y revela tanto mejor las
    leyes de su formación, por cuanto ni un pequeño charco de agua se halla
    en su curso. Una especie de foso con su borde lleno de cieno seco y
    hojas en descomposición, nos enseña que en este paraje el curso de las
    aguas es tranquilo y casi sin corriente; más lejos, el lecho aparece
    apenas trazado porque las aguas se resbalan con rapidez por la gran
    pendiente; en otra parte, las aristas paralelas de los asientos rocosos
    atraviesan oblicuamente el fondo desde una á otra orilla, formando
    obstáculos sobre los cuales la corriente se descompone formando pequeñas
    ondas. Una gran piedra ha hecho determinar una curva á la corriente,
    lanzando á ésta contra otra orilla, formando una brusca sinuosidad, y
    así gradualmente se ha cavado un cauce según su capacidad: más arriba,
    ramas encadenadas; hierbas y piedras, han servido de punto de apoyo para
    formar uno ó varios islotes rodeados de cauces tortuosos llenos de arena
    hermosamente blanca. A unos cuantos pasos de allí, el aspecto del
    barranco cambia todavía. Aquí el fondo no es más que un pequeño reguero
    practicado por el agua en arcilla dura, casi rocosa; no sin pena,
    consigo pasar por el desfiladero asiéndome de algunas ramas que se mecen
    sobre mi cabeza. El hilo de agua ó la columna líquida, según la fuerza
    del arroyo periódico, murmura dulcemente ó ruge con estrépito por el
    estrecho corredor resbalándose rápidamente por una sucesión de grados;
    luego, al pie de la caída, ha formado una especie de cubo, ancha balsa
    donde las piedras arrastradas ruedan empujadas por la presión de las
    aguas. Después de haber pasado el desfiladero, encuentro aún algo que
    fueron islas en otro tiempo, curvas, rápidas corrientes, cascadas: hasta
    encuentro fuentes extinguidas que reconozco por la humedad de la arena y
    las fisuras rocosas. El borde desde donde se lanza una cascada lo forman
    dos raíces enlazadas, sujetas sólo por un lado, encrustadas en la
    arcilla.

    En este barranco, en el cual penetramos con alegría para contemplar en
    un pequeño espacio el cuadro de la naturaleza libre y para huir del
    aburrimiento de los campos cultivados con bárbara monotonía, una
    multitud de animalejos de varias especies, refractarios como nosotros al
    exterior, penetran también buscando un refugio contra el hombre,
    inflexible perseguidor; desgraciadamente, el tenaz cazador los persigue
    hasta este retiro, á pesar de las zarzas y las raíces. Las tierras
    recientemente removidas, los negros agujeros practicados en las paredes
    de la orilla, nos revelan el sitio donde se ocultan los conejos y los
    zorros; al notar nuestra presencia, las serpientes enroscadas
    desenrrollan rápidamente sus círculos y desaparecen en la espesura; las
    lagartijas, más rápidas, corren haciendo crugir las hojas caídas; los
    insectos saltan sobre la arena ó se balancean por las hierbas. En las
    ramas de los arbustos se ven nidos de pájaros: todo un mundo de
    fugitivos puebla este asilo, en donde se encuentra abrigo y comida.

    Y es que, en efecto, dentro de este pequeño barranco, de algunos metros
    de ancho, la vegetación es muy variada; una multitud de plantas de
    origen y altitud diversos se encuentra aquí reunida, mientras que en los
    campos vecinos la uniformidad del terreno cultivado deja germinar
    apenas, además de la simiente arrojada por el campesino, hasta cuatro ó
    cinco «malas hierbas», trivial adorno de los campos arados. En esta
    estrecha hendidura, invisible de lejos, á no ser por la verdura de sus
    orillas, todas las cualidades del suelo, todos los contrastes de sequía
    y humedad, todas las diferencias de la sombra y el sol se encuentran en
    yuxtaposición y, como consecuencia, numerosas plantas, desterradas de
    vulgares terrenos de cultivo, hallan en este rincón, respetado por el
    hombre, el ambiente propio para su desarrollo. La arena tamizada por las
    aguas tiene sus plantas especiales, lo mismo que los amontonamientos de
    piedras arrastradas, la arcilla color de ocre y los intersticios de la
    dura roca. Las tierras vegetales, mezcladas en diversas proporciones,
    tienen también su flora y su fauna; las rápidas pendientes expuestas al
    sol del mediodía, se encuentran pobladas de hierbas y arbustos que
    fabrican su savia en terreno seco; el fondo húmedo donde jamás llega un
    rayo de sol, da también vida á otra vegetación y el cieno que el agua
    cubre aún, aparece cubierto por un mundo vegetal que le es peculiar.

    ¡Y, sin embargo, nada aparece desordenado en esta diversidad! Al
    contrario, las plantas, libremente agrupadas, según sus secretas
    afinidades y la naturaleza del terreno que les da vida, constituyen en
    conjunto un espectáculo que llena el alma de una impresión singular de
    paz y armonía. Nada hay aquí de artificial ni de impuesto como en un
    regimiento de soldados con sus movimientos mecánicos y sus uniformes,
    sino lo pintoresco, el encanto poético, la libertad de actitud y de vida
    como en una multitud de hombres de todos los países, aproximándose por
    afinidad cada cual á los suyos. Es cierto que en este barranco, al igual
    que en toda la tierra, la batalla de la vida por el goce del aire, del
    agua, del espacio y de la luz, no cesa un instante entre las especies y
    las familias vegetales; pero esta lucha no ha sido regularizada todavía
    por la intervención del hombre, y parece que en medio de estas plantas
    tan diversas y tan graciosamente asociadas, nos encontramos en una
    república federativa en la que cada vida está garantizada por la alianza
    de todas. Hasta las colonias de plantas extrañas á la naturaleza libre,
    son respetadas, al menos por algún tiempo: sobre una cornisa de tierra
    rebajada que ha quedado suspendida al flanco de la ribera, veo
    balancearse las cañas flexibles de una mata de avena, humilde colonia de
    esclavos fugitivos aventurados en un mundo de libres héroes bárbaros.

    Lo mismo que el arroyo del valle y los grandes ríos del llano, el
    pequeño barranco tiene sus orillas sombreadas por árboles. El álamo
    blanco se levanta al lado del haya y el abedul; las hojas finamente
    cortadas del fresno, aparecen por entre dos altos olmos con su ramaje
    como arreglado por la mano del hombre; el tronco blanco del abedul
    resalta al lado de la rugosa y sombría corteza de la encina. En lo más
    alto de la ladera, donde el barranco no es más que un repliegue del
    terreno, los pinos, en actitud grave y de hojas casi negras, se ven
    reunidos como en un concilio. Alrededor de ellos, la tierra sin
    vegetación ha desaparecido bajo una espesa capa de agujas color de
    hierro oxidado mientras que no lejos de allí, un alegre alerce color
    verde claro, levanta su cima, hermosamente adornada por clemátides,
    sobre un grupo de arbustos y plantas. A causa de la extrema variedad de
    las condiciones del suelo, el estrecho barranco es bastante más rico en
    especies diversas que los grandes bosques que cubren vastos territorios.
    En algunos parajes, los troncos están tan juntos que de una á otra
    ribera no se ve penetrar ni un rayo de sol; del fondo de las
    hondanadas, los árboles suben como columnas amontonadas para un
    edificio; luego, al nivel de los bordes, las ramas se extienden
    ampliamente, cubren la madera con su verdura y se prolongan sobre las
    tierras cultivadas buscando ávidamente su alimento de aire y de luz.

    Bajo sus sombrías bóvedas, en las profundidades del barranco, la
    temperatura es siempre fresca, hasta en lo más fuerte del verano; las
    ramas enlazadas impiden á la húmeda atmósfera su salida hacia el espacio
    y, gracias al acuoso vapor, los helechos, con sus grandes hojas caídas y
    los hongos, agrupados fraternalmente en pequeñas asambleas, crecen y
    prosperan en las orillas. El aire está tan cargado de humedad, que basta
    cerrar los ojos para hacerse la ilusión de que se está á la orilla de un
    arroyo, cuyas tranquilas aguas corren silenciosas. Después de todo, el
    agua allí está; si ha desaparecido es sólo en apariencia. El musgo que
    tapiza el fondo del barranco y recubre las raíces de los árboles, se
    presenta hinchado del líquido absorbido durante la última inundación:
    dilatados como esponjas, guardan, durante mucho tiempo, la fecunda y
    bienhechora humedad; después, á la más insignificante lluvia, se hinchan
    de nuevo, empapándose con avidez de las gotas caídas. Así, de musgo á
    musgo y de planta á planta, en la multitud infinita de células
    orgánicas, se encuentra aún el caudal de aguas corrientes del arroyuelo,
    desde, el principio al fin del barranco. Es verdad que no se ve esta
    corriente, que no se oye su murmullo, pero se adivina y se goza la dulce
    frescura que esparce por la atmósfera.

    Sin embargo, hay algo que me encanta y admira. Este arroyuelo es pobre é
    intermitente, pero su acción geológica no es menos grande; es tanto más
    poderosa relativamente cuanto más insignificante es el agua que por él
    corre. Una pequeñita corriente ha cavado el enorme foso, ha abierto esas
    profundas hendiduras á través de la arcilla y la dura roca, ha esculpido
    las gradas de sus pequeñas cascadas, y por los hundimientos de tierra ha
    formado esos amplios círculos en sus orillas. Él es también quien da
    vida á la rica vegetación de musgo, hierbas, arbustos y grandes árboles.
    ¿Es que el Misisipi, ó el Amazonas proporcionalmente á su caudal de
    agua, realizan en la superficie de la tierra la milésima parte del
    trabajo de éste? Si los caudalosos ríos tuvieran igual fuerza relativa
    que el pequeño arroyuelo intermitente, arrasarían las cordilleras,
    serían sus cauces abismos de algunos millares de metros de profundidad,
    alimentarían bosques con árboles cuyas cimas irían á balancearse en las
    más elevadas capas atmosféricas. Precisamente, en estos pequeños retiros
    es donde la naturaleza se nos muestra en todo su esplendor. Acostado
    sobre un tapiz de musgo, entre dos raíces que me sirven de apoyo,
    contemplo con admiración estas altas riberas, sus desfiladeros, sus
    circos, sus gradas y la bóveda de follaje, que me cuentan con tanta
    elocuencia la grandiosa obra de la pequeña gota de agua.

    CAPÍTULO VII

    #Los manantiales del valle#

    A todos los arroyuelos visibles é invisibles que descienden de barrancos
    y vallecillos hacia el arroyo principal, se unen aún á centenares
    infinidad de pequeñas fuentes y venas de agua, todas diferentes por el
    aspecto y el paisaje de las piedras, los zarzales, arbustos ó árboles
    que las rodean, diferenciándose también por la cantidad de sus aguas y
    por la oscilación de su nivel, según los meteoros y las estaciones del
    año.

    Algunas de ellas sólo tienen una existencia temporal; después de haber
    manado durante cierto número de horas, se secan repentinamente; los
    pequeños saltos de agua cesan de susurrar, las paredes de su balsita se
    secan y las hierbas que humedecía se doblan lánguidamente. Luego,
    pasados minutos ú horas, se oye un murmullo subterráneo y he aquí el
    agua que sale nuevamente de su cárcel de piedra, para devolver la vida á
    las raíces y las flores; con sus argentinos sonidos anuncia alegremente
    su resurrección á los insectos ocultos entre el césped, á todo un mundo
    infinitamente pequeño que esperaba su despertar para despertar ellos
    mismos. Los hombres de ciencia nos explican la causa de estas
    intermitencias; nos dicen el por qué de ese salir y ocultarse del agua
    alternativamente en las cavidades subterráneas, dispuestas en forma de
    sifón. Todo esto es hermoso, pero á estos juegos de la naturaleza, á
    esas fuentes que aparecen y se ocultan en un instante, preferimos los
    manantiales permanentes de los que oímos constantemente su alegre
    murmullo, y en los cuales, á cualquiera hora, podemos ver cómo se
    refleja la luz, rielando en su ondulada superficie. Más encantadora aun
    me parece la discreta fuente que nace en el fondo del arroyo á la que
    sólo contemplan los observadores estudiosos de la naturaleza. En medio
    del agua transparente, no siempre se sabe distinguir la columna líquida
    del manantial que brota, pero se revela por las ondulaciones de las
    hierbas que acaricia su onda ascendente, por las burbujas que salen de
    la arena y vienen á deshacerse al contacto del aire, y por el silencioso
    hervor que se produce en la superficie del agua y se propaga alejándose
    en rizos ondulados que disminuyen gradualmente.

    Desiguales por su caudal y por el paisaje que las rodea, no lo son menos
    por la gran diversidad de substancias minerales que llevan en
    suspensión. Por muy pura que el agua del manantial parezca á nuestra
    vista, no es esta, como la química dice, una combinación de dos cuerpos
    simples, el hidrógeno, que forma, según dicen, los inmensos torbellinos
    de las más lejanas nebulosas, y el oxígeno, que para todos los seres es
    el gran alimento de la vida; contiene además muchas otras substancias,
    ya rodando por su cauce en estado de arena, ya disueltas en su masa
    líquida y transparentes como ella. Entre las fuentes tributarias del
    arroyo, hay algunas que, surgiendo de la dura peña, arrastran pepitas de
    oro en sus aluviones. Si arrastraran grandes cantidades como ciertos
    manantiales de California, Colombia, el Brasil ó los Urales,
    inmediatamente una multitud de hombres se precipitaría con avidez hacia
    las fuentes bienhechoras, y las arenas depositadas en sus orillas,
    serían muy pronto tamizadas, y hasta la roca sería atacada por los picos
    y azadones y sus fragmentos serían sometidos á los martillos de la
    fundición; poco tiempo después, á las cabañas de un villorrio, habitadas
    por mineros, reemplazarían los grandes árboles de los prados y los
    valles. Tal vez el país al ser más rico, más populoso y próspero, sería
    también, á la larga, más instruído y feliz; no obstante, nos paseamos
    llenos de noble alegría por las vírgenes orillas de nuestro Pactolo,
    desconocido de la multitud, en el que hallamos la soledad y el silencio,
    como en los días que vimos brillar por vez primera las pepitas de oro.
    En sus alrededores sólo existe, afortunadamente, un solo buscador de
    pepitas, viejo geólogo que enseña con orgullo algunos granos brillantes
    contenidos dentro de una caja de cartón, donde posee todo el fruto de
    sus largos trabajos.

    Otro manantial, vecino al pequeño Eldorado, se presenta también pródigo
    en pepitas brillantes pero de bien distinta especie. Es un chorro de
    agua que surge de rocas micáceas y que arrastra sus partículas hacia la
    luz. Las pepitas que la corriente hace rodar por el fondo se arremolinan
    un momento y luego se depositan llanas sobre otras láminas, de modo que
    se ve siempre lucir sus reflejos bajo la temblorosa superficie. Los
    niños de la vecindad se divierten en sus juegos, viniendo á sacar con
    sus manos esta arena brillante; apilan en montoncitos las pepitas de oro
    y las de plata, sabiendo, afortunadamente, los pobres niños, que la masa
    reluciente no es oro y plata más que en apariencia; de otro modo,
    empezarían, tal vez, en la orilla de la apacible fuente, esa dura
    batalla por la vida, que más tarde, cuando sean hombres, tendrán que
    emprender unos contra otros para arrancarse, en forma de moneda, el pan
    de cada día.

    En un pequeño valle, al pie de rocas calcáreas, nace otra fuentecita
    que, lejos de arrastrar pepitas brillantes, recubre, al contrario, de
    una especie de baño gris las piedras, las hojas y las ramitas caídas de
    los arbustos que la adornan. Este baño se compone de innumerables
    moléculas calcáreas disueltas por el agua en el interior de la colina.
    Contenida el agua por un obstáculo cualquiera, la corriente se
    desprende de las partículas de piedra de que estaba saturada. Al lado de
    la balsita crece un helecho que balancea sus verdes hojas agitadas por
    el aire húmedo, mientras que sus raíces, sumergidas en el agua, están
    recubiertas de una capa de piedra.

    La naturaleza de los manantiales varía por las substancias sólidas y
    gaseosas que arrastran ó disuelven en su curso subterráneo y que sacan
    al exterior. Hay algunas que contienen sal, otras son ricas en hierro,
    en cobre y en diversos metales, habiendo alguna que exhala ácido
    carbónico ó emanaciones de gases sulfurosos. La proporción de mezclas
    que se operan así en el laboratorio de las fuentes difiere cada una de
    ellas, y el químico que quiere conocer esta proporción de un modo
    preciso, se ve obligado á hacer un largo análisis especial, que tiene
    que repetir varias veces. Luego, cuando ha pesado las diversas
    substancias, utilizando los medios prodigiosos que actualmente le
    suministra la ciencia, tiene que estudiar los rayos coloreados que el
    agua del manantial despide en un espectro luminoso. Estas rayas que
    permiten al astrónomo descubrir los metales en los astros, brillan como
    un punto en el fondo del espacio infinito y advierten al químico la
    existencia de cuerpos que se hallan en cantidades infinitesimales en la
    pequeña gota de agua del manantial. El día que dos alemanes señalaron, ó
    mejor dicho, arrancaron á la fuente por la fuerza de la ciencia,
    metales que no eran todavía conocidos, es uno de los grandes días de la
    historia. Comparados con esta fecha, ¡cuán insignificantes son en los
    anales de la humanidad las victorias ó la muerte de los más célebres
    conquistadores!

    Las fuentes, diferentes entre sí por las substancias que arrancan en sus
    viajes subterráneos, arrastrándolas al arroyo, son también diferentes
    por sus temperaturas diversas. En algunas, el calor de sus aguas es la
    temperatura media del país; otras están por debajo de este término
    medio, porque descienden de las nieves ó porque una fuerte evaporación
    se verifica en sus canales interiores bajo la influencia de las
    corrientes de aire; otras también, presentan al exterior tibias ó
    calientes sus aguas; se encuentran á diversas temperaturas desde la del
    hielo hasta la del vapor á gran presión. Por su temperatura, la fuente
    nos resume su historia subterránea: con sólo mojar un dedo en sus aguas,
    podemos saber cómo ha sido su viaje á través de los ocultos abismos.
    Desde la orilla de un manantial frío, miramos los montes nevados y
    podemos decir: «¡Esta agua baja de allá arriba!» Pero si sale tibia, es,
    sin duda alguna, porque ha descendido, saltando de hueco en hueco hasta
    bajar á grandes profundidades, habiéndose calentado en esos conductos
    tenebrosos antes de salir á la superficie. Y, en fin, cuando la
    temperatura de una fuente se aproxima á la del vapor á grandes
    presiones, sabemos por ello que sus aguas han llegado á dos ó tres
    kilómetros bajo la superficie del suelo, porque sólo á tal profundidad
    la temperatura de las rocas es la misma que la del agua en ebullición.

    Sentados sobre el césped, al borde del manantial, con toda comodidad
    podemos seguir con el pensamiento el itinerario recorrido por el pequeño
    canal del agua en las entrañas del monte antes de salir á la luz,
    ayudados de los datos científicos que la dolorosa experiencia del minero
    ha adquirido habitando las profundas galerías.

    Las aguas tibias ó termales, mucho más que las frías, contribuyen á
    disolver las piedras en el interior de los montes, para depositarla bajo
    otra forma á su salida. En muchos parajes, el agua caliente que corre á
    unirse con el arroyo, se extiende primero en un gran lago que ella misma
    ha formado molécula tras molécula; al lado se encuentran otras lagunas
    secas, y á uno y otro lado las fisuras abiertas en la piedra están
    bordadas por hermosas concreciones parecidas á los adornos de mármol que
    vemos ornamentando las fachadas de nuestros edificios. ¡Pero cuán
    insignificantes son esos depósitos silíceos ó calcáreos comparados con
    las enormes construcciones erigidas en diversos países del mundo por
    esos ríos termales, como por ejemplo los de Holly-Springs, en los
    Estados Unidos! Los viajeros nos cuentan que esas aguas calientes
    edifican verdaderos palacios, ciudadelas y murallas de algunos
    kilómetros de longitud. Blancos como el alabastro, los pilares y
    basamentos crecen incesantemente por el depósito de las cascadas
    susurrantes que poco á poco ocupan la llanura. El agua, construyendo sin
    cesar, se cierra el paso, y, buscando continuamente un nuevo cauce, deja
    detrás grandes balsas, puentes no terminados y bosquejos de admirables
    columnatas. Montes enteros que el geólogo explora con admiración, han
    sido formados por los torrentes de agua caliente al salir de las
    profundidades.

    Pero esas maravillas lejanas y nada numerosas, pocos de nosotros las han
    podido contemplar y ver al mismo tiempo esos ríos de agua caliente cómo
    trabajan en la construcción de sus marmóreos edificios. Mucho más
    modesta, la fuente de la pequeña laguna no cambia los accidentes del
    terreno ni el aspecto del país en algunos años; pero empleando siglos y
    siglos en su trabajo, llega por fin á renovar todo el espacio que baña;
    cambian poco á poco la piedra y se trazan un cauce diferente al que les
    había preparado la naturaleza. El geólogo y el minero que penetran por
    la fuerza con su pico y martillo en las entrañas de la roca, descubren
    venas de jaspe y otras piedras transparentes ó coloreadas; es el hilillo
    de agua termal, arrastrando arcilla en disolución, que lo ha depositado
    en la fisura por donde corría, y que luego ha cambiado de curso. Todos
    esos filones sinuosos que atraviesan las rocas como arterias de cristal,
    deben su origen á modestas corrientes de agua. Es cierto que en la
    mayor parte de los casos, el agua sale de las profundidades del suelo,
    no en forma de líquido, sino en forma de vapor y á elevada temperatura,
    porque de otro modo no podría disolver los materiales que tapizan las
    paredes de sus antiguos lechos. Así los minerales de oro y plata han
    sido arrancados de las entradas de la roca por los vapores de un Pactolo
    subterráneo.

    Fuertes por el enorme poder que les da el tiempo, los manantiales que
    disuelven las piedras y oxidan los metales, consiguen también alguna vez
    hacer temblar los montes. En una hermosa tarde de otoño, un temblor de
    tierra se dejó sentir en la pequeña cuenca del arroyo; las casas se
    balancearon con gran terror de sus habitantes, y algunas paredes ya
    agrietadas se derrumbaron con estrépito. El temblor de tierra no tuvo
    otras funestas consecuencias, pero fué el tema que durante algún tiempo
    preocupó á los sabios é ignorantes de los pueblos y aldeas. Unos
    hablaban de un mar de fuego que llenaría la tierra, y que una tempestad
    había agitado sus olas; otros pretendían que un volcán intentaba surgir
    en las inmediaciones, y que dentro de poco tiempo, el cráter se abriría;
    había quien no sabiendo nada de fuego central, ni habiendo jamás visto
    cráteres ni corrientes de lava, pensaba en un grupo de fuentes salinas y
    yesosas que nacían en un vallecillo al pie de una ladera pedregosa; al
    notar que después del temblor sus aguas se habían enturbiado y
    arrastraban lodo, y que algunas de ellas habían cambiado de orificio de
    salida, se preguntaban si no serían ellas la verdadera y única causa.
    Tal vez, los aldeanos tenían razón. Es verdad que ni en un segundo,
    estas fuentes arrastraban una pequeña cantidad de sulfato de cal y otras
    substancias sólidas; pero en el transcurso de años y siglos, los hilos
    de agua subterráneos han ido destruyendo la base de los montes.
    Debilitados los colosales cimientos del gigantesco edificio, ceden al
    peso, las bóvedas se hunden, el monte se estremece, y la tierra se agita
    algunos cientos de kilómetros alrededor, como si una terrible explosión
    hubiera dislocado sus capas. El gigante Encelado que ha hecho temblar
    así los montes, las colinas y los llanos, es el tranquilo manantial que
    puede ocultar una mata de hierba.

    Afortunadamente, las fuentes saben hacer que las perdonemos los momentos
    de terror que nos causan á veces haciendo trepidar el suelo. Ellas nos
    dan agua para beber nosotros y abrevar nuestros ganados, fertilizan
    nuestros campos y hacen germinar las simientes, alimentan nuestros
    árboles y nos traen del fondo de la tierra tesoros que sin ellas jamás
    hubiéramos conocido; fortifican, en fin, nuestro cuerpo, nos devuelven
    la salud perdida y restablecen el equilibrio en nuestro trastornado
    espíritu. Tales son al salir de la tierra bienhechora las virtudes
    curativas de las fuentes termales y minerales, que en todos los países
    civilizados se han construído edificios en los nacimientos de los
    manantiales, para aprisionar el agua y medir cuidadosamente el empleo
    en los baños y piscinas.

    Con objeto de recoger hasta la última gota del precioso líquido, los
    ingenieros cavan á lo lejos las rocas para sorprender en su curso el
    pequeño hilo de agua que corre por las hendiduras interiores y el escape
    de vapor que sube desde las ocultas profundidades. Ávidos de salud, los
    enfermos utilizan todo lo que el manantial lleva consigo y todo lo que
    bañan sus aguas; respiran el gas que desprenden, se envuelven en el lodo
    negro que forman la arcilla y la arena y llegan á cubrirse como tritones
    con el verde limo que se extiendo cual tapiz sobre las aguas. Sin
    embargo, no llevan la religión hasta acariciar contra sus cuerpos los
    animales que nacen y se desarrollan al dulce calor del agua termal.
    Existen bonitas culebras, muy numerosas en algunas fuentes. Cuando el
    bañista ve al reptil ondulando á su lado sus graciosos anillos, no cree
    en la maravillosa aparición de la serpiente de Esculapio, sino que,
    lleno de terror, salta sobresaltado prorrumpiendo en grandes gritos.

    En otro tiempo, los hechiceros y los adivinos eran los encargados de
    enseñar á los enfermos los manantiales donde encontrarían la salud ó el
    alivio de sus males; hoy los médicos y los químicos reemplazan á los
    magos de la Edad Media, indicándonos con mayor autoridad el agua
    bienhechora que nos ha de devolver las fuerzas y ha de darnos una
    segunda juventud. Cuando la ciencia se complete con nuevos
    conocimientos, el hombre, sabiendo perfectamente cuál debe ser su género
    de vida, sabrá también qué aguas, qué atmósfera son útiles para curar
    sus males y entonces gozará plenamente de la vida hasta el término
    natural, con la sola condición de que nuestro estado social no sea el de
    odiarnos y exterminarnos. En Arabia, los fanáticos soberanos de
    Wahabites hacían tapar cuidadosamente todas las fuentes termales y
    minerales, por temor á que sus súbditos, convencidos de la virtud de las
    aguas de sus manantiales, se olvidaran de poner toda su confianza en el
    solo poder de Alah. En el porvenir, al contrario, sabremos utilizar
    todas las gotas que surjan del suelo, todas las moléculas que salgan á
    la superficie y sabremos designar su función para el provecho de la
    humanidad.

    CAPÍTULO VIII

    #Las corrientes y las cascadas#

    Mezclándolo todo en su cauce, lo mismo las aguas que bajan del monte que
    las fuentes que brotan del suelo, manantiales fríos, tibios y termales,
    salinos, calcáreos y ferruginosos, el arroyo crece y crece sin cesar en
    cada vuelta del valle, á cada nuevo afluente. Rápido y alegre como joven
    que entra en la vida, ruge y salta desordenadamente; ya le llegará la
    calma y hará más lenta su corriente al llegar á la llanura horizontal y
    monótona; en el momento se resbala con alegría por la pendiente
    precipitándose hacia el mar. Es que se encuentra todavía en el período
    heroico de su existencia.

    En esta parte de su curso, las corrientes, las cascadas y los saltos,
    son los grandes fenómenos de la vida del arroyo. No siendo todavía
    bastante fuerte para regularizar completamente la inclinación de su
    lecho, y minar las bases de la roca, arrasar los salientes de la piedra
    y reducir á polvo los cantos esparcidos, tiene el arroyo que salvar
    estos obstáculos saltando por encima ó escaparse por los lados.

    Los saltos varían hasta el infinito, según la altura de las piedras que
    ha de franquear, la inclinación de la pendiente, la abundancia de las
    aguas, el aspecto de sus orillas, la vegetación de sus riberas y el
    volumen de las piedras emergidas. Aunque diferentes entre sí, todas son
    igualmente hermosas, ya por su graciosa forma, ya por su majestad,
    sintiéndose alegre y satisfecho quien se deja mojar los pies.

    Las corrientes son el bosquejo de las cascadas donde toman estas su
    ímpetu, para detenerse luego y precipitarse después. Aquí, el agua que
    choca contra una piedra musgosa la envuelve como con un globo de
    transparente cristal, y ciñe su base con una orla de espuma; allá, la
    corriente inclinada desaparece rápidamente por entre dos rocas, y
    después, por encima de ocultos escollos, se repliega en ondas paralelas;
    más lejos, el caudal se divide en varias curvas lanzándose por saltos
    desiguales. El hoyo profundo, la sutil capa de agua y la franja de
    espuma, se suceden con desorden hasta abajo de la pendiente donde el
    arroyo recobra su calma y la regularidad de su curso.

    ¡Y cuán grande es también la diversidad de las cascadas! Yo conozco una,
    encantadora entre todas, que se oculta bajo las flores y el follaje.
    Antes de precipitarse, la superficie del arroyo es completamente lisa y
    pura; ni una roca saliente, ni una hierba en su fondo interrumpen su
    curso rápido y silencioso; el agua cae en un canal trazado con igual
    regularidad que si fuera obra del hombre. Pero en el punto de la caída,
    el cambio es repentino. Sobre la cornisa de donde el agua se lanza en
    cascada, se levantan macizos de roca parecidos á pilares de un puente
    derribado, apoyándose sobre anchos estribos cuya base lame la espuma.
    Grupos de saponáceas y otras plantas salvajes, crecen como en jarrones
    de adorno en las anfractuosidades de los puntos dominados por las
    cascadas, mientras que las zarzas y clemátides, desplegadas como
    cortinajes, descansan sus guirnaldas sobre los salientes de la piedra y
    velan los distintos despeñaderos de la caída. La espesa red de verdura
    oscila lentamente por la presión del aire que arrastra el agua al caer,
    y las lianas aisladas, cuyas extremidades se bañan en los remolinos de
    espuma, se estremecen incesantemente. Los pájaros hacen su nido en este
    follaje y se dejan balancear por el aire. Hermoseado por las flores en
    primavera, adornado de frutos en verano y otoño, el cortinaje suspendido
    delante de la catarata ahoga en parte el estrépito; hasta podría
    suponérsele lejana si el sol, penetrando sus rayos por entre las ramas,
    no hiciera brillar por diversos puntos el gigantesco diamante que oculta
    la verdura.

    A poca distancia de esta cascada cubierta por las hojas y las flores,
    otro asiento de peñascos atraviesa el arroyo, pero estos son tan duros
    que el agua ha hecho muy poca mella en ellos y apenas si está trazado su
    lecho. Ha tenido por consecuencia que extenderse á lo ancho y, rodeando
    piedras y arrastrando tierras vegetales, se ha dividido en numerosos
    hilos de agua, procurándose cada cual un curso favorable para llegar al
    punto de caída. Cortado en su paso por una roca pulida que se levanta en
    medio de sus cascaditas, los vemos saltar por todas partes; unos
    bastante fuertes para arrastrar las piedras y otros tan débiles que
    apenas pueden descubrir las raíces del césped. Aquí una pequeña capa de
    agua se extiende sobre una roca cubierta de verdoso limo y luego resbala
    por un asiento inclinado rodeado de helechos, ocultándose furtivamente
    por entre dos ramas de sauce que se inclinan hacia el líquido. Más
    lejos un pequeñísimo hilo de agua, contenido en una pequeña hendidura,
    corre, centellea y murmura en mi caída. Otro se precipita por una fisura
    negra y no se distingue desde fuera más que por centelleos indistintos;
    otro aun se lanza por aquí y allá retorciéndose como una serpiente de
    círculos alternativamente negros y plateados. A través de las rocas, los
    arbustos y las hierbas, todos los arroyuelillos, después de un momento
    en reposo, se juntan nuevamente como una porción de niños al grito de la
    madre. Y todo esto ríe y canta con alegría. Cada cascadita tiene su voz,
    dulce ó grave, argentina ó profunda, produciendo en conjunto un
    encantador concierto que adormece el pensamiento, dándole, al igual que
    la música, un movimiento acompasado y rítmico. Por fin, todas las
    fracciones se han reunido en el cauce común; chocan las corrientes
    bordadas de espuma y luego juntas emprenden el camino hacia la llanura.

    La catarata es otra cosa distinta. En ella las aguas no se extienden
    sobre un ancho espacio para precipitarse luego al azar; se reúnen, al
    contrario, para lanzarse en masa compacta por el estrecho paso abierto
    entre dos puntas de roca. Deprimido en sus orillas é hinchado en el
    medio por la presión de la corriente, el arroyo se estrecha y se curva
    hasta el corte, desde donde se lanza al vacío. El agua, empujada por
    rápida velocidad, ha perdido sus ondulaciones y sus pequeñas olas; todos
    sus rizos, prolongados por la rapidez del torrente se han cambiado en
    otras tantos líneas perpendiculares como trazadas por la punta de un
    estilete. Parecida á una tela sedosa que se despliega, el lienzo líquido
    se desprende de la arista de la roca y se curva por encima de un negro
    corredor, en el fondo del cual bullen las aguas en torbellino. La base
    de la catarata es un caos de espuma. La masa que cae se deshace en olas
    que chocan entre sí, dirigiéndose en tumulto hacia el chorro enorme
    contra el que se precipitan como para escalarlo. En el estruendoso
    remolino, el agua y el aire, arrastrados á un mismo tiempo por la
    tromba, se confunden en una masa blanca que se agita incesantemente.
    Cada torrente, cambiando á cada instante de forma, es un caos en el
    caos.

    Escapándose del torbellino, el aire aprisionado levanta millares de
    gotas pequeñas, que al dirigirse hacia el espacio producen fina niebla
    que el sol irisa. A veces también, encerrado bajo la masa del agua,
    arrastra torrentes espumosos que se ven entre ella escurrirse á lo largo
    de la roca como blancos espectros; bastante lejos, delante de la caída,
    continúa el torbellino del arroyo. Por cada lado ruedan violentos
    remolinos en el fondo de los cuales chocan las piedras, produciendo para
    las edades futuras «ollas de gigante». Por la fuerza del huracán que la
    empuja, el agua, blanca y chispeante, entra rápida en el canal; sin
    embargo, poco á poco su marcha se hace lenta y adquiere un tono de azul
    calizo como el del ópalo; luego, sólo presenta ligeras estrías de
    espuma, y poco después encuentra su calma y su reflejo azul. Nada
    recuerda ya la estrepitosa caída del arroyo, si no es la niebla de
    imperceptibles gotas que se ve brillar á lo lejos sobre el raudal que
    cae, produciendo un continuo mugido que hace vibrar la atmósfera.

    Cierto que la modesta catarata del arroyo no es un mar que se despeña
    como el salto del Niágara; pero por pequeño que sea, no deja de producir
    una impresión de grandeza á quien sabe mirarlo, y no pasa indiferente
    por su lado. Irresistible é implacable, como si fuera empujada por el
    destino, el agua que cae lleva tal velocidad, que ni el pensamiento
    puede seguirla: se cree tener ante la vista la mitad visible de una
    ancha rueda que gira incesantemente alrededor de la roca.

    Contemplando esta corriente siempre la misma y renovándose sin cesar, se
    pierde la noción de la realidad. Pero para sentirse poderosamente
    atraído por el vértigo de la cascada, es preciso mirar hacia arriba, por
    encima del sitio donde el agua cesa de correr y, describiendo su curva,
    se lanza libre al espacio. Los botones de espuma y las hojas
    arrastradas, llagan lentamente á la compacta masa como viajeros cuya
    quietud nadie turba; después, repentinamente, se les ve temblar, dar
    vueltas sobre sí mismos y, aumentando la rapidez á cada instante, se
    precipitan en los pliegues del agua para desaparecer en la caída. Así,
    en infinita procesión, todo lo que baja por la superficie del agua
    obedece á la atracción del abismo; todos estos objetos se ven
    desaparecer como rápidas estrías, como pequeñas visiones que desaparecen
    en el momento de ser vistas; la mirada misma, arrastrada por la
    pendiente, por ese pasar desordenado de hojas y archipiélagos de espuma,
    tiende á descender al abismo hacia el cual todo parece marchar, como si
    fuese allí, en el rugiente pozo, donde debe hallarse la paz.

    Frecuentemente se ve llegar un insecto que hace esfuerzos ó que intenta
    subir sobre una hoja flotante, arrastrado también hacia el precipicio.
    Se le ve agitar sus patas y antenas á la desesperada, se mueve y
    retuerce en todas direcciones, pero en cuanto ha sentido la invencible
    atracción, cuando ha empezado á describir con la masa de agua la gran
    curva de la caída, cesa repentinamente todos sus movimientos
    abandonándose á su destino. Del mismo modo, un indio y su mujer, remando
    en su piragua, á corta distancia de la catarata del Niágara, fueron
    cogidos en un violento remolino y arrastrados hacia la caída. Durante
    largo rato intentaron luchar contra la terrible presión; los asustados
    espectadores que estaban en las orillas creyeron durante un momento que
    conseguirían dominar la corriente; pero no; la piragua, vencida en su
    esfuerzo, cede y cede sin cesar; la arrastra la corriente; se acerca á
    la terrible curva, se ha perdido toda esperanza. Entonces los dos
    indios cesan de remar, se cruzan de brazos, miran con serenidad el
    turbulento espacio que les rodea y altivos hasta en la muerte, como es
    propio á los héroes, desaparecen en la inmensa tromba.

    Contemplada por la mirada de la ciencia en el infinito de las edades, la
    cascada en sí no es un fenómeno menos pasajero que los insectos ó los
    seres humanos arrastrados hacia el abismo, porque también ella ha nacido
    y desaparecerá. En la superficie de la tierra todo nace, envejece y se
    renueva como el planeta mismo. Todo valle, cuando fué recorrido la
    primera vez por el río ó el arroyo que hoy lo baña, estaba bastante más
    accidentado que en la actualidad; la graciosa sucesión de fisuras y de
    charcos, no ofrecía más que una serie de lagos unidos y de cascadas que
    se sumergían en ellos; pero poco á poco la pendiente se ha determinado,
    los huecos se han llenado de aluvión, las cascadas que desgastaban
    gradualmente la roca se convirtieron en torrentes y después en arroyos
    pacíficos. Tarde ó temprano la corriente descenderá hacia el mar,
    siguiendo un curso tranquilo y regular. Al fin, toda irregularidad
    desaparecería si la tierra, al envejecer por un lado, no rejuveneciera
    por otro. Si hay montes que desaparecen, roídos por el tiempo y la
    intemperie, hay otros que surgen empujados hacia la luz por fuerzas
    subterráneas; mientras unos ríos se secan lentamente absorbidos por el
    desierto, otros torrentes nacen y crecen; unas cascadas se obliteran,
    pero otras, después de haber roto las paredes que las retenían, se
    desprenden de los altos lagos desplegándose en ligeras velas ó se lanzan
    en compactas masas sobre las faldas de los montes.

    CAPÍTULO IX

    #Las sinuosidades y los remolinos#

    Puesto que desde la cumbre del monte hasta la llanura baja, el suelo
    removido por las aguas durante el curso de las edades se inclina en
    pendiente regular hacia el océano, el arroyo, empujado por su peso,
    debía, al parecer, descender en línea recta; pero, por el contrario, su
    curso es una sucesión de curvas. La línea recta es una pura abstracción
    del espíritu, otra quimera como el punto matemático, que no existe más
    que para los geómetras. En la inmensidad del espacio, el sol y los
    cometas ruedan en curvas inmensas; en nuestro globo planetario,
    arrastrado como los demás en una espiral de elipses infinitas, los
    huracanes, las trombas, los aires, el más insignificante céfiro, se
    propagan en líneas curvas; las aguas del mar se pliegan y desarrollan,
    en curvadas olas; todas las formas orgánicas, animales y plantas, no
    ofrecen en sus células y cavidades más que superficies curvas y
    sinuosidades; hasta los duros cristales, mirados con el microscopio, no
    tienen esos planos regulares, esas aristas inflexibles que aparecen á
    simple vista. Los dientes, las agujas, las estrías de los minerales y de
    los organismos infinitamente pequeños, revelan, bajo la mirada del
    instrumento que los analiza, las suaves ondulaciones de sus contornos.
    Donde se produzca un movimiento, tanto en la piedra como en otro cuerpo
    ó en la juntura de los mundos, este movimiento, resultante de diversas
    fuerzas, se realiza siguiendo una dirección curvilínea.

    Para ver las sinuosidades de los arroyos, no es preciso que nos armemos
    de un microscopio. El cauce tortuoso y bajo los árboles que le dan
    sombra, se desarrolla en círculos, en remolinos, en espirales; las
    hierbas del fondo, cabelleras ondulosas, los rizos de la superficie, las
    libélulas que revolotean entre los juncos y que se juntan y se separan
    para volverse á reunir; los mosquitos que giran en círculos sin fin, el
    viento que pasa matizando de obscuro la brillante capa sobre la que
    dibuja sus circulares soplos, en todo, en fin, no veo más que curvas
    graciosamente cruzadas, círculos enlazados y figuras de contornos
    flotantes. Tal cual lo indican las inmersiones y emersiones sucesivas de
    la hoja arrastrada, el agua que baja al fondo remonta en nueva curva
    hacia la superficie, aparece á la luz y desaparece otra vez bajo las
    curvas líquidas, que, al mismo tiempo, han descendido hasta el fondo
    del cauce. Por la Impulsión de la corriente, las moléculas de agua
    cambian constantemente su posición respectiva; dirígense unas hacia la
    derecha y otras se desvían hacía la izquierda. En el cauce común cada
    gota tiene su curso particular, graciosa serie de curvas verticales,
    horizontales, oblicuas, comprimidas en las grandes sinuosidades del
    arroyo: así es también como el circuito de un planeta se desenvuelve en
    la órbita inmensa del sistema solar que lo arrastra.

    Estudiado en conjunto, el arroyo se desvía á un lado y á otro como las
    gotas que lo componen. Su masa, contenida por una piedra ó un tronco de
    árbol que obstruye su lecho, se desvía un poco y va á chocar contra una
    orilla. Rechazado por el obstáculo, se dirige hacia la orilla opuesta,
    la hiere y, nuevamente rechazado, se lanza en sentido inverso. Así la
    corriente se dirige sin cesar de un lado á otro trazando curvas
    sucesivas: desde el manantial á la desembocadura, el agua no hace más
    que rebotar contra los dos ribazos. Las ondulaciones cóncavas y convexas
    alternan en toda la longitud de sus bordes: para la mirada es esto un
    ritmo, una música.

    Tampoco la regularidad de las curvas es matemática; las sinuosidades
    varían de forma hasta el infinito, según la naturaleza del terreno, el
    declive del suelo, la violencia de la corriente y los guijarros que
    rueden por su cauce. Entre las paredes de las rocas, los ángulos se
    redondean ligeramente en las vueltas repentinas; el agua, impotente para
    minar los asientos de las piedras, retrocede bruscamente; en los montes,
    sobre todo, donde la pendiente del cauce es muy considerable, el
    torrente encajonado por los desfiladeros, serpentea á uno y otro lado
    con ímpetus sucesivos, como animal perseguido que procura salirse de la
    puntería del cazador. En el llano, sus riberas, consolidadas por las
    raíces de grandes árboles, resisten también durante mucho tiempo á la
    acción de la corriente, y en muchos puntos el cauce del arroyo no ofrece
    más que ligeras sinuosidades en un gran trecho: asiéndose fuertemente de
    una rama é inclinándose por encima de las aguas, se ve á lo lejos la
    perspectiva de ramas y troncos reflejados sobre el movible cristal,
    rayado por la luz de trecho en trecho. No obstante, también aquí, donde
    el curso parece casi recto, concluye por determinar una sinuosidad á la
    que suceden otros rodeos hasta que el arroyo se mezcla con las aguas del
    río para confundirse con las del mar.

    Las corrientes que más encantadoramente presentan esta rítmica sucesión
    de rincones y pequeñas penínsulas, son los torrentes cuyo cauce se
    extiende por un amplio lecho de arenas y guijarros, y los riachuelos ó
    barrancos que corren por prados, entre orillas arenosas que se hunden
    fácilmente por la acción de la corriente. Tales son las orillas de
    nuestro arroyo en casi todo su curso que empieza en la base de los
    montes. Al igual que muchas otras aguas corrientes cantadas por los
    poetas, esta despierta en la imaginación la idea de una gigantesca
    serpiente que se resbala bajo la hierba reflejando sus círculos. Visto
    desde la cumbre de una colina, sus curvas brillan á la luz como los
    pliegues y repliegues de una culebra con reflejos de plata; sólo que,
    mayor que los dragones de la antigua mitología, estas enormes serpientes
    tienen por lecho un valle que se extiende hasta perderse de vista, desde
    los montes hasta la tierra baja ó hasta las arenosas playas del océano.
    En casi todas las comarcas del mundo, los campesinos han tenido la
    natural idea de asimilar el nacimiento del arroyo á la cabeza de un
    animal inmenso: para ellos la fuente es el «Jefe del Agua», _Ras el
    Ain_.

    Lo mismo que nuestro arroyo y todos los riachuelos y ríos del mundo,
    igual que el tortuoso Meandro de Asia, que ha dado su nombre á las
    sinuosidades de su curso, los arroyuelos de algunos metros de largo que
    se determinan en las playas del océano, después de los reflejos de la
    marea, tienen también graciosas formas serpentinas. Cada uno de estos
    pequeños surcos, con sus afluentes casi imperceptibles que á él
    convergen, se dibuja sobre el suelo como la imagen de un arbusto cuyas
    ramas sacude el aire. El mar, poderoso, con una sola de sus olas cubre
    de arena todos esos pequeños sistemas de ríos en miniatura; pero los
    hilillos de agua que descienden luego se practican un nuevo cauce, y
    sus lechos, de sólo algunos milímetros de ancho, se determinan otra vez
    en una serie de ondulaciones regulares. Si se practica un agujero en la
    arena por encima de un cuerpo sólido arrastrado tras la corriente, ó en
    el punto ocupado por una concha marina, el pequeño torrente de unas
    cuantas gotas, atraído hacia este hoyo, desaparece dando vueltas en
    movimiento análogo al de un tornillo. Cuando el microscopio nos revela
    los misterios de la simple gota de agua apenas perceptible á primera
    vista ¿qué vemos en ella, sino corrientes sinuosas y remolinos
    circulares, como en el río y el gran océano? El viaje del agua que baja
    desde el monte al mar se verifica por un circuito de curvas que se
    suceden constantemente. ¿Es tal vez por esto por lo que la leyenda
    germánica nos representa las ondinas de los arroyos volando durante las
    noches en vastos círculos, tocando con el pie el agua de las fuentes?

    Por encima de los remolinos y torbellinos es donde las danzas de las
    ninfas, vistas por la imaginación de los poetas, deben ser interminables
    porque el agua da vueltos sin fin en un círculo sin salida. Al pie de
    una cascada, un promontorio de rocas, sitiado por el espumoso torrente,
    protege con su masa un hoyo tranquilo donde ruedan las aguas que la
    corriente lanza lateralmente. Nada más alegre á primera vista, ni más
    entristecedor que el espectáculo ofrecido por el movimiento de un
    objeto que se ha perdido en el remolino al precipitarse con la cascada.
    Una bellota de encina, todavía dentro de su cúpula, acaba de ser
    arrastrada por la caída y reaparece en medio de la espuma. Durante
    algunos instantes parece desaparecer con la corriente, pero un
    movimiento oblicuo del agua la rechaza y separa; entra nuevamente en el
    remolino y, flotando, rozando la base del promontorio, vuelve poco á
    poco hacia la cascada. Se encuentra de nuevo en la lucha de las aguas
    que chocan, pero avanza lentamente, sin embargo, para llegar bien pronto
    bajo la masa del arroyo que se despeña; entonces, como animada de un
    súbito arranque de la voluntad, se sumerge en el pequeño abismo, dando
    una serie de piruetas. Más abajo reaparece en las tranquilas aguas, pero
    para continuar su camino y sumergirse de nuevo por la fuerza de nuevas
    duchas. A veces se aleja tanto, que se la llega á creer definitivamente
    libre de la atracción del remolino y parece decidida á marcharse
    juntamente con un copo de espuma; pero no; se detiene todavía y luego,
    como si fuera un barco obediente al timón, vuelve su cabeza hacia la
    cascada y empieza nuevamente su movimiento giratorio. Tal vez estas
    vueltas sin fin, durarán hasta que, separada la bellota de su cúpula, ya
    completamente impregnada de agua, descienda al fondo del pozo para
    disgregarse y convertirse en lodo. Con frecuencia suelen hallarse sobre
    las orillas del arroyo extrañas bolas erizadas de pinchos como castañas
    en el árbol todavía; son agrupaciones de espinas que se han aglomerado
    rodando por el remolino.

    Durante las grandes crecidas del arroyo, cuando sus aguas arrastran
    hacia el mar, no solamente bellotas de encina y ramitas de espino, sino
    árboles enteros, en el torbellino del pozo es donde termina, al menos
    por algún tiempo, la odisea de los troncos viajeros.

    Una mañana, algunos amigos y yo fuimos á visitar la cascada para ver
    brillar á los primeros rayos del sol la espuma matizada de rosa. Un gran
    pino, desbranchado por sus choques contra las piedras, rodaba
    pesadamente por el charco. Jóvenes y muy ignorantes aún de las cosas de
    la naturaleza, mirábamos con extrañesa los sobresaltos é inmersiones del
    destrozado árbol. Traqueteado el tronco incesantemente por el movimiento
    de las aguas, iba desde la cascada á la roca y volvía luego de esta á la
    cascada; giraba aquí un momento, se perdía un instante en las olas de
    agua y espuma, y luego reaparecía por otro lado, levantándose fuera del
    abismo como el palo de un navío naufragado. Volviendo á caer con
    estrépito, flotaba lentamente hasta la extremidad del charco y chocaba
    contra una orilla, haciéndolo retroceder á la catarata. Símbolo de los
    desgraciados á quienes persigue el destino inexorable, daba vueltas y
    más vueltas con la incesante desesperación de una fiera salvaje
    encerrada en una jaula de hierro. Entretanto, nosotros esperábamos
    cándidamente que saliera del círculo fatal para verlo flotar sobre la
    corriente. Secretamente irritados contra él por su tardanza en continuar
    su viaje, nos habíamos prometido no marcharnos de allí hasta su salida
    para saborear con tal triunfo nuestra comida. Pero, ¡ay de nosotros! el
    monstruo no puso término á sus vueltas é inmersiones, y, atormentados
    por el hambre, nos hubimos de resignar á marcharnos avergonzados, no sin
    lanzar una mirada furiosa al tronco de pino que, impasible, continuaba
    dando vueltas aún. Antes de decidirse á partir, esperaba que la
    corriente cambiara de nivel.

    No solamente corre el agua por numerosas sinuosidades, torbellinos,
    curvas y remolinos, sino que además toda impulsión que viene de fuera se
    propaga en la superficie del arroyo, determinando redondeadas formas.
    Una hoja que se desprenda del árbol, un grano de arena que caiga de la
    orilla, hace rizarse el agua formando ligeros pliegues. Alrededor de la
    depresión se levanta un reborde circular rodeado por un pequeño foso. Un
    segundo círculo concéntrico, luego un tercero, y otro y otros se forman
    alrededor del primero; la superficie entera del arroyo se cubre de
    redondeces tanto más anchas y desiguales cuanto más se alejan del
    centro. Golpeando en la orilla, cada onda de agua se propaga en sentido
    inverso cruzando las olitas que la siguen; otras series de pliegues
    producidos por la caída de un nuevo grano de arena ó por un
    estremecimiento de la onda, se confunden con las primeras y una
    multitud de líneas, propagándose en todas direcciones, suben y bajan
    como las mallas de una red cuya trama sólo la mirada hábil puede
    distinguir. Comparadas con el ancho del arroyo, sus débiles ondulaciones
    son mil veces mayores que las más formidables é impetuosas olas del mar.
    Reflejados en el ondulado cristal de la superficie líquida, los árboles
    de la orilla, las ramas cruzadas y las nubes del cielo, se retuercen y
    desplazan en rítmicas curvas; el espacio infinito parece danzar sobre el
    centelleante espejo.

    Si la líquida masa del arroyo no se arrastrara hacia el mar y estuviera
    inmóvil como la de un lago ó estanque, cada ola concéntrica se
    extendería en círculo con perfecta regularidad; pero la corriente es
    rápida, las moléculas de agua cambian de punto constantemente y, por
    consecuencia, el círculo regular, como la línea recta, son una pura
    abstracción. De esta deformación de círculos resulta una variedad más en
    el entrecruzamiento de los líquidos rizos. Las desigualdades de la
    corriente que arrastra el sistema entero de ondulaciones, modifica sus
    curvas, aproximándolas ó alejándolas unas de otras; un obstáculo
    comprime y frunce las olas, un impulso rápido las separa y prolonga
    alisando la superficie: por la duración de cada intervalo entre los
    rizos de agua se puede calcular exactamente la velocidad de las pequeñas
    corrientes parciales que componen el torrente total. En los sitios en
    que es mayor la profundidad, cada piedra sirve de dique para contener
    la corriente, cada estrecho entre dos guijarros es una esclusa por la
    que el agua se precipita y el caudal del arroyo queda dividido en
    infinidad de pequeños triángulos esféricos, multitud infinita de
    ondulaciones que es á la vez red luminosa que hace vibrar y centellear
    las bruñidas piedras del fondo.

    Además, no son solamente cuerpos inertes los que ondulan la superficie
    del arroyo, hay también seres vivos que, cambiando de punto, transforman
    al mismo tiempo el centro de las ondulaciones. Un pez que pasa como un
    dardo da al conjunto de las vibraciones la forma de un óvalo muy
    prolongado; el insecto flotante que se mueve por impulsos sucesivos,
    deja tras sí dos estelas oblicuas en las que se encierran círculos
    desiguales; otro bicho, una abeja tal vez caída de un árbol, se deshace
    dando vueltas agitando sus alas con tal rapidez que el agua se riza con
    una miríada de líneas vibrantes, entrecruzando sus innumerables
    círculos: el insecto que se agita con tanta viveza, es lentamente
    arrastrado por el curso del arroyo y á veces lo vemos desaparecer
    repentinamente; es que un pez, con rapidez incomparable, acaba de
    tragarse al insecto, cesando todo su cortejo de líneas circulares.

    Y yo también, tranquilo contemplador del arroyo y sus maravillas, puedo
    variar hasta el infinito el aspecto de la superficie líquida con sólo
    sumergir mi mano en la corriente. Dirigiéndola al azar, lenta ó
    rápidamente, cada uno de mis movimientos modifica las ondulaciones de
    la superficie movible. Las ondas, los remolinos y los torbellinos
    cambian de punto; todo el régimen del curso líquido varía por mi
    voluntad según la posición de mi brazo, y las ondas que se forman ante
    mí las veo agruparse hacia la corriente, mezclarse á otras ondulaciones
    y, cada vez más débiles, pero siempre visibles, se extienden hasta la
    inmediata curva del arroyo. La presencia de esa superficie rizada,
    obedeciendo al impulso de mi mano, despierta en mí una especie de
    tranquila alegría mezclada con no sé qué de melancolía. Las pequeñas
    ondulaciones que yo provoco en la superficie del agua se propagan á lo
    lejos de ola en ola á grandes distancias. De igual modo, toda idea
    vigorosa, toda palabra enérgica y firme, todo esfuerzo en el gran
    combate de la justicia y la libertad, repercuten al salir de nosotros de
    hombre en hombre, de pueblo en pueblo, y desde los más remotos tiempos á
    las edades futuras. Pero si nos colocamos en otro punto de vista, y
    observamos la interminable sucesión de las cosas, entonces, la historia
    entera de la humanidad no es otra cosa, según la expresión de Heimholz,
    que una ola casi imperceptible en el mar sin límites del tiempo.

    CAPÍTULO X

    #La inundación#

    Durante muchas horas seguimos con la mirada el curso del torrente y con
    sorpresa observamos que la superficie del arroyo cambia á nuestra vista.
    Al parecer es en el mismo punto donde las hojas entran en el remolino y
    se sumergen dando vueltas; en esos sitios el agua se extiende en
    lienzos, se pliega en ondulaciones y se precipita por rápidas
    pendientes; á la misma altura, al parecer, se mojan las raíces del álamo
    y la flor de miosotis se baña en el agua transparente.

    No obstante, el caudal cambia sin cesar; al mismo tiempo cambian también
    de sitio los torbellinos, la forma y extensión de los remansos y sus
    ondulaciones; la altura de las cascadas y la inmersión dé las plantas y
    raíces de los árboles. Todas estas pequeñas variaciones de la corriente
    serían fáciles de observar si en vez de medir el agua con una simple
    mirada, se consignara la altura por medio de un instrumento de
    precisión. Las oscilaciones del arroyo, que son apenas perceptibles
    durante los días apacibles, cuando gozamos paseando por la orilla de
    las aguas susurrantes, se vuelven por el contrario, fuertes y rápidas,
    después de los bruscos cambios de temperatura y de las grandes lluvias.
    Si no tememos á pesar de la lluvia y el viento huracanado, detenernos en
    la orilla, protegidos por el pobre abrigo que ofrece el tronco de un
    sauce, veremos con cuánta rapidez puede aumentar el caudal del arroyo,
    cómo se aumenta la velocidad de su corriente, llena su cauce hasta los
    bordes y, salvando las orillas, inunda los campos cultivados.

    En las gargantas de los montes las crecidas y las inundaciones son aún
    más rápidas. Allí, el agua que cae de las nubes, chocando en las aristas
    de las piedras corre inmediatamente por los declives; de todos los
    pequeños regueros de los vallecillos, afluyen los hilos de agua y los
    torrentes para reunirse en enorme masa, en el gran receptáculo abierto
    al origen de casi todos los valles.

    Al agua de lluvia ó las montañas de nieve medio derretida que el tibio
    chubasco ha hecho desprender de las laderas, se mezclan los restos
    fangosos, las piedrecitas y los fragmentos de roca caídos de los flancos
    del monte. Por los cauces, donde de ordinario salta en sonoras cascadas
    un pequeño torrente de cristalina agua, corre ahora con estrépito una
    especie de fango, un líquido semisólido que es al mismo tiempo que un
    diluvio un desprendimiento. Estos son los fenómenos que, con el tiempo,
    rebajan poco á poco los montes y los extienden en capas horizontales de
    aluvión sobre los llanos y en el fondo de los mares. El curso de los
    torrentes acaba por allanar las más altas cimas; derribarán los Andes y
    el Himalaya como han hecho ya desaparecer montes no menos elevados que
    los geólogos nos dicen han existido en otras edades.

    Yo recuerdo aún el terror de una noche pasada á orillas del Chiruá,
    pequeño torrente de Sierra Nevada, en los Estados Unidos de Colombia. El
    día había sido hermoso; sólo una tempestad había estallado algunas
    leguas de allí, en las gargantas superiores de la Sierra, y esta
    tempestad había contribuido á la hermosura del día. El sol se había
    ocultado detrás de un horizonte esplendoroso, cuya púrpura realzaba el
    extraño contraste de las nubes sombrías con reflejos de cobre,
    ocultándonos las cimas de algunos montes, donde el estruendo del trueno
    se oía sin cesar. A la caída de la tarde la violencia de la tormenta
    había terminado; cesaron los truenos, se apagaron los relámpagos, é
    inmediatamente la luna, asomándose por la cumbre lejana, pareció
    dispersar por el cielo los jirones de nube, lo mismo que un navío rompe
    con su proa las flotantes islas de alga.

    Lleno de confianza y fatigado por una larga correría, no me entretuve ni
    perdí tiempo en buscar un refugio. La arena del barranco brillaba á los
    rayos de la luna y veía con agrado que me brindaba una cama más blanda y
    menos húmeda que las hierbas del bosque; además estaba seguro de no
    encontrar ninguna serpiente enroscada en la maleza, y contra todo otro
    animal, tenía la ventaja de encontrarme en un espacio libre desde donde
    podía, al menor aviso, distinguir á mi enemigo. Me desembaracé de mi
    mochila para convertirla en almohada, me aflojé el cinturón y con el
    cuchillo en la mano me tendí para descansar. Afortunadamente, los
    mosquitos no cesaron de turbar mi reposo; como durmiendo con sueño
    intranquilo, mi oído percibía vagamente todos los ruidos á mi alrededor
    y oía la charanga enervante de los mosquitos y el saltar de los monos
    chillones. Pero, repentinamente, al triste concierto se unió un murmullo
    creciente parecido al de una multitud lejana que sollozaba, gemía y
    gritaba desesperadamente. Mi sueño se hacía intranquilo por momentos,
    cambiándose al instante en pesadilla y despertando sobresaltado. Ya era
    hora; mis ojos, extraviados por el terror, distinguieron á corta
    distancia una especie de muralla movible precedida de una masa espumosa
    que avanzaba hacia mí con la velocidad de un caballo desbocado. Esa
    muralla de barro, agua y piedras, era la que producía el terrible
    estruendo que me había despertado y me amenazaba. Recogí mi bagaje
    precipitadamente, y á grandes saltos, conseguí ganar la orilla del
    torrente. Cuando volví la vista, el furioso elemento cubría ya el punto
    donde estaba acostado momentos antes. Las olas, amontonadas en
    torbellinos, pasaban silbando; las piedras del cauce, empujadas por las
    aguas, cambiaban lentamente de puesto como monstruos despertados de su
    sueño y chocaban entre sí produciendo un sordo ruido; árboles arrancados
    de raíz, se levantaban fuera del agua y se sumergían pesadamente
    rompiéndose las ramas contra las piedras arrastradas; las orillas
    temblaban sin cesar por los choques de los enormes proyectiles que el
    agua furiosa lanzaba contra ellas. Durante toda la noche, el Chiruá
    continuó mugiendo, pero el estrépito disminuyó poco á poco; el agua,
    negra por el arrastre de materias extrañas, se aclaró un poco, y las
    pesadas piedras que arrastraba la corriente se detuvieron en mitad del
    cauce. Cuando los rayos del sol esparcieron por la superficie del arroyo
    sus primeros reflejos, me pareció que el agua había disminuido lo
    suficiente para franquear el arroyo y continuar mi marcha después de
    liar mis ropas en una especie de turbante que rodeaba mi cabeza; me
    aventuré á franquear la corriente y, no sin peligro, conseguí llegar á
    la orilla opuesta. El rápido torrente hacía temblar mis piernas y
    doblarse mis rodillas; guijarros de punta me cortaban los pies; pequeñas
    piedras arrastradas chocaban aún contra mí, y la corriente me empujaba
    violentamente. Cuando llegué al fin, sano y salvo á la parte opuesta,
    sentí no haber tenido la buena idea del campesino austríaco, que
    esperaba cándida y pacientemente sobre las orillas del Danubio, que el
    río cesara de correr: algunas horas después de mi paso, el Chiruá no
    era más que un débil hilo de agua, serpenteando por entre las piedras,
    que hubiera podido franquearse saltando de una á otra orilla.

    Afortunadamente, estas crecidas repentinas, que debiéramos llamar
    avalanchas de agua, cambian de aspecto en la base de las montañas. En
    los llanos donde la inclinación del suelo es relativamente débil, y á
    veces imperceptible, la masa líquida del arroyo pierde su fuerza de
    impulsión y cesa de empujar las materias arrancadas de las laderas. Las
    piedras son las primeras que se detienen, luego los objetos pesados, y,
    por fin, el torrente, convertido en arroyo, no arrastra por el fondo de
    su cauce más que pequeña grava, y sólo lleva en suspensión la fina arena
    y la tamizada arcilla. Se calma la furia del diluvio, sobre todo,
    después de haberse unido á otros cursos de agua venidos de otras
    regiones donde no ha llovido, ó por lo menos, no al mismo tiempo. Sin
    embargo, aun perdiendo su velocidad, el caudal aumenta sin cesar por los
    afluentes que descienden de las gargantas superiores, acumulándose así
    en masa considerable; gana en anchura y profundidad, se desborda de su
    cauce demasiado estrecho, y se extiende lateralmente por encima de los
    ribazos; á veces transforma los campos de sus riberas en verdaderos
    lagos, donde las aguas, llevadas por la crecida, se clarifican poco á
    poco, depositando el aluvión. En más ó menos tiempo, la superficie sucia
    del lago reemplaza á la verdura de los prados, hasta que al fin, la
    capa líquida penetra en el suelo y se cambia en vapor, ó bien, después
    de la crecida, vuelve al cauce del arroyo.

    Durante la inundación, el pequeño arroyo, olvidando sus pacíficas
    costumbres, se convierte en destructor de cuanto encuentra á su paso.
    Derrumba sus puentes, ahonda su lecho, cambia de sitio sus corrientes y
    remolinos, nivela sus cascadas, arrasa las partes de la orilla que se
    oponían á su marcha y vacía profundas grutas en los basamentos de las
    rocas. Las hierbas del fondo son arrancadas y saltan á la superficie,
    formando largos montones que se posan ó deshacen en las ramas de los
    árboles; luego se las encuentra á algunos metros de altura del suelo ó
    suspendidas en las extremidades de las ramas como los nidos de ciertos
    pájaros de América. Los agujeros de los terrenos de la orilla se llenan
    de agua ó bien se hunden por la presión de la corriente; los animales
    que huyen á la ventura se ahogan ó son devorados por las aves de rapiña
    ó las fieras del bosque; los cultivos del hombre son devastados ó
    cubiertos de cieno. Para el «rudo agricultor» que ha concentrado su amor
    en la siembra que germina bajo la tierra y en la verde mata acariciada
    por el sol, la inundación, tan hermosa é imponente á los ojos del
    artista, es el más terrible espectáculo que puede presenciar.

    ¿Qué son, pues, esas pequeñas oscilaciones periódicas, esas crecidas y
    descensos de nivel comparadas con los cambios que se han realizado
    durante el curso de los siglos? En un intervalo de miles de siglos los
    mayores ríos pueden convertirse en arroyuelos y éstos en ríos
    caudalosos; las corrientes crecen y disminuyen, aumentan y se secan,
    oscilan incesantemente con los continentes y los climas.

    Todo cambia en la naturaleza; la forma de los montes y las colinas, las
    sinuosidades de los valles, los accidentes de las márgenes y todos los
    rasgos de la gran figura de la tierra se modifican de año en año. El
    calor aumenta unas veces y disminuye otras; las lluvias caen á torrentes
    durante un siglo; luego, durante otro período, son raras ó faltan casi
    completamente en un mismo punto de nuestro planeta. Así cambian también
    los cauces de las aguas, cuya dirección y volumen dependen á la vez de
    todas las condiciones del relieve y el clima.

    En cuanto á nuestro arroyo, fué seguramente en tiempos pasados un ancho
    y profundo río. Su valle, cuyos campos y prados ocupan actualmente toda
    su anchura, estaban llenos de agua, y sobre las pendientes opuestas de
    las colinas se ven todavía las antiguas márgenes esculpidas por la
    corriente. El espacio en el cual los árboles de la orilla balancean
    libremente sus cabezas, estaba ocupado, hasta veinte ó treinta metros
    del suelo, por una masa líquida enorme, corriendo con una velocidad de
    diez kilómetros por hora. Esto es, al menos, lo que nos han dicho los
    geólogos después de haber hecho remover el suelo por los campesinos y
    haber observado durante largo tiempo en la llanura y las vertientes de
    las colinas las arenas, las piedras y arcillas arrastradas en otras
    épocas por la corriente. Parece que el Sena arrastraba en otro tiempo en
    sus grandes crecidas un caudal de agua como el Misisipi. Nuestro río,
    pues, era grande como el Danubio; por él hubieran podido navegar grandes
    escuadras, si en aquel tiempo hubiera habido hombres que las
    construyeran.

    Para ver hoy el humilde arroyo tal cual fué en otra época de nuestro
    planeta, nos hemos de transportar con el pensamiento sobre las márgenes
    de algún gran río de la América del Sur. ¡Qué cambio de espectáculo tan
    repentino! Me encuentro sólo, olvidado, sobre una isla de arena, un
    medio del agua. Ni á uno ni á otro lado distingo la tierra; la curva
    vaporosa del horizonte une el lienzo gris del río con la bóveda del
    cielo. Una de las riberas está tan lejos que ni siquiera distingo las
    sinuosidades, y los árboles me parece que se levantan encima de las
    aguas como una muralla de verdura. La otra orilla está más próxima, pero
    el bosque impide ver los accidentes del suelo; no hay ni un claro entre
    las ramas que permita ver prados, campos y rocas; los troncos de los
    árboles, tocándose unos con otros, las branchas entrelazadas y las
    lianas y los tapices de hojas y plantas parásitas, limitan completamente
    el paisaje. La masa verde, uniforme y grandiosa, se presenta como
    iluminada: parece que bajo el azul del cielo la tierra está
    completamente ocupada por árboles y agua. Ante mi vista corre un río
    rápido, imponente. Diferente al arroyo que murmura encantador en sus
    cascadas de perlas, el gran río se dirige hacia el mar sin estruendo,
    casi sin ruido, pero llevando en su seno un ímpetu furioso; si encuentra
    un obstáculo, inmediatamente sus aguas lo salvan formando fuertes
    torbellinos donde se sumergen arrastrados para reaparecer á una gran
    distancia de allí. Los árboles flotantes y las hierbas arrastradas por
    la corriente se suceden en procesión interminable; á veces se oye el
    estruendo de un trueno; es el hundimiento de un trozo de bosque que las
    aguas habían minado. Trabajando sin cesar, el río destruye y renueva
    constantemente sus orillas, sus islas, sus bancos de arena, y como la
    tempestad y el huracán, es una fuerza de la naturaleza que modifica
    visiblemente la apariencia exterior de la tierra.

    Tal vez en el porvenir esta corriente de agua que fué un río y que
    actualmente es un arroyuelo, disminuirá su caudal hasta el punto de que
    un pájaro pueda secarlo. El cambio de las riberas continentales, el
    descenso gradual de las alturas que detenían las nubes de lluvia y de
    nieve, la dirección distinta que los vientos húmedos seguirán por el
    espacio; la división de su cuenca actual en valles distintos, y en fin,
    la apertura de canales subterráneos en los cuales desaparecerán las
    aguas, pueden tener por resultado la extinción de manantiales y la
    desaparición completa del arroyo. Así es como en los desiertos de Africa
    y Arabia muchos ríos, considerables en otras edades, han dejado de
    existir: sus cauces se han llenado de arena y los indígenas sólo los
    conocen por los inciertos datos de las tradiciones. Según ellos, son los
    cristianos quienes con sus operaciones mágicas han hecho desaparecer las
    aguas, y si algún nigromántico poderoso no hace aparecer nuevamente las
    fuentes, sus valles estarán eternamente secos. De esos ríos malditos del
    Sahara, conocemos algunos cuyos valles tienen cientos y miles de
    kilómetros de anchura. En los parajes donde en remotas edades corría un
    caudaloso río, la caravana duerme tranquilamente en nuestros días
    durante las noches, y cuando quiere calmar su sed no le queda otro
    remedio que practicar un hoyo en la arena con la punta de su lanza, para
    buscar algunas gotas de agua que no siempre halla.

    CAPÍTULO XI

    #Las riberas y los islotes#

    No es necesario remontarse con la imaginación á miles de siglos atrás
    para ver al arroyo, tan modesto actualmente, modificar la forma de sus
    orillas y cambiar su centro. Hasta durante el verano, cuando sus aguas
    están en el más bajo nivel y se arrastran lentamente por entre matas de
    hierbas aromáticas medio secas, no cesa de trabajar para cambiar su
    cauce, y renovar, en la medida de sus fuerzas, el aspecto de la
    naturaleza. Si no es en los puntos donde el hombre interviene para
    regularizar la pendiente, limpiar el fondo y reemplazar las orillas de
    tierra friable por empalizadas y diques de piedra, el arroyo, siempre
    deseoso de cambio, halla el medio de destruir poco á poco sus márgenes
    para reconstruirlos nuevamente. Hasta en los sitios donde las murallas
    lo han dominado, al parecer, no cesa su trabajo de reforma: ataca á la
    piedra, roe lentamente sus cimientos, mina los asientos, y, en un
    momento dado, hunde la muralla y queda libre errando por los campos.

    Esas incesantes transformaciones de sus riberas, las realiza el arroyo
    por virtud de un doble trabajo; de un lado, derriba, llevándose granos
    de arena, moléculas de arcilla, fragmentos desmenuzados de roca y trozos
    de raíz corroídos por la corriente; de otro, edifica, depositando todos
    esos restos en una capa que se eleva poco á poco sobre el fondo del
    agua. Así, la corriente, enturbiada por el aluvión de que se carga en su
    carrera, trabaja sin cesar para clarificarse nuevamente, y cuando su
    curso se detiene, se filtra.

    Pocos espectáculos son más interesantes que el de esas nubes de
    aluviones que arrastra la corriente: ocultan el fondo con su suciedad,
    pero poco á poco se aligera el color amarillento ó rojizo y poco
    después no son más que brumas casi imperceptibles que se desvanecen
    inmediatamente recobrando el agua toda su limpidez.

    En los remansos donde el agua da vueltas con lentitud, la purificación
    se realiza á la vez que en el fondo en la superficie; los restos de
    limo, las hojas, las raíces, las branchas mojadas caen al fondo y se
    depositan en bancos de cieno; en la superficie las simientes, el polen
    de las plantas y las substancias orgánicas en descomposición, se
    amontonan en capas grises que aumentan incesantemente los copos de
    espuma, llegando en islas, islotes y archipiélagos diseminados.
    Alrededor de esta capa, bastante espesa para ocultar la profundidad de
    las aguas, se extiende una película transparente de excesiva delgadez,
    formada por substancias grasosas de origen animal ó vegetal. Por el
    reflejo de la luz, esta película brilla con todos los tonos del arco
    iris, flotando sobre las aguas como vela de oro, de púrpura y azul, no
    obstante ser casi imperceptible, pues que algunos físicos que han medido
    su espesor lo valúan en algunas millonésimas de milímetro apenas. A
    veces un repentino remolino rompe la irisada capa, y pequeñitas manchas
    de agua pura se destacan en negro como lagos sobre el fondo colorado. En
    cuanto á los estratos de espuma, unos se detienen por las orillas, otros
    se ensanchan por el impulso de la corriente, y se curvan formando
    semicírculos, espirales y ondulaciones graciosas. Por sus pliegues y
    repliegues de espuma, por su diversidad de colores, sus manchas y
    tonalidades, la superficie del charco se parece al mármol pulido, el
    que, por otra parte, no cabe duda que debe sus colores y dibujos
    elegantes, lo mismo que otras rocas admirablemente maqueadas, á los
    caprichos de la espuma, á los lentos movimientos de las aguas
    depositando sus aluviones.

    Todos estos depósitos, por ligeros que sean, contribuyen á levantar el
    fondo, y tarde ó temprano, transcurridos años ó siglos, emergen
    nuevamente, y fertilizando el terreno, se recubre éste de vegetación.
    Este trabajo se hace lenta pero continuamente y cada año, cada día, la
    forma del cauce cambia por las continuas sedimentaciones. Dondequiera
    que un obstáculo contenga la rapidez, el arroyo cesa de empujar los
    granos de arena del fondo y abandona las partículas sólidas que llevaba
    en suspensión. Si una piedra caída, si un árbol derribado, si un haz de
    cañas turba la regularidad del lecho, inmediatamente la tranquila
    corriente del fondo del arroyo depositará un pequeño banco de arena
    delante del dique, que más tarde es probable se convierta en islote.
    Sobre todos los puntos bajos donde el agua se arrastre con esfuerzo, los
    depósitos se acumulan, nacen los juncos, y las riberas, levantadas sobre
    pequeñas penínsulas, avanzan incesantemente sobre la superficie del
    arroyo.

    Clarificándose sin cesar por las asperidades del fondo y de las
    márgenes, la corriente que por arriba había enturbiado el violento
    chubasco ó los hundimientos de tierra, recobraría bien pronto su pureza
    si en su marcha no derribara continuamente de un lado para edificar en
    otro. Contiene su marcha y se purifica contorneando los cabos arenosos,
    pero se precipita con furia contra los altos ribazos, los mina por la
    base y se carga nuevamente de materias extrañas. De curva en curva y de
    una á otra ribera, alterna en su trabajo; deja en la derecha lo que ha
    tomado en la izquierda: el ritmo de los meandros se completa por el del
    trabajo.

    En los prados que no están protegidos por un dique ó una hilera de
    árboles contra el ímpetu del arroyo, las débiles márgenes son fácilmente
    derribadas. El agua que las golpea mina su base; pero durante algún
    tiempo, las raíces entremezcladas en el césped sostienen la capa
    superior, saliente como cornisa por encima del agua. Cuando niños, ha
    sido la alegría de todos nosotros correr diestramente á lo largo de este
    borde tembloroso y hundirlo á patadas en enormes fragmentos, huyendo
    oportunamente para no ser arrastrados en la caída, siendo grande nuestra
    alegría, cuando una enorme masa de tierra se desprendía y caía con
    estrépito enturbiando extensamente el agua del arroyo. Pero más de una
    vez también, la serie de nuestras aventuras ha terminado con un
    imprevisto remojón y el desgraciado náufrago, repentinamente calmado de
    su loca alegría, ha tenido que retirarse cabizbajo á la choza inmediata
    del campesino para enjuenjuagarse ropas en la hoguera de sarmientos.

    Después de las paredes de dura roca, las riberas que mejor resisten la
    fuerza de la corriente son las protegidas por una poderosa plantación de
    árboles. Los álamos, chopos y alisos, sirven de baluarte contra la
    invasión del agua. Sus raíces, que penetran profundamente en la tierra,
    hacen el papel de fuertes pilotes, mientras que las raíces pequeñas,
    agitándose como extrañas cabelleras y desplegándose en largos haces, se
    sumergen hasta el fondo del cauce, y por sus millares de fibras se
    convierten en indestructibles tejidos. En las grandes crecidas, cuando
    la masa de agua ha disuelto y arrancado la tierra que rodea á esos
    tejidos de raíces, éstas contienen la rapidez de la corriente,
    conservando entre sus mallas las partículas de limo; las obligan á
    depositarse en sus intersticios y forman una capa que reemplaza á la
    orilla anterior. Protegidos así, los márgenes, amenazados por la
    violencia del líquido elemento, se mantienen durante años y siglos
    mientras que, desprovistos de vegetación, cambiarían constantemente.

    No obstante, el tiempo hace siempre su obra. Como consecuencia de un
    desprendimiento ó de trabajos subterráneos de algunos animales, la
    ribera concluye por presentar un punto débil al que la corriente ataca
    para destruir las empalizadas que encajonan el arroyo. Las raíces de
    los árboles quedan al aire, el agua mina la base del tronco, y, privado
    del punto de apoyo, se inclina por encima del agua. Llegado este
    momento, el peso del árbol activa su propia ruina; las largas raíces que
    se sujetaban al suelo del prado tienen que resistir á un esfuerzo cada
    vez mayor; ceden primero por un punto, luego por otro, y el árbol se
    inclina cada vez más. Grandes grietas se abren en el suelo violentado
    por la tensión de los cables subterráneos que sostienen el gigante
    caído; el agua de lluvia se introduce por esas fisuras y las ensancha;
    alrededor del tronco se forma una depresión circular que facilita más el
    desenterramiento de las gruesas raíces. En un día de tormenta ó
    inundación se vence la resistencia de éstas, se rompen las amarras y el
    coloso cae con estrépito, rompiendo las ramas de los árboles de la otra
    orilla; el árbol que cae, rompiendo sus ramas pequeñas, llega á
    descansar en la margen opuesta, convirtiéndose en un gracioso puente,
    sobre el cual se puede pasar sin temor. El acceso, no obstante, es algo
    difícil. Por un lado, la entrada del puente tiene como obstáculo el
    enorme abanico de raíces arrancadas y el montón de tierra y piedras que
    llenan los intersticios; y por el otro, las ramas enlazadas y las
    astillas obstruyen el paso.

    En una comarca virgen, donde el hombre deja sin su intervención que se
    realicen con el tiempo los fenómenos de la naturaleza, el árbol se
    quedaría así tendido al través del arroyo durante años enteros, hasta
    que el agua cambiara de curso, ó que el tronco, carcomido por los
    insectos, desapareciese convertido en polvo. En nuestros países
    civilizados el campesino se encarga de cortar las raíces á hachazos y
    llevarse el tronco del árbol limpiando el suelo hasta de sus más
    pequeños trozos. La madera, vendida, se convierte en dinero y el pequeño
    ramaje lo consume el fuego: sólo quedan fragmentos de raíces
    subterráneas; sin embargo, el agua, cambiando de curso, concluirá tarde
    ó temprano por arrastrar la tierra que las rodean y por dejarlas
    aisladas en mitad del arroyo. Desde hace ya muchos años las ramas
    pequeñas han sido atadas en haces y el tronco serrado en tablas pero se
    ven surgir del fondo del arroyo los trozos de antiguas raíces parecidas
    á una hilera de estacas plantadas. La fecunda naturaleza ha ocultado con
    su verde envoltura las roturas de la madera; sobre los viejos pedazos
    esponjosos, un bosquecillo de musgo vegeta como un grupo de palmeras
    sobre un islote del océano. El trozo de raíz se reviste, despojado de su
    corteza, de un mundo de plantas alegres y verdosas.

    Antes que la inexorable hacha del leñador haya cortado en viguetas,
    palos y ramajes el árbol caído, transcurren aún muchos días durante los
    cuales podemos aventurarnos á pasar por el singular puentecillo,
    festoneado de guirnaldas de hiedra bañada por la corriente. La travesía
    no ofrece peligro alguno, porque el tronco es ancho y en caso de
    necesidad, se puede pasar resbalando con ayuda de las manos; pero es
    preferible pasar á la orilla opuesta conservando la posición vertical
    sirviéndose de los brazos como de un balancín. Es cosa agradable cambiar
    así de orilla, sentarse tan pronto á la sombra de un álamo como de un
    sauce, ir de la pradera ya arrasada por la hoz, embalsamada por el olor
    del heno, al césped matizado de flores. Y además nos hacemos la ilusión
    de volver á los primeros siglos de la humanidad naciente, cuando el
    salvaje, sin la suficiente destreza para construir puentes sobre los
    arroyos, se servía como nosotros de los que le deparaba la pródiga
    naturaleza.

    El viaje aéreo por encima del agua, viéndola correr bajo los pies, no es
    más agradable cuando el árbol caído llega á la ribera opuesta que cuando
    sólo descansa en un islote del arroyo. Los convencionalismos de la vida
    han hecho de la mayor parte de nosotros seres pretenciosos que nos
    creemos humillados al sentirnos felices por poca cosa; por eso nos es
    necesario remontarnos á nuestra infancia para comprender, en aquella
    cándida edad, la alegría que nos producía la excursión, de algunos pasos
    solamente, sobre una pequeña isla. Allí adoptábamos actitudes de
    Robinsón: los sauces, que nacían en el lodo, alrededor del banco de
    arena, eran nuestro bosque; los grupos de juncos eran para nosotros
    inmensos prados; teníamos también grandes montes, pequeñas dunas
    amontonadas por el aire en el centro del islote, y en ellas
    construíamos nuestros palacios con pequeñitas ramas caídas, practicando
    agujeros en la arena. Los dos brazos del arroyo nos parecían anchísimos
    estrechos, y para convencernos más de nuestra soledad en la inmensidad
    de las aguas, hasta les dábamos el nombre de océanos: uno era para
    nosotros el Pacífico; el otro, el Atlántico. Una piedra aislada sobre la
    que chocaba la corriente, se llamaba la blanca Albión, y más lejos, una
    cabellera de limo detenida por la arena, era la verde Erin. Es verdad
    que más allá de las islas y los mares, á través del follaje de los
    álamos, veíamos sobre la colina el rojizo tejado de la casa paterna;
    pero, encantados en el fondo de saber que estaba tan cerca, hacíamos
    como que ignorábamos tal cosa, creyendo haberla dejado al otro lado del
    globo.

    Con frecuencia, el tronco del árbol separado de la orilla, se queda
    inclinado por encima de la corriente y su ramaje no está en contacto con
    las hierbas de la opuesta ribera. Este árbol medio caído, es también una
    especie de isla por la que nos podemos aventurar sin temor. Como
    consecuencia del descenso de las tierras, la base del tronco está
    sumergida en el agua y ceñida de cañas y brozas flotantes. De un salto
    puede posarse uno sobre la isla que se estremece, y luego, extendiendo
    los brazos para mantener el equilibrio, se sube con precaución y á
    cortos pasos por el árbol, que se mece como un sér vivo. Encima
    precisamente del punto donde el arroyo es más profundo y el agua pasa
    ante la vista con mayor rapidez, las ramas grandes se separan del tronco
    y se dividen en ramitas pequeñas curvadas por el peso de sus tiernas
    hojas. ¡Cuántas veces, ya en plena juventud, buscando la soledad, me he
    sentado sobre el espacio libre entre rama y rama, descansando encima del
    arroyo y balanceando mis piernas en el vacío! Allí podía tranquilamente
    encontrar la alegría de vivir ó abandonarme en paz á mis tristezas.
    Desde lo alto de mi oscilante asiento, seguía con la vista el hilo de
    agua, las islas é islotes de espuma, unas veces aislados, otras
    agrupados como archipiélagos, las hojas dando vueltas, los largos
    montones de hierba y los pobres insectos sumergidos, agitándose en vano
    contra la inexorable corriente. De vez en cuando, mi mirada, abandonada
    al declive como todos esos objetos flotantes, se remontaba más allá para
    dejarse arrastrar por una nueva procesión de trozos de caña y otros
    fragmentos rodeados de espuma. Alegre ó melancólico, me dejaba así
    fascinar por la corriente, símbolo de ese curso que nos arrastra á todos
    hacia la muerte, y luego, sustrayéndome con pena á la atracción del
    agua, elevaba mi mirada á los frondosos árboles, en los que se
    estremecía la vida, y hacia los ricos prados y serenos montes inundados
    de sol.

    CAPÍTULO XII

    #El paseo#

    Si es encantador y variado para el Robinsón tendido en el islote ó
    encaramado al tronco de un árbol, el aspecto del arroyo, es mucho más
    hermoso todavía para el visitante que sigue la orilla de sinuosidad en
    sinuosidad, caminando tan pronto sobre las rocas tapizadas de zarzas,
    como sobre la espesa hierba de la pradera, ó bajo la móvil sombra de las
    ramas agitadas. No todos, sin embargo, saben gozar de la belleza de las
    aguas corrientes. El desgraciado que se pasea por holgazanería y para
    «matar el tiempo», que no sabe en qué emplear, ve en todas partes
    objetos que le aburren, hasta en las cascadas, en los remolinos, en las
    hierbas ondulantes del fondo y en los torbellinos de espuma.

    Para saborear todo cuanto ofrece de delicioso un paseo por la orilla del
    arroyo, es preciso que el derecho de la pereza haya sido vencido con el
    trabajo y que el espíritu cansado tenga necesidad de adquirir nuevo
    aliento contemplando la naturaleza. El trabajo es indispensable para
    quien desea gozar del reposo, lo mismo que el recreo cotidiano es
    necesario al obrero para renovar sus fuerzas. No habrá tranquilidad en
    el mundo, ni equilibrio inestable en la sociedad, mientras los hombres,
    condenados en número infinito á la miseria, no tengan todos, después de
    la diaria tarea, un momento de descanso para regenerar el vigor y
    mantenerse así con la dignidad de seres libres y pensantes.

    Juguetear por la orilla del agua es un reposo agradable y un poderoso
    remedio para no llegar al nivel de las bestias. Desde que leí no sé
    donde, en la prosa de un autor latino, que Escipión el Joven y su amigo
    Loelius gustaban de distraerse paseando por la orilla de los arroyos,
    siento hacia ellos cierta simpatía. Es verdad que Escipión era un
    guerrero que hizo matar y mató muchos hombres honrados que defendían su
    patria contra la invasora Roma y saqueó é incendió muchas ciudades; pero
    á pesar de sus crímenes, que son los de todos los enemigos del hombre,
    no era un conquistador vulgar, puesto que en vez de exhibirse
    orgullosamente en actitud majestuosa entre sus conciudadanos, no se
    creía rebajado divirtiéndose como un niño de aldea, y se entretenía
    arrojando pedazos de madera al agua y lanzando piedras llanas sobre la
    superficie para verlas resbalar y saltar por encima del arroyo. Los
    graves historiadores no creen digno consignar ese título de gloria del
    gran guerrero, pero, á pesar de ellos, es el que más acreedor le hace á
    la simpatía de la posteridad.

    Pero no nos es necesario buscar ejemplos en la antigüedad romana para
    poder gozar sencillamente de la naturaleza. No es tampoco necesario
    examinar polvorientos libros para convencernos de que es agradable y
    bueno pasear por las márgenes del arroyo contemplando su variado
    aspecto. Todas las imágenes graciosas de sus saltos, de sus rizadas
    ondas y sus bordados de espuma, nos reponen bien pronto de los fastidios
    del oficio ó de las laxitudes del trabajo, reanimando nuestro espíritu,
    hasta cuando la mirada, fatigada, vaga errante sobre las aguas sin
    fijarse en ningún objeto determinado. Por otra parte, la vista del
    arroyo nos fortifica y rejuvenece tanto más cuanto mayor y variado es el
    espectáculo que nos ofrece, cambiando cada época del año, cada mes y
    hasta cada día. Gracias á la variación del paisaje que nos rodea,
    nuestras ideas rejuvenecen también; el ambiente que nos rodea satura
    nuestra vida de nuevas fuerzas.

    Hasta en la temporada en que la naturaleza se muestra más avara de sus
    riquezas, el arroyo nos encanta por su nuevo aspecto. Durante los
    grandes fríos, los hombres que mejor resisten las bajas temperaturas,
    pueden asistir á presenciar la lucha conmovedora que se verifica entre
    el hielo invasor y el agua que queda líquida. De cada pequeña piedra y
    de cada raíz descubierta, parten una serie de agujas de cristal que,
    ordenándose unas tras otras, avanzan por la superficie del agua
    formando láminas radiantes á derecha ó izquierda y una capa de hielo
    formada por innumerables láminas, se teje lentamente sobre la superficie
    líquida. Luego, una especie de collarete, graciosamente cortado, oscila
    alrededor de los puntos prominentes de la orilla, de los juncos y las
    raíces sumergidas en el agua, y cada una de esas franjas de hielo,
    adquiere sucesivamente desde el tono mate del cristal sucio, al brillo
    del diamante, según el movimiento de las pequeñas ondulaciones que la
    agitan y la hacen contenerse, tan pronto sobre una capa de aire como
    sobre la misma masa de agua. Avanzando poco á poco hacia la anchura, el
    simple collarete de cristal se agranda, y recubre á una gran distancia
    de la orilla la tranquila corriente del pequeño arroyo. Sólo un estrecho
    camino por donde pasa la corriente rápida, queda abierta por entre las
    débiles películas con que termina la helada lámina. Sobre la superficie
    de las rocas que bordean la cascada, las gotas de agua forman un tenue
    capa de hielo y el líquido que se extiende lentamente por las fisuras de
    la peña se endurece en largos regueros transparentes, tan hermosos como
    las estalactitas de las grutas. Al fin, si la temperatura continúa
    bajando, el arroyo se solidifica de una á otra orilla, y á veces se
    congela hasta el fondo, convirtiéndose en una calzada de mármol verdoso
    manchado de puntos blancos por las vesículas de aire que encierra. Las
    cascadas, solidificadas, parecen de lejos cortinajes de seda cuyos
    pliegues han cesado de ondular.

    Pero en nuestros climas templados, es raro que los inviernos sean
    bastante fríos "para helar" completamente el arroyo transformándolo en
    piedra; se pasan á veces muchos años durante los cuales sólo se ven
    sobre la superficie líquida algunas agujas de cristal. En estos
    inviernos, ordinarios en nuestras zonas, las capas sólidas no se
    extienden de una á otra orilla del arroyo, y á la menor subida del
    termómetro se rompen por el empuje de la corriente y los fragmentos,
    entrechocándose, se funden muy pronto arrastrados por el torbellino. El
    hielo desempeña un papel de escasa importancia en la historia invernal
    del arroyo de nuestra comarca; el verdadero aspecto del curso líquido
    proviene, pues, de la nieve que cubre los montes y la llanura.

    El efecto de la nieve es admirable, sobre todo durante los días sin sol,
    cuando el azul del cielo está enteramente velado por las nubes y hasta
    adquiere un tono obscuro por su contraste con la superficie de la
    tierra, cubierta de resplandeciente blancura. El arroyo tiene entonces
    el color gris del hierro; las hierbas del fondo ondulan tristemente; el
    agua, tan alegre y susurrante en la época de las flores, parece que en
    su masa lleve algo doloroso y sombrío. Algunos viejos raigones situados
    cerca de la orilla aparecen cubiertos con mantos de nieve. En los
    márgenes, los grupos de hierba se destacan en negro á pesar de los
    copos blancos de que están cargados, si no están situados muy cerca del
    agua, donde la humedad ha producido el desprendimiento de pequeñas
    avalanchas de nieve. Los arbustos, algunos deshojados ya desde el otoño
    y otros cubiertos de hoja todavía, se balancean débilmente sobre el
    blanco almohadón de armiño que les rodea, y con los extremos de sus
    ramas trazan curvas concéntricas. Un pino solitario sostiene la nieve
    sobre sus ramas extendidas como grandes abanicos horizontales, blancos
    por encima y verdes por debajo. Otros árboles de corteza rugosa, cuyos
    troncos salen de la misma orilla del arroyo, sólo aparecen blancos de
    nieve por el lado del viento; el resto del árbol conserva su propio
    color y las ramas sólo aparecen salpicadas de algunos copos. Más
    hermosos tal vez que en la primavera, porque su fino ramaje no está
    cubierto por multitud de hojas, estos árboles se perfilan en el fondo
    del cielo con sus grandes y pequeñas ramas matizadas de un ligero y
    delicado tono violeta, y sus innumerables ramificaciones parecen tanto
    más elegantes cuanto más sepultada aparece la naturaleza bajo la
    monótona capa de nieve. En la llanura, los campos están por todas partes
    cubiertos por una capa uniforme: sólo suele verse algo de verdura en los
    parajes regados recientemente. A lo lejos, en las altas colinas, los
    árboles del bosque dejan entrever á través del follaje y de las ramas,
    ya rojizas por los capullos y la savia, algo agradable á la vista como
    el plumón de las aves: es la nieve tamizada que pudre los brezos y
    helechos bajo los grandes árboles.

    Al finalizar el invierno, pequeñas flores levantan la tapa de nieve y se
    nos presentan modestas y tímidas, como la dulce promesa de un próximo
    renacimiento. Es que éste viene en efecto; la nieve se funde por las
    ráfagas de aire tibio y se infiltra en el suelo, ó bien, mezclada con el
    barro, se dirige hacia el arroyo por los vallecillos y regueros; la
    vegetación, adormecida durante los fríos, despierta lentamente. Todo
    parece renacer. Un hálito venido del Mediodía ha renovado la vida en la
    arboleda, en el arroyo y en nosotros mismos. El pálido invierno se ha
    alejado hacia el Norte, perseguido en el espacio por vivificantes rayos,
    y desde el hombre al insecto, lo mismo la gota de agua que las hojas
    todas, nos sentimos reanimados por el calor perfumado del sol de
    primavera. Las yemas de las plantas, tan apretadas durante el invierno,
    tan preservadas por su capa de vello y tan sólidamente cubiertas por sus
    escamas de goma, abren con alegría su prisión, y como dardos, aparecen
    en el vacío sus tiernas hojitas; el pájaro, cantando, levanta el vuelo
    de su nido que las hojas empiezan á abrigar; los mosquitos y las
    libélulas, salidos de sus larvas, vuelan alegremente por el espacio; á
    la orilla del agua, que ríe y centellea, se abren las flores amarillas
    de los ranúnculos y jacintos; hasta las desmoronadas ruinas cubiertas de
    floridos girofles, parecen rejuvenecidas, como si la primavera, como el
    invierno, no trabajara igualmente para consumar su destrucción.

    La belleza del cielo, del agua que corre y la verdura de las plantas nos
    extasía. En este renacer del año, nos sentimos como transportados hacia
    la juventud del mundo y al nacimiento de la humanidad. A pesar de los
    siglos pasados nos sentimos tan jóvenes como los primeros mortales,
    despertando á la vida en el seno de la madre bienhechora; hasta somos
    más jóvenes que ellos, puesto que tenemos plena conciencia de nuestra
    vida. La tierra es hoy tan bella como el día que nutría á los Centauros,
    y nosotros, más que esos monstruos, llevamos en nuestro pecho un corazón
    de hombre.

    Lo que más nos encanta, es el juego de luz que penetra en las
    profundidades del agua y nos ofrece delicadísimos espectáculos,
    incesantemente modificados por los rizos y las ondulaciones de la
    superficie. Inclinándonos sobre la corriente, donde la sombra de los
    árboles se retuerce en espirales y se desdobla en delicadas curvas,
    miramos al fondo con sus piedras que parecen estremecerse, su arena que
    bulle, y sus hierbas ondulantes. Ramitas y hojas se suceden sin cesar
    por la superficie radiante, y sus sombras, deformadas por la refracción,
    resbalan por las arenas y las plantas, cuyas raíces y hojas brillan como
    hilos de plata. Cualquiera que sea el contorno del objeto flotante,
    aparece siempre modificado por la luz: la hoja, desarrollada en forma
    de corazón, ó prolongada como el acero de una lanza, toma sobre el fondo
    el aspecto de un disco ó de un óvalo; la paja ó el junco se refleja como
    hilera de pequeños círculos, parecido á un collar prolongado; el insecto
    de agua, patinador insumergible, que remonta la corriente por repentinos
    empujes, se representa sobre el lecho de arena ó de cieno por cinco
    circulitos, de los cuales uno, el más pequeño, lo determinan las dos
    patas anteriores, mientras que los otros cuatro, agrupados á pares, se
    aproximan ó separan según los movimientos del animal. Alrededor de cada
    disco, gris ó negro, un círculo de luz se determina como anillo de fino
    oro; sombras y rayos de luz, cambiados así por las condiciones y
    circunstancias del medio que atraviesan, se proyectan sin cesar sobre el
    fondo, cambiando constantemente de aspecto.

    El centelleo de la luz, tan encantador sobre las piedras lisas que
    cubren el lecho del arroyo, lo es más todavía en las partes donde el
    fondo está alfombrado con multitud de hierbas acuáticas. Los guijarros
    están tapizados de musgo de un verde sombrío con plateados reflejos; las
    delicadas algas que forman el limo, se levantan en pirámides empujadas
    por las burbujas de aire que se desprenden de la arena y que, parecidas
    á globos envueltos en inmensos cordajes, brillan como perlas bajo la
    temblorosa red de fibras. Manojos de hierbas, desplegadas como largas
    cabelleras, ondulan por el impulso del arroyo: agitadas por la rápida
    corriente se estremecen de impaciencia, y en los remansos de agua casi
    inmóvil, se mueven majestuosamente; pero lentas ó precipitadas en sus
    ondulaciones, se alejan y aproximan á la vista, á causa de sus variados
    tonos que cambian incesantemente del blanco mate al verde obscuro. En
    otra parte, un grupo de hojas ovaladas, triangulares y en forma de
    lanza, sobresalen por encima de otro grupo de plantas, tan bien
    entremezcladas, que parecen salir todas de una misma raíz, á las que
    agita á un tiempo mismo una sola onda del arroyo. En un rincón, en el
    fondo del cual los remolinos han depositado una capa de barro, las
    nenúfares extienden sus anchos discos, donde el agua produce reflejos de
    perlas, y sus hermosas flores blancas que para nuestros antepasados los
    egipcios é indostanos, representaban el símbolo de la vida.

    Más lejos, los juncos crecen en apretadas líneas en medio del arroyo
    sobre un banco que se transformará tarde ó temprano en islote: las
    ramitas inclinadas vibran por la presión de la corriente en movimientos
    convulsivos, y cada una de ellas se rodea de olitas, donde la sombra y
    la luz forman una red que se agita sin cesar. Hasta ciertos árboles de
    la orilla contribuyen á la riqueza de la vegetación acuática por
    innumerables radículas flotantes que cubren las gruesas raíces de largos
    mantos color de rosa.

    En medio de ese mundo de plantas se agita el mundo infinito de los
    animales. Peces azulados, rojos, grises y blancos, surcan como rayos la
    cristalina agua ó pasan bajo las guirnaldas del bosquecillo acuático
    como si pasaran bajo arcadas triunfales. La vida está en todas partes;
    en el fondo, donde las formas graciosas é indistintas se agitan sobre la
    arena y el lodo, entre el espeso tapiz de plantas estremecidas
    constantemente por las sacudidas de una pululante multitud, oculta en la
    superficie por donde corren los girinos y se enlazan los insectos
    patinadores por entre los juncos donde brilla el ala matizada de la
    libélula, y bajo los arbustos de la orilla, donde resplandece como un
    zafiro el plumaje del martín-pescador. ¿A quién pertenece, pues, el
    arroyo, del cual nos titulamos propietarios como si fuéramos los únicos
    en gozarlo? ¿No pertenece también, ó mejor que á nosotros, á todos los
    seres que lo pueblan, del que sacan la subsistencia y la vida? Pertenece
    á los peces y á las plantas, á los mosquitos que vuelan en torbellinos
    encima de los remolinos y á los grandes árboles que el agua y los
    aluviones del arroyo hinchan de savia.

    Entre estos seres que buscan para ellos la mayor parte de cuanto es de
    su dominio, existe una guerra implacable; cada uno, en lucha por la
    existencia, vive en detrimento de su vecino. En cuanto á mí, quisiera
    vivir en paz con todos; procuro respetar, la flor y el insecto; pero sin
    apercibirme, ¡cuántos seres destruyo! Aplasto multitudes infinitamente
    pequeñas cuando dejo caer mi pesada masa sobre la hierba; arraso y
    produzco cataclismos en la historia de un mundo imperceptible cuando
    subo á un árbol para balancear mis piernas por encima del agua. Como un
    bárbaro, ¡qué de atrocidades he cometido sin querer, cuando en los
    primeros años de mi infancia salía á estudiar por el campo y me
    instalaba en el tronco cavernoso de un sauce, para leer cómodamente
    alguna novela ó declamar versos con retumbante voz…!

    CAPÍTULO XIII

    #El baño#

    Cuando se siente amor al arroyo, no produce bastante satisfacción el
    mirarlo, estudiarlo y pasear por sus riberas; se siente la necesidad de
    mayor intimidad con él, sumergiéndose en sus aguas. Como nuestros
    antepasados, nos convertimos en tritones.

    Pero no siempre es esto cosa fácil, y durante el invierno, cuando el
    aire frío silba en las ramas, cuando la nieve cubre el suelo, ó en la
    superficie del agua se forman láminas de cristal, son poco numerosos los
    hombres bastante activos que se atrevan á bañarse en el agua helada. El
    contacto con el agua corriente da ciertamente fuerza á los que no temen
    rozarse con ella; sin embargo, antes de realizar la ceremonia del baño
    nos suele parecer singularmente peligrosa. Es preciso que nos desnudemos
    rápidamente detrás del tronco de un árbol, para estar al abrigo del aire
    helado, que nos olvidemos del frío que contrae nuestros miembros; todo
    es en vano; el viento nos recuerda la dura realidad. A nuestros pies
    corre el agua, rápida y sombría; sin tocarla, sentimos que está helada;
    el soplo de aire que la riza nos hace temblar de frío. Para sentir menos
    la violenta caricia del agua tendríamos que obrar con decisión y
    arrojarnos bruscamente en el arroyo; vacilamos, no obstante, y antes de
    realizar el salto definitivo tomamos aliento dos ó tres veces.

    Después de haber triunfado de los pueriles temores, describimos una
    curva por debajo del agua y sentimos el aire silbar en nuestros oídos;
    la superficie, abierta por nuestra cabeza, se agita en derredor; nos
    sentimos como perdidos en un abismo rugiente que nos aprisiona. En un
    abrir y cerrar de ojos, por un movimiento de ascensión, saltando del
    fondo con un empuje del pie y un esfuerzo de los brazos, salimos á la
    superficie; pero, al menos yo, no ceso de agitarme como para librarme
    del escozor que el agua helada me produce: nado á la desesperada igual
    que si luchara contra una corriente amenazadora. No obstante, para
    tranquilidad de mi conciencia, me sumerjo de nuevo completamente;
    luego, satisfecho de haber cumplido con mi deber, me precipito hacia la
    orilla, que salvo con rapidez, enjugo mi cuerpo enrojecido por el frío y
    me cubro de prisa con mis ropas todavía calientes. A mi inquieta
    agitación sucede la tranquilidad del alma: por los sufrimientos de un
    momento, me he hecho más fuerte, más dispuesto, más feliz, y dirijo una
    mirada altiva sobre esa corriente rápida y obscura que un minuto antes
    miraba aterrorizado.

    No obstante, declaro que es más agradable el baño frío que se toma en
    pleno verano en las profundas balsas del torrente, por donde pasan las
    primeras aguas del arroyo en las gargantas mismas de la montaña. La masa
    líquida que parece helada, es nieve apenas fundida que no se ha
    entibiado todavía absorbiendo abundante aire; conserva toda la crudeza
    primera, y su color, de un azul fuerte, tiene yo no sé qué de hostil. Se
    tiembla anticipadamente, no sólo de frío, sino también de deseo, y para
    calmar el cansancio de la marcha nos arrojamos voluptuosamente en el
    agua helada. Las piedras y arena del fondo brillan con un tono amarillo
    pálido á través de la capa líquida; pero en algunas brazadas nos
    encontramos encima del abismo; el agua transparente parece aire
    condensado, y, no obstante, no distinguimos el fondo; parece que nos
    hallemos suspendidos en el espacio y nadamos con precaución como si
    repentinamente fuéramos á caer en una sima. Después sentimos que el frío
    nos domina poco á poco, y dando unos cuantos empujes nos dirigimos á la
    orilla para volver al calor de la vida y gozar de nuestro acrecentado
    vigor.

    ¡Oh lagos queridos de los Pirineos y los Alpes, Séculejo, Doredom,
    Lauzannier, os conservo todavía en mi memoria tal cual os veía cuando
    yo, con otros amigos, resbalaba rápidamente sobre vuestra superficie.
    Veo aún las piedras de granito amontonadas en la orilla, el bosque de
    pinos reflejado sobre el agua rizada, los declives, las altas vertientes
    de los prados y, más lejos, las grandes explanadas donde empieza la
    curva oscilante de la cascada! ¡Os veo también, hermosos manantiales de
    los grandes ríos, que vais á perderos en el mar á cientos de kilómetros
    de vuestro origen! ¡Con sólo cerrar los ojos, mi pensamiento se
    transporta hacia un alegre torrente, al Vesubio, al Gordolarque, al
    susurrante Embalire, ó hacia cualquier otro sitio de la libre montaña!

    En la primavera, el arroyo de la llanura no produce la fuerte
    voluptuosidad de reaccionar contra el frío glacial del agua, y las
    inmersiones producen apenas impresión. La tibieza del aire se ha
    comunicado á la masa líquida, y hasta los niños pueden bañarse y
    juguetear en el agua fresca. Los muchachos, sentados en los bancos de la
    escuela, levantan con frecuencia los ojos de los libros de estudio para
    mirar con avidez el camino que conduce al arroyo; luego, cuando al salir
    se sienten libres, se dirigen con alegría hacia el charco profundo,
    donde retozones y alegres van á bañarse. Rápidamente se desnudan, y cada
    uno se convierte en un Neptuno «levantador de olas»; y trabaja con todas
    sus fuerzas para agitar las ondas y convertirlas en masa de espuma,
    produciendo pequeñas tempestades en el arroyo conquistado para ser su
    dominio durante una hora.

    En el verano, durante los días calurosos en que el aire permanece
    inmóvil, es cuando más agradable resulta convertirse en tritón. No es
    preciso tener doce ó quince años para arrojarse al agua lleno de
    felicidad como en su elemento propio; cualquiera de nosotros, si los
    convencionalismos y falsedades de la vida no nos han corrompido
    enteramente, puede volver á las alegrías de la juventud dejando por un
    momento sus ropas en la orilla del agua. Por mi parte, declaro que me
    siento todavía niño cuando me arrojo en el arroyo querido. Después de
    haber satisfecho mi primer entusiasmo atravesando varias veces el charco
    profundo donde se agitan las aguas, y después de haber querido remontar
    la corriente, levantando á mi alrededor un caos de olas precipitándose
    unas con otras, descanso abandonándome tranquilamente á la felicidad de
    la vida sobre el agua dulce que me acaricia. ¡Qué alegría sentarme sobre
    una piedra bajo el chorro de la cascada, sentir caer el agua sobre mí
    como sobre una roca y verme envuelto en un manto de espuma! ¡Qué placer
    también dejarme arrastrar por las aguas corrientes hasta un escollo
    donde me agarro con una mano, mientras que el resto de mi cuerpo,
    levantado por las olas, flota de un lado á otro bajo el impulso de la
    corriente! Me dejo arrastrar, y voy á parar como un madero sobre un
    banco de arena donde cristalitos de mica brillan como pepitas de oro y
    plata. Por el peso de mi cuerpo, el banco se hunde, los granos de sílex
    y las delgadas piedras cambian de punto. Corrientes parciales, pequeños
    remolinos, se forman á mi lado como alrededor de un islote; muellemente
    acostado, contemplo el espectáculo interesante que bajo la pequeña capa
    de agua me ofrece la transformación del banco de arena, disminuyendo de
    un lado por la corriente y aumentando del otro por el continuo arrastre
    de aluviones.

    A veces, el fondo sobre que me arrastra la corriente, está cubierto de
    verdes y oscilantes hierbas, muelles sinuosidades que me acarician, me
    enlazan; improvisándome un lecho encantador. ¿Es el agua? ¿es la
    ondulante cabellera de las plantas la que me levanta así, haciéndome
    flotar en la superficie del arroyo? No lo sé; mi imaginación se pierde
    además en una especie de ensueño. Hasta me parece que me he convertido
    en parte integrante del medio que nos rodea; me siento homogéneo á las
    hierbas flotantes, á la arena que se arrastra por el fondo, á la
    corriente que hace oscilar mi cuerpo; miro con extrañeza los árboles que
    se inclinan sobre el arroyo, los espacios del cielo azul que se ven por
    entre las ramas, y el escueto contorno de las montañas que distingo á
    lo lejos en el horizonte. ¿Es acaso real todo ese mundo exterior? Yo
    también, como el pescador de la leyenda, veo la maravillosa sirena
    hacerme señas con el dedo, me siento atraído por su mirada que fascina y
    oigo resonar el eco de su canto pérfido y melodioso, «¡Ah! ven, ven
    conmigo y seremos felices.» A veces me siento envidioso del joven que
    cede al llamamiento de la sinuosa ondina, cuya flotante cabellera va á
    mezclarse con las del verde limo. Pero yo sé que, desembarazándose de
    las amargas preocupaciones de la vida, su existencia va á extinguirse
    por las caricias del agua pura y las ondulaciones de las estremecidas
    hierbas. La naturaleza tiene para sus amantes seducciones de las que es
    preciso desconfiar como de la voz de las sirenas ó de la belleza de la
    hada Melusina. ¡Haciéndonos amar demasiado la soledad, nos arrastra
    lejos del campo de batalla, donde todo hombre de corazón tiene el deber
    de combatir por la libertad y la justicia! La naturaleza es hermosa, sí;
    todos debemos comprender su encanto, pero hemos de saber gozarla con
    prudente alegría, no abandonándonos jamás á sus fatales sugestiones.

    Uno de los grandes placeres del baño, de los cuales no siempre nos damos
    cuenta, pero que no por eso deja de ser real, es que momentáneamente se
    vuelve á la vida de nuestros remotos antepasados. Sin ser esclavos por
    la ignorancia como los salvajes, somos, como ellos, físicamente libres
    sumergiéndonos en el agua; nuestros miembros no sufren el odioso
    contacto de las ropas, y con nuestro vestido dejamos también sobre la
    orilla una parto por lo menos de nuestros prejuicios de profesión ó de
    oficio; no somos ni obrero, ni comerciante, ni profesor; olvidamos por
    una hora las herramientas, libros é instrumentos, y, vueltos al estado
    natural, podríamos creernos todavía en las edades de piedra ó bronce,
    durante las cuales los pueblos bárbaros levantaban sus chozas sobre
    pilotajes en medio de las aguas. Como los hombres de remotas edades,
    estamos libres de convencionalismos; nuestra gravedad de encargo puede
    desaparecer para ser sustituída por franca y ruidosa alegría; nosotros,
    civilizados, envejecidos por el estudio y la experiencia, nos
    encontramos hechos niños como en los primeros tiempos de la infancia del
    mundo.

    Recuerdo todavía con qué extrañeza ví por vez primera una compañía de
    soldados tomar el baño en un río. Niño todavía, no podía imaginarme á
    los militares de otro modo que con sus vestidos colorados, las hombreras
    rojas ó azules, los botones de metal, los diversos adornos de cuero, de
    lana y tela; no los comprendía sino marchando á paso acompasado en
    columnas regulares con tambores al frente y oficiales á los costados,
    como si formaran un inmenso y extraño animal empujado hacia adelante por
    no sé qué ciega voluntad. Pero, fenómeno hermoso; aquel ser monstruoso
    al llegar á la orilla del agua, se fragmentó en grupos ó individuos
    distintos; vestidos rojos y azules se arrojaban en montones como
    vulgares ropas, y de todos esos uniformes de sargentos, cabos y simples
    soldados, veía salir hombres que se arrojaban al agua lanzando gritos de
    alegría. No más obediencia pasiva, no más abdicación de su persona; los
    nadadores, con voluntad propia por algunos instantes, se dispersaban
    libremente por el agua: nada les distinguía á unos de otros. Pero,
    desgraciadamente, al poco rato se oyó un silbido, y la salida se operó
    repentinamente. Mientras nosotros continuábamos jugando en el arroyo,
    nuestros compañeros desaparecieron en sus trajes encarnados con los
    botones numerados, y bien pronto los vimos alejarse marchando en línea
    con paso monótono por la polvorienta carretera.

    Desde entonces he tenido ocasión de ver, en otro clima distinto al de
    Francia, cómo disminuye la hostilidad repentinamente entre enemigos que
    acaban de despojarse de sus vestidos, con los cuales han adquirido la
    costumbre de verse y odiarse. Era cerca de una ciudad de las costas de
    Colombia, en la desembocadura de un profundo arroyo separado del mar por
    un estrecho banco de arena, contra el que se estrellan las olas. Todas
    las mañanas, cientos de individuos pertenecientes á dos razas casi
    siempre en guerra, se encontraban en este punto del arroyo. De un lado,
    estaban los descendientes de los españoles, más ó menos mezclados, que
    venían á hacer sus abluciones cotidianas; del otro, los indios que se
    aprovechaban de una tregua para dirigirse al mercado de la playa. De
    orilla á orilla se lanzaban miradas de odio y palabras de insulto,
    porque se acordaban de combates y degollaciones, de víctimas
    estranguladas, ahogadas, enterradas con vida; pero cuando los guerreros
    rojos, despojándose de su túnica parecida á la de los antiguos helenos,
    aparecían con la resplandeciente belleza de sus formas y al lanzarse al
    río para atravesarlo de unos cuantos empujes, se olvidaban del antiguo
    odio y hasta parecía que nos amábamos. A pesar de todo, ¿no éramos
    hermanos? También ellos me parecía que nos miraban sin ira, pero al
    salir del agua sacudían su larga y negra cabellera, alejándose
    altivamente sin volver la cabeza, desapareciendo muy pronto tras un
    saliente de la playa.

    CAPÍTULO XIV

    #La pesca#

    El arroyo no es sólo para nosotros el más gracioso ornamento del paisaje
    y el lugar encantado de nuestras alegrías; es además para la vida
    material del hombre un depósito de alimentación, y su agua fecunda
    nutre las plantas y los peces que sirven para nuestra subsistencia. La
    incesante batalla por la vida, que nos ha hecho enemigos del animal de
    los prados y del pájaro del cielo, excita también nuestros instintos
    contra los habitantes del arroyo. Al ver la trucha resbalar rápida por
    la masa líquida como un rayo de luz, no nos contentamos con sólo admirar
    la forma prolongada de su cuerpo y la maravillosa rapidez de sus
    movimientos, sino que lamentamos también no poder coger al animal y
    tener el placer de comérnoslo. Esta terrible boca poblada de dientes que
    se abre en medio de nuestra cara, nos hace parecidos al tigre, al
    tiburón y al cocodrilo. Nosotros, como estos animales, resultamos
    bestias feroces.

    En siglos pasados, cuando nuestros ascendientes ignoraban el arte de
    cultivar el suelo y sembrar el grano alimenticio para convertirlo en
    espiga, el hombre que no tenía el recurso de la antropofagia, había de
    recurrir, para alimentarse, á desenterrar raíces del suelo, á comerse
    las matas de hierbas sabrosas, los cadáveres de los animales cazados en
    el bosque y los peces cogidos en el mar ó en los ríos.

    Así llegaron, apremiados por la necesidad, á adquirir una habilidad como
    pescadores, que hoy nos maravillaría. No menos hábil que el sollo, se le
    escapaba raramente la presa que había divisado. Inmóvil sobre la orilla,
    parecido á un tronco de árbol, esperaba pacientemente que el pez pasara
    á la distancia de su brazo, y, cogiéndolo con rapidez, le aplastaba la
    cabeza con una piedra.

    Los indios de América, que son todavía salvajes, atraviesan al pez que
    pasa con su ayagaza ó el dardo salido de su cerbatana, con una seguridad
    admirable.

    Además, los arroyos y los ríos estaban en otro tiempo bastante más ricos
    de peces que en nuestros días. Después de haber cogido en las aguas lo
    necesario para el sustento de la familia, el salvaje, satisfecho, dejaba
    los millares y millones de huevos que se desarrollaran en paz, y gracias
    á la inmensa fecundidad de las especies animales, las aguas estaban
    siempre pobladas y exuberantes de vida. Pero el ingenio del hombre
    civilizado ha hallado el medio de destruir esas razas tan prolíficas,
    que cada hembra podría en algunas generaciones llenar las aguas de una
    masa sólida de carne. Con su imprevisor afán ha llegado á hacer
    desaparecer muchas especies que vivían en otros tiempos en nuestros
    arroyos. No solamente se ha servido de redes que tamizan la masa líquida
    y aprisionan todos los seres que la pueblan, sino que ha recurrido
    también al veneno para destruir de una sola vez grandes multitudes y
    hacer una última captura más abundante que las anteriores.

    Sin embargo, los verdaderos pescadores, los que se honran con tal
    título, reprueban esos medios vergonzosos de destrucción que no tienen
    el mérito de la sagacidad ni el conocimiento de las costumbres de los
    peces. De otra parte, por un contraste que parece extraño á primera
    vista, el pescador ama á todas esas pobres bestias de las que es
    perseguidor; ha estudiado sus hábitos y género de vida con cierto
    entusiasmo y procura descubrir sus virtudes é inteligencia. Como el
    cazador que habla de los interesantes hechos del chacal y el jabalí, el
    pescador se exalta contando las finezas de la carpa y las astucias de la
    trucha, respetándolos casi como adversario, los combate con hábil juego
    y se irrita contra los indignos sujetos que destruyen la raza.

    Paseándome con frecuencia por la orilla del arroyo, he podido estudiar
    detenidamente al pescador ideal, al tranquilo pescador de caña, detrás
    del cual las arañas tejen tranquilamente su nido. Más de una vez he
    notado que el pacífico pescador no agradecía mi presencia que turbaba
    sus ritos casi religiosos; no volviendo hacia mí la cabeza ni haciendo
    un gesto de impaciencia, he comprendido no obstante, su hostilidad, y,
    temeroso de excitar su ira, he pasado por detrás de él, marchando sobre
    la hierba y conteniendo hasta el aliento. Cuando ya no me veía más que
    como una línea del paisaje igual que una piedra ó un tronco de árbol,
    yo, satisfecho de verlo á él tranquilo, le miraba tranquilamente. En él
    no hay fraude alguno. Con fe sincera pone su cebo, lanza su caña y
    durante minutos y horas espera que el pez indiscreto tenga la desgracia
    de morder el anzuelo. Nada consigue distraerle de su ocupación; con su
    aguda mirada atraviesa el agua profunda; ve relucir como imperceptible
    reflejo la aleta del pez que pasa, distingue la marcha del pequeño
    gusanillo sobre el cieno; en ciertos estremecimientos del agua adivina
    al pez oculto bajo las hierbas acuáticas; interroga á la vez á las olas
    y los remolinos, las estrías de la corriente y las ráfagas de viento.
    Atento á todos los ruidos, á todos los movimientos, dirige con su caña
    el anzuelo por el fondo ó lo sube un poco, según le aconsejan los
    elementos de la naturaleza que le rodea. Estando tan bien acompañado
    ¿qué le importan los profanos? Ni se digna dirigirles una sola mirada,
    dedicado completamente á vigilar al pez en su madriguera. Un día, un
    aeronauta, enredado en el cordaje de su barquilla, asfixiándose por el
    gas que se escapaba del globo, cayó en medio del Sena, entre dos hileras
    de pescadores, inmóviles como estatuas á lo largo del margen. Ninguno se
    movió. Mientras los barqueros desamarraban á toda prisa sus
    embarcaciones para operar el salvamento del náufrago, los perseverantes
    pescadores continuaban esperando tranquilamente el bienhechor movimiento
    que les advertía de la captura deseada.

    Por otra parte, ningún hombre es más fuerte que el pescador contra las
    adversidades del destino. El pez puede maliciosamente no dejarse coger,
    jugar con el anzuelo sin engancharse; el hombre de la caña, silencioso y
    prudente como un airón sobre su pata, no deja por eso de tener su brazo
    preparado y su mirada fija; jamás se desespera: al sentarse en la orilla
    del agua se halla depositado de las pasiones humanas, de impaciencia é
    ira. Consagrado á su ocupación, espera y espera hasta sin esperanza. Yo
    conocía un pescador á quien la desgracia le perseguía por todas partes.
    Jamás caía en su anzuelo una trucha ni una tenca; sus dolorosas
    experiencias negativas le hacían afirmar que la captura de un pez era
    cosa imposible y que todas las historias de pesca, prodigiosas ó no,
    eran invenciones novelescas. Y, sin embargo, en cuanto disponía de una
    hora de tiempo, aquel escéptico, consagrado á la desgracia, cogía su
    caña, y sin desilusión, suspendía su anzuelo en medio de los burlones
    peces que jugaban dando vueltas alrededor del inofensivo instrumento.

    En cambio, hay pescadores que parecen fascinar el pescado, atraerlo
    irresistiblemente. El público desocupado que los contempla, cree que
    ejercen una especie de magnetismo sobre su presa como la culebra sobre
    las ranas; hasta cuentan que truchas y carpas, arrastrados á su pesar,
    van á morder el fatal anzuelo. No es así, sin embargo, sino á fuerza de
    ciencia como esos pescadores han llegado á ser para nosotros especies de
    magos ordenando á sus víctimas la marcha en procesión hacia su anzuelo.
    Si atraen con tanto éxito al pobre pez fuera de su madriguera de hierbas
    ó roca, es porque conocen todas las necesidades, apetitos y astucias
    del animal, porque observan sus costumbres y hasta los vicios
    particulares: á primera vista saben qué carácter es el de la pobre
    víctima. Además, por una larga experiencia, han aprendido á combinar
    todos sus movimientos; la mirada, el brazo, la mano, la caña y también
    la inteligencia, obran casi siempre de concierto.

    Raros son, no obstante, los pescadores geniales, y el adepto los
    reconoce por no sé qué rasgo característico emanado de su sér. En 1815,
    cuando por segunda vez París, rendido por quince años de servidumbre
    militar, oía el rodar de los cañones prusianos por sus calles, dos
    hombres, indiferentes á la causa pública, estaban tranquilamente
    sentados á las orillas del Sena con su caña en la mano. Jamás se habían
    visto anteriormente, pero cada uno de ellos había oído celebrar la
    gloria de un rival. Sin mirarse siquiera se reconocieron, al ver de
    reojo cada uno á su compañero con qué seguridad en la mirada y los
    movimientos estaba manejado el instrumento y con cuánta inteligencia
    hacía que el cebo buscara á los pescados.

    –«¿Indudablemente es usted el célebre X?

    –Para servirle. ¿Es acaso al famoso Y. á quien tengo el honor de
    contestar?»

    Grandville, caricaturista con frecuencia demasiado ingenioso, se imaginó
    figurar los pensamientos íntimos de un pescador de caña, presentando al
    pobre hombre con su cráneo abierto y dividido en regiones según el
    sistema de Gall. En cada una de las cavidades cerebrales se tramaba un
    crimen horrible. Y el pobre pescador inofensivo, con su mirada pura y
    llena de candor, apareció soñando siempre en perpetrar toda clase de
    atrocidades posibles. Bajo la protuberancia de la «adquisividad» sólo
    pensaba en descerrajar puertas y llevarse montones de oro; bajo la de la
    «secretividad», falsificaba toda clase de documentos; en la caja de la
    «combatividad» asesinaba á un anciano; en cualquier otro rincón de la
    cabeza raptaba la mujer de un amigo, y qué sé yo cuántas infamias más.
    Todas las monstruosidades imaginables se fraguaban en ese cerebro. El
    artista calumniaba villanamente al pescador de caña, atribuyéndole todas
    esas alucinaciones criminales; mientras tiene su vista fija en el agua y
    su brazo presto á levantar su caña, el pobre hombre no tiene conciencia
    de las fugitivas imágenes, buenas ó malas, que flotan en su cerebro; se
    encuentra fascinado por las ondulaciones que brillan, por los hoyuelos
    variables que sin cesar cambian, por el agua que le sonríe y el pez que
    espera.

    Tal vez á causa de esta extraña fascinación que ejercen sobre el
    pescador las aguas libres del arroyo, haya hecho tan pocos progresos el
    arte de la piscicultura desde los tiempos más remotos. Millones de
    hombres se dedican á sorprender el pez salvaje que se agita en las
    aguas: y muy poco numerosos relativamente son los que se ocupan en coger
    su presa para cautivarla y devorarla cuando lo crean conveniente. En
    los países llamados civilizados, la caza no es otra cosa que un
    pasatiempo y la persecución de las bestias salvajes ha sido reemplazada
    por la cría de animales para el matadero. Sólo los hombres holgazanes y
    vanidosos que quieren mantener las tradiciones de sus antepasados para
    distraer su ociosidad, han hecho de la caza la principal ocupación de su
    vida. Pero desde hace ya miles de años, los pueblos arianos, de
    evolución en evolución han cesado de ser cazadores, y se dedican á
    cultivar la tierra, tomando á la vez por compañeros ó víctimas á los
    toros descendientes del urus salvaje que perseguían en el bosque en
    otras edades, En nuestros días, los pieles rojas, tan combatidos por los
    americanos, y que presencian la dispersión de los ganados al ruido de
    las locomotoras que pasan silbando por las praderas, aprenden también á
    uncir los bueyes al yugo, y pasan sin transición del estado de cazadores
    al de pastores y cultivadores del suelo. Pero en lo que se refiere á la
    explotación de la fauna de las aguas, los hombres están todavía y en
    todas partes, salvo en China, país de las gentes _listas_, en las
    prácticas rudimentarias de la barbarie primitiva. Han reemplazado el
    simple palo por una caña más flexible y elegante, han aprendido á torcer
    hilos más delgados y fuertes, á perfeccionar los anzuelos, á atraer á
    cada especie por un cebo especial, y hasta han modificado la forma
    natural de los cursos de agua, haciendo en las cascadas peldaños como
    los de una escalera, por los cuales el pez salido del mar puede
    remontar el arroyo hasta la fuente primitiva; no obstante, es muy
    excepcional el modo de coger al pez, de fecundarlo artificialmente y
    mantenerlo como animal doméstico, pudiendo así presentar al mercado por
    quintales y toneladas, la carne exquisita del buen pescado como se hace
    con la de ternera y carnero.

    En algunas partes, sin embargo, pescadores é industriales han intentado
    reemplazar la pesca por la recría del pescado. Como hombres ociosos la
    mayor parte, han obtenido resultados curiosos, completamente inútiles
    para aumentar nuestros conocimientos sobre los animales, sus costumbres
    y naturaleza, y casi insignificantes bajo el punto de vista económico.
    En un pequeño establecimiento de piscicultura, oculto por las murallas
    de un parque, y vedado á los transeuntes, he podido formarme una idea de
    la ciencia y habilidad profundas que debiera tener un buen recriador de
    peces para el buen éxito de su empresa.

    La piscicultura exige saberlo todo y preverlo todo también. Es preciso
    conocer la naturaleza del fondo y de las aguas favorables á cada
    especie; observar los fenómenos del aire y las variaciones de la
    temperatura para elegir el momento favorable de la extracción artificial
    de los huevos en las hembras y la materia fecundadora en los machos;
    regularizar el impulso de la corriente y darle la fuerza necesaria
    calculada anticipadamente; estudiar los huevos con el microscopio y
    extraer todos los que no tengan el color y la transparencia necesarias;
    examinar la materia fecundante y arrojarla si no tiene el suficiente
    color y fluido y … ¿qué sé yo cuántas cosas más?

    El piscicultor debe además saberse servir de infinidad de instrumentos
    delicados; limpia los huevos con un pincel, separa los cuerpos extraños
    y malsanos por medio de unas pinzas; se sirve de ampolletas para
    trasvasar la simiente de uno á otro recipiente, construye lugares á
    propósito para los huevos que se adhieren á las hierbas y ramitas del
    fondo y muchas otras operaciones entretenidas é inteligentes. Durante la
    época de la incubación necesita velar con cuidado para evitar que los
    enemigos de toda especie, barbos, mosquitos y setas de agua, ataquen á
    la población naciente, variando de hora en hora la corriente y la
    temperatura. Después de la salida del huevo es preciso saber alimentar á
    los animalitos oportunamente y con las, mismas substancias que ellos
    mismos se hubieran buscado. Y además de todo ésto, tiene aún que
    prevenir ciertas terribles enfermedades que repentinamente pueden
    aparecer en su cultivo y destruirlo en algunos días.

    Entre los piscicultores hay algunos que consiguen así salvar de toda
    desgracia á la morralla que ha de transformar en pescado de peso. En
    presencia de su éxito, ¡qué triste recuerdo de las cosas humanas se
    despierta en nosotros pensando en los miles de criaturas, bien
    constituidas para llegar á hombres, que perecen todavía en la cuna! Es
    cierto que los niños recién nacidos ó ya de algunos años están más
    ligados á nuestro corazón que el salmonete y la trucha, pero no por eso
    deja la muerte de llevárselos á miles también. Nuestros hospicios para
    la infancia, bastante más preciosos que todos los establecimientos de
    piscicultura, no son frecuentemente otra cosa que el vestíbulo del
    cementerio. Los huevos de la tenca ó del barbo, lo mismo que los de
    otros peces más exquisitos, son para nosotros menos preciosos que los
    niños confiados á la sociedad por la desgracia y la miseria, y menos
    dignos de nuestra defensa contra las asechanzas de la muerte.

    Si alguna vez se llega á domesticar completamente el pescado de agua
    dulce y suministrarlo á voluntad para la aumentación pública, será
    ciertamente motivo de júbilo, puesto que todas las vidas inferiores se
    emplean aún para alimentar la del hombre; pero no se podrá evitar el
    recordar con tristeza el tiempo en que todos nadaban en completa
    libertad. Contemplando las corrientes de agua regularizadas y reducidas
    á cajas cuadrangulares, donde los peces se engordan como esclavos,
    nuestros descendientes pensarán con cierta tristeza en nuestros arroyos
    libres todavía. Lo mismo que á nosotros nos encanta el relato de la vida
    salvaje en la selva virgen, lo mismo sentirán ellos el encanto cuando se
    les hable del libre arroyo, donde multitud de peces errantes remaban
    contra la corriente, retozones y alegres, con sus aletas y cola, ó del
    pez solitario que atravesaba la corriente como un rayo de luz apenas
    entrevisto, ó bien de las hierbas flotantes estremecidas constantemente
    por las ocultas multitudes que las poblaban. Comparado con el guarda del
    criadero de pescado, el pescador actual, sentado bajo la discreta sombra
    de un árbol, les parecerá una especie de Nemrod, un héroe de remota
    antigüedad.

    CAPÍTULO XV

    #El riego#

    Consolémonos, no obstante. En el porvenir que nos prepara la explotación
    científica de la tierra y sus riquezas, la mayor utilidad del arroyo no
    será la de ser una fábrica de carne viva. El agua que entra en tan
    grandes proporciones en todos los organismos, plantas y animales, no
    cesará de emplearse, como actualmente se hace, en alimentar el mundo
    vegetal de sus orillas. Bebida por las raíces que se mojan en el arroyo,
    el agua sube de poro en poro por los intersticios capilares del suelo,
    hincha de savia multitudes sin fin de árboles y hierbas, y sirve así
    indirectamente á la alimentación del hombre por tubérculos, matas,
    hojas, frutos y simientes. En el trabajo agrícola es donde
    principalmente el arroyo se hace un poderoso auxiliar de la humanidad.

    Después del sol, que lo renueva todo con sus rayos, el aire, que con sus
    vientos y la mezcla incesante de gases puede llamarse «hálito del
    planeta», el agua del arroyo es el principal agente de renovación. Por
    el amor inmenso que hacia todo cambio sentimos, escuchamos con
    satisfacción el relato de las metamorfosis, sobre todo, aquellos de
    nosotros que son aún niños y que el conocimiento de las inflexibles
    leyes no turba todavía su ingenua credulidad. Leyendo las _Mil y una
    noches_, se complace nuestro espíritu viendo cómo los genios se
    convierten en vapor y los monstruos nacen de un reguero de sangre; nos
    gusta contemplar todos los objetos de la naturaleza, bajo los aspectos y
    formas que adquieren sucesivamente, lo mismo que en el aire caliente del
    desierto distinguimos tan pronto palacios con columnatas como ejércitos
    en marcha.

    En las fábulas de la antigüedad griega, en los mitos persas y en los
    viejos cantos indostanes, lo lo que más nos seduce son las
    transformaciones de la piedra y de la hierba, del animal, del hombre y
    del dios, símbolos primitivos del encadenamiento infinito de la vida en
    el universo. A la vista del niño, cualquier viejo tapiz se puebla de
    seres animados. ¡Con qué sencilla fe contempla sobre los viejos y
    apolillados lienzos la imagen de Syrinx extendiendo aún los brazos,
    cuando ya está convertida á medias en grupo de cañas, Procrios echando
    raíces para convertirse en álamo, ó la ninfa Byblis fundiéndose en
    llanto, para correr eternamente en forma de fuente!

    Pues bien; cambios parecidos á los que inventaron la imaginación de los
    pueblos en su infancia y la ficción de los poetas, no cesan de
    realizarse en el gran laboratorio de la naturaleza; sólo que se efectúan
    por un lento trabajo interior, por transición gradual de vida y de
    muerte entre todo lo que muere y lo que nace, y no por súbitos milagros.
    La gota de agua se cambia en célula de planta, esta se transforma en
    simiente, luego en pan y, en el cuerpo del hombre, en parte de vida.

    Parece á primera vista que el arroyo no pueda transformarse así en otras
    plantas que en las de sus orillas. Sin duda que la vegetación de los
    márgenes, aspirando la humedad por sus raíces y bebiendo abundante vapor
    por sus hojas, es bastante más viva y alegre; las parras salvajes, los
    álamos blancos y el temblón con sus hojas de plata constantemente
    estremecidas, se levantan hacia el espacio altos, derechos, hinchadas de
    jugo sus fibras y lisa su corteza, rompiéndose por el impulso de la
    savia que se desborda. Las hierbas, en apiñados y compactos grupos, y
    multitud de arbustos, llenan los intersticios entre los troncos; el más
    pequeño espacio vacío se puebla inmediatamente de plantas deseosas de
    aproximarse al arroyo bienhechor. Pero el agua realiza también su obra
    lejos de sus bordes. Hasta durante la sequía, extiende su vivificante
    frescura rezumando por las pedregosas y arenosas márgenes, y penetra en
    el subsuelo donde alimenta las raicillas de las plantas. Después de las
    lluvias, cuando se eleva el nivel del arroyo, la percolación subterránea
    se propaga y se extiende á lo lejos bajo las capas superficiales del
    suelo de los campos, y durante las grandes crecidas, las aguas
    desbordadas renuevan la tierra, la saturan de humedad y suministran así
    los elementos de vida á la multitud vegetal.

    El espectáculo de los campos inundados es triste ciertamente. Los cercos
    medio cubiertos determinan aún los límites bien conocidos que separan la
    propiedad; los árboles frutales, inclinados por la corriente, sumergen
    en el agua fangosa la extremidad de sus ramas; corrientes y remolinos
    socavan el suelo donde crecían hermosas cosechas. Hasta los bordes del
    lago temporal, todos los surcos abiertos por el arado, se convierten en
    otros tantos regueros, y los caballones dibujan en la corriente largas
    estelas paralelas.

    La inundación, que desvanece la esperanza del campesino, es una
    desgracia, y, sin embargo, en sus temidas aguas, lleva el arroyo un
    tesoro para años venideros. Al destruir las cosechas del año presente,
    deposita el aluvión fertilizante que alimentará las futuras
    fructificaciones. El suelo de la llanura, removido constantemente por el
    trabajo del labrador, se esterilizaría bien pronto si las rocas de la
    montaña, trituradas y tamizadas por la corriente, no se extendieran en
    capas renovadoras y fecundas sobre los campos de la ribera. Según nos
    enseñan los sondeos geológicos, la tierra vegetal y el subsuelo son
    capas de aluvión sucesivamente depositadas de siglo en siglo y
    arrastradas desde las estribaciones de las rocas. En el llano ninguna
    planta hubiera podido germinar si la montaña no se deshiciera sin cesar,
    y si el arroyo no bajara cada año estos residuos para suministrar un
    nuevo elemento á la vegetación de sus riberas. ¿Pero qué hacer para
    evitar que las aguas desbordadas devasten los cultivos y depositen al
    mismo tiempo el aluvión fertilizante? ¿Cómo regularizar las oscilaciones
    del nivel para aprovechar sus beneficios, sin tener que sufrir sus
    desbordamientos? Poco numerosos son los agricultores que han sabido
    resolver ya ese problema, hallando el medio de dominar al arroyo,
    dirigiéndolo á su gusto. Durante el verano la corriente no es más que un
    pequeño hilo líquido, y el campesino se queja; en otras épocas, en la
    primavera y el otoño, según los climas, el arroyo se sale de madre y el
    campesino se queja también.

    Por otra parte, se lamentará siempre, y con razón, hasta que sepa
    asociarse con su vecino para utilizar los recursos que ofrece el agua
    corriente. Actualmente la explotación de esas riquezas se hace con el
    mayor desorden y casi al azar, según el capricho de los propietarios
    ribereños, siendo el resultado de estos disparates, el desastre para
    todos, con muchísima frecuencia. Uno seca terrenos pantanosos,
    construyendo canales subterráneos que desembocan en el arroyo y aumentan
    su caudal; otro lo empobrece, al contrario, haciéndole sangrías á
    derecha é izquierda para regar sus campos; otro aun, rebaja su nivel
    medio limpiando el fondo, destruyendo las aristas de las piedras en las
    corrientes y cascadas, mientras que en otra parte, los industriales,
    elevan la superficie del arroyo, construyendo presas para llevar el agua
    á sus fábricas. Todo esto son fantasías contradictorias, avideces en
    conflicto, que pretenden todas, no obstante, determinar la marcha del
    arroyo. ¿Qué sería de un pobre árbol, á cuántas enfermedades monstruosas
    no se vería condenado, si, lozano y lleno de vida, fuera repartido entre
    varios propietarios, si numerosos dueños pudieran ejercer el derecho de
    uso y abuso, uno sobre sus raíces, otro sobre su tronco, sus ramas, sus
    hojas y sus flores? El arroyo, en conjunto, puede ser comparado con un
    organismo vivo como el de un árbol. También él, desde su nacimiento
    hasta su desembocadura, forma un todo armónico con sus manantiales, sus
    sinuosidades y las oscilaciones regulares de sus aguas, y es una
    desgracia pública el que la serie natural de sus fenómenos sea alterada
    por la explotación caprichosa de propietarios ignaros. Gracias á la
    ciencia y á los esfuerzos particulares, podemos desde hoy vislumbrar la
    época en que el arroyo será útil al interés común de los pueblos. Como
    riqueza perteneciente á todos, el trabajo asociado lo transformará en
    una verdadera arteria de vida para la producción agrícola.

    Los numerosos trabajos de canalización, presas y azudes ejecutados para
    el riego de los campos en muchas partes á orillas de los ríos, nos
    permiten imaginar cuál será el régimen de nuestro arroyo en un porvenir
    más ó menos lejano: con la previsión que nos da la ciencia, lo vemos ya
    desde hoy. Como en los tiempos antiguos, antes de la explotación del
    bosque, pinos y hayas entremezclados, volverán á crecer en las faldas de
    la montaña, de donde bajan las primeras aguas; las raíces que brotan, el
    musgo que las cubre, las hierbas que la rodean y que la cabra no vendrá
    á arrasar, contendrán en su caída las gotas de lluvia y los hilillos de
    nieve fundida. En vez de convertirse en corrientes de una hora, el agua
    se filtrará en el interior del suelo durante las lluvias, y descendiendo
    lentamente por los poros, reaparecerá en el lecho inferior del arroyo
    durante las épocas de sequía. El caudal medio de la corriente será más
    igual, y no pasará súbitamente de la sequía á la inundación. En los
    abruptos declives no se ahondarán repentinamente profundos barrancos, y
    las praderas del valle no desaparecerán bajo los amontonamientos de
    piedras y troncos arrastrados desde las laderas. Acequias abiertas en
    líneas paralelas sobre las redondeces, alternativamente salientes y
    entrantes de las curvas y promontorios, llevarán la vida y harán
    germinar las flores hasta en las áridas pendientes.

    Puede suceder que la acción reguladora de los bosques y el empleo de las
    aguas del torrente en el riego de las altas huertas, no fuera suficiente
    para prevenir las repentinas crecidas por lluvias torrenciales; pero hay
    otros recursos para evitar este peligro. El valle no es igualmente ancho
    en toda su longitud. En ciertos parajes, su fondo nivelado se extiende
    en forma de círculo ó de óvalo, donde antes hubo un antiguo lago,
    llenado gradualmente por sucesivas capas de aluvión; en otras partes,
    las alturas rocosas que se levantan á derecha é izquierda del arroyo, se
    aproximan unas á otras, y sólo están separadas por una estrecha fisura,
    por la cual se desliza el agua rugiendo. En este punto se encontraba
    antes el dique que contenía las olas del lago. Durante las grandes
    lluvias, esta muralla retenía las aguas crecientes, las obligaba á
    extenderse hacia arriba hasta los estribos de las colinas, y,
    lentamente, salvando la valla inferior, descendían por la llanura,
    saltando de cascada en cascada. La naturaleza, con su incesante trabajo,
    ha concluído por derribar esta presa; los troncos, arrastrados como
    palos de buque por la corriente, han conmovido las rocas; el agua se ha
    infiltrado por las hendiduras, y más ó menos pronto, el lago ha podido
    vaciarse, abriéndose paso por la brecha practicada entre las dos
    colinas. Pues bien; este lago puede crearlo el hombre nuevamente y
    determinar á su gusto la altura, la extensión y el contenido; puede
    levantar el dique calculando con precisión su fuerza para resistir la
    presión de las aguas en las grandes crecidas.

    Posesor de este lago artificial y de ese parapeto con sus esclusas
    movibles, el agricultor se convierte en director de las lluvias y
    sequías; impide á las aguas impetuosas correr en torrentes devastadores
    sobre los campos cultivados, prohibe al arroyo bajar en demasía su nivel
    durante la época de sequía, y le obliga á alimentar constantemente los
    canales de riego, llevando á los campos la frescura y la vida. El
    aluvión depositado en el fondo del lago, le servirá además para renovar
    el vigor de sus cultivos, y si quiere, encargará al arroyo el transporte
    de todos esos abonos al suelo que debe ser fecundado. Esperamos también,
    puesto que soñamos en el porvenir y hacia él se dirigen nuestras
    miradas, que los ingenieros encargados de la regularización del arroyo,
    sabrán hacer del gran depósito líquido de alimentación, no una charca
    vulgar con sus playas malsanas y aguas corrompidas, sino un lago puro y
    encantador, sembrado por grandes árboles y bordado de plantas acuáticas,
    para que el artista, lo mismo que el labrador, experimente un gran
    placer al contemplar las aguas cristalinas bajadas de la montaña.

    El verdadero peligro para el porvenir, es el que el agua, considerada
    con justicia por los campesinos como el más preciado de sus tesoros, sea
    utilizada hasta la última gota por los primeros en disfrutarla. En vez
    de amenazar los campos con sus crecidas, el arroyo, sangrado por
    innumerables arterias, puede quedarse seco, dejando en la pobreza á los
    ribereños de su curso interior. Tal es la desgracia que ocurre ya en
    algunas regiones del Mediodía, en la Provenza, en España, en Italia, en
    la India. A su salida de los montes, el susurrante arroyo parece que
    vaya á salvar de un sólo salto la distancia que le separa del mar; su
    espuma choca contra las piedras, corre precipitadamente por las
    pendientes y llena las depresiones profundas de un azul insondable. Como
    joven que entra en la vida sin desconfianzas, el arroyo encuentra
    delante el espacio inmenso y quiere aprovecharlo; pero, á derecha é
    izquierda, pérfidas presas y pequeñas esclusas, restan á su caudal
    porciones de agua que van á ramificarse á lo lejos por los jardines y
    las huertas. Empobrecido de azud en azud, el arroyo se convierte en
    pequeño torrente, sus aguas sin impulso se arrastran serpenteando por
    entre las piedras y luego desaparece bajo la arena, en la que el
    campesino practica hoyos para recoger las últimas gotas del precioso
    líquido. Al llegar á los primeros campos de la llanura, el alegre arroyo
    de los montes ha desaparecido por completo.

    Sin embargo, desapareciendo de su cauce el agua corriente y dividida en
    pequeñas arterias sin nombre, no cesa un instante de trabajar. Reducida
    á hilitos bastante pequeños para ser bebidos á su paso por las raicillas
    de las plantas, entra más fácilmente en el torrente de la circulación
    vegetal para cambiarse en savia, luego en madera, en hojas y en flores,
    y esparcirse de nuevo por la atmósfera mezclándose con los perfumes de
    las corolas. En el llano, transformado en inmenso cultivo, no se ve agua
    en parte alguna y, no obstante, ella es quien da á la tierra la frescura
    y fecundidad; la que puebla los jardines de flores, arbustos y follaje;
    la que multiplica las ramas dando así á las umbrosas avenidas el
    profundo misterio que nos encanta. Bajo otra forma, es también el agua
    la que nos rodea y nos hechiza. A veces oímos á nuestros pies un
    murmullo argentino como ruido de perlas rodando por el suelo; es la voz
    del agua que corre por un canal subterráneo, y cuyos fugitivos reflejos
    nos aparecen vagamente á través de los intersticios de las losas. Cerca
    de una casita, oculta bajo la verdura, un pequeño chorro de agua se
    lanza al vacío descubriendo una curva que el viento ondula, y las
    gotitas de niebla irisada caen á lo lejos sobre las flores como rocío de
    diamantes.

    CAPÍTULO XVI

    #El molino y la fábrica#

    El valiente arroyo no se limita sólo á fertilizar nuestras tierras; sabe
    también trabajar de otro modo cuando no se le emplea completamente en el
    riego de los campos. Es un gran factor en nuestras empresas
    industriales. Mientras su aluvión y sus aguas se transforman cada año en
    trigo por la maravillosa química del suelo, su corriente sirve para
    convertir el grano en harina, lo mismo que podría amasar esta misma
    harina para convertirla en pan si quisiéramos confiarle este trabajo. Si
    su masa líquida es suficiente, el arroyo sustituye con su fuerza la de
    los brazos humanos para realizar todo lo que en otros tiempos hacían los
    esclavos ó las mujeres siervas de su brutal marido: monda el trigo,
    muele los minerales, tritura la cal convirtiéndola en mortero, prepara
    el cáñamo y teje telas. Por eso el humilde molino, aun cuando su base
    esté carcomida y sus paredes pobladas de plantas parásitas, me inspira
    veneración; gracias á él, millones de seres humanos no están ya tratados
    como bestias de carga; han podido erguir la cabeza y ganar en dignidad
    al mismo tiempo que en felicidad.

    ¡Qué recuerdo más encantador conservamos del pequeño molino de nuestra
    aldea! Estaba medio oculto, y tal vez lo esté todavía, en un nido de
    grandes árboles, álamos, chopos, nogales y sauces; á lo lejos se oía su
    tic-tac, pero sin ver la casa, oculta por la vegetación. Sólo en
    invierno, las paredes sucias y agrietadas se veían por entre las ramas
    desprovistas de hoja; pero en cualquiera otra época del año, para ver el
    molino, había que penetrar en la plazoleta que se extendía ante su
    puerta, espantar el grupo de ocas y despertar de su cuchitril al perro
    guardián, siempre gruñendo. No obstante, protegidos por el niño de la
    casa, compañero nuestro de colegio y de juego, nos atrevíamos á llegar
    cerca del leal Cerbero y hasta aproximar nuestra mano á su terrible
    boca, acariciándole dulcemente la cabeza. El monstruo se dignaba al fin
    reconocernos y meneaba su rabo con benevolencia en señal de
    hospitalidad.

    Nuestro sitio predilecto era una pequeña isla en la cual podíamos
    entrar, bien pasando por el molino, construído transversalmente sobre el
    arroyo, ó resbalándonos á lo largo de una estrecha cornisa construida en
    forma de acera en el exterior de la casa; allí estaban las palas y
    adonde el molinero iba á regularizar la marcha del agua. Nuestro camino
    preferido era este. En unos cuantos saltos llegábamos á nuestro islote,
    instalándonos bajo la sombra de un gigantesco nogal can su corteza lisa
    por los frecuentes escalos. Desde allí, los árboles, el arroyo, las
    cascadas y las viejas paredes, se presentaban á nuestra vista en su
    aspecto más encantador. Cerca de nosotros, en el gran brazo del arroyo,
    un dique formado por fuertes maderos contenía la corriente; una cascada
    caía por encima del obstáculo y la espuma iba á chocar contra las pilas
    de un puente con sus grietas pobladas de verdura. Al otro lado, el viejo
    molino llenaba todo el espacio desde los árboles de la orilla hasta los
    del islote. Del fondo de una sombría arcada, practicada bajo las
    murallas, el agua agitada salía como arrojada por un monstruo, y en la
    negra profundidad del antro abierto distinguíamos vagamente pilotajes
    musgosos, ruedas medio dislocadas que daban vueltas torpemente como ala
    rota de gigantesco pájaro, y palas que se sumergían en el torbellino
    produciendo cada una su pequeña cascadita. Alrededor de la arcada,
    espesa hiedra tapizaba las paredes y, trepando hasta el tejado, enlazaba
    las vigas con su cordaje nudoso y se estremecía alegremente por encima
    de las tejas.

    En el interior de la casa ¡cuán extraño nos parecía todo, desde el asno
    filósofo doblándose bajo el peso de los sacos que descargaban cerca de
    las muelas, hasta el molinero mismo con su larga blusa siempre blanca
    por la harina! En toda la casa ni un sólo objeto dejaba de agitarse
    convulsivamente ó vibrar por la trepidación de la invisible cascada que
    rugía bajo nuestros pies. Las paredes, los tabiques, el techo, todo
    temblaba incesantemente por las sacudidas de la fuerza oculta. En un
    rincón del molino, el árbol motor rodaba y rodaba como el genio del
    caserón; ruedas dentadas, correas tendidas de uno á otro extremo del
    local, transmitían el movimiento á las rechinantes muelas, á la tolva
    oscilante, con ruido seco, á una porción de artefactos de madera ó
    metal, que cantaban, crugían ó gritaban en hermoso concierto. La harina,
    que salía como humo de los granos molidos, flotaba en el aire de la
    casa, blanqueando todos los objetos con su fino polvillo; las telarañas
    colgadas en las vigas del techo estaban rotas por el peso que las
    cargaba y se balanceaban como blancos cordajes; las huellas de nuestros
    pasos se marcaban en negro sobre el piso.

    En el inmenso estruendo que producían todos aquellos engranajes, muelas,
    aparatos, y hasta las paredes mismas, apenas se podía oir mi propia voz
    por más que ni siquiera osaba hablar, preguntándome si el habitante de
    este extraño caserón no sería brujo ó hechicero. Su hijo, mi compañero
    de colegio, me parecía menos temible, y en ciertas ocasiones no tenía
    miedo de ir con él á todas partes; sin embargo, no podía remediar el
    error de ver en mi simpático amiguito un sér misterioso, con cierto
    dominio sobre las fuerzas de la naturaleza. Conocía todos los secretos
    del fondo del agua; nos decía el nombre de hierbas y peces; podía
    distinguir en la arena ó el cieno movimientos imperceptibles á nuestras
    miradas y revelarnos dramas íntimos sólo por él visibles. Sus compañeros
    le creíamos anfibio, no defendiéndose apenas de nuestras acusaciones.
    Habíase paseado por el cauce del arroyo hasta en los sitios más
    profundos y medía con exactitud extraña los remolinos que nuestras
    perchas no alcanzaban á sondear. Conocía también la fuerza de la
    corriente en todos los puntos contra la cual había luchado nadando ó con
    los remos; más de una vez había estado próximo á ser arrastrado por las
    ruedas y triturado entre los engranajes; pero familiarizado con el
    peligro, lo desafiaba resueltamente, contando con su fuerza y con una
    cuerda que le arrojarían en último caso. Uno de sus hermanos, menos
    afortunado, halló la muerte en una concavidad de la roca, á donde le
    arrastró un remolino. Nosotros mirábamos asustados el paraje siniestro
    al que el padre, lleno de un horror sagrado, había hecho arrojar piedra
    y tierra.

    El misterio que para nosotros rodeaba al viejo molino, no envolvía á la
    gigantesca fábrica, situada bastante más abajo, en la llanura, donde el
    arroyo ha recibido ya á todos sus afluentes. La fábrica, desde luego, es
    una enorme construcción que, lejos de estar rodeada de árboles, se
    levanta en medio de un espacio desnudo casi á la altura de las colinas
    cercanas. Al lado del edificio, una chimenea parecida á un obelisco, se
    eleva á más de diez metros sobre el edificio y parece aún prolongarse
    hacia el cielo por las negras columnas de humo que de ella salen.
    Durante el día, sus paredes enjalbegadas la destacan en blanco del fondo
    verde de la huerta que le rodea; por las tardes, en cuanto el sol se
    pone, centenares de cristales se alumbran en su fachada; ya de noche,
    las luces del interior irradian su luz por las ventanas, y, como la de
    un faro, brillan á diez leguas de distancia.

    Tanto en el interior como en el exterior, la fábrica no presenta más que
    ángulos rectos y líneas geométricas. Sus grandes salas llenas de la luz
    que entra á raudales por las ventanas, tienen no obstante algo de
    terrible en su aspecto. Pilares de hierro se levantan á distancias
    iguales, sosteniendo el techo; máquinas, también de hierro, hacen dar
    vueltas á sus ruedas con movimientos regulares, lo mismo que sus bielas
    y curvos brazos; dientes de acero cogen la materia que se les echa para
    dividir, triturar, moler ó amasarla de nuevo, y la convierten en pasta,
    en hilos ó en nube apenas perceptible, según lo exige la voluntad del
    dueño. De todos esos monstruos de metal, el hombre ha hecho sus
    esclavos; los hace producir la labor para que fueron creados y los
    detiene en su furioso triturar cuando ha concluído la tarea; sin
    embargo, tiembla ante esa fuerza brutal que ha dominado. Que olvide el
    desgraciado obrero por un sólo instante poner en armonía su propio
    trabajo con el de la formidable máquina, que bajo la impresión de una
    idea, de un sentimiento, se detenga en sus movimientos rítmicos, y tal
    vez el poderoso mecanismo lo descuartice lanzándolo contra la pared,
    convertido en masa sangrienta. Las ruedas dan vueltas con movimiento
    uniforme, lo mismo si aplastan á un obrero que si tuercen un hilo apenas
    visible. De lejos, cuando nos paseamos por las colinas, oímos el
    terrible gemido de la máquina que hace vibrar á su alrededor la
    atmósfera y la tierra.

    Esta fuerza disciplinada y, no obstante, temible, con sus engranajes y
    brazos de hierro, no es otra cosa que la fuerza del arroyo transformada
    en energía mecánica. El agua, que en otro tiempo no realizaba más
    trabajo que derribar sus márgenes para establecer otros y ahondar unas
    partes de su lecho para elevar otras, es ahora el auxiliar directo del
    hombre para tejer ropas y moler granos. Guiado por el ingeniero, el
    movimiento torpe del agua sigue la dirección que se le traza, y se la ha
    distribuído por las más finas pinzas y delicadas brochas, igual que por
    los más fuertes engranajes de la poderosa máquina. Su impulso indirecto
    rompe y tritura cuanto ponen bajo el martillo-pilón y estira los metales
    pasados por el laminador; pero sabe también elegir y juntar los hilos
    casi imperceptibles, amalgamar los colores, afelpar las telas y realizar
    á la vez los más diversos trabajos, los que ni siquiera podía soñar un
    Hércules, y los que no podrían realizar los hábiles dedos de un Aracneo.
    Dando su fuerza á la máquina, el arroyo se ha convertido en un
    gigantesco esclavo, reemplazando él solo á los millares de prisioneros
    de guerra y la servidumbre de mujeres que llenaban los palacios de los
    reyes; toda la labor de estos tristes animales encadenados, sabe el
    torrente hacerla mejor que jamás fué hecha, ¡y cuántas otras cosas haría
    además! Bien utilizada, una catarata como la del Niágara animaría las
    máquinas suficientes para realizar todo el trabajo de una nación.

    Incalculables son las riquezas con que la fábrica ha enriquecido á la
    humanidad, y estas aumentan cada año, gracias á la fuerza que se sabe
    sacar de los combustibles, y gracias también al empleo más sabio y
    general que se da á las aguas corrientes que ruedan por el inclinado
    cauce del arroyo. Y, sin embargo, esos productos tan numerosos que salen
    de las fábricas para enriquecer á la humanidad entera, é iniciar de
    cambio en cambio á los más lejanos pueblos en una civilización superior,
    no alcanzan á todos los hombres, dejando en la más negra miseria á los
    que los producen. No lejos de la majestuosa fábrica, cuyos monstruos de
    hierro han costado tanto; no lejos de esa magnífica residencia señorial,
    rodeada de hermosos árboles exóticos, importados con grandes gastos del
    Himalaya, del Japón y de California, pequeñitas casas de ladrillo,
    ennegrecido por la hulla, se alínean en medio de un espacio lleno de
    amontonamientos antiestéticos y de charcas de agua fétida. En esas
    humildes habitaciones, menos repugnantes, es cierto, que los tugurios de
    los siervos dominados por el castillo del señor feudal, las familias se
    reúnen raramente alrededor de la misma mesa; unas veces el padre, otras
    la madre ó los hijos, llamados por la inexorable campana de la fábrica,
    deben alejarse del hogar y sucederse al servicio de las máquinas, que
    trabajan sin tregua ni descanso, lo mismo que la corriente del arroyo
    que las pone en movimiento. Con frecuencia, la honrada casita se
    encuentra completamente vacía, á menos que en cualquier rincón no quede
    algún niño de teta, reclamando inútilmente la presencia de su madre con
    llantos desesperados ó enternecedores suspiros. La pobre criatura,
    envuelta en húmedos pañales, crece raquítica á causa de la falta de aire
    ó de cuidados, y tarde ó temprano será roída por el escrofulismo á menos
    que una enfermedad cualquiera, tisis, sarampión ó cólera no se la lleve
    en sus primeros años.

    Por esta razón no todo es alegría y felicidad en las orillas del
    encantador arroyo, donde la vida parece ser tan agradable, donde parece
    natural que todos se amen y gocen de la existencia. También allí la
    guerra social produce sus estragos; también allí los hombres aparecen
    envueltos en ese torbellino de «la lucha por la existencia.» Lo mismo
    que en la gota de agua las mónadas y los vibriones procuran arrancarse
    la presa unos á otros, igual sobre las márgenes cada planta busca quitar
    á la vecina su parte de sombra y humedad. En el arroyo el sollo se
    arroja sobre la espínola, y ésta á su vez sobre el gubio: todo animal
    es para otro un cebo, un plato ya servido. Entre los hombres, la lucha
    no ofrece ese aspecto de tranquila ferocidad, pero nos miramos unos á
    otros con rencor y odio, envidiosos del manjar que nuestro hermano se
    lleva á la boca, al cual no todos tenemos derecho, según parece. Los
    espectros del hambre y la miseria se levantan tras nosotros, y para
    evitar que nosotros y nuestras familias seamos presas de sus terribles
    garras, corremos todos tras la fortuna, aunque la hayamos de conquistar,
    directa ó indirectamente, en detrimento de nuestros semejantes. Sin duda
    esto nos entristece á muchos, pero movidos por el engranaje, igual que
    el martillo-pilón que se levanta y aplasta, aplastamos también nosotros
    sin querer hacer daño.

    ¿Tendrá fin esta lucha feroz, por la existencia entre los hombres
    nacidos para amarnos? ¿Seremos siempre enemigos unos de otros? Los ricos
    ¿se abrogarán eternamente el derecho de despreciar á los pobres, y éstos
    á su vez, condenados á la miseria, no cesarán de contestar al desprecio
    con el odio y á la opresión con el furor? No; no será siempre así.

    En su amor á la justicia, la humanidad, que cambia incesantemente, ha
    empezado ya su evolución hacia un nuevo orden de cosas. Estudiando con
    calma la marcha de la historia, vemos al ideal de cada siglo convertirse
    en la realidad del siglo siguiente, vemos el ensueño del utopista
    adquirir forma precisa, para hacerse necesidad social en la voluntad de
    todos.

    Con la imaginación podemos ya contemplar la fábrica y los campos que la
    circundan tal cual el porvenir los habrá cambiado. El parque se ha
    ensanchado; actualmente comprende la llanura entera; grandes columnatas
    se levantan sobre la verdura, chorros de agua caen por encima de los
    macizos de flores, y alegres niños corren por sus avenidas. La fábrica
    está allí todavía; ahora más que nunca se ha convertido en un gran
    laboratorio de riquezas, pero estos tesoros no se dividen ya en dos
    partes, de las cuales una pertenece á uno solo, siendo la otra, la de
    los obreros, una miserable limosna; definitivamente pertenece á todos
    los trabajadores asociados. Gracias á la ciencia que les hace utilizar
    mejor el poder de la corriente y otras fuerzas de la naturaleza, los
    obreros no son los esclavos desgraciados de la máquina de hierro;
    después del trabajo del día, gozan del reposo y de la fiesta, las
    alegrías de la familia, las lecciones del anfiteatro, las emociones de
    la escena. Son iguales y libres, son dueños de sí mismos y se miran
    frente á frente con la cabeza erguida, porque ninguno lleva en su cara
    impreso el estigma de la esclavitud. Tal es el cuadro que podemos
    contemplar anticipadamente parándonos por la tarde cerca del arroyo
    querido, cuando el sol poniente se rodea de un círculo de oro con las
    volutas de vapor que se escapan de la fábrica. Esto no es aún más que
    un espejismo, pero si la justicia no es una palabra vana, este
    espejismo nos refleja ya la ciudad lejana, medio oculta detrás del
    horizonte.

    CAPÍTULO XVII

    #La navegación y la armadía#

    Al través de los siglos, los progresos materiales de la humanidad pueden
    medirse por los distintos servicios que el arroyo ha prestado.
    Actualmente, el impulso de su corriente se transforma en fuerza viva
    para moler el trigo, tejer telas y producir un sinnúmero de
    transformaciones en la primera materia. Sus aguas y aluviones se cambian
    en savia y tejidos vegetales en los prados y alamedas; en la agricultura
    y la industria es nuestro gran auxiliar.

    En otro tiempo no sucedía así. El bosque sin límites cubría los montes y
    llanuras; las sendas que serpenteaban entre los árboles eran muy raras y
    mal trazadas, obstruídas por hierbas y maleza; por eso, los salvajes
    utilizaban la superficie del arroyo para ascender ó descender por su
    cauce sobre el tronco de árbol vaciado que les servía de embarcación.

    En nuestros días, gracias á las carreteras, caminos y sendas que
    atraviesan nuestras campiñas en todas direcciones, la navegación seria
    sobre el arroyo es cosa casi desconocida; sólo se boga ya por el placer
    de remar y sentirse balanceado muellemente por las rizadas ondas. Para
    el hombre es este uno de los más agradables recreos físicos que pueda
    proporcionarse. No nos es posible tener un ensueño de felicidad, sin
    imaginarnos inmediatamente que flotamos con seres queridos en una barca
    que surca las aguas impelida por remos que se sumergen acompasadamente.
    Hasta cuando estamos solos, es una voluptuosidad real poder animar con
    los brazos uno de esos barquitos afilados que cortan el agua con
    agilidad de pez. Se cambia de punto á capricho; tan pronto nos acercamos
    á una cascada, como descansamos en un charco tranquilo; aquí nos rozamos
    con el césped de la orilla, allá con el tronco de un sauce; se pasa de
    la obscura avenida, negra de sombra, á la superficie salpicada de luces
    que cae como lluvia á través del follaje. Y además, ¿no se forma un
    mismo cuerpo con la barquilla, especie de extraño animal á la vez hombre
    y delfín? Con sus largos remos, parecidos á poderosas aletas, se
    producen remolinos en cada lado de la barca y se hace caer como lluvia
    de perlas las gotas sobre la superficie del agua; á voluntad se abre el
    líquido en surcos espumosos, y detrás se deja una larga estela donde
    vibra la luz serpenteando.

    Desgraciadamente, sobre el arroyo las embarcaciones no se ven con
    frecuencia. Apenas si barquichuelos de uno ó dos remos se reflejan en
    los remansos donde las aguas se acumulan antes de caer sobre las ruedas
    de la fábrica y poner en movimiento muelas y engranajes. A veces suele
    verse algún viejo barquillo atado con una cadenita á una rama
    cualquiera, ó á una estaca clavada en la orilla; casi siempre está medio
    sumergido en el agua; indudablemente en otro tiempo sirvió á algún
    pescador, pero ahora sus tablas están desunidas, el agua penetra por
    todas partes y los únicos navegantes que se aventuran á utilizarla son
    los malos estudiantes en los días que hacen _novillos_; poniendo cada
    uno de los pies sobre una de las bordas, adelantan con precaución para
    mantener el equilibrio; luego, apoyándose en el bichero, empujan la casi
    deshecha embarcación al medio de la corriente, y, de un salto vigoroso,
    alcanzan la opuesta orilla; á veces se quedan cortos y caen sobre el
    barro, pero la travesía, bien ó mal, se ha realizado y se marchan
    alegres á continuar sus proezas por el monte. A todo esto se reduce para
    los niños la navegación por el arroyo. No obstante, cuando llega la
    primavera, se entretienen construyendo pequeños navíos vaciando un
    pedazo de corcho donde plantan un palito cualquiera ó á veces el
    portaplumas, adornado en su extremidad con una bandera roja ó azul;
    luego, con gritos de alegría, lo arrojan al agua, dándole por toda
    tripulación algún insecto, esclavo de los terribles calafates.

    Perfectamente inútil para el transporte de viajeros, el arroyo es casi
    innecesario para la navegación. Los bosques de la llanura han
    desaparecido, reemplazados por los prados, los campos y los pueblos y
    para los árboles cortados sobre las colinas, los caminos han facilitado
    medios de transportes menos caprichosos que la corriente del arroyo.
    Para imaginarnos el aspecto de nuestra corriente de agua y los servicios
    para que la utilizaron nuestros antepasados en los tiempos de la
    barbarie primitiva, nos es preciso atravesar el Océano y desembarcar
    cerca de las costas del mar de las Antillas, en uno de esos bosques de
    Honduras, del Yucatán y el Mosquitos, donde los caribes y los zambos
    cortan la acacia, el cedro y el campeche. El arroyo no es más que una
    larga calle abierta en el espesor del bosque; la superficie líquida,
    sombreada por las bóvedas de árboles, está unida como un cristal; solo
    los oblicuos rayos de luz que en algunos puntos agujerean la espesa
    enramada, hacen brillar como pepitas de oro los más pequeños insectos y
    hasta el polen de las plantas; las lianas que se mojan en el agua la
    rayan con pequeñitos surcos negros donde vacila un instante la imagen de
    las ramas. Repentinamente, en una vuelta aparecen algunos hombres
    sentados en un tronco vaciado y seguidos de un gran haz de troncos,
    medio sumergidos en el agua: es la armadía de acacia que resbala
    silenciosa por la superficie del arroyo. La tripulación no tiene que
    hacer más que dejar á la deriva el montón que le sigue, acompañando con
    su cantinela la cadencia de los remos. Si algún obstáculo se presenta,
    si los troncos se detienen sobre un banco de arena ó una roca oculta,
    los atletas caribes, de músculos poderosos y ancho tórax de bronce,
    ponen bien pronto á flote el convoy entero, y cuando llegan á la playa
    donde los esperan grandes navíos, un fuerte movimiento con el palo que
    les sirve de remo basta para abordar.

    ¡Cuan hermosos resultan, esos hombres de la naturaleza, cuando á la
    desembocadura de los ríos, y más heroicos aun en plena mar, se aventuran
    en su débil esquife sobre las grandes olas, donde tan pronto parecen
    sepultados bajo las aguas como reaparecen rodeados de espuma! ¡Y cuán
    abnegados y honrados son estos buenos bárbaros, y qué profunda y grata
    impresión dejan en el cansado viajero que ha recibido una sola vez
    hospitalidad en su cabaña! La historia de su raza es la de las grandes
    degollaciones de su país; en sus antepasados, tal vez no haya uno
    durante tres siglos después de la conquista de las Antillas, que no haya
    sido brutalmente degollado por algún _civilizador_; sin embargo, no
    conservan ningún rencor, y su honrada bondad se armoniza con su límpido
    cielo, sus tierras tan fecundas, y sus arroyos con inmarcesibles y
    encantadoras riberas.

    El trabajo de nuestros madereros de Europa es mucho más penoso. La tala
    gradual de los bosques de la llanura les ha obligado á continuar su
    industria en los accidentados desfiladeros de las sierras. En vez de
    dejarse mecer dulcemente por el curso tranquilo de una corriente
    sinuosa, es preciso disciplinar el salvaje torrente, refrenar ese
    monstruo furioso deteniéndolo unas veces y activando su corriente otras.
    El peligro les amenaza á cada instante, y si muchas veces salvan su
    vida, no es más que por la fuerza, la agilidad y un continuo heroísmo.
    El paraje mismo donde trabajan, tiene en sí algo de terrible; no durante
    el verano, cuyo ardiente sol dora las hojas de los árboles y hace
    sonreir hasta el horror de los precipicios, pero en el otoño, cuando las
    nubes pasan corriendo por encima de los sombríos barrancos y dejan en
    las cimas de los montes sus jirones como gigantescos lienzos rotos, y el
    viento, ya helado, penetra con estruendo en los estrechos valles,
    produciendo un prolongado ruido de trueno que repercute á lo lejos.

    Luego, la nieve se extiende sobre las alturas, y, con frecuencia, la
    niebla que sube por la pendiente del monte, deja tras sí un triple
    fenómeno de tristeza; en lo más alto ha teñido de blanco el obscuro
    bosque; más abajo, un color gris de agua y de nieve, y en las gargantas
    de la sierra lluvia fría y abundante. No obstante, en la glacial
    atmósfera los cortadores de madera sudan á chorros porque manejan el
    hacha y cada golpe descargado sobre el tronco del árbol, pone en
    movimiento todos sus músculos. En lucha con el enorme pino, que desde
    muchos siglos vivía libremente en las faldas del monte, se sienten poco
    á poco poseídos de ese furor que se apodera siempre de los hombres
    consagrados á destruir otras existencias. Como el cazador persiguiendo
    su presa, como el soldado dedicado á matar á sus semejantes, el cortador
    de árboles enloquece en su obra de destrucción porque siente tener ante
    sí á un sér vivo. El tronco gime por la mordedura del acero, y su
    lamento se repite de árbol en árbol por todo el bosque, como si
    participaran de su dolor y comprendieran que el hacha se volverá contra
    ellos también.

    Por fin, el pino cae pesadamente sobre el suelo, rompiendo en su caída
    las ramas de los árboles vecinos. Los leñadores rodean al coloso caído;
    cortan las ramas y las extremidades flexibles, y luego, cuando está
    limpio el tronco, lo arrastran por las vertientes que rayan los flancos
    del monte y por las cuales corren las piedras desprendidas y las nieves
    fundidas en la altura. Cientos y á veces miles de palos se aproximan
    sucesivamente cerca del precipicio con objeto de que un simple empujón
    baste para lanzarlos rodando por la pendiente.

    Cuando todos los preparativos están terminados empieza el arrastre: los
    troncos se ponen en movimiento por el plano inclinado; al principio
    lentos y luego, con velocidad creciente, terminan su carrera en rapidez
    vertiginosa, y, embadurnados de barro y despojados de su corteza,
    arrastran en la caída tempestades de piedra para ir á parar al lago de
    agua que se ha formado por un azud, al pie mismo de la pendiente.
    Generalmente, los árboles caen así, sin detenerse, pero á veces la
    extremidad saliente de una roca ó una punta de palo clavado en el suelo,
    contiene la avalancha en su descenso; entonces es preciso que un hombre
    baje y, con exposición de su vida, pone en movimiento nuevamente los
    troncos detenidos.

    Por fin, todos los maderos, más ó menos enteros, se reúnen en el lago
    artificial; amontonados unos sobre otros, se mueven débilmente por la
    presión del agua. Como animales cansados que el pastor acaba de encerrar
    en el parque, descansan los troncos, esperando el momento de ponerse en
    marcha. Nada más extraño durante la noche que ver el espectáculo de esos
    grandes monstruos tendidos y reflejando luz por los rayos de la luna.

    Una mañana, todos los maderos bajados del monte, se han agrupado sobre
    la piedra del desfiladero, al lado de la barricada que contiene las
    aguas del lago, y sobre la cual cae el agua sobrante en débil cascada.
    Los troncos de pino, los pies derechos y contrafuertes que sostienen
    sólidamente el dique, se retiran con cuidado; luego, á una señal, la
    traviesa que servía de cerrojo á la enorme puerta, es precipitada al
    fondo, la compuerta se levanta y la masa impetuosa del agua corre con
    furor hacia la salida que le acaban de abrir. Levantada del centro para
    salir por el orificio en columna poderosa, se precipita en cataratas
    para convertir en río tumultuoso el tranquilo arroyo que corría sin
    ruido por las profundidades del desfiladero. Pero el nuevo río no corre
    solo; arrastra con él toda la madera amontonada en el depósito lacustre.
    Los troncos se dirigen hacia la salida como enormes reptiles; se chocan,
    ruedan y saltan; luego, inclinándose por la cascada, se juntan y dan
    vueltas, enseñando á través de la espuma las rojas manchas del hacha, y
    desaparecen un instante en el abismo para surgir más lejos en el hervor
    del agua, y resbalarse oscilando sobre la corriente rápida. Así se
    suceden en una serie de inmersiones los troncos que no ha mucho se
    balanceaban en el bosque, produciendo murmullos que eran la voz del
    monte. Todos los ruidos aislados se pierden en el estruendo de ese lago
    y esa selva que desaparecen juntos por el sonoro valle.

    Lanzados por la fuerza de proyección del gran depósito, los troncos
    corren precipitadamente unos tras otros, y detrás de ellos, por el
    pedregoso camino que baja serpenteando por la ladera, corren los
    leñadores. Marinos á su modo, tienen que dirigir la navegación de la
    flotilla de madera. Al principio les basta con seguir á lo largo del
    torrente, pero muy pronto es necesario que intervengan directamente, y
    entonces los intrépidos compañeros necesitan todo el vigor de sus agudos
    ganchos, toda la agilidad de sus brazos, toda la habilidad de su mirada
    y toda la energía de su voluntad. Si un palo se detiene dando vueltas
    en un remolino, un leñador lo ha de sacar de la atracción del
    torbellino; armado de su bichero salta de saliente en saliente hasta
    llegar al margen del agua con grave peligro de caer en el círculo
    líquido; se deja entonces caer hasta cerca del agua, casi suspendido de
    una fuerte raíz, y con su gancho, empuja al tronco hacia el hilo de la
    corriente haciéndole salir del círculo fatal. Más lejos, otro tronco ha
    sido cogido entre el promontorio y una anfractuosidad de la piedra, y,
    aunque vibrando por la presión del agua, no puede continuar su camino.
    El leñador tiene que penetrar en el arroyo con agua hasta la cintura y
    coger por una extremidad la viga para lanzarla al medio del arroyo. En
    otra parte, un tronco se ha atravesado en el cauce, deteniendo como un
    dique todas las maderas que bajan. Se forma una presa, presa irregular y
    graciosa que aumenta sin cesar con todos los troncos que arrastra la
    corriente. Allí es donde los conductores del convoy tienen que desafiar
    la muerte cara á cara. Las aguas, detenidas por la barrera, aumentando
    su nivel y salvando los obstáculos, se desbordan en cascadas; el
    torrente, fuera de su curso normal, se lanza en repentinos y gigantescos
    borbotones; los monstruos se agitan convulsivamente haciendo temblar y
    gemir su madera. A este caos movible tiene que atacar con denuedo el
    conductor de la armadía. Los valientes leñadores se han de lanzar sobre
    ese andamiaje engañador que tiembla bajo sus pies; uno á uno tienen que
    arrancar todos los troncos superiores y hacerlos rodar por encima del
    dique á la parte libre del arroyo, pero bien un palo medio libre se
    levanta de improviso, ó un pie resbala sobre la madera lisa y mojada, ó
    un salto de agua, un remolino repentinamente formado viene á chocar
    contra la madera donde él flota, ó un palo caído en la corriente salta
    hacia los leñadores, y algunos de ellos, lívidos y sangrientos, flotarán
    también en compañía de los muertos pinos, por el río abajo; los que á
    fuerza de energía, destreza y suerte, escapan de todos esos peligros,
    los que desde el bosque á la serrería saben conducir la flotilla de
    pinos sin tener ninguna desgracia, tienen motivos para creerse
    afortunados; pero que esperen semanas y meses porque el cortejo de las
    enfermedades les sigue con paso incierto.

    Algunas veces sucede que son vanos todos sus esfuerzos para conducir los
    pinos á la serrería que los ha de cortar; el agua falta en el arroyo, y
    contra todo el ingenio y la fuerza de los trabajadores, no pueden
    conseguir que floten las pesadas masas que se detienen en todas partes,
    sobre los bancos de arena, sobre las piedras del fondo y sobre las
    puntas de las rocas. Tienen que esperar la crecida que ponga en
    movimiento los troncos atascados; pero entonces, éstos, arrastrados
    demasiado pronto y demasiado rápidos, suelen salvar las márgenes y se
    van á lo lejos á correr mundo, á pesar de los obreros que los miran
    codiciosos al pasar. En las desembocaduras de los ríos que bajan de los
    Apeninos al Mediterráneo, multitud de pinos, sorprendidos de repente por
    la inundación, van á perderse en el mar y convertirse en islas flotantes
    que los marinos extranjeros toman por escollos. Los barqueros que se
    lanzan en busca de los troncos extraviados, van á pescarlos como
    cachalotes, y los conducen atados á la popa de sus barcas.

    Más ó menos pronto, esta industria de armadía, actualmente relegada á
    los más lejanos é inaccesibles montes, dejará de existir. Las carreteras
    y caminos de fácil tránsito, van subiendo desde los valles hacia los mas
    inaccesibles promontorios, y llegarán á sitios los más elevados de los
    montes; los caminos de hierro y todas las poderosas máquinas inventadas,
    vienen á ponerse también al lado del leñador para facilitarle su tarea;
    los bosques combatidos por los agricultores, se baten en retirada hacia
    las altas cimas, y allí donde se mantengan, donde conquisten extensión,
    tomarán un aspecto nuevo, porque los árboles en vez de crecer en
    libertad, se plantan en todas partes á distancias regulares y crecen
    bajo la vigilancia de guardabosques que los cortan antes de la edad.

    Nuestros descendientes no conocerán más que por tradición la flota de
    armadías, rudo empleo de la navegación, que sin duda inspiró á los
    salvajes ascendientes de Cook y de Bougainville la idea de aventurarse
    sobre las olas del océano. Disciplinadas en lo sucesivo las aguas del
    arroyo, ni siquiera nos servirán para transportar á nuestras
    poblaciones astillas y leña para el fuego.

    CAPÍTULO XVIII

    #El agua de la ciudad#

    En nuestros países de la Europa civilizada, donde el hombre interviene
    por todas partes para modificar la naturaleza á su gusto, el arroyo cesa
    de ser libre y se convierte en cosa de los habitantes de sus riberas. Lo
    utilizan, según les conviene, para regar las tierras ó para moler el
    trigo. Pero, frecuentemente, no saben utilizarlo con inteligencia y lo
    aprisionan entre murallas mal construídas que la corriente derriba;
    conducen el agua hacia hondonadas donde se estaciona en charcas
    pestilentes; las llenan de basura que debiera servir de abono á sus
    campos y transforman el alegre arroyo en lugar inmundo.

    A medida que se va acercando á la gran ciudad industrial, el arroyo se
    llena de impurezas. Las aguas de las casas inmediatas se mezclan á su
    curso; viscosidades de todos los colores alteran su transparencia,
    repugnantes haces llenan sus orillas cenagosas y cuando el sol las seca
    un olor fétido se esparce por la atmósfera. Por fin, el arroyo,
    convertido en cloaca, entra en la ciudad, donde su primer afluente es
    una repugnante alcantarilla, con su enorme boca ovalada, cerrada con
    barrotes de hierro. Casi sin corriente, por la escasa inclinación del
    suelo, la masa fangosa corre lentamente por entre dos líneas de casas
    con sus paredes cubiertas de algas verdosas, su maderamen roído por la
    humedad y sus enlucidos cayéndose á pedazos. Por esas casas, donde
    trabajan los peleteros, los curtidores y otros industriales, la
    corriente cenagosa es aún una riqueza, y sin cesar los obreros
    aprovechan el agua nauseabunda. Sus márgenes han perdido toda forma
    natural; ahora son murallas perpendiculares, en las que á trechos se ven
    algunas gradas de escalera; sus orillas están cubiertas de resbaladizas
    losas; las curvas son aquí repentinas vueltas; en vez de ramas y
    follaje, ropas extendidas sobre cuerdas, se balancean por encima del
    foso, y tabiques ú otras barreras, pasando de uno á otro lado, indican
    los límites de propiedad.

    Al fin la obscura masa penetra bajo una siniestra bóveda. El arroyo que
    yo he visto salir á la luz, tan limpio y alegre en el manantial, no es
    ahora más que una alcantarilla, en la que toda una ciudad arroja sus
    desechos.

    En un intervalo de algunos kilómetros el contraste es grande. Allá
    arriba, en el libre monte, el agua centellea al sol y transparente, á
    pesar de la profundidad, deja ver las blancas piedras, la arena y las
    hierbas estremecidas de su lecho; murmura dulcemente entre las cañas;
    los peces surcan la corriente, rápidos, como flechas de plata, y los
    pájaros hacen temblar la superficie al choque de sus alas. En sus
    orillas surgen mazos de flores; árboles llenos de savia extienden sus
    largos brazos, y el que se pasea á lo largo de su orilla puede
    tranquilamente descansar á su sombra, contemplando el espléndido cuadro
    que se desarrolla entre dos sinuosidades.

    ¡Cuán diferente es el arroyo bajo las ciudades! El agua es igual en
    substancia, pero sólo para el químico. En realidad, aparece cargada de
    tantas inmundicias, que hasta es viscosa. No se ve luz bajo la sombría
    bóveda, sino de trecho en trecho, en que algún rayo de sol pasa por
    entre barrotes de hierro, reflejándose sobre las viscosas paredes. La
    vida parece ausente de esas tinieblas, pero existe, no obstante;
    repugnantes hongos, alimentados por la podredumbre, crecen en los
    rincones; infinidad de ratas se ocultan en sus agujeros. Los únicos
    seres humanos que se aventuran por tan tristes lugares son albañaleros,
    encargados de restablecer la corriente separando los amontonamientos de
    barro.

    Por fin, la infecta masa llega al río, desembocando en él pesadamente.
    Negra ó violácea, se prolonga á lo largo de la orilla, sin mezclarse con
    el agua relativamente pura de la corriente, y determinando una línea
    sinuosa francamente trazada. Durante larga distancia se ve esta masa
    corriendo por un flanco del río sin mezclarse con él; pero los
    remolinos, los reflujos de toda especie causados por los accidentes del
    fondo y las sinuosidades de la orilla, consiguen al fin la fusión de las
    aguas; la línea que las separaba se borra poco á poco, gruesos y
    transparentes borbotones surgen del fondo á través de la masa cenagosa;
    las materias impuras, más pesadas que el agua que las arrastra, se
    depositan en los márgenes. El arroyo se purifica cada vez más, pero al
    mismo tiempo deja de ser el mismo, y se pierde en la poderosa corriente
    del río, que lo lleva hacia el océano. Su pequeña masa, gota á gota y
    molécula á molécula, se ha confundido con la gran masa: la historia del
    arroyo ha terminado, al menos en apariencia.

    Pero la boca de la alcantarilla no ha vomitado en el río toda el agua
    que corría entre las márgenes sombreadas más arriba de la ciudad y de
    sus fábricas. Mientras que una parte de la corriente sigue su cauce
    natural, transformado en foso y luego en canal subterráneo por la mano
    del hombre, otra parte del arroyo, arrancado de su curso normal, entra
    en un amplio acueducto y se dirige hacia la ciudad, siguiendo el flanco
    de las colinas y pasando por enormes sifones por debajo de los
    barrancos. El agua, protegida contra la evaporación por las paredes de
    piedra ó de metal, llena á su entrada en la ciudad un vasto depósito de
    mampostería, especie de lago artificial donde el líquido se detiene y
    purifica. De allí es de donde sale para distribuirse de barrio en
    barrio, de calle en calle, por las casas y por los pisos, por conductos
    y ramificaciones infinitas y sobre la gran superficie habitada. El agua
    es indispensable en todas partes; se necesita para limpiar las calles y
    las habitaciones; para beber todos los seres que tienen vida, desde el
    hombre y los animales domésticos, hasta la modesta flor que crece en la
    maceta de la ventana ó en el césped que humedece el vapor emanado de las
    fuentes. Por esas miríadas de bocas y de poros absorbiendo
    incesantemente venillas, gotas ó simple humedad derivada del arroyo, la
    ciudad se convierte en un inmenso organismo, en un monstruo prodigioso
    absorbiendo torrentes de un solo sorbo para calmar su sed. Hay ciudades
    que no se satisfacen con sólo un arroyo y se alimentan á la vez de
    varios, afluyendo de todos lados por acueductos divergentes. Una sola
    ciudad, Londres, la capital más populosa del mundo, consume cada día más
    de un millón de metros cúbicos de agua, los suficientes para llenar un
    sitio donde pudieran flotar cómodamente cien navíos de gran porte.

    Después de infinitas ramificaciones por las calles y casas, el agua de
    los acueductos, ya sucia por el uso y mezclada á impurezas de toda
    clase, emprende nuevamente su camino para alejarse de la ciudad donde
    engendraría la peste. Cada cañería vomita como boca inmunda las aguas de
    uso doméstico y de las calles, y se convierte en un torrente
    nauseabundo; al llegar á una curva se precipita en cascada por un
    tragadero. Este torrente impuro es el único que los niños de la ciudad
    pueden estudiar y que contribuye, más de lo que parece, á hacernos amar
    á la naturaleza. Recuerdo todavía lo que hacía de niño. Cuando la fuerte
    lluvia había limpiado las piedras de la calle, llenándola casi de agua,
    otros amiguitos y yo construíamos vallas, encerrábamos las aguas en un
    desfiladero, la hacíamos precipitar en corrientes y formábamos á
    capricho islas y penínsulas. Llegados á hombres, los pequeños ingenieros
    que chapoteaban en el agua con tanto júbilo, no pueden recordar sin
    alegría los juegos de su infancia; á pesar suyo miran con cierta emoción
    el pequeño torrente cenagoso que corre junto á la acera. ¡Desde los
    primeros años de nuestra niñez, en el espacio de una generación, cuántos
    y cuán diversos residuos, arrastrados por la corriente viscosa, han
    seguido su camino hacia el mar! ¡Hasta la sangre de los ciudadanos se ha
    mezclado con el barro!

    Todas las impuras corrientes de las calles se dirigen hacia un centro
    común que, con frecuencia, suele ser el del antiguo arroyo, de modo que
    la ciudad se parece á esos pólipos cuyo único orificio se abre
    alternativamente para la defecación y el alimento. Sin embargo, en la
    mayor parte de las corrientes subterráneas de nuestras ciudades, se ha
    tenido el cuidado de establecer cierta separación entre dos distintas
    direcciones del agua. Tubos de hierro ó de obra superpuestos, sirven de
    conductos á distintas corrientes cuya dirección suele ser inversa; unos
    llevan el agua pura que va á ramificarse por las casas; otros el agua
    sucia que sale de ellas. Como en el cuerpo animal, las arterias y las
    venas se acompañan; un círculo no interrumpido se forma entra la
    corriente que lleva la vida y la que produciría la muerte.

    Desgraciadamente, el organismo artificial de las ciudades, está lejos
    todavía de parecerse por su perfección á los organismos naturales de los
    cuerpos vivos. La sangre venosa, expulsada del corazón á los pulmones,
    se renueva al contacto del aire; se limpia de todos los productos
    impuros de la combustión interior, y, recibiendo de fuera el alimento de
    su propia llama, puede emprender de nuevo su viaje desde el corazón á
    las extremidades, llevando el calor de la vida desde las mayores á las
    más pequeñas arterias. En nuestras ciudades, al contrario; cuerpo
    informe donde se bosqueja la organización, el agua sucia continúa
    corriendo por las alcantarillas y va á enturbiar los ríos, donde no se
    purifica sino lentamente, cuando la industria humana no la recoge para
    alimentar la ciudad entrando en la circulación subterránea. Pero en esta
    depuración que la ciencia del hombre comete la torpeza de no llevar á
    efecto, las fuerzas de la naturaleza trabajan de concierto con los
    habitantes del agua. En las desembocaduras de las grandes
    alcantarillas, donde no sumerge su ávido anzuelo el pescador de caña,
    multitud de peces, amontonados en verdaderos bancos como los arenques
    del mar, se nutren con los restos del festín arrastrados por el cenagoso
    torrente; el limo de las murallas, las márgenes y las hierbas del fondo,
    detienen también y hacen entrar en sus propias substancias el cieno que
    las baña; los residuos más pesados descienden y se mezclan con la grava
    del fondo, los objetos flotantes son arrojados á la orilla ó se detienen
    en los bancos de arena; poco á poco el agua se clarifica; gracias á su
    fauna y á su flora hasta se desembaraza de las substancias disueltas que
    la desnaturalizan, y si en su curso no fuera ensuciada de nuevo por
    otras impurezas arrastradas de otras ciudades, concluiría por volver á
    su primitiva pureza antes de llegar al océano.

    En la ciudad futura, lo que aconseje la ciencia harán los hombres. Ya
    muchas ciudades, sobre todo en la inteligente Inglaterra, ensayan
    crearse un sistema arterial y venoso, funcionando con regularidad
    perfecta y uniéndose el uno al otro, de modo que se complete un pequeño
    circuito de las aguas, análogo al que se produce en la naturaleza entre
    los montes y el mar por los manantiales y las nubes. Al salir de la
    ciudad las aguas de las alcantarillas, aspiradas por máquinas, como la
    sangre lo es por el jugo de los músculos, se dirigirán hacia un ancho
    depósito cubierto, donde se recogerá el agua mezclada con inmundicias.
    Allí otras máquinas se apoderarán de este líquido fangoso y lo lanzarán
    por caños hacia diversos conductos que correrán bajo el suelo de los
    campos. Aberturas practicadas de trecho en trecho sobre la cubierta de
    los acueductos, permitirán que salga á la superficie lo que no pueda
    contener el canal, pero en cantidades calculadas anticipadamente y sobre
    todos los campos empobrecidos que sea preciso regenerar por el abono.
    Esta cenagosa corriente, que sería la muerte de la población si se
    estancase en ella ó corriera por los ríos, se convierte, por el
    contrario, en vida para las naciones, puesto que se transforma en
    alimentos para el hombre. El suelo más estéril y hasta la arena pura,
    producen una vegetación exuberante cuando se empapan de este líquido;
    por otra parte, el agua que servía de vehículo á todas las materias del
    albañal, se encuentra así limpia por la operación química de las hierbas
    y raíces; recogida subterráneamente en los conductos paralelos á las
    cañerías de agua sucia, puede entrar en la ciudad para limpiarla y
    proveerla ó bien dirigirse hacia el río sin enturbiar la límpida
    corriente. En otros tiempos, debajo de la primera ciudad que bañaba, el
    río no era otra cosa, hasta el océano, sino un gran canal de
    inmundicias; en nuestros días recobra la belleza de los tiempos
    antiguos. Los edificios de las ciudades y los arcos de los puentes, que
    durante siglos no se han reflejado más que sobre turbias ondas, empiezan
    ahora á mirarse en un espejo transparente.

    CAPÍTULO XIX

    #El río#

    El caudal entero del río no es otra cosa que el conjunto de todos los
    arroyos, visibles ó invisibles, sucesivamente absorbidos: es un arroyo
    aumentado miles de veces, y no obstante, difiere singularmente por su
    aspecto del pequeño curso de agua que serpentea por los valles
    laterales. Como el débil tributario que mezcla su humilde corriente á su
    poderoso raudal, puede tener también sus saltos y sus corrientes, sus
    desfiladeros y sus gargantas, bancos de grava, escollos é islas, playas
    y rocas; pero, con todo, es mucho menos variado que el arroyo, y los
    contrastes que ofrece en su curso son menos sorprendentes. Como más
    grande, llama la atención por el volumen de su cauce, por la fuerza de
    su corriente, pero su majestuoso aspecto es casi siempre uniforme. El
    arroyo, mucho más pintoresco, aparece y desaparece alternativamente: se
    le ve correr bajo la sombra, ensancharse como un lago y después caer en
    cascada como manojo de rayos luminosos, para ocultarse de nuevo en una
    obscura caverna. Y el arroyo no sólo es superior al río por lo incierto
    de su marcha y la belleza de sus orillas; lo es también por el ímpetu de
    sus aguas: relativamente es más fuerte que el río Amazonas para
    modificar sus orillas, variar sus sinuosidades, depositar bancos de
    arena y emerger islas. La naturaleza revela su fuerza por sus agentes
    mas débiles. Vista con el microscopio, la gota que se ha formado bajo la
    roca, realiza una obra geológica relativamente más grande que la del
    océano infinito.

    El hombre, por su parte, ha sabido hasta el presente utilizar mucho
    mejor las aguas del arroyo que las de los grandes ríos. De estos, apenas
    la milésima parte de su fuerza es empleada por la industria; sus aguas,
    en vez de ramificarse por los campos en canales fecundos, son, al
    contrario, encajonadas en diques laterales y detenidas inútilmente en su
    cauce. El arroyo pertenece ya en la historia de la humanidad al período
    industrial, que es el más avanzado; el río no representa sino una época
    remotísima de las sociedades, aquella en la que las corrientes de agua
    no servían más que para hacer flotar algunas embarcaciones. Y aun esta
    utilidad disminuye en nuestros días, á causa de las carreteras y los
    caminos de hierro que facilitan el transporte á los pueblos de las
    riberas. Antes que el agricultor y el industrial consigan con entera
    seguridad hacer trabajos para aprovechar las aguas del río, es preciso
    que cesen de temer sus desbordamientos, y sean dueños de distribuirlas
    según sus necesidades. Y hasta que la ciencia les suministre los medios
    de someter al río, resultarán impotentes para dominarlo, mientras vivan
    aislados en sus trabajos, sin asociarse para regularizar en concierto la
    fuerza, aun brutal, de la masa de agua que corre casi inútilmente por
    delante de ellos. Como nuestros antepasados, continuamos todavía mirando
    al río con una especie de terror religioso, puesto que aun no lo hemos
    dominado. No es, como el arroyo, una graciosa náyade con su cabellera
    coronada de juncos; es un hijo de Neptuno que, en su formidable mano,
    blande el tridente.

    Para contemplar en toda su majestad una de esas poderosas masas de agua,
    y comprender que se tiene ante la vista una de las fuerzas en movimiento
    de la tierra, no es necesario hacer un largo viaje, atravesar el Viejo
    Mundo, ó ir á visitar, cerca de su desembocadura el Brahmaputrah y el
    Yat-tse-kiang, los dos, hijos del mismo dios; no es necesario tampoco
    salvar el Atlántico y viajar por el Misisipi, el Orinoco ó el Amazonas,
    anchos como mares y sembrados de archipiélagos. Nos basta, en los
    límites del país que habitamos, con seguir el margen de uno de esos
    cursos de agua que contienen su marcha y se extienden ampliamente al
    aproximarse á un estuario donde su masa tranquila va á mezclarse con las
    olas del océano. ¡Visítese el bajo Somme ó el Sena cerca de Tancarville,
    el Loira entre Paimbouef y Saint Nazaire, el Garona y el Dordoña en el
    punto donde se reúnen para formar el mar de Gironda! ¡Contémplese sobre
    todo la punta septentrional de la Camarga donde el Ródano se divide en
    dos brazos!

    El río es inmenso y tranquilo. Su enorme caudal, que ocupa un lecho de
    más de un kilómetro de ancho, se distingue en seguida entre las dos
    corrientes: apenas algún remolino de espuma rueda al abrigo de una roca
    que prolonga la punta de la isla en forma de espuela. Por la izquierda,
    el brazo menos caudaloso, que llaman el pequeño Ródano, es, no obstante,
    una poderosa corriente bastante más fuerte que la del Garona, el Loira y
    el Sena; por la derecha, el gran Ródano, se oculta á la vista por una
    ribera poblada de sauces que cubren la mitad del vaporoso espacio. En el
    inmenso círculo del horizonte no se ve más que agua ó tierras
    arrastradas por el río y depositadas en capas por partículas sucesivas;
    sólo al Este se distinguen algunas cimas rocosas de los montes Alpinos,
    azules como el cielo, y hacia el Norte aparecen vagamente las cimas
    cónicas de Beaucaire, al pie de las cuales empieza el antiguo golfo
    marino que los arrastres del río han llenado poco á poco. Islas,
    penínsulas, riberas, todo está compuesto de una arena obscura que el
    Ródano y sus afluentes han mezclado, después de haber recibido de los
    torrentes superiores los detritos de los Alpes, del Jura y de los
    Cevenas. La gran isla de Camarga, cuyos bordes se ven á lo lejos entre
    los dos Ródanos, y que tiene lo menos ochocientos kilómetros de
    superficie, es en sí, un presente del río que en otros tiempos formaba
    parte de los montes de Suiza y de Saboya. Tal es el trabajo geológico
    de la corriente, trabajo colosal que se continúa sin cesar. No obstante,
    el silencio más profundo impera á su alrededor. Sentado á la sombra de
    un sauce, se intentaría en vano percibir el murmullo de la villa de
    Arles, de la que se ve, con sólo ponerse en pie, sus arcadas romanas y
    torres sarracenas. El único que se oye es el de las locomotoras y los
    vagones que ruedan al otro lado del río haciendo trepidar el suelo. No
    se les ve, pero su trueno lejano se armoniza tan bien con la inmensidad
    del Ródano, que parece la voz del río. Nos parece que el hijo del mar,
    debe tener, como el océano, su eterno y formidable estruendo.

    Mas abajo de su bifurcación, los dos ríos presentan largas sinuosidades
    en su cauce. Las aguas lanzadas de una á otra orilla bañan el pie de la
    última colina y reflejan las torres de la última ciudad. Ya el humo que
    se levanta de las casas se confunde con las lejanas brumas, y en las
    orillas, pobladas de árboles de dorada corteza, no aparecen más que
    cabañas y raras quintas medio ocultas en la verdura. Por fin, la última
    casa queda detrás, y nos encontraríamos completamente solos si algunas
    obscuras embarcaciones, parecidas á grandes insectos, no bogaran por el
    río. Los árboles de la orilla no se suceden con tanta frecuencia y son
    menos altos; un poco más abajo ya no hay más que maleza, y luego, hasta
    las plantas desaparecen: no queda otra vegetación que la de las cañas
    sobre el suelo aún fangoso, saliendo apenas por encima del agua
    terrosa.

    En este paraje la naturaleza se presenta tal cual era hace millares de
    siglos antes de que el hombre se instalara en la orilla de los ríos y
    los arroyos que lo alimentan. Como en los tiempos del pleriosauro, la
    tierra y el agua se confunden en un caos: bancos de cieno, islas
    emergiendo aquí y allá, pero apenas distintas del agua que las baña,
    brillan como ella y reflejan las nubes del espacio. Lienzos líquidos se
    extienden entre estos islotes, pero no se mezclan con el lodo del fondo:
    son cieno más líquido que el barro de las orillas. Por todas partes se
    está rodeado de tierra en formación y, no obstante, nos encontramos ya
    como en medio del mar; tan hermoso es el paraje en que nos encontramos.
    Es que, en efecto, todo el espacio abarcado con la mirada era en otro
    tiempo mar. El río lo ha llenado poco á podo, pero el suelo, de reciente
    formación, no está todavía afirmado. Sin inmensos trabajos de
    desecación, es probable que jamás estuviera en condiciones de ser
    habitado por los hombres, puesto que de su cieno y agua corrompida se
    escapan mortales miasmas.

    Llegado á estos parajes que fueron antes dominios del mar, el río,
    gradualmente contenido, se extiende cada vez más y se hace menos
    profundo. Por fin, se aproxima al mar, y sus aguas dulces, resbalando
    tranquilas, van á chocar contra las ondas espumosas de agua salada que
    se agitan con estruendo continuo. En el choque de los masas líquidas,
    el agua del río se mezcla pronto con las olas del inmenso abismo, pero,
    aun después de confundida, trabaja todavía. Todas las nubes de barro,
    que había arrancado de sus orillas superiores y que tenía aun en
    suspensión, son rechazadas por las olas hacia el lecho fluvial; no
    pudiendo ir más lejos, se depositan en el fondo y forman así una especie
    de baluarte móvil sirviendo de límite temporal entre los dos elementos
    en lucha. Aunque depositándose molécula sobre molécula, el banco, que
    obstruye la boca del río, no cesa de trasladarse para formarse más
    lejos. Empujado por la corriente fluvial, incesantemente aumentado por
    nuevos arrastres, el barro es llevado hacia dentro del mar, y poco á
    poco la masa entera ha ido progresando.

    De siglo en siglo, de año en año, de día en día, ese río que parece
    débil ante el poderoso mar, consigue penetrar en él, y hasta se puede
    calcular cuánto avanzará en un período dado por la uniformidad de su
    marcha. Pues bien, esta victoria del río sobre el océano, es debida á
    los mil pequeños arroyuelos y arroyos de las laderas y los montes. Ellos
    son los que han roído las paredes de los desfiladeros, los que arrastran
    los fragmentos de roca, los que muelen y trituran las piedras, y los que
    arrastran la arena y diluyen la arcilla. Ellos son también los que poco
    á poco rebajan los continentes para engancharlos hacia el mar en vastas
    llanuras en donde tarde ó temprano construirá ciudades y practicará
    puertos.

    CAPÍTULO XX

    #El cielo de las aguas#

    Lo mismo que los grandes ríos, el Ródano, Danubio ó la corriente del
    Amazonas, el mar está compuesto por millones de arroyos que afluyen á
    sus tributarios. Una vez mezcladas en el río sus aguas, afluyendo de
    todos los puntos de los continentes, se mezclan de un modo más completo
    en la inmensa profundidad del abismo marino, bastante grande para
    contener toda el agua que todos los ríos arrojarían durante cincuenta
    millones de años. Por sus movimientos de flujo y reflujo; sus
    movimientos ondulados, sus olas de tempestad y sus corrientes y
    contra-corrientes, pasea el agua de todos los ríos de una á otra
    extremidad del globo. La gota salida de una roca en las entrañas del
    monte, da la vuelta al planeta, purificada del aluvión que contenía,
    disuelve las moléculas salinas, y de onda en onda, según los parajes que
    atraviesa, cambia de peso específico, de salinidad, de color y de
    transparencia; la fauna infinitamente pequeña que la habita, se
    modifica también en los diversos climas: tan pronto son animáculos
    fosforescentes los que la pueblan y la hacen brillar durante las noches,
    como infusorios que la hacen parecerse á una mancha de leche. Su
    temperatura varía constantemente. En los mares polares la gota se
    transforma en un pequeño cristal de hielo; en los mares ecuatoriales se
    entibia bastante para que los corales puedan depositar sus moléculas de
    piedra.

    Comparado con el océano sin límites, el arroyo de la montaña no es nada,
    y sin embargo, sus aguas, divididas hasta el infinito, se verían en
    todos los mares y en todas las riberas si fuera posible seguirlas con la
    vista en todo su inmenso recorrido.

    Para cada gota marina que corrió en otro tiempo por el arroyo, difiere
    la duración del viaje; una, apenas entrada en el océano, es absorbida
    por las frondas de una alga marina y sirve para hinchar sus tejidos;
    otra es absorbida por un organismo animal; una tercera, retenida por un
    cristal de sal, se deposita en una playa arenosa y otra aun se cambia en
    vapor y vuela invisible por el espacio. Este es el camino que toma más ó
    menos pronto toda molécula acuosa. Libertada por su expansión repentina,
    escapa de los lazos que la detenían en la superficie horizontal de los
    mares y se levanta en la atmósfera, por donde viaja como viajaba por el
    océano, bajo otra forma. El vapor de agua asciende así por toda la masa
    aérea, hasta por encima de los ardientes desiertos, donde en cientos de
    leguas no corre ni un sólo hilo de agua; sube á los límites extremos
    del océano atmosférico, á sesenta kilómetros de altura sobre la
    superficie del mar, y, sin duda, una parte de este vapor halla también
    camino hacia otros sistemas planetarios porque los bólidos que
    atraviesan los cielos estrellados formando flechas luminosas y arrojan
    sus chispas sobre el suelo, deben, en cambio, llevarse consigo un poco
    de aire húmedo que oxide su superficie.

    Sin embargo, el vapor de agua que se escapa de la esfera de atracción
    terrestre para ir con los bólidos á parar á los lejanos astros, es
    relativamente bien poco; el gran mar de humedad, tenido en suspensión en
    nuestra atmósfera, está destinado á caer casi en su totalidad sobre el
    globo terráqueo en forma de lluvia. Las innumerables moléculas de agua
    son invisibles mientras el aire no se encuentra saturado; pero si el
    crecimiento de humedad ó el descenso de la temperatura determinan el
    punto de saturación, inmediatamente las partículas de vapor se
    condensan, se convierten en gotitas de niebla ó de nube, y se engloban
    con millones de otras moléculas, formando un volumen inmenso, suspendido
    en las alturas. Si son demasiado pesadas, las nubes se deshacen en
    lluvia sobre el océano, de donde han salido, ó bien, empujadas por los
    aires, van á chocar contra las escarpaduras de las colinas, por encima
    de los continentes, deteniéndose en los campos de las mesetas ó en las
    aristas y picos de las montañas. Caen en forma de lluvia ó de nieve;
    luego, gotas y copos, divididos hasta el infinito, penetran en la tierra
    por las cavernas, las fisuras de las rocas y los intersticios del
    fecundo suelo. Durante largo tiempo el agua queda oculta; después
    aparece á la luz en forma de alegre fuente, y empieza de nuevo su viaje
    hacia el océano por los lechos inclinados del arroyo, de barrancos y
    ríos.

    Este gran circuito de las aguas ¿no es la imagen de toda vida? ¿No es el
    símbolo de la inmortalidad? El cuerpo vivo, animal ó vegetal, es un
    compuesto de moléculas que cambian sin cesar, que los órganos de la
    nutrición ó respiración han cogido de fuera para hacerlo entrar en el
    torbellino de la vida. Arrastrados por el torrente circulatorio de la
    savia, de la sangre ó de otros líquidos, entran á formar parte de un
    tejido, luego de otro y de otros aún; así viajan por todos los
    organismos, hasta que son definitivamente expulsadas, y entran en ese
    gran mundo exterior, donde millones de seres vivos se empujan y combaten
    para ampararse de ellas como de una presa y utilizarlas á su vez. A los
    ojos del anatomista y del micrógrafo, cada uno de nosotros, á pesar del
    duro esqueleto y de las formas definidas de nuestro cuerpo, no somos
    otra cosa que una masa líquida, un río por el que corren con una
    velocidad más ó menos grande, como en un cauce preparado por adelantado,
    innumerables moléculas que provienen de todas las regiones de la tierra
    y del espacio, empezando nuevamente el viaje infinito, después de un
    corto paso por nuestro organismo. Parecidos al arroyo que pasa, nosotros
    cambiamos á cada instante; nuestra vida se renueva por minutos y, si
    nosotros nos creemos ser siempre los mismos, es por una ilusión de
    nuestro espíritu.

    Lo mismo que el hombre, considerado aisladamente, la sociedad en
    conjunto puede compararse con el agua que corre. A todas horas, en todos
    los instantes, un cuerpo humano, una simple milmillonésima parte de la
    humanidad se rinde ó se disuelve, mientras que por otra parte sale un
    niño de la inmensidad de las cosas, abre sus ojos á la luz y se
    convierte en sér pensante. Como en una llanura todos los granos de arena
    y glóbulos de arcilla han sido arrastrados por el río y depositados
    sobre sus orillas, todo el polvo que cubre el planeta ha corrido con la
    sangre del corazón en las arterias de nuestros antepasados. A través de
    las edades, las generaciones se suceden modificándose poco á poco; los
    bárbaros, con su aspecto bestial y luchando por la preeminencia con las
    fieras, fueron reemplazados por seres más inteligentes, á los cuales la
    experiencia y el estudio de la naturaleza han enseñado el arte de
    domesticar los animales y cultivar la tierra; luego, por el progreso,
    los hombres llegan á fundar ciudades, á transformar las primeras
    materias, á cambiar sus productos, á ponerse en relaciones con todas las
    partes del mundo; así se civilizan, es decir, se ennoblece su tipo, su
    cerebro es más vasto, su pensamiento más amplio, y, ensanchándose el
    círculo de las concepciones, los hechos vienen á agruparse en el
    espíritu. Cada generación que perece precede á otra diferente, que á su
    vez, da impulso á otras. Los pueblos se mezclan unos á otros como los
    arroyos entre sí y los ríos con los ríos; tarde ó temprano no formarán
    más que una sola nación; lo mismo que todas las aguas de una misma
    cuenca, concluyen por confundirse en un mismo río. La época en la que
    todas esas corrientes humanas se juntarán, no ha llegado todavía: razas
    y pueblos diversos, siempre aferrados á la gleba natal, no se han
    reconocido como hermanos, pero se aproximan más cada día; cada día
    también aumenta el amor, y, de concierto, empiezan á mirar hacia un
    ideal común de justicia y libertad. Los pueblos que han llegado á ser
    inteligentes, aprenderán á asociarse libremente: la humanidad, dividida
    hasta aquí en corrientes distintas, no será más que un mismo río, y
    reunidos en una sola corriente, descenderemos juntos hacia el mar
    inmenso donde van á perderse y renovarse todas las vidas.

    ÍNDICE

    Capítulos

    I.–La fuente
    II.–El agua del desierto
    III.–El torrente de la montaña
    IV.–La gruta
    V.–La sima
    VI.–El barranco
    VII.–Los manantiales del valle
    VIII.–Las corrientes y las cascadas
    IX.–Las sinuosidades y los remolinos
    X.–La inundación
    XI.–Las riberas y los islotes
    XII.–El paseo
    XIII.–El baño
    XIV.–La pesca
    XV.–El riego
    XVI.–El molino y la fábrica
    XVII.–La navegación y la armadía
    XVIII.–El agua de la ciudad
    XIX.–El río
    XX.–El ciclo de las aguas

  • Don Quijote

    Don Quijote

    Aproximadamente 383.799 palavras.

    El ingenioso hidalgo don Quijote de la Mancha

    por Miguel de Cervantes Saavedra

    El ingenioso hidalgo don Quijote de la Mancha

    Tasa

    Testimonio de las erratas

    El Rey

    Al Duque de Béjar

    Prólogo

    Al libro de don Quijote de la Mancha

    Que trata de la condición y ejercicio del famoso
    hidalgo don Quijote de la Mancha

    Que trata de la primera salida que de su tierra hizo
    el ingenioso don Quijote

    Donde se cuenta la graciosa manera que tuvo don
    Quijote en armarse caballero

    De lo que le sucedió a nuestro caballero cuando salió
    de la venta

    Donde se prosigue la narración de la desgracia de
    nuestro caballero

    Del donoso y grande escrutinio que el cura y el
    barbero hicieron en la librería de nuestro ingenioso hidalgo

    De la segunda salida de nuestro buen caballero don
    Quijote de la Mancha

    Del buen suceso que el valeroso don Quijote tuvo en
    la espantable y jamás imaginada aventura de los molinos de viento, con
    otros sucesos dignos de felice recordación

    Donde se concluye y da fin a la estupenda batalla que
    el gallardo vizcaíno y el valiente manchego tuvieron

    De lo que más le avino a don Quijote con el vizcaíno, y
    del peligro en que se vio con una turba de yangüeses

    De lo que le sucedió a don Quijote con unos
    cabreros

    De lo que contó un cabrero a los que estaban con don
    Quijote

    Donde se da fin al cuento de la pastora Marcela, con
    otros sucesos

    Donde se ponen los versos desesperados del difunto
    pastor, con otros no esperados sucesos

    Donde se cuenta la desgraciada aventura que se topó
    don Quijote en topar con unos desalmados yangüeses

    De lo que le sucedió al ingenioso hidalgo en la venta
    que él imaginaba ser castillo

    Donde se prosiguen los innumerables trabajos que el
    bravo don Quijote y su buen escudero Sancho Panza pasaron en la venta
    que, por su mal, pensó que era castillo

    Donde se cuentan las razones que pasó Sancho Panza
    con su señor Don Quijote, con otras aventuras dignas de ser
    contadas

    De las discretas razones que Sancho pasaba con su
    amo, y de la aventura que le sucedió con un cuerpo muerto, con otros
    acontecimientos famosos

    De la jamás vista ni oída aventura que con más poco
    peligro fue acabada de famoso caballero en el mundo, como la que acabó
    el valeroso don Quijote de la Mancha

    Que trata de la alta aventura y rica ganancia del
    yelmo de Mambrino, con otras cosas sucedidas a nuestro invencible
    caballero

    De la libertad que dio don Quijote a muchos
    desdichados que, mal de su grado, los llevaban donde no quisieran
    ir

    De lo que le aconteció al famoso don Quijote en
    Sierra Morena, que fue una de las más raras aventuras que en esta
    verdadera historia se cuentan

    Donde se prosigue la aventura de la Sierra
    Morena

    Que trata de las estrañas cosas que en Sierra Morena
    sucedieron al valiente caballero de la Mancha, y de la imitación que
    hizo a la penitencia de Beltenebros

    Donde se prosiguen las finezas que de enamorado hizo
    don Quijote en Sierra Morena

    De cómo salieron con su intención el cura y el
    barbero, con otras cosas dignas de que se cuenten en esta grande
    historia

    Que trata de la nueva y agradable aventura que al
    cura y barbero sucedió en la mesma sierra

    Que trata de la discreción de la hermosa Dorotea,
    con otras cosas de mucho gusto y pasatiempo

    Que trata del gracioso artificio y orden que se tuvo
    en sacar a nuestro enamorado caballero de la asperísima penitencia en
    que se había puesto

    De los sabrosos razonamientos que pasaron entre don
    Quijote y Sancho Panza, su escudero, con otros sucesos

    Que trata de lo que sucedió en la venta a toda la
    cuadrilla de don Quijote

    Donde se cuenta la novela del Curioso
    impertinente

    Donde se prosigue la novela del Curioso
    impertinente

    Donde se da fin a la novela del Curioso
    impertinente

    Que trata de la brava y descomunal batalla que don
    Quijote tuvo con unos cueros de vino tinto, con otros raros sucesos
    que en la venta le sucedieron

    Que prosigue la historia de la famosa infanta
    Micomicona, con otras graciosas aventuras

    Que trata del curioso discurso que hizo don
    Quijote de las armas y las letras

    Donde el cautivo cuenta su vida y sucesos

    Donde se prosigue la historia del cautivo

    Donde todavía prosigue el cautivo su suceso

    Que trata de lo que más sucedió en la venta y de
    otras muchas cosas dignas de saberse

    Donde se cuenta la agradable historia del mozo de
    mulas, con otros estraños acaecimientos en la venta sucedidos]

    Donde se prosiguen los inauditos sucesos de la
    venta

    Donde se acaba de averiguar la duda del yelmo de
    Mambrino y de la albarda, y otras aventuras sucedidas, con toda
    verdad

    De la notable aventura de los cuadrilleros, y la
    gran ferocidad de nuestro buen caballero don Quijote

    Del estraño modo con que fue encantado don Quijote
    de la Mancha, con otros famosos sucesos

    Donde prosigue el canónigo la materia de los
    libros de caballerías, con otras cosas dignas de su ingenio

    Donde se trata del discreto coloquio que Sancho
    Panza tuvo con su señor don Quijote

    De las discretas altercaciones que don Quijote y el
    canónigo tuvieron, con otros sucesos

    Que trata de lo que contó el cabrero a todos los que
    llevaban a don Quijote

    De la pendencia que don Quijote tuvo con el cabrero,
    con la rara aventura de los deceplinantes, a quien dio felice fin a
    costa de su sudor

    Segunda parte del ingenioso caballero don Quijote de la Mancha

    Tasa

    Fee de erratas

    Aprobaciones

    Dedicatoria, al conde de Lemos

    Prólogo al lector

    De lo que el cura y el barbero pasaron con don
    Quijote cerca de su enfermedad

    Que trata de la notable pendencia que Sancho Panza
    tuvo con la sobrina y ama de don Quijote, con otros sujetos
    graciosos

    Del ridículo razonamiento que pasó entre don Quijote,
    Sancho Panza y el bachiller Sansón Carrasco

    Donde Sancho Panza satisface al bachiller Sansón
    Carrasco de sus dudas y preguntas, con otros sucesos dignos de saberse
    y de contarse

    De la discreta y graciosa plática que pasó entre Sancho
    Panza y su mujer Teresa Panza, y otros sucesos dignos de felice
    recordación

    De lo que le pasó a Don Quijote con su sobrina y con
    su ama, y es uno de los importantes capítulos de toda la historia

    De lo que pasó don Quijote con su escudero, con otros
    sucesos famosísimos

    Donde se cuenta lo que le sucedió a don Quijote,
    yendo a ver su señora Dulcinea del Toboso

    Donde se cuenta lo que en él se verá

    Donde se cuenta la industria que Sancho tuvo para
    encantar a la señora Dulcinea, y de otros sucesos tan ridículos como
    verdaderos

    De la estraña aventura que le sucedió al valeroso don
    Quijote con el carro, o carreta, de Las Cortes de la Muerte

    De la estraña aventura que le sucedió al valeroso don
    Quijote con el bravo Caballero de los Espejos

    Donde se prosigue la aventura del Caballero del
    Bosque, con el discreto, nuevo y suave coloquio que pasó entre los dos
    escuderos

    Donde se prosigue la aventura del Caballero del
    Bosque

    Donde se cuenta y da noticia de quién era el Caballero
    de los Espejos y su escudero

    De lo que sucedió a don Quijote con un discreto
    caballero de la Mancha

    De donde se declaró el último punto y estremo adonde
    llegó y pudo llegar el inaudito ánimo de don Quijote, con la
    felicemente acabada aventura de los leones

    De lo que sucedió a don Quijote en el castillo o
    casa del Caballero del Verde Gabán, con otras cosas extravagantes

    Donde se cuenta la aventura del pastor enamorado, con
    otros en verdad graciosos sucesos

    Donde se cuentan las bodas de Camacho el rico, con el
    suceso de Basilio el pobre

    Donde se prosiguen las bodas de Camacho, con otros
    gustosos sucesos

    Donde se da cuenta de la grande aventura de la cueva
    de Montesinos, que está en el corazón de la Mancha, a quien dio felice
    cima el valeroso don Quijote de la Mancha

    De las admirables cosas que el estremado don
    Quijote contó que había visto en la profunda cueva de Montesinos, cuya
    imposibilidad y grandeza hace que se tenga esta aventura por
    apócrifa

    Donde se cuentan mil zarandajas tan impertinentes
    como necesarias al verdadero entendimiento desta grande historia

    Donde se apunta la aventura del rebuzno y la graciosa
    del titerero, con las memorables adivinanzas del mono adivino

    Donde se prosigue la graciosa aventura del titerero,
    con otras cosas en verdad harto buenas

    Donde se da cuenta quiénes eran maese Pedro y su
    mono, con el mal suceso que don Quijote tuvo en la aventura del
    rebuzno, que no la acabó como él quisiera y como lo tenía pensado

    De cosas que dice Benengeli que las sabrá quien le
    leyere, si las lee con atención

    De la famosa aventura del barco encantado

    De lo que le avino a don Quijote con una bella
    cazadora

    Que trata de muchas y grandes cosas

    De la respuesta que dio don Quijote a su
    reprehensor, con otros graves y graciosos sucesos

    De la sabrosa plática que la duquesa y sus
    doncellas pasaron con Sancho Panza, digna de que se lea y de que se
    note

    Que cuenta de la noticia que se tuvo de cómo se
    había de desencantar la sin par Dulcinea del Toboso, que es una de las
    aventuras más famosas deste libro

    Donde se prosigue la noticia que tuvo don Quijote
    del desencanto de Dulcinea, con otros admirables sucesos

    Donde se cuenta la estraña y jamás imaginada
    aventura de la dueña Dolorida, alias de la condesa Trifaldi, con una
    carta que Sancho Panza escribió a su mujer Teresa Panza

    Donde se prosigue la famosa aventura de la dueña
    Dolorida

    Donde se cuenta la que dio de su mala andanza la
    dueña Dolorida

    Donde la Trifaldi prosigue su estupenda y memorable
    historia

    De cosas que atañen y tocan a esta aventura y a esta
    memorable historia

    De la venida de Clavileño, con el fin desta dilatada
    aventura

    De los consejos que dio don Quijote a Sancho Panza
    antes que fuese a gobernar la ínsula, con otras cosas bien
    consideradas

    De los consejos segundos que dio don Quijote a
    Sancho Panza

    Cómo Sancho Panza fue llevado al gobierno, y de la
    estraña aventura que en el castillo sucedió a don Quijote

    De cómo el gran Sancho Panza tomó la posesión de su
    ínsula, y del modo que comenzó a gobernar

    Del temeroso espanto cencerril y gatuno que recibió
    don Quijote en el discurso de los amores de la enamorada
    Altisidora

    Donde se prosigue cómo se portaba Sancho Panza en
    su gobierno

    De lo que le sucedió a don Quijote con doña
    Rodríguez, la dueña de la duquesa, con otros acontecimientos dignos de
    escritura y de memoria eterna

    De lo que le sucedió a Sancho Panza rondando su
    ínsula

    Donde se declara quién fueron los encantadores y
    verdugos que azotaron a la dueña y pellizcaron y arañaron a don
    Quijote, con el suceso que tuvo el paje que llevó la carta a Teresa
    Sancha, mujer de Sancho Panza

    Del progreso del gobierno de Sancho Panza, con otros
    sucesos tales como buenos

    Donde se cuenta la aventura de la segunda dueña
    Dolorida, o Angustiada, llamada por otro nombre doña Rodríguez

    Del fatigado fin y remate que tuvo el gobierno de
    Sancho Panza

    Que trata de cosas tocantes a esta historia, y no a
    otra alguna

    De cosas sucedidas a Sancho en el camino, y otras que
    no hay más que ver

    De la descomunal y nunca vista batalla que pasó entre
    don Quijote de la Mancha y el lacayo Tosilos, en la defensa de la hija
    de la dueña doña Rodríguez

    Que trata de cómo don Quijote se despidió del duque,
    y de lo que le sucedió con la discreta y desenvuelta Altisidora,
    doncella de la duquesa

    Que trata de cómo menudearon sobre don Quijote
    aventuras tantas, que no se daban vagar unas a otras

    Donde se cuenta del extraordinario suceso, que se
    puede tener por aventura, que le sucedió a don Quijote

    De lo que sucedió a don Quijote yendo a Barcelona

    De lo que le sucedió a don Quijote en la entrada de
    Barcelona, con otras cosas que tienen más de lo verdadero que de lo
    discreto

    Que trata de la aventura de la cabeza encantada, con
    otras niñerías que no pueden dejar de contarse

    De lo mal que le avino a Sancho Panza con la visita
    de las galeras, y la nueva aventura de la hermosa morisca

    Que trata de la aventura que más pesadumbre dio a
    don Quijote de cuantas hasta entonces le habían sucedido

    Donde se da noticia quién era el de la Blanca Luna,
    con la libertad de Don Gregorio, y de otros sucesos

    Que trata de lo que verá el que lo leyere, o lo oirá
    el que lo escuchare leer

    De la resolución que tomó don Quijote de hacerse
    pastor y seguir la vida del campo, en tanto que se pasaba el año de su
    promesa, con otros sucesos en verdad gustosos y buenos

    De la cerdosa aventura que le aconteció a don
    Quijote

    Del más raro y más nuevo suceso que en todo el
    discurso desta grande historia avino a don Quijote

    Que sigue al de sesenta y nueve, y trata de cosas no
    escusadas para la claridad desta historia

    De lo que a don Quijote le sucedió con su escudero
    Sancho yendo a su aldea

    De cómo don Quijote y Sancho llegaron a su
    aldea

    De los agüeros que tuvo don Quijote al entrar de
    su aldea, con otros sucesos que adornan y acreditan esta grande
    historia

    De cómo don Quijote cayó malo, y del testamento que
    hizo, y su muerte

    El ingenioso hidalgo don Quijote de la Mancha

    TASA

    Yo, Juan Gallo de Andrada, escribano de Cámara del Rey nuestro señor, de
    los que residen en su Consejo, certifico y doy fe que, habiendo visto por
    los señores dél un libro intitulado El ingenioso hidalgo de la Mancha,
    compuesto por Miguel de Cervantes Saavedra, tasaron cada pliego del dicho
    libro a tres maravedís y medio; el cual tiene ochenta y tres pliegos, que
    al dicho precio monta el dicho libro docientos y noventa maravedís y medio,
    en que se ha de vender en papel; y dieron licencia para que a este precio
    se pueda vender, y mandaron que esta tasa se ponga al principio del dicho
    libro, y no se pueda vender sin ella. Y, para que dello conste, di la
    presente en Valladolid, a veinte días del mes de deciembre de mil y
    seiscientos y cuatro años.

    Juan Gallo de Andrada.

    TESTIMONIO DE LAS ERRATAS

    Este libro no tiene cosa digna que no corresponda a su original; en
    testimonio de lo haber correcto, di esta fee. En el Colegio de la Madre de
    Dios de los Teólogos de la Universidad de Alcalá, en primero de diciembre
    de 1604 años.

    El licenciado Francisco Murcia de la Llana.

    EL REY

    Por cuanto por parte de vos, Miguel de Cervantes, nos fue fecha relación
    que habíades compuesto un libro intitulado El ingenioso hidalgo de la
    Mancha, el cual os había costado mucho trabajo y era muy útil y provechoso,
    nos pedistes y suplicastes os mandásemos dar licencia y facultad para le
    poder imprimir, y previlegio por el tiempo que fuésemos servidos, o como la
    nuestra merced fuese; lo cual visto por los del nuestro Consejo, por cuanto
    en el dicho libro se hicieron las diligencias que la premática últimamente
    por nos fecha sobre la impresión de los libros dispone, fue acordado que
    debíamos mandar dar esta nuestra cédula para vos, en la dicha razón; y nos
    tuvímoslo por bien. Por la cual, por os hacer bien y merced, os damos
    licencia y facultad para que vos, o la persona que vuestro poder hubiere, y
    no otra alguna, podáis imprimir el dicho libro, intitulado El ingenioso
    hidalgo de la Mancha, que desuso se hace mención, en todos estos nuestros
    reinos de Castilla, por tiempo y espacio de diez años, que corran y se
    cuenten desde el dicho día de la data desta nuestra cédula; so pena que la
    persona o personas que, sin tener vuestro poder, lo imprimiere o vendiere,
    o hiciere imprimir o vender, por el mesmo caso pierda la impresión que
    hiciere, con los moldes y aparejos della; y más, incurra en pena de
    cincuenta mil maravedís cada vez que lo contrario hiciere. La cual dicha
    pena sea la tercia parte para la persona que lo acusare, y la otra tercia
    parte para nuestra Cámara, y la otra tercia parte para el juez que lo
    sentenciare. Con tanto que todas las veces que hubiéredes de hacer imprimir
    el dicho libro, durante el tiempo de los dichos diez años, le traigáis al
    nuestro Consejo, juntamente con el original que en él fue visto, que va
    rubricado cada plana y firmado al fin dél de Juan Gallo de Andrada, nuestro
    Escribano de Cámara, de los que en él residen, para saber si la dicha
    impresión está conforme el original; o traigáis fe en pública forma de cómo
    por corretor nombrado por nuestro mandado, se vio y corrigió la dicha
    impresión por el original, y se imprimió conforme a él, y quedan impresas
    las erratas por él apuntadas, para cada un libro de los que así fueren
    impresos, para que se tase el precio que por cada volume hubiéredes de
    haber. Y mandamos al impresor que así imprimiere el dicho libro, no imprima
    el principio ni el primer pliego dél, ni entregue más de un solo libro con
    el original al autor, o persona a cuya costa lo imprimiere, ni otro alguno,
    para efeto de la dicha correción y tasa, hasta que antes y primero el dicho
    libro esté corregido y tasado por los del nuestro Consejo; y, estando
    hecho, y no de otra manera, pueda imprimir el dicho principio y primer
    pliego, y sucesivamente ponga esta nuestra cédula y la aprobación, tasa y
    erratas, so pena de caer e incurrir en las penas contenidas en las leyes y
    premáticas destos nuestros reinos. Y mandamos a los del nuestro Consejo, y
    a otras cualesquier justicias dellos, guarden y cumplan esta nuestra cédula
    y lo en ella contenido. Fecha en Valladolid, a veinte y seis días del mes
    de setiembre de mil y seiscientos y cuatro años.

    YO, EL REY.

    Por mandado del Rey nuestro señor:

    Juan de Amezqueta.

    AL DUQUE DE BÉJAR,

    marqués de Gibraleón, conde de Benalcázar y Bañares, vizconde de La Puebla de
    Alcocer, señor de las villas de Capilla, Curiel y Burguillos

    En fe del buen acogimiento y honra que hace Vuestra Excelencia a toda
    suerte de libros, como príncipe tan inclinado a favorecer las buenas artes,
    mayormente las que por su nobleza no se abaten al servicio y granjerías del
    vulgo, he determinado de sacar a luz al Ingenioso hidalgo don Quijote de la
    Mancha, al abrigo del clarísimo nombre de Vuestra Excelencia, a quien, con
    el acatamiento que debo a tanta grandeza, suplico le reciba agradablemente
    en su protección, para que a su sombra, aunque desnudo de aquel precioso
    ornamento de elegancia y erudición de que suelen andar vestidas las obras
    que se componen en las casas de los hombres que saben, ose parecer
    seguramente en el juicio de algunos que, continiéndose en los límites de su
    ignorancia, suelen condenar con más rigor y menos justicia los trabajos
    ajenos; que, poniendo los ojos la prudencia de Vuestra Excelencia en mi
    buen deseo, fío que no desdeñará la cortedad de tan humilde servicio.

    Miguel de Cervantes Saavedra.

    PRÓLOGO

    Desocupado lector: sin juramento me podrás creer que quisiera que este
    libro, como hijo del entendimiento, fuera el más hermoso, el más gallardo y
    más discreto que pudiera imaginarse. Pero no he podido yo contravenir al
    orden de naturaleza; que en ella cada cosa engendra su semejante. Y así,
    ¿qué podrá engendrar el estéril y mal cultivado ingenio mío, sino la
    historia de un hijo seco, avellanado, antojadizo y lleno de pensamientos
    varios y nunca imaginados de otro alguno, bien como quien se engendró en
    una cárcel, donde toda incomodidad tiene su asiento y donde todo triste
    ruido hace su habitación? El sosiego, el lugar apacible, la amenidad de los
    campos, la serenidad de los cielos, el murmurar de las fuentes, la quietud
    del espíritu son grande parte para que las musas más estériles se muestren
    fecundas y ofrezcan partos al mundo que le colmen de maravilla y de
    contento. Acontece tener un padre un hijo feo y sin gracia alguna, y el
    amor que le tiene le pone una venda en los ojos para que no vea sus faltas,
    antes las juzga por discreciones y lindezas y las cuenta a sus amigos por
    agudezas y donaires. Pero yo, que, aunque parezco padre, soy padrastro de
    Don Quijote, no quiero irme con la corriente del uso, ni suplicarte, casi
    con las lágrimas en los ojos, como otros hacen, lector carísimo, que
    perdones o disimules las faltas que en este mi hijo vieres; y ni eres su
    pariente ni su amigo, y tienes tu alma en tu cuerpo y tu libre albedrío
    como el más pintado, y estás en tu casa, donde eres señor della, como el
    rey de sus alcabalas, y sabes lo que comúnmente se dice: que debajo de mi
    manto, al rey mato. Todo lo cual te esenta y hace libre de todo respecto y
    obligación; y así, puedes decir de la historia todo aquello que te
    pareciere, sin temor que te calunien por el mal ni te premien por el bien
    que dijeres della.

    Sólo quisiera dártela monda y desnuda, sin el ornato de prólogo, ni de la
    inumerabilidad y catálogo de los acostumbrados sonetos, epigramas y elogios
    que al principio de los libros suelen ponerse. Porque te sé decir que,
    aunque me costó algún trabajo componerla, ninguno tuve por mayor que hacer
    esta prefación que vas leyendo. Muchas veces tomé la pluma para escribille,
    y muchas la dejé, por no saber lo que escribiría; y, estando una suspenso,
    con el papel delante, la pluma en la oreja, el codo en el bufete y la mano
    en la mejilla, pensando lo que diría, entró a deshora un amigo mío,
    gracioso y bien entendido, el cual, viéndome tan imaginativo, me preguntó
    la causa; y, no encubriéndosela yo, le dije que pensaba en el prólogo que
    había de hacer a la historia de don Quijote, y que me tenía de suerte que
    ni quería hacerle, ni menos sacar a luz las hazañas de tan noble caballero.

    — Porque, ¿cómo queréis vos que no me tenga confuso el qué dirá el antiguo
    legislador que llaman vulgo cuando vea que, al cabo de tantos años como ha
    que duermo en el silencio del olvido, salgo ahora, con todos mis años a
    cuestas, con una leyenda seca como un esparto, ajena de invención, menguada
    de estilo, pobre de concetos y falta de toda erudición y doctrina; sin
    acotaciones en las márgenes y sin anotaciones en el fin del libro, como veo
    que están otros libros, aunque sean fabulosos y profanos, tan llenos de
    sentencias de Aristóteles, de Platón y de toda la caterva de filósofos, que
    admiran a los leyentes y tienen a sus autores por hombres leídos, eruditos
    y elocuentes? ¡Pues qué, cuando citan la Divina Escritura! No dirán sino
    que son unos santos Tomases y otros doctores de la Iglesia; guardando en
    esto un decoro tan ingenioso, que en un renglón han pintado un enamorado
    destraído y en otro hacen un sermoncico cristiano, que es un contento y un
    regalo oílle o leelle. De todo esto ha de carecer mi libro, porque ni tengo
    qué acotar en el margen, ni qué anotar en el fin, ni menos sé qué autores
    sigo en él, para ponerlos al principio, como hacen todos, por las letras
    del A.B.C., comenzando en Aristóteles y acabando en Xenofonte y en Zoílo o
    Zeuxis, aunque fue maldiciente el uno y pintor el otro. También ha de
    carecer mi libro de sonetos al principio, a lo menos de sonetos cuyos
    autores sean duques, marqueses, condes, obispos, damas o poetas
    celebérrimos; aunque, si yo los pidiese a dos o tres oficiales amigos, yo
    sé que me los darían, y tales, que no les igualasen los de aquellos que
    tienen más nombre en nuestra España. En fin, señor y amigo mío —proseguí—,
    yo determino que el señor don Quijote se quede sepultado en sus archivos en
    la Mancha, hasta que el cielo depare quien le adorne de tantas cosas como
    le faltan; porque yo me hallo incapaz de remediarlas, por mi insuficiencia
    y pocas letras, y porque naturalmente soy poltrón y perezoso de andarme
    buscando autores que digan lo que yo me sé decir sin ellos. De aquí nace la
    suspensión y elevamiento, amigo, en que me hallastes; bastante causa para
    ponerme en ella la que de mí habéis oído.

    Oyendo lo cual mi amigo, dándose una palmada en la frente y disparando en
    una carga de risa, me dijo:

    — Por Dios, hermano, que agora me acabo de desengañar de un engaño en que he
    estado todo el mucho tiempo que ha que os conozco, en el cual siempre os he
    tenido por discreto y prudente en todas vuestras aciones. Pero agora veo
    que estáis tan lejos de serlo como lo está el cielo de la tierra. ¿Cómo que
    es posible que cosas de tan poco momento y tan fáciles de remediar puedan
    tener fuerzas de suspender y absortar un ingenio tan maduro como el
    vuestro, y tan hecho a romper y atropellar por otras dificultades mayores?
    A la fe, esto no nace de falta de habilidad, sino de sobra de pereza y
    penuria de discurso. ¿Queréis ver si es verdad lo que digo? Pues estadme
    atento y veréis cómo, en un abrir y cerrar de ojos, confundo todas vuestras
    dificultades y remedio todas las faltas que decís que os suspenden y
    acobardan para dejar de sacar a la luz del mundo la historia de vuestro
    famoso don Quijote, luz y espejo de toda la caballería andante.

    — Decid —le repliqué yo, oyendo lo que me decía—: ¿de qué modo pensáis
    llenar el vacío de mi temor y reducir a claridad el caos de mi confusión?

    A lo cual él dijo:

    — Lo primero en que reparáis de los sonetos, epigramas o elogios que os
    faltan para el principio, y que sean de personajes graves y de título, se
    puede remediar en que vos mesmo toméis algún trabajo en hacerlos, y después
    los podéis bautizar y poner el nombre que quisiéredes, ahijándolos al
    Preste Juan de las Indias o al Emperador de Trapisonda, de quien yo sé que
    hay noticia que fueron famosos poetas; y cuando no lo hayan sido y hubiere
    algunos pedantes y bachilleres que por detrás os muerdan y murmuren desta
    verdad, no se os dé dos maravedís; porque, ya que os averigüen la mentira,
    no os han de cortar la mano con que lo escribistes.

    »En lo de citar en las márgenes los libros y autores de donde sacáredes las
    sentencias y dichos que pusiéredes en vuestra historia, no hay más sino
    hacer, de manera que venga a pelo, algunas sentencias o latines que vos
    sepáis de memoria, o, a lo menos, que os cuesten poco trabajo el buscalle;
    como será poner, tratando de libertad y cautiverio:

    Non bene pro toto libertas venditur auro.

    Y luego, en el margen, citar a Horacio, o a quien lo dijo. Si tratáredes
    del poder de la muerte, acudir luego con:

    Pallida mors aequo pulsat pede pauperum tabernas,
    Regumque turres.

    Si de la amistad y amor que Dios manda que se tenga al enemigo, entraros
    luego al punto por la Escritura Divina, que lo podéis hacer con tantico de
    curiosidad, y decir las palabras, por lo menos, del mismo Dios: Ego autem
    dico vobis: diligite inimicos vestros. Si tratáredes de malos pensamientos,
    acudid con el Evangelio: De corde exeunt cogitationes malae. Si de la
    instabilidad de los amigos, ahí está Catón, que os dará su dístico:

    Donec eris felix, multos numerabis amicos,
    tempora si fuerint nubila, solus eris.

    Y con estos latinicos y otros tales os tendrán siquiera por gramático, que
    el serlo no es de poca honra y provecho el día de hoy.

    »En lo que toca el poner anotaciones al fin del libro, seguramente lo
    podéis hacer desta manera: si nombráis algún gigante en vuestro libro,
    hacelde que sea el gigante Golías, y con sólo esto, que os costará casi
    nada, tenéis una grande anotación, pues podéis poner: El gigante Golías, o
    Goliat, fue un filisteo a quien el pastor David mató de una gran pedrada en
    el valle de Terebinto, según se cuenta en el Libro de los Reyes, en el
    capítulo que vos halláredes que se escribe. Tras esto, para mostraros
    hombre erudito en letras humanas y cosmógrafo, haced de modo como en
    vuestra historia se nombre el río Tajo, y veréisos luego con otra famosa
    anotación, poniendo: El río Tajo fue así dicho por un rey de las Españas;
    tiene su nacimiento en tal lugar y muere en el mar océano, besando los
    muros de la famosa ciudad de Lisboa; y es opinión que tiene las arenas de
    oro, etc. Si tratáredes de ladrones, yo os diré la historia de Caco, que la
    sé de coro; si de mujeres rameras, ahí está el obispo de Mondoñedo, que os
    prestará a Lamia, Laida y Flora, cuya anotación os dará gran crédito; si de
    crueles, Ovidio os entregará a Medea; si de encantadores y hechiceras,
    Homero tiene a Calipso, y Virgilio a Circe; si de capitanes valerosos, el
    mesmo Julio César os prestará a sí mismo en sus Comentarios, y Plutarco os
    dará mil Alejandros. Si tratáredes de amores, con dos onzas que sepáis de
    la lengua toscana, toparéis con León Hebreo, que os hincha las medidas. Y
    si no queréis andaros por tierras extrañas, en vuestra casa tenéis a
    Fonseca, Del amor de Dios, donde se cifra todo lo que vos y el más
    ingenioso acertare a desear en tal materia. En resolución, no hay más sino
    que vos procuréis nombrar estos nombres, o tocar estas historias en la
    vuestra, que aquí he dicho, y dejadme a mí el cargo de poner las
    anotaciones y acotaciones; que yo os voto a tal de llenaros las márgenes y
    de gastar cuatro pliegos en el fin del libro.

    »Vengamos ahora a la citación de los autores que los otros libros tienen,
    que en el vuestro os faltan. El remedio que esto tiene es muy fácil, porque
    no habéis de hacer otra cosa que buscar un libro que los acote todos, desde
    la A hasta la Z, como vos decís. Pues ese mismo abecedario pondréis vos en
    vuestro libro; que, puesto que a la clara se vea la mentira, por la poca
    necesidad que vos teníades de aprovecharos dellos, no importa nada; y quizá
    alguno habrá tan simple, que crea que de todos os habéis aprovechado en la
    simple y sencilla historia vuestra; y, cuando no sirva de otra cosa, por lo
    menos servirá aquel largo catálogo de autores a dar de improviso autoridad
    al libro. Y más, que no habrá quien se ponga a averiguar si los seguistes o
    no los seguistes, no yéndole nada en ello. Cuanto más que, si bien caigo en
    la cuenta, este vuestro libro no tiene necesidad de ninguna cosa de
    aquellas que vos decís que le falta, porque todo él es una invectiva contra
    los libros de caballerías, de quien nunca se acordó Aristóteles, ni dijo
    nada San Basilio, ni alcanzó Cicerón; ni caen debajo de la cuenta de sus
    fabulosos disparates las puntualidades de la verdad, ni las observaciones
    de la astrología; ni le son de importancia las medidas geométricas, ni la
    confutación de los argumentos de quien se sirve la retórica; ni tiene para
    qué predicar a ninguno, mezclando lo humano con lo divino, que es un género
    de mezcla de quien no se ha de vestir ningún cristiano entendimiento. Sólo
    tiene que aprovecharse de la imitación en lo que fuere escribiendo; que,
    cuanto ella fuere más perfecta, tanto mejor será lo que se escribiere. Y,
    pues esta vuestra escritura no mira a más que a deshacer la autoridad y
    cabida que en el mundo y en el vulgo tienen los libros de caballerías, no
    hay para qué andéis mendigando sentencias de filósofos, consejos de la
    Divina Escritura, fábulas de poetas, oraciones de retóricos, milagros de
    santos, sino procurar que a la llana, con palabras significantes, honestas
    y bien colocadas, salga vuestra oración y período sonoro y festivo;
    pintando, en todo lo que alcanzáredes y fuere posible, vuestra intención,
    dando a entender vuestros conceptos sin intricarlos y escurecerlos.
    Procurad también que, leyendo vuestra historia, el melancólico se mueva a
    risa, el risueño la acreciente, el simple no se enfade, el discreto se
    admire de la invención, el grave no la desprecie, ni el prudente deje de
    alabarla. En efecto, llevad la mira puesta a derribar la máquina mal
    fundada destos caballerescos libros, aborrecidos de tantos y alabados de
    muchos más; que si esto alcanzásedes, no habríades alcanzado poco.

    Con silencio grande estuve escuchando lo que mi amigo me decía, y de tal
    manera se imprimieron en mí sus razones que, sin ponerlas en disputa, las
    aprobé por buenas y de ellas mismas quise hacer este prólogo; en el cual
    verás, lector suave, la discreción de mi amigo, la buena ventura mía en
    hallar en tiempo tan necesitado tal consejero, y el alivio tuyo en hallar
    tan sincera y tan sin revueltas la historia del famoso don Quijote de la
    Mancha, de quien hay opinión, por todos los habitadores del distrito del
    campo de Montiel, que fue el más casto enamorado y el más valiente
    caballero que de muchos años a esta parte se vio en aquellos contornos. Yo
    no quiero encarecerte el servicio que te hago en darte a conocer tan noble
    y tan honrado caballero, pero quiero que me agradezcas el conocimiento que
    tendrás del famoso Sancho Panza, su escudero, en quien, a mi parecer, te
    doy cifradas todas las gracias escuderiles que en la caterva de los libros
    vanos de caballerías están esparcidas.

    Y con esto, Dios te dé salud, y a mí no olvide. Vale.

    AL LIBRO DE DON QUIJOTE DE LA MANCHA

    Urganda la desconocida
    Si de llegarte a los bue-,
    libro, fueres con letu-,
    no te dirá el boquirru-
    que no pones bien los de-.
    Mas si el pan no se te cue-
    por ir a manos de idio-,
    verás de manos a bo-,
    aun no dar una en el cla-,
    si bien se comen las ma-
    por mostrar que son curio-.
    Y, pues la expiriencia ense-
    que el que a buen árbol se arri-
    buena sombra le cobi-,
    en Béjar tu buena estre-
    un árbol real te ofre-
    que da príncipes por fru-,
    en el cual floreció un du-
    que es nuevo Alejandro Ma-:
    llega a su sombra, que a osa-
    favorece la fortu-.
    De un noble hidalgo manche-
    contarás las aventu-,
    a quien ociosas letu-,
    trastornaron la cabe-:
    damas, armas, caballe-,
    le provocaron de mo-,
    que, cual Orlando furio-,
    templado a lo enamora-,
    alcanzó a fuerza de bra-
    a Dulcinea del Tobo-.
    No indiscretos hieroglí-
    estampes en el escu-,
    que, cuando es todo figu-,
    con ruines puntos se envi-.
    Si en la dirección te humi-,

    no dirá, mofante, algu-:
    ''¡Qué don Álvaro de Lu-,
    qué Anibal el de Carta-,
    qué rey Francisco en Espa-
    se queja de la Fortu-!''
    Pues al cielo no le plu-
    que salieses tan ladi-
    como el negro Juan Lati-,
    hablar latines rehú-.
    No me despuntes de agu-,
    ni me alegues con filó-,
    porque, torciendo la bo-,
    dirá el que entiende la le-,
    no un palmo de las ore-:
    ''¿Para qué conmigo flo-?''
    No te metas en dibu-,
    ni en saber vidas aje-,
    que, en lo que no va ni vie-,

    pasar de largo es cordu-.
    Que suelen en caperu-
    darles a los que grace-;
    mas tú quémate las ce-
    sólo en cobrar buena fa-;
    que el que imprime neceda-
    dalas a censo perpe-.
    Advierte que es desati-,
    siendo de vidrio el teja-,
    tomar piedras en las ma-
    para tirar al veci-.
    Deja que el hombre de jui-,
    en las obras que compo-,
    se vaya con pies de plo-;
    que el que saca a luz pape-
    para entretener donce-
    escribe a tontas y a lo-.

    AMADÍS DE GAULA A DON QUIJOTE DE LA MANCHA

    Soneto

    Tú, que imitaste la llorosa vida
    que tuve, ausente y desdeñado sobre
    el gran ribazo de la Peña Pobre,
    de alegre a penitencia reducida;
    tú, a quien los ojos dieron la bebida
    de abundante licor, aunque salobre,
    y alzándote la plata, estaño y cobre,
    te dio la tierra en tierra la comida,
    vive seguro de que eternamente,
    en tanto, al menos, que en la cuarta esfera,
    sus caballos aguije el rubio Apolo,
    tendrás claro renombre de valiente;
    tu patria será en todas la primera;
    tu sabio autor, al mundo único y solo.

    DON BELIANÍS DE GRECIA A DON QUIJOTE DE LA MANCHA

    Soneto

    Rompí, corté, abollé, y dije y hice
    más que en el orbe caballero andante;
    fui diestro, fui valiente, fui arrogante;
    mil agravios vengué, cien mil deshice.
    Hazañas di a la Fama que eternice;
    fui comedido y regalado amante;
    fue enano para mí todo gigante,
    y al duelo en cualquier punto satisfice.
    Tuve a mis pies postrada la Fortuna,
    y trajo del copete mi cordura
    a la calva Ocasión al estricote.
    Más, aunque sobre el cuerno de la luna
    siempre se vio encumbrada mi ventura,
    tus proezas envidio, ¡oh gran Quijote!

    LA SEÑORA ORIANA A DULCINEA DEL TOBOSO

    Soneto

    ¡Oh, quién tuviera, hermosa Dulcinea,
    por más comodidad y más reposo,
    a Miraflores puesto en el Toboso,
    y trocara sus Londres con tu aldea!
    ¡Oh, quién de tus deseos y librea
    alma y cuerpo adornara, y del famoso
    caballero que hiciste venturoso
    mirara alguna desigual pelea!
    ¡Oh, quién tan castamente se escapara
    del señor Amadís como tú hiciste
    del comedido hidalgo don Quijote!
    Que así envidiada fuera, y no envidiara,
    y fuera alegre el tiempo que fue triste,
    y gozara los gustos sin escote.

    GANDALÍN, ESCUDERO DE AMADÍS DE GAULA, A SANCHO PANZA, ESCUDERO DE DON QUIJOTE

    Soneto

    Salve, varón famoso, a quien Fortuna,
    cuando en el trato escuderil te puso,
    tan blanda y cuerdamente lo dispuso,
    que lo pasaste sin desgracia alguna.
    Ya la azada o la hoz poco repugna
    al andante ejercicio; ya está en uso
    la llaneza escudera, con que acuso
    al soberbio que intenta hollar la luna.
    Envidio a tu jumento y a tu nombre,
    y a tus alforjas igualmente invidio,
    que mostraron tu cuerda providencia.
    Salve otra vez, ¡oh Sancho!, tan buen hombre,
    que a solo tú nuestro español Ovidio
    con buzcorona te hace reverencia.

    DEL DONOSO, POETA ENTREVERADO, A SANCHO PANZA Y ROCINANTE

    Soy Sancho Panza, escude-
    del manchego don Quijo-.
    Puse pies en polvoro-,
    por vivir a lo discre-;
    que el tácito Villadie-
    toda su razón de esta-
    cifró en una retira-,
    según siente Celesti-,
    libro, en mi opinión, divi-
    si encubriera más lo huma-.
    A Rocinante
    Soy Rocinante, el famo-
    bisnieto del gran Babie-.
    Por pecados de flaque-,
    fui a poder de un don Quijo-.
    Parejas corrí a lo flo-;
    mas, por uña de caba-,
    no se me escapó ceba-;
    que esto saqué a Lazari-
    cuando, para hurtar el vi-
    al ciego, le di la pa-.

    ORLANDO FURIOSO A DON QUIJOTE DE LA MANCHA

    Soneto

    Si no eres par, tampoco le has tenido:
    que par pudieras ser entre mil pares;
    ni puede haberle donde tú te hallares,
    invito vencedor, jamás vencido.
    Orlando soy, Quijote, que, perdido
    por Angélica, vi remotos mares,
    ofreciendo a la Fama en sus altares
    aquel valor que respetó el olvido.
    No puedo ser tu igual; que este decoro
    se debe a tus proezas y a tu fama,
    puesto que, como yo, perdiste el seso.
    Mas serlo has mío, si al soberbio moro
    y cita fiero domas, que hoy nos llama
    iguales en amor con mal suceso.

    EL CABALLERO DEL FEBO A DON QUIJOTE DE LA MANCHA

    Soneto

    A vuestra espada no igualó la mía,
    Febo español, curioso cortesano,
    ni a la alta gloria de valor mi mano,
    que rayo fue do nace y muere el día.
    Imperios desprecié; la monarquía
    que me ofreció el Oriente rojo en vano
    dejé, por ver el rostro soberano
    de Claridiana, aurora hermosa mía.
    Améla por milagro único y raro,
    y, ausente en su desgracia, el propio infierno
    temió mi brazo, que domó su rabia.
    Mas vos, godo Quijote, ilustre y claro,
    por Dulcinea sois al mundo eterno,
    y ella, por vos, famosa, honesta y sabia.

    DE SOLISDÁN A DON QUIJOTE DE LA MANCHA

    Soneto

    Maguer, señor Quijote, que sandeces
    vos tengan el cerbelo derrumbado,
    nunca seréis de alguno reprochado
    por home de obras viles y soeces.
    Serán vuesas fazañas los joeces,
    pues tuertos desfaciendo habéis andado,
    siendo vegadas mil apaleado
    por follones cautivos y raheces.
    Y si la vuesa linda Dulcinea
    desaguisado contra vos comete,
    ni a vuesas cuitas muestra buen talante,
    en tal desmán, vueso conorte sea
    que Sancho Panza fue mal alcagüete,
    necio él, dura ella, y vos no amante.

    DIÁLOGO ENTRE BABIECA Y ROCINANTE

    Soneto

    B. ¿Cómo estáis, Rocinante, tan delgado?
    R. Porque nunca se come, y se trabaja.
    B. Pues, ¿qué es de la cebada y de la paja?
    R. No me deja mi amo ni un bocado.
    B. Andá, señor, que estáis muy mal criado,
    pues vuestra lengua de asno al amo ultraja.
    R. Asno se es de la cuna a la mortaja.
    ¿Queréislo ver? Miraldo enamorado.
    B. ¿Es necedad amar? R. No es gran prudencia.
    B. Metafísico estáis. R. Es que no como.
    B. Quejaos del escudero. R. No es bastante.
    ¿Cómo me he de quejar en mi dolencia,
    si el amo y escudero o mayordomo
    son tan rocines como Rocinante?

    Primera parte del ingenioso hidalgo don Quijote de la Mancha

    Capítulo primero. Que trata de la condición y ejercicio del famoso hidalgo
    don Quijote de la Mancha

    En un lugar de la Mancha, de cuyo nombre no quiero acordarme, no ha mucho
    tiempo que vivía un hidalgo de los de lanza en astillero, adarga antigua,
    rocín flaco y galgo corredor. Una olla de algo más vaca que carnero,
    salpicón las más noches, duelos y quebrantos los sábados, lantejas los
    viernes, algún palomino de añadidura los domingos, consumían las tres
    partes de su hacienda. El resto della concluían sayo de velarte, calzas de
    velludo para las fiestas, con sus pantuflos de lo mesmo, y los días de
    entresemana se honraba con su vellorí de lo más fino. Tenía en su casa una
    ama que pasaba de los cuarenta, y una sobrina que no llegaba a los veinte,
    y un mozo de campo y plaza, que así ensillaba el rocín como tomaba la
    podadera. Frisaba la edad de nuestro hidalgo con los cincuenta años; era de
    complexión recia, seco de carnes, enjuto de rostro, gran madrugador y amigo
    de la caza. Quieren decir que tenía el sobrenombre de Quijada, o Quesada,
    que en esto hay alguna diferencia en los autores que deste caso escriben;
    aunque, por conjeturas verosímiles, se deja entender que se llamaba
    Quejana. Pero esto importa poco a nuestro cuento; basta que en la narración
    dél no se salga un punto de la verdad.

    Es, pues, de saber que este sobredicho hidalgo, los ratos que estaba
    ocioso, que eran los más del año, se daba a leer libros de caballerías, con
    tanta afición y gusto, que olvidó casi de todo punto el ejercicio de la
    caza, y aun la administración de su hacienda. Y llegó a tanto su curiosidad
    y desatino en esto, que vendió muchas hanegas de tierra de sembradura para
    comprar libros de caballerías en que leer, y así, llevó a su casa todos
    cuantos pudo haber dellos; y de todos, ningunos le parecían tan bien como
    los que compuso el famoso Feliciano de Silva, porque la claridad de su
    prosa y aquellas entricadas razones suyas le parecían de perlas, y más
    cuando llegaba a leer aquellos requiebros y cartas de desafíos, donde en
    muchas partes hallaba escrito: La razón de la sinrazón que a mi razón se
    hace, de tal manera mi razón enflaquece, que con razón me quejo de la
    vuestra fermosura. Y también cuando leía: …los altos cielos que de
    vuestra divinidad divinamente con las estrellas os fortifican, y os hacen
    merecedora del merecimiento que merece la vuestra grandeza.

    Con estas razones perdía el pobre caballero el juicio, y desvelábase por
    entenderlas y desentrañarles el sentido, que no se lo sacara ni las
    entendiera el mesmo Aristóteles, si resucitara para sólo ello. No estaba
    muy bien con las heridas que don Belianís daba y recebía, porque se
    imaginaba que, por grandes maestros que le hubiesen curado, no dejaría de
    tener el rostro y todo el cuerpo lleno de cicatrices y señales. Pero, con
    todo, alababa en su autor aquel acabar su libro con la promesa de aquella
    inacabable aventura, y muchas veces le vino deseo de tomar la pluma y dalle
    fin al pie de la letra, como allí se promete; y sin duda alguna lo hiciera,
    y aun saliera con ello, si otros mayores y continuos pensamientos no se lo
    estorbaran. Tuvo muchas veces competencia con el cura de su lugar —que era
    hombre docto, graduado en Sigüenza—, sobre cuál había sido mejor caballero:
    Palmerín de Ingalaterra o Amadís de Gaula; mas maese Nicolás, barbero del
    mesmo pueblo, decía que ninguno llegaba al Caballero del Febo, y que si
    alguno se le podía comparar, era don Galaor, hermano de Amadís de Gaula,
    porque tenía muy acomodada condición para todo; que no era caballero
    melindroso, ni tan llorón como su hermano, y que en lo de la valentía no le
    iba en zaga.

    En resolución, él se enfrascó tanto en su letura, que se le pasaban las
    noches leyendo de claro en claro, y los días de turbio en turbio; y así,
    del poco dormir y del mucho leer, se le secó el celebro, de manera que vino
    a perder el juicio. Llenósele la fantasía de todo aquello que leía en los
    libros, así de encantamentos como de pendencias, batallas, desafíos,
    heridas, requiebros, amores, tormentas y disparates imposibles; y
    asentósele de tal modo en la imaginación que era verdad toda aquella
    máquina de aquellas sonadas soñadas invenciones que leía, que para él no
    había otra historia más cierta en el mundo. Decía él que el Cid Ruy Díaz
    había sido muy buen caballero, pero que no tenía que ver con el Caballero
    de la Ardiente Espada, que de sólo un revés había partido por medio dos
    fieros y descomunales gigantes. Mejor estaba con Bernardo del Carpio,
    porque en Roncesvalles había muerto a Roldán el encantado, valiéndose de la
    industria de Hércules, cuando ahogó a Anteo, el hijo de la Tierra, entre
    los brazos. Decía mucho bien del gigante Morgante, porque, con ser de
    aquella generación gigantea, que todos son soberbios y descomedidos, él
    solo era afable y bien criado. Pero, sobre todos, estaba bien con Reinaldos
    de Montalbán, y más cuando le veía salir de su castillo y robar cuantos
    topaba, y cuando en allende robó aquel ídolo de Mahoma que era todo de oro,
    según dice su historia. Diera él, por dar una mano de coces al traidor de
    Galalón, al ama que tenía, y aun a su sobrina de añadidura.

    En efeto, rematado ya su juicio, vino a dar en el más estraño pensamiento
    que jamás dio loco en el mundo; y fue que le pareció convenible y
    necesario, así para el aumento de su honra como para el servicio de su
    república, hacerse caballero andante, y irse por todo el mundo con sus
    armas y caballo a buscar las aventuras y a ejercitarse en todo aquello que
    él había leído que los caballeros andantes se ejercitaban, deshaciendo todo
    género de agravio, y poniéndose en ocasiones y peligros donde, acabándolos,
    cobrase eterno nombre y fama. Imaginábase el pobre ya coronado por el valor
    de su brazo, por lo menos, del imperio de Trapisonda; y así, con estos tan
    agradables pensamientos, llevado del estraño gusto que en ellos sentía, se
    dio priesa a poner en efeto lo que deseaba.

    Y lo primero que hizo fue limpiar unas armas que habían sido de sus
    bisabuelos, que, tomadas de orín y llenas de moho, luengos siglos había que
    estaban puestas y olvidadas en un rincón. Limpiólas y aderezólas lo mejor
    que pudo, pero vio que tenían una gran falta, y era que no tenían celada de
    encaje, sino morrión simple; mas a esto suplió su industria, porque de
    cartones hizo un modo de media celada, que, encajada con el morrión, hacían
    una apariencia de celada entera. Es verdad que para probar si era fuerte y
    podía estar al riesgo de una cuchillada, sacó su espada y le dio dos
    golpes, y con el primero y en un punto deshizo lo que había hecho en una
    semana; y no dejó de parecerle mal la facilidad con que la había hecho
    pedazos, y, por asegurarse deste peligro, la tornó a hacer de nuevo,
    poniéndole unas barras de hierro por de dentro, de tal manera que él quedó
    satisfecho de su fortaleza; y, sin querer hacer nueva experiencia della, la
    diputó y tuvo por celada finísima de encaje.

    Fue luego a ver su rocín, y, aunque tenía más cuartos que un real y más
    tachas que el caballo de Gonela, que tantum pellis et ossa fuit, le pareció
    que ni el Bucéfalo de Alejandro ni Babieca el del Cid con él se igualaban.
    Cuatro días se le pasaron en imaginar qué nombre le pondría; porque, según
    se decía él a sí mesmo, no era razón que caballo de caballero tan famoso, y
    tan bueno él por sí, estuviese sin nombre conocido; y ansí, procuraba
    acomodársele de manera que declarase quién había sido, antes que fuese de
    caballero andante, y lo que era entonces; pues estaba muy puesto en razón
    que, mudando su señor estado, mudase él también el nombre, y le cobrase
    famoso y de estruendo, como convenía a la nueva orden y al nuevo ejercicio
    que ya profesaba. Y así, después de muchos nombres que formó, borró y
    quitó, añadió, deshizo y tornó a hacer en su memoria e imaginación, al fin
    le vino a llamar Rocinante: nombre, a su parecer, alto, sonoro y
    significativo de lo que había sido cuando fue rocín, antes de lo que ahora
    era, que era antes y primero de todos los rocines del mundo.

    Puesto nombre, y tan a su gusto, a su caballo, quiso ponérsele a sí mismo,
    y en este pensamiento duró otros ocho días, y al cabo se vino a llamar don
    Quijote; de donde —como queda dicho— tomaron ocasión los autores desta tan
    verdadera historia que, sin duda, se debía de llamar Quijada, y no Quesada,
    como otros quisieron decir. Pero, acordándose que el valeroso Amadís no
    sólo se había contentado con llamarse Amadís a secas, sino que añadió el
    nombre de su reino y patria, por Hepila famosa, y se llamó Amadís de Gaula,
    así quiso, como buen caballero, añadir al suyo el nombre de la suya y
    llamarse don Quijote de la Mancha, con que, a su parecer, declaraba muy al
    vivo su linaje y patria, y la honraba con tomar el sobrenombre della.

    Limpias, pues, sus armas, hecho del morrión celada, puesto nombre a su
    rocín y confirmándose a sí mismo, se dio a entender que no le faltaba otra
    cosa sino buscar una dama de quien enamorarse; porque el caballero andante
    sin amores era árbol sin hojas y sin fruto y cuerpo sin alma. Decíase él
    a sí:

    — Si yo, por malos de mis pecados, o por mi buena suerte, me encuentro por
    ahí con algún gigante, como de ordinario les acontece a los caballeros
    andantes, y le derribo de un encuentro, o le parto por mitad del cuerpo, o,
    finalmente, le venzo y le rindo, ¿no será bien tener a quien enviarle
    presentado y que entre y se hinque de rodillas ante mi dulce señora, y diga
    con voz humilde y rendido: ''Yo, señora, soy el gigante Caraculiambro,
    señor de la ínsula Malindrania, a quien venció en singular batalla el
    jamás como se debe alabado caballero don Quijote de la Mancha, el cual me
    mandó que me presentase ante vuestra merced, para que la vuestra grandeza
    disponga de mí a su talante''?

    ¡Oh, cómo se holgó nuestro buen caballero cuando hubo hecho este discurso,
    y más cuando halló a quien dar nombre de su dama! Y fue, a lo que se cree,
    que en un lugar cerca del suyo había una moza labradora de muy buen
    parecer, de quien él un tiempo anduvo enamorado, aunque, según se entiende,
    ella jamás lo supo, ni le dio cata dello. Llamábase Aldonza Lorenzo, y a
    ésta le pareció ser bien darle título de señora de sus pensamientos; y,
    buscándole nombre que no desdijese mucho del suyo, y que tirase y se
    encaminase al de princesa y gran señora, vino a llamarla Dulcinea del
    Toboso, porque era natural del Toboso; nombre, a su parecer, músico y
    peregrino y significativo, como todos los demás que a él y a sus cosas
    había puesto.

    Capítulo II. Que trata de la primera salida que de su tierra hizo el
    ingenioso don Quijote

    Hechas, pues, estas prevenciones, no quiso aguardar más tiempo a poner en
    efeto su pensamiento, apretándole a ello la falta que él pensaba que hacía
    en el mundo su tardanza, según eran los agravios que pensaba deshacer,
    tuertos que enderezar, sinrazones que emendar, y abusos que mejorar y
    deudas que satisfacer. Y así, sin dar parte a persona alguna de su
    intención, y sin que nadie le viese, una mañana, antes del día, que era uno
    de los calurosos del mes de julio, se armó de todas sus armas, subió sobre
    Rocinante, puesta su mal compuesta celada, embrazó su adarga, tomó su
    lanza, y, por la puerta falsa de un corral, salió al campo con grandísimo
    contento y alborozo de ver con cuánta facilidad había dado principio a su
    buen deseo. Mas, apenas se vio en el campo, cuando le asaltó un pensamiento
    terrible, y tal, que por poco le hiciera dejar la comenzada empresa; y fue
    que le vino a la memoria que no era armado caballero, y que, conforme a ley
    de caballería, ni podía ni debía tomar armas con ningún caballero; y,
    puesto que lo fuera, había de llevar armas blancas, como novel caballero,
    sin empresa en el escudo, hasta que por su esfuerzo la ganase. Estos
    pensamientos le hicieron titubear en su propósito; mas, pudiendo más su
    locura que otra razón alguna, propuso de hacerse armar caballero del
    primero que topase, a imitación de otros muchos que así lo hicieron, según
    él había leído en los libros que tal le tenían. En lo de las armas blancas,
    pensaba limpiarlas de manera, en teniendo lugar, que lo fuesen más que un
    armiño; y con esto se quietó y prosiguió su camino, sin llevar otro que
    aquel que su caballo quería, creyendo que en aquello consistía la fuerza de
    las aventuras.

    Yendo, pues, caminando nuestro flamante aventurero, iba hablando consigo
    mesmo y diciendo:

    — ¿Quién duda sino que en los venideros tiempos, cuando salga a luz la
    verdadera historia de mis famosos hechos, que el sabio que los escribiere
    no ponga, cuando llegue a contar esta mi primera salidad tan de mañana,
    desta manera?: «Apenas había el rubicundo Apolo tendido por la faz de la
    ancha y espaciosa tierra las doradas hebras de sus hermosos cabellos, y
    apenas los pequeños y pintados pajarillos con sus arpadas lenguas habían
    saludado con dulce y meliflua armonía la venida de la rosada aurora, que,
    dejando la blanda cama del celoso marido, por las puertas y balcones del
    manchego horizonte a los mortales se mostraba, cuando el famoso caballero
    don Quijote de la Mancha, dejando las ociosas plumas, subió sobre su famoso
    caballo Rocinante, y comenzó a caminar por el antiguo y conocido campo de
    Montiel».

    Y era la verdad que por él caminaba. Y añadió diciendo:

    — Dichosa edad, y siglo dichoso aquel adonde saldrán a luz las famosas
    hazañas mías, dignas de entallarse en bronces, esculpirse en mármoles y
    pintarse en tablas para memoria en lo futuro. ¡Oh tú, sabio encantador,
    quienquiera que seas, a quien ha de tocar el ser coronista desta peregrina
    historia, ruégote que no te olvides de mi buen Rocinante, compañero eterno
    mío en todos mis caminos y carreras!

    Luego volvía diciendo, como si verdaderamente fuera enamorado:

    — ¡Oh princesa Dulcinea, señora deste cautivo corazón!, mucho agravio me
    habedes fecho en despedirme y reprocharme con el riguroso afincamiento de
    mandarme no parecer ante la vuestra fermosura. Plégaos, señora, de
    membraros deste vuestro sujeto corazón, que tantas cuitas por vuestro amor
    padece.

    Con éstos iba ensartando otros disparates, todos al modo de los que sus
    libros le habían enseñado, imitando en cuanto podía su lenguaje. Con esto,
    caminaba tan despacio, y el sol entraba tan apriesa y con tanto ardor, que
    fuera bastante a derretirle los sesos, si algunos tuviera.

    Casi todo aquel día caminó sin acontecerle cosa que de contar fuese, de lo
    cual se desesperaba, porque quisiera topar luego luego con quien hacer
    experiencia del valor de su fuerte brazo. Autores hay que dicen que la
    primera aventura que le avino fue la del Puerto Lápice; otros dicen que la
    de los molinos de viento; pero, lo que yo he podido averiguar en este caso,
    y lo que he hallado escrito en los Anales de la Mancha, es que él anduvo
    todo aquel día, y, al anochecer, su rocín y él se hallaron cansados y
    muertos de hambre; y que, mirando a todas partes por ver si descubriría
    algún castillo o alguna majada de pastores donde recogerse y adonde pudiese
    remediar su mucha hambre y necesidad, vio, no lejos del camino por donde
    iba, una venta, que fue como si viera una estrella que, no a los portales,
    sino a los alcázares de su redención le encaminaba. Diose priesa a caminar,
    y llegó a ella a tiempo que anochecía.

    Estaban acaso a la puerta dos mujeres mozas, destas que llaman del partido,
    las cuales iban a Sevilla con unos arrieros que en la venta aquella noche
    acertaron a hacer jornada; y, como a nuestro aventurero todo cuanto
    pensaba, veía o imaginaba le parecía ser hecho y pasar al modo de lo que
    había leído, luego que vio la venta, se le representó que era un castillo
    con sus cuatro torres y chapiteles de luciente plata, sin faltarle su
    puente levadiza y honda cava, con todos aquellos adherentes que semejantes
    castillos se pintan. Fuese llegando a la venta, que a él le parecía
    castillo, y a poco trecho della detuvo las riendas a Rocinante, esperando
    que algún enano se pusiese entre las almenas a dar señal con alguna
    trompeta de que llegaba caballero al castillo. Pero, como vio que se
    tardaban y que Rocinante se daba priesa por llegar a la caballeriza, se
    llegó a la puerta de la venta, y vio a las dos destraídas mozas que allí
    estaban, que a él le parecieron dos hermosas doncellas o dos graciosas
    damas que delante de la puerta del castillo se estaban solazando. En esto,
    sucedió acaso que un porquero que andaba recogiendo de unos rastrojos una
    manada de puercos —que, sin perdón, así se llaman— tocó un cuerno, a cuya
    señal ellos se recogen, y al instante se le representó a don Quijote lo que
    deseaba, que era que algún enano hacía señal de su venida; y así, con
    estraño contento, llegó a la venta y a las damas, las cuales, como vieron
    venir un hombre de aquella suerte, armado y con lanza y adarga, llenas de
    miedo, se iban a entrar en la venta; pero don Quijote, coligiendo por su
    huida su miedo, alzándose la visera de papelón y descubriendo su seco y
    polvoroso rostro, con gentil talante y voz reposada, les dijo:

    — No fuyan las vuestras mercedes ni teman desaguisado alguno; ca a la orden
    de caballería que profeso non toca ni atañe facerle a ninguno, cuanto más a
    tan altas doncellas como vuestras presencias demuestran.

    Mirábanle las mozas, y andaban con los ojos buscándole el rostro, que la
    mala visera le encubría; mas, como se oyeron llamar doncellas, cosa tan
    fuera de su profesión, no pudieron tener la risa, y fue de manera que don
    Quijote vino a correrse y a decirles:

    — Bien parece la mesura en las fermosas, y es mucha sandez además la risa
    que de leve causa procede; pero no vos lo digo porque os acuitedes ni
    mostredes mal talante; que el mío non es de ál que de serviros.

    El lenguaje, no entendido de las señoras, y el mal talle de nuestro
    caballero acrecentaba en ellas la risa y en él el enojo; y pasara muy
    adelante si a aquel punto no saliera el ventero, hombre que, por ser muy
    gordo, era muy pacífico, el cual, viendo aquella figura contrahecha, armada
    de armas tan desiguales como eran la brida, lanza, adarga y coselete, no
    estuvo en nada en acompañar a las doncellas en las muestras de su contento.
    Mas, en efeto, temiendo la máquina de tantos pertrechos, determinó de
    hablarle comedidamente; y así, le dijo:

    — Si vuestra merced, señor caballero, busca posada, amén del lecho (porque
    en esta venta no hay ninguno), todo lo demás se hallará en ella en mucha
    abundancia.

    Viendo don Quijote la humildad del alcaide de la fortaleza, que tal le
    pareció a él el ventero y la venta, respondió:

    -Para mí, señor castellano, cualquiera cosa basta, porque
    mis arreos son las armas,
    mi descanso el pelear, etc.

    Pensó el huésped que el haberle llamado castellano había sido por haberle
    parecido de los sanos de Castilla, aunque él era andaluz, y de los de la
    playa de Sanlúcar, no menos ladrón que Caco, ni menos maleante que
    estudiantado paje; y así, le respondió:

    — Según eso, las camas de vuestra merced serán duras peñas, y su dormir,
    siempre velar; y siendo así, bien se puede apear, con seguridad de hallar
    en esta choza ocasión y ocasiones para no dormir en todo un año, cuanto más
    en una noche.

    Y, diciendo esto, fue a tener el estribo a don Quijote, el cual se apeó con
    mucha dificultad y trabajo, como aquel que en todo aquel día no se había
    desayunado.

    Dijo luego al huésped que le tuviese mucho cuidado de su caballo, porque
    era la mejor pieza que comía pan en el mundo. Miróle el ventero, y no le
    pareció tan bueno como don Quijote decía, ni aun la mitad; y, acomodándole
    en la caballeriza, volvió a ver lo que su huésped mandaba, al cual estaban
    desarmando las doncellas, que ya se habían reconciliado con él; las cuales,
    aunque le habían quitado el peto y el espaldar, jamás supieron ni pudieron
    desencajarle la gola, ni quitalle la contrahecha celada, que traía atada
    con unas cintas verdes, y era menester cortarlas, por no poderse quitar los
    ñudos; mas él no lo quiso consentir en ninguna manera, y así, se quedó toda
    aquella noche con la celada puesta, que era la más graciosa y estraña
    figura que se pudiera pensar; y, al desarmarle, como él se imaginaba que
    aquellas traídas y llevadas que le desarmaban eran algunas principales
    señoras y damas de aquel castillo, les dijo con mucho donaire:

    -Nunca fuera caballero
    de damas tan bien servido
    como fuera don Quijote
    cuando de su aldea vino:
    doncellas curaban dél;
    princesas, del su rocino,

    o Rocinante, que éste es el nombre, señoras mías, de mi caballo, y don
    Quijote de la Mancha el mío; que, puesto que no quisiera descubrirme fasta
    que las fazañas fechas en vuestro servicio y pro me descubrieran, la fuerza
    de acomodar al propósito presente este romance viejo de Lanzarote ha sido
    causa que sepáis mi nombre antes de toda sazón; pero, tiempo vendrá en que
    las vuestras señorías me manden y yo obedezca, y el valor de mi brazo
    descubra el deseo que tengo de serviros.

    Las mozas, que no estaban hechas a oír semejantes retóricas, no respondían
    palabra; sólo le preguntaron si quería comer alguna cosa.

    — Cualquiera yantaría yo —respondió don Quijote—, porque, a lo que entiendo,
    me haría mucho al caso.

    A dicha, acertó a ser viernes aquel día, y no había en toda la venta sino
    unas raciones de un pescado que en Castilla llaman abadejo, y en Andalucía
    bacallao, y en otras partes curadillo, y en otras truchuela. Preguntáronle
    si por ventura comería su merced truchuela, que no había otro pescado que
    dalle a comer.

    — Como haya muchas truchuelas —respondió don Quijote—, podrán servir de una
    trucha, porque eso se me da que me den ocho reales en sencillos que en una
    pieza de a ocho. Cuanto más, que podría ser que fuesen estas truchuelas
    como la ternera, que es mejor que la vaca, y el cabrito que el cabrón.
    Pero, sea lo que fuere, venga luego, que el trabajo y peso de las armas no
    se puede llevar sin el gobierno de las tripas.

    Pusiéronle la mesa a la puerta de la venta, por el fresco, y trújole el
    huésped una porción del mal remojado y peor cocido bacallao, y un pan tan
    negro y mugriento como sus armas; pero era materia de grande risa verle
    comer, porque, como tenía puesta la celada y alzada la visera, no podía
    poner nada en la boca con sus manos si otro no se lo daba y ponía; y ansí,
    una de aquellas señoras servía deste menester. Mas, al darle de beber, no
    fue posible, ni lo fuera si el ventero no horadara una caña, y puesto el un
    cabo en la boca, por el otro le iba echando el vino; y todo esto lo recebía
    en paciencia, a trueco de no romper las cintas de la celada.

    Estando en esto, llegó acaso a la venta un castrador de puercos; y, así
    como llegó, sonó su silbato de cañas cuatro o cinco veces, con lo cual
    acabó de confirmar don Quijote que estaba en algún famoso castillo, y que
    le servían con música, y que el abadejo eran truchas; el pan, candeal; y
    las rameras, damas; y el ventero, castellano del castillo, y con esto daba
    por bien empleada su determinación y salida. Mas lo que más le fatigaba era
    el no verse armado caballero, por parecerle que no se podría poner
    legítimamente en aventura alguna sin recebir la orden de caballería.

    Capítulo III. Donde se cuenta la graciosa manera que tuvo don Quijote en
    armarse caballero

    Y así, fatigado deste pensamiento, abrevió su venteril y limitada cena; la
    cual acabada, llamó al ventero, y, encerrándose con él en la caballeriza,
    se hincó de rodillas ante él, diciéndole:

    — No me levantaré jamás de donde estoy, valeroso caballero, fasta que la
    vuestra cortesía me otorgue un don que pedirle quiero, el cual redundará en
    alabanza vuestra y en pro del género humano.

    El ventero, que vio a su huésped a sus pies y oyó semejantes razones,
    estaba confuso mirándole, sin saber qué hacerse ni decirle, y porfiaba con
    él que se levantase, y jamás quiso, hasta que le hubo de decir que él le
    otorgaba el don que le pedía.

    — No esperaba yo menos de la gran magnificencia vuestra, señor mío
    — respondió don Quijote—; y así, os digo que el don que os he pedido, y de
    vuestra liberalidad me ha sido otorgado, es que mañana en aquel día me
    habéis de armar caballero, y esta noche en la capilla deste vuestro
    castillo velaré las armas; y mañana, como tengo dicho, se cumplirá lo que
    tanto deseo, para poder, como se debe, ir por todas las cuatro partes del
    mundo buscando las aventuras, en pro de los menesterosos, como está a cargo
    de la caballería y de los caballeros andantes, como yo soy, cuyo deseo a
    semejantes fazañas es inclinado.

    El ventero, que, como está dicho, era un poco socarrón y ya tenía algunos
    barruntos de la falta de juicio de su huésped, acabó de creerlo cuando
    acabó de oírle semejantes razones, y, por tener qué reír aquella noche,
    determinó de seguirle el humor; y así, le dijo que andaba muy acertado en
    lo que deseaba y pedía, y que tal prosupuesto era propio y natural de los
    caballeros tan principales como él parecía y como su gallarda presencia
    mostraba; y que él, ansimesmo, en los años de su mocedad, se había dado a
    aquel honroso ejercicio, andando por diversas partes del mundo buscando sus
    aventuras, sin que hubiese dejado los Percheles de Málaga, Islas de Riarán,
    Compás de Sevilla, Azoguejo de Segovia, la Olivera de Valencia, Rondilla de
    Granada, Playa de Sanlúcar, Potro de Córdoba y las Ventillas de Toledo y
    otras diversas partes, donde había ejercitado la ligereza de sus pies,
    sutileza de sus manos, haciendo muchos tuertos, recuestando muchas viudas,
    deshaciendo algunas doncellas y engañando a algunos pupilos, y, finalmente,
    dándose a conocer por cuantas audiencias y tribunales hay casi en toda
    España; y que, a lo último, se había venido a recoger a aquel su castillo,
    donde vivía con su hacienda y con las ajenas, recogiendo en él a todos los
    caballeros andantes, de cualquiera calidad y condición que fuesen, sólo por
    la mucha afición que les tenía y porque partiesen con él de sus haberes, en
    pago de su buen deseo.

    Díjole también que en aquel su castillo no había capilla alguna donde poder
    velar las armas, porque estaba derribada para hacerla de nuevo; pero que,
    en caso de necesidad, él sabía que se podían velar dondequiera, y que
    aquella noche las podría velar en un patio del castillo; que a la mañana,
    siendo Dios servido, se harían las debidas ceremonias, de manera que él
    quedase armado caballero, y tan caballero que no pudiese ser más en el
    mundo.

    Preguntóle si traía dineros; respondió don Quijote que no traía blanca,
    porque él nunca había leído en las historias de los caballeros andantes que
    ninguno los hubiese traído. A esto dijo el ventero que se engañaba; que,
    puesto caso que en las historias no se escribía, por haberles parecido a
    los autores dellas que no era menester escrebir una cosa tan clara y tan
    necesaria de traerse como eran dineros y camisas limpias, no por eso se
    había de creer que no los trujeron; y así, tuviese por cierto y averiguado
    que todos los caballeros andantes, de que tantos libros están llenos y
    atestados, llevaban bien herradas las bolsas, por lo que pudiese
    sucederles; y que asimismo llevaban camisas y una arqueta pequeña llena de
    ungüentos para curar las heridas que recebían, porque no todas veces en los
    campos y desiertos donde se combatían y salían heridos había quien los
    curase, si ya no era que tenían algún sabio encantador por amigo, que luego
    los socorría, trayendo por el aire, en alguna nube, alguna doncella o enano
    con alguna redoma de agua de tal virtud que, en gustando alguna gota della,
    luego al punto quedaban sanos de sus llagas y heridas, como si mal alguno
    hubiesen tenido. Mas que, en tanto que esto no hubiese, tuvieron los
    pasados caballeros por cosa acertada que sus escuderos fuesen proveídos de
    dineros y de otras cosas necesarias, como eran hilas y ungüentos para
    curarse; y, cuando sucedía que los tales caballeros no tenían escuderos,
    que eran pocas y raras veces, ellos mesmos lo llevaban todo en unas
    alforjas muy sutiles, que casi no se parecían, a las ancas del caballo,
    como que era otra cosa de más importancia; porque, no siendo por ocasión
    semejante, esto de llevar alforjas no fue muy admitido entre los caballeros
    andantes; y por esto le daba por consejo, pues aún se lo podía mandar como
    a su ahijado, que tan presto lo había de ser, que no caminase de allí
    adelante sin dineros y sin las prevenciones referidas, y que vería cuán
    bien se hallaba con ellas cuando menos se pensase.

    Prometióle don Quijote de hacer lo que se le aconsejaba con toda
    puntualidad; y así, se dio luego orden como velase las armas en un corral
    grande que a un lado de la venta estaba; y, recogiéndolas don Quijote
    todas, las puso sobre una pila que junto a un pozo estaba, y, embrazando su
    adarga, asió de su lanza y con gentil continente se comenzó a pasear
    delante de la pila; y cuando comenzó el paseo comenzaba a cerrar la noche.

    Contó el ventero a todos cuantos estaban en la venta la locura de su
    huésped, la vela de las armas y la armazón de caballería que esperaba.
    Admiráronse de tan estraño género de locura y fuéronselo a mirar desde
    lejos, y vieron que, con sosegado ademán, unas veces se paseaba; otras,
    arrimado a su lanza, ponía los ojos en las armas, sin quitarlos por un buen
    espacio dellas. Acabó de cerrar la noche, pero con tanta claridad de la
    luna, que podía competir con el que se la prestaba, de manera que cuanto el
    novel caballero hacía era bien visto de todos. Antojósele en esto a uno de
    los arrieros que estaban en la venta ir a dar agua a su recua, y fue
    menester quitar las armas de don Quijote, que estaban sobre la pila; el
    cual, viéndole llegar, en voz alta le dijo:

    — ¡Oh tú, quienquiera que seas, atrevido caballero, que llegas a tocar las
    armas del más valeroso andante que jamás se ciñó espada!, mira lo que haces
    y no las toques, si no quieres dejar la vida en pago de tu atrevimiento.

    No se curó el arriero destas razones (y fuera mejor que se curara, porque
    fuera curarse en salud); antes, trabando de las correas, las arrojó gran
    trecho de sí. Lo cual visto por don Quijote, alzó los ojos al cielo, y,
    puesto el pensamiento —a lo que pareció— en su señora Dulcinea, dijo:

    — Acorredme, señora mía, en esta primera afrenta que a este vuestro
    avasallado pecho se le ofrece; no me desfallezca en este primero trance
    vuestro favor y amparo.

    Y, diciendo estas y otras semejantes razones, soltando la adarga, alzó la
    lanza a dos manos y dio con ella tan gran golpe al arriero en la cabeza,
    que le derribó en el suelo, tan maltrecho que, si segundara con otro, no
    tuviera necesidad de maestro que le curara. Hecho esto, recogió sus armas y
    tornó a pasearse con el mismo reposo que primero. Desde allí a poco, sin
    saberse lo que había pasado (porque aún estaba aturdido el arriero), llegó
    otro con la mesma intención de dar agua a sus mulos; y, llegando a quitar
    las armas para desembarazar la pila, sin hablar don Quijote palabra y sin
    pedir favor a nadie, soltó otra vez la adarga y alzó otra vez la lanza, y,
    sin hacerla pedazos, hizo más de tres la cabeza del segundo arriero, porque
    se la abrió por cuatro. Al ruido acudió toda la gente de la venta, y entre
    ellos el ventero. Viendo esto don Quijote, embrazó su adarga, y, puesta
    mano a su espada, dijo:

    — ¡Oh señora de la fermosura, esfuerzo y vigor del debilitado corazón mío!
    Ahora es tiempo que vuelvas los ojos de tu grandeza a este tu cautivo
    caballero, que tamaña aventura está atendiendo.

    Con esto cobró, a su parecer, tanto ánimo, que si le acometieran todos los
    arrieros del mundo, no volviera el pie atrás. Los compañeros de los
    heridos, que tales los vieron, comenzaron desde lejos a llover piedras
    sobre don Quijote, el cual, lo mejor que podía, se reparaba con su adarga,
    y no se osaba apartar de la pila por no desamparar las armas. El ventero
    daba voces que le dejasen, porque ya les había dicho como era loco, y que
    por loco se libraría, aunque los matase a todos. También don Quijote las
    daba, mayores, llamándolos de alevosos y traidores, y que el señor del
    castillo era un follón y mal nacido caballero, pues de tal manera consentía
    que se tratasen los andantes caballeros; y que si él hubiera recebido la
    orden de caballería, que él le diera a entender su alevosía:

    — Pero de vosotros, soez y baja canalla, no hago caso alguno: tirad, llegad,
    venid y ofendedme en cuanto pudiéredes, que vosotros veréis el pago que
    lleváis de vuestra sandez y demasía.

    Decía esto con tanto brío y denuedo, que infundió un terrible temor en los
    que le acometían; y, así por esto como por las persuasiones del ventero, le
    dejaron de tirar, y él dejó retirar a los heridos y tornó a la vela de sus
    armas con la misma quietud y sosiego que primero.

    No le parecieron bien al ventero las burlas de su huésped, y determinó
    abreviar y darle la negra orden de caballería luego, antes que otra
    desgracia sucediese. Y así, llegándose a él, se desculpó de la insolencia
    que aquella gente baja con él había usado, sin que él supiese cosa alguna;
    pero que bien castigados quedaban de su atrevimiento. Díjole como ya le
    había dicho que en aquel castillo no había capilla, y para lo que restaba
    de hacer tampoco era necesaria; que todo el toque de quedar armado
    caballero consistía en la pescozada y en el espaldarazo, según él tenía
    noticia del ceremonial de la orden, y que aquello en mitad de un campo se
    podía hacer, y que ya había cumplido con lo que tocaba al velar de las
    armas, que con solas dos horas de vela se cumplía, cuanto más, que él había
    estado más de cuatro. Todo se lo creyó don Quijote, y dijo que él estaba
    allí pronto para obedecerle, y que concluyese con la mayor brevedad que
    pudiese; porque si fuese otra vez acometido y se viese armado caballero, no
    pensaba dejar persona viva en el castillo, eceto aquellas que él le
    mandase, a quien por su respeto dejaría.

    Advertido y medroso desto el castellano, trujo luego un libro donde
    asentaba la paja y cebada que daba a los arrieros, y con un cabo de vela
    que le traía un muchacho, y con las dos ya dichas doncellas, se vino adonde
    don Quijote estaba, al cual mandó hincar de rodillas; y, leyendo en su
    manual, como que decía alguna devota oración, en mitad de la leyenda alzó
    la mano y diole sobre el cuello un buen golpe, y tras él, con su mesma
    espada, un gentil espaldazaro, siempre murmurando entre dientes, como que
    rezaba. Hecho esto, mandó a una de aquellas damas que le ciñese la espada,
    la cual lo hizo con mucha desenvoltura y discreción, porque no fue menester
    poca para no reventar de risa a cada punto de las ceremonias; pero las
    proezas que ya habían visto del novel caballero les tenía la risa a raya.
    Al ceñirle la espada, dijo la buena señora:

    — Dios haga a vuestra merced muy venturoso caballero y le dé ventura en
    lides.

    Don Quijote le preguntó cómo se llamaba, porque él supiese de allí adelante
    a quién quedaba obligado por la merced recebida; porque pensaba darle
    alguna parte de la honra que alcanzase por el valor de su brazo. Ella
    respondió con mucha humildad que se llamaba la Tolosa, y que era hija de un
    remendón natural de Toledo que vivía a las tendillas de Sancho Bienaya, y
    que dondequiera que ella estuviese le serviría y le tendría por señor. Don
    Quijote le replicó que, por su amor, le hiciese merced que de allí adelante
    se pusiese don y se llamase doña Tolosa. Ella se lo prometió, y la otra le
    calzó la espuela, con la cual le pasó casi el mismo coloquio que con la de
    la espada: preguntóle su nombre, y dijo que se llamaba la Molinera, y que
    era hija de un honrado molinero de Antequera; a la cual también rogó don
    Quijote que se pusiese don y se llamase doña Molinera, ofreciéndole nuevos
    servicios y mercedes.

    Hechas, pues, de galope y aprisa las hasta allí nunca vistas ceremonias, no
    vio la hora don Quijote de verse a caballo y salir buscando las aventuras;
    y, ensillando luego a Rocinante, subió en él, y, abrazando a su huésped, le
    dijo cosas tan estrañas, agradeciéndole la merced de haberle armado
    caballero, que no es posible acertar a referirlas. El ventero, por verle ya
    fuera de la venta, con no menos retóricas, aunque con más breves palabras,
    respondió a las suyas, y, sin pedirle la costa de la posada, le dejó ir a
    la buen hora.

    Capítulo IV. De lo que le sucedió a nuestro caballero cuando salió de la
    venta

    La del alba sería cuando don Quijote salió de la venta, tan contento, tan
    gallardo, tan alborozado por verse ya armado caballero, que el gozo le
    reventaba por las cinchas del caballo. Mas, viniéndole a la memoria los
    consejos de su huésped cerca de las prevenciones tan necesarias que había
    de llevar consigo, especial la de los dineros y camisas, determinó volver a
    su casa y acomodarse de todo, y de un escudero, haciendo cuenta de recebir
    a un labrador vecino suyo, que era pobre y con hijos, pero muy a propósito
    para el oficio escuderil de la caballería. Con este pensamiento guió a
    Rocinante hacia su aldea, el cual, casi conociendo la querencia, con tanta
    gana comenzó a caminar, que parecía que no ponía los pies en el suelo.

    No había andado mucho, cuando le pareció que a su diestra mano, de la
    espesura de un bosque que allí estaba, salían unas voces delicadas, como de
    persona que se quejaba; y apenas las hubo oído, cuando dijo:

    — Gracias doy al cielo por la merced que me hace, pues tan presto me pone
    ocasiones delante donde yo pueda cumplir con lo que debo a mi profesión, y
    donde pueda coger el fruto de mis buenos deseos. Estas voces, sin duda, son
    de algún menesteroso o menesterosa, que ha menester mi favor y ayuda.

    Y, volviendo las riendas, encaminó a Rocinante hacia donde le pareció que
    las voces salían. Y, a pocos pasos que entró por el bosque, vio atada una
    yegua a una encina, y atado en otra a un muchacho, desnudo de medio cuerpo
    arriba, hasta de edad de quince años, que era el que las voces daba; y no
    sin causa, porque le estaba dando con una pretina muchos azotes un labrador
    de buen talle, y cada azote le acompañaba con una reprehensión y consejo.
    Porque decía:

    — La lengua queda y los ojos listos.

    Y el muchacho respondía:

    — No lo haré otra vez, señor mío; por la pasión de Dios, que no lo haré otra
    vez; y yo prometo de tener de aquí adelante más cuidado con el hato.

    Y, viendo don Quijote lo que pasaba, con voz airada dijo:

    — Descortés caballero, mal parece tomaros con quien defender no se puede;
    subid sobre vuestro caballo y tomad vuestra lanza —que también tenía una
    lanza arrimada a la encima adonde estaba arrendada la yegua—, que yo os
    haré conocer ser de cobardes lo que estáis haciendo.

    El labrador, que vio sobre sí aquella figura llena de armas blandiendo la
    lanza sobre su rostro, túvose por muerto, y con buenas palabras respondió:

    — Señor caballero, este muchacho que estoy castigando es un mi criado, que
    me sirve de guardar una manada de ovejas que tengo en estos contornos, el
    cual es tan descuidado, que cada día me falta una; y, porque castigo su
    descuido, o bellaquería, dice que lo hago de miserable, por no pagalle la
    soldada que le debo, y en Dios y en mi ánima que miente.

    — ¿"Miente", delante de mí, ruin villano? —dijo don Quijote—. Por el sol que
    nos alumbra, que estoy por pasaros de parte a parte con esta lanza. Pagadle
    luego sin más réplica; si no, por el Dios que nos rige, que os concluya y
    aniquile en este punto. Desatadlo luego.

    El labrador bajó la cabeza y, sin responder palabra, desató a su criado, al
    cual preguntó don Quijote que cuánto le debía su amo. Él dijo que nueve
    meses, a siete reales cada mes. Hizo la cuenta don Quijote y halló que
    montaban setenta y tres reales, y díjole al labrador que al momento los
    desembolsase, si no quería morir por ello. Respondió el medroso villano que
    para el paso en que estaba y juramento que había hecho —y aún no había
    jurado nada—, que no eran tantos, porque se le habían de descontar y
    recebir en cuenta tres pares de zapatos que le había dado y un real de dos
    sangrías que le habían hecho estando enfermo.

    — Bien está todo eso —replicó don Quijote—, pero quédense los zapatos y las
    sangrías por los azotes que sin culpa le habéis dado; que si él rompió el
    cuero de los zapatos que vos pagastes, vos le habéis rompido el de su
    cuerpo; y si le sacó el barbero sangre estando enfermo, vos en sanidad se
    la habéis sacado; ansí que, por esta parte, no os debe nada.

    — El daño está, señor caballero, en que no tengo aquí dineros: véngase
    Andrés conmigo a mi casa, que yo se los pagaré un real sobre otro.

    — ¿Irme yo con él? —dijo el muchacho—. Mas, ¡mal año! No, señor, ni por
    pienso; porque, en viéndose solo, me desuelle como a un San Bartolomé.

    — No hará tal —replicó don Quijote—: basta que yo se lo mande para que me
    tenga respeto; y con que él me lo jure por la ley de caballería que ha
    recebido, le dejaré ir libre y aseguraré la paga.

    — Mire vuestra merced, señor, lo que dice —dijo el muchacho—, que este mi
    amo no es caballero ni ha recebido orden de caballería alguna; que es Juan
    Haldudo el rico, el vecino del Quintanar.

    — Importa eso poco —respondió don Quijote—, que Haldudos puede haber
    caballeros; cuanto más, que cada uno es hijo de sus obras.

    — Así es verdad —dijo Andrés—; pero este mi amo, ¿de qué obras es hijo, pues
    me niega mi soldada y mi sudor y trabajo?

    — No niego, hermano Andrés —respondió el labrador—; y hacedme placer de
    veniros conmigo, que yo juro por todas las órdenes que de caballerías hay
    en el mundo de pagaros, como tengo dicho, un real sobre otro, y aun
    sahumados.

    — Del sahumerio os hago gracia —dijo don Quijote—; dádselos en reales, que
    con eso me contento; y mirad que lo cumpláis como lo habéis jurado; si no,
    por el mismo juramento os juro de volver a buscaros y a castigaros, y que
    os tengo de hallar, aunque os escondáis más que una lagartija. Y si queréis
    saber quién os manda esto, para quedar con más veras obligado a cumplirlo,
    sabed que yo soy el valeroso don Quijote de la Mancha, el desfacedor de
    agravios y sinrazones; y a Dios quedad, y no se os parta de las mientes lo
    prometido y jurado, so pena de la pena pronunciada.

    Y, en diciendo esto, picó a su Rocinante, y en breve espacio se apartó
    dellos. Siguióle el labrador con los ojos, y, cuando vio que había
    traspuesto del bosque y que ya no parecía, volvióse a su criado Andrés y
    díjole:

    — Venid acá, hijo mío, que os quiero pagar lo que os debo, como aquel
    deshacedor de agravios me dejó mandado.

    — Eso juro yo —dijo Andrés—; y ¡cómo que andará vuestra merced acertado en
    cumplir el mandamiento de aquel buen caballero, que mil años viva; que,
    según es de valeroso y de buen juez, vive Roque, que si no me paga, que
    vuelva y ejecute lo que dijo!

    — También lo juro yo —dijo el labrador—; pero, por lo mucho que os quiero,
    quiero acrecentar la deuda por acrecentar la paga.

    Y, asiéndole del brazo, le tornó a atar a la encina, donde le dio tantos
    azotes, que le dejó por muerto.

    — Llamad, señor Andrés, ahora —decía el labrador— al desfacedor de agravios,
    veréis cómo no desface aquéste; aunque creo que no está acabado de hacer,
    porque me viene gana de desollaros vivo, como vos temíades.

    Pero, al fin, le desató y le dio licencia que fuese a buscar su juez, para
    que ejecutase la pronunciada sentencia. Andrés se partió algo mohíno,
    jurando de ir a buscar al valeroso don Quijote de la Mancha y contalle
    punto por punto lo que había pasado, y que se lo había de pagar con las
    setenas. Pero, con todo esto, él se partió llorando y su amo se quedó
    riendo.

    Y desta manera deshizo el agravio el valeroso don Quijote; el cual,
    contentísimo de lo sucedido, pareciéndole que había dado felicísimo y alto
    principio a sus caballerías, con gran satisfación de sí mismo iba caminando
    hacia su aldea, diciendo a media voz:

    — Bien te puedes llamar dichosa sobre cuantas hoy viven en la tierra, ¡oh
    sobre las bellas bella Dulcinea del Toboso!, pues te cupo en suerte tener
    sujeto y rendido a toda tu voluntad e talante a un tan valiente y tan
    nombrado caballero como lo es y será don Quijote de la Mancha, el cual,
    como todo el mundo sabe, ayer rescibió la orden de caballería, y hoy ha
    desfecho el mayor tuerto y agravio que formó la sinrazón y cometió la
    crueldad: hoy quitó el látigo de la mano a aquel despiadado enemigo que tan
    sin ocasión vapulaba a aquel delicado infante.

    En esto, llegó a un camino que en cuatro se dividía, y luego se le vino a
    la imaginación las encrucejadas donde los caballeros andantes se ponían a
    pensar cuál camino de aquéllos tomarían, y, por imitarlos, estuvo un rato
    quedo; y, al cabo de haberlo muy bien pensado, soltó la rienda a Rocinante,
    dejando a la voluntad del rocín la suya, el cual siguió su primer intento,
    que fue el irse camino de su caballeriza.

    Y, habiendo andado como dos millas, descubrió don Quijote un grande tropel
    de gente, que, como después se supo, eran unos mercaderes toledanos que
    iban a comprar seda a Murcia. Eran seis, y venían con sus quitasoles, con
    otros cuatro criados a caballo y tres mozos de mulas a pie. Apenas los
    divisó don Quijote, cuando se imaginó ser cosa de nueva aventura; y, por
    imitar en todo cuanto a él le parecía posible los pasos que había leído en
    sus libros, le pareció venir allí de molde uno que pensaba hacer. Y así,
    con gentil continente y denuedo, se afirmó bien en los estribos, apretó la
    lanza, llegó la adarga al pecho, y, puesto en la mitad del camino, estuvo
    esperando que aquellos caballeros andantes llegasen, que ya él por tales
    los tenía y juzgaba; y, cuando llegaron a trecho que se pudieron ver y oír,
    levantó don Quijote la voz, y con ademán arrogante dijo:

    — Todo el mundo se tenga, si todo el mundo no confiesa que no hay en el
    mundo todo doncella más hermosa que la emperatriz de la Mancha, la sin par
    Dulcinea del Toboso.

    Paráronse los mercaderes al son destas razones, y a ver la estraña figura
    del que las decía; y, por la figura y por las razones, luego echaron de ver
    la locura de su dueño; mas quisieron ver despacio en qué paraba aquella
    confesión que se les pedía, y uno dellos, que era un poco burlón y muy
    mucho discreto, le dijo:

    — Señor caballero, nosotros no conocemos quién sea esa buena señora que
    decís; mostrádnosla: que si ella fuere de tanta hermosura como significáis,
    de buena gana y sin apremio alguno confesaremos la verdad que por parte
    vuestra nos es pedida.

    — Si os la mostrara —replicó don Quijote—, ¿qué hiciérades vosotros en
    confesar una verdad tan notoria? La importancia está en que sin verla lo
    habéis de creer, confesar, afirmar, jurar y defender; donde no, conmigo
    sois en batalla, gente descomunal y soberbia. Que, ahora vengáis uno a uno,
    como pide la orden de caballería, ora todos juntos, como es costumbre y
    mala usanza de los de vuestra ralea, aquí os aguardo y espero, confiado en
    la razón que de mi parte tengo.

    — Señor caballero —replicó el mercader—, suplico a vuestra merced, en nombre
    de todos estos príncipes que aquí estamos, que, porque no encarguemos
    nuestras conciencias confesando una cosa por nosotros jamás vista ni oída,
    y más siendo tan en perjuicio de las emperatrices y reinas del Alcarria y
    Estremadura, que vuestra merced sea servido de mostrarnos algún retrato de
    esa señora, aunque sea tamaño como un grano de trigo; que por el hilo se
    sacará el ovillo, y quedaremos con esto satisfechos y seguros, y vuestra
    merced quedará contento y pagado; y aun creo que estamos ya tan de su parte
    que, aunque su retrato nos muestre que es tuerta de un ojo y que del otro
    le mana bermellón y piedra azufre, con todo eso, por complacer a vuestra
    merced, diremos en su favor todo lo que quisiere.

    — No le mana, canalla infame —respondió don Quijote, encendido en cólera—;
    no le mana, digo, eso que decís, sino ámbar y algalia entre algodones; y no
    es tuerta ni corcovada, sino más derecha que un huso de Guadarrama. Pero
    vosotros pagaréis la grande blasfemia que habéis dicho contra tamaña beldad
    como es la de mi señora.

    Y, en diciendo esto, arremetió con la lanza baja contra el que lo había
    dicho, con tanta furia y enojo que, si la buena suerte no hiciera que en la
    mitad del camino tropezara y cayera Rocinante, lo pasara mal el atrevido
    mercader. Cayó Rocinante, y fue rodando su amo una buena pieza por el
    campo; y, queriéndose levantar, jamás pudo: tal embarazo le causaban la
    lanza, adarga, espuelas y celada, con el peso de las antiguas armas. Y,
    entretanto que pugnaba por levantarse y no podía, estaba diciendo:

    — ¡Non fuyáis, gente cobarde; gente cautiva, atended!; que no por culpa mía,
    sino de mi caballo, estoy aquí tendido.

    Un mozo de mulas de los que allí venían, que no debía de ser muy bien
    intencionado, oyendo decir al pobre caído tantas arrogancias, no lo pudo
    sufrir sin darle la respuesta en las costillas. Y, llegándose a él, tomó la
    lanza, y, después de haberla hecho pedazos, con uno dellos comenzó a dar a
    nuestro don Quijote tantos palos que, a despecho y pesar de sus armas, le
    molió como cibera. Dábanle voces sus amos que no le diese tanto y que le
    dejase, pero estaba ya el mozo picado y no quiso dejar el juego hasta
    envidar todo el resto de su cólera; y, acudiendo por los demás trozos de la
    lanza, los acabó de deshacer sobre el miserable caído, que, con toda
    aquella tempestad de palos que sobre él vía, no cerraba la boca, amenazando
    al cielo y a la tierra, y a los malandrines, que tal le parecían.

    Cansóse el mozo, y los mercaderes siguieron su camino, llevando qué contar
    en todo él del pobre apaleado. El cual, después que se vio solo, tornó a
    probar si podía levantarse; pero si no lo pudo hacer cuando sano y bueno,
    ¿cómo lo haría molido y casi deshecho? Y aún se tenía por dichoso,
    pareciéndole que aquélla era propia desgracia de caballeros andantes, y
    toda la atribuía a la falta de su caballo, y no era posible levantarse,
    según tenía brumado todo el cuerpo.

    Capítulo V. Donde se prosigue la narración de la desgracia de nuestro
    caballero

    Viendo, pues, que, en efeto, no podía menearse, acordó de acogerse a su
    ordinario remedio, que era pensar en algún paso de sus libros; y trújole su
    locura a la memoria aquel de Valdovinos y del marqués de Mantua, cuando
    Carloto le dejó herido en la montiña, historia sabida de los niños, no
    ignorada de los mozos, celebrada y aun creída de los viejos; y, con todo
    esto, no más verdadera que los milagros de Mahoma. Ésta, pues, le pareció a
    él que le venía de molde para el paso en que se hallaba; y así, con
    muestras de grande sentimiento, se comenzó a volcar por la tierra y a decir
    con debilitado aliento lo mesmo que dicen decía el herido caballero del
    bosque:

    -¿Donde estás, señora mía,
    que no te duele mi mal?
    O no lo sabes, señora,
    o eres falsa y desleal.

    Y, desta manera, fue prosiguiendo el romance hasta aquellos versos que
    dicen:

    -¡Oh noble marqués de Mantua,
    mi tío y señor carnal!

    Y quiso la suerte que, cuando llegó a este verso, acertó a pasar por allí
    un labrador de su mesmo lugar y vecino suyo, que venía de llevar una carga
    de trigo al molino; el cual, viendo aquel hombre allí tendido, se llegó a
    él y le preguntó que quién era y qué mal sentía que tan tristemente se
    quejaba. Don Quijote creyó, sin duda, que aquél era el marqués de Mantua,
    su tío; y así, no le respondió otra cosa si no fue proseguir en su romance,
    donde le daba cuenta de su desgracia y de los amores del hijo del Emperante
    con su esposa, todo de la mesma manera que el romance lo canta.

    El labrador estaba admirado oyendo aquellos disparates; y, quitándole la
    visera, que ya estaba hecha pedazos de los palos, le limpió el rostro, que
    le tenía cubierto de polvo; y apenas le hubo limpiado, cuando le conoció y
    le dijo:

    — Señor Quijana —que así se debía de llamar cuando él tenía juicio y no
    había pasado de hidalgo sosegado a caballero andante—, ¿quién ha puesto a
    vuestra merced desta suerte?

    Pero él seguía con su romance a cuanto le preguntaba. Viendo esto el buen
    hombre, lo mejor que pudo le quitó el peto y espaldar, para ver si tenía
    alguna herida; pero no vio sangre ni señal alguna. Procuró levantarle del
    suelo, y no con poco trabajo le subió sobre su jumento, por parecer
    caballería más sosegada. Recogió las armas, hasta las astillas de la lanza,
    y liólas sobre Rocinante, al cual tomó de la rienda, y del cabestro al
    asno, y se encaminó hacia su pueblo, bien pensativo de oír los disparates
    que don Quijote decía; y no menos iba don Quijote, que, de puro molido y
    quebrantado, no se podía tener sobre el borrico, y de cuando en cuando daba
    unos suspiros que los ponía en el cielo; de modo que de nuevo obligó a que
    el labrador le preguntase le dijese qué mal sentía; y no parece sino que el
    diablo le traía a la memoria los cuentos acomodados a sus sucesos, porque,
    en aquel punto, olvidándose de Valdovinos, se acordó del moro Abindarráez,
    cuando el alcaide de Antequera, Rodrigo de Narváez, le prendió y llevó
    cautivo a su alcaidía. De suerte que, cuando el labrador le volvió a
    preguntar que cómo estaba y qué sentía, le respondió las mesmas palabras y
    razones que el cautivo Abencerraje respondía a Rodrigo de Narváez, del
    mesmo modo que él había leído la historia en La Diana, de Jorge de
    Montemayor, donde se escribe; aprovechándose della tan a propósito, que el
    labrador se iba dando al diablo de oír tanta máquina de necedades; por
    donde conoció que su vecino estaba loco, y dábale priesa a llegar al
    pueblo, por escusar el enfado que don Quijote le causaba con su larga
    arenga. Al cabo de lo cual, dijo:

    — Sepa vuestra merced, señor don Rodrigo de Narváez, que esta hermosa Jarifa
    que he dicho es ahora la linda Dulcinea del Toboso, por quien yo he hecho,
    hago y haré los más famosos hechos de caballerías que se han visto, vean ni
    verán en el mundo.

    A esto respondió el labrador:

    — Mire vuestra merced, señor, pecador de mí, que yo no soy don Rodrigo de
    Narváez, ni el marqués de Mantua, sino Pedro Alonso, su vecino; ni vuestra
    merced es Valdovinos, ni Abindarráez, sino el honrado hidalgo del señor
    Quijana.

    — Yo sé quién soy —respondió don Quijote—; y sé que puedo ser no sólo los
    que he dicho, sino todos los Doce Pares de Francia, y aun todos los Nueve
    de la Fama, pues a todas las hazañas que ellos todos juntos y cada uno por
    sí hicieron, se aventajarán las mías.

    En estas pláticas y en otras semejantes, llegaron al lugar a la hora que
    anochecía, pero el labrador aguardó a que fuese algo más noche, porque no
    viesen al molido hidalgo tan mal caballero. Llegada, pues, la hora que le
    pareció, entró en el pueblo, y en la casa de don Quijote, la cual halló
    toda alborotada; y estaban en ella el cura y el barbero del lugar, que eran
    grandes amigos de don Quijote, que estaba diciéndoles su ama a voces:

    — ¿Qué le parece a vuestra merced, señor licenciado Pero Pérez —que así se
    llamaba el cura—, de la desgracia de mi señor? Tres días ha que no parecen
    él, ni el rocín, ni la adarga, ni la lanza ni las armas. ¡Desventurada de
    mí!, que me doy a entender, y así es ello la verdad como nací para morir,
    que estos malditos libros de caballerías que él tiene y suele leer tan de
    ordinario le han vuelto el juicio; que ahora me acuerdo haberle oído decir
    muchas veces, hablando entre sí, que quería hacerse caballero andante e
    irse a buscar las aventuras por esos mundos. Encomendados sean a Satanás y
    a Barrabás tales libros, que así han echado a perder el más delicado
    entendimiento que había en toda la Mancha.

    La sobrina decía lo mesmo, y aun decía más:

    — Sepa, señor maese Nicolás —que éste era el nombre del barbero—, que muchas
    veces le aconteció a mi señor tío estarse leyendo en estos desalmados
    libros de desventuras dos días con sus noches, al cabo de los cuales,
    arrojaba el libro de las manos, y ponía mano a la espada y andaba a
    cuchilladas con las paredes; y cuando estaba muy cansado, decía que había
    muerto a cuatro gigantes como cuatro torres, y el sudor que sudaba del
    cansancio decía que era sangre de las feridas que había recebido en la
    batalla; y bebíase luego un gran jarro de agua fría, y quedaba sano y
    sosegado, diciendo que aquella agua era una preciosísima bebida que le
    había traído el sabio Esquife, un grande encantador y amigo suyo. Mas yo me
    tengo la culpa de todo, que no avisé a vuestras mercedes de los disparates
    de mi señor tío, para que lo remediaran antes de llegar a lo que ha
    llegado, y quemaran todos estos descomulgados libros, que tiene muchos, que
    bien merecen ser abrasados, como si fuesen de herejes.

    — Esto digo yo también —dijo el cura—, y a fee que no se pase el día de
    mañana sin que dellos no se haga acto público y sean condenados al fuego,
    porque no den ocasión a quien los leyere de hacer lo que mi buen amigo debe
    de haber hecho.

    Todo esto estaban oyendo el labrador y don Quijote, con que acabó de
    entender el labrador la enfermedad de su vecino; y así, comenzó a decir a
    voces:

    — Abran vuestras mercedes al señor Valdovinos y al señor marqués de Mantua,
    que viene malferido, y al señor moro Abindarráez, que trae cautivo el
    valeroso Rodrigo de Narváez, alcaide de Antequera.

    A estas voces salieron todos, y, como conocieron los unos a su amigo, las
    otras a su amo y tío, que aún no se había apeado del jumento, porque no
    podía, corrieron a abrazarle. Él dijo:

    — Ténganse todos, que vengo malferido por la culpa de mi caballo. Llévenme a
    mi lecho y llámese, si fuere posible, a la sabia Urganda, que cure y cate
    de mis feridas.

    — ¡Mirá, en hora maza —dijo a este punto el ama—, si me decía a mí bien mi
    corazón del pie que cojeaba mi señor! Suba vuestra merced en buen hora,
    que, sin que venga esa Hurgada, le sabremos aquí curar. ¡Malditos, digo,
    sean otra vez y otras ciento estos libros de caballerías, que tal han
    parado a vuestra merced!

    Lleváronle luego a la cama, y, catándole las feridas, no le hallaron
    ninguna; y él dijo que todo era molimiento, por haber dado una gran caída
    con Rocinante, su caballo, combatiéndose con diez jayanes, los más
    desaforados y atrevidos que se pudieran fallar en gran parte de la tierra.

    — ¡Ta, ta! —dijo el cura—. ¿Jayanes hay en la danza? Para mi santiguada, que
    yo los queme mañana antes que llegue la noche.

    Hiciéronle a don Quijote mil preguntas, y a ninguna quiso responder otra
    cosa sino que le diesen de comer y le dejasen dormir, que era lo que más le
    importaba. Hízose así, y el cura se informó muy a la larga del labrador del
    modo que había hallado a don Quijote. Él se lo contó todo, con los
    disparates que al hallarle y al traerle había dicho; que fue poner más
    deseo en el licenciado de hacer lo que otro día hizo, que fue llamar a su
    amigo el barbero maese Nicolás, con el cual se vino a casa de don Quijote,

    Capítulo VI. Del donoso y grande escrutinio que el cura y el barbero
    hicieron en la librería de nuestro ingenioso hidalgo

    el cual aún todavía dormía. Pidió las llaves, a la sobrina, del aposento
    donde estaban los libros, autores del daño, y ella se las dio de muy buena
    gana. Entraron dentro todos, y la ama con ellos, y hallaron más de cien
    cuerpos de libros grandes, muy bien encuadernados, y otros pequeños; y, así
    como el ama los vio, volvióse a salir del aposento con gran priesa, y tornó
    luego con una escudilla de agua bendita y un hisopo, y dijo:

    — Tome vuestra merced, señor licenciado: rocíe este aposento, no esté aquí
    algún encantador de los muchos que tienen estos libros, y nos encanten, en
    pena de las que les queremos dar echándolos del mundo.

    Causó risa al licenciado la simplicidad del ama, y mandó al barbero que le
    fuese dando de aquellos libros uno a uno, para ver de qué trataban, pues
    podía ser hallar algunos que no mereciesen castigo de fuego.

    — No —dijo la sobrina—, no hay para qué perdonar a ninguno, porque todos han
    sido los dañadores; mejor será arrojarlos por las ventanas al patio, y
    hacer un rimero dellos y pegarles fuego; y si no, llevarlos al corral, y
    allí se hará la hoguera, y no ofenderá el humo.

    Lo mismo dijo el ama: tal era la gana que las dos tenían de la muerte de
    aquellos inocentes; mas el cura no vino en ello sin primero leer siquiera
    los títulos. Y el primero que maese Nicolás le dio en las manos fue Los
    cuatro de Amadís de Gaula, y dijo el cura:

    — Parece cosa de misterio ésta; porque, según he oído decir, este libro fue
    el primero de caballerías que se imprimió en España, y todos los demás han
    tomado principio y origen déste; y así, me parece que, como a dogmatizador
    de una secta tan mala, le debemos, sin escusa alguna, condenar al fuego.

    — No, señor —dijo el barbero—, que también he oído decir que es el mejor de
    todos los libros que de este género se han compuesto; y así, como a único
    en su arte, se debe perdonar.

    — Así es verdad —dijo el cura—, y por esa razón se le otorga la vida por
    ahora. Veamos esotro que está junto a él.

    — Es —dijo el barbero— las Sergas de Esplandián, hijo legítimo de Amadís de
    Gaula.

    — Pues, en verdad —dijo el cura— que no le ha de valer al hijo la bondad del
    padre. Tomad, señora ama: abrid esa ventana y echadle al corral, y dé
    principio al montón de la hoguera que se ha de hacer.

    Hízolo así el ama con mucho contento, y el bueno de Esplandián fue volando
    al corral, esperando con toda paciencia el fuego que le amenazaba.

    — Adelante —dijo el cura.

    — Este que viene —dijo el barbero— es Amadís de Grecia; y aun todos los
    deste lado, a lo que creo, son del mesmo linaje de Amadís.

    — Pues vayan todos al corral —dijo el cura—; que, a trueco de quemar a la
    reina Pintiquiniestra, y al pastor Darinel, y a sus églogas, y a las
    endiabladas y revueltas razones de su autor, quemaré con ellos al padre que
    me engendró, si anduviera en figura de caballero andante.

    — De ese parecer soy yo —dijo el barbero.

    — Y aun yo —añadió la sobrina.

    — Pues así es —dijo el ama—, vengan, y al corral con ellos.

    Diéronselos, que eran muchos, y ella ahorró la escalera y dio con ellos por
    la ventana abajo.

    — ¿Quién es ese tonel? —dijo el cura.

    — Éste es —respondió el barbero— Don Olivante de Laura.

    — El autor de ese libro —dijo el cura— fue el mesmo que compuso a Jardín de
    flores; y en verdad que no sepa determinar cuál de los dos libros es más
    verdadero, o, por decir mejor, menos mentiroso; sólo sé decir que éste irá
    al corral por disparatado y arrogante.

    — Éste que se sigue es Florimorte de Hircania —dijo el barbero.

    — ¿Ahí está el señor Florimorte? —replicó el cura—. Pues a fe que ha de
    parar presto en el corral, a pesar de su estraño nacimiento y sonadas
    aventuras; que no da lugar a otra cosa la dureza y sequedad de su estilo.
    Al corral con él y con esotro, señora ama.

    — Que me place, señor mío —respondía ella; y con mucha alegría ejecutaba lo
    que le era mandado.

    — Éste es El Caballero Platir —dijo el barbero.

    — Antiguo libro es éste —dijo el cura—, y no hallo en él cosa que merezca
    venia. Acompañe a los demás sin réplica.

    Y así fue hecho. Abrióse otro libro y vieron que tenía por título El
    Caballero de la Cruz.

    — Por nombre tan santo como este libro tiene, se podía perdonar su
    ignorancia; mas también se suele decir: "tras la cruz está el diablo"; vaya
    al fuego.

    Tomando el barbero otro libro, dijo:

    — Éste es Espejo de caballerías.

    — Ya conozco a su merced —dijo el cura—. Ahí anda el señor Reinaldos de
    Montalbán con sus amigos y compañeros, más ladrones que Caco, y los doce
    Pares, con el verdadero historiador Turpín; y en verdad que estoy por
    condenarlos no más que a destierro perpetuo, siquiera porque tienen parte
    de la invención del famoso Mateo Boyardo, de donde también tejió su tela el
    cristiano poeta Ludovico Ariosto; al cual, si aquí le hallo, y que habla en
    otra lengua que la suya, no le guardaré respeto alguno; pero si habla en su
    idioma, le pondré sobre mi cabeza.

    — Pues yo le tengo en italiano —dijo el barbero—, mas no le entiendo.

    — Ni aun fuera bien que vos le entendiérades —respondió el cura—, y aquí le
    perdonáramos al señor capitán que no le hubiera traído a España y hecho
    castellano; que le quitó mucho de su natural valor, y lo mesmo harán todos
    aquellos que los libros de verso quisieren volver en otra lengua: que, por
    mucho cuidado que pongan y habilidad que muestren, jamás llegarán al punto
    que ellos tienen en su primer nacimiento. Digo, en efeto, que este libro, y
    todos los que se hallaren que tratan destas cosas de Francia, se echen y
    depositen en un pozo seco, hasta que con más acuerdo se vea lo que se ha de
    hacer dellos, ecetuando a un Bernardo del Carpio que anda por ahí y a otro
    llamado Roncesvalles; que éstos, en llegando a mis manos, han de estar en
    las del ama, y dellas en las del fuego, sin remisión alguna.

    Todo lo confirmó el barbero, y lo tuvo por bien y por cosa muy acertada,
    por entender que era el cura tan buen cristiano y tan amigo de la verdad,
    que no diría otra cosa por todas las del mundo. Y, abriendo otro libro, vio
    que era Palmerín de Oliva, y junto a él estaba otro que se llamaba Palmerín
    de Ingalaterra; lo cual visto por el licenciado, dijo:

    — Esa oliva se haga luego rajas y se queme, que aun no queden della las
    cenizas; y esa palma de Ingalaterra se guarde y se conserve como a cosa
    única, y se haga para ello otra caja como la que halló Alejandro en los
    despojos de Dario, que la diputó para guardar en ella las obras del poeta
    Homero. Este libro, señor compadre, tiene autoridad por dos cosas: la una,
    porque él por sí es muy bueno, y la otra, porque es fama que le compuso un
    discreto rey de Portugal. Todas las aventuras del castillo de Miraguarda
    son bonísimas y de grande artificio; las razones, cortesanas y claras, que
    guardan y miran el decoro del que habla con mucha propriedad y
    entendimiento. Digo, pues, salvo vuestro buen parecer, señor maese Nicolás,
    que éste y Amadís de Gaula queden libres del fuego, y todos los demás, sin
    hacer más cala y cata, perezcan.

    — No, señor compadre —replicó el barbero—; que éste que aquí tengo es el
    afamado Don Belianís.

    — Pues ése —replicó el cura—, con la segunda, tercera y cuarta parte, tienen
    necesidad de un poco de ruibarbo para purgar la demasiada cólera suya, y es
    menester quitarles todo aquello del castillo de la Fama y otras
    impertinencias de más importancia, para lo cual se les da término
    ultramarino, y como se enmendaren, así se usará con ellos de misericordia o
    de justicia; y en tanto, tenedlos vos, compadre, en vuestra casa, mas no
    los dejéis leer a ninguno.

    — Que me place —respondió el barbero.

    Y, sin querer cansarse más en leer libros de caballerías, mandó al ama que
    tomase todos los grandes y diese con ellos en el corral. No se dijo a tonta
    ni a sorda, sino a quien tenía más gana de quemallos que de echar una tela,
    por grande y delgada que fuera; y, asiendo casi ocho de una vez, los arrojó
    por la ventana. Por tomar muchos juntos, se le cayó uno a los pies del
    barbero, que le tomó gana de ver de quién era, y vio que decía: Historia
    del famoso caballero Tirante el Blanco.

    — ¡Válame Dios! —dijo el cura, dando una gran voz—. ¡Que aquí esté Tirante
    el Blanco! Dádmele acá, compadre; que hago cuenta que he hallado en él un
    tesoro de contento y una mina de pasatiempos. Aquí está don Quirieleisón de
    Montalbán, valeroso caballero, y su hermano Tomás de Montalbán, y el
    caballero Fonseca, con la batalla que el valiente de Tirante hizo con el
    alano, y las agudezas de la doncella Placerdemivida, con los amores y
    embustes de la viuda Reposada, y la señora Emperatriz, enamorada de
    Hipólito, su escudero. Dígoos verdad, señor compadre, que, por su estilo,
    es éste el mejor libro del mundo: aquí comen los caballeros, y duermen, y
    mueren en sus camas, y hacen testamento antes de su muerte, con estas cosas
    de que todos los demás libros deste género carecen. Con todo eso, os digo
    que merecía el que le compuso, pues no hizo tantas necedades de industria,
    que le echaran a galeras por todos los días de su vida. Llevadle a casa y
    leedle, y veréis que es verdad cuanto dél os he dicho.

    — Así será —respondió el barbero—; pero, ¿qué haremos destos pequeños libros
    que quedan?

    — Éstos —dijo el cura— no deben de ser de caballerías, sino de poesía.

    Y abriendo uno, vio que era La Diana, de Jorge de Montemayor, y dijo,
    creyendo que todos los demás eran del mesmo género: